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Unidade 4
Inovação, Economia Criativa e Geração de Valor: O Papel Vital da Criatividade Empreendedora
Aula 1
Geração de Valor
Geração de valor
Geração de valor
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sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
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Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante! Este é um espaço de descobertas e reflexões
que moldarão sua compreensão do mundo dos negócios e
do papel crucial da inovação no ambiente empreendedor.
Vamos conhecer o empreendedor fictício Leonardo, imerso
em desafios no cenário competitivo atual e entender como
ele pode, estrategicamente, criar valor em seu negócio,
como a inovação pode impulsionar seus empreendimentos e
qual o papel da cooperação e redes de inovação nesse
contexto.
Ao longo da aula, questionaremos como a compreensão da
cadeia de valor pode ser um guia valioso para
empreendedores, revelando oportunidades de otimização e
diferenciação; aprofundaremos o entendimento da cadeia
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/d8dddef6-1b6a-55a4-833d-80569223c357.pdf
de valor da inovação explorando como as empresas podem
gerar valor por meio de processos criativos e disruptivos; e
investigaremos como a cooperação e as redes de inovação
podem ser catalisadoras para o sucesso empreendedor,
conectando mentes brilhantes e recursos.
Fica o desafio: como Leonardo, nosso empreendedor, pode
utilizar esses conceitos para não apenas sobreviver, mas
prosperar em um ambiente de negócios dinâmico e
desafiador? Que estratégias de cooperação e inovação ele
poderia adotar para se destacar no mercado? Estimule sua
atenção aos detalhes, pois esses tópicos não apenas
compõem o cerne desta disciplina, mas também oferecem
insights práticos que você poderá aplicar em sua jornada
empreendedora. Desejo a você uma jornada enriquecedora
de aprendizado, repleta de descobertas e insights que
moldarão sua visão sobre empreendedorismo e inovação.
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Criação e captura de valor
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Você já parou para pensar na jornada que um novo produto
ou serviço percorre antes de chegar até os consumidores
finais? A importância das empresas em criar, gerar e
capturar valor nas inovações é um tópico crucial para o
sucesso e a sustentabilidade de longo prazo em qualquer
mercado. A inovação, no contexto empresarial, vai além da
simples geração de ideias; ela envolve a transformação
dessas ideias em produtos, serviços ou modelos de negócios
que criam valor tangível para os clientes e, por
consequência, para a própria empresa.
De acordo com Tidd e Bessant (2015), é essencial
compreender que uma ideia, por si só, não é suficiente para
garantir o sucesso; o que se torna especial é a capacidade de
transformá-la em algo que satisfaça uma necessidade ou
resolva um problema real dos consumidores. Esse processo
de transformação envolve uma habilidade de moldar e
configurar a ideia inicial, adaptando-a e aprimorando-a até
que se torne uma solução viável e conveniente no mercado.
Segundo Bessant e Tidd (2019), a chave para gerar valor por
meio da inovação reside na compreensão profunda do
mercado, dos clientes e de como a proposta de solução se
enquadra nesse contexto. Um aspecto fundamental para se
criar e capturar valor é o desenvolvimento de um modelo de
negócios eficaz; esse modelo deve explicar claramente como
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o valor é criado para os clientes. Por exemplo, algumas
empresas do setor do vestuário oferecem serviços de
personalização, em que os clientes podem escolher cores,
designs ou até mesmo ter roupas feitas sob medida por
meio de plataformas online. Essa abordagem cria valor ao
oferecer exclusividade e um ajuste personalizado para os
clientes.
Teece apud Tidd e Bessant (2015) propõe uma visão
abrangente sobre a captura de valor na inovação,
enfatizando que não basta apenas criar algo novo, é crucial,
também, saber como capitalizar essa criação. Ele identifica
três elementos-chave que influenciam a capacidade de uma
empresa de extrair valor econômico de suas inovações:
primeiro, o “regime de apropriação” diz respeito à eficácia de
que uma empresa pode proteger suas inovações, seja por
meio de direitos de propriedade intelectual, como patentes,
seja por características intrínsecas da inovação, como
dificuldade de ser replicada. Em segundo lugar, o autor
destaca a importância dos "ativos complementares", como
uma marca forte ou uma rede de distribuição eficiente, que
potencializam o valor e são acessíveis da inovação no
mercado. Por fim, ele ressalta o conceito de “projeto
dominante”, ou seja, a capacidade de uma inovação se
tornar a referência ou o padrão no mercado, o que, muitas
vezes, determina o sucesso comercial a longo prazo.
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De acordo com Tidd e Bessant (2015), a criação e a captura
de valor nas inovações são fundamentais para o sucesso
sustentável das empresas, e essa importância pode ser
analisada por vários aspectos:
Proposição de valor: a criação de valor se concentra em
como a inovação ou empreendimento gera benefícios,
seja para segmentos de mercado específicos ou grupos
de clientes. Essa proposição de valor é crucial para
diferenciar a empresa de seus concorrentes e torná-la
relevante para seu público-alvo. Sem uma proposição de
valor clara e atraente, as inovações podem resultar em
ganhar atração no mercado.
Geração de receitas: a captura de valor, por outro lado,
envolve a forma como a empresa se apropria das
vantagens geradas pela inovação, e isso inclui estratégias
de precificação, vendas e distribuição, que garantem que
a empresa obtenha retorno financeiro sobre seus
investimentos em inovação. Empresas que se
concentram apenas na criação de valor, sem
mecanismos eficazes para capturá-lo, podem enfrentar
dificuldades financeiras a longo prazo.
Competências e processos: o sucesso na criação e na
captura de valor também depende das competências
internas da empresa e da eficiência de seus processos. A
habilidade de inovar não é apenas uma questão de
recursos financeiros, mas também de conhecimento,
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habilidades e capacidade de implementação. As
empresas que negligenciam a importância de
desenvolver competências e processos adequados não
podem conseguir manter a inovação de forma
sustentável.
Posição na rede: a posição de uma empresa em seu
ecossistema ou rede de valor também é crucial. A
distribuição de riscos, responsabilidades e recompensas
entre fornecedores, clientes e colaboradores influencia
tanto a criação quanto a captura de valor; empresas com
vantagens de posição como propriedade intelectual
forte, acesso a canais de distribuição ou uma marca
poderosa estão melhor posicionadas para capturar valor.
De acordo com Tidd e Bessant (2015), a criação e captura de
valor são processos complementares que garantem não
apenas a inovação bem-sucedida, mas também a
sustentabilidade e o crescimento no longo prazo da
empresa. Negligenciar qualquer um desses aspectos pode
comprometer o sucesso e a viabilidade da inovação.
Cooperação e redes de inovação
Segundo Chesbrough et al. (2017), a cooperação e redes de
inovação são fundamentais no cenário empresarial
contemporâneo, servindo como catalisadores para o
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desenvolvimento e a disseminação de novas ideias, produtos
e serviços. Nesse contexto, empresas, instituições de
pesquisa, universidades e até mesmo concorrentes unem-se
para criar ecossistemas de inovação, em que o
compartilhamento de recursos, conhecimentos e habilidades
é essencial. Essas redes permitem que as organizações
superem limitações individuais, explorando a diversidade de
perspectivas e experiências para impulsionar a inovação. A
cooperaçãotradicionais, baseados, principalmente, no capital e em
recursos financeiros. Além disso, discutimos como, nesta
nova economia, as ideias inovadoras e os talentos criativos
se tornam ativos primordiais, gerando valor e estimulando o
crescimento econômico, bem como vimos o conceito de
Triple helix, que propõe uma sinergia entre universidades,
empresas e governo para fomentar a inovação e o
desenvolvimento econômico. Esse conceito reforça a ideia de
que a inovação na economia criativa é um processo
interativo e dinâmico, envolvendo educação, ciência,
tecnologia, pesquisa e desenvolvimento.
A economia criativa é um elemento essencial para o
desenvolvimento sustentável e inclusivo, representando uma
nova era na qual a criatividade e o conhecimento são
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reconhecidos como recursos valiosos e produtivos,
essenciais para o progresso econômico e social global.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Para superar os desafios que Júlia tem enfrentado em seu
negócio de design gráfico, a primeira etapa é abraçar
plenamente os princípios da economia criativa. Júlia pode
começar a identificar seu nicho único no mercado, e isso
envolve uma análise profunda das tendências atuais, das
necessidades não atendidas dos clientes e das suas próprias
competências e paixões. Uma vez identificado esse nicho, ela
pode especializar seus serviços, oferecendo soluções de
design inovadoras e personalizadas, que se destacam pela
originalidade e qualidade, e isso não só aumentará seu valor
de mercado como também criará uma base de clientes leais
que valorizarão seu trabalho único.
Além disso, é recomendado que Júlia faça parcerias, pois
uma economia criativa prospera na interconexão e na
cooperação entre diferentes setores e profissionais. Ao
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colaborar para outras pessoas criativas, como escritores,
desenvolvedores web ou profissionais de marketing, Júlia
pode oferecer pacotes de serviços mais completos e
interessantes; além disso, essas parcerias também podem
abrir novas oportunidades de mercado e expandir sua rede
de contatos. Por exemplo, trabalhar em projetos conjuntos
com agências de publicidade ou empresas de eventos pode
levar a contratos maiores e mais lucrativos.
Finalmente, Júlia deve investir na construção de uma marca
forte e com uma presença online eficaz, contando sua
história e destacando sua abordagem única ao design e seus
sucessos anteriores. Utilizar as mídias sociais para mostrar
seu processo criativo e seus projetos finalizados pode atrair
uma audiência maior e gerar reconhecimento de marca;
além disso, investir em marketing digital e SEO (Search
Engine Optimization) ajudará a aumentar sua visibilidade
online, atraindo mais clientes potenciais. Ou seja, com essas
estratégias, Júlia não apenas resolverá seus desafios atuais,
mas também estabelecerá uma aliança sólida para o
crescimento futuro de seu negócio. 
Saiba mais
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Saiba mais
Recomendamos que assista ao documentário Como o
cérebro cria, que explora o conceito de economia criativa. O
documentário fornece insights valiosos sobre como a
criatividade é aplicada na prática e como pode ser um motor
para o desenvolvimento econômico e social, elementos
centrais no estudo da economia criativa.
Indicamos, também, a leitura do artigo Jovens: o motor da
economia criativa, para ampliar os conhecimentos de como
os jovens podem impulsionar a economia criativa.
Por fim, recomendamos a leitura do capítulo 4: Economia
Exponencial – Na Prática. Negócios e Carreiras, do livro
Economia Exponencial: da disrupção à abundância em um
mundo repleto de máquinas, do autor Eduardo Ibrahim, que
aborda a importância e a relação da criatividade na
economia e os ecossistemas de criatividade e inovação para
o seu desenvolvimento.  
 
 
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https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/jovens-o-motor-da-economia-criativa,128c63b7df1a5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/jovens-o-motor-da-economia-criativa,128c63b7df1a5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555208207/epubcfi/6/46[%3Bvnd.vst.idref%3DCG_MIOLO_EconomiaExponencial_Cap04]!/4[CG_MIOLO_EconomiaExponencial_Cap04]/4[_idContainer1954]
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Referências
Referências
FIRJAN — Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro. Mapeamento da indústria criativa no Brasil. Rio de
Janeiro: Sistema Firjan, 2022.
HOWKINS, J. Economia criativa: como ganhar dinheiro com
ideias criativas. São Paulo: M. Books, 2012.
IBRAHIM, E. Economia exponencial. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2021.
MORI, R. Economia na real. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.
ORTIZ, F. C. Criatividade, inovação e empreendedorismo:
startups e empresas digitais na economia criativa. São Paulo:
Phorte, 2021.
REIS, D. R. dos. A criatividade nas organizações. Curitiba:
Intersaberes, 2021.
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Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/4da0ab22-31ee-579d-b4d4-16675ea47fea.pdf
Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta
unidade, que envolve integrar a criatividade empreendedora
no contexto da inovação e economia criativa para gerar valor
significativo, é essencial que você compreenda os conceitos
fundamentais que formam a base deste estudo. Aqui,
exploraremos os pilares desse aprendizado.
Primeiro, para entender a geração de valor, é fundamental
entender que ele vai além do lucro financeiro, abrangendo o
valor agregado aos produtos ou serviços de uma empresa,
percebido e valorizado pelos clientes. A cadeia de valor,
conforme proposta por Michael Porter, é um modelo
analítico que identifica as atividades específicas por meio das
quais as empresas podem gerar valor e vantagem
competitiva.
No contexto da inovação, a cadeia de valor de Hansen e
Birkinshaw ganha destaque. Essa abordagem foca como a
inovação, seja ela incremental, seja radical, pode ser
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incorporada nas diversas etapas da cadeia de valor para se
criar produtos ou serviços superiores, e as inovações
incrementais dizem respeito a melhorias contínuas em
produtos ou processos existentes, enquanto as inovações
radicais são aquelas que trazem mudanças significativas,
abrindo caminhos para novos mercados ou paradigmas.
Adicionalmente, as formas de cooperação e redes de
inovação representam um papel vital na geração de valor.
Nesse cenário, empresas, instituições acadêmicas, centros
de pesquisa e até concorrentes podem colaborar para o
alcance de objetivos comuns. Essas redes permitem o
compartilhamento de recursos, conhecimentos e
habilidades, o que pode resultar em inovações mais robustas
e soluções criativas para problemas complexos. Aliás, tais
colaborações são especialmente importantes em um mundo
cada vez mais interconectado, em que desafios como a
sustentabilidade e a transformação digital bloqueiam
abordagens inovadoras e multifacetadas.
Portanto, ao se compreender profundamente a cadeia de
valor e suas interações com a inovação e cooperação, é
possível não apenas gerar valor em termos econômicos, mas
também contribuir para o desenvolvimento sustentávele a
evolução da sociedade. A habilidade de inovar dentro e por
meio da cadeia de valor torna-se, assim, um diferencial
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estratégico crucial para qualquer organização que busca não
apenas sobreviver, mas prosperar na economia
contemporânea.
Em seguida, cabe investigarmos inovação e mudança
organizacional, e para compreendê-las, é preciso explorar
conceitos de centralização e descentralização, inovação
organizacional e gestão da mudança organizacional, que são
pilares fundamentais para se entender como as
organizações se adaptam e evoluem em resposta às
mudanças internas e externas.
O conceito de centralização versus descentralização é crucial
na inovação organizacional. A centralização se refere a uma
estrutura em que a tomada de decisões é técnica no topo da
posição, enquanto a descentralização distribui a tomada de
decisão por diferentes níveis ou departamentos. A escolha
entre esses dois modelos pode afetar significativamente a
capacidade de uma organização de inovação; enquanto a
centralização pode garantir uma direção mais consistente e
alinhada, a descentralização pode fomentar a inovação ao
permitir maior autonomia e agilidade.
Inovação organizacional, por sua vez, é o processo pelo qual
as organizações desenvolvem novas ideias, práticas,
produtos ou serviços. Esse processo não é apenas sobre a
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criação de algo novo, mas, também, sobre a implementação
eficaz de ideias que geram valor, e isso pode envolver
mudanças nos modelos de negócios, estratégias, processos
internos ou mesmo na cultura organizacional.
A gestão da mudança organizacional é outro aspecto vital;
ela envolve o planejamento e a implementação de mudanças
estratégicas, operacionais e tecnológicas. A gestão eficaz da
mudança requer uma compreensão das dinâmicas
humanas, pois as pessoas são, muitas vezes, o maior desafio
nesse processo, e isso inclui lidar com resistências às
mudanças, que podem surgir devido ao medo do
desconhecido, à falta de compreensão dos benefícios da
mudança ou mesmo devido a interesses pessoais em manter
o status quo.
Entende-se que a resistência às mudanças é crucial para o
sucesso da inovação organizacional, e ela pode ser aberta ou
sutil, bem como vir de qualquer nível da organização.
Estratégias para superar essa resistência incluem
comunicação eficaz, envolvimento dos funcionários no
processo de mudança e garantia de que haja um
entendimento claro dos benefícios e impactos das mudanças
propostas.
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Assim, a inovação e a mudança organizacional não dizem
respeito apenas à adoção de novas tecnologias ou práticas;
elas tratam fundamentalmente da capacidade de adaptação,
evolução e crescimento em um ambiente que está em
constante mudança. Uma compreensão aprofundada desses
conceitos é essencial para qualquer profissional que almeja
liderar ou contribuir significativamente para o sucesso e a
sustentabilidade de uma organização.
Outro tema importante diz respeito à criatividade
empreendedora, e para compreendê-lo, é necessário
explorar os conceitos de inovação radical e incremental,
além das etapas e ferramentas do processo criativo. A
inovação radical envolve a criação de produtos, serviços ou
processos totalmente novos, que podem até mesmo
transformar mercados existentes ou criar novos. Essa forma
de inovação é, muitas vezes, arriscada, mas pode oferecer
recompensas significativas em termos de vantagem
competitiva e liderança de mercado. Por outro lado, a
inovação incremental é mais focada em melhorar produtos,
serviços ou processos já existentes, logo, é uma abordagem
menos arriscada, geralmente, e pode ser inovadora de
maneira mais rápida e consistente.
As ferramentas do processo criativo são variadas e cada uma
oferece uma maneira única de estimular o pensamento
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criativo e inovador. O brainstorm, por exemplo, é uma
técnica de geração de ideias em grupo, em que a ênfase está
na quantidade e não na qualidade das ideias. O World Café é
outra técnica colaborativa que facilita conversas em grupo e
a troca de ideias em um ambiente informal, estimulando a
criatividade coletiva.
A biomimética, por sua vez, é uma abordagem fascinante
que busca inspiração na natureza para resolver problemas
complexos e inovadores. Por exemplo, o design
aerodinâmico de alguns trens de alta velocidade foi
inspirado na forma do bico de certos pássaros.
Já o SCAMPER é um acrônimo para um conjunto de técnicas
de pensamento criativo que incentivam a alteração de
perspectivas existentes (substituir, combinar, adaptar,
modificar, colocar em outros usos, eliminar e reorganizar), e
o TRIZ, por sua vez, é uma metodologia de resolução de
problemas inventivos originada na Rússia e que oferece
estratégias sistemáticas para superar os desafios de design e
engenharia.
Os seis chapéus do pensamento é outro método que utiliza
chapéus de cores diferentes para representar diferentes
modos de pensamento, encorajando os participantes a olhar
os problemas de vários pontos de vista; por fim, a inovação
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aberta é uma prática que rompe as barreiras internacionais
das organizações, incentivando a colaboração com agentes
externos, como outras empresas, universidades e institutos
de pesquisa, para desenvolver novas ideias e soluções.
A compreensão e a aplicação eficaz dessas ferramentas e
conceitos são fundamentais para a criatividade
empreendedora, pois permitem que indivíduos e
organizações ultrapassem os limites do pensamento
convencional, explorem novas possibilidades e desenvolvam
soluções inovadoras que possam levar a um crescimento
significativo e à criação de valor sustentável.
Por fim, é válido estudarmos o conceito de economia
criativa, suas características específicas e os diversos setores
que compõem essa economia, que é um campo dinâmico,
em constante evolução, que une criatividade, cultura e
negócios, sendo reconhecida como um motor importante de
desenvolvimento e inovação, impulsionando o crescimento
econômico, a criação de empregos e a diversificação cultural.
A economia criativa se baseia em atividades que envolvem o
uso da criatividade e do talento individual ou coletivo para a
geração de valor, e isso inclui, mas não está limitado a
setores como artes, mídia, design, moda, publicidade,
arquitetura e tecnologia. Esses setores são notáveis pela sua
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capacidade de combinar aspectos culturais e artísticos com a
geração de receita e inovação.
Uma característica distintiva da economia criativa é sua
habilidade de gerar valor por meio de bens e serviços
intangíveis. Por exemplo, a propriedade intelectual, como
patentes, direitos autorais e marcas, desempenha um papel
crucial nesse tipo de economia, além disso, a economia
criativa é frequentemente impulsionada pela inovação e pela
capacidade de responder rapidamente às mudanças nas
preferências dos consumidores e nas tendências do
mercado.
Outro aspecto importante da economia criativa é o seu
impacto cultural e social. As indústrias criativas não apenas
são oferecidas para a economia, mas também para a
construção de identidades culturais, a promoção da
diversidade e o fomento do diálogo intercultural. Elas têm o
poder de criar pontes entre culturas e comunidades,
promovendo a compreensão e a tolerância.
O desenvolvimento sustentável também é uma preocupação
crescente em economia criativa. Muitas indústrias criativas
estão buscando maneiras de se tornarem mais sustentáveis,
tanto do ponto de vista ambiental quanto social, e isso inclui
a adoção de práticas mais ecológicas na produção e
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distribuição de bens criativos, bem como a promoção da
inclusão social e da equidade.
A economia criativa representa, portanto, um setor vital para
o futuro da economia global; ela oferece oportunidades
únicas para o crescimento econômico, a inovação, a
diversidade cultural e o desenvolvimento sustentável.Compreender as dinâmicas e o potencial desse setor é
essencial para qualquer pessoa interessada em explorar as
fronteiras entre criatividade, cultura e negócios.
Reflita
Como as redes de inovação influenciam a geração de valor em
diferentes setores? De que maneira a gestão da mudança
organizacional pode ser inovadora para fomentar a inovação? Quais
são as implicações da economia criativa para o desenvolvimento
econômico em sua região ou país?
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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Você foi convidado para atuar como consultor na "Fio
Verde", uma startup de moda sustentável fundada por
Michele, uma designer de moda com paixão pela
sustentabilidade. A empresa foi criada para preencher uma
lacuna significativa no mercado de moda, combinando
sustentabilidade com estilo e qualidade.
A "Fio Verde" enfrenta desafios em estabelecer sua linha de
moda sustentável no mercado competitivo. Primeiro,
Michele lutou para desenvolver uma linha de moda que seja
ambientalmente sustentável e ao mesmo tempo atraente,
estilosa e competitiva em termos de qualidade e preço. O
segundo desafio é mudar a percepção do mercado sobre a
moda sustentável, tradicionalmente vista como menos
elegante. Michele precisa quebrar esses estereótipos e
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mostrar que a moda sustentável pode ser sofisticada e
desejável.
Diante desse cenário:
Como você pode ajudar a "Fio Verde" a analisar e definir
sua cadeia de valor para garantir eficiência,
sustentabilidade e competitividade no mercado?
De que maneira a "Fio Verde" pode fomentar a inovação
(tanto radical quanto incremental) e estabelecer redes de
cooperação para melhorar seus processos criativos e
produtos?
Como você pode auxiliar Michele a implementar
estratégias eficazes de gestão da mudança
organizacional e desenvolver uma comunicação que
realce a identidade da marca "Fio Verde", associando-a a
um estilo de vida ético e consciente ambientalmente?
Reflita
Como consultor, seu objetivo é ajudar a "Fio Verde" a
superar esses desafios, utilizando seu conhecimento em
cadeia de valor, inovação, cooperação, gestão de mudanças
e economia criativa. A solução proposta deve ser inovadora,
prática e alinhada com os valores de sustentabilidade da
empresa.
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Resolução do Estudo de Caso
A "Fio Verde", uma startup de moda sustentável, enfrenta
desafios cruciais que necessitam de uma abordagem
estratégica e multifacetada. A tarefa central é analisar e
redefinir a cadeia de valor da empresa para assegurar
eficiência, sustentabilidade e competitividade no mercado.
Isso envolve um mapeamento detalhado da cadeia de valor
atual, identificando fornecedores, processos de produção,
logística e outros elementos essenciais. A chave é
estabelecer parcerias com fornecedores que compartilhem
dos valores de sustentabilidade da "Fio Verde", otimizar os
processos de produção para minimizar desperdícios, e
adotar uma logística verde, utilizando transportes de baixa
emissão e embalagens sustentáveis.
Além disso, a inovação, tanto radical quanto incremental,
deve ser um foco central para a "Fio Verde". Isso pode ser
alcançado por meio da criação de um laboratório de
inovação, em que a experimentação e o desenvolvimento de
novos produtos são incentivados. Estabelecer redes de
cooperação com universidades, startups de tecnologia têxtil
e designers independentes é fundamental para compartilhar
conhecimentos e recursos. Implementar sistemas de
feedback contínuo com clientes também é crucial para
entender suas necessidades e preferências, incentivando a
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inovação incremental. A inovação radical pode ser
fomentada através do desenvolvimento de produtos que
desafiem as normas atuais da moda sustentável,
introduzindo tecidos com tecnologia avançada e métodos de
produção inovadores.
A gestão da mudança organizacional é essencial para o
sucesso da "Fio Verde". Uma comunicação interna forte é
essencial para garantir que todos na empresa estejam
alinhados com as mudanças e os objetivos. Treinamentos
devem ser oferecidos para capacitar os funcionários a lidar
com novas tecnologias e práticas sustentáveis. É vital
desenvolver campanhas que ressaltem a missão e os valores
da empresa, utilizando histórias reais e mostrando o impacto
positivo da moda sustentável. Ampliar a presença digital com
conteúdo educativo e inspirador e organizar eventos e
participar de feiras de moda sustentável são formas eficazes
de aumentar a visibilidade da marca e estabelecer conexões
valiosas no setor.
Para implementar essas estratégias com sucesso, é
necessário estabelecer um cronograma realista, com
objetivos claros e mensuráveis. Um sistema de
monitoramento e avaliação deve ser implementado para
acompanhar o progresso e fazer ajustes conforme
necessário. O envolvimento e o comprometimento da equipe
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em todos os níveis da empresa são cruciais, assim como a
abertura para receber feedback de todos os stakeholders e a
disposição para fazer ajustes nas estratégias. Ao adotar essa
abordagem holística, a "Fio Verde" pode não apenas
solidificar sua posição no mercado mas também servir como
um modelo para outras empresas no setor de moda
sustentável.
Assimile
A inovação em produtos pode ser categorizada de duas
formas: inovação radical e inovação incremental. A inovação
radical se refere a mudanças disruptivas e fundamentais que
estabelecem novos paradigmas ou criam mercados
integrados; por outro lado, a inovação incremental envolve
melhorias contínuas e gradualmente aprimoradas em
produtos ou processos existentes.
Vamos traçar uma linha do tempo ilustrativa para destacar
exemplos notáveis ¿¿de ambos os tipos de inovação em
diferentes produtos ao longo da história:
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Fonte: elaborada pela autora.
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Essa linha do tempo não apenas destaca a diferença entre as
inovações radicais e incrementais, mas também mostra
como essas inovações têm moldado e evoluído
continuamente nossa sociedade e nosso dia a dia.
Referências
BESSANT, J.; TIDD, J. Inovação e empreendedorismo. 3. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2019.
BRILLO, J.; BOONSTRA, J. Liderança e cultura organizacional
para inovação. São Paulo: Saraiva, 2019.
CHRISTENSEN, C. M. O dilema da inovação: quando as novas
tecnologias levam empresas ao fracasso. Rio de Janeiro: M.
Books. 2019.
COSTA, R. L. da; ANTÓNIO, N. dos S. Aprendizagem
organizacional: ferramenta no processo de mudança. Lisboa:
Grupo Almedina, 2017.
COUTINHO, H. Gestão dialógica de mudança organizacional.
São Paulo: Expressa, 2021.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
DAVILA, T.; EPSTEIN, M.; SHELTON, R. As regras da inovação.
Porto Alegre: Bookman, 2007.
FASCIONI, L. Atitude pró-inovação. Rio de Janeiro: Alta Books,
2021.
FIRJAN — Federação das Indústrias do Estado do Rio de
Janeiro. Mapeamento da indústria criativa no Brasil. Rio de
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HANSEN, M. T.; BIRKINSHAW, J. A cadeia de valor da
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84-93, jun. 2007. Acesso em: https://hbr.org/2007/06/the-
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HOWKINS, J. Economia criativa: como ganhar dinheiro com
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IBRAHIM, E. Economia exponencial. Rio de Janeiro: Alta
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KUAZAQUI, E. Liderança e criatividade em negócios. São
Paulo: Cengage Learning Brasil, 2006.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://hbr.org/2007/06/the-innovation-value-chain
https://hbr.org/2007/06/the-innovation-value-chain
MAÇÃES, M. A. R. Empreendedorismo, inovação e mudança
organizacional. Lisboa: Grupo Almedina, 2017. v. 3.
MORI, R. Economia na real. Rio de Janeiro: Alta Books, 2021.
ORTIZ, F. C. Criatividade, inovação e empreendedorismo:
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REIS, D. R. dos. A criatividade nas organizações. Curitiba:Intersaberes, 2021.
SABBAG, P. Y. Organização, conhecimento e educação. Rio de
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SAVAGNAGO, M.; VIZEU, F. Estratégia, core competence e
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SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
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SERAFIM, L. O poder da inovação: como alavancar a inovação
na sua empresa. São Paulo: Saraiva, 2011.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
SILVA, J. E. V. B. Identidade no processo criativo e visual
merchandising. São Paulo: Saraiva, 2021.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
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TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2015.
WALLAS, G. Art of thought. London: Jonathan Cape, 1926.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃOdentro dessas redes não se limita apenas à
partilha de recursos tangíveis, como tecnologia e
financiamento, mas também envolve a troca de
conhecimentos tácitos e explícitos, facilitando o aprendizado
coletivo e a capacidade de inovação. Além disso, as redes de
inovação estimulam a criação de novas oportunidades de
negócios e a entrada em mercados anteriormente
inacessíveis, proporcionando uma vantagem competitiva
sustentável.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Cadeia de valor da inovação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A cadeia de valor, um conceito desenvolvido por Porter
(2005), representa o conjunto de atividades que uma
empresa executa para entregar um produto ou serviço ao
mercado. Essa cadeia é dividida em atividades primárias, que
estão diretamente relacionadas à produção e
comercialização do produto, e atividades de apoio, que
fornecem a base necessária para as atividades primárias. O
objetivo da análise da cadeia de valor é identificar as formas
pelas quais a empresa pode criar uma vantagem
competitiva, seja através da redução de custos ou pela
diferenciação do produto ou serviço. Essa abordagem não
apenas ajuda a entender como o valor é adicionado durante
o processo de produção, mas também como as interações
entre as atividades podem ser otimizadas para melhorar a
eficiência e a eficácia geral da empresa.
A cadeia de valor, conforme delineada por Porter (2005), e a
cadeia de valor da inovação, descrita por Hansen e
Birkinshaw (2007), convergem na ideia de que a criação e a
captura de valor são processos intrinsecamente
complementares e essenciais para o sucesso empresarial.
Segundo Hansen e Birkinshaw (2007), a cadeia de valor da
inovação é um conceito essencial na dinâmica de como as
empresas transformam ideias criativas em produtos ou
serviços valorizados no mercado. Essa cadeia, composta de
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INOVAÇÃO
diversas etapas interligadas, representa o processo pelo qual
a inovação é gerada e desenvolvida de maneira eficaz.
Compreender essa cadeia é crucial para entender como a
inovação pode ser um diferencial competitivo sustentável
para as empresas.
Para os autores, uma das principais importâncias da cadeia
de valor da inovação é a criação de um diferencial
competitivo. Num mercado cada vez mais saturado e
competitivo, inovar não é apenas uma questão de escolha,
mas uma necessidade para sobrevivência e crescimento. As
empresas que oferecem inovação de forma eficaz se
destacam, oferecendo produtos ou serviços que não apenas
atendem, mas, muitas vezes, superam as expectativas dos
consumidores. Segundo o autor, essa capacidade de
inovação permite que as empresas se adaptem às mudanças
de mercado e às novas demandas dos consumidores,
mantendo-se, assim, relevantes e à frente de seus
concorrentes.
De acordo com Hansen e Birkinshaw (2007), a cadeia de
valor da inovação é descrita pela sua natureza
interdisciplinar; ela não se limita a um único departamento
dentro de uma organização, mas engloba várias áreas como
pesquisa e desenvolvimento, marketing, produção e vendas.
Essa integração de diferentes especialidades é fundamental
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para a criação de soluções inovadoras que sejam técnicas
viáveis, economicamente rentáveis e interessantes para o
mercado.
De acordo com os autores supracitados, uma cadeia de valor
da inovação está marcada por um foco forte no cliente; cada
etapa do processo, desde a concepção da ideia até a entrega
final do produto ou serviço, deve ser orientada para atender
às necessidades e desejos do consumidor. Isso garante que
o resultado final seja não apenas inovador, mas também
relevante para o mercado-alvo.
Segundo Hansen e Birkinshaw (2007), a cadeia de valor da
inovação é um processo estruturado que permite às
organizações transformarem ideias criativas em produtos,
serviços ou processos de trabalho que agreguem valor
significativo ao mercado e à própria empresa, e esse
processo pode ser visualizado como um fluxo contínuo,
dividido em três etapas fundamentais: geração de ideias,
conversão e difusão.
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Figura 1 | Etapas da cadeia de valor da inovação. Fonte:
adaptada de Hansen e Birkinshaw (2007).
Na primeira etapa, de acordo com Hansen e Birkinshaw
(2007), acontece a geração de ideias, e o foco está na criação
e na coleta de novos conceitos que possam ser
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transformados em inovações. Essa etapa é crucial, pois é o
ponto de partida para qualquer inovação, e as ideias podem
surgir internamente, por meio de indivíduos ou equipes
dentro da empresa, ou ser inspiradas por fatores externos,
como colaborações com parceiros, clientes ou tendências de
mercado. A "polinização cruzada", uma metáfora para a
colaboração interdepartamental, é especialmente útil, pois
permite que diferentes perspectivas e habilidades sejam
unificadas para se criar soluções inovadoras.
A segunda etapa, de acordo com os autores, é a conversão,
que envolve a avaliação e o desenvolvimento das ideias
coletadas. Durante a seleção, as ideias são filtradas e as mais
promissoras atraem investimentos e recursos para o
desenvolvimento. Esse processo é onde o potencial de uma
ideia é realmente testado, exigindo uma análise rigorosa
para se determinar sua técnica e comercial. O
desenvolvimento é uma fase iterativa e, muitas vezes,
marcada por prototipagem, testes e ajustes contínuos.
Por fim, a terceira etapa, de acordo com Hansen e
Birkinshaw (2007), é a difusão, em que a inovação é
disseminada dentro da organização. Mesmo as melhores
ideias precisam ser aceitas e aprovadas pelos usuários finais
para criar valor, portanto, a gestão da mudança e o
marketing interno são fundamentais nessa fase. A difusão
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eficaz garante que a inovação não seja apenas um exercício
teórico, mas que ela se traduza em benefícios reais e
tangíveis, como eficiência aprimorada, aumento de receitas
ou uma melhor experiência do cliente.
A cadeia de valor da inovação, portanto, não é apenas uma
sequência de eventos, mas um sistema integrado em que o
feedback e as iterações contínuas são essenciais para o
aprimoramento constante. Para uma empresa permanecer
competitiva e relevante, ela deve abraçar essa cadeia de
valor da inovação, incentivando uma cultura de criatividade,
sustentando o desenvolvimento metodológico de ideias e
promovendo um ambiente em que a inovação pode
prosperar e gerar um impacto duradouro.
Nesta aula, aprendemos que inovação vai muito além da
mera geração de ideias; ela envolve a transformação delas
em soluções tangíveis, que, especialmente, estarão
relacionadas às necessidades e problemas dos
consumidores. A criação e a captura de valor emergem como
elementos centrais nesse processo, exigindo não apenas
criatividade, mas também estratégias eficazes de
implementação e comercialização.
O conceito da cadeia de valor da inovação, detalhado por
Hansen e Birkinshaw, reforça a importância de um processo
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integrado e interdisciplinar, que abrange desde a geração de
ideias até a sua eficácia no mercado. Entender esse processo
é fundamental para o sucesso sustentável das empresas,
pois permite a adaptação às mudanças de mercado e a
criação de um diferencial competitivo e robusto. A inovação,
portanto, não é apenas um vetor de crescimento e
relevância de mercado, mas também um reflexo da
capacidade de uma empresa de gerar valor de forma
contínua e significativa, tanto para si mesma quanto para
seus consumidores. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Leonardo é um empreendedor determinado que enfrenta
desafios significativos em seu negócio e percebe que, apesar
de ter boas ideias, o processo de transformá-las em
inovações tangíveis e, subsequentemente, integrá-las
efetivamente em sua empresa é um obstáculo. Além disso,
Leonardo sente a necessidade de estabelecer conexões
estratégicas para impulsionar suas iniciativas inovadoras.
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INOVAÇÃOO desafio central de Leonardo é otimizar sua cadeia de valor,
garantindo que a inovação seja incorporada de maneira
eficaz em cada etapa, desde a concepção até a
implementação; ele busca não apenas acelerar o ciclo de
inovação, mas também fortalecer sua capacidade de
colaboração e networking para aproveitar conhecimentos
externos.
Leonardo começará por uma análise profunda da cadeia de
valor de seu negócio e identificará os pontos críticos e as
áreas de oportunidade para inovação. Essa compreensão
aprimorada permitirá uma alocação mais estratégica de
recursos e uma melhoria geral na eficiência operacional.
Aplicando a cadeia de valor da inovação, Leonardo
organizará suas ideias em um processo estruturado. Desde a
geração até a difusão, ele priorizará as iniciativas mais
promissoras, garantindo uma transição suave de conceitos a
resultados tangíveis. Reconhecendo a importância da
cooperação, estabelecerá parcerias internas e externas e
criará uma rede de inovação, promovendo a troca de
conhecimentos e recursos. Essa colaboração não só
acelerará o desenvolvimento de inovações, mas também
facilitará sua implementação.
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INOVAÇÃO
Ao seguir essa abordagem integrada, Leonardo transformará
seus desafios em oportunidades, bem como fortalecerá a
inovação em sua empresa, alavancando uma cadeia de valor
eficiente e estabelecendo conexões estratégicas. Esse
enfoque não apenas resolverá seus problemas imediatos,
mas também equipará Leonardo para liderar seu negócio de
forma competitiva e sustentável no cenário em constante
evolução do empreendedorismo.
Saiba mais
Saiba mais
O filme Ford versus Ferrari é uma escolha excelente para
você que deseja explorar os temas de inovação e a
importância da geração de valor; ele oferece insights valiosos
sobre como a inovação pode impulsionar a geração de valor
em diversos contextos.
Já o capítulo 1 do livro O poder da inovação aborda a
inovação da 3M. A leitura desse artigo sobre a história e
estratégia de inovação da IBM ao longo de seus cem anos é
essencial para se compreender como a empresa se destacou
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788502148017/epubcfi/6/12[%3Bvnd.vst.idref%3Dbody006]!/4/2[ct01]
como líder na indústria da informática, influenciando a
sociedade com pioneirismo e impactando áreas
diversificadas, desde ciência da computação até
sustentabilidade global.
Recomendamos, por fim, a leitura do artigo A importância da
cooperação em rede para o processo de inovação nas
empresas. Esse material aborda aspectos cruciais sobre
como a cooperação em rede desempenha um papel
fundamental no processo de inovação, oferecendo insights
valiosos para aprimorar as práticas inovadoras nas
organizações.
 
 
Referências
Referências
BESSANT, J.; TIDD, J. Inovação e empreendedorismo. 3. ed.
Porto Alegre: Bookman, 2019.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://anpei.org.br/a-importancia-da-cooperacao-em-rede-para-o-processo-de-inovacao-nas-empresas/
https://anpei.org.br/a-importancia-da-cooperacao-em-rede-para-o-processo-de-inovacao-nas-empresas/
https://anpei.org.br/a-importancia-da-cooperacao-em-rede-para-o-processo-de-inovacao-nas-empresas/
DAVILA, T.; EPSTEIN, M.; SHELTON, R. As regras da inovação.
Porto Alegre: Bookman, 2007.
HANSEN, M. T.; BIRKINSHAW, J. A cadeia de valor da
inovação. Harvard Business Review, Harvard, v. 85, n. 6, p.
84-93, jun. 2007. Disponível em: https://hbr.org/2007/06/the-
innovation-value-chain. Acesso em: 28 dez. 2023.
PORTER, M. E. Estratégia competitiva: técnicas para análise
de indústrias e da concorrência. 18. ed. São Paulo: Campus,
2005.
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
SERAFIM, L. O poder da inovação: como alavancar a inovação
na sua empresa. São Paulo: Saraiva, 2011.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2020.
TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2015. 
Aula 2
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INOVAÇÃO
https://hbr.org/2007/06/the-innovation-value-chain
https://hbr.org/2007/06/the-innovation-value-chain
Inovação e a Mudança Organizacional
Inovação e a mudança organizacional
Inovação e a mudança
organizacional
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/a69d7e21-fb9a-521a-a604-f49f774fe219.pdf
Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, desejamos a você boas-vindas a uma jornada no
mundo dinâmico da gestão empresarial, em que
exploraremos três pilares fundamentais para o sucesso de
qualquer organização: centralização e descentralização,
inovação organizacional e gestão da mudança
organizacional. Cada um desses conceitos é uma peça-chave
no quebra-cabeça da gestão eficaz, oferecendo ferramentas
para se estruturar uma equipe, estimular a criatividade e
navegar pelas águas turbulentas, muitas vezes, da mudança.
Entender esses temas não é apenas teórico, é uma
habilidade crítica que diferencia as empresas que lideram
das que seguem.
Imagine a Laura, uma empreendedora cuja empresa cresceu
rapidamente de uma startup ágil para uma organização de
médio porte. Com essa expansão, veio a complexidade: a
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comunicação antes direta, agora se perde em camadas de
gestão, as decisões rápidas deram lugar a processos lentos e
a inovação parece ter estagnado. Laura está no epicentro de
uma decisão crítica: continuar com a centralização das
decisões para manter o controle ou descentralizar e
capacitar sua equipe para reaprender a agilidade e inovação.
Além disso, como ela pode gerenciar uma mudança de
forma eficaz para garantir a evolução de sua empresa sem
perder a essência de sua cultura organizacional? Esses são
os problemas que nortearão nossa discussão, oferecendo
perspectivas e ferramentas para lidar com tais desafios.
Diante disso, convidamos você a explorar os conteúdos,
refletindo não apenas sobre a teoria, mas também sobre
como você pode aplicar o que aprende no seu dia a dia
profissional. Mantenha a mente aberta, seja proativo em sua
aprendizagem e prepare-se para dominar as práticas de
mudança que toda organização valoriza. 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
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INOVAÇÃO
A mudança é uma constante na vida e nos negócios; um
elemento crucial que impulsiona o crescimento, a inovação e
a adaptação num mundo em rápida evolução. No ambiente
organizacional, entender e gerenciar a mudança é
fundamental para a sobrevivência e o sucesso de uma
organização; ela não é apenas uma resposta às influências
externas e internas, mas também uma busca proativa por
eficiência, eficácia e relevância.
Segundo Sabbag (2018), a mudança não é um caminho fácil;
ela vem com sua parcela de resistência, incertezas e
desafios. Gerenciar uma mudança efetiva requer
conhecimento, planejamento cuidadoso e comunicação
eficaz, sendo vital para líderes e gestores a compreensão
não apenas do “como” e “o quê”, mas também o “porquê” da
mudança.
De acordo com Maçães (2017), a mudança organizacional é o
processo pelo qual uma organização se move de seu estado
atual, que já não atende às suas necessidades, em direção a
um estado desejado, a fim de se adaptar às mudanças no
ambiente e melhorar sua eficácia e eficiência.
Centralização e descentralização
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EMPREENDEDORISMO E
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Para compreender a mudança organizacional, é importante,
primeiro, compreender o que é centralização e
descentralização. No contexto da gestão organizacional, a
centralização e a descentralização representam duas
abordagens distintas para a tomada de decisões e a
distribuição de autoridade dentro de uma estrutura
hierárquica. Conforme destacado porMaçães (2017), a
escolha entre essas abordagens depende, em grande
medida, das características do ambiente externo em que a
organização opera.
A centralização, segundo Maçães (2017), envolve a
concentração da tomada de decisões nos níveis mais altos
da hierarquia da organização, e isso significa que os gestores
de topo têm a responsabilidade de tomar a maioria das
decisões estratégicas e táticas. Um exemplo emblemático de
uma organização centralizada é o Starbucks, que padroniza
suas operações em todo o mundo. Os restaurantes seguem
as mesmas diretrizes para aquisição de produtos e
embalagem de itens do cardápio, com publicidade sujeita à
aprovação em níveis regionais. A centralização é
frequentemente aplicada por empresas que operam em
ambientes relativamente inesperados e previsíveis, além de
ser comum em empresas de pequeno e médio porte.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
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Por outro lado, as organizações descentralizadas, de acordo
com Maçães (2017), delegam a tomada de decisões em
vários níveis de gestão, e essa abordagem é mais adequada
para empresas que enfrentam condições dinâmicas e
complexas em seu ambiente externo. A descentralização
permite que os gestores tenham maior autonomia e
agilidade em suas áreas de responsabilidade, facilitando
uma resposta rápida às mudanças do mercado. Isso é
especialmente importante em mercados sonoros e
altamente competitivos; além disso, a descentralização
aumenta a responsabilidade dos gestores pelos resultados, o
que tende a motivá-los e incentivá-los a alcançar metas.
Uma vantagem fundamental da descentralização, segundo
Maçães (2017), é o estímulo à motivação e à inovação nos
negócios. Isso resulta em uma organização mais dinâmica e
inovadora, capaz de obter uma vantagem competitiva sobre
concorrentes mais centralizados. No entanto, de acordo com
o autor supracitado, a descentralização não é isenta de
desafios. Um deles é a necessidade de se criar sinergias
entre as unidades de negócio descentralizadas.
A criação de unidades locais pode levar à duplicação de
serviços, ineficiências e perda de oportunidades para
agregar valor ao cliente, além disso, alocar recursos
adequados para dar suporte às diversas unidades de
Disciplina
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negócio em áreas como marketing, tecnologia da informação
e apoio comercial pode ser um desafio.
Inovação organizacional: perspectivas e classificações
A inovação organizacional, conforme descrito por Maçães
(2017), é um conceito amplo que engloba a adoção de novas
soluções tecnológicas, processos de fabricação, lançamento
de produtos ou serviços e até mudanças na organização
institucional. A inovação é fundamental para organizações
no ambiente de negócios atual, caracterizadas por rápidas
mudanças e alta competitividade. Inovar permite às
empresas desenvolver novos produtos, melhorar processos,
e adaptar-se às mudanças de mercado, garantindo sua
sobrevivência e crescimento.
Segundo Maçães, a inovação organizacional pode ser
incluída em quatro categorias principais:
Ótica do produto: enfatiza os resultados da inovação na
produção baseando-se no lançamento de novos
produtos ou na melhoria dos existentes.
Ótica do processo: avalia a inovação como uma
sequência de processos ou estágios.
Ótica do produto e do processo: considera tanto o
produto quanto os processos, integrando os resultados.
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EMPREENDEDORISMO E
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Ótica múltipla: abrange a inovação tecnológica e de
gestão, incluindo marketing, produto, processos e
tecnologia.
Além das visões das diferentes formas pelas quais as
organizações podem inovar, Maçães 92017) identifica
categorias específicas de inovação, e cada uma desempenha
um papel vital na transformação e no sucesso das
organizações.
Inovação de produto: introdução ou melhoria
significativa de produtos ou serviços.
Inovação de processo: implementação de novos
métodos de produção, distribuição, decisão e sistemas
de informação.
Inovação na estrutura organizacional: novos métodos
organizacionais nas práticas de gestão, organização do
trabalho, comunicação e sistemas de incentivos.
Inovação de marketing: novos sistemas de marketing,
incluindo mudanças no produto, posicionamento, preços
e políticas de promoção e distribuição.
Adentrando na tipologia da inovação, Maçães (2017) aponta
que esta se divide em inovações administrativas e
tecnológicas. Essa classificação ajuda a entender como
Disciplina
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diferentes inovações influenciam vários aspectos das
operações e estratégias organizacionais.
Inovação administrativa: relacionada com políticas de
recrutamento, alocação de recursos, estruturação de
tarefas, estrutura organizacional e sistemas de
incentivos.
Inovação tecnológica: implantação de novas ideias para
novos produtos, serviços ou processos.
As organizações devem considerar a importância da
inovação em suas diversas formas para manter a
competitividade e o crescimento. Cada categoria de inovação
está interligada, pois as mudanças em uma área podem
gerar inovações em outras, portanto, uma abordagem
integrada e abrangente à inovação é essencial para o
sucesso organizacional no cenário empresarial moderno.
Siga em Frente...
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Mudança organizacional
Disciplina
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A mudança organizacional é um processo vital que permite
às organizações se adaptarem a novas condições, inovar e
melhorar a sua competitividade e eficiência. Segundo
Maçães (2017), uma mudança organizacional envolve a
adaptação de novas ideias ou comportamentos e pode
afetar as pessoas, estruturas ou tecnologias dentro de uma
organização. Os gestores podem sentir a necessidade de
mudança em resposta às diferentes forças que pressionam a
organização, sendo elas:
Forças externas: inclui elementos como mudanças de
mercado, avanços tecnológicos, leis e regulamentos e
alterações econômicas.
Forças internas: podem ser desencadeadas por eventos
dentro da própria organização, como mudanças na
cultura organizacional, introdução de novas tecnologias,
desenvolvimento de novos produtos ou alterações na
força de trabalho. Essas mudanças podem ser iniciadas
tanto pelos gestores quanto pelos trabalhadores.
De acordo com o Savagnago (2020), o processo de mudança
organizacional é um tópico crucial na gestão de empresas e
organizações; ele envolve a implementação de mudanças
significativas dentro de uma organização para que melhore a
eficiência e se adapte às novas condições de mercado ou
ambientais.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
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As mudanças organizacionais são multifacetadas e devem
ser abordadas em várias dimensões para serem eficazes,
além da escolha entre uma abordagem top-down ou bottom-
up. Top-down se refere a um estilo de gestão e
implementação de mudanças que começa no topo da
postura organizacional e se move para baixo, ou seja, os
líderes, executivos e gestores de alto nível decidem as
mudanças que precisam ser feitas e, depois, comunicam
essas decisões aos funcionários em níveis inferiores. Já o
Bottom-up é um processo mais democrático e participativo,
em que as ideias e feedbacks vêm dos funcionários que
estão na linha de frente da operação, que interagem
diretamente com os produtos, serviços e clientes, portanto,
podem ter insights importantes sobre o que precisa mudar.
As sugestões fluem de baixo para cima até alcançar a alta
gestão, que, então, avalia e pode decidir implementar as
mudanças propostas. As dimensões que ocorrem na
mudança organizacional, segundo Sabbag (2018), são:
Individual: refere-se ao nível do indivíduo dentro da
organização, e isso pode incluir o desenvolvimento de
habilidades, mudança de atitudes, aumento de
conhecimento etc. Aqui, a mudança é focada em
capacitar o funcionário a adaptar-se e prosperar sob
novas diretrizes ou sistemas.
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EMPREENDEDORISMO E
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Grupal: no nível grupal, a mudança abrange equipes e
departamentos de interação e funcionamento, e isso
pode envolver a reestruturação de equipes, o
desenvolvimento de novas dinâmicas de grupo ou a
implementaçãode novos processos de trabalho em
equipe.
Organizacional: esta dimensão olha para a empresa
como um todo. Mudanças organizacionais significam
uma revisão da missão e visão da empresa, uma
reestruturação completa, uma mudança na estratégia de
negócios ou a implementação de novas políticas em toda
a organização.
Para uma mudança organizacional eficaz, é crucial que todos
os três níveis estejam alinhados. As decisões tomadas no
topo (de cima para baixo) precisam ser compreensíveis e
aceitas por indivíduos e grupos (de baixo para cima), para
que a transformação seja bem-sucedida e sustentável.
Resistencia à mudança
A resistência à mudança organizacional é um aspecto natural
e previsível; quando uma empresa decide alterar processos,
sistemas, estruturas ou estratégias, muitas vezes, encontra
obstáculos na forma de resistência por parte dos
funcionários, e essa resistência pode ter várias causas e
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manifestar-se de diversas formas, desde a falta de
cooperação até a oposição aberta.
Segundo Savagnago (2020), uma das principais razões para a
resistência é o medo do desconhecido; as pessoas se
acostumam com certos modos de trabalho e vivem em
zonas de conforto criadas por rotinas e expectativas claras,
uma vez que a mudança perturba essa estabilidade,
trazendo incerteza e ansiedade. Outra razão comum é a
percepção de perda. Mudanças organizacionais podem
alterar dinâmicas de poder e status quo; alguns podem ver a
mudança como uma ameaça ao seu poder ou posição
dentro da organização, enquanto outros podem sentir que
suas contribuições passadas estão sendo desvalorizadas.
De acordo com Coutinho (2021), a resistência à mudança
pode ser fruto de experiências negativas. Se as mudanças
passadas foram mal gerenciadas, causando confusão ou
estresse, os funcionários podem ter sido orientados a resistir
a novas iniciativas, esperando resultados semelhantes.
Segundo o autor, a comunicação é um fator crucial no
gerenciamento da resistência à mudança; falhas na
comunicação sobre o porquê da mudança e os benefícios
esperados podem levar a mal-entendidos e rumores, que só
alimentam a resistência. Para superar a resistência à
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EMPREENDEDORISMO E
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mudança, as organizações precisam de estratégias de gestão
de mudanças, que incluem:
Comunicação aberta e transparente: mantenha todos
informados sobre o que está acontecendo, por que está
acontecendo e como isso beneficiará a empresa e seus
funcionários.
Participação e envolvimento: incluir funcionários no
processo de planejamento e implementação da
mudança para que se sintam valorizados e tenham um
senso de propriedade sobre as novas iniciativas.
Apoio e formação: oferecer treinamento e recursos para
ajudar os funcionários a adquirir as habilidades possíveis
para navegar pelas novas mudanças.
Gestão emocional: reconhecer e abordar os medos e
preocupações dos funcionários, oferecendo suporte
emocional durante o processo de transição.
A resistência à mudança é um aspecto normal da dinâmica
organizacional, mas não é intransponível. Uma gestão de
mudança cuidadosa, que leve em conta os aspectos
humanos e técnicos, pode minimizar a resistência e
maximizar a eficácia e a eficiência das novas iniciativas
empresariais.
Disciplina
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INOVAÇÃO
Hoje, aprendemos que a mudança organizacional é uma
jornada complexa e multifacetada, cheia de desafios e
oportunidades, sendo essencial no mundo dos negócios
para se manter à frente, adaptando-se continuamente a um
ambiente em constante evolução. Vimos, também, que as
mudanças podem ser impulsionadas tanto por fatores
internos quanto externos, e que os gestores desempenham
um papel crucial ao navegar por essas águas, equilibrando
estratégias top-down e bottom-up.
Por fim, compreendemos a importância da individualidade,
do trabalho em grupo e da coesão organizacional para uma
mudança bem-sucedida, bem como o impacto da resistência
à mudança e como ela pode ser gerenciada por meio de
comunicação eficaz, envolvimento, suporte e gestão
emocional. A resistência à mudança, embora seja um
obstáculo comum, não é insuperável e pode ser
transformada em uma força propulsora para inovação e
crescimento.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Para enfrentar os desafios enfrentados por Laura, a primeira
solução é avaliar a estrutura atual de sua empresa e
considerar um modelo híbrido de centralização e
descentralização, e isso envolve manter decisões
estratégicas e de alto nível sob o controle da liderança
central, enquanto delega autoridade para decisões
operacionais e de inovação aos gestores de nível médio e
equipes. Assim, Laura pode manter a essência da visão da
empresa certificada, ao mesmo tempo em que aproveita a
agilidade e criatividade de seus funcionários; além disso,
sistemas de feedback e canais de comunicação abertos
devem ser configurados para que as ideias possam fluir
livremente e serem rapidamente renovadas.
Quanto à inovação organizacional, Laura pode criar um
ambiente que nutra e recompensar a inovação. Isto pode ser
feito estabelecendo uma incubadora interna para novas
ideias, onde os funcionários são incentivados a desenvolver
e testar novos conceitos sem o medo do fracasso. Além
disso, a formação de parcerias com startups ou a criação de
programas de aceleração pode trazer novas perspectivas e
energias para dentro da empresa. Laura também deve
considerar investir em formação e desenvolvimento, para
que sua equipe esteja sempre atualizada com as últimas
tendências e tecnologias.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Finalmente, para gerenciar uma mudança organizacional de
forma eficiente, Laura precisa de uma estratégia clara que
comunique sua visão e os passos necessários para se chegar
lá. Ela deve adotar uma abordagem de gestão de mudança
que envolve e alinha todos os funcionários com a nova
direção da empresa, e isso pode ser feito por meio de
workshops de mudança, sessões de treinamento e reuniões
regulares de status, para garantir que todos estejam na
mesma página. Além disso, ao reconhecer e recompensar
aqueles que abraçam e apoiam a mudança, Laura pode
fortalecer uma cultura de adaptabilidade e resiliência dentro
da organização.
A chave é manter uma comunicação constante, ser
transparente sobre os desafios e estar aberta ao feedback,
para ajustar a rota conforme necessário. 
Saiba mais
Saiba mais
O filme Fome de Poder (2007) é uma escolha excelente para
ampliar seu conhecimento sobre mudança organizacional. O
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
filme oferece insights profundos em várias áreas-chave;
primeiro, ele destaca a inovação e a eficiência operacional
por meio da abordagem revolucionária dos irmãos
McDonald, que transformaram o conceito de restaurantes
fast-food; em seguida, a história de Ray Kroc e sua estratégia
para expandir e escalar o negócio.
Recomendamos a leitura do capítulo 3: Mudança de cultura
organizacional para inovação, do livro Liderança e Cultura
Organizacional para Inovação, dos autores João Brillo e Jaap
Boonstra, para ampliar seu conhecimento a respeito da
importância das estratégias de mudanças organizacionais.
Indicamos também a leitura do texto Inovação
organizacional: o que é e como adotá-la para entender mais
as mudanças organizacionais e inovação nos negócios. Esse
texto é uma rica fonte de informação sobre como as
empresas podem crescer e se adaptar em tempos de crise e
ambientes competitivos, enfatizando a inovação
organizacional como um elemento crucial para o sucesso.
 
 
Referências
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788553131594/pageid/143
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788553131594/pageid/143
https://www.sebrae-sc.com.br/blog/inovacao-organizacional-o-que-e#:~:text=Na%20inova%C3%A7%C3%A3o%20organizacional%2C%20a%20gest%C3%A3o,em%20outros%20aspectos%20da%20organiza%C3%A7%C3%A3o
https://www.sebrae-sc.com.br/blog/inovacao-organizacional-o-que-e#:~:text=Na%20inova%C3%A7%C3%A3o%20organizacional%2C%20a%20gest%C3%A3o,em%20outros%20aspectos%20da%20organiza%C3%A7%C3%A3oReferências
BRILLO, J.; BOONSTRA, J. Liderança e cultura organizacional
para inovação. São Paulo: Saraiva, 2019.
COSTA, R. L. da; ANTÓNIO, N. dos S. Aprendizagem
organizacional: ferramenta no processo de mudança. Lisboa:
Grupo Almedina, 2017.
COUTINHO, H. Gestão dialógica de mudança organizacional.
São Paulo: Expressa, 2021.
MAÇÃES, M. A. R. Empreendedorismo, inovação e mudança
organizacional. Lisboa: Grupo Almedina, 2017. v. 3.
SABBAG, P. Y. Organização, conhecimento e educação. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2018.
SAVAGNAGO, M.; VIZEU, F. Estratégia, core competence e
mudança organizacional. Curitiba: Intersaberes, 2020.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Aula 3
Criatividade Empreendedora
Criatividade empreendedora
Criatividade
empreendedora
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
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INOVAÇÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/700e02a1-a5a8-5322-b006-a06f6e97c55f.pdf
Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Estudante, nesta aula, exploraremos três conceitos
fundamentais no mundo dos negócios e da inovação: a
inovação radical, a inovação incremental e o processo
criativo. Cada um desses tópicos oferece uma perspectiva
única e valiosa sobre como as ideias são geradas,
desenvolvidas e inovadoras no mundo real. A inovação
radical quebra paradigmas e introduz mudanças
significativas, enquanto a inovação incremental aprimora e
otimiza o que já existe. O processo criativo, por sua vez, é o
motor que impulsiona ambos os tipos de inovação, sendo
essencial para qualquer empreendedor ou profissional que
deseje se destacar em sua área. A compreensão desses
conceitos não só enriquecerá seu conhecimento, mas
também fornecerá ferramentas práticas para enfrentar os
desafios do mercado atual.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Para ilustrarmos e aprofundarmos nossa discussão,
apresentaremos o caso de Isadora, uma empreendedora
que enfrenta um desafio complexo em seu negócio,
deparando-se com a necessidade de reinventar sua empresa
para se manter competitiva. Aqui, você será estimulado a
pensar: como Isadora pode aplicar o processo criativo para
gerar inovações, sejam elas radicais, sejam incrementais em
seu negócio, e essa situação-problema não só o ajudará a
compreender melhor os conceitos propostos, mas também
permitirá que você visualize a aplicação prática dessas
teorias em um contexto realista e desafiador.
Ao embarcar nesta jornada de aprendizado, lembre-se de
que cada conceito que exploramos tem o potencial de
transformação não apenas da maneira como você vê o
mundo dos negócios, mas também como você pode
influenciar esse mundo. Mantenha sua mente aberta e sua
curiosidade aguçada, pois as lições aprendidas aqui têm
aplicabilidade direta em sua trajetória profissional.
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Inovação
A inovação é o combustível que impulsiona o progresso em
várias esferas, desde a tecnologia até os modelos de
negócios e práticas sociais. Ela pode ser categorizada
principalmente em dois tipos diferentes, cada um com sua
abordagem e impacto únicos: a inovação radical e a inovação
incremental. Esses conceitos não apenas mudam na escala e
no impacto das mudanças que trazem, mas também na
maneira como são adotados e percebidos tanto no mercado
quanto na sociedade.
Segundo Maçães (2017), a inovação radical, também
conhecida como inovação disruptiva ou de ruptura, é
caracterizada por introduzir mudanças profundas e
frequentemente revolucionárias. Essa forma de inovação
tem o potencial de criar mercados novos ou de redefinir
radicalmente os existentes. Para Christensen (2019), a
inovação radical é essencial para o avanço a longo prazo em
qualquer campo, pois desafia e altera o status quo. Embora
seja mais arriscado e requeira investimentos significativos,
seu impacto pode ser monumental, redefinindo padrões e
criando novas oportunidades de mercado. Exemplos de
inovação radical:
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A Internet, que transformou completamente a maneira
como interagimos, nos comunicamos e fazemos
negócios.
Os smartphones, que revolucionaram a comunicação
móvel e a computação pessoal.
A impressão 3D, que está mudando os paradigmas de
fabricação e produção.
Se de um lado temos a inovação radical, do outro, temos a
inovação incremental, também chamada de inovação
contínua ou evolutiva. De acordo com Maçães (2017), a
inovação incremental envolve melhorias contínuas e
graduais em produtos, serviços ou processos existentes;
esse tipo de inovação é mais comum e menos arriscado, pois
se baseia em melhorias que já são conhecidas e aceitas pelo
mercado. A inovação incremental é crucial para manter a
competitividade e eficiência das empresas e setores, pois
foca a melhoria contínua à medida que as organizações
aumentam a qualidade, reduzem custos e respondem de
forma mais eficaz às necessidades dos clientes.
Estes são exemplos de inovação incremental:
Atualizações constantes de software, que melhoram a
funcionalidade e segurança.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Avanços na eficiência dos motores de automóveis, que
melhoram o desempenho e reduzem o consumo de
combustível.
Melhorias contínuas em dispositivos médicos,
aumentando a precisão e a segurança no tratamento de
pacientes.
A compreensão desses dois tipos de inovação é vital para
empresas e indivíduos que buscam se adaptar e prosperar
em um mundo em constante mudança. Enquanto a inovação
radical pode abrir caminhos completamente novos e
transformar paradigmas, a inovação incremental sustenta e
melhora os sistemas e tecnologias existentes, garantindo
avanços constantes e resultados.
A inovação é um pilar essencial para o crescimento e a
sustentabilidade em diversas áreas, sejam elas empresariais,
sejam tecnológicas ou sociais. Ela não apenas impulsionou o
desenvolvimento econômico, mas também facilitou a
resolução de problemas complexos e melhorou a qualidade
de vida. No coração da inovação estão as ideias, ou seja, o
ponto de partida para qualquer avanço significativo. Para
Scherer e Carlomagno (2016), a forma como essas ideias são
definidas e avaliadas é crucial para o sucesso do processo
inovador, e uma abordagem interessante para classificar
ideias segundo Scherer e Carlomagno (2016) é o uso de
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
símbolos como estrela, osso, maçã e bola, cada um
representando diferentes características e potenciais de uma
ideia.
Estrela: ideias definidas como "estrela" são aquelas que
brilham com potencial. Elas são inovadoras, apresentam
alto potencial de impacto e capacidade de se destacarem
no mercado ou no campo de aplicação. Essas ideias são
frequentemente disruptivas, oferecendo soluções
revolucionárias ou abrindo novos caminhos.
Osso: as ideias inovadoras como "osso" são aquelas que
possuem substância, mas podem precisar de mais
desenvolvimento. Elas têm um núcleo sólido, porém não
podem ser totalmente formados ou requerem mais
investigação e refinamento para alcançar seu potencial
total, devendo ser descartadas para futuras avaliações.
Maçã: ideias "maçã" são aquelas que são desejadas e
têm apelo imediato. Elas são facilmente compreendidas
e tendem a ter uma acessibilidade mais rápida no
mercado. Essas ideias não são revolucionárias, mas têm
um valor claro e podem ser capazes de gerar resultados
a curto prazo.
Bola: finalmente, as ideias "bola" são aquelas que são
flexíveis e adaptáveis; elas podem ser moldadas ou
projetadas de várias maneiras, oferecendo
peculiaridades e a possibilidade de serem ajustadas de
acordo com a necessidade ou o feedback do mercado.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Entender e classificar ideias com esses símbolos ajuda as
organizações a priorizar recursos, focar desenvolvimentos
promissores e criar estratégiaseficazes para implementação.
Essa abordagem também facilita a comunicação dentro das
equipes, permitindo que todos entendam rapidamente o
status e o potencial de cada ideia. Na última análise, a
classificação eficaz de ideias é fundamental para transformar
pensamentos criativos em inovações práticas e bem-
sucedidas, impulsionando o que é competitivo.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Sinergia entre inovação e técnicas de estímulo à criatividade
A inovação, em sua essência é alimentada por ideias criativas
e, consequentemente, beneficia-se enormemente das
técnicas projetadas para estimular o pensamento criativo. A
inovação e a criatividade são conceitos interligados que
impulsionam o progresso em diversas áreas. As técnicas
para gerar ideias criativas são essenciais nesse processo,
pois oferecem metodologias estruturadas para explorar o
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
potencial criativo e inovador e várias técnicas foram
desenvolvidas para facilitar esse processo. Aqui,
exploraremos detalhadamente algumas das principais
técnicas, conforme descrito por Tajra e Ribeiro (2020):
Brainstorming: essa técnica é centrada em reuniões em
que os participantes são encorajados a falar livremente,
gerando um volume significativo de ideias. O processo
começa com a definição clara do problema, em que
perguntas objetivas são formuladas para se entender
claramente o desafio em questão. Após essa definição,
segue-se a fase de geração de ideias, em que todos os
pensamentos são bem-vindos e devem ser registrados
visualmente, sem críticas. A seleção das melhores ideias
ocorre num ambiente de discussão construtiva, com foco
no objetivo inicialmente previsto. Finalmente, as ideias
escolhidas são transformadas num plano de ação
concreto, recorrendo-se, frequentemente, à metodologia
5W2H para estruturação.
World Café: essa técnica promove a criatividade por meio
da investigação colaborativa em um ambiente que
simula a atmosfera de um café. Organizando os
participantes em pequenas mesas, o World Café facilita
conversas íntimas e produtivas, com um rodízio entre os
grupos para se promover a troca de ideias e
perspectivas. As discussões são documentadas para
permitir a partilha de insights entre os grupos,
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
culminando em uma sessão de síntese coletiva para se
identificar as ideias mais promissoras e definir os
próximos passos.
Biomimética: a biomimética se inspira na natureza para
desenvolver soluções inovadoras. Essa técnica propõe a
observação e imitação de estratégias definidas na
natureza para resolver problemas humanos complexos.
Desde estruturas e mecanismos até processos, a
biomimética busca aprender com os milhões de anos de
evolução da natureza para criar produtos e soluções
sustentáveis e eficientes.
Scamper: trata-se de uma técnica que utiliza sete ações
(substituir, combinar, adaptar, modificar, procurar outro
uso, eliminar e rearrumar) para estimular a geração de
novas ideias. Cada ação propõe uma forma diferente de
pensar um produto ou processo existente, incentivando
a reimaginação e a inovação.
Triz: baseada na teoria da solução inventiva de
problemas, a Triz classifica as inovações em cinco níveis
e oferece uma abordagem sistemática para solucionar
problemas. A metodologia inclui a identificação do
problema, a redução de aspectos inúteis, a estimulação
do pensamento contraditório, a remoção de elementos
úteis do problema e a criação de modelos para
demonstração de soluções.
Seis chapéus do pensamento: essa técnica, desenvolvida
por Edward de Bono, propõe uma análise de problemas
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
sob seis diferentes perspectivas, representadas por
chapéus de núcleos separados. Cada chapéu simboliza
um tipo específico de pensamento, como neutro,
emocional, otimista, criativo, crítico e organizacional,
permitindo uma exploração completa e multifacetada do
problema em questão.
Inovação aberta: uma técnica de inovação aberta
considera que as ideias inovadoras podem ser
formuladas com a participação de diversas empresas e
fontes externas. Essa abordagem enfoca a colaboração e
o compartilhamento de conhecimento, ultrapassando os
limites tradicionais da organização para gerar soluções
inovadoras.
Cada uma dessas técnicas fornece um método diferenciado
para explorar a criatividade e a inovação, permitindo que
organizações e indivíduos abordem desafios de maneiras
diferentes e complementares.
Processo criativo
O processo criativo é um componente vital para
empreendedores e organizações, sendo como uma alavanca
para o desenvolvimento de novos produtos, serviços e
soluções. Esse processo, segundo Wallas (1926), precisa ser
dividido em etapas de preparação, incubação, iluminação e
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
verificação, para que não apenas facilite a geração de ideias
inovadoras, mas também garanta que sejam viáveis e
eficientes, atendendo às necessidades do mercado.
Na etapa de preparação, segundo Wallas (1926), ocorre o
reconhecimento e a definição do problema. Para
empreendedores e organizações, essa fase é crucial, pois
uma compreensão profunda do problema garante que as
soluções fornecidas sejam relevantes e impactantes. A coleta
e análise de informações permitem identificar lacunas no
mercado e oportunidades para inovação, já a reformulação
do problema pode abrir caminhos para abordagens inéditas,
fundamentais para se destacar em mercados competitivos.
Na etapa incubação, Wallas (1926) argumenta que a mente
processa as informações coletadas de forma subconsciente.
Essa fase é essencial para empreendedores e inovadores,
pois permite que as ideias amadureçam e evoluam sem as
restrições do pensamento lógico e linear. O distanciamento
do problema pode levar a insights inesperados e soluções
originais, fundamentais para a inovação disruptiva.
Na etapa de Iluminação, por sua vez, acontece o momento
"eureka". Wallas (1926) salienta que é a fase em que surgem
as ideias e soluções, e para o empreendedor, esse é o
momento em que a criatividade se concretiza em conceitos
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
tangíveis; aliás, a criação de rascunhos, protótipos e modelos
iniciais é vital para se visualizar a aplicação prática das ideias.
Essa etapa é, muitas vezes, o ponto de partida para
inovações que transformam mercados e estabelecem novos
padrões.
Por último, acontece a etapa da verificação, que nada mais é
do que o refinamento e validação. Para Wallas (1926), é o
momento que envolve testar e refinar a ideia; para
organizações e empreendedores, é o momento de validar a
inovação com feedback real do mercado. Essa avaliação é
crucial para garantir que a solução atende às expectativas
dos clientes e se encaixa no contexto de mercado, e ajustes e
melhorias de fase são essenciais para garantir essa previsão
e o sucesso da inovação.
Para empreendedores, a inovação e o processo criativo são
mais do que apenas gerar ideias, é um caminho para a
sustentabilidade e o crescimento contínuo. Em um ambiente
de negócios cada vez mais dinâmico e competitivo, a
capacidade de inovar de forma consistente e eficaz não é
apenas conveniente, mas essencial. O processo criativo
oferece uma estrutura para abraçar a complexidade e a
incerteza, transformando desafios em oportunidades
inovadoras. Portanto, entender e aplicar eficazmente o
processo criativo pode ser uma chave para desbloquear o
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
potencial de inovação de uma organização, garantindo sua
relevância e sucesso a longo prazo em um mercado em
constante evolução.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
A solução para o problema de Isadora envolve um uso
estratégico de brainstorming no processo criativo, gerando
inovações tanto radicais quanto incrementais para sua
empresa. O brainstorming, uma técnica poderosa para
estimular o pensamento criativo e a geração de ideias, pode
ser uma chave para desbloquear o potencial inovador de
Isadora e sua equipe.
Primeiro, Isadora deve reunir sua equipe para uma sessão
de brainstorming, criandoum ambiente aberto e sem
julgamentos, em que todas as ideias sejam bem-vindas. Essa
atmosfera de liberdade criativa é essencial para encorajar a
equipe a pensar fora da caixa e propor soluções inovadoras;
aliás, Isadora pode começar a sessão com uma explicação
clara do desafio enfrentado pela empresa, incentivando a
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EMPREENDEDORISMO E
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equipe a considerar tanto mudanças radicais quanto
melhorias incrementais.
Durante a sessão, é importante que Isadora estimule a
diversidade de pensamento, incentivando a participação de
todos os membros da equipe com diferentes experiências e
perspectivas. As ideias devem ser registradas sem críticas ou
avaliações imediatas, para que o fluxo criativo não seja
interrompido. Após a geração de uma variedade ampla de
ideias, Isadora e sua equipe podem, então, começar a avaliá-
las, considerando fatores como previsões, potencial de
impacto e planejamento com os objetivos da empresa.
Ao final do processo, Isadora terá um conjunto de ideias
inovadoras para implementação. Algumas poderão ser
radicais, como a introdução de um novo produto ou serviço
que redefina o mercado, enquanto outras poderão se voltar
para melhorias incrementais em processos ou produtos
existentes. A chave é selecionar as ideias que melhor se
alinham com a visão da empresa e os recursos disponíveis e,
então, desenvolver um plano de ação para colocá-las em
prática.
Ao utilizar o brainstorming como ferramenta no processo
criativo, Isadora não apenas resolve o desafio imediato de
sua empresa, mas também cultiva uma cultura de inovação
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EMPREENDEDORISMO E
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contínua, preparando o terreno para o sucesso sustentável e
a diferenciação no mercado.
Saiba mais
Saiba mais
Para ampliar seus conhecimentos de inovação e processo
criativo, assista ao filme Jogada de Genio (2008), que conta a
história de Robert Kearns, o inventor dos limpadores de
para-brisas intermitentes, e sua batalha legal contra a
indústria automobilística. O filme mostra a luta de um
inventor criativo contra gigantes corporativos.
Recomendamos, também, a leitura do subcapítulo 6.5:
Fatores que inibem a criatividade nas empresas, do livro
Liderança e criatividade em negócios, de Edmir Kuazaqui,
para que possa conhecer os principais elementos que
impedem ou bloqueiam a criatividade nas organizações.
Por fim, sugerimos a leitura do artigo Criatividade e inovação
para pequenos negócios, que ampliará a sua visão sobre a
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EMPREENDEDORISMO E
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522108435/pageid/124
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788522108435/pageid/124
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/criatividade-e-inovacao-para-pequenos-negocios,d0ec811420583810VgnVCM100000d701210aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/criatividade-e-inovacao-para-pequenos-negocios,d0ec811420583810VgnVCM100000d701210aRCRD
importância da criatividade e da inovação para pequenas
empresas.
 
 
Referências
Referências
CHRISTENSEN, C. M. O dilema da inovação: quando as novas
tecnologias levam empresas ao fracasso. Rio de Janeiro: M.
Books. 2019.
FASCIONI, L. Atitude pró-inovação. Rio de Janeiro: Alta Books,
2021.
KUAZAQUI, E. Liderança e criatividade em negócios. São
Paulo: Cengage Learning Brasil, 2006.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
MAÇÃES, M. A. R. Empreendedorismo, inovação e mudança
organizacional. Lisboa: Grupo Almedina, 2017. v. 3.
REIS, D. R. dos. A criatividade nas organizações. Curitiba:
Intersaberes, 2021.
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
SILVA, J. E. V. B. Identidade no processo criativo e visual
merchandising. São Paulo: Saraiva, 2021.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2020.
WALLAS, G. Art of thought. London: Jonathan Cape, 1926.
Aula 4
Economia criativa
Economia criativa
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Economia criativa
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/102ce278-6e8e-5689-82d0-ff3a9a889038.pdf
Estudante, desejamos a você boas-vindas à nossa aula sobre
economia criativa, um campo dinâmico e essencial no
mundo dos negócios de hoje. Neste encontro, vamos
explorar os conceitos fundamentais da economia criativa,
suas características específicas e os vários setores que a
compõem. Aliás, a importância desse tema não pode ser
subestimada, pois ele se molda à forma como inovamos,
criamos e conduzimos negócios, logo, compreender esses
conceitos é vital para qualquer profissional que busca
inovação e sucesso em um mercado cada vez mais
competitivo.
Hoje, nosso aprendizado será contextualizado por um
desafio enfrentado por Júlia, uma empreendedora criativa
que lidera uma pequena empresa de design gráfico e, apesar
de talentosa, está lutando para se destacar em um mercado
saturado. Ela precisa reinventar sua estratégia de negócios
utilizando os princípios da economia criativa para
desenvolver uma abordagem única que diferencie seus
concorrentes. Esse caso prático vai nos permitir explorar
como a economia criativa pode ser aplicada para resolver
desafios reais, estimulando você a pensar criticamente sobre
as soluções inovadoras que Júlia pode adotar.
Ao concluir esta aula, você não terá apenas um
entendimento profundo dos fundamentos da economia
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
criativa, mas também será capaz de aplicar esse
conhecimento em seu próprio contexto profissional. Este é
um momento para aprender, inovar e se inspirar. Vamos
juntos embarcar nesta aventura de aprendizado e
descoberta! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Conceito de economia criativa
A economia criativa é um conceito emergente que
representa uma mudança significativa na maneira como
entendemos a produção e o consumo de bens e serviços. No
cenário econômico atual, marcado por transformações
rápidas e inovadoras, a economia criativa emerge como um
vetor crucial, conforme destacado por Howkins (2013). Esse
paradigma, baseado na criatividade e no conhecimento, não
é apenas uma tendência passageira, mas, sim, uma
característica da era atual.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A economia criativa, conforme identificada por Howkins
(2013), coloca a criatividade e o conhecimento no centro do
desenvolvimento econômico. Esse movimento, com cerca de
vinte anos de existência, representa uma mudança
significativa em relação aos modelos econômicos
tradicionais, que se baseavam predominantemente no
capital e em recursos financeiros. Nesta nova economia,
ideias inovadoras e talentos criativos tornam-se os principais
ativos, gerando valor e impulsionando o crescimento.
Para os países em desenvolvimento, a economia criativa
oferece uma oportunidade única de crescimento. Como
observa Howkins (2013), o combustível dessa economia é a
criatividade, mais do que o capital financeiro, e isso significa
que países com recursos financeiros limitados, mas ricos em
cultura e talentos criativos, podem encontrar um caminho
viável para o desenvolvimento econômico e social por meio
da promoção de suas indústrias criativas.
Segundo Ortiz (2021), a economia criativa tem suas raízes no
final do século XX, principalmente com o projeto Creative
Nation, na Austrália, em 1994, que realçou o valor da
criatividade na economia. Posteriormente, o Reino Unido,
sob a liderança de Tony Blair, avançou nessa área,
identificando setores promissores para o século XXI. Esses
países foram pioneiros na formalização do conceito de
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
“indústrias criativas”, estabelecendo um modelo para o
desenvolvimento econômico baseado na criatividade e
inovação. Desdeentão, houve esforços contínuos para se
definir padrões e métodos para avaliar o impacto econômico
desses assuntos, refletindo a natureza dinâmica e
multifacetada da economia criativa.
As indústrias criativas, como descritas por Ortiz (2021), são
um setor econômico impulsionado pela criatividade,
habilidade e talento individuais. Caracterizadas pela geração
e exploração da propriedade intelectual, elas abrangem uma
variedade de campos como arte, música, literatura, design,
moda, cinema e jogos digitais. Esses campos contêm um
foco na criação de conteúdo original e inovador, protegido
por direitos de propriedade intelectual. Para Ortiz (2021),
além de gerar arte e entretenimento, esses setores são
fundamentais para a criação de riqueza e empregos,
contribuindo significativamente para o desenvolvimento
econômico e promovendo a diversidade cultural.
Segundo Ortiz (2021), o setor enfrenta desafios únicos,
especialmente relacionados com a proteção da propriedade
intelectual na era digital. Esta era trouxe novas
oportunidades, mas também desafios, incluindo questões de
direitos autorais e adaptação ao consumo digital, no
entanto, apesar disso, as indústrias criativas continuam a ser
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um setor vital, impulsionando a inovação e contribuindo
para a formação da identidade cultural e o diálogo
intercultural. Dessa forma, elas desempenham um papel
crucial na economia, na cultura e na sociedade moderna.
Uma vez que entendemos o conceito e a importância das
indústrias criativas, vamos retornar à importância da
economia criativa. Conforme descrito por Reis (2021), ela
representa um paradigma econômico inovador que ressalta
a relevância da criatividade, do conhecimento e da inovação
como principais impulsionadores da criação de valor
econômico e social. Esse conceito abrangente se estende por
uma vasta gama de atividades e setores, nos quais o capital
intelectual e a criatividade são reconhecidos como os
recursos mais valiosos e produtivos. Além disso, essa
abordagem econômica é notável por sua capacidade de
adaptação e evolução com as tendências tecnológicas e
culturais, abrindo caminho para novos métodos de produção
e comercialização de bens e serviços.
Segundo Reis (2021), no universo da economia criativa, a
produção de bens e serviços criativos vai além da mera
geração de produtos tangíveis ou soluções conhecidas.
Essencialmente ligada ao conceito de “livre criar”, ela abre
modelos de negócios em que a criatividade não é
direcionada exclusivamente para a resolução de problemas
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específicos, mas é empregada como o elemento central e
mais expressivo na criação de bens e serviços. Para o autor
supracitado, essa perspectiva enfatiza a liberdade artística e
inovadora, permitindo que indivíduos e empresas explorem
novas ideias e conceitos que não se encaixam nos moldes
tradicionais, mas que contribuem significativamente para o
enriquecimento cultural, social e econômico. A economia
criativa, portanto, apoia-se em uma visão mais abrangente e
inclusiva da inovação, em que a criatividade se torna um
ativo valioso em diversas frentes, desde a arte até a
tecnologia.
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Áreas e setores da economia criativa
A economia criativa, conforme definida pela Firjan (2022), é
uma área de grande relevância e diversidade dividida em
quatro grandes setores: tecnologia, mídias, cultura e
consumo. Cada um desses setores engloba atividades
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específicas que visam à inovação e à geração de valor na
economia.
Tecnologia: este setor é focado em pesquisa &
desenvolvimento (P&D), biotecnologia e tecnologias da
informação e comunicação (TIC) — áreas fundamentais
para o avanço e a aplicação de novas tecnologias em
diversos campos, impulsionando o crescimento
econômico e a inovação.
Mídias: abrange as áreas editorial e audiovisual, sendo
responsável pela criação e distribuição de conteúdo por
meio de diversos meios, como livros, revistas, filmes,
programas de televisão e conteúdo digital. Trata-se de
um setor vital para a divulgação de informação e
entretenimento.
Cultura: inclui expressões culturais, patrimônio e artes,
música e artes cênicas. Este setor celebra a diversidade
cultural, promove a arte e a cultura local e global e
contribui significativamente para a preservação do
patrimônio cultural.
Consumo: este setor engloba publicidade, arquitetura,
design e moda — áreas que combinam criatividade e
inovação para criar tendências, promover marcas e
produtos e influenciar o comportamento de consumo.
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Cada um desses setores possui um papel único na economia
criativa, contribuindo para o desenvolvimento cultural,
tecnológico e econômico da sociedade. A interconexão e a
colaboração entre eles são essenciais para o crescimento
sustentável e a inovação contínua nesse campo. A figura
abaixo ilustra as áreas e os setores da economia criativa no
Brasil, segundo a Firjan (2022).
Figura 1 | Economia criativa. Fonte: elabora pela autora.
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A economia criativa representa um segmento vital e em
constante evolução, impactando positivamente tanto o
âmbito econômico quanto social. Esse setor traz inúmeros
benefícios para a sociedade, incluindo a geração de
empregos e o estímulo à diversidade cultural.
Segundo Ortiz (2021), a abordagem da economia criativa
foca primordialmente o valor da inovação, a colaboração e a
importância dos elementos intangíveis na criação de valor
econômico, especialmente no que tange à cultura. O
crescimento dos setores criativos é crucial para o avanço
urbano e regional, impulsionando a criação de empregos
especializados e o desenvolvimento de produtos de alto
valor. Para Ortiz (2021), nesse cenário, a cadeia produtiva
criativa, que compreende as fases de concepção, produção e
distribuição de bens e serviços que utilizam a criatividade e o
capital intelectual, está se fortalecendo. Ortiz (2021), salienta
que essa cadeia se divide em três áreas principais:
Núcleo criativo: inclui atividades econômicas em que as
ideias são o principal recurso, como no desenvolvimento
de software.
Atividades relacionadas: engloba indústrias que
suportam o núcleo criativo, como serviços de registro de
patentes.
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Atividades de apoio: abrange fornecedores de bens e
serviços criativos, como patrocínios culturais.
Para Ortiz (2021), o modelo econômico emergente, pautado
na cocriação e na produção colaborativa, promove o
empreendedorismo social e ecológico, característico da
economia criativa. Esse setor desafia as práticas
empresariais tradicionais e as formas de concepção,
produção e comercialização de produtos e serviços,
incluindo novos modelos de trabalho, como o home office e
o coworking.
Segundo Ortiz (2021), a solução para o maior
desenvolvimento da economia criativa seria o conceito de
Triple helix ou tripé da gestão da inovação, em português,
formulado por Henry Etzkowitz e Loet Leydesdorff, que
coloca as universidades no papel central de estimular
interações com as empresas (setor de produção de bens e
serviços) e o governo (regulador e incentivador da
economia). O objetivo é fomentar a geração de novos
saberes, inovações tecnológicas e avanço econômico. Nessa
abordagem, a inovação é vista como o resultado de um
processo interativo e dinâmico, que envolve educação,
ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. Essas
atividades se entrelaçam continuamente entre
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universidades, empresas e governos, criando um ciclo
contínuo e evolutivo de progresso e transformação.
Nesta aula, abordamos a economia criativa como um
conceito emergente que representa uma mudança
significativa na forma como a produção e o consumo de
bens e serviços são compreendidos. Esse paradigma, que
coloca a criatividade e o conhecimento no centro do
desenvolvimento econômico, revela uma evolução
importante em relação aos modelos econômicos

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