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Resumo sobre a Constituição Brasileira de 1988 A Constituição Brasileira de 1988, frequentemente referida como a "Constituição Cidadã", foi promulgada em um contexto histórico e social que a distingue das constituições anteriores. O Deputado Ulysses Guimarães, ao liderar a Assembleia Nacional Constituinte, enfatizou a importância da nova Constituição como um marco para a liberdade e a democracia no Brasil. Este documento não apenas reflete a vontade popular, mas também incorpora valores cristãos e humanistas, estabelecendo um novo paradigma para a relação entre o Estado e os cidadãos. A participação popular foi ampliada, com 69 milhões de eleitores habilitados a votar nas eleições de 1986, um aumento significativo em comparação com os 200.000 eleitores registrados em 1889. Essa ampliação do corpo eleitoral, juntamente com o papel dos meios de comunicação, permitiu uma discussão mais ampla e informada sobre a elaboração da nova Constituição. A Constituição de 1988 reafirma o princípio da legalidade como fundamento da ordem jurídica, estabelecendo que "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei". Este princípio é essencial para garantir a igualdade de todos perante a lei e limita o poder do Estado. O ato legislativo, que é a principal fonte do direito, é de competência do Poder Legislativo, que representa a vontade popular. Além disso, a Constituição introduz a figura da medida provisória, que permite ao Presidente da República legislar em casos de urgência e relevância, uma inovação que substitui o antigo decreto-lei. Essa medida provisória deve ser aprovada pelo Congresso Nacional em um prazo de trinta dias, e sua eficácia é condicionada à conversão em lei. Os direitos fundamentais são um dos pilares da nova Constituição, refletindo uma evolução histórica que busca garantir não apenas as liberdades civis e políticas, mas também direitos sociais e econômicos. A Constituição de 1988 reconhece a importância da proteção dos direitos do trabalhador, do direito à saúde, à educação e à assistência social, entre outros. Essa ampliação dos direitos reflete uma mudança de paradigma, onde o Estado é visto não apenas como um regulador, mas também como um prestador de serviços essenciais para a cidadania. A nova ordem jurídica busca equilibrar as desigualdades sociais, promovendo a justiça social e a dignidade humana, e reconhecendo que os direitos econômicos e sociais são complementares às liberdades tradicionais. Destaques A Constituição de 1988 é conhecida como a "Constituição Cidadã", enfatizando a liberdade e a democracia. A ampliação do corpo eleitoral e o papel dos meios de comunicação foram cruciais para a elaboração da nova Constituição. O princípio da legalidade é fundamental, garantindo que ninguém pode ser obrigado a agir sem uma lei que o determine. A Constituição introduz a medida provisória, permitindo ao Presidente legislar em casos de urgência, com aprovação do Congresso. Os direitos fundamentais abrangem não apenas liberdades civis, mas também direitos sociais e econômicos, promovendo a justiça social e a dignidade humana.