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UC XVII
Profa. Dra. Joyce Mendes Gomes
SP21 FÁRMACOS VASOATIVOS
Receptores Adrenérgicos
Subtipos de 
Receptores 
Adrenérgicos
• alfa 1: ligados 
à proteína Gq.
• alfa 2: ligados 
à proteína Gi.
• beta: ligados à 
proteína Gs.
Katzung; Trevor. In Farmacologia Básica & Clínica, 
AMGH: 13. ed., 2017.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Resumindo, a estimulação de receptores:
- α1: vasoconstrição (na pele, mucosas e vísceras abdominais), midríase e 
aumento da resistência vascular periférica (RVP) e da pressão arterial 
(PA). 
- β1: aumento na frequência e na contratilidade cardíacas.
- β2: vasodilatação (no leito vascular esquelético) e relaxamento dos 
músculos lisos (incluindo dos brônquios).
Usos Clínicos da adrenalina (epinefrina)
• associação com anestésicos locais (prolongamento do efeito anestésico, pois 
promove vasoconstrição em vasos da pele).
• hipotensão severa;
• hipotensão ortostática crônica;
• asma aguda e choque anafilático;Pode também ser usada no choque séptico 
refratário, e cardiogênico, mas nesses dois últimos é dado preferência à dopamina 
(prox. slide).
• parada cardiorrespiratória;
• bradicardia refratária
*A noradrenalina (norepinefrina): usada principalmente no tratamento de choque 
hipovolêmico, pois aumenta a resistência vascular e, assim, aumenta a PA. É preferida 
nesse tipo de choque porque não tem boa afinidade por receptores beta-2, presentes em 
vasos da musculatura esquelética. Assim, não causa a dilatação de vasos da musculatura 
esquelética que a adrenalina causaria, o que poderia gerar maiores perdas de sangue. A 
NOR pode também ser usada no choque séptico e na hipotensão refratária.
adrenalina e noradrenalina (catecolaminas)
• Também é uma catecolamina. É precursora de NOR.
• Ativa receptores dopaminérgicos e adrenérgicos (alfa e beta, principalmente β1 em 
baixas doses e α1 em altas). 
• Vantagem em relação à NE e adrenalina: Por ativar receptores dopaminérgicos, 
também dilata as arteríolas renais e esplâncnicas (aumentando o fluxo sanguíneo 
para os rins e para outras vísceras). O aumento do fluxo sanguíneo renal aumenta a 
velocidade de filtração glomerular e causa diurese. Nesse aspecto, a dopamina é muito 
superior à norepinefrina, que reduz o suprimento de sangue aos rins e pode causar 
colapso renal. 
- 0,5 a 2 mg/Kg/min: age mais nos receptores dopaminérgicos o que gera a 
vasodilatação renal, encefálica, mesentérica e coronárias, aumento do débito urinário, sem 
alterações na FC e PA. 
- 2 a 10 mg/kg/min: estimula os receptores β1: aumento do débito cardíaco. β2: 
diminui resistência vascular.
- > 10 mg/kg/min: receptores α1: vasoconstrição sistêmica, aumento da RVP, 
aumento da PA; abolição dos efeitos vasodilatadores renais e mesentéricos. 
dopamina
Usos Clínicos da DA
• fármaco de escolha no choque cardiogênico e séptico em 
baixas doses e infusão contínua;
• insuficiência cardíaca congestiva grave, pois aumenta DC;
• hipotensão.
EA: Semelhantes aos da estimulação simpática, mas lembrar 
que não cruza BHE. Náuseas, hipertensão, taquicardia, arritmia, 
vasoconstrição excessiva e necrose local. Mas por ser 
rapidamente metabolizada, EA desaparecem logo.
• Agonista principalmente de receptores beta-1-adrenérgicos (aumenta a 
contratilidade e a frequência cardíaca), com efeito mínimo em alfa e beta-2.
• Indicações Clínicas: Insuficiência cardíaca descompensada, choque 
cardiogênico, suporte inotrópico em cirurgia cardíaca.
• Efeitos Colaterais: Taquicardia, arritmias, isquemia miocárdica, hipertensão.
dobutamina
• Inibe a fosfodiesterase-3 (PDE-3), o que aumenta o AMP cíclico, resultando em 
aumento da contratilidade cardíaca e vasodilatação.
• Indicações Clínicas**: Insuficiência cardíaca grave, falência de bombas mecânicas, 
suporte inotrópico pós-operatório.
• Efeitos Colaterais: Hipotensão, arritmias ventriculares, trombocitopenia, 
hepatotoxicidade.
milrinona
● Agonista de receptores V1 (vasoconstrição) e V2 (retenção de água nos rins).
● Efeitos Colaterais: Hipertensão, hiponatremia, isquemia tecidual, arritmias, 
broncoespasmo.
● Indicações Clínicas: Choque séptico refratário a catecolaminas, parada cardíaca, 
controle de sangramentos por varizes esofágicas.
vasopressina
Farmacocinética das Catecolaminas 
• Via oral - não apresentam eficácia (devido ao rápido 
metabolismo pelas enzimas MAO (fígado e intestino) e 
COMT (intestino).
• Via subcutânea - absorção lenta devido a vasoconstrição.
• Via intramuscular - absorção relativamente rápida.
• Emergência - via intravenosa.
Reações Adversas às Catecolaminas 
• ansiedade/agitação/medo
• cefaleia
• tremor
• palpitação
• hemorragia encefálica
• arritmias cardíacas
• angina
Contraindicação
• hipertireoidismo não controlado (esses pacientes têm produção 
aumentada de receptores adrenérgicos nos vasos).
Risco de Reações Adversas Severas
• hipertensão não controlada;
• angina de peito instável ou não tratada;
• AVC nos últimos 3-6 meses;
• arritmias cardíacas não controladas;
• insuficiência cardíaca não controlada.
 Limitações para o Uso
SP22 ANTI-HIPERLIPÊMICOS
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Estatinas
MEA: 
• inibição da HMG-CoA 
redutase, que catalisa a 
conversão de HMG-CoA a 
ácido mevalônico, que 
posteriormente, seria 
convertido em colesterol. 
• A diminuição da síntese de 
colesterol suprarregula a 
síntese do receptor de LDL, 
aumentando a remoção de 
LDL do plasma para os 
hepatócitos. 
• Assim, o principal efeito das 
estatinas é reduzir o LDL 
plasmático. 
• Também há certa redução de 
TG plasmáticos e aumento do 
HDL.
Estatinas
Inibidores competitivos específicos e reversíveis: sinvastatina e 
lovastatina.
Inibidores de ação prolongada: rosuvastatina e atorvastatina.
EA: São bem toleradas, mas pode ocorrer mialgia, desconforto GI, 
elevação das concentrações plasmáticas de enzimas hepáticas, insônia e 
rash cutâneo. Também angioedema e miosite, com evolução para 
rabdomiólise (mais frequente em pacientes com hipotireoidismo não 
controlado e/ou baixa massa corporal magra).
● fibratos ativam: receptores ativados pelo 
proliferador de peroxissomo (RAPPs) são 
membros da família de receptores nucleares que 
regulam o metabolismo lipídico. 
● Os RAPPs funcionam como fatores de 
transcrição ativados pelo ligante. São ativados 
ao ligarem os seus ligandos naturais (ácidos 
graxos ou eicosanoides) ou a anti-hiperlipêmicos. 
● Então, eles ligam a elementos de resposta 
proliferador de peroxissoma, o que finalmente 
leva à diminuição da concentração de 
triglicerídeos por meio do aumento da 
expressão da lipoproteína lipase e diminuindo a 
concentração de apo CII. 
● O fenofibrato é mais eficaz do que a genfibrozila 
na redução dos níveis de triglicerídeos. 
● Os fibratos também aumentam o nível de HDL-C 
pelo aumento da expressão de apo AI e apo AII.
Fibratos
Fibratos: ciprofibrato, genfibrozila, fenofibrato, clofibrato.
Reduzem o VLDL circulante e, portanto, os triglicerídeos, com redução modesta (cerca de 10%) do LDL e 
aumento (cerca de 10%) do HDL.
Mecanismo: agonistas de receptores PPARα. Principais efeitos: 
- aumento da transcrição dos genes de lipoproteína lipase, apoA1 e apoA5.
- aumento da captação hepática de LDL.
*fenofibrato: também é uricosúrico.
Em outra fonte, o seguinte MEA: 
● O PPARα (ou RAPPs) se localiza, principalmente, no fígado e tecido adiposo marrom. Também 
está presente em menor quantidade nos rins, coração e músculo esquelético. 
● São receptores nucleares e regulam o metabolismo lipídico. 
● Funcionam como fatores de transcrição ativados por ligantes (ácidos graxos, eicosanoides e fibratos)
● Uma vez ativado, o PPARα estimula a:
- síntese da enzima lipase de lipoproteína (LPL: responsável pela hidrólise de triglicerídeos do 
quilomícron e da VLDL). 
- oxidação de ácidos graxos para serem utilizados como fonte de energia. 
A partir dessahidrólise de triglicerídeos libera-se ácido graxo, que será oxidado e utilizado como fonte 
de energia.
Juntamente com o aumento da síntese de LPL, há diminuição da expressão da apoC-III, sinalizando que 
existe maior depuração hepática de VLDL, o que diminui os níveis de VLDL e, consequentemente, LDL.
Além disso, pela estimulação do PPARα: aumento dos níveis de HDL, devido ao aumento da expressão de 
apoA-I e apoA-II: apoproteínas que formam o HDL.
Fibratos
EA: principalmente GI, mas também pode ocorrer prurido, rash cutâneo, 
miopatia (condição que gera dor muscular e fraqueza) e rabdomiólise 
(incomum, mas grave, ocorre destruição muscular extensa, liberando grandes 
quantidades de mioglobina na corrente sanguínea, o que pode causar 
insuficiência renal aguda). 
*Devem ser evitados em pacientes alcoólatras (pois embora tenham 
predisposição a hipertrigliceridemia, têm risco de rabdomiólise) e em 
pacientes renais.
*Desaconselhada a associação, principalmente do fibrato genfibrozila, com 
estatinas: aumento do risco de miopatia e rabdomiólise.
FARMACOLOGIA DOS
 ANTI-HIPERTENSIVOS
PRESSÃO ARTERIAL
(FC x VS)
PA = DC x RVP
PA: pressão arterial
DC: débito cardíaco
RVP: resistência vascular periférica (arteríolas)
FC: frequência cardíaca
VS: volume sistólico
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Controle da Pressão Arterial
Katzung; Trevor. In Farmacologia Básica & 
Clínica, AMGH: 13. ed., 2017.
Barorreceptores: receptores de estiramento
Katzung; Trevor. In Farmacologia Básica & 
Clínica, AMGH: 13. ed., 2017.
Barorreflexo Postural
• Neurônios simpáticos centrais são tonicamente ativos. 
• Mas a ativação dos barorreceptores INIBE a DESCARGA SIMPÁTICA 
CENTRAL.
• Já a queda da pressão, diminui a ativação dos barorreceptores, o que libera a 
ativação dos neurônios simpáticos centrais. Katzung; Trevor. In Farmacologia Básica & 
Clínica, AMGH: 13. ed., 2017.
ECA
Resposta Renal à Redução da Pressão Arterial: 
SISTEMA Renina-Angiotensina-Aldosterona
Angiotensin III
● A queda da PA leva à diminuição da pressão de perfusão 
renal. 
● Isso estimula as células justaglomerulares nas arteríolas 
aferentes renais a liberarem renina.
● O estímulo à liberação de renina também pode se dar 
pelo aumento da atividade simpática (ativação de β1).
Aldosterona
Tortora & Derrickson. Princípios de Anatomia e 
Fisiologia. 14. ed. Guanabara Koogan, 2019.
• Aldosterona: principal mineralocorticoide que:
- Regula a homeostasia de 2 íons minerais: aumenta a reabsorção 
de sódio (Na+) e a secreção de potássio (K+);
- Ajuda a ajustar a PA e o volume de sangue (aumenta, devido 
à retenção de sódio e, consequentemente, de água por osmose);
- Promove a excreção de H+ na urina: ajudando a evitar a 
acidose (pH abaixo de 7,35).
Tortora & Derrickson. Princípios de Anatomia e 
Fisiologia. 14. ed. Guanabara Koogan, 2019.
Controle da Secreção de Aldosterona
angiotensinogênio
• A via Renina-Angiotensina-Aldosterona (RAA) controla a secreção de 
aldosterona.
1) Desidratação, deficiência de Na+ e hemorragia são estímulos que iniciam a via da 
renina-angiotensina-aldosterona.
2) Essas condições promovem a diminuição do volume sanguíneo.
3) O volume sanguíneo reduzido promove a queda da pressão arterial.
4) A PA mais baixa estimula certas células renais, as células justaglomerulares, a 
secretar a enzima renina.
5) O nível de renina no sangue sobe.
6) A renina converte a angiotensinogênio, uma proteína plasmática produzida pelo 
fígado, em angiotensina I.
7) O sangue contendo níveis mais altos de angiotensina I circula pelo corpo.
8) Conforme o sangue flui pelos capilares, sobretudo dos pulmões, a enzima 
conversora de angiotensina (ECA) converte angiotensina I no hormônio 
angiotensina II.
9) O nível sanguíneo de angiotensina II sobe.
Controle da Secreção de Aldosterona
10) A angiotensina II estimula o córtex da glândula suprarrenal a secretar 
aldosterona.
11) Sangue contendo níveis mais elevados de aldosterona circula para os rins.
12) Nos rins, a aldosterona aumenta a reabsorção de Na+, que, por sua vez, 
promove a reabsorção de água por osmose. Em consequência disso, perde-se 
menos água na urina. A aldosterona também estimula os rins a intensificarem a 
secreção de K+ e H+ na urina.
13) Com a reabsorção mais intensa de água pelos rins, o volume de sangue 
aumenta.
14) Na medida em que o volume de sangue aumenta, a PA se eleva ao normal.
15) A angiotensina II também estimula a contração da musculatura lisa das 
paredes das arteríolas, o que aumenta a pressão sanguínea, ajudando a elevar a 
pressão de volta ao normal.
16) Além da angiotensina II, um segundo fator que estimula a secreção de 
aldosterona é uma concentração maior de K+ no sangue (ou líquido intersticial). A 
diminuição no nível sanguíneo de K+ produz o efeito oposto.
Controle da Secreção de Aldosterona
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
1. Fármacos Simpatolíticos
- De ação central (agonistas α2); 
- Antagonistas α1
 - Antagonistas β.
2. Vasodilatadores
- Diretos;
- Antagonistas de canais de cálcio.
3. Inibidores da Enzima Conversora da Angiotensina (ECA)
4. Antagonistas de Angiotensina II
5. Diuréticos 
- De Alça, 
- Tiazídicos
- Poupadores de K+
 Classes de Anti-hipertensivos 
1. FÁRMACOS 
SIMPATOLÍTICOS
MAO
EFEITOS BIOLÓGICOS: REDUÇÃO DA DESCARGA SIMPÁTICA = DIMINUIÇÃO DA RVP E DC 
β
Difusão
recaptação 
neuronial
α2
-
NA
α1
1A) Simpatolíticos de Ação Central (CENTRO 
VASOMOTOR): Agonistas de receptores α2
Ex: metildopa*, clonidina 
(agonistas α2 - o que inibe o 
disparo do neurônio pré)
Efeitos Colaterais (EC):
• sedação; 
• cansaço mental;
• distúrbios do sono; 
• inibição/retardo da ejaculação;
• ginecomastia e galactorreia.
Advertência: o tratamento com clonidina não pode ser 
interrompido abruptamente – risco de aumento descontrolado da 
PA.
*metildopa é um dos únicos anti-hipertensivos que pode ser usado 
por gestantes.
Ex: prazosina, terazosina, doxazosina.
Mecanismo de Ação
• antagonistas α1 (receptores presentes nos vasos);
• redução da resistência periférica, por dilatação de vasos de 
resistência e capacitância.
1B) Simpatolíticos - Antagonistas α1
Uso Terapêutico
• Geralmente em associação com diuréticos ou outros 
anti-hipertensivos:
Principais EC
• retenção de sódio e água (por isso associar a diurético);
• fenômeno de primeira dose (hipotensão postural e síncope);
• priapismo, retardo na ejaculação, hipotensão postural, 
taquicardia reflexa, cefaleia e tontura.
1B) Simpatolíticos: Antagonistas α1
1C) Simpatolíticos - Antagonistas β
• não seletivo: propranolol* e nadolol.
• β1 seletivo: atenolol*, bisoprolol, esmolol, metoprolol e 
nebivolol.
 
Diminuem:
• DC (frequência e contratilidade cardíaca);
• RVP (inibem a estimulação da liberação de renina).
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
1C) Simpatolíticos - Antagonistas β
Uso: hipertensão leve a moderada. *Impedem a taquicardia reflexa 
causada por vasodilatadores diretos.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Principais EC
• Não seletivos, p. ex. propranolol: 
piora de crise asmática;
• Todos os antagonistas β: redução de 
tolerância ao exercício, hipotensão, 
bradicardia, fadiga, insônia e disfunção 
sexual.
Beta Bloqueadores: Advertências
*Cuidado com pacientes diabéticos pois:
• mascaram os sinais de hipoglicemia (tremores, 
taquicardia e nervosismo);
• diminuem glicogenólise e secreção de glucagon - 
hipoglicemia.
• Nunca interromper abruptamente: pode precipitar 
arritmias cardíacas graves, agravar a angina e/ou 
hipertensão, além de causar síndrome de abstinência 
(nervosismo e taquicardia).
• Se tiverem que ser mantidos durante a gestação, preferir o 
metoprolol.
labetalol e carvedilol: antagonistas α1 e 
β1 e β2
labetalol e o carvedilol: β-bloqueadores, com ações 
α1-bloqueadoras concomitantes que produzemvasodilatação periférica, reduzindo a PA.
• Contrastam com outros β-bloqueadores que produzem 
vasoconstrição periférica inicial e, por isso, são úteis no 
tratamento de pacientes hipertensos, cujo aumento da 
RVP é indesejável. 
Pindolol: agonistas parciais β
pindolol: agonista parcial β1 e β2 
• estimula fracamente os receptores β1 e/ou β2.
• mas inibe a estimulação pelas catecolaminas endógenas 
mais potentes (epinefrina e norepinefrina). 
* Resultado:oral que atua como um inibidor direto da 
trombina (fator IIa), inibindo sua atividade. A trombina é uma enzima crucial 
na cascata de coagulação, responsável pela conversão do fibrinogênio em 
fibrina, que forma a rede de coágulo sanguíneo.
● Assim, ao inibir a trombina, a dabigatrana previne a formação de fibrina, o 
que, por sua vez, reduz a formação de coágulos sanguíneos.
RAMs
● Sangramentos (gengivas, nasal, gastrointestinal, hematomas).
● Anemia (secundária a sangramentos).
● Desconforto gastrointestinal (dor abdominal, dispepsia).
● Elevação de enzimas hepáticas (assintomática).
dabigatrana
● Inibe o fator Xa, enzima central na cascata de coagulação, responsável pela 
conversão da protrombina em trombina. A trombina, por sua vez, transforma o 
fibrinogênio em fibrina, a proteína que forma a base dos coágulos sanguíneos.
Portanto, ao inibir o fator Xa, previne a formação de trombina e, consequentemente a 
transformação do fibrinogênio em fibrina.
RAMs
● Sangramentos (gengivas, nasal, gastrointestinal, hematomas).
● Anemia (secundária a sangramentos).
● Desconforto gastrointestinal (dor abdominal, dispepsia).
● Elevação de enzimas hepáticas (assintomática).
rivaroxabana
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Anti-hemorrágicos
● ácido tranexâmico: inibe a ativação do plasminogênio. Principal RAM: 
trombose.
● sulfato de protamina: cargas positivas interage com a heparina de cargas 
negativas, formando um complexo estável sem atividade anticoagulante. 
Principais RAMs: hipersensibilidade, assim como, dispneia, rubor, bradicardia e 
hipotensão, quando injetada rapidamente.
● Vitamina K1: usada vo. ou iv. para interromper o sangramento causado por 
varfarina.
* resposta à vitamina K é 
lenta, requerendo cerca de 24 
horas para reduzir a INR 
(tempo para sintetizar novos 
fatores de coagulação). Se 
necessária hemostasia 
imediata, transfundir plasma 
congelado fresco.
● O traumatismo físico ao sistema vascular inicia uma série complexa de 
interações entre plaquetas, células endoteliais e a cascata da coagulação.
 
● Essas interações levam à hemostasia ou à interrupção na perda de sangue por 
vasos sanguíneos danificados. 
● Inicialmente, ocorre um vasoespasmo para prevenir perda de sangue 
adicional. 
● Posteriormente, ocorre a formação de tampão de fibrina e plaquetas no local 
da punção.
● A criação de um trombo indesejado envolve várias das mesmas etapas da 
coagulação normal, exceto que o estímulo disparador é uma condição 
patológica no sistema vascular.
Resposta Plaquetária à Lesão Vascular
Resposta Plaquetária à 
Lesão Vascular
A. Plaquetas em Repouso
● Plaquetas: atuam como sentinelas vasculares, monitorando a integridade 
do endotélio. Na ausência de lesão, circulam livremente.
● Mediadores químicos, como prostaciclinas (PGI2) e óxido nítrico, são 
sintetizados pelas células endoteliais intactas e atuam como 
inibidores da aglutinação das plaquetas. 
● As prostaciclinas atuam ligando-se a receptores de membrana 
plaquetários que estão acoplados à síntese de monofosfato cíclico de 
adenosina (AMPc), um mensageiro intracelular. 
● Níveis elevados de AMPc estão associados à diminuição da liberação de 
cálcio do retículo endoplasmático (cálcio intracelular), o que evita a 
aglutinação das plaquetas e a subsequente liberação de fatores de 
agregação plaquetária.
● Células endoteliais lesadas: 
sintetizam menos PGI2 do que 
as saudáveis. Como menos 
AMPc intracelular é sintetizado, 
ocorre a aglutinação das 
plaquetas.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
B. Adesão Plaquetária: quando o endotélio está lesado, as plaquetas 
aderem e praticamente cobrem o colágeno exposto do subendotélio. 
Isso inicia uma série complexa de reações químicas, resultando na 
ativação plaquetária.
C. Ativação Plaquetária: receptores na superfície das plaquetas 
aderentes são ativados pelo colágeno do tecido conectivo subjacente. 
Isso causa alterações morfológicas nas plaquetas e a liberação de 
grânulos contendo mediadores químicos (ADP, TXA2, 5-HT, PAF e 
trombina). Esses sinalizadores se ligam aos receptores na membrana 
externa das plaquetas circulantes vizinhas. Esses receptores funcionam 
como sensores, que são ativados pelos sinais enviados das plaquetas 
aderentes. As plaquetas previamente dormentes se tornam ativadas e 
iniciam a aglutinação. 
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Essas ações são mediadas por 
vários sistemas mensageiros 
que, no final, resultam na 
elevação dos níveis de cálcio 
e na diminuição da 
concentração de AMPc 
dentro da plaqueta.
SP 24
Inibidores (ou Antiagregantes) 
Plaquetários e Trombolíticos
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
D. Aglutinação das Plaquetas: O aumento 
do cálcio citosólico que acompanha a ativação 
decorre da liberação de estoques armazenados 
no interior da plaqueta. Isso leva 1) à 
liberação de grânulos de plaquetas contendo 
mediadores, como ADP e serotonina, que 
ativam outras plaquetas; 2) à ativação da 
síntese de tromboxano A2; e 3) à ativação dos 
receptores de glicoproteínas (GPs) IIb/IIIa 
que ligam fibrinogênio e, finalmente, regulam 
as interações plaquetas-plaquetas e a 
formação do trombo. O fibrinogênio, uma GP 
plasmática solúvel, liga-se simultaneamente 
aos receptores de GP IIb/IIIa de duas 
plaquetas vizinhas, resultando na ligação 
cruzada entre plaquetas e na sua aglutinação. 
Isso leva a uma avalanche de aglutinação 
plaquetária, pois cada plaqueta ativada pode 
recrutar outras plaquetas.
E. Formação do coágulo: A estimulação local da cascata de coagulação pelos 
fatores teciduais liberados dos tecidos lesados e pelos mediadores da superfície das 
plaquetas resulta na formação de trombina (fator IIA), que por sua vez, catalisa a 
hidrólise do fibrinogênio em fibrina, que é incorporada no coágulo. Ligações 
cruzadas subsequentes das tiras de fibrina estabilizam o coágulo e formam um 
tampão fibrina-plaquetas hemostático.
F. Fibrinólise: Durante a formação do tampão, a via 
fibrinolítica é ativada localmente. O plasminogênio é 
processado à plasmina (fibrinolisina) 
enzimaticamente pelos ativadores de plasminogênio 
nos tecidos. A plasmina limita o crescimento do 
coágulo e dissolve a rede de fibrina à medida que 
ocorre a cicatrização.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
● A estimulação das plaquetas (por trombina, colágeno e ADP) resulta na ativação das 
fosfolipases de membrana das plaquetas que liberam ácido araquidônico dos 
fosfolipídeos da membrana. 
● O ácido araquidônico é convertido inicialmente em prostaglandina H2 pela COX-1. A 
prostaglandina H2 é metabolizada a tromboxano A2, que é liberado no plasma. O TXA2 
promove o processo de aglutinação - essencial para a rápida formação do tampão 
hemostático. 
● O ácido acetilsalicílico (AAS) inibe a síntese do 
TXA2 por acetilação do resíduo serina no centro 
ativo da COX-1, inativando irreversivelmente a 
enzima. Isso desloca o equilíbrio dos mediadores 
químicos em favor dos efeitos antiaglutinantes da 
prostaciclina.
● A supressão da TXA2 e a consequente supressão da 
aglutinação das plaquetas pelo AAS persistem por 
toda a vida da plaqueta (7 a 10 dias).
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
AAS
● MEA: Inibem a ligação do ADP aos receptores (P2Y12) nas plaquetas. Isso 
faz com que os níveis de AMPc permaneçam elevados e que menos cálcio seja 
liberado do retículo endoplasmático. Assim, inibem a ativação dos 
receptores de GP IIb/IIIa necessários para que as plaquetas se liguem ao 
fibrinogênio e umas às outras.
● O ticagrelor se liga reversivelmente ao receptor P2Y12.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
clopidogrel, ticlopidina, prasugrel e ticagrelor
● RAMs: podem prolongar o tempo de 
sangramento, para o que não existe antídoto. A 
ticlopidina éassociada com graves reações 
hematológicas que limitam seu uso, como 
agranulocitose, púrpura trombocitopênica 
trombótica (PTT) e anemia aplástica. O 
clopidogrel causa menos RAM, e a incidência de 
neutropenia é menor. Contudo, foi relatada PTT 
como efeito adverso para clopidogrel e prasugrel 
(mas não para ticagrelor).
Mecanismo de ação: 
● inibe receptores GP IIb/IIIa. 
● Assim, bloqueiam a ligação do fibrinogênio e 
do fator de von Willebrand e, 
consequentemente, não acontece a 
aglutinação. 
RAM: principalmente, aumento do tempo de 
sangramento
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
abciximabe, eptifibatida e tirofibana
cilostazol: antiplaquetário de uso oral que tem também atividade vasodilatadora. 
- inibe a fosfodiesterase tipo III, que previne a degradação do AMPc nas 
plaquetas e nos tecidos vasculares, prevenindo aglutinação das plaquetas e 
promovendo vasodilatação. 
- também altera de modo favorável o perfil lipídico, causando diminuição nos TGs 
plasmáticos e aumentando HDL. 
RAMs mais comuns: cefaleia e sintomas GI (diarreia, fezes anormais, dispepsia e 
dor abdominal). Os inibidores da fosfodiesterase tipo III aumentam a mortalidade em 
pacientes com insuficiência cardíaca avançada. Por isso, contraindicado em pacientes 
com IC.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
https://www.researchgate.net/publication/242535858_The_Clinical
_Effects_of_Cilostazol_on_Atherosclerotic_Vascular_Disease
TROMBOLÍTICOS
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
MEA: Atua convertendo plasminogênio em plasmina, 
uma enzima hidrolisa a fibrina, dissolvendo os 
trombos e permitindo a restauração do fluxo sanguíneo.
*Tem baixa afinidade pelo plasminogênio livre no 
plasma, mas ativa rapidamente o plasminogênio que está 
ligado à fibrina em um trombo ou tampão hemostático. 
Assim, a alteplase em doses baixas é considerada seletiva 
para fibrina.
*A dissolução do coágulo e a reperfusão ocorrem com 
maior frequência quando o tratamento é iniciado logo 
após a formação do trombo, pois ele se torna mais 
resistente à lise à medida que envelhece. 
*Um número maior de trombos pode ocorrer enquanto o 
trombo se dissolve, levando a uma maior agregação das 
plaquetas e trombose. Estratégias para evitar essa 
situação: antiplaquetários, como AAS, ou 
anticoagulantes, como heparina.
RAMs: angioedema orolingual
alteplase e tenecteplase
Sistema fibrinolítico. O esquema mostra as interações das vias de coagulação e plaquetária e os pontos para a ação de 
fármacos que modificam esses sistemas.
Ritter J.M. et al. Rang & Dale: Farmacologia. 9. 
ed. Rio de Janeiro: GEN, 2022.
ANTINEOPLÁSICOS
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
daunorrubicina e doxorrubicina
MEA: 
● se inserem entre as bases nitrogenadas do DNA, 
interrompendo a estrutura helicoidal. Isso impede a 
replicação do DNA e a transcrição do RNA, 
interferindo com a síntese de proteínas essenciais 
para a sobrevivência celular;
● geram radicais livres que podem causar:
- peroxidação dos lipídeos de membrana;
- ruptura das fitas de DNA; 
- oxidação direta de bases púricas e pirimídicas, tióis e 
aminas.
● inibem a topoisomerase II, o que leva à formação de 
quebras no DNA,
Reações Adversas:
• cardiotoxicidade dose-dependente e irreversível, 
resultante da geração de radicais livres e da 
peroxidação de lipídeos.
• mielossupressão; náusea, vômito, diarreia, mucosite, 
alopecia, coloração vermelha da urina, fortes vesicantes
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
metotrexato (grupo dos antimetabólitos)
MEA:
inibe a di-hidrofolato redutase (DHFR), enzima que 
converte o ácido fólico na sua forma de coenzima 
ativa, o ácido tetra-hidrofólico (FH4).
Reações Adversas:
náusea, vômito, diarreia, estomatite, urticária, 
alopecia e mielossupressão; 
dose alta: lesão renal.
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
citarabina (grupo dos antimetabólitos)
MEA:
• Atua como antagonista da pirimidina. 
• Entra na célula por transportadores e é fosforilada para formar o nucleotídeo (trifosfato 
de citosina arabinosídeo ou ara-CTP) e ser citotóxica.
• É um inibidor eficaz da DNA-polimerase. 
• O nucleotídeo também é incorporado ao DNA nuclear e pode terminar o 
alongamento da cadeia. 
• Portanto, é específica da fase S (e, assim, ciclo-celular específica).
Reações Adversas: náusea, vômito, diarreia, mielossupressão, hepatotoxicidade; 
toxicidade neurológica, conjuntivite (dose alta).
Alcaloides da Vinca: vimblastina e vincristina
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
MEA:
Sua ligação à proteína microtubular, a tubulina, bloqueia a 
possibilidade da tubulina polimerizar para formar microtúbulos. Em 
vez disso, formam-se aglutinados paracristalinos consistindo de 
dímeros de tubulina e alcaloide. O fuso formado não é funcional, 
paralisa na metáfase e impede a segregação dos cromossomos e a 
proliferação celular.
*injeção IV: efeitos citotóxicos rápidos e à destruição celular. 
Consequentemente: hiperuricemia, devido à oxidação de purinas 
liberadas das moléculas de DNA fragmentadas. 
Efeitos adversos: 
• VX e a VBL: flebites e celulites − se o fármaco extravasa durante 
a injeção. Também causam náusea, êmese, diarreia e alopecia. 
• VBL: mielossupressora mais potente 
• VX: causa mais constipação e neuropatia periférica (parestesias, 
perda de reflexos, falta de tônus para manter o pé na posição e 
ataxia) está associada à VX. 
Whalen, Finkel & Panavelil. Farmacologia 
Ilustrada - 6ª ed. Artmed, 2016.
Referências Bibliográficas
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Hipertensão, Cardiopatia Isquêmica e Insuficiência Cardíaca. In: Golan, D.E.; Tashjian JR, 
A.H.; Armstrong, E.J.; Armstrong, A.W.(Eds.). Princípios de Farmacologia: A base 
fisiopatológica da farmacologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. p. 
440-468.
● Barroso et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020. Arq Bras Cardiol. 
2020.
● Guyton, A.C.; Hall, J.E. O papel dominante dos rins na regulação a longo prazo da pressão 
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HALL: Tratado de Fisiologia Médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p. 216-231.
● Guyton, A.C.; Hall, J.E. Débito cardíaco, retorno venoso e suas regulações. In: GUYTON 
E HALL: Tratado de Fisiologia Médica. 11. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006. p. 
232-245.
● Katzung, B.G.; Trevor, A.J. Farmacologia Básica & Clínica. 13. ed. Porto Alegre: AMGH, 
2017.
● Ritter, J. M. et al. Rang & Dale: Farmacologia. Tradução: Gea textos S. L. 9. ed. Rio de 
Janeiro: GEN, 2022.
● Whalen, K.; Finkel, R.; Panavelil, T.A. Farmacologia ilustrada. 6. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2016.
● http://www.sbh.org.br/geral/oque-e-hipertensao.asp
● http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/fevereiro/20/elenco-fp1-20-08-12.pdf. 
http://www.sbh.org.br/geral/oque-e-hipertensao.asp

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