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O controle de diversos processos celulares, como o ciclo celular e a morte celular, depende fortemente da fosforilação e desfosforilação de proteínas. Quinases são enzimas que adicionam grupos fosfato a proteínas específicas, alterando sua atividade, localização ou capacidade de interação com outras moléculas. Fosfatases, por outro lado, removem esses grupos, revertendo os efeitos. Esse sistema de “liga e desliga” permite que a célula responda rapidamente a sinais internos e externos, coordenando fases do ciclo celular, decisões de proliferação ou ativação de mecanismos de morte celular quando necessário.
Na morte celular programada, ou apoptose, várias proteínas desempenham papel essencial. Entre elas, destacam-se as caspases, que são enzimas responsáveis por degradar componentes celulares de maneira organizada, e proteínas reguladoras da família Bcl-2, que modulam a permeabilidade mitocondrial. A apoptose é conhecida como um suicídio celular porque é um processo ativo e planejado pela própria célula, que reconhece sinais de dano ou disfunção e inicia sua autodestruição de forma controlada, evitando danos ao tecido circundante.
O desenvolvimento e progressão dos tumores estão geralmente relacionados com alterações nos reguladores do ciclo celular. Quando proteínas que controlam a divisão celular, como ciclinas, quinases dependentes de ciclinas (CDKs) ou genes supressores de tumor, sofrem mutações ou disfunções, a célula pode proliferar de maneira descontrolada. Essas alterações permitem que células com danos no DNA continuem se dividindo, contribuindo para o crescimento e a agressividade do tumor.
A instabilidade genômica é uma característica evolutiva do câncer porque aumenta a taxa de mutações e rearranjos cromossômicos, fornecendo diversidade genética para que células tumorais se adaptem a diferentes condições, resistam a tratamentos ou adquiram vantagens proliferativas. Esse processo contínuo de alteração genética favorece a seleção de clones celulares mais agressivos, acelerando a progressão da doença e tornando o câncer mais complexo e difícil de tratar.

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