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Unidade 3
Inovação e os Processos de Inovação
Aula 1
Inovação e Seus Principais Tipos de Aplicação
Inovação e seus principais tipos de aplicação
Inovação e seus principais
tipos de aplicação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
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Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, exploraremos os conceitos de
inovação fechada e inovação aberta, bem como veremos os
10 tipos de inovação propostos por Larry Keeley. Esses
conceitos desempenham papéis cruciais no mundo dos
negócios, afetando a competitividade das empresas. A
inovação fechada envolve o uso de recursos internos,
enquanto a inovação aberta se baseia na colaboração
externa. Larry Keeley categoriza a inovação em 10 tipos,
abrangendo áreas como produtos, processos, organização e
experiência do cliente; além disso, há perguntas a serem
consideradas, por exemplo: como equilibrar essas
abordagens? Quais tipos de inovação são mais relevantes
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/25ceb706-8ffd-5819-9a14-f01b07d9907a.pdf
para sua carreira? Como aplicar esses conceitos no mundo
real.
Para compreender melhor os conteúdos a serem estudados,
conheça a história do Pedro, que é um jovem empreendedor
que acabou de iniciar sua própria empresa de tecnologia. Ele
está determinado a tornar sua startup um grande sucesso,
mas sabe que, para isso, precisa ser inovador e criativo.
Pedro tem estudado os conceitos de inovação fechada e
aberta, bem como os 10 tipos de inovação de Larry Keeley, e
está ansioso para aplicar esses conhecimentos no seu
empreendimento. Um dia, Pedro se deparou com um
desafio: sua equipe estava trabalhando em um novo
aplicativo de saúde e estava tendo dificuldades para
diferenciar seu produto em um mercado competitivo. Pedro,
então, lembrou-se dos tipos de inovação de Keeley e decidiu
reunir sua equipe para uma sessão de brainstorming. Ao
final da aula, saberemos mais sobre essa história!
A inovação é um campo dinâmico que pode moldar o futuro
em vários setores, logo, esteja atento às oportunidades de
inovação em seu campo de interesse, pois seu entusiasmo e
curiosidade podem ser os impulsionadores do progresso em
sua carreira.
Vamos Começar!
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Vamos Começar!
Inovação fechada versus inovação aberta
A inovação é um motor fundamental para o progresso e a
competitividade em qualquer setor, e duas abordagens
principais para impulsioná-la são a inovação fechada e a
inovação aberta. Segundo Santos (2023), a inovação fechada,
também conhecida como inovação interna, é uma
abordagem em que uma organização desenvolve
internamente novas ideias, produtos, processos ou
tecnologias sem recorrer a colaborações ou parcerias
externas, além disso, essa abordagem se baseia na crença
de que a empresa detém o conhecimento, a expertise e os
recursos necessários para inovar dentro de suas próprias
fronteiras, mantendo um controle estrito sobre o processo
de inovação. De acordo com Sanmartim (2012), a inovação
fechada possui várias características distintas que a
diferenciam de outras abordagens, como:
Controle: a característica fundamental da inovação
fechada é o controle total por parte da organização, e
isso significa que a empresa mantém a propriedade
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intelectual de todas as inovações desenvolvidas, o que
lhe confere a capacidade de gerenciar estrategicamente
o uso e a divulgação dessas inovações.
Sigilo: a inovação fechada, muitas vezes, envolve um alto
nível de sigilo, uma vez que as empresas estão focadas
em proteger suas ideias e tecnologias proprietárias, e
isso pode incluir a utilização de acordos de
confidencialidade e medidas de segurança para evitar
vazamentos de informações.
Recursos internos: as organizações que adotam a
inovação fechada confiam, principalmente, em seus
próprios recursos e expertise para impulsionar a
inovação. Elas investem em pesquisa e desenvolvimento
internos, laboratórios de inovação e equipes
especializadas para conduzir o processo de criação.
Autonomia: a inovação fechada permite que as
empresas tenham controle total do ritmo e da direção da
inovação, sem depender de terceiros, e isso proporciona
flexibilidade para se adaptar às necessidades e
estratégias específicas da organização.
A inovação fechada desempenha um papel importante em
diversos contextos, especialmente em indústrias em que a
propriedade intelectual e o segredo são cruciais. Além disso,
tanto Santos (2023) como Sanmartim (2012) salientam que a
inovação fechada oferece algumas vantagens significativas:
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Proteção de ativos intelectuais: a inovação fechada
permite que as empresas protejam efetivamente seus
ativos intelectuais e tecnologias proprietárias,
minimizando o risco de vazamentos ou apropriação
indevida.
Foco na visão da empresa: a autonomia proporcionada
pela inovação fechada permite que as organizações
sigam sua própria visão e estratégia, sem compromissos
externos que possam desviá-las de seus objetivos.
Velocidade e eficiência: como não há necessidade de
coordenação externa, a inovação fechada pode ser mais
eficiente e rápida, permitindo o desenvolvimento ágil de
novas soluções.
Controle de custos: a organização tem controle dos
custos de pesquisa e desenvolvimento, já que não
precisa compartilhar recursos com parceiros externos.
Segundo Tajra e Ribeiro (2020), a inovação fechada também
tem limitações; ela pode limitar a exposição a novas
perspectivas e ideias externas, o que pode prejudicar a
criatividade e a diversidade de abordagens, além disso, em
um mundo cada vez mais globalizado e interconectado, a
inovação fechada pode se tornar menos relevante em alguns
setores, à medida que as empresas buscam colaborações e
parcerias para enfrentar desafios complexos.
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EMPREENDEDORISMO E
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A fim de que possa compreender melhor a inovação
fechada, utilizaremos o exemplo da Apple, a gigante da
tecnologia californiana conhecida por desenvolver
internamente tanto seu hardware quanto seu software,
mantendo um controle rígido sobre seu ecossistema. Isso
tudo permitiu à Apple criar produtos icônicos, como o
iPhone e o MacBook, que se destacam pela qualidade e
integração.
Em 2003, o acadêmico e pesquisador norte-americano Henry
Chesbrough publicou o livro Open Innovation: The New
Imperative for Creating and Profiting from Technology, e ele
foi fundamental na definição e popularização do conceito de
inovação aberta, pois a inovação aberta desafiou a
abordagem tradicional de inovação, na qual as empresas
dependiam principalmente de seus próprios recursos e
conhecimentos internos para desenvolver novos produtos,
serviços e tecnologias.
Segundo Chesbrough et al. (2023), a ideia fundamental por
trás da inovação aberta é que as organizações não devem se
limitar à pesquisa e desenvolvimento internos, mas, sim,
buscar ideias, insights e recursos fora de suas fronteiras.
Esse novo paradigma de inovação reconhece que as
melhores ideias podem surgir de fontes externas, como
universidades, startups, fornecedores, clientes e até mesmo
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concorrentes. A colaboração e a abertura a contribuições
externas são vistas como catalisadores essenciais para
impulsionar a inovação de maneira mais rápida, eficaz e
eficiente.
Para Tajra e Ribeiro (2020), a globalização, o avanço
tecnológico e a crescente conectividade desempenharam um
papel significativo no surgimento da inovação aberta. O
acesso fácil à informação, a comunicação instantânea e as
redes de colaboração global permitiram que as organizações
se engajassem em redes de inovação mais amplas e
diversificadas, e essa mudança de paradigma também é uma
resposta à crescente complexidademuitas vezes, em documentos
formais, sistemas de informações ou manuais. A
combinação permite que o conhecimento seja integrado
em processos organizacionais, reunindo informações de
diversas fontes e tornando-as acessíveis a todos.
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EMPREENDEDORISMO E
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Internalização: a última fase é a internalização, na qual o
conhecimento explícito é transformado novamente em
conhecimento tácito, mas, agora, dentro das mentes dos
indivíduos, e isso ocorre quando as pessoas aplicam o
conhecimento explicitamente documentado em suas
atividades diárias, internalizando-o por meio da prática e
da experiência. O conhecimento torna-se parte de seu
repertório pessoal.
Segundo Santos (2023), o "espiral do conhecimento" destaca
a ideia de que o conhecimento é um processo dinâmico que
envolve a interação contínua entre o conhecimento tácito e
explícito. À medida que as pessoas compartilham, articulam,
organizam e aplicam o conhecimento, ele evolui e se
aprofunda. Esse modelo é especialmente relevante em
contextos de gestão do conhecimento, em que as
organizações buscam criar e compartilhar conhecimento
para promover a inovação e a aprendizagem contínua,
enfatizando a importância da colaboração, da comunicação e
da transformação do conhecimento para impulsionar o
crescimento e a melhoria organizacional.
Nesta aula, compreendemos que a gestão do conhecimento,
aliada ao conceito do "espiral do conhecimento," representa
uma abordagem poderosa para o desenvolvimento e
crescimento contínuo de organizações. O espiral do
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conhecimento ressalta a dinâmica de como o conhecimento
é criado, compartilhado e internalizado, enfatizando a
importância da interação social e da transformação do
conhecimento tácito em explícito. Essa abordagem permite
que as organizações promovam a inovação, o aprendizado e
adaptação ao ambiente em constante mudança.
Ao compreender e implementar efetivamente o ciclo do
conhecimento, as organizações podem aprimorar sua
capacidade de resolver problemas, tomar decisões
informadas e, em última instância, alcançar um desempenho
sustentável e competitivo. A gestão do conhecimento, com
base no espiral do conhecimento, torna-se uma estratégia
valiosa para as organizações que buscam prosperar em um
mundo cada vez mais dinâmico e orientado pelo
conhecimento.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Olivia, a empreendedora, enfrenta o desafio de gerenciar o
conhecimento em sua startup e promover a criação de um
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ambiente propício à inovação. Para enfrentar esses desafios,
Olivia pode considerar as seguintes soluções:
Compartilhamento de conhecimento: implementar
ferramentas de compartilhamento de conhecimento,
como intranets, redes sociais corporativas ou
plataformas de colaboração, pode facilitar a
disseminação de ideias e informações relevantes dentro
da equipe, promovendo a criação de uma base de
conhecimento acessível a todos.
Gestão do conhecimento tácito: reconhecendo que a
experiência prática de sua equipe contém valioso
conhecimento tácito, Olivia pode criar fóruns ou grupos
de discussão regulares a fim de que os membros da
equipe compartilhem suas experiências e insights. Isso
pode ajudar a externalizar o conhecimento tácito,
transformando-o em explícito.
Reconhecimento e recompensas: implementar um
sistema de reconhecimento e recompensas que
incentive a geração de novas ideias e a resolução de
problemas. Reconhecer e premiar contribuições criativas
pode motivar a equipe a buscar inovações.
Feedback e avaliação contínua: estabelecer um processo
contínuo de feedback e avaliação, permitindo que os
membros da equipe expressem ideias e preocupações.
Isso cria um ambiente em que a aprendizagem e a
melhoria são encorajadas.
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EMPREENDEDORISMO E
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Tecnologia e ferramentas de gestão do conhecimento:
utilizar sistemas de gestão do conhecimento e
tecnologias como Data Warehouses, Sistemas de Gestão
Eletrônica de Documentos e soluções de colaboração
online para armazenar, organizar e compartilhar
informações de forma eficaz.
Essas soluções podem ajudar Olivia a superar os desafios da
gestão do conhecimento e promover a criação de um
ambiente inovador em sua startup. A combinação de uma
cultura de aprendizado com o compartilhamento eficaz de
conhecimento e práticas que valorizem a inovação pode
impulsionar o sucesso de sua empresa no mercado
competitivo. 
Saiba mais
Saiba mais
Recomendo que assista ao filme O Homem que Mudou o
Jogo, que é uma ótima escolha para ampliar os
conhecimentos, especialmente se estiver interessado em
aprender como a análise de dados e a tomada de decisões
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baseadas em evidências podem ser aplicadas em diferentes
contextos, não apenas no esporte. Esse filme oferece lições
valiosas sobre inovação e gestão, destacando a importância
de questionar métodos convencionais e adotar abordagens
mais analíticas.
Sugerimos, também, a leitura do artigo Ecossistemas de
inovação, desenvolvido pelo SEBRAE, para conhecer mais as
formas de buscar apoio para inovação.
No livro Organização, Conhecimento e Educação, do Paulo
Yazigi Sabbag, existe o capítulo com o título M-Learning –
Mobile Learning, que aborda as formas de aprendizagem e o
desenvolvimento do conhecimento. 
 
 
Referências
Referências
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INOVAÇÃO
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/ecossistemas-de-inovacao,2929cf1a03fe5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/ecossistemas-de-inovacao,2929cf1a03fe5810VgnVCM1000001b00320aRCRD
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550810430/epubcfi/6/86[%3Bvnd.vst.idref%3DEpub_Organiza__o_Conhecimento_Educacao_parte2-8]!/4[Epub_Organiza__o_Conhecimento_Educacao_parte2-8]/6[_idContainer066]/4[_idParaDest-36]/3:13[%20%E2%80%9]
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788550810430/epubcfi/6/86[%3Bvnd.vst.idref%3DEpub_Organiza__o_Conhecimento_Educacao_parte2-8]!/4[Epub_Organiza__o_Conhecimento_Educacao_parte2-8]/6[_idContainer066]/4[_idParaDest-36]/3:13[%20%E2%80%9]
PEREIRA, J. A.; TATTO, L.; BORDIN, R. A. O conhecimento e a
sua gestão nas organizações: uma análise a partir da teoria
crítica da sociedade. Jundiaí: Paco e Littera, 2020.
SABBAG, P Y. Organização, conhecimento e educação. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2018.
SANTOS, I. C. dos. Gestão da inovação e do conhecimento:
uma perspectiva conceitual dos caminhos para o progresso.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2023.
TAKAHASHI, A. R. W. Competências, aprendizagem
organizacional e gestão do conhecimento. Curitiba:
Intersaberes, 2015.
TIDD, J.; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre:
Bookman, 2015.
TIGRE, P. Gestão da inovação: uma abordagem estratégica,
organizacional e de gestão de conhecimento. 3. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2019.
VIEIRA, R. da M. Gestão do conhecimento: introdução e áreas
afins. 1. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2016. 
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Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/962f968e-7f73-5eac-b2d3-2759f9442190.pdf
Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta
unidade, que é conhecer a relevância da inovação, da gestão
da inovação e do design thinking para o desenvolvimento
empreendedor, você deve, primeiro, explorar os conceitos
fundamentais relacionados à inovação e seus principais tipos
de aplicação, e isso inclui a distinção entre inovação fechada
e inovação aberta, em que a primeira se refere ao
desenvolvimento interno e a segunda envolve a colaboração
comparceiros externos, como startups e universidades; em
seguida, você deve saber a respeito dos tipos de inovação
aberta, já que isso permite que as organizações identifiquem
diferentes estratégias, como o crowdsourcing, para
impulsionar a inovação (aliás, o modelo de Larry Keeley dos
10 tipos de inovação é uma estrutura valiosa para a análise e
implementação de inovações nas organizações); por fim,
você deve estudar a gestão da inovação, que desempenha
um papel crucial no empreendedorismo.
Portanto, é fundamental entender a inovação como um
processo contínuo que impacta a estratégia organizacional, e
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
o modelo da gestão da inovação é uma ferramenta
importante para orientar e gerenciar eficazmente a inovação
dentro das organizações. Além disso, compreender as
características da gestão da inovação, como a cultura de
inovação e a liderança inspiradora, é vital para se criar um
ambiente propício à inovação e alinhar a inovação com a
estratégia organizacional.
A criação de produtos e serviços inovadores é essencial para
o desenvolvimento empreendedor. Nesse contexto, o design
thinking surge como uma abordagem que coloca o usuário
no centro do processo de desenvolvimento, solucionando
problemas complexos de forma centrada no usuário. A
ferramenta do duplo diamante é introduzida para explorar o
processo de divergência e convergência na solução de
problemas, oferecendo uma abordagem estruturada para a
inovação, além disso, as métricas de inovação são cruciais
para medir o sucesso da implementação de inovações,
fornecendo uma base sólida para o desenvolvimento
empreendedor.
Por fim, a competência em gestão do conhecimento é uma
habilidade essencial para o desenvolvimento empreendedor,
uma vez que envolve a capacidade de se adquirir, armazenar
e compartilhar conhecimento dentro das organizações. Para
compreender esse conceito, é preciso conhecer o Ciclo de
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Vida das Organizações, que descreve a evolução de uma
organização ao longo do tempo, além disso, é fundamental
entender o conceito de gestão do conhecimento, que
abrange o conhecimento tácito, baseado na experiência
pessoal, e o conhecimento explícito, documentado e formal.
Ao dominar esses conceitos e tópicos, você se prepara para
enfrentar os desafios do desenvolvimento empreendedor,
reconhecendo a importância da inovação, da gestão da
inovação e do design thinking em seu caminho para o
sucesso. Esses conhecimentos se tornarão ativos valiosos em
sua jornada empreendedora, permitindo que você
identifique oportunidades, implemente estratégias
inovadoras e promova o crescimento e o sucesso em sua
empreitada.
Em seguida, é crucial explorar os tipos de inovação aberta, e
isso envolve a identificação e compreensão de diferentes
estratégias de inovação, que incluem a cooperação com
fornecedores, crowdsourcing, parcerias estratégicas e
ecossistemas de inovação. Cada tipo de inovação aberta tem
seu valor e aplicações específicas, e a capacidade de
discernir qual é a mais adequada em diferentes contextos é
uma competência essencial.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Além disso, você deve se aprofundar no modelo de Larry
Keeley sobre os 10 tipos de inovação; esse modelo oferece
uma estrutura abrangente para analisar e implementar
inovações em várias dimensões, como modelo de negócios,
processos, produtos e experiência do cliente. Conhecer
esses 10 tipos de inovação é fundamental para identificar
oportunidades de inovação em organizações e desenvolver
uma abordagem holística para a inovação.
Seguindo em frente, é válido colocar ênfase na gestão da
inovação e seus benefícios e impactos na estratégia
organizacional. Para compreender esse tópico, é
fundamental compreender a inovação como um processo
contínuo e dinâmico. A inovação não é um evento isolado,
mas, sim, uma jornada que impacta a estratégia
organizacional, a cultura e a competitividade.
O modelo da gestão da inovação é outro aspecto crucial.
Nesse contexto, é necessário ter em mente abordagens e
estruturas que ajudam as organizações a gerenciar e
orientar a inovação de forma eficaz, e compreender como
integrar a inovação na estratégia organizacional é essencial
para alcançar os benefícios da inovação.
Além disso, é essencial conhecer as características da gestão
da inovação, que incluem a importância da cultura de
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
inovação, liderança inspiradora e estruturas organizacionais
flexíveis, e esses elementos são fundamentais para se criar
um ambiente propício à inovação e alinhar a inovação com a
estratégia da organização.
Continuando, voltamos nossa atenção para a jornada da
invenção à inovação, com foco na criação de produtos e
serviços. Nesse âmbito, é válido sabermos que o design
thinking é uma abordagem que coloca o usuário no centro
do processo de desenvolvimento de produtos e serviços,
sendo uma ferramenta poderosa para se resolver problemas
complexos e impulsionar a inovação centrada no usuário.
Outra ferramenta importante é o duplo diamante, que
explora o processo de divergência e convergência na solução
de problemas, e compreender como utilizar essa ferramenta
é essencial para se criar soluções inovadoras e eficazes. Por
fim, as métricas de inovação são essenciais para medir o
sucesso da implementação de inovações. É importante saber
como definir, coletar e analisar métricas relevantes para
avaliar o impacto das inovações nos negócios e nas
estratégias organizacionais.
Finalmente, a gestão do conhecimento é um conceito
fundamental nas organizações modernas, e para
compreender esse conceito, devemos começar pelo ciclo de
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EMPREENDEDORISMO E
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vida das organizações, que descreve a evolução de uma
organização desde sua criação até seu declínio. Entender
como a gestão do conhecimento se encaixa nesse ciclo é
fundamental para otimizar a aprendizagem e a evolução das
organizações, além disso, devemos compreender o conceito
de Gestão do Conhecimento, que se refere à captura,
armazenamento, compartilhamento e aplicação eficaz do
conhecimento dentro de uma organização, e isso envolve
tanto conhecimento tácito (experiência pessoal) quanto
conhecimento explícito (documentado e formal).
No geral, ao dominar esses conceitos e tópicos, você se
prepara para desenvolver a competência em gestão da
inovação e gestão do conhecimento, contribuindo para o
sucesso das organizações em um mundo em constante
mudança e evolução. Esses conhecimentos serão valiosos
em sua carreira, permitindo-lhe liderar iniciativas inovadoras
e promover o desenvolvimento do conhecimento nas
organizações em que atuam.
Reflita
1. Quais são os principais desafios enfrentados pelas organizações
ao decidir entre inovação fechada e inovação aberta, e como essas
abordagens podem impactar suas estratégias de inovação?
2. Como a gestão da inovação pode influenciar a competitividade e a
sustentabilidade de uma organização?
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3. De que maneira o design thinking pode ser aplicado para
solucionar problemas complexos centrados no usuário e como
essa abordagem pode contribuir para o desenvolvimento
empreendedor? 
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Como consultor, seu atual desafio é reestruturar o
restaurante "Sabor Criativo", que vem encontrando
dificuldades para se adequar às novas tendências do setor
gastronômico. Reconhecido anteriormente como um marco
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na culinária de alta qualidade, o "Sabor Criativo" agora se
depara com obstáculos decorrentes de sua prática
convencional de inovação fechada, a qual não está mais
alinhada com as necessidades de um público jovem e
variado.
Seu desafio é guiar o "Sabor Criativo" na transição para um
modelo de inovação aberta, incentivando a colaboração com
chefs externos, artistas locais e talvez até startups de
tecnologia alimentar. Esta mudança visa criar pratos
inovadores e experiências gastronômicas que mantenham a
essência do restaurante, mas que tambématraiam um
público mais amplo.
Além disso, você deve aplicar os conceitos de design thinking
para entender as necessidades dos clientes atuais e
potenciais e utilizar a ferramenta do duplo diamante para
explorar e definir claramente o problema antes de
desenvolver e entregar soluções. As métricas de inovação
serão essenciais para avaliar o sucesso das novas iniciativas,
enquanto a gestão do conhecimento será crucial para
capturar e compartilhar as aprendizagens durante o
processo.
Diante desse cenário, responda:
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Como você pode utilizar os princípios de design thinking
e do duplo diamante para desenvolver uma experiência
gastronômica que seja inovadora e ao mesmo tempo fiel
à identidade do "Sabor Criativo"?
Quais estratégias de inovação aberta podem ser mais
eficazes para o "Sabor Criativo" e como elas podem ser
implementadas para superar a resistência interna à
mudança?
O seu papel como consultor será vital para orientar o "Sabor
Criativo" através deste período de transformação,
garantindo que ele não apenas sobreviva, mas prospere em
um mercado gastronômico em constante evolução.
Reflita
Quais aprendizados você pode tirar dessa experiência com o
“Sabor Criativo”? Retome os estudos desta unidade para
ajudar esse restaurante!
Resolução do Estudo de Caso
Abordando o desafio do restaurante "Sabor Criativo", é
essencial aplicar os princípios de design thinking e do duplo
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diamante, juntamente com estratégias eficazes de inovação
aberta.
A primeira etapa envolve o uso da empatia para
compreender as necessidades e desejos dos clientes. Essa
compreensão pode ser alcançada por meio de pesquisas,
entrevistas e observações no próprio restaurante,
permitindo identificar o que os clientes valorizam no "Sabor
Criativo" e suas expectativas para novas experiências
gastronômicas.
Após coletar e analisar as informações, a fase de definição se
inicia. Aqui, identificam-se os principais desafios e
oportunidades, como a busca por pratos inovadores ou a
necessidade de um ambiente que mescla tradição e
modernidade. Seguindo para a ideação, a equipe do
restaurante, juntamente com colaboradores externos, como
chefs e designers, são incentivados a gerar uma ampla gama
de ideias para novos pratos, experiências de serviço e
reformulações ambientais.
A prototipagem e os testes são cruciais. Desenvolvem-se
protótipos das ideias mais promissoras, que são testadas
com um grupo selecionado de clientes para coletar
feedback. Ajustes são feitos com base nesse feedback,
garantindo que as inovações estejam alinhadas com a
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identidade do restaurante. A fase final é a entrega, em que
as mudanças bem-sucedidas são implementadas.
Paralelamente, a adoção de estratégias de inovação aberta é
vital. Estabelecer parcerias com chefs renomados, escolas de
gastronomia ou startups de tecnologia alimentar pode trazer
novas perspectivas ao "Sabor Criativo". Organizar eventos
temáticos e workshops cria uma plataforma interativa com
os clientes, permitindo testar novas ideias e receber
feedback instantâneo.
Um aspecto crítico é superar a resistência interna à
mudança. Uma comunicação clara da visão e dos benefícios
da inovação aberta é fundamental, assim como o
envolvimento ativo da equipe no processo de inovação.
Treinamentos sobre inovação aberta e design thinking
podem facilitar a adoção dessas novas abordagens pela
equipe. Além disso, é importante celebrar os sucessos
iniciais para demonstrar o valor da inovação aberta e
motivar a equipe.
A combinação de design thinking e do duplo diamante com
estratégias de inovação aberta pode não apenas revitalizar o
"Sabor Criativo", mas também garantir que ele se adapte de
maneira sustentável às demandas de um mercado dinâmico,
mantendo sua identidade única.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Assimile
A gestão do conhecimento se concentra na captura, no
armazenamento, no compartilhamento e na aplicação eficaz
do conhecimento, que é um ativo valioso para qualquer
organização, e a gestão do conhecimento busca maximizar
seu valor, garantindo que ele seja acessível e utilizado de
maneira estratégica.
Esta linha do tempo destaca eventos e marcos importantes
na evolução da gestão do conhecimento ao longo do tempo.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Fonte: elaborada pela autora.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Essa linha do tempo ilustra a evolução contínua da gestão do
conhecimento e seu impacto nas organizações ao longo das
décadas; ela destaca o desenvolvimento de práticas e
conceitos que promovem a criação, captura e
compartilhamento de conhecimento, impulsionando a
inovação e a competitividade no mundo dos negócios.
Referências
ALESSI, A. C. M. Gestão de startups: desafios e
oportunidades. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2022.
BESWICK, C.; BISHOP, D.; GERAGHTY, J. Inovação: como
implementar uma cultura de inovação na sua empresa e
prosperar. Belo Horizonte: Autêntica Business, 2023.
BROWN, T. Design thinking: edição comemorativa 10 anos.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2020.
CHESBROUGH, H.; VANHAVERBEKE, W.; WEST, J. Novas
fronteiras em inovação aberta. São Paulo: Blucher, 2017.
KEELEY, L. et al. Dez tipos de inovação: a disciplina de criação
de avanços de ruptura. São Paulo: DVS, 2015.
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LEIFER, L.; LEWRICK, M.; LINK, P. A jornada do design
thinking. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019.
LIEDTKA, J.; OGILVIE, T. A magia do design thinking. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2019.
MELLO, C. de M.; ALMEIDA NETO, J. R. M. de; PETRILLO, R. P.
Para compreender o design thinking. Rio de Janeiro:
Processo, 2021.
MENDES, D. Gestão de inovação e tecnologia. São Paulo:
Contentus, 2020.
MÜLLER-ROTERBERG, C. Design thinking para leigos. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021.
PEREIRA, J. A.; TATTO, L.; BORDIN, R. A. O conhecimento e a
sua gestão nas organizações: uma análise a partir da teoria
crítica da sociedade. Jundiaí: Paco e Littera, 2020.
SABBAG, P Y. Organização, conhecimento e educação. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2018.
SANMARTIM, S. M. Criatividade e inovação na empresa: do
potencial à ação criadora. São Paulo: Trevisan, 2012.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
SANTOS, I. C. dos. Gestão da inovação e do conhecimento:
uma perspectiva conceitual dos caminhos para o progresso.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2023.
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2020.
TAKAHASHI, A. R. W. Competências, aprendizagem
organizacional e gestão do conhecimento. Curitiba:
Intersaberes, 2015.
TIDD, J; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre
Bookman, 2015.
TIGRE, P. Gestão da inovação: uma abordagem estratégica,
organizacional e de gestão de conhecimento. 3. ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2019.
TROTT, Paul J. Gestão da inovação e desenvolvimento de
novos produtos Porto Alegre: Bookman, 2012
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
VASCONCELLOS, M. Inovação pelas pessoas. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2021.
VIEIRA, R. da M. Gestão do conhecimento: introdução e áreas
afins. 1. ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2016.
WECHSLER, S.; BRAGOTTO, D.; GIGLIO, Z. Da criatividade à
inovação. Campinas: Papirus, 2022.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃOdo ambiente de
negócios, à rápida obsolescência de tecnologias e à
necessidade de atender às demandas dos clientes de forma
mais ágil.
Segundo Santos (2017), as características distintivas da
inovação aberta incluem a colaboração externa ativa, o fluxo
contínuo de ideias e informações, a flexibilidade para se
adaptar a mudanças no ambiente de negócios e a gestão
estratégica de portfólio de inovação. Essa abordagem não
apenas permite que as empresas acessem conhecimentos e
recursos externos, mas também reduz riscos ao se
compartilhar custos e responsabilidades com parceiros. Ela
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
acelera a inovação, cria valor e estimula a criatividade e a
diversidade de perspectivas.
O Google é uma das empresas mais proeminentes a adotar e
promover a inovação aberta como parte central de sua
estratégia de negócios; ele desenvolveu o sistema
operacional Android como uma plataforma de código aberto
para dispositivos móveis, e o Android é disponibilizado
gratuitamente para fabricantes de smartphones e tablets,
permitindo que eles personalizem e utilizem o sistema
operacional em seus dispositivos, criando um ecossistema
de dispositivos Android diversificado e amplamente adotado,
com milhares de aplicativos desenvolvidos por terceiros na
Google Play Store.
De acordo com Chesbrough et al. (2017), a inovação aberta
representa uma ruptura com o modelo tradicional de
pesquisa e desenvolvimento (P&D) que prevalecia nas
organizações. Esse novo paradigma destaca a
permeabilidade das fronteiras organizacionais para o fluxo
de conhecimento. Diferentes tipos de inovação aberta
emergem como estratégias cruciais para empresas que
buscam competitividade e sustentabilidade em mercados
dinâmicos. Vamos conhecê-los, conforme as explicações de
Chesbrough et al. (2017):
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Inovação inbound (entrada): envolve a absorção de
ideias e tecnologias externas para melhorar os processos
internos. Este modelo reflete a compreensão de que
nem todo conhecimento útil reside dentro da
organização. Portanto, a colaboração com universidades,
institutos de pesquisa, startups e até concorrentes pode
ser um caminho para acelerar a inovação e reduzir os
custos de P&D.
Inovação outbound (saída): foca na externalização de
inovações internas não utilizadas. Isso pode incluir a
venda ou licenciamento de patentes, a criação de spin-
offs ou a formação de joint ventures. Este tipo de
inovação aberta reconhece que nem toda inovação
gerada internamente se alinha com os objetivos
estratégicos da empresa, mas pode gerar valor em
outras aplicações ou mercados.
Inovação aberta colaborativa: destaca o
codesenvolvimento de novas tecnologias ou produtos
entre diferentes organizações. Esta abordagem não
apenas compartilha riscos e custos, mas também
combina competências distintas, resultando em
inovações que seriam difíceis de alcançar isoladamente.
Inovação em rede: é uma extensão da colaborativa,
utiliza redes e ecossistemas de inovação, incluindo
fornecedores, clientes e até concorrentes, para criar e
compartilhar conhecimento. Essa abordagem reconhece
que a inovação é frequentemente um processo
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
distribuído e que o conhecimento necessário pode estar
disperso em diferentes atores.
Inovação aberta interna: aplica os princípios da inovação
aberta dentro das fronteiras organizacionais,
incentivando a colaboração e o compartilhamento de
ideias entre diferentes departamentos e unidades de
negócios.
Os tipos de inovação aberta representam uma abordagem
holística e multifacetada para a criação de valor. Ao adotá-
los, as empresas não apenas aceleram seu próprio processo
de inovação mas também contribuem para um ecossistema
mais amplo de conhecimento e desenvolvimento
tecnológico.
 
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10 tipos de inovação: modelo de Larry Keeley
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
O desafio de se manter competitivo em um mundo de
negócios em constante evolução leva as empresas a buscar
continuamente maneiras de inovar. Nesse cenário, o modelo
dos "10 tipos de inovação," desenvolvido por Larry Keeley e
sua equipe na Doblin, uma empresa de consultoria de design
e inovação, surgiu como uma estrutura poderosa para
entender a inovação de maneira abrangente.
Segundo Keeley (2015), a estrutura destaca as diversas
dimensões nas quais a inovação pode ocorrer, oferecendo às
organizações uma visão clara de como melhorar seus
produtos, serviços e operações. Ao explorarem esses 10
tipos de inovação (figura a seguir), as empresas podem
desenvolver uma estratégia mais completa e eficaz para se
destacarem no setor de que fazem parte e atender às
crescentes demandas dos clientes e do mercado.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Figura 1 | 10 Tipos de inovação. Fonte: adaptada de Keeley
(2015, p. 30).
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INOVAÇÃO
As 10 categorias de inovação propostas por Keeley (2015)
são as seguintes:
Inovação em modelo de lucro: refere-se a mudanças na
forma como uma empresa gera receita e obtém lucro,
podendo envolver a introdução de novas fontes de
receita, modelos de precificação, estratégias de
monetização, entre outros.
Inovação em rede: trata da criação ou otimização de
parcerias, alianças e colaborações com outras empresas
ou organizações. A inovação pode ocorrer nas relações
entre empresas e na forma como elas se conectam para
criar valor.
Inovação em estrutura: envolve mudanças na
organização e nas práticas de gestão, e isso pode incluir
alterações na estrutura organizacional, na cultura
corporativa e na forma como a empresa é gerenciada.
Inovação em processo: refere-se às melhorias em
métodos de produção, operações e logística. Essas
inovações têm o potencial de aumentar a eficiência,
reduzir custos e otimizar o fluxo de trabalho.
Inovação em produto: trata da criação ou
aprimoramento de produtos ou serviços, e isso pode
envolver a introdução de novos recursos, design,
funcionalidades ou a oferta de soluções inovadoras para
atender às necessidades dos clientes.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Inovação em desempenho: envolve melhorias no
desempenho dos produtos ou serviços, como aumentar
a velocidade, a capacidade, a qualidade, a confiabilidade
ou qualquer outro aspecto que possa tornar o produto
ou serviço superior.
Inovação em serviço: refere-se à criação de uma
plataforma que permite a integração de diferentes
produtos e serviços. Plataformas podem atuar como
ecossistemas que acomodam várias soluções em um
único ambiente.
Inovação em canal: trata da forma como os produtos ou
serviços são entregues aos clientes, e isso pode incluir
novos canais de distribuição, estratégias de marketing e
formas de se alcançar o público-alvo.
Inovação em marca: envolve a construção e o
gerenciamento da identidade da marca. A inovação em
marca visa à criação de uma marca forte, reconhecível e
que ressoe com os consumidores.
Inovação em cliente: refere-se à personalização da
experiência do cliente. A inovação nessa dimensão visa
entender as necessidades dos clientes e adaptar os
produtos, serviços e processos para atender a essas
necessidades de maneira mais eficaz.
Essas 10 categorias de inovação fornecem uma estrutura
abrangente para que as empresas analisem e planejem suas
iniciativas de inovação. Ao considerar cada uma dessas
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
dimensões, as organizações podem identificar
oportunidades de melhoria e desenvolver estratégias de
inovação mais completas e eficazes.
Até aqui, vimos que a inovação fechada e aberta
representam abordagens distintas para a busca de inovação,
com a primeira focando a geração interna de ideias e a
segunda a colaboração externa. As 10 categorias de inovação
de Larry Keeley fornecem um guia abrangente para explorar
diversas dimensões de inovação; juntas, essas abordagens e
categorias capacitam as empresas a prosperar em um
ambiente empresarial dinâmico, impulsionando a
criatividade, melhorando produtos e serviços e, assim,
garantindo acompetitividade a longo prazo. A inovação é
fundamental para o crescimento e sucesso das organizações,
independentemente da abordagem adotada.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Pedro, um jovem empreendedor, estava enfrentando um
desafio em sua startup de tecnologia. Ele estava
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
desenvolvendo um aplicativo de saúde, mas lutava para se
destacar em um mercado competitivo. Pedro sabia que a
inovação seria a chave para o sucesso, e, com base em seus
estudos sobre inovação fechada, aberta e os 10 tipos de
inovação de Larry Keeley, ele percebeu que havia uma
necessidade premente de encontrar soluções criativas.
Para resolver esse problema, primeiro, Pedro e a sua equipe
exploraram a inovação de produto, considerando como
adicionar recursos únicos ao aplicativo para torná-lo mais
atraente aos usuários; em seguida, eles analisaram a
inovação de processo, buscando maneiras de tornar o
desenvolvimento mais eficiente e rápido. Pedro também
incentivou a equipe a pensar em como poderiam inovar a
experiência do cliente, tornando o aplicativo mais amigável e
engajador, bem como viu a oportunidade de se envolver em
inovação aberta. Ele procurou parcerias com clínicas de
saúde locais e universidades para obter insights e
conhecimentos especializados em saúde digital, e isso não
apenas enriqueceu o conhecimento da equipe, mas também
fortaleceu as relações com outros players do setor.
Com a aplicação dos princípios de inovação de Larry Keeley,
a startup de Pedro conseguiu lançar um aplicativo de saúde
verdadeiramente inovador, eles ofereceram uma experiência
de usuário única, implementaram eficiências de processo
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
que reduziram os custos de desenvolvimento e
estabeleceram parcerias estratégicas que impulsionaram o
crescimento do negócio.
Pedro percebeu que, ao entender e aplicar os conceitos de
inovação de forma criativa, é possível superar desafios e
destacar-se em um mercado competitivo. Sua jornada de
inovação está apenas começando, e ele está animado a
continuar explorando as possibilidades ilimitadas que a
inovação oferece em sua carreira empreendedora.
Saiba mais
Saiba mais
A fim de que possa ampliar os seus conhecimentos,
recomendamos que assista à série Vale do Silício, que é uma
série de comédia que conta a história de um grupo de
empreendedores que tentam criar uma startup bem-
sucedida no Vale do Silício. A serie explora temas
relacionados à inovação, ao empreendedorismo e ao
equilíbrio entre as inovações aberta e fechada no mundo da
tecnologia.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Leia o artigo Veja 4 tipos de inovação que você pode
implementar na sua empresa, desenvolvido pelo SEBRAE,
para compreender os tipos de inovação que podem mudar a
organização.
Além disso, leia o capítulo 8 do livro Inovação pelas Pessoas,
do autor Marcos Vasconcellos. Nele, você conhecerá a
importância dos sistemas de ideias. 
 
 
Referências
Referências
BESWICK, C.; BISHOP, D.; GERAGHTY, J. Inovação: como
implementar uma cultura de inovação na sua empresa e
prosperar. Belo Horizonte: Autêntica Business, 2023.
CHESBROUGH, H.; VANHAVERBEKE, W.; WEST, J. Novas
fronteiras em inovação aberta. São Paulo: Blucher, 2017.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/veja-4-tipos-de-inovacao-que-voce-pode-implementar-na-sua-empresa,34257cb3952a2810VgnVCM100000d701210aRCRD
https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/veja-4-tipos-de-inovacao-que-voce-pode-implementar-na-sua-empresa,34257cb3952a2810VgnVCM100000d701210aRCRD
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786555205572/epubcfi/6/50[%3Bvnd.vst.idref%3DCG_INOVACAO_PELAS_PESSOAS_Cap08]!/4[CG_INOVACAO_PELAS_PESSOAS_Cap08]/4[_idContainer124]/2/2[_idParaDest-51]/3:0[%2CSis]
KEELEY, L. et al. Dez tipos de inovação: a disciplina de criação
de avanços de ruptura. São Paulo: DVS, 2015.
SANMARTIM, S. M. Criatividade e inovação na empresa: do
potencial à ação criadora. São Paulo: Trevisan, 2012.
SANTOS, I. C. dos. Gestão da inovação e do conhecimento:
uma perspectiva conceitual dos caminhos para o progresso.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2023.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2020.
VASCONCELLOS, M. Inovação pelas pessoas. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2021.
WECHSLER, S.; BRAGOTTO, D.; GIGLIO, Z. Da criatividade à
inovação. Campinas: Papirus, 2022. 
Aula 2
Gestão da Inovação: Benefícios e Impactos na Estratégia Organizacional
Gestão da Inovação: benefícios e impactos na estratégia organizacional
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Gestão da Inovação:
benefícios e impactos na
estratégia organizacional
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
sua formação profissional. Vamos assisti-la? 
Clique aqui para acessar os slides da sua videoaula.
Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/b39a5a98-7fbd-5151-b25c-248e460a49a4.pdf
Ponto de Partida
Estudante, nesta aula, damos início a uma jornada de
descobertas e reflexões sobre a inovação como um processo
fundamental nas organizações contemporâneas. Você está
prestes a embarcar em uma exploração profunda sobre o
modelo de gestão da inovação e suas características,
descobrindo como essa poderosa ferramenta pode moldar o
futuro de empresas e empreendedores.
Para estimular o aprendizado, conheça a história inspiradora
da Luísa, uma empreendedora apaixonada por culinária que
há anos administra sua pequena confeitaria. Seu negócio
tem sido bem-sucedido, mas ela se encontra diante de um
dilema: a concorrência está crescendo, as preferências dos
consumidores estão mudando rapidamente e Luísa sente a
necessidade de inovar para se manter no mercado.
O dilema de Luísa nos leva a questões fundamentais: como a
inovação pode ser a chave para a resolução desse problema
e para o sucesso contínuo de sua confeitaria? Quais são os
modelos de gestão de inovação que podem guiar Luísa na
jornada de transformação de seu negócio? Quais são as
características essenciais da gestão da inovação que ela deve
compreender?
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Convidamos você a se aprofundar nesta jornada de
aprendizado sobre a gestão da inovação, explorando as
páginas que se seguem e mantendo a mente aberta para as
oportunidades que a inovação pode trazer para o futuro das
organizações e dos empreendedores de todo o mundo. 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Inovação como processo
A inovação desempenha um papel central nas organizações
modernas, sendo reconhecida como um catalisador da
competitividade e do sucesso empresarial. Entender a
inovação como um processo é fundamental para explorar
seu papel e impacto no ambiente corporativo; ela não diz
respeito apenas à criação de produtos revolucionários ou à
introdução de tecnologias de ponta, mas também sobre a
adaptação constante e à melhoria de processos, serviços e
modelos de negócios.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Segundo Tidd e Bessant (2015), a inovação é um processo
dinâmico que envolve a geração de novas ideias, sua seleção
e desenvolvimento, bem como sua implementação eficaz no
contexto organizacional. Ela não é um evento isolado, mas
sim um esforço contínuo que permeia todas as camadas de
uma organização. A inovação pode ocorrer em diferentes
níveis, desde melhorias incrementais nos processos internos
até a introdução de produtos ou serviços radicalmente
novos que transformam mercados inteiros.
De acordo com Tidd e Bessant (2015), a inovação é um
elemento fundamental para a sobrevivência e o crescimento
das empresas, e pode ser vista como um processo intrincado
que engloba várias etapas essenciais. Para compreender
melhor esse processo, é crucial observar suas fases comuns
a todas as organizações, e essas fases são: busca, seleção,
implementação e captura de valor por meio dainovação.
A fase de busca, segundo Tidd e Bessant (2015), envolve a
análise do cenário, tanto interno quanto externo, em busca
de sinais relevantes que indiquem ameaças e oportunidades
para a mudança. Nessa etapa, a empresa examina
cuidadosamente seu ambiente, detectando tendências
emergentes, necessidades não atendidas e potenciais
lacunas no mercado. Trata-se de um processo de observação
e coleta de informações que fornece a base para a inovação.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
A pergunta que guia essa fase é a seguinte: “como podemos
encontrar oportunidades de inovação?”.
Após a busca, a fase de seleção entra em jogo. Para os
autores, a seleção é guiada pela visão da organização sobre
como se desenvolver de maneira mais eficaz. Essa etapa
envolve a priorização das oportunidades mais promissoras e
alinhadas com os objetivos de negócios, e as perguntas que
cabem neste momento é: “o que faremos e por quê?”, que
devem ser respondidas de forma clara e precisa.
Em seguida, Tidd e Bessant (2015) apontam que a
implementação se torna crucial, implicando a transformação
de potenciais ideias inovadoras em produtos, serviços ou
processos reais e lançá-los no mercado, seja ele interno ou
externo. Esse é um desafio complexo, pois requer o acesso a
fontes de conhecimento relevantes, a capacidade de resolver
problemas em condições de imprevisibilidade e a habilidade
de levar a inovação à prática de maneira eficaz. Para os
autores, a pergunta norteadora é “como faremos a ideia
acontecer?”.
Por fim, a fase de captura de valor por meio da inovação é
crítica. Segundo Tidd e Bessant (2015), ela envolve não
apenas a implementação sustentável e a difusão da
inovação, mas também a aprendizagem contínua, à medida
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
que o ciclo de inovação progride. Por isso, nessa fase, é
essencial responder à pergunta “como obteremos os
benefícios?”, possibilitando que a empresa construa uma
base de conhecimento sólida e melhore a forma como
gerencia o processo de inovação.
O desafio que todas as empresas enfrentam é encontrar
maneiras eficazes de testar e gerenciar esse processo de
renovação, e isso requer uma abordagem estratégica,
aquisição contínua de conhecimento, resolução de
problemas e uma mentalidade voltada para a captura de
valor. A inovação é, portanto, um processo contínuo e
dinâmico que desempenha um papel central nos negócios,
capacitando as organizações a se adaptarem e prosperarem
em um ambiente em constante mudança.
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Gestão da inovação
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Segundo Mendes (2020), inovação não é um processo de
geração espontânea, mas, sim, algo que demanda
planejamento, organização e recursos; ela é o fruto de
intenção deliberada e, portanto, requer uma gestão
cuidadosa desse processo, no entanto, essa gestão não deve
ser tão rígida a ponto de sufocar a liberdade criativa
necessária aos processos de inovação.
A inovação não ocorre por acaso; para que uma empresa
possa inovar de forma consistente, é necessário que haja um
planejamento estratégico voltado para esse fim, e isso
implica a definição de metas claras, a alocação de recursos, a
identificação de oportunidades e a criação de um ambiente
propício à criatividade e à experimentação.
Para Mendes (2020), as organizações que desejam inovar
devem gerenciar oito dimensões essenciais que precisam ser
adequadamente configuradas e administradas para otimizar
o potencial inovador de uma empresa; são elas: estratégia,
relacionamento, cultura, pessoas, estrutura, processo,
financiamento e liderança.
Estratégia: uma estratégia clara e alinhada com a
inovação é fundamental. A empresa deve definir metas,
prioridades e recursos para a inovação, integrando-a à
visão de longo prazo e ao plano de negócios.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Liderança: uma liderança comprometida com a inovação
é crucial; os líderes devem definir o exemplo, comunicar
a importância da inovação e estabelecer um ambiente
que encoraje a criatividade e a busca de soluções
inovadoras.
Cultura: a cultura organizacional desempenha um papel
central na promoção da inovação, e uma cultura que
valoriza a experimentação, a tolerância ao erro e a
criatividade é essencial para estimular a inovação.
Relacionamento: a colaboração e a conexão com
parceiros, clientes e fornecedores desempenham um
papel crucial na inovação; alianças estratégicas e redes
de inovação podem ser fontes valiosas de novas ideias e
oportunidades.
Estrutura: a estrutura organizacional deve ser flexível o
suficiente para permitir que as ideias inovadoras fluam e
sejam implementadas de maneira eficaz, e isso pode
envolver a criação de equipes dedicadas à inovação ou a
implementação de estruturas matriciais.
Pessoas: as pessoas são os motores da inovação, sendo
necessário recrutar, desenvolver e reter talentos que
possuam habilidades criativas e inovadoras, bem como
que estejam comprometidas com a visão inovadora da
empresa.
Processo: processos bem definidos e ágeis são
fundamentais para transformar ideias em inovações
tangíveis. Um processo de inovação bem gerenciado
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
auxilia na identificação, avaliação e priorização das ideias
de forma eficaz.
Financiamento: alocar recursos financeiros para a
inovação é imperativo. O financiamento adequado
permite que ideias inovadoras sejam desenvolvidas e
implementadas, proporcionando uma vantagem
competitiva.
Gerenciar essas oito dimensões de forma integrada e
estratégica é fundamental para a eficácia da inovação em
uma organização. Cada uma dessas dimensões interage e se
complementa, e o seu equilíbrio pode impulsionar a
capacidade da empresa de se adaptar às mudanças do
mercado, manter sua relevância e sustentar o crescimento a
longo prazo. Portanto, é essencial que as empresas adotem
uma abordagem holística e abrangente para o
gerenciamento da inovação, considerando essas oito
dimensões como peças essenciais do quebra-cabeça da
inovação bem-sucedida.
De acordo com Scherer e Carlomagno (2016), inovação não é
uma atividade eventual, mas, sim, um processo que requer
gestão desde o momento em que uma ideia é concebida até
sua implementação efetiva. Esse processo de inovação segue
uma trajetória bem definida, a começar pela geração de
novas ideias, passando pelo refinamento do conceito, a
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
redução das incertezas e culminando na transformação
dessas ideias em inovações tangíveis.
Figura 1 | Processo de inovação. Fonte: Scherer e
Carlomagno (2016, p. 53).
Segundo Scherer e Carlomagno (2016), as etapas são:
Idealização: nesta fase, novas ideias são geradas, muitas
vezes, a partir de observações de necessidades não
atendidas, oportunidades de mercado ou criatividade.
Trata-se do estágio inicial, em que as inovações
começam como ideias.
Conceituação: nesta etapa, as ideias iniciais são refinadas
e desenvolvidas em conceitos mais concretos. O objetivo
é definir o escopo da inovação, suas características e
benefícios esperados, tornando a ideia bruta mais
tangível.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Experimentação: aqui, a ênfase está na redução de
incertezas e na validação da viabilidade da ideia, e isso
envolve testes, prototipagem e avaliações detalhadas
para garantir que a inovação seja adequada ao mercado
e aos objetivos da organização.
Implementação: a fase final do processo de inovação é a
implementação, em que a ideia se transforma em
produtos, serviços, processos ou modelos de negócios
reais, envolvendo planejamento, alocação de recursos e
o lançamento da inovação no mercado para gerar valor.
Cada um desses estágios desempenha um papel crucial no
ciclo de inovação, desde a concepção inicial da ideia até a
sua transformação em algo concreto e valioso para a
organização. A gestão eficaz ao longo de todas essas etapas
é essencial para o sucesso da inovação.
Segundo Trott, (2012), inovação como um processo de
gestão é uma abordagem estruturada que visa promover a
inovação de forma consistentee eficaz; ela envolve a
aplicação de princípios de gestão em todas as etapas do ciclo
de inovação, desde a concepção das ideias até a
implementação bem-sucedida.
Uma gestão eficaz da inovação é fundamental para o
sucesso a longo prazo das organizações em um ambiente de
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
negócios dinâmico. Na figura a seguir, é possível entender a
dinâmica da inovação como um processo de gestão.
Figura 2 | Inovação como um processo de gestão. Fonte:
Trott (2012, p. 28).
Na Figura 2, é possível perceber que a gestão da inovação
em uma organização é um processo complexo que requer
planejamento e coordenação cuidadosa. Não se trata de um
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
processo aleatório, mas, sim, de um esforço intencional que
envolve a interação de diversas funções internas e externas.
Diante disso, é fundamental reconhecer que as interações
entre diferentes departamentos dentro da organização são
tão cruciais quanto as parcerias com universidades, outras
empresas, fornecedores, distribuidores, clientes e
concorrentes; além disso, a troca de informações e o
conhecimento agregado pela organização desempenham um
papel fundamental na promoção da inovação.
Nesta aula, você entendeu que o processo de inovação e a
gestão da inovação são elementos interligados que
desempenham um papel vital no sucesso e na evolução
contínua das organizações, bem como que a inovação não é
uma ocorrência isolada, mas um processo estruturado que
demanda planejamento, estratégia e recursos, sendo um
ciclo que abrange desde a concepção de ideias até sua
transformação em inovações concretas.
Além disso, uma gestão eficaz é essencial para alcançar
resultados positivos; por meio da aplicação de princípios de
gestão, da promoção de uma cultura de inovação e da
alocação de recursos adequados, as organizações podem
não apenas se adaptar às mudanças no mercado, mas
também liderar e moldar essas mudanças. Portanto, investir
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
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na gestão da inovação é um passo fundamental para
impulsionar o crescimento, a competitividade e a capacidade
de se manter relevante em um mundo empresarial em
constante evolução.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Luisa, a empreendedora culinarista, enfrenta o desafio de
manter sua pequena confeitaria relevante em um mercado
competitivo, logo, para superar esse obstáculo, ela pode
adotar uma série de estratégias inovadoras. Primeiro, ela
deve realizar uma análise de mercado e público-alvo para
entender as tendências e preferências dos consumidores;
em seguida, Luisa pode desenvolver novos produtos e
receitas que atendam a essas demandas, focando a
diferenciação e a criatividade. Além disso, a implementação
de estratégias de marketing inovadoras, como o uso de
mídias sociais e parcerias locais, pode aumentar a
visibilidade de sua confeitaria, assim como melhorias nos
processos internos e a busca constante por capacitação e
aprendizado também são essenciais para sustentar a
inovação.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Luisa deve, também, estabelecer um sistema de feedback e
avaliação contínua, permitindo ajustes e melhorias baseados
nas necessidades do cliente. Ao seguir essas estratégias, ela
se sentirá preparada para enfrentar os desafios da
concorrência e adaptar-se às mudanças nas preferências dos
consumidores. A inovação será a chave para sua
transformação, permitindo que sua confeitaria prospere em
um mercado em constante evolução.
Saiba mais
Saiba mais
Assista ao filme O Jogo da Imitação, que aborda a
importância da perseverança, do pensamento criativo e da
resolução de problemas na inovação, bem como destaca
como a inovação pode ser fundamental em momentos
cruciais da história.
Recomendamos esse filme a você, estudante, interessado
em aprender mais sobre como a inovação pode moldar o
mundo e fazer a diferença.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Recomendamos, também, a leitura do artigo Modelos de
gestão de inovação: Critérios e características utilizados em
revisões de literatura. A leitura desse artigo será muito
valiosa; você poderá aprofundar seu conhecimento de
modelos de gestão de inovação e entender os critérios e
características relevantes nesse contexto. Por meio da
análise do conteúdo do artigo, você poderá adquirir insights
valiosos que poderão ser aplicados em estudos, pesquisas
ou práticas relacionadas à gestão da inovação.
Por fim, indicamos a leitura do capítulo 11 – Gerenciando a
inovação de dentro para fora: o caso dos empreendimentos
complexos, do livro Novas fronteiras em inovação aberta,
dos autores Henry Chesbrough, Wim Vanhaverbeke e Joel
West. 
 
 
Referências
Referências
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://anpad.com.br/uploads/articles/112/approved/c3992e9a68c5ae12bd18488bc579b30d.pdf
https://anpad.com.br/uploads/articles/112/approved/c3992e9a68c5ae12bd18488bc579b30d.pdf
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521211211/pageid/241
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521211211/pageid/241
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521211211/pageid/241
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788521211211/pageid/241
BESWICK, C.; BISHOP, D.; GERAGHTY, J. Inovação: como
implementar uma cultura de inovação na sua empresa e
prosperar. Belo Horizonte: Autêntica Business, 2023.
MENDES, D. Gestão de inovação e tecnologia. São Paulo:
Contentus, 2020.
SANMARTIM, S. M. Criatividade e inovação na empresa: do
potencial à ação criadora. São Paulo, SP: Trevisan, 2012.
SANTOS, I. C. dos. Gestão da inovação e do conhecimento:
uma perspectiva conceitual dos caminhos para o progresso.
Rio de Janeiro: Freitas Bastos, 2023.
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
TAJRA, S.; RIBEIRO, J. Inovação na prática. Rio de Janeiro: Alta
Books, 2020.
TIDD, J; BESSANT, J. Gestão da inovação. 5. ed. Porto Alegre
Bookman, 2015.
TROTT, P. J. Gestão da inovação e desenvolvimento de novos
produtos. Porto Alegre: Bookman, 2012.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
VASCONCELLOS, M. Inovação pelas pessoas. Rio de Janeiro:
Alta Books, 2021.
WECHSLER, S.; BRAGOTTO, D.; GIGLIO, Z. Da criatividade à
inovação. Campinas: Papirus, 2022.
Aula 3
Da Invenção à Inovação: Criando Produtos e Serviços
Da invenção à inovação: criando produtos e serviços
Da invenção à inovação:
criando produtos e serviços
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para
você. Nela, você irá aprender conteúdos importantes para a
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Bons estudos!
 
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, mergulharemos em um conjunto
de conceitos essenciais para o mundo da inovação e
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/10d84da0-c504-5296-925a-017639d145e1.pdf
empreendedorismo; exploraremos o design thinking, o
duplo diamante e as métricas de inovação para medir o
sucesso da implementação. Esses conteúdos são
fundamentais para qualquer profissional que deseja se
destacar em um mercado em constante evolução.
O design thinking é uma abordagem que coloca as
necessidades do usuário no centro do processo de criação;
por meio de uma compreensão profunda do público-alvo,
esse método busca desenvolver soluções inovadoras e
centradas no ser humano. O duplo diamante, por sua vez, é
uma estrutura que ajuda a guiar esse processo, dividindo-o
em quatro fases: descoberta, definição, desenvolvimento e
entrega. Além disso, abordaremos as métricas de inovação,
que desempenham um papel crucial na avaliação do sucesso
da implementação de estratégias inovadoras.
Agora, conheça nossa situação-problema: Paula, uma
empreendedora que deseja lançar uma plataforma de
deliveryde alimentos saudáveis, enfrenta desafios
significativos, incluindo uma concorrência acirrada no
mercado de delivery de alimentos, a necessidade de atender
às expectativas dos consumidores em termos de qualidade e
conveniência, o compromisso com a sustentabilidade
ambiental e a criação de um modelo de negócios viável a
longo prazo. Esses desafios exigem uma abordagem
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
estruturada e centrada no usuário, que Paula busca resolver
por meio da aplicação do design thinking.
Para encerrar, o design thinking e as estratégias de inovação
que discutiremos não são apenas teoria; eles têm o poder de
transformar e impulsionar sua carreira, logo, esteja aberto
para absorver novos conhecimentos e não tenha medo de
desafiar o status quo. A inovação é a chave para o progresso,
e você pode desempenhar um papel crucial nesse processo. 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Design thinking
O design thinking é uma abordagem de resolução de
problemas e inovação que se tornou um elemento
fundamental em diversos campos, impulsionando a
criatividade e a capacidade de encontrar soluções
significativas para desafios complexos. Sua importância é
inquestionável, uma vez que permite que as organizações
abordem problemas de maneira mais holística e centrada no
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
ser humano. Brown (2020, p. 9) conceitua o design thinking
como:
O design thinking se baseia em nossa capacidade de ser
intuitivos, reconhecer padrões, desenvolver ideias que
tenham um significado emocional além do funcional,
expressar-nos em mídias além de palavras ou símbolos.
Ninguém quer gerir uma empresa com base apenas em
sentimento, intuição e inspiração, mas fundamentar-se
demais no racional e no analítico também pode ser
perigoso. A abordagem integrada que reside no centro do
processo de design sugere um “terceiro caminho”.
O design thinking se baseia na combinação equilibrada de
elementos intuitivos e racionais para resolver problemas e
criar soluções inovadoras, portanto, a inovação não deve ser
estritamente guiada por números e análises, nem
puramente pela intuição e emoção, mas, sim, por uma
integração harmoniosa desses dois aspectos.
Segundo Müller-Roterberg (2021), o design thinking não se
limita apenas ao design de produtos físicos, mas abrange
todas as áreas da vida e dos negócios, podendo ser aplicado
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
para melhorar o atendimento ao cliente, propor novas
maneiras de agir, mudar a cultura corporativa e resolver
problemas complexos em várias camadas. Para o autor, o
design thinking é um processo com várias etapas que podem
ser executadas várias vezes; ele demanda trabalho em
grupo, na forma de workshops, bem como trabalho
individual, e a diversidade e a colaboração são incentivadas
para se explorar diferentes perspectivas e potenciais da
equipe.
De acordo com Müller-Roterberg (2021), o brainstorming
criativo é apenas uma fase do processo, e o objetivo mais
amplo é compreender completamente o problema e os
usuários, e isso envolve a análise da situação inicial, a criação
de suposições passíveis de investigação e a alternância entre
fases criativas e fases de resumo e priorização. De acordo
com o autor supracitado, é preciso utilizar diferentes
métodos em cada fase do processo de design thinking, e isso
inclui métodos como personas, jornada do usuário, técnicas
de criatividade, prototipagem e métodos de pesquisa
experimental. A aplicação correta dos métodos é crucial para
o sucesso do projeto.
Müller-Roterberg (2021) salienta que, para o design thinking
ser bem-sucedido, é fundamental considerar os 5P’s, sendo
eles: práticas, pessoas, princípios, processos e postos, e cada
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
um desses elementos contribui para a execução eficaz do
design thinking.
Práticas: este primeiro "P" se refere à aplicação de
métodos comprovados de várias disciplinas. No design
thinking, é essencial utilizar uma ampla gama de técnicas
e ferramentas, que podem variar desde métodos de
design e pesquisa de mercado até etnografia, psicologia,
ciências da engenharia e gestão estratégica. As práticas
ajudam a orientar o processo de inovação, fornecendo
estruturas para a investigação, ideação e prototipagem.
Pessoas: o segundo "P" destaca a importância de se
formar uma equipe diversificada e multidisciplinar, e
uma equipe eficaz de design thinking é composta de
membros com diferentes competências e perspectivas.
Princípios: este "P" se refere aos princípios que orientam
a mentalidade e a abordagem da equipe no processo de
design thinking, e os princípios podem incluir valores
como empatia, colaboração, foco no usuário,
experimentação e resolução de problemas.
Processos: o quarto "P" se refere à flexibilidade e à
agilidade necessárias para lidar com diferentes etapas do
processo de trabalho. O design thinking é um processo
iterativo que envolve várias fases, desde a compreensão
do problema até a prototipagem e o teste, e ter um
processo bem definido, mas flexível, é importante para a
adaptação às necessidades específicas de cada projeto.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Postos: o último "P" destaca a importância de se criar
espaços de trabalho que incentivem a criatividade e a
colaboração. Postos de trabalho bem projetados e
ambientes físicos adequados podem influenciar
positivamente a dinâmica da equipe. Eles devem ser
projetados para facilitar a geração de ideias, a discussão
e a prototipagem.
Os "5 Ps do design thinking" são elementos interconectados
que desempenham um papel fundamental na
implementação bem-sucedida dessa abordagem; eles
abrangem desde a aplicação de métodos práticos até a
criação de equipes diversificadas, a definição de princípios
orientadores, a gestão eficaz de processos e a criação de
ambientes de trabalho propícios à criatividade.
Segundo Müller-Roterberg (2021), os princípios do design
thinking atuam como diretrizes para orientar o rumo do
sucesso, permitindo que os problemas sejam abordados de
forma criativa e eficaz, sempre com o foco nas necessidades
das pessoas. Vamos explorar cada um desses princípios e
como eles contribuem para o sucesso do design thinking.
Comece alinhando-se com as pessoas e suas
necessidades, identificando problemas ou desejos
expressados pelos usuários. Envolver líderes de opinião
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
que antecipem necessidades futuras ajuda a garantir
soluções centradas no ser humano.
Desenvolva empatia para compreender profundamente
os usuários, indo além das necessidades e explorando
emoções, pensamentos, intenções e ações.
Torne as ideias tangíveis por meio da criação de
protótipos que permitam que os usuários experimentem
a ideia e forneçam feedback prático.
Encare o erro como uma parte natural do processo e crie
uma cultura organizacional que valorize o aprendizado
com os erros.
Diversifique a equipe, incorporando diferentes idades,
gêneros, formações educacionais, culturas e
perspectivas para enriquecer a resolução de problemas.
Proporcione espaços de trabalho que promovam a
criatividade e colaboração, com flexibilidade para
acomodar diferentes fases do design thinking.
Mantenha flexibilidade no processo, permitindo que ele
evolua à medida que o problema é explorado, soluções
são desenvolvidas, testadas e refinadas com base no
feedback. Isso o ajudará a lidar com a complexidade
inerente à busca da inovação.
Os princípios do design thinking são os alicerces sobre os
quais as soluções criativas e centradas no ser humano são
construídas, bem como se voltam a um futuro em que a
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INOVAÇÃO
inovação não seja apenas uma meta, mas uma realidade que
transforme vidas e molde um mundo melhor.
Duplo diamante
O processo do design thinking é frequentemente
representado por um modelo conhecido como "duplo
diamante," que é uma abordagem visual para destacar as
etapas fundamentais do design thinking. Essas etapas são
cruciais para abordar problemas complexos, desenvolver
soluções inovadoras e garantirque o processo seja centrado
no ser humano. De acordo com Brown (2020), o duplo
diamante consiste em quatro fases distintas, que podem ser
resumidas da seguinte maneira:
Entender (Discover): a primeira fase envolve a exploração
e compreensão aprofundada do problema ou desafio em
questão. Nessa etapa, a equipe de design se concentra
em pesquisar, coletar dados, ouvir os usuários e
observar o contexto. O objetivo é adquirir empatia e
insights sobre as necessidades e motivações dos
usuários.
Definir (Define): com base na compreensão adquirida na
fase de "Entender," a equipe se concentra em definir o
problema de maneira clara e específica, e isso envolve a
síntese das informações coletadas para se identificar os
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
principais desafios e oportunidades a serem abordados.
A definição precisa do problema é essencial para
direcionar o processo de criação de soluções.
Criar (Develop): na terceira fase, a equipe começa a gerar
uma ampla variedade de ideias e soluções criativas para
o problema definido. As técnicas de brainstorming e
prototipagem são frequentemente usadas para explorar
diferentes abordagens e visualizar as soluções em
potencial. Essa fase é caracterizada por uma atmosfera
de criatividade e experimentação.
Entregar (Deliver): a fase final do duplo diamante envolve
a implementação das soluções escolhidas, e isso inclui a
criação de protótipos finais, desenvolvimento de
produtos, implementação de estratégias ou qualquer
ação necessária para concretizar as ideias. Aliás, é crucial
envolver os usuários nessa fase, obter feedback contínuo
e refinar as soluções com base nas necessidades reais.
Segundo Brown (2020), o duplo diamante não é um processo
linear, mas, sim, um ciclo iterativo, e isso significa que, à
medida que as equipes avançam nas fases, elas podem
precisar revisitar etapas anteriores para ajustar a
compreensão do problema ou refinar as soluções. Essa
flexibilidade é fundamental para a abordagem do design
thinking, pois permite a adaptação a novas informações e
insights ao longo do caminho.
Disciplina
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INOVAÇÃO
Figura 1 | Duplo diamante. Fonte: adaptada de Shutterstock.
Siga em Frente...
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Métricas de inovação
A inovação é, indiscutivelmente, um fator essencial para o
crescimento e o sucesso de organizações em um cenário de
negócios em constante evolução, no entanto, gerenciar a
atividade de inovação exige mais do que apenas esforços
criativos e investimentos financeiros substanciais, é crucial
que as empresas possam medir e avaliar tanto os resultados
quanto o processo de inovação.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Segundo Scherer e Maximiliano (2016), para medir a
inovação de maneira eficaz, é necessário contar com os
indicadores corretos, que reflitam o desempenho da
organização em relação a seus objetivos de inovação. A
medição de inovação não pode ser limitada apenas à
perspectiva financeira, assim como não é suficiente controlar
o desempenho global de uma empresa exclusivamente por
meio de métricas financeiras. Portanto, as métricas de
inovação devem ser abordadas sob várias perspectivas.
Scherer e Maximiliano (2016) salientam que, na última
década, o conceito de "Balanced Scorecard" introduzido
pelos professores Robert Kaplan e David Norton vem
revolucionando a forma como as empresas controlam o
desempenho, incluindo não apenas métricas financeiras,
mas também outras três perspectivas: clientes, processos e
aprendizado. Essa abordagem considera a existência de uma
"lógica de causa e efeito" no desempenho empresarial,
estabelecendo um novo padrão para a gestão.
Partindo dessa perspectiva, Scherer e Maximiliano (2016)
relatam que a empresa Innoscience propõe um "Innovation
Scorecard" (ISC) estruturado em quatro perspectivas que
refletem a lógica de causa e efeito na geração de resultados
da inovação: contexto, processo, tipos e resultados. O
contexto considera as dimensões estratégicas, culturais,
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
estruturais, de pessoas, processos, financiamento, liderança
e relacionamentos, que compõem o ambiente propício à
inovação; a perspectiva de processo avalia a eficiência da
geração, seleção, avaliação e implementação de ideias
inovadoras, proporcionando métricas específicas para cada
etapa da cadeia de valor; os "tipos" expressam o perfil de
inovação demandado pela empresa, destacando quais tipos
de inovações são prioritários; e a perspectiva “resultados”
reflete as expectativas de resultados que a empresa espera
alcançar por meio de suas atividades de inovação, e isso
envolve a definição de metas e objetivos claros para a
inovação e a medição do desempenho em relação a essas
metas.
Perspectiva O que mede Indicadores
Resultados Mede os resultados
esperados com a
atividade inovadora.
• % da receita de produtos
vendidos nos últimos três
anos.
Tipos Mede a consecução dos
tipos de inovação
intencionados pela
empresa.
• Número de inovações
radicais/total de inovações.
Processo Mede a eficácia das fases
da cadeia de valor da
inovação.
• Número de novas
patentes.
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
• Número de novas ideias
geradas.
• % de ideias selecionadas
para experimentação.
• Tempo médio de
experimentação.
• % de projetos
implementados dentro do
orçamento.
• % de inovações externas à
empresa.
Contexto Mede o ambiente de
fomento à inovação.
• Número de horas médias
de treinamento em
inovação por colaborador.
• % de lideranças avaliadas
conforme inovação.
• % da receita investido em
inovação.
Quadro 1 | Indicadores de gestão da inovação. Fonte:
elaborado pela autora.
Medir a inovação é um desafio que as empresas precisam
enfrentar de maneira estratégica e bem fundamentada. O
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Innovation Scorecard (ISC) é uma abordagem que ajuda as
organizações a identificar métricas relevantes e a criar um
sistema de medição que reflita fielmente os objetivos de
inovação. Ao adotarem uma abordagem equilibrada e
alinhada com sua estratégia, as empresas podem colher os
frutos da inovação de maneira mais eficaz, adaptando-se a
um ambiente de negócios em constante evolução.
Nesta aula, vimos que o design thinking emerge como uma
poderosa abordagem para promover a inovação centrada no
ser humano, incorporando princípios fundamentais que
permitem identificar, compreender e solucionar desafios
complexos de forma criativa e eficaz. Por outro lado, o
Innovation Scorecard (ISC) oferece às organizações uma
estrutura sólida para medir e avaliar tanto os resultados
quanto o processo de inovação, proporcionando uma visão
equilibrada e estratégica do desempenho inovador.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Paula é uma empreendedora que deseja lançar um novo
produto no mercado, uma plataforma de delivery de
alimentos saudáveis. Ela está empolgada com a ideia e
acredita que há uma demanda crescente por opções de
refeições saudáveis e convenientes, no entanto, tem
enfrentado alguns desafios:
Concorrência acirrada: o mercado de delivery de
alimentos é altamente competitivo, com várias empresas
já estabelecidas oferecendo serviços semelhantes.
Expectativas do consumidor: Paula precisa garantir que o
produto atenda às expectativas dos consumidores em
termos de sabor, qualidade, preço e conveniência.
Desenvolvimento sustentável: ela deseja que o negócio
seja ambientalmente responsável e sustentável, o que
pode ser um desafio no setor de alimentos.
Modelo de negócios viável: Paula precisa criar um
modelo de negócios que seja lucrativo e sustentável a
longo prazo.
Paula reconhece que enfrentar esses desafios requer uma
abordagem estruturada e centrada no usuário, e ela opta
por aplicar o design thinking para abordar o problema de
maneira holística.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Fase de descoberta (1º diamante): Paula começa
investigando as necessidades dos consumidores; realiza
pesquisas de mercado, entrevistas e observações para
compreender as preferências e desejosdos clientes em
relação a alimentos saudáveis, delivery e
sustentabilidade.
Fase de definição (1º diamante): com base nas
descobertas, Paula define claramente o problema e as
metas do projeto; ela estabelece critérios para avaliar o
sucesso do produto, como a satisfação do cliente e a
pegada ecológica.
Fase de desenvolvimento (2º diamante): Paula começa a
gerar ideias criativas para abordar o problema; ela
colabora com uma equipe multidisciplinar e utiliza
técnicas de brainstorming. Juntos, eles geram soluções
inovadoras, considerando ingredientes, embalagens,
logística e estratégia de marketing.
Fase de entrega (2º diamante): Paula implementa um
plano de ação com base nas melhores ideias; cria
protótipos, testa o produto com um grupo seleto de
clientes e itera com base no feedback recebido.
Por meio do design thinking, Paula pode abordar de forma
eficaz os desafios que enfrenta, garantindo que seu produto
de delivery de alimentos saudáveis atenda às expectativas
dos clientes, seja ecologicamente responsável e tenha um
modelo de negócios sólido. Essa abordagem centrada no
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
usuário e iterativa ajudou Paula a criar uma solução
inovadora que se destaca no mercado competitivo.
Saiba mais
Saiba mais
Sugerimos que assista ao filme Estrelas Além do Tempo, que
foi lançado em 2016, dirigido por Theodore Melfi e baseado
no livro homônimo de Margot Lee Shetterly. O filme narra a
história real e inspiradora de três mulheres afro-americanas
excepcionais que trabalharam na NASA durante a corrida
espacial da década de 1960. O filme aborda questões como
resolução de problemas, criatividade e a capacidade de
pensar de maneira não convencional para alcançar objetivos
desafiadores.
Além disso, leia o artigo O que é o “design thinking” que pode
ajudar a potencializar a criatividade para conhecer mais o
assunto.
Para ampliar os seus conhecimentos sobre design thinking,
leia o capítulo 1.4 Design Thinking: da visão à ideia, do livro
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
https://www.bbc.com/portuguese/geral-58100747
https://www.bbc.com/portuguese/geral-58100747
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/198939/pdf/0?code=6z6xC3j1NpWu9YjRWA9IDCeKHJ0aEUB4f0C/022ZYZGY1me4fqnNX6QxEORBBseIe/Gpmbnm2LNhdLOM+X8Bbg==
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/198939/pdf/0?code=6z6xC3j1NpWu9YjRWA9IDCeKHJ0aEUB4f0C/022ZYZGY1me4fqnNX6QxEORBBseIe/Gpmbnm2LNhdLOM+X8Bbg==
Gestão de startups: desafios e oportunidades, de Ana
Cristina Martins Alessi.  
 
 
Referências
Referências
ALESSI, A. C. M. Gestão de startups: desafios e
oportunidades. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2022.
BROWN, T. Design thinking: edição comemorativa 10 anos.
Rio de Janeiro: Alta Books, 2020.
LEIFER, L.; LEWRICK, M.; LINK, P. A jornada do design
thinking. Rio de Janeiro: Alta Books, 2019.
LIEDTKA, J.; OGILVIE, T. A magia do design thinking. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2019.
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
MELLO, C. de M.; ALMEIDA NETO, J. R. M. de; PETRILLO, R. P.
Para compreender o design thinking. Rio de Janeiro:
Processo, 2021.
MÜLLER-ROTERBERG, C. Design thinking para leigos. Rio de
Janeiro: Alta Books, 2021.
SCHERER, F. O.; CARLOMAGNO, M. S. Gestão da inovação na
prática. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2016.
Aula 4
Gestão do Conhecimento
Gestão do conhecimento
Gestão do conhecimento
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, estudante! Nesta aula, vamos explorar conceitos
fundamentais do ciclo de vida das organizações, a gestão do
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EMPREENDEDORISMO E
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https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/cc54a05f-8811-4abf-af4d-d6a898e076be/8811/7d97eca5-9d50-52a6-8f64-231377333fea.pdf
conhecimento, a distinção entre conhecimento tácito e
explícito e a criação do conhecimento organizacional. Esses
temas desempenham um papel essencial no mundo dos
negócios e na capacidade das organizações de se manterem
inovadoras e competitivas.
Além disso, vamos conhecer Olivia, uma empreendedora
determinada a lançar uma startup inovadora. Ela está ciente
de que o conhecimento é um ativo valioso para o sucesso de
sua empresa, mas ela tem se deparado com desafios. Olivia
precisa entender como gerenciar o conhecimento de sua
equipe e como criar um ambiente propício à geração de
novas ideias e soluções, bem como deseja distinguir o
conhecimento tácito do explícito e saber como transformar a
experiência de sua equipe em inovação tangível.
Diante disso, como você, futuro profissional, pode ajudar
Olivia a enfrentar esses desafios? Quais conceitos e
estratégias você pode aplicar para auxiliá-la a aproveitar ao
máximo o conhecimento em sua startup? Vamos explorar
essas questões juntos, mas lembre-se de que a gestão do
conhecimento não é apenas um conceito acadêmico, mas
uma habilidade valiosa que você pode aplicar em sua vida
profissional. Ao compreender esses princípios, você se
prepara para lidar com os desafios do mercado e contribuir
para a inovação em seu campo de atuação.
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INOVAÇÃO
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Ciclo de vida das organizações
O ciclo de vida das organizações é um conceito intrigante
que nos permite enxergar empresas e instituições como
entidades vivas, sujeitas a mudanças e evolução ao longo do
tempo. Assim como um ser humano passa por estágios
distintos de nascimento, crescimento, maturidade e, por fim,
envelhecimento, as organizações também seguem padrões
recorrentes que podem ser observados em cada fase de sua
existência.
Segundo Sabbag (2018), o ciclo de vida das organizações é
uma representação que descreve a trajetória de uma
organização desde a sua fundação até possíveis desfechos,
como o encerramento das operações, e é composto de
várias fases, cada uma com características distintas e
desafios específicos. De acordo Sabbag (2018), para
compreender o ciclo de vida das organizações, é importante
observar as diferentes etapas:
Disciplina
EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Nascimento: é o momento em que ela é fundada e
legalmente constituída. Nessa fase, a organização
enfrenta desafios intensos e aprende a comprar,
produzir, controlar as finanças e entregar resultados.
Tudo é novo, e a tentativa e o erro são comuns, assim
como a estrutura orgânica. A organização depende
fortemente dos seus fundadores.
Infância: trata-se de uma fase de exploração, em que a
organização começa a consolidar suas habilidades e
testá-las constantemente. Cada iniciativa é realizada com
entusiasmo, mas, muitas vezes, a organização assume
compromissos que não pode cumprir à medida que
cresce rapidamente. Durante essa fase, a organização
procura definir sua própria identidade e modo de
operar.
Juventude: é caracterizada pelo estudo sistemático,
planejamento e aquisição de equipamentos para
melhorar a produtividade dos processos. Práticas se
tornam normas, e compromissos são estabelecidos.
Trata-se de uma fase conflituosa, com desafios de
especialização e tensões entre os setores da
organização. Decisões são frequentemente intuitivas e
emocionais.
Fase adulta: representa a plenitude da organização, em
que tudo o que foi planejado está em operação eficaz, e
ela tem uma visão clara de longo prazo. Trata-se de uma
fase de estabilidade e desenvolvimento consistente
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
Maturidade: é caracterizada pela estabilidade, com a
identidade da organização bem estabelecida. Neste
estágio, a organização prioriza a prevenção e a cautela, e
as operações são bem organizadas e seguras.
Crepúsculo: o crepúsculo é uma fase de transição, em
que a organização enfrenta desafios de mudança e
incerteza. Trata-se de um momento paradoxal, em que a
visão de longo prazo pode ser menos clara.
Declínio: o declínio pode ser resultado de fatores
internosou externos, como concorrência intensa ou
mudanças no mercado, sendo, frequentemente, difícil de
aceitar e compreender, mas a organização começa a
enfrentar problemas sérios e necessita de tomadas de
decisão difíceis.
Aposentadoria: é caracterizada pela burocracia e pela
repressão da criatividade e inovação. A organização
começa a estrangular suas próprias capacidades e
competências.
Ocaso: a organização enfrenta desorganização, cizânia e
isolamento interno. A saúde da organização se deteriora
e surgem sinais de paranoia e desconfiança.
Falência ou encerramento: o ciclo de vida da organização
pode chegar ao fim com a falência ou encerramento, e
isso pode ocorrer de forma gradual, com um período de
declínio prolongado, ou de maneira súbita. Algumas
organizações são liquidadas, outras quebram, enquanto
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EMPREENDEDORISMO E
INOVAÇÃO
a maioria é absorvida por outras entidades, perdendo
sua identidade e história.
Compreender e reconhecer em qual fase o ciclo de vida da
organização se encontra é essencial para tomar decisões
informadas, adaptar estratégias e enfrentar os desafios
específicos de cada estágio. Isso ajuda as organizações a se
adaptarem, inovarem e a prosperar em um ambiente de
negócios em constante evolução.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Gestão do conhecimento
A gestão do conhecimento no nível organizacional
desempenha um papel fundamental no mundo empresarial
contemporâneo, e a importância desse processo vai muito
além de uma mera tendência e está intrinsecamente ligada
ao sucesso e à inovação das organizações. De acordo com
Santos (2023), a gestão do conhecimento é a capacidade de
se criar uma vantagem competitiva sustentável para as
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organizações; em um ambiente de negócios altamente
dinâmico, as empresas que conseguem adquirir, armazenar
e aplicar conhecimento de maneira eficaz se destacam; elas
são mais ágeis na tomada de decisões e capazes de se
adaptar rapidamente às mudanças no mercado e de inovar
de forma consistente.
De acordo com Santos (2023), a gestão do conhecimento é
um processo estratégico essencial para as organizações que
desejam permanecer competitivas e inovadoras em um
ambiente empresarial em constante evolução; ela envolve
um ciclo contínuo de atividades e o uso de diversas
ferramentas para se adquirir, criar, armazenar, disseminar e
aplicar o conhecimento de maneira eficaz. Nesse contexto, o
ciclo e as ferramentas da gestão do conhecimento
desempenham um papel crucial, logo, vamos analisar cada
etapa desse ciclo e as ferramentas associadas.
A primeira etapa do ciclo de gestão do conhecimento é a
"geração de conhecimento". Nessa fase, as organizações
utilizam uma série de ferramentas para coletar informações
relevantes. O "datamining" ou mineração de dados é uma
ferramenta que busca informações disponíveis em mídias
eletrônicas, auxiliando na identificação de tendências e
padrões; o benchmarking, por sua vez, é outra ferramenta
importante e consiste em estudar as melhores práticas de
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gestão em um setor da indústria realizadas por empresas de
alto desempenho; já o monitoramento ambiental envolve a
observação sistemática e a coleta de dados do ambiente
competitivo. Além disso, o uso de sistemas de "inteligência
de negócios" ajuda a buscar, coletar e analisar dados para se
tomar decisões mais informadas.
Na segunda etapa, de acordo com Santos (2023), realizar o
"armazenamento" do conhecimento é fundamental. Aqui, as
organizações criam bancos de dados para armazenar
informações coletadas tanto interna quanto externamente.
O "Data Warehouse" é uma ferramenta amplamente
utilizada para comportar essas informações; a computação
em nuvem e os sistemas de "gestão eletrônica de
documentos" também são ferramentas importantes nessa
fase, garantindo que o conhecimento esteja disponível e
acessível quando necessário.
A terceira etapa, segundo Santos (2023), é a disseminação de
conhecimento, que envolve tornar o conhecimento
formalizado disponível para grupos de interesse, tanto
dentro quanto fora da organização. Ferramentas como
intranets, manuais de operação, sistemas de apoio à decisão
(SAD), sistemas especialistas (SE), alianças e parcerias
estratégicas, bem como a transferência tecnológica,
desempenham um papel vital nesse processo.
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A quarta etapa, para o autor supracitado, é a aplicação do
conhecimento, em que o conhecimento é colocado em
prática e integrado aos processos organizacionais, incluindo
a tomada de decisões, a resolução de problemas e a
inovação em produtos, serviços e processos. Nessa etapa, o
conhecimento se transforma em ações tangíveis que
impulsionam o sucesso e a evolução da organização.
Faz-se importante notar que a gestão do conhecimento não
é um processo linear, mas, sim, um ciclo contínuo. As
informações e o conhecimento são constantemente
atualizados e refinados à medida que a organização aprende
e se adapta. A eficácia da gestão do conhecimento depende
não apenas das ferramentas, mas também da cultura
organizacional que promove a aquisição, o
compartilhamento e a aplicação do conhecimento.
Conhecimento tácito e conhecimento explícito
De acordo com Vieira (2016), o conhecimento pode ser
classificado em duas categorias principais: conhecimento
tácito e conhecimento explícito. O conhecimento tácito é o
conhecimento que está enraizado na experiência prática,
intuição, habilidades pessoais e insights individuais; é o tipo
de conhecimento que as pessoas adquirem ao longo de suas
vidas, muitas vezes, de maneira não estruturada. Já o
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conhecimento tácito é difícil de formalizar e transmitir a
outras pessoas, porque está profundamente enraizado na
mente de um indivíduo e é, muitas vezes, difícil de articular.
Exemplos de conhecimento tácito incluem a habilidade de
andar de bicicleta, a intuição de um médico ao diagnosticar
um paciente ou o conhecimento prático de um chef na
preparação de uma receita.
O conhecimento explícito, para Vieira (2016), é o
conhecimento que pode ser formalizado e comunicado de
maneira clara e estruturada; ele pode ser expresso por meio
de palavras, números, gráficos, manuais, documentos e
outras formas de comunicação escrita ou verbal. O
conhecimento explícito é mais facilmente compartilhado e
transferido entre pessoas e organizações, tornando-se
fundamental para a documentação de processos,
procedimentos, políticas e informações. Exemplos de
conhecimento explícito incluem manuais de instruções,
relatórios de pesquisa, documentos de políticas e
procedimentos de uma organização.
De acordo com Santos (2023), o conceito do "espiral do
conhecimento" é uma teoria proposta por Ikujiro Nonaka e
Hirotaka Takeuchi em seu livro The Knowledge-Creating
Company (1995). Essa teoria descreve como o conhecimento
é criado e compartilhado dentro de organizações,
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enfatizando a importância da interação social e da
transformação do conhecimento tácito em explícito. O
modelo do "espiral do conhecimento" é frequentemente
representado como uma espiral ascendente, em que o
conhecimento é constantemente aprimorado e
aprofundado. A teoria é dividida em quatro modos ou fases:
Socialização: nesta primeira fase, o conhecimento tácito
é compartilhado entre os indivíduos por meio da
interação social, e isso ocorre, principalmente, por meio
de observação, imitação, diálogo e experiências
compartilhadas. Os indivíduos aprendem uns com os
outros, absorvendo conhecimento tácito por meio da
prática e da vivência.
Externalização: na segunda fase, o conhecimento tácito é
transformado em conhecimento explícito, e isso é feito
pela articulação e expressão do conhecimento em
palavras, diagramas, metáforas ou outras formas
comunicáveis. A externalização envolve a criação de
conceitos e modelos que podem ser compartilhados e
compreendidos por outras pessoas.
Combinação: na terceira fase, o conhecimento é
organizado e estruturado,

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