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FIGURA
S
DE
LINGU
AGEM
1. FIGURAS SONORAS
Onomatopeia: palavra criada para representar um som específico (“vozes” 
de animais, ruídos associados a determinadas emoções e comportamentos 
humanos, barulhos da natureza, sons de objetos, etc.).
Ex.: atchim; miau; tique-taque.
Aliteração: repetição de fonemas consonantais com a intenção de criar 
efeito sensorial.
Ex.: Quem com ferro fere com ferro será ferido.
1. FIGURAS SONORAS
Assonância: repetição de sons vocálicos em sílabas acentuadas.
Ex.: Venha, Vera, venha ver as velas ao vento!
Paronomásia: semelhança sonora e gráfica entre palavras de significado 
distintos (parônimos) usada intencionalmente para ressaltar diferenças de 
sentido.
Ex.: Quem conta um conto sempre aumenta um ponto.
2. FIGURAS DE PALAVRA
Metonímia: substituição de uma palavra por outra, para designar algo que 
mantém relação de “proximidade” com o referente da palavra ou expressão 
substituída.
Ex.:
Com a Revolução Industrial, muitas chaminés foram tomando conta da 
paisagem. (a parte pelo todo)
Com a fome que estava, comeu três pratos seguidos. (o continente pelo 
conteúdo)
Gostava de ler Drummond. (o autor pela obra)
Não se deve abusar do uso de cotonete para limpar as orelhas. (a 
marca pelo produto)
2. FIGURAS DE PALAVRA
Há dois outros tipos de metonímia:
*Antonomásia: identificação de uma pessoa por uma característica ou 
atributo que a distingue (não pelo nome).
Ex.: O Pai da Aviação (= Santos Dumont); O Rei do Baião (= Luiz 
Gonzaga); O Bruxo do Cosme Velho (= Machado de Assis).
 
*Sinédoque: substituição de uma palavra por outra que, no contexto, 
sofre uma redução ou ampliação.
Ex.: Paula e Joaquim dividem o mesmo teto. / O Brasil jogou bem.
2. FIGURAS DE PALAVRA
Comparação (ou símile): aproximação de elementos de universos 
diferentes por meio de um termo específico (como, feito, tal qual, qual, assim 
como, tal, etc.)
Ex.: Manteve-se firme, tal qual uma rocha.
Metáfora: emprego de um termo em um contexto de significação que não 
lhe é próprio. As metáforas são criadas a partir de uma relação de 
semelhança que pressupõe um processo anterior de comparação.
Ex.: Seus olhos são duas safiras.
2. FIGURAS DE PALAVRA
Catacrese: utilização de um termo emprestado a partir de alguma 
semelhança conceitual pela falta de um termo específico para designar um 
conceito.
Ex.: maçãs do rosto; braço da cadeira; pé da página.
Sinestesia: associação, em uma mesma expressão, de sensações 
percebidas por diferentes órgãos de sentido.
Ex.:
Nas formas voluptuosas o soneto
Tem fascinante e cálida fragrância.
(Cruz e Sousa)
Elipse: omissão de um termo (verbo, sujeito ou preposição) que pode ser 
identificado a partir do contexto criado pelo texto.
Ex.: Ele fez isso e eu: “Você está louco?” / Chove muito e não podemos 
sair de casa agora.
*Zeugma: omissão de um termo utilizado anteriormente no enunciado.
Ex.: A vida é um grande jogo e o destino, um parceiro temível. (Erico 
Verissimo)
Anacoluto: interrupção ou quebra de uma oração que se havia iniciado por 
uma palavra ou locução, seguida de uma estrutura que não se integra à parte 
interrompida.
Ex.: A velha hipocrisia, recordo-me dela com vergonha.
3. FIGURAS DE SINTAXE (OU DE CONSTRUÇÃO)
Silepse: concordância de ideias, mas não está de acordo com as regras 
gramaticais.
*gênero: 
Ex.: Vossa Excelência está enganado.
*número: 
Ex.: A plateia aplaudiram o espetáculo.
*pessoa: 
Ex.: Os jovens precisamos participar da vida pública.
3. FIGURAS DE SINTAXE (OU DE CONSTRUÇÃO)
Anáfora: repetição de palavras no início de versos ou, nos textos em prosa, 
no início de orações.
Ex.: Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo 
acaba. (Padre Antônio Vieira)
Hipérbato: inversão da ordenação sintática típica das orações da língua 
portuguesa.
Ex.: Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco. (Gonçalves Dias) 
*Sínquise: inversão extremamente radical que pode provocar 
ambiguidade ou dificuldade de compreensão.
Ex.: Ouviram do Ipiranga às margens plácidas / De um povo heroico 
o brado retumbante. (Hino Nacional Brasileiro)
3. FIGURAS DE SINTAXE (OU DE CONSTRUÇÃO)
Polissíndeto: repetição de conjunções (especialmente as aditivas) para 
coordenar vários termos da oração.
Ex.: Nem eu, nem você, nem ninguém poderá evitar isso.
* Assíndeto: ausência de conjunções para unir orações.
Ex.: Engordou muito. Não seguiu a dieta.
Pleonasmo: repetição de palavras ou expressões que, se servirem para 
enfatizar uma ideia, parecem, à primeira vista, desnecessárias, mas que, se 
não desempenharem função expressiva, podem ser consideradas vícios de 
linguagem.
Ex.: Ó, mar salgado, quanto do teu sal / São lágrimas de Portugal! 
(Fernando Pessoa)
3. FIGURAS DE SINTAXE (OU DE CONSTRUÇÃO)
4. FIGURAS DE PENSAMENTO
Hipérbole: uso de expressões exageradas para dar enfatizar algo.
Ex.: Estou morrendo de fome.
Eufemismo: utilização de palavras ou expressões mais agradáveis no lugar 
de outras, para suavizar a ideia original.
Ex.: O pai de Rosa partiu deste mundo. 
Prosopopeia: atribuição de características humanas a animais e objetos 
inanimados.
Ex.: Toda esta noite o rouxinol chorou, / Gemeu, rezou, gritou 
perdidamente. (Florbela Espanca)
4. FIGURAS DE PENSAMENTO
Antítese: associação de ideias contrárias por meio de palavras ou 
enunciados de sentido oposto.
Ex.: Estou rindo para não chorar.
Paradoxo: associação de termos contraditórios, inconciliáveis, relacionados 
a uma mesma ideia.
Ex.: 
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor estou tremendo de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco e nada aperto. (Camões)
4. FIGURAS DE PENSAMENTO
Gradação: sequência de palavras ou expressões que criam uma progressão, 
ascendente ou descendente.
Ex.: Recicle o lixo da sua casa, da sua rua, do seu bairro.
Apóstrofe: interpelação de uma pessoa (real ou imaginária) ou de algo, 
presente ou ausente, para enfatizar uma ideia ou expressão.
Ex.: 
Ó mar, por que não apagas
Co’a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! (Castro Alves)

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