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Prova Impressa
GABARITO | Avaliação III - Desafio Profissional - Individual
(Cod.:1598884)
Peso da Avaliação 3,00
Prova 112699121
Qtd. de Questões 1
Nota 10,00
DESAFIO PROFISSIONAL DE CIDADANIA E PROTAGONISMO SOCIAL 
Esta é a descrição do seu Desafio Profissional. Para que você possa desenvolver sua atividade e 
chegar à conclusão desta avaliação, é preciso baixar e salvar o Template Padrão Único em Word que 
está disponível no link ao final desta descrição. Para baixá-lo, clique em Arquivo > Criar uma cópia > 
Baixar uma cópia. Você só conseguirá editar o template depois de salvá-lo. 
Vamos adiante! Leia com atenção. 
Seja bem-vindo ao Desafio Profissional da Disciplina de Cidadania e Protagonismo Social. Aqui, 
você assume o papel de profissional responsável por analisar a situação, tomar decisões e propor 
soluções. É o momento de aplicar seus conhecimentos de forma prática e mostrar como lidaria com 
um desafio real.
ETAPA 1 - Apresentação do Desafio Profissional.
A Cooperativa Raízes do Vale, atua na produção de alimentos orgânicos e mantém um discurso 
institucional de valorização da diversidade, justiça social e sustentabilidade humana. Em seus 
materiais de divulgação, a cooperativa afirma promover igualdade de oportunidades, incentivar a 
participação de mulheres, jovens, pessoas com deficiência (PCDs) e comunidades tradicionais, além 
de defender uma cultura inclusiva.
No entanto, relatos internos mostram que a prática cotidiana não acompanha o discurso. A cooperativa 
possui 143 cooperados, mas apenas 12 são mulheres, sendo que nenhuma ocupa cargos de liderança. 
Há apenas um cooperado jovem no conselho administrativo, e a participação de pessoas com 
deficiência é inexistente. Além disso, pequenos agricultores de comunidades quilombolas da região 
afirmam não conseguir aderir ao modelo da cooperativa, alegando falta de acessibilidade no processo, 
comunicação excludente e ausência de diálogo intercultural.
Em uma reunião recente, a cooperativa debateu a possibilidade de criar um programa de inclusão e 
protagonismo social, mas enfrentou resistência de alguns membros mais antigos, que enxergam essas 
pautas como “assunto de grandes empresas” e não como responsabilidade comunitária. Outros 
acreditam que a cooperativa já é diversa “por natureza”, por operar com agricultura familiar. 
Paralelamente, um grupo de jovens cooperados argumenta que a falta de diversidade impacta 
diretamente na inovação, na representatividade e na legitimidade social da instituição.
Diante desse cenário, você foi convidado como Consultor em Cidadania e Inclusão Social para 
analisar a situação e apresentar propostas. 
PERGUNTA-PROBLEMA CENTRAL
Como a Cooperativa Raízes do Vale pode fortalecer a coerência entre discurso e prática, promovendo 
cidadania ativa, diversidade e protagonismo social entre seus membros e comunidades do entorno?
Sua missão é:
Analisar a coerência entre o discurso institucional e as práticas da cooperativa.
Identificar barreiras de participação e inclusão presentes no caso.
Avaliar os impactos sociais da falta de diversidade.
Propor estratégias de promoção de cidadania ativa e protagonismo social, fundamentadas nos 
conceitos da disciplina.
ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o Desafio Profissional.
- Livro da disciplina: CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e protagonismo social. 
Florianópolis: Arqué, 2023.
Acesse em: trilha de aprendizagem da disciplina. Disponível para ser baixado em PDF.
- Artigo: Diversidade como direito fundamental e seu papel no desenvolvimento sustentável.
Acesse em: https://e-revista.unioeste.br/index.php/csaemrevista/article/view/31896?utm_source 
 VOLTAR
A+Aumentar, Fonte
Alterar modo de visualização
1
https://e-revista.unioeste.br/index.php/csaemrevista/article/view/31896?utm_source%20
Observação: no menu à direita, alterar o idioma para português (se preferir), e depois, baixar o 
arquivo em PDF para leitura do artigo. O artigo apresenta conceitos teóricos sólidos para explicar por 
que inclusão não é apenas ética, mas estratégica para o desenvolvimento social.
- Vídeo: O que é cidadania? 
Acesse em: https://youtu.be/xF0JJ-fosys 
O vídeo explica o conceito de cidadania e sua relação com a participação social.
- Repositório: O Ipea e a Diversidade Social: em busca de um caminho de inclusão, equidade, 
respeito e acessibilidade
Acesse em: https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/f7ed5539-7938-4408-b53b-
403597852408 
Observação: clique no link de arquivos, no menu à esquerda, para baixar a publicação. A publicação 
apresenta análises e reflexões sobre políticas de inclusão, diversidade e acessibilidade no Brasil.
 - Estatuto da Igualdade Racial (Lei nº 12.288/2010).
Acesse em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm 
O estatuto oferece base legal para compreender direitos, políticas de promoção da igualdade e 
combate à discriminação racial.
 
ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no Template Padrão Único).
ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio Profissional (preencher no Template 
Padrão Único).
ETAPA 5 - ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial Analítico (preencher no 
Template Padrão Único e, após a finalização, copiar e colar no campo de resposta a seguir).
Chegou a hora de transformar todo o seu percurso investigativo em um texto claro, bem estruturado e 
objetivo. Você deverá desenvolver um Memorial Analítico. Ele será o produto final do Desafio 
Profissional, que será avaliado com nota de zero a dez e terá peso três na média final da disciplina de 
Cidadania e Protagonismo Social. 
Lembre-se: para baixar o Template Padrão Único do Desafio Profissional, clique no link a 
seguir e siga o passo a passo: clique em Arquivo > Criar uma cópia > Baixar uma cópia. Você só 
conseguirá editar o template depois de salvá-lo.
Bons estudos!
Fonte: CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e protagonismo social. Florianópolis: Arqué, 
2023.
LINK DO TEMPLATE PADRÃO ÚNICO
Resposta esperada
· Resumo do que você descobriu (1 parágrafo) – vale 1 ponto 
O estudante precisa resumir em até um parágrafo o que ele descobriu. Ao analisar o desafio
profissional da Cooperativa Raízes do Vale, foi possível identificar uma incoerência significativa
entre o discurso institucional de valorização da diversidade, justiça social e inclusão e as práticas
efetivamente adotadas pela cooperativa. Embora a organização afirme promover igualdade de
oportunidades, observa-se baixa participação de mulheres em cargos de liderança, ausência de
pessoas com deficiência, participação limitada de jovens nos espaços decisórios e exclusão de
agricultores quilombolas devido a barreiras de acessibilidade, comunicação e diálogo
intercultural. Esses fatores evidenciam que a diversidade declarada não se traduz em cidadania
ativa nem em protagonismo social, comprometendo a legitimidade social e o impacto
comunitário da cooperativa.
· Contextualização do desafio (1 parágrafo): Quem? Onde? Qual a situação? – vale 0,5
ponto 
O estudante precisa contextualizar o desafio. O desafio ocorre na Cooperativa Raízes do Vale,
uma organização comunitária voltada à produção de alimentos orgânicos, que atua junto a
agricultores familiares e comunidades do entorno. Apesar de seu posicionamento institucional
alinhado a valores de inclusão e sustentabilidade humana, relatos internos e externos indicam
práticas excludentes e baixa representatividade social. Diante de questionamentos internos e da
pressão de jovens cooperados, a cooperativa avalia a criação de um programa de inclusão e
protagonismo social, mas enfrenta resistência de membros mais antigos, que não reconhecem a
diversidade como uma responsabilidade coletiva. Nesse contexto, o desafio consiste em analisar
criticamente a situação e propor estratégias coerentes com os princípios da cidadania e do
protagonismo social.
https://youtu.be/xF0JJ-fosys%20
https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/f7ed5539-7938-4408-b53b-403597852408https://repositorio.ipea.gov.br/entities/publication/f7ed5539-7938-4408-b53b-403597852408
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2010/Lei/L12288.htm
https://www.uniasselvi.com.br/extranet/o-2.0/download/arqu_download.php?link=549786&CID=8b3d6a5a-01cd-90fb-e179-043b39b57f86
· Análise (1 parágrafo): use de 2 a 3 conceitos da disciplina, mostrando como eles
explicam a situação. Dê exemplos diretos e contextualizados – vale 2 pontos 
O estudante precisa usar conceitos da disciplina para explicar a situação. A situação apresentada
pode ser compreendida a partir dos conceitos de cidadania ativa, protagonismo social e justiça
social, discutidos na disciplina. A cidadania, conforme abordado no livro-base, não deve ser
entendida de forma passiva, restrita ao pertencimento formal a uma organização, mas como
participação efetiva nos processos decisórios e na construção coletiva da vida social. A baixa
presença de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades quilombolas nos espaços
de participação da cooperativa revela a negação dessa cidadania ativa. Além disso, a ausência de
protagonismo social desses grupos limita a diversidade de perspectivas e enfraquece a função
social da cooperativa, que deveria atuar como espaço democrático, inclusivo e transformador no
território em que está inserida.
· Propostas de solução (até 2 parágrafos): o que você recomenda? Por quê? Qual teoria
apoia sua ideia? – vale 3 pontos 
O estudante deverá propor uma solução. Como estratégia inicial, recomenda-se a criação de um
Programa Estruturado de Inclusão e Protagonismo Social, com diretrizes claras voltadas à
ampliação da participação de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e representantes de
comunidades tradicionais nos espaços decisórios da cooperativa. Essa proposta se fundamenta no
conceito de cidadania ativa, que pressupõe o acesso equitativo às oportunidades de participação e
poder, bem como no princípio da justiça social, que busca corrigir desigualdades históricas por
meio de ações intencionais e planejadas.
Além disso, é fundamental promover ações de formação cidadã e sensibilização interna,
envolvendo todos os cooperados, especialmente os membros mais antigos, para fortalecer a
compreensão de que diversidade e inclusão não são pautas exclusivas de grandes empresas, mas
responsabilidades coletivas. O estímulo ao diálogo intercultural, a revisão dos processos de
adesão à cooperativa e a adaptação da comunicação institucional são medidas alinhadas ao
protagonismo social, pois reconhecem os sujeitos como agentes ativos da transformação social e
não apenas como beneficiários passivos das decisões organizacionais.
· Conclusão reflexiva (até 2 parágrafos): O que você aprendeu com essa experiência? –
vale 2 pontos 
O estudante precisa chegar a uma conclusão. A análise deste desafio evidencia que a promoção
da cidadania e do protagonismo social exige mais do que discursos institucionais bem
elaborados; ela demanda práticas concretas, coerentes e intencionalmente inclusivas. A falta de
diversidade nos espaços de decisão da cooperativa demonstra como a exclusão pode se perpetuar
mesmo em organizações que se autodeclaram comprometidas com a justiça social. Compreender
essa contradição permite reconhecer a importância de alinhar valores, ações e estruturas
organizacionais.
Além disso, o desafio contribuiu para ampliar a compreensão de que a cidadania se constrói no
cotidiano das relações sociais, especialmente em espaços comunitários como cooperativas. A
aplicação dos conceitos teóricos estudados na disciplina possibilitou analisar criticamente a
realidade e propor soluções viáveis, reforçando que o protagonismo social é um elemento
essencial para o fortalecimento democrático, a inovação social e a legitimidade das organizações
perante a sociedade.
· Referências (somente o que você realmente usou, incluindo o livro) – vale 0,5 ponto 
O estudante deve indicar as referências que utilizou. Neste caso, utilizou-se:
CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e Protagonismo Social. Florianópolis: Arqué,
2023.
BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial.
· Autoavaliação (1 parágrafo): o que você percebeu sobre seu próprio processo de
estudo? – vale 1 ponto
O estudante deverá escrever a sua percepção sobre o processo de aprendizagem. Aqui, tudo
o que o estudante escrever deverá ser considerado correto. Ele poderá descrever que sua
experiência foi positiva e que aprendeu muito, poderá descrever que sua experiência foi
ruim e que não conseguiu aprender muito, poderá descrever que sua experiência foi neutra
pois já conhecia o conteúdo. 
Neste caso, por exemplo, além disso, o aluno poderá dizer que: ao desenvolver este desafio
profissional, percebi que o estudo dos conceitos de cidadania e protagonismo social ampliou
significativamente minha capacidade de análise crítica sobre organizações e práticas sociais. A
atividade contribuiu para relacionar teoria e prática, mostrando que a cidadania vai além do
conhecimento de direitos e deveres, envolvendo participação, responsabilidade coletiva e
compromisso com a transformação social. Esse processo fortaleceu minha compreensão sobre o
papel do profissional como agente ativo na promoção da inclusão e da justiça social.
Assim, a resposta esperada é: 
Ao analisar o desafio profissional da Cooperativa Raízes do Vale, foi possível identificar uma
incoerência significativa entre o discurso institucional de valorização da diversidade, justiça
social e inclusão e as práticas efetivamente adotadas pela cooperativa. Embora a organização
afirme promover igualdade de oportunidades, observa-se baixa participação de mulheres em
cargos de liderança, ausência de pessoas com deficiência, participação limitada de jovens nos
espaços decisórios e exclusão de agricultores quilombolas devido a barreiras de acessibilidade,
comunicação e diálogo intercultural. Esses fatores evidenciam que a diversidade declarada não se
traduz em cidadania ativa nem em protagonismo social, comprometendo a legitimidade social e o
impacto comunitário da cooperativa.
O desafio ocorre na Cooperativa Raízes do Vale, uma organização comunitária voltada à
produção de alimentos orgânicos, que atua junto a agricultores familiares e comunidades do
entorno. Apesar de seu posicionamento institucional alinhado a valores de inclusão e
sustentabilidade humana, relatos internos e externos indicam práticas excludentes e baixa
representatividade social. Diante de questionamentos internos e da pressão de jovens cooperados,
a cooperativa avalia a criação de um programa de inclusão e protagonismo social, mas enfrenta
resistência de membros mais antigos, que não reconhecem a diversidade como uma
responsabilidade coletiva. Nesse contexto, o desafio consiste em analisar criticamente a situação
e propor estratégias coerentes com os princípios da cidadania e do protagonismo social.
A situação apresentada pode ser compreendida a partir dos conceitos de cidadania ativa,
protagonismo social e justiça social, discutidos na disciplina. A cidadania, conforme abordado no
livro-base, não deve ser entendida de forma passiva, restrita ao pertencimento formal a uma
organização, mas como participação efetiva nos processos decisórios e na construção coletiva da
vida social. A baixa presença de mulheres, jovens, pessoas com deficiência e comunidades
quilombolas nos espaços de participação da cooperativa revela a negação dessa cidadania ativa.
Além disso, a ausência de protagonismo social desses grupos limita a diversidade de perspectivas
e enfraquece a função social da cooperativa, que deveria atuar como espaço democrático,
inclusivo e transformador no território em que está inserida.
Como estratégia inicial, recomenda-se a criação de um Programa Estruturado de Inclusão e
Protagonismo Social, com diretrizes claras voltadas à ampliação da participação de mulheres,
jovens, pessoas com deficiência e representantes de comunidades tradicionais nos espaços
decisórios da cooperativa.Essa proposta se fundamenta no conceito de cidadania ativa, que
pressupõe o acesso equitativo às oportunidades de participação e poder, bem como no princípio
da justiça social, que busca corrigir desigualdades históricas por meio de ações intencionais e
planejadas.
Além disso, é fundamental promover ações de formação cidadã e sensibilização interna,
envolvendo todos os cooperados, especialmente os membros mais antigos, para fortalecer a
compreensão de que diversidade e inclusão não são pautas exclusivas de grandes empresas, mas
responsabilidades coletivas. O estímulo ao diálogo intercultural, a revisão dos processos de
adesão à cooperativa e a adaptação da comunicação institucional são medidas alinhadas ao
protagonismo social, pois reconhecem os sujeitos como agentes ativos da transformação social e
não apenas como beneficiários passivos das decisões organizacionais.
A análise deste desafio evidencia que a promoção da cidadania e do protagonismo social exige
mais do que discursos institucionais bem elaborados; ela demanda práticas concretas, coerentes e
intencionalmente inclusivas. A falta de diversidade nos espaços de decisão da cooperativa
demonstra como a exclusão pode se perpetuar mesmo em organizações que se autodeclaram
comprometidas com a justiça social. Compreender essa contradição permite reconhecer a
importância de alinhar valores, ações e estruturas organizacionais.
Além disso, o desafio contribuiu para ampliar a compreensão de que a cidadania se constrói no
cotidiano das relações sociais, especialmente em espaços comunitários como cooperativas. A
aplicação dos conceitos teóricos estudados na disciplina possibilitou analisar criticamente a
realidade e propor soluções viáveis, reforçando que o protagonismo social é um elemento
essencial para o fortalecimento democrático, a inovação social e a legitimidade das organizações
perante a sociedade.
Referências 
CERQUEIRA, Marcone Costa et al. Cidadania e Protagonismo Social. Florianópolis: Arqué,
2023.
BRASIL. Lei nº 12.288, de 20 de julho de 2010. Estatuto da Igualdade Racial.
No parágrafo referente à autoavaliação, o estudante deverá escrever a sua percepção sobre
o processo de aprendizagem. Aqui, tudo o que o estudante escrever deverá ser considerado
correto.
Minha resposta
Ao longo deste desafio descobri que o principal problema da Cooperativa Raízes do Vale não é a
falta de intenção, mas a falta de coerência entre o que ela proclama e o que ela pratica. Uma
organização pode ter um discurso impecável sobre diversidade e ao mesmo tempo, reproduzir
estruturas que silenciam mulheres, excluem quilombolas e tornam invisíveis pessoas com
deficiência. Compreender isso exigiu ir além dos números e olhar para os processos, a cultura e
as relações de poder que sustentam essa contradição. A Cooperativa Raízes do Vale é uma
organização de produção de alimentos orgânicos com 143 cooperados, localizada em uma região
com presença de comunidades quilombolas. Apesar de seu discurso institucional de inclusão e
justiça social, apenas 12 mulheres integram o quadro, nenhuma em posição de liderança, não há
cooperados com deficiência e agricultores quilombolas relatam barreiras concretas para aderir. O
desafio central é justamente esse: transformar um discurso bonito em prática real. Três conceitos
foram fundamentais para compreender a situação. O primeiro é o de coerência institucional: a
cooperativa comunica valores que não se refletem em seus dados, o que gera descrédito externo e
desmotivação interna. O segundo é o de cidadania ativa conceito trabalhado por Cerqueira et al.
(2023), que nos lembra que participar formalmente de uma organização não equivale a exercer
cidadania de verdade para isso, é preciso ter voz, vez e poder de decisão. O terceiro é o de
barreiras estruturais: os quilombolas não estão fora da cooperativa por desinteresse, mas porque
os processos, a linguagem e a cultura organizacional foram construídos sem considerá-los.
Quando membros antigos dizem que inclusão "é assunto de grandes empresas", estão sem
perceber, naturalizando essas barreiras. A primeira proposta é a criação de um Programa de
Protagonismo e Diversidade com metas mensuráveis: percentual mínimo de mulheres em cargos
de liderança, processo de adesão adaptado para PCDs e comunidades quilombolas, e assembleias
em formatos acessíveis. Aqui o conceito de equidade é essencial não basta oferecer as mesmas
condições a todos quando os pontos de partida são diferentes. Mediadores culturais e materiais
em linguagem simples e visual são medidas concretas que a teoria intercultural aponta como
indispensáveis para alcançar quem historicamente foi deixado de fora. A segunda proposta é
investir em formação interna sobre diversidade e protagonismo social, especialmente para os
membros mais antigos. Não como imposição, mas como diálogo, mostrar com dados que
organizações mais diversas tomam decisões melhores e são mais resilientes. O argumento dos
jovens cooperados já aponta esse caminho e a teoria da diversidade institucional confirma que
representatividade nos espaços de poder não é pauta identitária, é estratégia de desenvolvimento.
Este desafio me mostrou que inclusão real exige desconforto. É fácil assinar um documento
bonito o difícil é revisar processos, abrir mão de privilégios e escutar quem sempre foi
silenciado. A Cooperativa Raízes do Vale tem algo valioso: um grupo de jovens que já enxerga o
problema e quer mudar. Esse é o ponto de partida mais honesto que uma organização pode ter.
Aprendi também que teoria sem prática é ornamento e prática sem teoria é improviso. Conectar
conceitos como interseccionalidade e protagonismo social a situações reais me deu ferramentas
para propor soluções que fazem sentido, não apenas soluções que soam bem. CERQUEIRA,
Marcone Costa et al. Cidadania e protagonismo social. Florianópolis: Arqué, 2023. IPEA. O Ipea
e a Diversidade Social: em busca de um caminho de inclusão, equidade, respeito e acessibilidade.
Disponível em: repositorio.ipea.gov.br BRASIL. Lei nº 12.288/2010 – Estatuto da Igualdade
Racial. Disponível em: planalto.gov.br Percebi que minha maior dificuldade foi resistir à tentação
de ficar só na superfície listar problemas sem de fato analisá-los. O processo de montar a "maleta
teórica" a
sidiane_aparecida_martins_sald.pdfClique para baixar sua resposta
Retorno da correção
"Prezada(o) acadêmica(o),
Reforçamos que o template deve sempre ser anexado à atividade e que o Memorial Analítico
precisa ser inserido diretamente na caixa de resposta, conforme as orientações disponibilizadas.
Solicitamos sua atenção a esse procedimento sempre que realizar a submissão da atividade,
garantindo assim a correta avaliação."
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