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#FAZQUESTÃO 
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INTRODUÇÃO AO DIREITO ADMINISTRATIVO 
CONCEITO DE ESTADO 
“Estado” é a junção INDISSOCIÁVEL de POVO, TERRITÓRIO e GOVERNO 
SOBERANO. Ou seja, seu conceito se refere a organização político-administrativa de 
determinado território. Sendo o conjunto de ordenamentos jurídicos que regem 
determinada população. 
 
O Estado também detém AUTONOMIA POLÍTICA, estendido à todas as unidades 
federativas (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) sendo todos estes de 
DIREITO PÚBLICO. Razões pelas quais são chamadas de PESSOAS POLÍTICAS 
 
EXPLICANDO – Autonomia Política se refere à capacidade do estado de 
tomar suas próprias decisões, exprimindo sua vontade, por meio do processo 
político vigente neste estado 
 
PERCEBA – O estado é um ente PERSONALIZADO, ou seja, possuí 
personalidade jurídica própria 
 
EM RESUMO - Estado é uma instituição de DIREITO PÚBLICO organizada 
Política, Social e Juridicamente 
ESTADO DE DIREITO 
O conceito de “Estado de Direito” preceitua que o estado que INSTITUI a lei, 
TAMBÉM está atrelado a esta lei! Sendo assim, o estado de direito é composto de três 
pilares: 
 
 TRIPARTIÇÃO DOS PODERES 
 
 UNIVERSALIDADE DA JURISDIÇÃO 
 
 GENERALIZAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE 
 
PERCEBA - Em um estado de direito prevalecem as normas jurídicas 
abstratas e gerais, e não a vontade do governante. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
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Tadeu Vasconcelos
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PODERES DO ESTADO 
Os poderes do estado são divididos em: 
 
 EXECUTIVO 
 
 LEGISLATIVO 
 
 JUDICIÁRIO 
 
IMPORTANTE – Estes poderes devem conviver harmoniosamente, com o 
conceito de FREIOS e CONTRAPESOS. 
 
EXPLICANDO – FREIOS e CONTRAPESOS - O sistema em que os Poderes 
do Estado mutuamente se controlam, não havendo hierarquia entre os poderes 
 
 
ATENÇÃO - Divisão dos poderes trata-se de CLÁUSULA PÉTREA 
FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS 
Cada um dos Poderes do Estado possui suas respectivas funções, ou seja, apesar 
dos Poderes do Estado serem bem definidos e divididos, essa divisão é flexível. Um 
macete para entendimento é: 
 
 FUNÇÃO TÍPICA – O que cada poder “nasceu para fazer” 
 
 FUNÇÃO ATÍPICA – As funções dos outros poderes 
PODER EXECUTIVO 
 FUNÇÃO TÍPICA – Administrar, Executar, Decidir Administrativamente. 
 
 FUNÇÕES ATÍPICAS – JULGAR (Um processo administrativo, por 
exemplo), LEGISLAR (Medidas Provisórias, por exemplo). 
 
IMPORTANTE – Apesar de suas funções atípicas, o poder executivo NÃO 
tem a prerrogativa de criar “coisa julgada” ou “criar lei” 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
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PODER LEGISLATIVO 
 FUNÇÃO TÍPICA – Legislar (Discutir e editais leis) 
 
 FUNÇÃO ATÍPICA – ADMINISTRAR (Mesa diretora de uma assembleia, 
por exemplo), JULGAR (Crimes de Responsabilidade de Autoridades, por 
exemplo). 
 
ATENÇÃO – O Poder Legislativo também não pode criar “coisa julgada” 
PODER JUDICIÁRIO 
 FUNÇÃO TÍPICA – JULGAR (Criando “coisa julgada”) 
 
 FUNÇÃO ATÍPICA – ADMINISTRAR (Processos internos de um TJ, por 
exemplo), LEGISLAR (Regimentos e Regulamentos Internos) 
 
PERCEBA – Siga o “macete”, a típica é o que o poder nasceu para fazer; as 
atípicas são as funções dos outros poderes 
FUNÇÃO POLÍTICA 
Proposta por parte da doutrina, abarcaria atos jurídicos do estado que não se 
encaixam nas outras funções do estado, em situações que o estado versa sobre decisões 
superiores da vida estatal, tais como: 
 
 Sanção e Veto de Lei 
 
 Decretação de Calamidade Pública 
 
 Declaração de Guerra 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
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Tadeu Vasconcelos
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SENTIDOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
ADMINISTRAÇÃO EM SENTIDO AMPLO 
 Abrange os órgãos de governo que exercem função política, e os órgãos e 
pessoas que exercem função meramente administrativa. 
 
EM RESUMO - Sentido AMPLO engloba PESSOAS e ÓRGÃOS POLÍTICOS 
e ADMINISTRATIVOS. 
ADMINISTRAÇÃO EM SENTIDO ESTRITO 
 Inclui APENAS as pessoas e órgãos que fazem uma atividade 
MERAMENTE ADMINISTRATIVA. 
 
ATENÇÃO - A principal diferença é que as pessoas e órgãos políticos não 
estão presentes nesta definição de Administração Pública. 
SENTIDO FORMAL, SUBJETIVO OU ORGÂNICO 
 Conceito muito importante para concursos, basicamente trata das 
PESSOAS e ÓRGÃOS da administração pública. 
 
LEMBRE-SE – O sentido FORMAL, SUBJETIVO ou ORGÂNICO se refere a 
QUEM faz! 
SENTIDO MATERIAL, OBJETIVO OU FUNCIONAL 
 Conceito igualmente importante. Aqui o foco não é QUEM faz, mas sim O 
QUE FAZ! 
 
PERCEBA - Este sentido se refere justamente à ATIVIDADE da 
administração pública 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 
ATIVIDADES 
Sem delongas, a doutrina majoritária preceitua que as quatro tarefas principais são: 
 
 PODER DE POLÍCIA 
 
 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS 
 
 REGULAÇÃO E FOMENTO 
 
 CONTROLE 
 
FIQUE TRANQUILO – Ao longo de nosso curso detalharemos cada uma 
destas tarefas da Administração Pública 
PRINCÍPIOS 
As atividades da Administração Federal obedecerão aos seguintes princípios 
fundamentais: 
 
 PLANEJAMENTO. 
 
 COORDENAÇÃO. 
 
 DESCENTRALIZAÇÃO. 
 
 DELEGAÇÃO DE COMPETÊNCIA. 
 
 CONTROLE. 
 
NÃO CONFUNDA – Estes são os princípios das Atividades da Administração 
e NÃO os princípios constitucionais da Administração Pública 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
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DIREITO PÚBLICO e DIREITO PRIVADO 
 Em AMBOS OS RAMOS (Direito Público e Privado) existe a presença “de 
um em outro” em inúmeras situações. 
 
 Caso relações predominantemente particulares tenham repercussões na 
sociedade, essas situações também serão regidas pelo Direito Público. 
 
 Também existem situações em ramos do direito público que podem ser 
tratadas pelo direito privado. 
 
 O que NÃO existe é alguma relação com o ESTADO que seja 
EXCLUSIVAMENTE regida pelo Direito Privado. 
 
IMPORTANTE – Não existe relação com estado regida EXCLUSIVAMENTE 
pelo Direito Privado 
DIREITO PÚBLICO 
 Objetiva regular os INTERESSES DA SOCIEDADE, relacionando esta e o 
estado. 
 
 Tutela o interesse público 
 
DESIGUALDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS - Superioridade do 
interesse público ao interesse particular 
 
EXEMPLOS - Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito 
Tributário, Direito Penal. 
DIREITO PRIVADO 
 Regula INTERESSES PARTICULARES, objetivando possibilitar um 
convívio harmonioso. 
 
IGUALDADE DAS RELAÇÕES JURÍDICAS – Não há supremacia de um 
interesse sobre o outro 
 
EXEMPLOS - Direito Civil, Direito Comercial, Direito do Trabalho 
 
 
Tadeu Vasconcelos
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Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
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FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
 O Direito Administrativo não tem um código único, por esse motivo trata-se 
de um assunto complexo, disciplinado por muitas normas jurídicas que tem 
de ser “costuradas”. 
 
 Por esse motivo é necessário recorrer a variadas fontes para melhor 
conceituar o direito administrativo. 
 
LEMBRE-SE – O Direito Administrativo NÃO é CODIFICADO! 
FONTES PRIMÁRIAS 
São fontes primárias ou imediatas: 
 
 LEIS 
 
 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
 
 SÚMULAS VINCULANTES* 
 
ATENÇÃO – Alguns doutrinadores trazem como fonte primária, APENAS a 
LEI! Considerando que essa “abarca” a Constituição Federal, que seria a “lei 
magna” 
 
FIQUE LIGADO – Súmulas Vinculantes fazem parte da JURISPRUDÊNCIA, 
que por sua vez é fonte SECUNDÁRIA! Porém é considerada pelo STF como 
FONTE PRIMÁRIA 
FONTES SECUNDÁRIAS 
São fontes secundáriasou mediatas: 
 
 JURISPRUDÊNCIA* 
 
 DOUTRINA 
 
 COSTUMES 
 
EXPLICANDO - JURISPRUDÊNCIA - Conjunto de decisões sobre 
interpretações das leis, realizadas pelos Tribunais de uma determinada jurisdição. 
 
EXPLICANDO - DOUTRINA - Conjunto coerente de ideias fundamentais a 
serem aplicadas. Decorrem da interpretação da norma pelos estudiosos do Direito. 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
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CRITÉRIOS DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
Trata-se de um assunto POUCO cobrado em provas. Raramente aparece uma 
questão sobre o tema, mas é prudente que falemos sobre. São critérios do Direito 
Administrativo: 
 
 CRITÉRIO DO PODER EXECUTIVO – Todo o direito administrativo estaria 
condensado na atuação do Poder Executivo 
 
 CORRENTE LEGALISTA – O direito administrativo resume-se no conjunto 
da legislação administrativa disponível. 
 
 CRITÉRIO DAS RELAÇÕES JURÍDICAS – Define o Direito Administrativo 
como a relação jurídica entre o estado e os particulares 
 
 CRITÉRIO DO SERVIÇO PÚBLICO – O Direito Administrativo tem como 
objetivo normatizar e garantir a prestação de serviços à coletividade. 
 
 CRITÉRIO TELEOLÓGICO OU FINALÍSTICO – O Direito Administrativo 
deve ser conceituado como o conjunto de princípios jurídicos que regula as 
atividades do estado para o cumprimento dos seus bens. 
 
 CRITÉRIO NEGATIVISTA – O Direito Administrativo deve ser conceituado 
por exclusão, ou seja, frente à determinada matéria, se está não pertencer a 
nenhum ramo do direito, se conceitua como Direito Administrativo 
 
ATENÇÃO – Nenhum destes critérios é adotado atualmente pela Doutrina. 
Tratam-se de uma “fotografia” da EVOLUÇÃO do estudo do Direito Administrativo 
pelos estudiosos do direito. 
 
 CRITÉRIO FUNCIONAL – Aceito atualmente pela Doutrina Majoritária, se 
preocupando com a função administrativa exercida, por qualquer poder ou 
por particulares em colaboração. 
 
LEMBRE-SE – O Critério aceito atualmente, pela Doutrina dominante, é o 
Critério Funcional. 
 
DICA – Para fins de prova, atenção nos critérios Teleológico, Executivo e do 
Serviço Público 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
Sublinhado
Tadeu Vasconcelos
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INTERPRETAÇÃO DO DIREITO ADMINISTRATIVO 
O Direito Administrativo é interpretado por três vertentes principais: 
 
 DESIGUALDADE entre ADMINISTRADOR e ADMINISTRADOS 
 
PERCEBA - O interesse público possui SUPREMACIA sobre o interesse 
privado, sempre devendo prevalecer o interesse da coletividade 
 
 PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE 
 
PERCEBA - Os atos exarados pela Administração Pública se PRESUMEM 
legítimos. 
 
OU SEJA - Caso um particular queira questionar um ato da Administração, 
o ÔNUS da PROVA RECAI sobre o PARTICULAR 
 
 NECESSIDADE DE DISCRICIONARIEDADE 
 
EXPLICANDO - Discricionariedade remete à MARGEM DE ESCOLHA que o 
administrador possui, claro que, sempre de forma prevista em lei. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
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SISTEMAS ADMINISTRATIVOS 
Trata-se do regime adotado pelo Estado para o controle dos atos administrativos 
ilegais ou ilegítimos praticados pelo Poder Público em seus vários níveis de governo. Em 
regra, temos dois sistemas, sendo: 
 
 SISTEMA FRANCÊS 
 
 SISTEMA INGLÊS 
SISTEMA FRANCÊS 
 Também chamado de CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO. 
 
 Neste sistema, os atos da administração pública possuem uma 
JURISDIÇÃO PRÓPRIA, excluindo-os da apreciação judicial. 
 
 DUALIDADE DE JURISDIÇÃO - Qual seja, a jurisdição administrativa, 
formada pelos tribunais de natureza administrativa, e a jurisdição comum, 
formada pelos órgãos do Poder Judiciário, com a competência de resolver 
os demais litígios. 
 
PERCEBA – É como se existisse um “Tribunal Próprio” para litígios 
Administrativos. 
SISTEMA INGLÊS 
 Também é chamado de sistema judiciário, da JURISDIÇÃO UNA ou do 
controle judicial 
 
 Todos os litígios, sejam administrativos ou de interesses exclusivamente 
privados, podem ser resolvidos pelo PODER JUDICIÁRIO, que é o único 
capaz de produzir decisões definitivas, com força de coisa julgada. 
 
LEMBRE-SE – O Brasil adota o sistema inglês, ou do NÃO CONTENCIOSO 
administrativo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tadeu Vasconcelos
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