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Fatores que afetam o valor nutritivo das plantas forrageiras
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO 
CÂMPUS UNIVERSITÁRIO DE SINOP
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ZOOTECNIA
M. V. Letícia Caroline Gonçalves de Souza
Orientador: Dr. Dalton H. Pereira
Introdução​
Conceitos​
Fatores que afetam o valor nutritivo​
Fatores intrínsecos​
Fatores extrínsecos​
Artigos científicos​
Considerações finais
Roteiro
2
Importância das plantas forrageiras
Plantas forrageiras
3
Alimento 
Produção animal eficiente 
Serviços ecossistêmicos 
Qualidade
 Ampla variação de espécies
Valor Nutritivo
Plantas forrageiras
4
Pertencem às famílias botânica:
(Reis et al. 2013. Forragicultura: ciência, tecnologia e gestão dos recursos forrageiro )
Poaceae 
(Gramineae) 
Fabaceae (Leguminosae)
Ciperáceas (Cyperaceae), dentre outras
Cactáceas (Cactaceae)
Qualidade das plantas forrageiras
5
Qualidade (quality) – descrição do grau pelo qual a forragem atende os requerimentos nutricionais de um tipo e classe específicos de animal. Qualidade é um termo relativo. 
A característica nutricional e a anatomia variam entre as espécies; ou seja, o que se constitui como sendo forragem de alta qualidade para um animal pode ser de baixa qualidade para outro.
(Reis et al. 2013. Forragicultura: ciência, tecnologia e gestão dos recursos forrageiro )
Qualidade das plantas forrageiras
6
A qualidade deve ser quantificada em termos de resposta animal. Ex: produção, ganho de peso, etc.
(Reis et al. 2013. Forragicultura: ciência, tecnologia e gestão dos recursos forrageiro )
Qualidade das plantas forrageiras
7
(Fontaneli et al., 2009)
Qualidade 
Valor Nutritivo 
Quantidade ingerida
Pode ser avaliada quando:
a) a forragem disponível não é limitante:
b) o potencial animal não é limitante; e 
c) os animais não recebem suplementação de energia ou proteína.
???
Valor nutritivo das plantas forrageiras
8
O VN refere-se às características inerentes da forragem consumida que determinam a concentração de energia digestível e sua eficiência de utilização. (Fontaneli e Fontaneli., 2009)
Convencionalmente classificado em três componentes: (VanSoest, 1994)
Digestibili-dade
Consumo alimentar
Eficiência energética
9
Nutritive value – resposta previsível do animal baseada na composição química, digestibilidade e natureza dos produtos da digestão, estimada por análises químicas in vitro ou in vivo. (Pinto e Ávila, 2013)
Valor nutritivo das plantas forrageiras
10
O VN é determinado pela concentração e digestibilidade de nutrientes e natureza dos produtos finais da digestão. (Fontaneli et al., 2009)
A caracterização do VN é baseada, principalmente, em análises laboratoriais que foram aperfeiçoadas
como a proposta por Moore (1994)
Tabela 1. Frações analíticas para caracterização de composição
de forragens. 
Moore (1994) adaptado por (Fontaneli et al., 2009)
 
11
Fatores associados ao VN
12
Composição química
Digestibilidade
Natureza dos produtos digeridos
Disponibilidade
Aceitação da forragem
Velocidade de passagem
Idade, tamanho e sexo
Potencial genético
Efeitos ambientais
Suplementos alimentares
Potencial do animal
Quantidade
Valor
Nutritivo
Potencial da forragem
Produção animal
Adaptado de Mott e Moore, (1970) e modificado por Reis et al., (2006).
12
Fatores que afetam o valor nutritivo
13
 Extrínsecos
 Intrínsecos
14
Bióticos 
Ecológicos
Abióticos
Fatores Intrínsecos
Espécie forrageira
Estádios de desenvolvi-mento
Compostos antinutricio-nais
Fatores que afetam o VN de plantas forrageiras
Fatores Extrínsecos
15
 Extrínsecos
Bióticos 
Ecológicos
Abióticos
Principais Fatores Intrínsecos
Espécie forrageira
Estádios de desenvolvi-mento
Compostos antinutricio-nais
Fatores que afetam o VN de plantas forrageiras
Principais Fatores Extrínsecos
Fatores ecológicos
16
 Extrínsecos
Adaptado de: Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Luz
Temperatura
Água
Propriedades do solo
Topografia
Vento
Fogo
Pragas e doenças
Manejo do pastejo
Tipos de cultivo
Adubação
Controle de invasoras
Luminosidade
17
 Extrínsecos
Variações em luminosidade e fotoperíodo afetam o crescimento e desenvolvimento das plantas forrageiras, alterando assim, o VN da forragem. Nascimento Junior et al., (2014)
Luminosidade
18
 Extrínsecos
A luz solar é composta por espectro contínuo de radiação eletromagnética que apresenta divisão e denominação em concordância com o intervalo de comprimento de onda (λ): radiação ultravioleta (UV) (100-400nm), visível (400-780nm) e infravermelho (> 780 nm). 
(Balogh et al., 2006)
Luminosidade
19
 Extrínsecos
A luz é formada por um espectro de várias cores
19
Luminosidade
20
 Extrínsecos
A produção forrageira se baseia na transformação de energia solar em compostos orgânicos pela fotossíntese, onde o CO₂ da atmosfera é combinado com H₂O e convertido em carboidratos. (Ferraris et al., 1986)
Luminosidade
21
 Extrínsecos
(Fonte: Buchanan, 2000 com modificações).
Região do espectro fotossinteticamente ativo (400nm e 700nm)
A luz é formada por um espectro de várias cores.
Faixa onde o espectro da luz é verde ocorre baixa taxa fotossintética pois a clorofila reflete essa onda – por isso é verde – menor fotossíntese
Faixa onde a onda de luz é azul e/ou vermelha a clorofila vai absorver esta luz, havendo maior fotossíntese e por isso os dois picos.
21
Luminosidade
22
 Extrínsecos
Do total de energia solar que chega até uma folha, 60% é radiação de comprimento de onda não absorvido; 8% da radiação é refletida ou transmitida; 8% é radiação dissipada como calor e 19% é utilizada no metabolismo geral da folha (PÁDUA, 2005).
5% da energia solar que chega até a superfície terrestre é convertida em carboidratos, mediante o processo fotossintético. 
A luz é formada por um espectro de várias cores.
Faixa onde o espectro da luz é verde ocorre baixa taxa fotossintética pois a clorofila reflete essa onda – por isso é verde – menor fotossíntese
Faixa onde a onda de luz é azul e/ou vermelha a clorofila vai absorver esta luz, havendo maior fotossíntese e por isso os dois picos.
22
Fotoperíodo
23
 Extrínsecos
(Tiba et al., (2000).
Junho
Dezembro
A luz é formada por um espectro de várias cores.
Faixa onde o espectro da luz é verde ocorre baixa taxa fotossintética pois a clorofila reflete essa onda – por isso é verde – menor fotossíntese
Faixa onde a onda de luz é azul e/ou vermelha a clorofila vai absorver esta luz, havendo maior fotossíntese e por isso os dois picos.
23
Fotoperíodo
24
 Extrínsecos
(Farias et al., 2007)
Figura. Fotoperíodo (horas) ao longo do ano em função da latitude do local.
A luz é formada por um espectro de várias cores.
Faixa onde o espectro da luz é verde ocorre baixa taxa fotossintética pois a clorofila reflete essa onda – por isso é verde – menor fotossíntese
Faixa onde a onda de luz é azul e/ou vermelha a clorofila vai absorver esta luz, havendo maior fotossíntese e por isso os dois picos.
24
Luminosidade
25
 Extrínsecos
A captação da radiação incidente pelas culturas depende do seu: (Varlet-Grancher et al., 1989)
IAF
Posição solar
Geometria e tamanho da folha
Ângulo de inserção
Idade
Época do ano
Nebulosidade
Luminosidade
26
 Extrínsecos
AUMENTO DA LUMINOSIDADE
AUMENTO DA ATIVIDADE
FOTOSSINTÉTICA
AUMENTO DOS TEORES DE AÇÚCARES SOLÚVEIS, AMINOÁCIDOS E ÁCIDOS ORGÂNICOS
REDUÇÃO DO CONTEÚDO DE
PAREDE CELULAR
REDUÇÃO DA LUMINOSIDADE
REDUÇÃO DA ATIVIDADE
FOTOSSINTÉTICA
REDUÇÃO DOS TEORES DE AÇÚCARES SOLÚVEIS, AMINOÁCIDOS E ÁCIDOS ORGÂNICOS
AUMENTO DO CONTEÚDO DE
PAREDE CELULAR
Wilson, (1982)
Variações em luminosidade e fotoperíodo afetam o crescimento e desenvolvimento das plantas forrageiras, alterando, assim, o valor nutritivo da forragem. Nascimento Junior et al., (2014)
26
Luminosidade
27
 Extrínsecos
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
27
Temperatura
28
 Extrínsecos
A temperatura geralmente tem maior influência na qualidade da forragem que outros fatores ambientais deparados pela planta.(Buxton & Fales 1994)
As gramíneas apresentam diferentes amplitudes térmicas que favorecem o seu desenvolvimento. (Santos et al., 2011)
Temperatura
29
 Extrínsecos
Influencia no aumento da demanda evaporativa e intensificando os efeitos do déficit hídrico, quando acima da temperatura ótima de crescimento (Boyer, 1982).
Temperatura
30
 Extrínsecos
Efeito imediato:
(Lemaire; Agnusdei, 2000 )
Fotossíntese e respiração
Transpiração
Baixas e Altas
Temperatura
Processos bioquímicos
Processos físicos
Morfogênese
Temperatura
31
 Extrínsecos
Gráfico 1. Taxa de crescimento relativo de gramínea tropical e temperada em diferentes temperaturas (adaptado de BALL et al., 1991).
Pico de produção no inverno e na primavera
Pico de produção nos meses mais quentes
Temperatura
32
 Extrínsecos
Temperaturas elevadas
⇧ lignificação
Acelera atividade metabólica
Decréscimo do pool metabólico
Produtos da fotossíntese convertidos em componentes estruturais
⇩ nas concentrações de lipídeos, proteínas e carboidratos solúveis
Diminuição da relação F:C
⇩ Digestibilidade
Temperatura
33
 Extrínsecos
Relação dos componentes da planta e fatores ambientais (VanSoest, 1994)
Estruturas resistentes
Temperatura, Luz, Água
Nutrientes do solo
Reservas
Estresse, doenças, clima e predação
Pool metabólico
Defesas
Altamente digestíveis
Temperatura
34
 Extrínsecos
Fonte: Cooper e Tainton (1968) 
	Espécie Forrageira
	Temperatura (°C) 		
		Mínima	Ótima	Máxima
	Gramíneas e leguminosas tropicais	15	30 a 35	35 a 40
	Gramíneas e leguminosas temperadas	5 a 10	20	30 a 35
				
Tabela 3. Intervalos de temperatura para o melhor desenvolvimento de forrageiras de clima tropical e de clima temperado. 
Disponibilidade hídrica
35
 Extrínsecos
Os padrões de precipitação pluvial e de evapotranspiração são determinantes na disponibilidade hídrica, na adaptação e na produtividade das espécies forrageiras. (Ross, 1992)
Dentre os fatores abióticos, o estresse hídrico é um dos principais fatores ambientais limitantes para o desenvolvimento forrageiro. (Schippers et al., 2015).
Disponibilidade hídrica
36
 Extrínsecos
(Galeti, 1982 e Taiz; Zeiger, 2004) 
Transporte e absorção de nutrientes
Equilíbrio de temperatura
Processos fisiológicos
Processos Bioquímicos
Fotossíntese
Crescimento e divisão celular
Disponibilidade hídrica
37
 Extrínsecos
O consumo de água: 
demanda evaporativa da atmosfera, 
tipo de solo 
características da planta (área foliar, distribuição e profundidade do sistema radicular)
habilidade em utilizar a água armazenada no solo
capacidade de controlar as perdas pelo mecanismo estomático (Matzenauer; Sutili, 1983).
O comportamento em situação de déficit hídrico, dependerá do estádio de desenvolvimento, do genótipo e da duração e severidade da restrição hídrica (Petry et al., 1999).
Disponibilidade hídrica
38
 Extrínsecos
C4 apresentam 
grandes cloroplastos
(Odum, 1985)
C4: 400,0 g de H₂O para produzir 1,0 g de MS
C3: 400,0 a 1000,0 g para a mesma produção
Disponibilidade hídrica
39
 Extrínsecos
DEFICIÊNCIA HÍDRICA SEVERA 
PARALISAÇÃO DO CRESCIMENTO 
MORTE DA PARTE AÉREA
BAIXA QUALIDADE
DA FORRAGEM REMANESCENTE 
BAIXA QUANTIDADE
DE ALIMENTO DISPONÍVEL
DEFICIÊNCIA HÍDRICA AMENA 
REDUZ CRESCIMENTO DAS PLANTAS
RETARDA FORMAÇÃO DE CAULES
MAIOR PROPORÇÃO DE FOLHAS 
MAIOR QUANTIDADE DE
NUTRIENTES POTENCIALMENTE DIGESTÍVEIS 
Disponibilidade hídrica
40
 Extrínsecos
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023. Adaptado de Souza et al., 2021
Gráfico 2. (A) Produção de massa seca de folhas (MSF) (g) e caules (MSC) (g); (B) Relação folha/caule (MSF/MSC) de Urochloa spp. sin. Brachiaria spp. Em função do tempo de estresse por deficiência hídrica (0, 10, 20 e 30 dias).
Propriedades do Solo
41
 Extrínsecos
Existem variações de digestibilidade em espécies idênticas de uma região para outra. Isso se deve, não apenas a alterações climáticas e de manejo, mas também na diferença na constituição dos agregados do solo.
Características físicas e químicas do solo!
Propriedades do solo
42
 Extrínsecos
FÍSICAS
textura, estrutura, densidade, porosidade, permeabilidade, fluxo de água
QUÍMICAS
pH, teor de nutrientes, capacidade de troca iônica, condutividade elétrica e matéria orgânica
(Costa, 1999; Raij, 1981; Braga, 1983.)
A fertilidade tem sido conceituada como "a capacidade do solo de ceder elementos essenciais às plantas"
Fertilidade do solo
43
 Extrínsecos
“O rendimento de uma colheita é limitado pela ausência de qualquer um dos nutrientes essenciais, mesmo que todos os demais estejam disponíveis em quantidades adequadas, onde o excesso de um nutriente não supre a falta de outro.” (Liebig, 1843)
Fertilidade do solo
44
 Extrínsecos
Classificação da função bioquímica dos nutrientes minerais nas plantas. Adaptado de Mengel e Kirkby (2001)
Fertilidade do solo
45
 Extrínsecos
A disponibilidade de nutrientes do solo exerce influência sobre o crescimento e composição química das plantas forrageiras. Influenciando de duas maneiras:
1- Permite a absorção de nutrientes essenciais
2 -Aumenta a produção de forragem pelo estímulo do crescimento da planta.
(Reis et al., 2013)
Propriedades do Solo
46
 Extrínsecos
Fatores como fertilidade e estrutura do solo são limitantes ao crescimento das plantas, quando também associado a outros fatores, sendo o VN das plantas forrageiras influenciado pela disponibilidade dos nutrientes
no solo. (Tabosa et al., 1990) 
Topografia
47
 Extrínsecos
Amplamente estudada em diferentes comunidades vegetais. Tanto na escala regional quanto local, possui relevância em relação à heterogeneidade espacial da vegetação e do solo. (Dearborn e Danby, 2017)
Tem um papel crucial na distribuição de nutrientes e água no solo. A água tende a se deslocar rapidamente em áreas de declínio, o que pode causar alterações na superfície do solo
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Topografia
48
 Extrínsecos
Drenagem excessiva e perda de nutrientes
Sombra
Maior exposição solar
Erosão por escoamento
Menor exposição solar
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Vento
49
 Extrínsecos
Apesar de frequentemente ser subestimado, o vento é um importante fator ambiental que afeta uma variedade de processos morfológicos e físicos em plantas forrageiras. 
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Vento
50
 Extrínsecos
Adaptado de: Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Influência dos ventos
Transpiração
Absorção de dióxido de carbono (CO₂)
Efeito mecânico sobre as folhas e ramos
Vento
51
 Extrínsecos
O vento exerce forças mecânicas sobre forrageiras, causando alterações anatômicas semelhantes às que ocorrem em condição de seca, tendo como resposta adaptativa a formação de estômatos menores por unidade de área foliar, e maior elasticidade do tecido (Mitchell e Myers, 1995).
Fogo
52
 Extrínsecos
Em áreas de pastagens o fogo pode alterar a produção, composição de espécies e qualidade da forragem, sejam gramíneas ou outras herbáceas e arbustos disponíveis para consumo do gado ou outros herbívoros, além de alterações físicas, químicas e biológicas do solo (DeBano et al., 1998; Zanini e Sbrissia, 2013).
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
53
Tabela 4. Efeitos do fogo prescrito na produção e valor nutritivo de forragens e comportamento de comunidades vegetais em diferentes ecossistemas. 
Adaptado de Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
 Extrínsecos
Fogo
	Vegetação	Manejo do fogo	Produção	PB	DISMS	 
 
Villanueva et al. (2008)
	Panicum máximum	Sem queima	9395 kg MS/ha	90 g/kg	499 g/kg	
		Queima anual	7202 kg MS/ha	89 g/kg	566 g/kg	
	Cynodon dactylon	Sem queima	8414 kg MS/ha	73 g/kg	558 g/kg	
		Queima anual	9501 kg MS/ha	88 g/kg	607 g/kg	
Fatores ecológicos
54
 Extrínsecos
Adaptado de: Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Luz
Temperatura
Água
Propriedades do solo
Topografia
Vento
Fogo
Pragas e doençasManejo do pastejo
Tipos de cultivo
Adubação
Controle de invasoras
Pragas e Doenças 
55
 Extrínsecos
Em um ecossistema natural há uma ampla diversidade de seres vivos que interagem entre si, formando relações complexas e equilibradas.
Pragas:
Cigarrinha
Pulgões
Lesmas
Cupins
Lagartas
Formigas
Patógenos:
Vírus
Bactérias
Fungos
Protozoários
(nematoides)
Cap. 16. Junior M. N. Pragas e doenças em plantas, 2009
Pragas
56
 Extrínsecos
Pragas
57
 Extrínsecos
Danos ocasionados por cigarrinhas. Inicialmente listras cloróticas (a) evoluindo para necrose (b), morte das folhas adquirindo aspecto retorcido (c). Podendo comprometer toda a pastagem (d).
Doenças
58
 Extrínsecos
Mancha foliar 
de Bipolaris maydis
Doenças
59
 Extrínsecos
Exemplo: Colletotrichum graminicola (antracnose)
 Com 10% da área foliar de capim sudão necrosada há danos severos;
 Proporciona a redução de 9% nos níveis de proteína e gordura das folhas, 
 Aumento de 20% na lignina;
 Redução de 15% no teor de água de plantas infectadas.
Burton, (1954)
Pragas e Doenças 
60
 Extrínsecos
Provocam alterações prejudicais e significativas nos processo fisiológicos 
Prejuízo no desenvolvimento das plantas
(Valério; Nakano,1989)
Secretam compostos salivares (fototoxemia): necrose;
Pastagens severamente atacadas pelas cigarrinhas podem apresentar qualidade inferior, como aumento no teor de fibra e reduções significativas na digestibilidade in vitro
Herbivoria: Manejo do pastejo
61
 Extrínsecos
A herbivoria, ou o consumo de plantas por herbívoros, é uma força motriz nos ecossistemas de pastagem, influenciando sua estrutura e funcionamento.
Os herbívoros, (bovinos, caprinos, ovinos e cervídeos) tem efeitos diretos e indiretos sobre as forrageiras, influenciando a produção de biomassa, a composição da vegetação e a ciclagem de nutrientes. 
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Manejo do pastejo
62
 Extrínsecos
Herbivoria
Pisoteio
Destacam-se 2 processos importantes:
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
A forma em que o pasto é colhido pelos ruminantes, considerando :
Manejo
Método de pastejo
Intensidade
Frequência
Contínuo
Rotacionado
Modifica características estruturais, a produção e VN, influenciando diretamente no consumo e desempenho animal (Nabinger e Carvalho, 2009; Tesk et al., 2018).
62
63
 Extrínsecos
Adapatado: Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Manejo do pastejo
Tabela 5.
⬇ quantidade de forragem e ⬇ capacidade de rebrota, respectivamente, quando a intensidade de desfolha ⬆(massa residual de 10 cm).
63
64
 Extrínsecos
Tipo de cultivo
Consórcios entre gramíneas e leguminosas é uma alternativa para adicionar N ao sistema, além de proporcionar outros benefícios, como a melhorias do VN da forragem e o melhor aproveitamento dos nutrientes (Schultz, 1968)
Tabela 6. Teores de hemicelulose (HE), celulose (CEL) e proteína bruta (PB) de capim tanzânia em monocultivo (T) e em consórcio com calapogônio (T+C), ao longo de 3 anos. 
Embrapa, Fagundes et al., (2012)
64
65
 Extrínsecos
Adubação
A reposição de nutrientes deve responder à extração gerada pela cultura forrageira (Kumar et al., 2014)
A adubação nitrogenada é uma das principais estratégias de fertilização em plantas forrageiras.
(Nabinger e Carvalho, 2009 ;Taiz et al., 2017; Abreu et al., 2020).
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Morfogênicas e estruturais
GRAMÍNEAS
acúmulo de biomassa
formação de proteínas
ativação de enzimas
65
66
 Extrínsecos
Adubação
Pastagens tropicais: Dos fundamentos ao uso sustentável, 2023
Tabela 7. Produção e VN de Urocloa brizantha cv Marandu, adubado com fontes de N ou associado com leguminosa.
AF: acúmulo da forragem; PB: proteína bruta; MF: massa de forragem.
66
67
 Extrínsecos
Controle de plantas invasoras
⬇ competição por:
 Nutrientes, 
Umidade
Luz
Importante para aumentar a biomassa de culturas e incrementar sua qualidade em diferentes ecossistemas. (Ramos et al., 2017).
Os métodos de controles de plantas invasoras variam conforme o sistema de cultivo e a espécie cultivada. (Vrignon-Brenas et al., 2016).
Químico 
(herbicidas)
Sementes de qualidade
Preparo do solo,
Entre outros
67
Fatores que afetam o valor nutritivo
68
 Extrínsecos
 Intrínsecos
69
 Intrínsecos
Bióticos 
Ecológicos
Abióticos
Principais Fatores Intrínsecos
Espécie forrageira
Estádios de desenvolvi-mento
Compostos antinutricio-nais
Fatores que afetam o VN de plantas forrageiras
Principais Fatores Extrínsecos
Espécie forrageira
70
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Variações na composição química
Variações na morfologia e fisiologia
Diversidade genética
Variações no VN e digestibilidade 
Variações na composição física
Células epidérmicas com justaposição sinuosa:
junção FORTE
Espécie forrageira
71
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Mesófilo paliçádico
Mesófilo esponjoso
bainha vascular
bainha vascular
Mesófilo + compacto
Células epidérmicas com
paredes de superfície lisa: junção FRACA
Akin, (1976); Wilson, (1993)
Espécie forrageira
72
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Minson, 1990
Tabela 8. Valores médios de PB e digestibilidade de espécies forrageiras.
Espécie forrageira
73
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Gráfico 3. Proporção de tecidos em lâminas foliares de gramíneas de clima tropical C4 e temperado C3. TVL- tecido vascular lignificado; BPF- bainha parenquimática dos feixes; ESC- esclerênquima; EPI- epiderme; MES- mesofilo (adaptado de Wilson et al., 1997). 
Espécie forrageira
74
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Gráfico 4. Proporção de tecidos em relação ao seu potencial de digestão. Adaptado de Wilson et al., (1997)
C3
Espécie forrageira
75
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Plantas forrageiras diferem em sua composição química, mesmo quando se desenvolvem sob as mesmas condições ambientais. (Hoveland & Monson, 1980)
Informações dos cultivares: aplicativo Pasto Certo. Acesso em 26 de maio de 2024.
Urochloa brizantha cv.
 Marandu
MS (ton MS/ha/ano) : 8 a 20
PB (%MS): 7 a 8
Digestibilidade (%MS): 50 a 55
Urochloa brizantha cv. BRS Piatã
MS (ton MS/ha/ano) : 8 a 20
PB (%MS): 7 a 8
Digestibilidade (%MS): 53 a 56
Espécie forrageira
76
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Informações dos cultivares: aplicativo Pasto Certo. Acesso em 26 de maio de 2024.
Megathyrsus maximus cv. 
BRS Zuri
MS (ton MS/ha/ano) : 12 a 23
PB (%MS): 7 a 12
Digestibilidade (%MS): 53 a 66
Megathyrsus maximus cv. Tanzânia
MS (ton MS/ha/ano) : 11 a 29
PB (%MS): 7 a 12
Digestibilidade (%MS): 54 a 69
Estádio de desenvolvimento
77
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Influencia a composição química e a digestibilidade.
Alterações a nível de tecidos (⬆ celulose, hemicelulose e lignina)
⬇ conteúdo celular (carboidratos solúveis, proteína, minerais e vitaminas). Reis et al., 2013.
Imagem ilustrativa
Estádio de desenvolvimento
78
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Maturidade
Deposição e espessamento da parede 2ª
Lignificação da lamela média e parede 1ª
Lima et al., 2001
Estádio de desenvolvimento
79
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Adaptado de Tamassia (2000).
Composição morfológica de gramíneas tropicais em relação aos dias de rebrota.
Proteína bruta de gramíneas tropicais em relação aos dias de rebrota.
Quanto mais dias de rebrota,
Menor o VN
Estádio de desenvolvimento
80
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Adaptado de Garcez Neto, 2000
Compostos antinutricionais
81
 Extrínsecos
 Intrínsecos
⬇ Ingestão
⬇ Digestibilidade
⬇ Aceitabilidade
Jerba et al., 2004. Embrapa
⬇ VN
Compostos antinutricionais
82
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos Antinutricionais
Natureza Química
Alcaloides
Compostos fenólicos
Terpenóides e saponinas
Natureza Estrutural
Parede Celular
Arquitetura tissular
Sílica e cristólitos
Compostos antinutricionais químicos
83
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Compostos nitrogenados que apresentam nitrogênio ligado a anéis heterocíclicos.
Origem em aminoácidos alifáticos, por exemplo, a ornitina e a lisina, assim como em acetogeninas, terpenóides eesteróides (Barnes & Gustine,1973).
Alcalóides
Toxidade
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos antinutricionais químicos
84
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Toxidade
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
Mimosina em Leucaena
Indolalquilimina em Phalaris spp.,
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos antinutricionais químicos
85
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Compostos químicos com grupo fenol agrupado a uma hidroxila funcional.
Defesa química contra patógenos e herbívoros
lignina e o tanino condensado e hidrossolúveis
Fenólicos
Toxidade
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos antinutricionais químicos
86
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Lignina: Químico: Bloqueio enzimático; Físico: Proporciona rigidez à parede celular.
Tanino: Formam ligações cruzadas com proteínas, diminuindo a degradabilidade ruminal, podendo torná-la indisponível;
Inibem a ação das celulases ruminais, hidrolisam enzimas digestivas e irritação da mucosa;
Metabólicos tóxicos associados à hemorragias gastro-entéricas e necrose do fígado e rins.
Fenólicos
Taiz e Zeiger, (2004); Beelen et al., (2008)
Compostos antinutricionais químicos
87
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Toxidade
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
Sorgo
Sorghum bicolor
Jurema
Mimosa hostilis 
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos antinutricionais químicos
88
 Extrínsecos
 Intrínsecos
São formados pela condensação de três unidades de acetato, formando o ácido mevalônico e convertendo-se em isopreno;
 São voláteis, incluindo-se nessa classe as saponinas e os esteróides;
Terpenóides
Toxidade
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
(Barnes & Gustine, 1973)
Compostos antinutricionais químicos
89
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Monoterpenos (piretróide): tóxico para insetos;
 Mono e sesquiterpenos: tóxicos para mamíferos;
 Diterpeno (forbol): irritação cutânea e nos órgãos digestivos;
Triterpenos: tóxicos para vertebrados:
Cardenolídeos: agem no músculo cardíaco;
Saponinas: poder adstringente.
Terpenóides
Jerba et al., 2004. Embrapa
Compostos antinutricionais físicos
90
 Extrínsecos
 Intrínsecos
Parede celular, arquitetura tissular, sílica e cristólitos
 ⬆ espessura da parede celular
 ⬇ taxa de degradação da parede celular pelos microorganismos ruminais
 ⬆ o grau de lignificação
 Os cristais ⬆ resistência mecânica à ingestão e digestão do vegetal.
⬇ Digestão
⬇ Aceitabilidade
Jerba et al., 2004. Embrapa
Trabalho científico
91
92
 Extrínsecos
Artigo científico
93
Figura1. Balanço hídrico, precipitação (mm) e temperatura média (°C) na área experimental (dezembro de 2013 a março de 2015: safra 1; outubro de 2014 a fevereiro de 2015: safra 2)
94
Figura 2. Representação esquemática do sistema silvipastoril com os locais de amostragem (3, 6, 10 e 15 m norte; 3, 6, 10 e 15 m sul)
95
Figura 3. Transmissão média diária total de radiação no capim-marandu nas distâncias (3, 6, 10 e 15 m) e faces (norte e sul do bosque) durante 2 safras.
96
Tabela 9. Proteína bruta do capim-marandu na distância (3, 6, 10 e 15 m) e hemicelulose na distância × face (norte e sul do pomar)
97
O acúmulo de forragem e a proporção de folhas foram semelhantes entre os sistemas, embora maior proteína bruta tenha sido medida no SPS e nas distâncias mais próximas dos arvoredos. 
Conclusão do Artigo
O capim-marandu pode produzir forragem com maior valor nutritivo em um SPS comparado a um OP.
Existem diversos fatores que afetam o VN de plantas forrageiras. Entender cada fator é fundamental para implementação de estratégias que busquem o máximo desempenho produtivo da planta, buscando aumento tanto na produtividade quanto na qualidade da forragem, resultando num melhor desempenho dos animais.
Considerações Finais
98
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