Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

<p>Sumário</p><p>Introdução a farmacologia ………………………………………………………………………………………………………………………………………………….………………………………………………….………….…. 1</p><p>Cálculo de doses e infusão contínua ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..….…………. 3</p><p>Farmacocinética …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..…………...….……. 4</p><p>Farmacodinâmica …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..…………………..……...……...…………… 7</p><p>Sistema Nervoso - SNA e junção neuromuscular ……………………………………………………………………………………………………………….…………………...……...….………… 10</p><p>● Catecolaminas ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….……...……..………… 11</p><p>● Acetilcolinas ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….…..…....………… 13</p><p>Sistema nervoso parte II - drogas que atuam no SNC …………………………………………………………...……………………………………………………….….…...…….……….. 15</p><p>● Anticonvulsivantes ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..….…...……… 16</p><p>● Antidepressivos e ansiolíticos …………………………………………………………………………………………………………………………………………….……………………….….…....………… 19</p><p>● Anestésicos e sedativos ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...………………………………...………...… 20</p><p>Autacóides e drogas anti-inflamatórios …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...…..……….… 23</p><p>Sistema cardiovascular ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..…………………………………………………..…...………….. 30</p><p>Sistema Renal (diuréticos) …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..……………..……………...…….………. 36</p><p>Fluidoterapia ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..….……………. 39</p><p>Farmacologia do sistema respiratório ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...…...…………… 41</p><p>Introdução ao sistema endócrino ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...……………...…...…....……….. 46</p><p>Drogas para o tratamento de doenças gastrointestinais …………………………………………………………………………………….…………………………….…..….…………. 55</p><p>Farmacologia dos anti parasitários ….………………………………………………………………………………………………………………………………………………...………………...………..…….……… 60</p><p>Introdução aos antimicrobianos. …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..……………...….…..…………… 64</p><p>● Antifúngicos …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………..………………… 65</p><p>● Antivirais …………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….…………….…..………..……. 67</p><p>● Antibacterianos ……………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...…………….………..……... 68</p><p>Antineoplásicos e Imunomoduladores …………………………………………………………………………………………………………………………..………………………………………….……...…..….… 75</p><p>● Terapia Celular ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………………...……………….…………...……......……… 77</p><p>Cálculos de Dose ……………………………………………………………….………………………………………………………………………………………………………………..………………………………………......……..………. 78</p><p>…………… .. Intr�dução à farmac�l�gia ……… ……..</p><p>A farmacologia é importante para sabermos como</p><p>uma droga é metabolizada, sua utilização em cada</p><p>animal, as doses adequadas, mecanismo de ação no</p><p>corpo, tempo de medicação e outros… Vai desde o</p><p>tratamento das doenças até casos de animais de</p><p>produção.</p><p>Conceitos:</p><p>● Droga: qualquer substância química que não</p><p>atue como alimento que em quantidade</p><p>suficiente produz alterações no ser vivo</p><p>● Medicamento: qualquer substância química</p><p>empregada que visa obter-se um efeito</p><p>benéfico</p><p>● Fármaco: substância química dotada de</p><p>propriedade farmacológica</p><p>● Remédio: Algo que cure, alivie ou evite uma</p><p>enfermidade.</p><p>● Placebo: substância sem propriedade</p><p>terapêutica. (psicológico)</p><p>● Nutracêutico: produto nutricional com valor</p><p>terapêutico.</p><p>Importante! Todo medicamento é uma droga mas nem</p><p>toda droga é um medicamento.</p><p>● Posologia: Estudo das dosagens e frequência de</p><p>administração.</p><p>● Dosagem: quantidade contida no medicamento</p><p>por unidade/volume de administração.</p><p>● Dose: quantidade do medicamento necessária</p><p>para promover a resposta terapêutica</p><p>desejada.</p><p>S.I.D : 1 vez ao dia (de 24 em 24 hrs)</p><p>B.I.D: 2 vezes ao dia ( 12 em 12 hrs)</p><p>T.I.D: 3 vezes ao dia ( 8 em 8 hrs)</p><p>Q.I.D: 4 vezes ao dia (6 em 6 hrs)</p><p>Q.D: todos os dias (qualquer hora)</p><p>P.R.N: se necessário.</p><p>Prescrição</p><p>A receita médica deve ser de ordem escrita (caneta</p><p>azul ou preta) ou digitalizado. Deve transmitir</p><p>instruções ao tutor do animal, farmacêutico ou RT do</p><p>estabelecimento.</p><p>Sua validade dura de 30 dias com exceção dos</p><p>antimicrobianos (10 dias) - escrever no modo</p><p>imperativo.</p><p>Toda a prescrição é responsabilidade do médico</p><p>veterinário, sua linguagem deve ser clara e objetiva.</p><p>Medicamentos que podemos prescrever:</p><p>● Farmacêuticos: inscritos na farmacêutica</p><p>brasileira, constatado na RENAME ou na lista</p><p>da OMS.</p><p>● Magistrais: preparados na farmácia a partir da</p><p>prescrição que contém a composição</p><p>farmacêutica e posologia.</p><p>● Especialidades: fornecido pela indústria</p><p>farmacêutica cujas fórmulas são aprovadas e</p><p>registradas no MAPA e/ou ANVISA.</p><p>Onde buscar ajuda em casos de dúvidas sobre doses,</p><p>dosagens, remédios? Compêndios, índice terapêutico,</p><p>ANVISA e MAPA, livros….</p><p>1</p><p>Receituário</p><p>Forma farmacêutica - preparação do</p><p>medicamento.</p><p>Pode ser em grânulo, glóbulo, cápsula, drágea,</p><p>comprimido, pastilha tablete, papel, pomada, pasta,</p><p>creme, gel, supositório, colírio, xarope, loção, injetáveis e</p><p>outros….</p><p>● Receituário branco simples: receita simples,</p><p>remédios sem necessidade de receituário</p><p>médico</p><p>● Receituário branco especial: uso controlado,</p><p>antibióticos, anabolizantes, imunossupressores.</p><p>Prescrição de 2 vias.</p><p>● Receituário azul: psicotrópicos psicotrópicos</p><p>anorexígenos.</p><p>● Receituário amarelo: medicamentos</p><p>extremamente controlados, entorpecentes</p><p>psicotrópicos.</p><p>A resistência a antibióticos vem crescendo devido ao</p><p>uso indiscriminado, devido a isso, está se tornando um</p><p>medicamento controlado.</p><p>Perguntas a serem feitas:</p><p>1. Qual objetivo terapêutico?</p><p>2. Quais vias podem ser administradas?</p><p>3. Qual forma de dose você usaria?</p><p>4. Qual dosagem é recomendada em unidade/kg?</p><p>5. Qual intervalo da dose?</p><p>6. Qual a duração do tratamento?</p><p>7. Essa droga pode ser usada em animais de</p><p>produção?</p><p>8. Quanto custa a droga e o tratamento?</p><p>9. Que cuidados especiais devem ser tomados?</p><p>10. Quais contra indicações?</p><p>11. Que reações adversas pode-se esperar?</p><p>12. Que ações você tomará se ocorrer uma das</p><p>reações adversas?</p><p>13. Quais os planos que você dispõe para avaliar</p><p>os resultados do tratamento?</p><p>2</p><p>……. Cálculo de d�ses e infusão c�ntínua …….</p><p>Pasos para fazer o cálculo:</p><p>1. Qual a concentração do medicamento?</p><p>● %</p><p>● mg/mL ou mg/comprimido ou cápsula</p><p>● Mg/mL ou mg/comprimido ou cápsula</p><p>● Ul/mL ou mg/comprimido ou cápsula</p><p>● mEq/mL ou mg/comprimido ou cápsula.</p><p>2. Qual a dose recomendada para o animal e o</p><p>peC dele?</p><p>● mg/kg</p><p>● mg/m^2 (cada peso tem um número de m^2 -</p><p>consultar a tabela de conversão)</p><p>3. Qual a via de administração?</p><p>● Via oral (VO)</p><p>● Subcutânea (SC)</p><p>● Intramuscular (IM)</p><p>● Intravenosa (IV): pode ser necessário calcular</p><p>velocidade de infusão.</p><p>● Intra ósseo (IO)</p><p>● Intraperitoneal (IP)</p><p>● Tópicos: gel, pomada, colírio…</p><p>Basicamente são feitas em regra de 3 e deve-se</p><p>sempre respeitar as unidades de medida.</p><p>Cálculo de infusão contínua</p><p>Em casos de medicamentos intravenosos</p><p>● Bolus</p><p>● mg/kg/min</p><p>● mg/kg/hr</p><p>● Mg/kg/hr</p><p>Para infundir pode ser por bomba de infusão de</p><p>seringa ou equipo.</p><p>Equipo de infusão de fluido:</p><p>- E. macrogotas: 20 gotas = 1 ml</p><p>- E. microgotas: 60 gotas = 1 ml</p><p>Sempre que for aplicar determinada quantidade de</p><p>medicamento, deve-se tirar essa quantidade de soro e</p><p>colocar a mesma quantidade de medicamento, para ao</p><p>final ter mL exatos.</p><p>3</p><p>...…...........….....….. Farmac�cinética ...…...………......…......</p><p>Estudo do movimento do fármaco dentro do</p><p>organismo. A droga faz:</p><p>- Absorção</p><p>- Distribuição</p><p>- Biotransformação</p><p>- Excreção</p><p>A absorção vai para corrente sanguínea (pode ficar no</p><p>plasma, ligada a ptns ou à lipídios) -> biofase no local</p><p>de ação -> sofre uma transformação para ser</p><p>excretado</p><p>Estimula uma enzima e vai ter sua conversão de</p><p>segundo mensageiro celular que é mediador do</p><p>relaxamento da musculatura do endotélio, relaxando a</p><p>musculatura e vasodilatação</p><p>33</p><p>Vasodilatadores puros</p><p>Hidralazina ………………………………………….……………………………………………….……………………</p><p>Usada na fase inicial, pode apresentar efeito inotrópico</p><p>positivo, age rapidamente. Transformação e excreção</p><p>hepática</p><p>Amlodipina, sildenafil, prasina …………………………**………………………….……</p><p>Usado no dia a dia para controle de pressão sistêmica</p><p>● Amlodipina: bloqueia o canal de cálcio e</p><p>relaxamento/dilatação da musculatura</p><p>arteriolar</p><p>● Prazosina: relaxamento da musculatura lisa,</p><p>antagonista a1 adrenérgico</p><p>● Sildenafil: inibidor da fosfodiesterase V, enzima</p><p>presente em altas concentrações no pulmão e</p><p>no segundo mensageiro, mediador de</p><p>relaxamento da musculatura. vasodilatação</p><p>das arteríolas e pulmonar, diminui a</p><p>hipertensão pulmonar.</p><p>Inibidores da ECA</p><p>Tratamento de disfunções cardíacas</p><p>Diminui a produção da angiotensina II, vasoconstritor e</p><p>não tem produção da aldosterona. Além disso, Degrada</p><p>a bradicinina e a mesma fica mais na corrente</p><p>sanguínea que é uma substância vasodilatadora</p><p>- Benazepril, enalapril, lisinopril..</p><p>Pacientes com doença renal crônica: diminui a</p><p>hipertensão no glomérulo e diminui a doença renal</p><p>crônica, e diminui a excreção de ptn.</p><p>Diuréticos: diminuem a pressão sistêmica, diminui</p><p>edema e em casos de insuficiência cardíaca grave com</p><p>formação de edema junta diuréticos na associação.</p><p>Fármacos antiarrítmicos</p><p>Sistêmica elétrico do coração</p><p>1. Sinal vindo do nodo sinoatrial (contração do átrio).</p><p>Onda P (despolarização atrial)</p><p>2. Chega ao nodo atrioventricular.</p><p>3. Feixe de his e Ramo esquerdo e direito. Onda Q</p><p>4. Fibras de purkinje: contração do ventrículo. Onda RS</p><p>- Onda QRS: relaxamento do átrio e contração</p><p>do ventrículo</p><p>- T: relaxamento do ventrículo (repolarização)</p><p>Quando não ocorre de forma adequada: alteração no</p><p>ritmo e falha na sincronização</p><p>Antiarrítmicos</p><p>Bradiarritmias e taquiarritmias:</p><p>● Classe I; bloqueiam canais de sódio diminuindo</p><p>a velocidade de condução</p><p>● Classe II: beta bloqueadores</p><p>● Classe III: bloqueiam os canais de potássio que</p><p>atuam na repolarização da célula, então</p><p>aumentam o tempo da fase de despolarização</p><p>● Classe IV: bloqueiam os canais de cálcio que</p><p>atuam na despolarização dos nodos, levando a</p><p>diminuição da condução</p><p>34</p><p>35</p><p>………………………. Sistema Renal (diurétic�s) ……………………….</p><p>Revisão da fisiologia renal</p><p>Rins: depende de pressão sobre o glomérulo para</p><p>filtração. O rim é inervado pelo SNAS, o estímulo do</p><p>receptor A2 adrenérgico leva a constrição da artéria</p><p>aferente (menos fluxo sanguíneo, menos filtrado ,</p><p>menos urina) e B1 estimula a liberação de renina.</p><p>● Excreção de metabólitos, tóxicos, síntese de</p><p>hormônio (renina, eritropoetina), equilíbrio</p><p>ácido básico (controle ph), controle hídrico e</p><p>eletrolítico, regulação da pressão arterial,</p><p>ativação da vitamina D.</p><p>Néfron: unidade funcional</p><p>● Glomérulo: filtro</p><p>● Artéria aferente: arteríola que leva sangue ao</p><p>glomérulo</p><p>● Artéria Aferente: transporta o sangue para</p><p>fora do glomérulo</p><p>● Túbulo contornado proximal: reabsorção de aa,</p><p>glicose, na, h20, Cl</p><p>● Alça de henle: reabsorção de água, mantém</p><p>sódio e cloro (aumenta a osmolaridade)</p><p>● Túbulo ascendente: secreção de sódio e</p><p>mantém água</p><p>● Túbulo contornado distal: controle de</p><p>reabsorção de água, sódio e bicarbonato</p><p>● Túbulo coletor: controle de hidrogênio, potássio</p><p>e amônio + ação da aldosterona</p><p>Drogas que atuam na função renal</p><p>Diuréticos, eritropoetina, medicamentos para controle</p><p>de pressão sistêmica..</p><p>Diuréticos: mobiliza um fluido tecidual para ser</p><p>excretado pelo rim.</p><p>- Ex: edema de origem cardíaca, renal e hepática.</p><p>- Usa com relação a doença cardíaca grave. Os</p><p>osmóticos são usados principalmente para</p><p>redução de edema intracraniano</p><p>Medicamentos</p><p>Mercuriais …………………………………………………………………………………………..……..</p><p>Abolidos da clínica pois tem muita reação colateral</p><p>Inibidores da anidrase carbônica …………………………………….……</p><p>Acetazolamida, sulfanilamida, etoxzolamina,</p><p>metazolamida.</p><p>Farmacocinética: via oral, boa absorção, age em controle</p><p>de pressão intraocular (glaucoma) e atravessa a</p><p>barreira hematoencefálica.</p><p>● Não sofre biotransformação, excretada na</p><p>urina de forma inalterada (uma quantidade</p><p>em leite também)</p><p>● Diuréticos de potência fraca e discreta</p><p>moderada caliurese (excreta potássio), pode</p><p>levar a uma hipocalemia (baixo potássio na</p><p>corrente sanguínea)</p><p>36</p><p>Farmacodinâmica: Anidrase carbônica é uma enzima</p><p>presente no néfron que forma o ácido carbônico, ac.</p><p>carbônico se desassocia em bicarbonato e hidrogênio.</p><p>Ao inibir essa enzima os diuréticos, os íons retardam a</p><p>troca de íons e inibem a reabsorção de bicarbonato</p><p>(não faz a dissociação do ácido carbônico), inibe a</p><p>reabsorção de sódio (mais água pra dentro do túbulo-</p><p>diurético).</p><p>Efeitos adversos: Desidratação, hipocalemia (não há na</p><p>dentro da célula e não pode fazer a troca</p><p>sódio/potássio), hipo/hiperglicemia, aumento do ph</p><p>urinário, acidose metabólica.</p><p>- Drogas que são excretada melhor em urina</p><p>alcalina e em ácida não é excretada de forma</p><p>adequada</p><p>Diuréticos de alça …………………………………………………………………………………………</p><p>Ácido etacrínico, furosemida, torasemida, bumetanida</p><p>Farmacocinética: boa absorção por via oral e se liga a</p><p>ptn plasmáticas, metabolização hepática e excreção</p><p>renal</p><p>● Em nefropatas e hepatopatas podem ter</p><p>complicações</p><p>● Diuréticos de alta potência agem na alça onde</p><p>a maior parte do Na é reabsorvido e leva</p><p>moderada a grave caliurese.</p><p>Farmacodinâmica: age na porção ascendente da alça de</p><p>henle interferindo a reabsorção de sódio e cloro no</p><p>contransoorador de sódio/potássio/cloro. Além de</p><p>excretar potássio excretam cálcio.</p><p>+ Induzem o aumento do fluxo sanguíneo</p><p>arteriolar e distribuição de sangue para região</p><p>justaglomerular (aumentando o filtrado)</p><p>Efeitos adversos: hipotensão, desidratação, hipocalemia</p><p>e hipocalcemia, arritmias cardíacas</p><p>- Interações: cuidado com as medicações com</p><p>para hipertensão, acelera a excreção de outras</p><p>drogas.</p><p>Tiazidas: e análogos ……………………………………………….………………………….…………</p><p>Clorotiazida, hidroclorotiazida, benzotiazida,</p><p>flumetiazida, e outros</p><p>Farmacocinética: Biotransformação hepática e</p><p>eliminação hepática e renal</p><p>Farmacodinâmica: atua nos canais de sódio e cloro no</p><p>túbulo contornado distal. Pode promover hipocalemia e</p><p>possui ação vasodilatadora.</p><p>37</p><p>● Diuréticos de média potência e moderada</p><p>caliurese e podem levar a hipercalcemia.</p><p>Poupadores de potássio …………………………………………………...………………………</p><p>Espironolactona (antagonista da aldosterona) e</p><p>triantereno e amilorida (não competem com a</p><p>aldosterona - bloqueio do canal de sódio)</p><p>Espironolactona: inibição competitiva da aldosterona no</p><p>TC e TCD - inibição da reabsorção de sódio e excreção</p><p>de potássio.</p><p>Triantereno e amilorida: bloqueiam o canal de sódio,</p><p>diminuindo sua reabsorção e retém potássio</p><p>● Diuréticos de baixa potência</p><p>Osmoticos …………………………………………………………………………………………</p><p>Glicose e manitol (alta potência e discreta caliurese).</p><p>Uso IV</p><p>Glicose: metabolizada no fígado e o excesso ultrapassa</p><p>o limite de reabsorção tubular e é eliminado na urina</p><p>Manitol: é totalmente excretado por filtração</p><p>glomerular, não sofrendo metabolização nem</p><p>reabsorção tubular. Induz a diurese em poucos</p><p>minutos.</p><p>● Presença de soluto não-absorvível na luz</p><p>promove o efeito diurético osmótico</p><p>Indicações: Insuficiência cardíaca congestiva, edema</p><p>aguda de pulmão, hipercalcemia (exceto tiazidicos),</p><p>hipercalemia, edema cerebral (manitol apenas),</p><p>hipertensão arterial, glaucoma (inibidores da anidrase</p><p>carbônica)</p><p>- Interações medicamentosas: se toma droga</p><p>por hipotensão, aumenta a excreção de</p><p>algumas drogas, potencializa barbitúricos e</p><p>narcóticos, cautela com o uso junto com</p><p>diuréticos e AINE’s, cautela com o uso de mais</p><p>de um diurético.</p><p>Pode ter: desequilíbrio eletrolítico, desequilíbrio ácido</p><p>base, desidratação, hipotensão, osmóticos pode levar</p><p>aumento do volume intravascular e fazer edema</p><p>pulmonar em cardiopatas.</p><p>38</p><p>……………………...…………….. Fluid�terapia …………………………..…………</p><p>O organismo está composto por diferentes</p><p>compartimentos de líquidos</p><p>● Fluido extracelular ou LEC,</p><p>● Líquido intracelular ou LIC</p><p>Indicações: choque, desidratação, hipovolemia.</p><p>Serve para hidratação, melhora a perfusão e pressão</p><p>sanguínea.</p><p>Desidratação: Histórico, turgor da pele, tcp, enoftalmia,</p><p>coloração das mucosas, temperatura, estado mental…</p><p>- Desidratação é a perda de líquido intersticial e</p><p>a Hipovolemia, a perda de líquido intravascular</p><p>Fluido</p><p>Realiza a reposição de líquido/volume.</p><p>Importante: Escolha do fluido, voa de Adm, volume do</p><p>fluido, monitoração. > fluído é um fármaco, risco de</p><p>causar graves desequilíbrios e até óbito se não</p><p>monitorado de forma correta</p><p>Vias: SC (apenas fluidos isotônicos, mesma</p><p>osmolaridade do plasma), IO, IP, IV.</p><p>- IV E IO: mais utilizada, tola fluidos</p><p>hiper/iso/hipotônico, de desidratação moderada</p><p>a grave e hipovolemia. Requer cálculo de dose.</p><p>Materiais</p><p>● Equipos: macrogotas (20 gotas/ml) e</p><p>microgotas (60 gotas/ml)</p><p>● Cateter intravenoso: periférico, central, agulha,</p><p>scalp</p><p>Escolha dos fluidos: estado de hidratação, eletrólitos,</p><p>albumina e estada ácido base, saber se tem anemia</p><p>+ Cálculo do volume de fluido: qual velocidade de</p><p>administração e monitorização do paciente</p><p>Tipos de fluidos</p><p>Cristalóides, Colóides (sintéticos, plasma, albumina) e</p><p>Sangue (transfusão)</p><p>Colóides …………………………….………………………………………………………………………………..</p><p>Potencial expansor plasmático, retém o líquido no</p><p>espaço intravascular por mais tempo.</p><p>Os tipos sintéticos (hidroxietilamido, gelatina) são</p><p>envolvidos em injúria renal, alterações na coagulação,</p><p>anafilaxia e outros… está caindo em desuso.</p><p>Cristalóides …………………………………………………….………………………………………………..</p><p>Isotónicos: Auxiliam na volemia e hidratação. .</p><p>Apresentam rápida distribuição</p><p>- Ringer Lactato, plasma-lyte, e normosol- R:</p><p>concentração de sódio e potássio semelhante a</p><p>plasmática, contém tampão para manter o ph</p><p>fisiológico</p><p>- NaCl (soro fisiológico): concentração de sódio</p><p>alta, não contém potássio e nem tampão</p><p>Hipotônicos: dextrose 5% (soro glicosado) NaCl 0,45% +</p><p>dextrose 2,5 % / hipertônico: NaCl 7/ 7,5/31%.</p><p>- Dextrose 5%, nacl 0,45% + dextrose 2,5%:</p><p>concentração de sódio semelhante a total do</p><p>corpo, dextrose mesma tonicidade do plasma,</p><p>sódio baixo e não possuem outros eletrólitos</p><p>(não ficam no espaço intravascular)</p><p>Fluido de ressuscitação (choque) ………………………………………………………</p><p>Salina hipertônica de ação curta, usada somente em</p><p>hipotensão grave.</p><p>● Bolus IV- não administrar mais rápido que 1</p><p>ml/kg/min. Evita bradicardia e parada cardio</p><p>respiratória, mielinólise central.</p><p>● Estimula a liberação de ADH no plasma. Risco</p><p>de hipernatremia</p><p>Deve-se considerar: peso, desidratação, idade, pressão,</p><p>porte.</p><p>39</p><p>Monitorar: reavaliar o cálculo a cada 4-6 hrs, produção</p><p>urinária, peso, estado clínico do paciente, ideal</p><p>(gasometria e dosagem de eletrólitos), FC e FR,</p><p>ausculta.</p><p>Sobrecarga de fluido: agitação, dispneia, taquipneia,</p><p>taquicardia, quemose (gato), distensão da jugular, tosse</p><p>e crepitação pulmonar.</p><p>Transfusão ………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sangue total: anemia/hemorragia</p><p>Papa de hemácias anemia/hemorragia</p><p>Plasma fresco congelado: hipoproteinemia/ hipovolemia/</p><p>reposição dos fatores de coagulação</p><p>Plasma congelado: hipoproteinemia/ hipovolemia/</p><p>reposição dos fatores de coagulação</p><p>Concentrado de plaquetas: raro uso</p><p>40</p><p>…………;;……….. Farmac�l�gia do sistema respiratório ……;;……………..</p><p>Etiologia das Lesões</p><p>- Infecções: Bacteria Fungos Protozoário Vírus</p><p>- Inflamações: Asma/Bronquite Pneumonia por</p><p>aspiração</p><p>- Outros: Trauma Neoplasia Corpo estranho</p><p>Colapso de traqueia</p><p>Sistema mucociliar</p><p>Tem função de movimentação do muco</p><p>O muco é composto de 95% água e 5% de carboidratos,</p><p>lipídeos, material inorgânico, imunoglobulinas, enzimas</p><p>e outras proteínas. È produzido pelas células</p><p>caliciformes e pelas glândulas brônquicas</p><p>- Muco e reflexo de tosse são importantes</p><p>mecanismos de defesa</p><p>A tosse é um reflexo protetor, e geralmente não deve</p><p>ser abolida, pois auxilia a eliminar o agente irritante. É</p><p>um reflexo involuntário mas que pode ser suprimido</p><p>ou iniciado voluntariamente.</p><p>- A tosse crônica, não-produtiva, contínua, pode –</p><p>e deve – ser eliminada para se evitar o</p><p>surgimento de alterações crônicas no</p><p>parênquima respiratórias, como enfisema e</p><p>fibrose. O objetivo deve ser reduzir a frequência</p><p>e a intensidade da tosse sem prejudicar a</p><p>função de defesa do reflexo.</p><p>Os ramos aferentes do reflexo de tosse recebem</p><p>estímulos de nervos sensitivos no trato traqueal e</p><p>bronquial. A irritação e inflamação das vias aéreas</p><p>estimula esses nervos aferentes que ativam o centro</p><p>da tosse no tronco encefálico, mais especificamente</p><p>bulbo/medula oblonga.</p><p>OS receptores irritantes respondem a estímulos</p><p>físicos e químicos (o principal estímulo para a tosse é</p><p>a broncoconstrição, podendo ser causada por</p><p>substâncias como ACh, histamina, serotonina,</p><p>leucotrienos e prostaglandinas.</p><p>Classe dos fármacos de aplicação nos distúrbios do sistema</p><p>respiratório</p><p>● Expectorantes</p><p>● Antitussígenos (ou béquicos)</p><p>● Broncodilatadores</p><p>● Descongestionantes</p><p>● Anti-inflamatórios</p><p>● Estimulantes respiratórios</p><p>Estimulante respiratório (Doxapram): Estimulante</p><p>direto do centro respiratório no bulbo e estimulação de</p><p>quimiorreceptores na aorta e carótida aumentando a</p><p>sensibilidade ao CO2 dos Neonatos.</p><p>41</p><p>Asma/bronquite</p><p>Simpático e Parassimpático</p><p>Broncodilatadores</p><p>β2-agonistas, anticolinérgicos e metilxantinas</p><p>Adrenalina (emergencia) …………….…………………………………………………………</p><p>Agonista β e α -adrenérgico, também leva à efeitos</p><p>vasopressores, porém é a droga de emergência no caso</p><p>de grave broncoconstrição devido choque anafilático.</p><p>- USO IV ou IM.</p><p>- Para se evitar efeitos indesejáveis sobre</p><p>coração e vaso sanguíneo, os medicamentos</p><p>mais usados são β-2 agonistas seletivos.</p><p>β2-agonistas, anticolinérgicos e metilxantinas …….…</p><p>Amplo uso, em especial na fase inicial da asma</p><p>brônquica.</p><p>Agonistas β2-adrenérgico: efeito dilatador na</p><p>musculatura lisa bronquial, inibição da liberação de 5HT</p><p>e histamina pelos mastócitos e do TNF-α, estimulam</p><p>motilidade dos cílios e reduzem a viscosidade do muco.</p><p>Possuem também atividade antitussígena por reduzir</p><p>a broncoconstrição.</p><p>- Principal apresentação → inalação. Ação local.</p><p>Existe apresentação oral, mas tem efeitos</p><p>indesejados.</p><p>Terbutalina tem apresentação injetável, pouco usado</p><p>em pequenos animais, em equinos pode ser usado</p><p>emergencialmente para asma</p><p>● O uso de alguns desses fármacos não é</p><p>permitido em animais destinados à</p><p>alimentação em alguns países (clembuterol) –</p><p>eles apresentam ação anabolizante e</p><p>permanecem como resíduo por bastante</p><p>tempo – levando a efeitos adversos em</p><p>humanos cardiopatas e mulheres grávidas</p><p>● O uso crônico pode reduzir a performance</p><p>aeróbica.</p><p>● Possuem efeito tocolítico (relaxam a</p><p>musculatura uterina, não devendo ser usados</p><p>em fêmeas em fase de parição).</p><p>Salbutamol, terbutalina, clembuterol : Se parte for</p><p>administrado via oral, ou se parte da medicação</p><p>inalatória for ingerida, sua metabolização é hepática e</p><p>excreção renal</p><p>- Não são indicados por tempo longo, apenas</p><p>alívio a curto prazo da broncoconstrição.</p><p>Efeitos Colaterais: taquicardia, tremores musculares</p><p>- Tolerância se usados cronicamente</p><p>42</p><p>Metilxantinas ……………………………………………………………………………………………..</p><p>- teofilina, teobromina, cafeína e aminofilina =</p><p>teofilina + etilenodiamina (bloqueador de H1).</p><p>Mecanismo de ação: inibição competitiva dos receptores</p><p>de adenosina e inibição da fosfodiesterase. A inibição</p><p>leva a aumento de segundo mensageiro cAMP que</p><p>inibe a liberação de mediadores inflamatórios pelos</p><p>mastócitos.</p><p>• Adenosina (pacientes com doença respiratória tem</p><p>mais quantidade de adenosina) causa broncoconstrição</p><p>em pacientes asmáticos – com usa inibição, há redução</p><p>desse efeito</p><p>- Uso em cães, gatos e equinos</p><p>Também são estimulantes do SNC, relaxa musculatura</p><p>lisa bronquial e tem propriedades anti-inflamatórias</p><p>Efeitos adversos: excitação do SNC (tremores, insônia),</p><p>vômitos, estimulação cardíaca e efeito diurético. Baixo</p><p>IT – principalmente em equinos</p><p>Apresentação oral. Metabolização hepática e excreção</p><p>renal. 10% é excretado não metabolizado.</p><p>Anticolinérgicos (parassimpaticolíticos)</p><p>Atropina, glicopirrolato e ipratrópio – pouca aplicação na</p><p>terapêutica</p><p>Efeitos colaterais indesejados Estimulação colinérgica</p><p>leva à broncoconstrição -> se antagoniza a ação</p><p>colinérgica, relaxa musculatura lisa bronquial</p><p>- Principal inervação do músculo liso brônquico é</p><p>pelo SNAP, que leva à broncoconstrição</p><p>Redução da degranulação de mastócitos</p><p>Cromoglicato: estabiliza mastócitos – inibe a liberação</p><p>de histamina e leucotrienos que causam as reações de</p><p>hipersensibilidade, assim atuando no alívio sinais de</p><p>obstrução de vias aéreas. Asma brônquica - Equinos</p><p>• Administrado por via inalatória – nebulização ou</p><p>“bombinha”</p><p>Anti-histamínicos Antagonistas H1.</p><p>Agem bloqueando receptores H1 e reduzindo a reação</p><p>alérgica.</p><p>Anti-inflamatórios esteroidais</p><p>Finalidade de reduzir o edema de mucosa nos</p><p>brônquios e bronquíolos e alívio da tosse pela redução</p><p>da inflamação O uso pode ser por via sistêmica ou por</p><p>via inalatória (nebulização ou “bombinha”)</p><p>- outros fármacos são utilizados por via</p><p>sistêmica (ex. prednisona, prednisolona,</p><p>hidrocortisona, dexametasona)</p><p>A beclometasona, fluticasona, budesonida são</p><p>corticosteroides bastante utilizados por via inalatória,</p><p>com a grande vantagem apresentarem baixa absorção</p><p>sistêmica e menos efeitos indesejados que quando</p><p>usados por via sistêmica (ex. imunossupressão, inibição</p><p>do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal)</p><p>- Frequentemente estão associados a fármacos</p><p>de outras classes (ex. salmeterol+fluticasona;</p><p>beclometasona + salbutamol)</p><p>AIE inalatórios …………………………………………………………………………………………………..…</p><p>Farmacocinética: parte pode ser absorvida (pouco se for</p><p>usado de forma adequada) e é hidrolisado no plasma e</p><p>metabolização hepática. Excreção principalmente pelas</p><p>fezes, pequena parte renal</p><p>43</p><p>Farmacodinâmica: ação local sobre ação da fosfolipase</p><p>A2 e não ocorre a cascata inflamatória.</p><p>- Não devem ser usados em casos infecciosos e</p><p>tem risco de candidíase e herpes vírus devido</p><p>diminuição da imunidade local</p><p>Anti-inflamatórios Não Esteroidais (AINE’s)</p><p>Flunixin meglumine: Uso em bovinos para redução de</p><p>inflamação pulmonar.</p><p>Expectorantes - reflexos, mucolíticos e inalantes</p><p>Reflexos ………………………………………………………………………………………………….</p><p>Iodeto de potássio, guaiafenesina (uso não indicado em</p><p>felinos) e ipeca (em baixas doses)</p><p>Estimulam terminações nervosas vagais na faringe,</p><p>esôfago e mesmo no estômago, aumentando a</p><p>produção de muco e causando náuseas e vômitos.</p><p>pouco uso na clínica</p><p>Mucolíticos ……………………………………………………………………………………………</p><p>Reduzem a viscosidade das secreções respiratórias,</p><p>facilitando a eliminação. Agem tanto em distúrbios</p><p>respiratórios crânio quanto caudais.</p><p>Bromexina e dembrexina (metabólito ativo da</p><p>bromexina) – mecanismo de ação ainda não está bem</p><p>elucidado, mas acredita-se que aumente a função</p><p>lisossômica e as enzimas lisossômicas hidrolisam as</p><p>fibras de mucopolissacarídeos do catarro, reduzindo a</p><p>viscosidade. Aumenta as imunoglobulinas e tem</p><p>atividade broncodilatadora.</p><p>N-acetil-cisteína …………………………………………………………………………………</p><p>Farmacodinâmica - reduz a viscosidade do muco</p><p>(grupamento tiólico livre interage com pontes</p><p>dissulfídicas das mucoproteínas do muco,</p><p>despolimerizado os complexos mucoproteínas e os</p><p>ácidos nucléicos que dão viscosidade ao muco, além de</p><p>melhorar a depuração mucociliar. > destruição das</p><p>pontes de sulfeto fazem com que o muco fique com</p><p>uma consistência mais fácil sua excreção.</p><p>- Ação anti-inflamatória reduzindo a expressão</p><p>de citocinas pelas células dentríticas e ação</p><p>AOX</p><p>Farmacocinética: Absorção mucosa nasal e oral - boa</p><p>absorção oral (sofre efeito de primeira passagem) e</p><p>absorção via mucosa nasal tb.</p><p>- Distribuição média ligação à proteínas</p><p>plasmáticas, boa difusão para fígado, rins e</p><p>vias aéreas. Atravessa placenta</p><p>- Biotransformação no intestino e fígado e</p><p>excreção via renal e intestino</p><p>- Via inalatória ou aerossol e Via oral,</p><p>• Via inalatória ou aerossol: efeito imediato, porém</p><p>pode causar broncoconstrição. Pode vir associada à</p><p>isoprenalina, um agonista beta-adrenérgico, com o</p><p>objetivo de prevenir broncoespasmo induzido pela</p><p>n-acetil-cisteína, ao benzalcônio ou ao sulfato de</p><p>tuaminoeptano. Por via inalatória pode inativar</p><p>antibióticos (penicilinas e tetraciclinas)</p><p>• Via injetável IV: terapia utilizada para algumas</p><p>intoxicações (potente antioxidante em concentrações</p><p>altas). Ex: paracetamol é tóxico em gatos (uso da</p><p>n-acetil- cisteína, potente ação antioxidante).</p><p>- Possui grupo tiol livre (-SH) nucleofílico que</p><p>interage diretamente com os grupos</p><p>eletrofílicos dos radicais oxidantes. Atravessa</p><p>facilmente as membranas celulares onde é</p><p>desacetilada, ficando assim disponível a</p><p>L-cisteína (precursor da glutationa), aminoácido</p><p>indispensável para a síntese da glutationa –</p><p>sistema antioxidante celular.</p><p>• Via oral boa ação mucolítica, é a forma mais</p><p>utilizada. Pode causar irritação gástrica (rara), não</p><p>deve ser usado junto com medicações antitussígenas.</p><p>- Em caso de uso de antibiótico oral, intervalo de</p><p>2 horas entre as medicações. Boa ação</p><p>antioxidante tb, reduz stress oxidativo</p><p>44</p><p>inalantes</p><p>Benzocaína e óleo de eucalipto ……………………………………………</p><p>Pouco usados pela difícil administração, pois possuem</p><p>odor forte, incomodando os animais</p><p>- pode-se nebulizar apenas a solução salina</p><p>0,9% com o objetivo de fluidificar o muco,</p><p>reduzindo a viscosidade</p><p>Antitussígenos (béquicos) codeína, hidrocodona, butorfanol,</p><p>dextrometorfano</p><p>Atuam diretamente no SNC – inibindo o centro da</p><p>tosse, agindo principalmente sobre receptores opioides.</p><p>• OBS: vários opióides possuem ação antitussígena,</p><p>como a morfina e butorfanol, porém causam muita</p><p>sonolência também, não sendo usado como terapêutica</p><p>diária em casa.</p><p>- os narcóticos (ex. codeína, hidrocodona - não</p><p>possui tanta ação de sonolência )</p><p>Atuam por outros mecanismos não opióides – apesar</p><p>de serem derivados de opióides, não atuam sobre</p><p>esses receptores. O mecanismo de ação ainda não é</p><p>totalmente esclarecido, mas receptores neuroquinina</p><p>(NK) podem ter papel nesse mecanismo, pois também</p><p>possuem ação inibindo a tosse</p><p>- não-narcóticos (dextrometorfano e noscarpina)</p><p>e Dropropizina.</p><p>• Codeína: potente antitussígeno e analgésico</p><p>moderado, boa absorção, mas pode ser inconsistente</p><p>em cães, com duração dos efeitos de 3 a 4h. Efeitos</p><p>indesejados mais comuns: vômito, constipação,</p><p>sonolência ou excitação.</p><p>• Hidrocodona: similar à codeína, mas mais potente.</p><p>• Butorfanol: potência antitussígena 20x superior à da</p><p>codeína, com efeito mais longo. Uso injetável, tem</p><p>pobre absorção por via oral.</p><p>• Dextrometorfano: opióide sintético não-narcótico.</p><p>Atividade antitussígena semelhante à da codeína,</p><p>porém sem depressão respiratória, analgesia, tontura,</p><p>narcose ou irritação no TGI, além de não induzir</p><p>dependência. Tem literatura de seu uso em cães e</p><p>gatos – porém não apresenta boa absorção oral e é</p><p>indicado mais estudos antes de sua prescrição.</p><p>CUIDADO – Algumas apresentações vem associadas</p><p>com paracetamol que é tóxico para gatos.</p><p>Antitussígenos (béquicos)- Dropropizina</p><p>Dropropizina – antitussígeno sintético</p><p>Atua nos receptores periféricos e vias eferentes do</p><p>reflexo da tosse – reduzindo a excitabilidade</p><p>traqueobrônquica. > sendo assim, não age em regiões</p><p>centrais, não tendo como efeito colateral depressão</p><p>respiratória ou efeito emético</p><p>Tem ação miorrelaxantes dos brônquios e</p><p>metabolização hepática e excreção renal</p><p>Descongestionantes anti-histamínicos e agonistas</p><p>α1-adrenérgicos</p><p>Usados nos tratamentos das rinites e sinusites</p><p>alérgicas ou virais</p><p>Agonistas α1-adrenérgicos: ação vasoconstritora</p><p>reduzindo o exsudato e a vasodilatação</p><p>- efedrina, pseudoefedrina, fenilefrina, nafazolina,</p><p>oximetazolina</p><p>- Efeitos indesejados: estimulam o SNC, elevam</p><p>a PA, provocam alterações cardíacas e na</p><p>drenagem do humor aquoso, retenção urinária.</p><p>Recomenda-se o uso por via tópica</p><p>Anti-histamínicos : A histamina tem importante papel</p><p>na broncoconstrição e, consequentemente, da tosse.</p><p>Abordados na aula de autacóides</p><p>- 1ª geração: dimenidrinato, clorfeniramina,</p><p>hidroxizina e difenidramina •</p><p>- 2ª geração: cetirizina, loratadina</p><p>Deve ter cuidado com o uso frequente pois</p><p>pode</p><p>ocorrer absorção pela mucosa provando esses efeitos</p><p>em outras regiões.</p><p>45</p><p>…………...... Intr�dução ao sistema endócrino ……………..</p><p>As alterações endócrinas acontecem por muita ou</p><p>baixa produção hormonal, causando o desequilíbrio da</p><p>homeostasia, pois os hormônios são potentes</p><p>mensageiros químicos, regulam o que o corpo deve</p><p>fazer e quando fazer.</p><p>Existem órgãos não endócrinos mas que secretam</p><p>substâncias necessárias à homeostasia. Como o rins</p><p>que libera a eritropoetina, coração que libera peptídeo</p><p>natriurético atrial e tecido adiposo que libera</p><p>adipócitos.</p><p>Eixo hipotálamo- hipófise</p><p>● Terciário: lesões hipotalâmicas (eixo</p><p>neuroendócrino), libera hormônios que ativam</p><p>os hormônios da hipófise. Ex: CRH, TRH,</p><p>somatostatina, GnRH, GHRH MSH.</p><p>● Secundário: lesões nas hipófise. Hormônios</p><p>ativados por outros hormônios que foram</p><p>liberados pelo hipotálamo. Ex: ACTH, TSH, GH, LH</p><p>e FSH, Prolactina.</p><p>● Primário: glândulas</p><p>Pâncreas endócrinos</p><p>Células das ilhotas de Langerhans. secretam</p><p>hormônios como insulina e glucagon. Além delas,</p><p>somatostatina e polipeptídeo pancreático.</p><p>Classe de fármacos de aplicação nos distúrbios do</p><p>sistema endócrino (Gônadas, Hipófise, Tireóide</p><p>Paratireóide, Adrenais, Alterações no Pâncreas)</p><p>Fármacos de uso no sistema reprodutor</p><p>O GnRH vem do hipotálamo e é liberado em pulsos, que</p><p>estimula a hipófise e a mesma libera a gonadotropina,</p><p>que estimula a produção de hormônios esteróides</p><p>atuando nas gônadas (LH e FSH) e tem papel nos</p><p>machos. Existe também a produção de prolactina</p><p>(produção de leite)</p><p>- Alta prolactina aumenta a produção do leite</p><p>mas reduz a fertilidade. Ela é regulada pela</p><p>dopamina (inibe a produção de leite)</p><p>Ciclo estral</p><p>● Fase folicular (proestro e estro): estrogênio</p><p>● Fase luteínica (diestro): progesterona</p><p>(manutenção da gestação)</p><p>Se não houve a gestação libera prostaglandina pelo</p><p>epitélio uterino que leva a repressão do corpo lúteo e</p><p>diminui a secreção de progesterona</p><p>Na gestação ocorre a permanência do corpo lúteo,</p><p>próximo ao parto o útero libera prostaglandina.</p><p>46</p><p>GnRh ………………………………………………………………………………………………………………………..</p><p>Ligam-se aos receptores de membrana das células da</p><p>adeno-hipófise estimulando a síntese e secreção de LH</p><p>e/ou FSH, estimulando as gôndolas. É indicado para</p><p>tratamento de infertilidade.</p><p>Gonadorrelina (análogo sintético do GnRH): durante a</p><p>fase folicular o ciclo estral estimula a ovulação 24 a</p><p>48h após a administração.</p><p>- Se dado de forma contínua pode causar efeito</p><p>contrário, pois dessensibiliza o eixo e suprime</p><p>sua liberação (bovinos)</p><p>Deslorelin (análogo sintético do GnRH): apresentação</p><p>SC de liberação longa, mesma ação (cães e cavalos)</p><p>Indicações: Indução da ovulação para sincronização do</p><p>cio, falhas da ovulação e animais que tenham cistos</p><p>foliculares, castração química.</p><p>- Obs: a indução da ovulação também pode ser</p><p>feita com a hcG, que se liga aos receptores de</p><p>LH do folículo dominante. Tem-se então a</p><p>ovulação e, por consequência, a queda na</p><p>secreção do estradiol e de fatores que</p><p>bloqueiam a secreção de FSH pela hipófise. Com</p><p>a descarga do FSH, inicia-se uma nova onda de</p><p>crescimento folicular.</p><p>Hormônios gonadotróficos: FSH e LH</p><p>● Hormônios esteróides gonadais: andrógenos,</p><p>estrógenos e progestágenos</p><p>Machos: LH estimula a síntese de andrógenos,</p><p>principalmente testosterona e FSH., estimulando</p><p>proteínas e nutrientes para produção e maturação dos</p><p>espermatozóides</p><p>Fêmeas : FSH estimulam o crescimento e maturação</p><p>dos folículos ovarianos e produção de estrogênio e LH</p><p>induz à ovulação e desenvolvimento do corpo lúteo para</p><p>produção de progesterona.</p><p>Preparações da gonadotrofina: hormônio folículo</p><p>estimulante → gera a superovulação para coleta de</p><p>ovos. Melhora da fertilidade; e utilizado para cistos</p><p>ovarianos</p><p>Estrogênio …………………………………………………………………………………………………………………</p><p>A administração do estradiol, quando na presença de</p><p>progesterona, reduz os níveis circulantes de FSH e LH,</p><p>provocando a regressão dos folículos gonadotróficos</p><p>dependentes. Após a redução das concentrações</p><p>plasmáticas do estrogênio, verifica-se o surgimento de</p><p>um pico de FSH e a emergência de uma nova onda de</p><p>crescimento folicular.</p><p>- 17β-estradiol, benzoato de estradiol – t1/2 mais</p><p>curta</p><p>- valerato de estradiol e cipionato de estradiol –</p><p>t1/2 mais longa</p><p>Indicação: sincronização de cio e indução de ovulação</p><p>para programas de IA, não pode conter resíduo em</p><p>carne</p><p>Uso do 17β-estradiol ou benzoato de estradiol (IM)</p><p>associado a um implante de progestágeno, não</p><p>importando a fase do ciclo estral, estimula uma nova</p><p>onda de crescimento folicular 3 a 4 dias após o</p><p>tratamento em vacas.</p><p>Progesterona ………………………………………………………………………………………………………</p><p>A progesterona é sintetizada no ovário pelo tecido</p><p>luteínico e pela placenta, atuando no miométrio</p><p>(relaxando a musculatura), estimulando a liberação de</p><p>secreção endometrial, bloqueando o comportamento do</p><p>estro e mantendo a gestação.</p><p>47</p><p>Análogos sintéticos: medroxiprogesterona,</p><p>fluorogestona (FGA), melengestrol (MGA), norgestomet,</p><p>alil trembolona e proligestona. É o hormônio</p><p>responsável por manter a gestação</p><p>indicação: sincronização do ciclo estral (aumenta-se o</p><p>seu nível sérico por administração exógena e depois,</p><p>com a redução, ocorre a fase estrogênica, surgindo o cio</p><p>após o tratamento)</p><p>Prolactina …………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Estimula lactação no período pós parto, sua secreção é</p><p>controlada pela dopamina (inibe a secreção). Não tem</p><p>uso terapêutico diretamente, são usadas outras drogas</p><p>que afetam a sua liberação ou inibição.</p><p>Agonista e antagonistas da dopamina influenciam a</p><p>liberação de prolactina; EX: Metoclopramida (atravessa</p><p>BHE) e domperidona antagoniza os efeitos da</p><p>dopamina, então favorece a liberação de e prolactina.</p><p>Metergolina (Contralac®)</p><p>Derivado sintético do ergot: agonista de dopamina,</p><p>inibindo a secreção de prolactina pela hipófise e,</p><p>consequentemente, a interrupção da produção do leite</p><p>pelas glândulas mamárias.</p><p>Tem boa absorção, metabolização hepática e eliminação</p><p>lenta (90% excreção biliar e 10% através da urina).</p><p>Indicação: tratamento dos sintomas da pseudociese</p><p>(aumento de volumes das mamas, produção de leite e</p><p>alterações de comportamento) e interrupção da</p><p>lactação pós-parto.</p><p>- Efeitos indesejados: vômitos ou diarreia</p><p>moderados, modificação do comportamento</p><p>(agitação). E, tem contra-indicação para as</p><p>fêmeas gestantes.</p><p>Ocitocina ………………………………………………………………………………………………………………</p><p>Sintetizada no hipotálamo (e também no útero,</p><p>placenta, âmnio, corpo lúteo, testículos, coração e vasos</p><p>sanguíneos) e liberada pela neurohipófise.</p><p>Ação periférica (amamentação e parto) e central</p><p>(comportamento sexual e maternal, ingestão de</p><p>comida, resposta ao estresse)</p><p>Estímulo primário à liberação: distensão mecânica da</p><p>cérvix e da vagina pela insinuação das bolsas, do feto</p><p>ou por estímulo na glândula mamária.</p><p>t1/2 curto: 5 – 20 min; não efetivo por PO</p><p>Indicação: induzir e aumentar as contrações da</p><p>musculatura lisa uterina e indução de lactação</p><p>(empírico). + Endometriose em águas.</p><p>- Doses elevadas ou frequentes levam a</p><p>espasmos e hipertonia uterina, asfixia e morte</p><p>fetal, ruptura uterina, náuseas e vômito. Não</p><p>deve ser usada quando houver: hipertonia</p><p>uterina, obstrução da via fetal e atenção à</p><p>doença cardiovascular (gera arritmia)</p><p>Prostaglandinas E2 e F2 ……………………..……………………………………………</p><p>Dinoprosta (Lutalyse®), cloprostenol (Ciosin®,</p><p>Veteglan®). Ação luteolítica, reduzindo a produção de</p><p>progesterona e mediando a liberação de: ACTH, GH,</p><p>prolactina, LH e LHRH.</p><p>Formação e funções das PG em geral discutidas na</p><p>aula de autóctoides, em obstetrícia as de interesse são</p><p>a PGE2 e a PGF2.</p><p>- PGF2α – papel importante no parto, inibindo a</p><p>secreção de progesterona e sensibilizando a</p><p>fibra muscular uterina à ação da ocitocina e,</p><p>48</p><p>provavelmente, reduzindo o fluxo vascular na</p><p>placenta;</p><p>- PGE1 e PGE2 – ação moduladora na dilatação</p><p>da cérvix</p><p>.</p><p>Indicação: induzir luteólise, estimular contrações</p><p>uterinas e dilatar a cérvix. Indução de abortamento ou</p><p>parto, detecção de cio silencioso em bovinos, retenção</p><p>placentária, sincronização do ciclo estral (bovinos).</p><p>- Efeitos indesejados: estímulo à contração da</p><p>musculatura lisa, causando náuseas, vômitos,</p><p>diarreia, hipertonicidade uterina e alterações</p><p>cardiovasculares e pulmonares.</p><p>Isoxsuprina (Inibina®)</p><p>Agonista β2-adrenérgico utilizado como vasodilatador</p><p>e relaxante uterino. Indicados para animais que</p><p>entram em trabalho de parto antes da hora.</p><p>Absorvida e distribuída rapidamente, excreção rápida</p><p>pela urina em até 24 h</p><p>- Não deve ser administrada quando houver</p><p>hemorragia arterial recente, insuficiência</p><p>cardíaca congestiva, anemia, descolamento</p><p>prematuro de placenta ou após o parto.</p><p>49</p><p>Eixo hipotálamo - hipófise -</p><p>Adrenal</p><p>ADH – hormônio antidiurético ……………..……………………………………………</p><p>Hormônio sintetizado nos núcleos supraóptico e</p><p>paraventricular do hipotálamo e liberado pela</p><p>neurohipófise. Estimula a retenção de água, a sede e</p><p>tem ação importante no sistema cardiovascular,</p><p>promovendo vasoconstrição. Também medeia a</p><p>liberação dos fatores de von Willebrand (coagulação)</p><p>através de receptores V2</p><p>Acetato de desmopressina (DDAVP®): análogo sintético</p><p>que apresenta meia-vida maior que a natural</p><p>indicações: no diagnóstico diferencial do Diabetes</p><p>insipidus (central vs. nefrogênico), no tratamento da</p><p>Doença de von Willebrand e hemofilia A</p><p>Somatostatina ……………………………………………...……..……………………………………………</p><p>inibe secreção de insulina e glucagon por mecanismo</p><p>não conhecido. Possivelmente ação sobre canais de Ca</p><p>reduzindo o influxo dele para célula e inibe expressão</p><p>genética da insulina. Reduz liberação de GH.</p><p>É estimulado por glicose, aminoácidos e alimento rico</p><p>em proteína e gordura.</p><p>Acetato de octreotida (análogo à somatostatina)-</p><p>.Supressão do GH. Metabolização hepática e 1⁄2 vida</p><p>muito rápida.</p><p>Indicações: insulinoma – mas pode não responder. Não</p><p>se mostrou eficiente na acromegalia.</p><p>Octreotide ……………………………………………...……..…………………………………...……………………</p><p>Análogo sintético da somatostatina.</p><p>Indicações: no tratamento de distúrbios hipofisários</p><p>(ex. acromegalia, gastrinoma, tumores de células β</p><p>pancreáticas e glucagonoma)</p><p>Para o tratamento da acromegalia, há o Pegvisomant,</p><p>antagonista dos receptores de GH que não atravessa a</p><p>BHE, logo, não provocando inibição dos efeitos do GH no</p><p>SNC</p><p>GH ……………………………………………...……..……………………………………………………………………………</p><p>Hormônio do crescimento. Efeito anabólico</p><p>caracterizado por um aumento dos tecidos moles e</p><p>tecidos ósseos, aumento da retenção de nitrogênio,</p><p>além de estimular a produção de leite (principalmente</p><p>nos bovinos).</p><p>indicação (pequenos animais): nanismo hipofisário.</p><p>- muita atenção à glicemia, pode provocar</p><p>hiperglicemia persistente</p><p>Indicação (grandes animais): Somatotrofina bovina</p><p>(bST) e recombinante bovina (rbST - Lactotropin®).</p><p>CRH e ACTH ……………………………………………...……..……………………………………………</p><p>Basicamente seu uso está limitado para testes</p><p>diagnósticos de doenças relacionadas ao eixo</p><p>hipófise-adrenal.</p><p>O teste de estimulação por CRH não é usado em</p><p>rotina clínica, já o teste de estimulação pelo ACTH é</p><p>usado comumente na rotina.</p><p>ACTH sintético humano (Cortrosyn®/ Synacthen®): Tem</p><p>meia-vida de 10 a 20 minutos com efeito no córtex da</p><p>adrenal por 12 a 48 horas. Após 30 – 90 minutos da</p><p>aplicação, há um pico de cortisol no plasma</p><p>- Boa absorção IM, tem apresentação IV</p><p>também</p><p>Indicação: diagnóstico diferencial da origem do</p><p>hiperadrenocorticismo e do hipoadrenocorticismo</p><p>Glicocorticóide: Dexametasona: Usada para teste</p><p>diagnóstico de hiperadrenocorticismo. Teste de</p><p>Supressão pela dexametasona</p><p>- Induz à feedback negativo para hipófise</p><p>Hipoadrenocorticismo (Síndrome de Addison):</p><p>Hipofunçao da adrenal</p><p>50</p><p>● Primário: deficiência de hormônio glicocorticóide</p><p>e mineralocorticóide</p><p>● Secundário: redução na produção de ACTH</p><p>gerando deficiência de hormônio glicocorticoide</p><p>(raro)</p><p>* Drogas usadas no tratamento:</p><p>Glicocorticóides: prednisolona, prednisona são os mais</p><p>usados e Dexametasona usado emergencialmente</p><p>Drogas com ação mineralocorticóide: Acetato de</p><p>Fludrocortisona e pivalato de desoxicorticosterona</p><p>Melatonina ……………………………………………...……..……………………………………………</p><p>Controle de ciclo circadiano tem papel na reprodução</p><p>(ciclo) de ovelhas e equinos. É produzida pelos</p><p>pinealócitos, na glândula pineal, em resposta à luz</p><p>captada pela retina, é produzida a partir do Triptofano</p><p>Indicação: alopecia X e formas incomuns de</p><p>hiperadrenocorticismo.</p><p>Glicocorticóides ……………………………………………...……..……………………………………………</p><p>Potentes anti-inflamatórios e imunossupressores em</p><p>doses mais altas. Tem ação importante no organismo</p><p>na regulação de respostas fisiológicas ao stress,</p><p>controle glicêmico, síntese de proteínas e lipólise.</p><p>● Sem glicocorticóide um animal pode não</p><p>sobreviver a condições de stress.</p><p>● Utilizado em doses mais baixas para</p><p>manutenção da concentração fisiológica no</p><p>caso do hipoadrenocorticismo.</p><p>Drogas com ação mineralocorticóide ……………………………………………...</p><p>Importante para manutenção de concentração de Na,</p><p>K, água e pressão sistêmica.</p><p>Acetato de Fludrocortisona e pivalato de</p><p>desoxicorticosterona</p><p>- Reações adversas: hipertensão, hipocalemia;</p><p>aumenta toxicidade por digitálicos,</p><p>imunossupressão, fraqueza muscular</p><p>Farmacodinâmica:</p><p>• Fludrocortisona -> absorção oral</p><p>• Pivalato de desoxicorticosterona -> subcutâneo</p><p>É altamente ligado a proteínas, tem metabolização</p><p>hepática e excreção renal de metabólitos inativos (pode</p><p>ter pequena excreção no leite)</p><p>Hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing): Excesso</p><p>de hormônio glicocorticóide.</p><p>● Primário: excesso de liberação de</p><p>glicocorticóide, pode aumentar também o</p><p>mineralocorticóide em menor proporção.</p><p>Problema na glândula</p><p>● Secundário: excesso de ACTH -> estimula</p><p>liberação de glicocorticóide pela adrenal.</p><p>Problema na hipófise</p><p>* Drogas usadas no tratamento</p><p>Adrenolíticos: Trilostano, Mitotano, Cetoconazol (inibe</p><p>produção de cortisol), Melatonina (alopecia X – inibe</p><p>hormônios sexuais).</p><p>Glicocorticóides: Diabetogênico, Lipólise / redistribuição</p><p>de gordura em altas doses (devido hiperinsulinemia),</p><p>Alterações hematológicas e imunológicas, catabolismo</p><p>muscular, Interfere na produção de GH, hormônios</p><p>sexuais e tireoidianos , Distúrbios GI e hepáticos em</p><p>níveis altos, Alterações cardíacas por estímulo em</p><p>receptores β e PU, PD e PF</p><p>51</p><p>Adrenolíticos ………………………………………….………………………………………….………………………</p><p>Trilostano (Vetoryl®)</p><p>Farmacodinâmica: É um esteróide sintético e inibidor</p><p>competitivo (reversível) da 3β- hidroxiesteroide</p><p>desidrogenase – que é a enzima essencial para síntese</p><p>de cortisol e outros esteroides no córtex da adrenal.</p><p>Ação: Reduz a produção de glicocorticóides e em menor</p><p>proporção, mineralocorticóides e hormônios sexuais.</p><p>Fármaco mais utilizado atualmente no tratamento do</p><p>hiperadrenocorticismo (Síndrome de Cushing) – menos</p><p>efeitos colaterais</p><p>- Efeitos adversos e cuidados: cuidado com</p><p>hipoadrenocorticismo, Letargia, vômito,</p><p>anorexia. Mulheres grávidas devem utilizar</p><p>luvas ao manipular o fármaco (demonstrou</p><p>ser abortivo em macacos), pode levar a</p><p>discreta hipercalemia.</p><p>- Interações medicamentosas: cuidado ao usar</p><p>concomitantemente com iECA e diuréticos</p><p>poupadores de potássio</p><p>Mitotano (Lisodren®)</p><p>Farmacodinâmica: tem estrutura semelhante ao DDT -</p><p>é uma droga citotóxica que causa necrose celular</p><p>progressiva na zona reticular e fasciculada da adrenal,</p><p>em menor grau na zona glomerulosa. Inibe a produção</p><p>de glicocorticoide pela morte celular da glândula, mas</p><p>não se sabe totalmente o mecanismo de ação e</p><p>metabolização.</p><p>O tratamento deve ser cuidadosamente monitorado</p><p>em razão dos efeitos adversos oriundos da redução</p><p>abrupta do cortisol, o que pode causar fraqueza,</p><p>diarréia e letargia (e em raros casos anormalidades</p><p>eletrolíticas por destruição da zona glomerulosa da</p><p>adrenal, causando síndrome de Addison).</p><p>- Efeitos adversos nas doses terapêuticas são</p><p>distúrbios do TGI, hipoglicemia, depressão do</p><p>SNC e dano hepático leve com aumento da FA.</p><p>Hipotálamo – Hipófise -</p><p>Tireóide</p><p>Tireotrofina (TSH) - hormônio tireoestimulante ……………………</p><p>Hormônio da adeno hipófise cuja liberação se dá</p><p>pelo estímulo do TRH (estimulador da Tireotrofina)</p><p>utilizado no diagnóstico do hipotireoidismo primário</p><p>em cães, gatos e equinos (aplicação</p><p>seguida de</p><p>mensuração do T 4 e/ou T3).</p><p>- Mais utilizado em pesquisa do que na rotina</p><p>clínica</p><p>Hipotireoidismo - Levotiroxina (T4)</p><p>Forma mais usada para reposição hormonal em cães,</p><p>gatos (raro), equinos (iatrogênico e congênito).</p><p>,</p><p>Indicação: hipotireoidismo em geral, via PO, porém há</p><p>uma forma injetável normalmente o tratamento é</p><p>para toda a vida do animal</p><p>Hipertireodismo- Antitireoidianos - tionamidas</p><p>52</p><p>Metimazol(Tapazol®) e Carbimazol</p><p>Inibem a iodação da tireoglobulina pela metálica da</p><p>produção de T4 e T3.</p><p>indicação: tratamento do hipertireoidismo.</p><p>Não causam danos ao tecido da tireóide e não inibem a</p><p>liberação do hormônio já existente na glândula, mas</p><p>inibem a sua síntese</p><p>- Efeitos indesejáveis mais frequentes (≈15%):</p><p>anorexia, vômitos e letargia</p><p>OBS: Radioiodoterapia - destrói seletivamente o tecido</p><p>tireoideano funcional</p><p>Pâncreas Endócrino</p><p>Diabetes mellitus tipo I e II</p><p>- Várias espécies são comuns em cães e gatos.</p><p>Furo. Raro em equinos (síndrome metabólica),</p><p>ovelhas, bovinos e suínos.</p><p>Insulinoma – cães, gatos, mais raramente furão, bovino</p><p>e pônei.</p><p>Drogas para Controle da Diabetes</p><p>Insulina ……………………………….………………………………………….………………………………….……………</p><p>Hormônio proteico sintetizado e secretado pelas células</p><p>β das ilhotas de Langerhans no pâncreas. O fator</p><p>mais importante para estímulo da secreção de insulina</p><p>é a glicose</p><p>Glicocorticóides estimulam liberação de insulina. e</p><p>exercícios físicos e jejum inibem a liberação de insulina.</p><p>Por ser um hormônio protéico – não pode ser</p><p>administrado por via oral, pois sofreria ação da</p><p>digestão. Suas vias de administração são SC, IM e IV.</p><p>Ação: transporte da glicose para dentro da célula e</p><p>estimula a oxidação da glicose, inibe a glicogenólise e</p><p>aumenta a síntese de glicogênio, inibe a lipólise (as</p><p>ações no tecido adiposo e no metabolismo dos lipídeos</p><p>e carboidratos são mais importantes nos carnívoros)</p><p>● Diabetes tipo 1: destruição imunomediada das</p><p>ilhotas de Langerhans (forma mais comum</p><p>em cães)</p><p>● Diabetes tipo 2: prejuízo na secreção insulínica</p><p>associado à resistência insulínica (mais</p><p>comum em felinos e animais obesos)</p><p>Existem análogos de insulina de longa duração:</p><p>glargina e detemir – absorção lenta e sustentada;</p><p>recomendadas como primeira escolha no tratamento</p><p>do DM em felinos.</p><p>53</p><p>Metabolismo: enzima/protease que degrada insulina</p><p>nos tecidos é reportada, principalmente fígado, rins,</p><p>músculo, cérebro, fibroblastos e hemácias.</p><p>Indicações: Tratamento da diabetes compensada e</p><p>descompensada (cetoacidose diabética e síndrome</p><p>hiperosmolar não cetogênica), Cetose em bezerros -</p><p>insulina usada como agente anticetogênico</p><p>- Efeitos adversos: hipoglicemia; produção de Ac</p><p>contra a insulina</p><p>Hipoglicemiantes orais ……………………………….………………………………………….…</p><p>Sulfonilureias de 1a e 2a geração</p><p>- 1a geração: tolbutamida, acetoexamida,</p><p>tolazamida e Clorpropamida</p><p>- 2a geração: gliburida, glipizida, gliclazida,</p><p>glimepirida</p><p>Boa absorção por via oral, metabolização hepática e</p><p>excreção renal. Contraindicado em pacientes</p><p>hepatopatas e nefropatas.</p><p>Ação: Inibem canais de K -ATP dependentes levando a</p><p>despolarização da célula e liberação de insulina. E</p><p>aumentam a capacidade da insulina inibe a produção</p><p>de glicose pelo fígado e sua utilização.</p><p>Agem diretamente nas células β induzindo a liberação</p><p>de insulina mesmo diante de baixas concentrações de</p><p>glicose no sangue, só exercendo seu efeito quando</p><p>essas células são funcionais (por isso seu uso é</p><p>contraindicado em indivíduos com absoluta deficiência</p><p>de produção de insulina).</p><p>- Efeitos indesejados: o principal é hipoglicemia;</p><p>distúrbios da crase sanguínea; incremento da</p><p>secreção do hormônio antidiurético (ADH);</p><p>colestase; e distúrbios neurológicos como</p><p>parestesia e cefaleia, além de ganho de peso</p><p>Glipizida era o mais utilizado em felinos, mas passou a</p><p>ser contraindicado, pois acelera a insuficiência das</p><p>células β</p><p>Biguanidas - Metformina</p><p>Muito utilizada no tratamento do DM tipo 2 em</p><p>humanos.</p><p>Promove o aumento da sensibilidade dos tecidos</p><p>periféricos, do fígado e dos músculos à insulina,</p><p>melhorando a captação de glicose pelos tecidos.</p><p>Inibe a gliconeogênese hepática e a glicogenólise.</p><p>Diminui absorção de glicose pelo intestino e não age</p><p>nas células β pancreáticas</p><p>- efeitos indesejados: trato gastrintestinal</p><p>(desconforto abdominal, inapetência, vômito e</p><p>diarreia). Contra indicados em nefropatas</p><p>Outras medicações:</p><p>• Tiazolidinedionas</p><p>• Inibidores de co-transportador sódio - glicose</p><p>• Inibidores da α glicosidase</p><p>Glucagon …………………………….……………………………………….…………………………………………</p><p>Hormônio hiperglicemiante – liberado pelo pâncreas</p><p>quando a glicose está baixa.</p><p>Somente pode ser usado em animais com reserva</p><p>hepática de glicogênio.</p><p>- Não pode ser usado em casos de insulinoma</p><p>ou feocromocitoma.</p><p>Aplicações: relaxamento de musculatura lisa. Tem sido</p><p>usado em felinos com cálculo ureteral.</p><p>- Efeitos adversos – raro.</p><p>54</p><p>…………. Dr�gas para o tratamento de d�enças gastr�intestinais ………….</p><p>Drogas antieméticas e procinéticas</p><p>O centro do vômito é no encéfalo, mais</p><p>especificamente, no bulbo/medula oblonga: ZQD no</p><p>assoalho do 4 ventrículo (fora da BHE). O vômito é uma</p><p>ação ativa e envolve neurotransmissores.</p><p>Está relacionado também com o sistema vestibular</p><p>(relacionado ao equilíbrio - enjoo por movimento).</p><p>Neurotransmissores envolvidos: histamina (h1),</p><p>acetilcolina (m1), serotonina (5-HT3), dopamina (da2),</p><p>neurokinin (NK-1) receptores opioides, a1 adrenérgicos e</p><p>cb1 .</p><p>- Vias aferente GI estimulam o ZQD</p><p>Vômito</p><p>Enjoo por movimento NC VIII - histamina e receptor H1</p><p>ZQD e centro do vômito: estimulado por medicamentos</p><p>e inflamações no trato GI via NC X, aciona os</p><p>receptores e ocorre o vômito.</p><p>Stress e condições psicológicas: estímulo do vômito</p><p>por liberação de dopamina</p><p>Vômito é um processo ativo com envolvimento de</p><p>sistema autônomo e existem por causas primarias ou</p><p>secundarias</p><p>Drogas antieméticas: Algumas drogas antieméticas</p><p>possuem ação pró cinética e algumas de apenas</p><p>procinética. Auxiliam esvaziamento gástrico.</p><p>● Pró-cinéticas são medicamentos capazes de</p><p>estimular a motilidade do tubo digestivo e</p><p>acelerar o trânsito do conteúdo intraluminal.</p><p>● Antieméticos é a classe farmacológica</p><p>destinada a promover o alívio dos sintomas</p><p>relacionados às náuseas (enjoos) e êmese</p><p>(vômito)</p><p>Tranquilizantes fenotiazinicos</p><p>Clorpromazina e acepromazina</p><p>Efeito antiemético por antagonizar os efeitos da</p><p>dopamina no SNC, quando o receptor da dopamina</p><p>DA-2 e estimulado ocorre o vômito.</p><p>Leve bloqueio do receptor a1 adrenérgico e alguns tipo</p><p>são antagonistas h1 e m1</p><p>- Efeitos adversos: sedação e atividade motora</p><p>involuntária</p><p>Antimuscarínicos</p><p>Atropina e escopolamina</p><p>Efeito antiemético por antagonizar receptor M1 no SNC</p><p>(atropina apenas), porém atuam em receptores M1 na</p><p>musculatura lisa de vários órgãos</p><p>Escopolamina: antiespasmódico e analgésico em</p><p>equinos, bovinos e cães</p><p>- Efeitos adversos: excitação, xerostomia,</p><p>aumento de PIO, taquicardia, redução da</p><p>motilidade GI. Não deve ser usado se houver</p><p>suspeita de impactação. Em gatos tem efeitos</p><p>colaterais são mais indesejáveis.</p><p>55</p><p>Anti-histamínico</p><p>Difenidramina, dimenidrato, prometazina e meclizina.</p><p>Baixo efeito antiemético por antagonizar receptor H1</p><p>no centro do vômito e sistema vestibular, tem discreta</p><p>ação antimuscarínico</p><p>Uso em cães (dimenidrato e meclizina) e gatos</p><p>(meclizina) em casos de enjoo por movimento;</p><p>vestibulopatia.</p><p>- A meclizina tem menos efeitos colaterais</p><p>Metoclopramida</p><p>Inibe a transmissão dopaminergica no SNC - efeito</p><p>antiemético e Inibe receptor de serotonina (5-HT3) em</p><p>doses mais altas</p><p>Efeito procinético acelerando o esvaziamento gástrico e</p><p>duodenal por estímulo colinérgico - aumenta a</p><p>liberação de ACH.</p><p>Usado em cães, gatos, equinos e bovino.</p><p>- Efeitos adversos: excitação e distúrbios</p><p>comportamentais, não pode ser usada em caso</p><p>de obstrução GI (pois aumenta o</p><p>peristaltismo), aumenta a excreção de</p><p>prolactina.</p><p>Antagonista de serotonina</p><p>Ondansetrona, dolasetron, palonosetron, granisetron</p><p>Vômito: Quando estimuladas ocorre a despolarização</p><p>celular devido ao rápido influxo de K nos canais icônicos</p><p>levando ao vômito. No caso dos antagonistas, ele</p><p>impede esse efeito.</p><p>Os receptores de serotonina estão presentes no SNC,</p><p>ZQD, trato GI.</p><p>- Segura para nefropatas por sua excreção ser</p><p>hepática</p><p>Mirtazapina,: ação bloqueando os receptores, mas</p><p>ultimamente é utilizada como orexígeno (aumenta o</p><p>apetite)</p><p>Canabinóides: receptor cb1 presente no SNC. Tem ação</p><p>antiemética e melhora do apetite.</p><p>Óleo de CDB, THC sintético (dronabinol - marinol)</p><p>Antagonista receptores NK-1</p><p>Diversas ações em tônus e permeabilidade vascular,</p><p>produção de muco no trato respiratório, FC e SNC no</p><p>centro do vômito</p><p>Citrato de maropitant (cerenia)</p><p>Boa ação antiemética, antagonista do receptor NK-1 no</p><p>centro do vômito, que recebe estímulos de várias vias,</p><p>assim é considerada uma droga de amplo espectro no</p><p>controle da êmese.</p><p>Penetra. BHE, excreção e metabolização hepática com</p><p>efeito de primeira passagem via oral.</p><p>- Tem efeito acumulativo na via do CYP e quase</p><p>sem efeitos colaterais</p><p>Domperidona</p><p>Procinética e estimula prolactina - antagonista dos</p><p>receptores da dopamina, a1 adrenergico e serotonina.</p><p>Uso basicamente em equinos não pela ação procinética</p><p>mas para estimular a prolactina e tratamento de</p><p>laminite pois aumenta a vascularidade da região.</p><p>Cisaprida</p><p>Procinética - agonista do receptor 5HT4 no complexo</p><p>mioentérico, este receptor estimula condução</p><p>colinérgica nos neurônios entéricos. Também tem ação</p><p>antagonista 5-HT3</p><p>- Pouco efeitos indesejáveis e em gatos não é</p><p>adequado o uso pelos efeitos colaterais . Não</p><p>administrar junto com antiácidos locais ou</p><p>sistêmico</p><p>Prucaloprida</p><p>Enterocinetico: agonista dos receptores 5-HT4 no</p><p>complexo mioentérico, usado basicamente em casos de</p><p>constipação (principalmente em gatos)</p><p>Betanecol</p><p>Procinético - agonista colinérgico</p><p>Utilizado em equinos como procinético GI, e em</p><p>pequenos animais usado para estimular a contração</p><p>de musculatura da bexiga.</p><p>- efeito adversos: diarréia e salivação</p><p>56</p><p>- A Lidocaína pode ser usada no tratamento do</p><p>íleo paralítico, possuindo atividade procinética</p><p>(usa difundido em equinos por via IV)</p><p>Drogas eme´ticas</p><p>Eméticos irritantes</p><p>Coreto de sódio em solução aquosa aquecida, água</p><p>oxigenada 10v (cuidado com o risco de broncoaspiração</p><p>da espuma produzida e a gastrite formada pela lesão</p><p>na mucosa) e Ipeca.</p><p>Eméticos centrais</p><p>Opióides (alomorfia e morfina - antagonista dos</p><p>receptores dopaminérgicos e opióides), xilazina (a2</p><p>agonistas)</p><p>- Os felinos vomitam mais com a2 agosnistas,</p><p>ao contrário dos cães.</p><p>Drogas que atuam na inflamação</p><p>gástrica</p><p>"Antiácidos"</p><p>● Locais ou nao sistêmico</p><p>● Antagonistas H2”: famotidina (menos</p><p>utilizados)</p><p>● Inibidores da bomba de prótons</p><p>● Sulcralfato</p><p>Fatores predisponentes para inflamação gástrica: uso</p><p>de AINEs e glicocorticoide, doenças inflamatórias e</p><p>estresse.</p><p>Locais ou não sistêmico</p><p>Efeito no estômago: aumenta o Ph gástrico neutraliza</p><p>o. HCL liberado pela célula parietal do estômago</p><p>Hidróxido de magnésio, hidróxido de cálcio, óxido de</p><p>magnésio, carbonato de magnésio, hidróxido de</p><p>alumínio. Tem efeito também laxante e os que tem</p><p>alumínio pode causar constipação</p><p>Indicado: diminuição e prevenção da acidose, pode ser</p><p>usada também por quelante de fósforo e inflamação</p><p>gástrica</p><p>Sucralfato</p><p>Tratamento ou prevenção de úlceras gástricas (cães,</p><p>gatos e equinos).</p><p>Se dissocia em sacarose sulfatada e hidróxido de</p><p>alumínio no Ph ácido do estômago - forma uma</p><p>substância viscosa e aderente, se adere à mucosa</p><p>lesionada. (Forma uma barreira protetora).</p><p>Melhora a cicatrização (aumenta o fator de</p><p>crescimento da epiderme), aumenta a síntese de</p><p>prostaglandina que é gastroprotetora.</p><p>- Não pode ser dada junto com alimento e</p><p>outras medicações pois pode interferir</p><p>Inibidores da bomba de prótons</p><p>Omeprazol, pantprazol.</p><p>São bases fracas e após a absorção ficam presa nas</p><p>células parietais do estômago que são mais ácidas, se</p><p>difundem pelo ambiente ácido dos canaliculada</p><p>secretários das células parietais e ali formam ligações</p><p>dissulfeto com cisteína que se ligam à subunidade de</p><p>enzimas atrases resultando na inativação prolongada</p><p>ou irreversível dos canais de prótons ( não tem a</p><p>produção de ácido clorídrico).</p><p>- Ácido com base, a droga demora mais a ser</p><p>absorvida, fica mais no ambiente ácido.</p><p>- Demora cerca de 2 a 4 ias para o início de sua</p><p>ação máxima</p><p>Metabolização pelo sistema microssomal hepático com</p><p>excreção hepática.</p><p>- efeitos adversos: raros, o uso crônico pode</p><p>causar problemas em relação a sistemas de</p><p>Feedback negativos e níveis de gástrica ficam</p><p>altos, que pode ter associação com neoplasia</p><p>em estômagos (não comprovado), +</p><p>supercrescimento bacteriano.</p><p>- A retirada deve ser gradual.</p><p>- Interações medicamentosas: O medicamento</p><p>que altera o ph do estômago pode interferir</p><p>com a absorção de outras drogas. E devido a</p><p>sua via de metabolização pode inibir ou</p><p>acelerar o metabolismo de outras provas.</p><p>57</p><p>Antifiséticos e antifermentativos</p><p>Antifermentativos</p><p>Previne ou diminui a fermentação excessiva</p><p>(principalmente em herbívoros)</p><p>Terebintina e formalina (via oral ou direto no rúmen)</p><p>- Antimicrobianos com ação no TGI também</p><p>possuem ação fermentativa.</p><p>Antifisético</p><p>Facilitam a emissão de gases no TGI ou dificulta a</p><p>formação de espuma (aliviando a tensão superficial)</p><p>Drogas que atuam no tratamento da</p><p>diarreia</p><p>Protetores de mucosa: substâncias insolúveis e</p><p>quimicamente inertes que agem nas porções finais do</p><p>TGI; ex. pectina (Kaomagma®)</p><p>Demulcentes: alto peso molecular com efeito nas</p><p>primeiras porções do TGI (boca do estômago). Ex: goma</p><p>arábica, ágar, sacarose, mel,...</p><p>Adsorventes: Substâncias que atraem outras por meio</p><p>de forças eletrolíticas. Ex: carvão ativado (enterex),</p><p>trissilicato de alumínio, caulim, silicato de bismuto); e</p><p>utilizado em intoxicações por ingestão.</p><p>- Carvão ativado: usado como absorvente de</p><p>toxinas, não deve ser tomado junto de outros</p><p>medicamentos</p><p>- Salicilato de bismuto: absorção de enterologista</p><p>bacterianas. Discreta ação anti-inflamatória.</p><p>Modificadores de motilidade</p><p>Drogas anticolinérgicas (Atropina, escopolamina,</p><p>propantelina, glicopirrolato)</p><p>Diminui motilidade, diminui produção de secreção -</p><p>efeito parassimpaticolítico</p><p>- não alteram o curso da doença, apenas</p><p>reduzem o sintoma e podem ser deletérios em</p><p>alguns casos, principalmente de etiologia</p><p>infecciosa bacteriana.</p><p>- A escopolamina pode ser um auxiliar na cólica</p><p>de equinos.</p><p>Opióides</p><p>Difenoxilato e loperamida</p><p>Diminui a motilidade do TGI, atividade anti secretória</p><p>diminuindo o cálcio para dentro da célula, aumenta o</p><p>tônus dos esfíncteres do TGI.</p><p>- em cães com deficiente de glicoproteína tem</p><p>toxidade e não é indicada para tratamento de</p><p>diarreia de caso infeciosa</p><p>Doenças intestinais inflamatórias</p><p>(DII)</p><p>Imunomediadas: sistema imune levando a disfunção e</p><p>gera uma inflamação</p><p>- Geralmente são linfocíticas - plasmáticas;</p><p>eosinofilia ou neutrofílicas.</p><p>Sulfassalazina</p><p>Quebrada em sulfonamida e salicilato com boa ação</p><p>anti-inflamatória e pequena ação sobre microbiota,</p><p>anti lox e ação antioxidante.</p><p>Mais comumente usado para colite (inflamação do</p><p>cólon)</p><p>Mesalazina, olsalazina.</p><p>- O gato é sensível e seu uso crônico há efeitos</p><p>adversos como hepatopatias.</p><p>Glicocorticóides</p><p>Ação sistêmica e local, ação anti-inflamatória e</p><p>imunossupressora (diminuir a imunidade que está</p><p>levando a essa inflamação imunomediadas).</p><p>Budesonida (ação local)</p><p>Drogas imunossupressores</p><p>Azatioprina - inibe atividade e resposta linfocitária</p><p>Clorambucil - agente alquilante</p><p>58</p><p>Ciclosporina – tratamento de fístula perianal</p><p>associada à colite ulcerativa. Inibe atividade de células T</p><p>e liberação de citocinas</p><p>Ômega 3</p><p>Ação anti-inflamatória reduzindo a presença de</p><p>leucotrieno no epitélio intestinal. Tem ação também na</p><p>metabolização de substâncias, manutenção da saúde</p><p>do epitélio intestinal e prevenção de outras infecções</p><p>(efeitos prebióticos e probióticos).</p><p>Laxoativos e Catárticos</p><p>Alteração de características das fezes e aumento da</p><p>motilidade intestinal.</p><p>Estimulantes ou irritantes</p><p>Fenolftaleína e bisacodil.</p><p>Alteração eletrolítica levando a uma disfunção</p><p>hidroeletrolítica alterando o peristaltismo e a</p><p>aumentando</p><p>a secreção.</p><p>- afeta o equilíbrio eletrolítico se usado em</p><p>doses altas. Deve verificar se há obstrução.</p><p>Osmótico</p><p>Salina, manitol, lactulose, sulfato de magnésio.</p><p>Atrai água para o lúmen intestinal para mudança e</p><p>osmolaridade.</p><p>- Pode ser utilizado por enema VO</p><p>Formadores de massa</p><p>Fibras não digeríveis, polissacarídeos naturais ou</p><p>semi-siderados psyllium.</p><p>Atrai água para o lúmen intestinal e aumenta a</p><p>motilidade por ativação de mecanorreceptores.</p><p>- Efeito mais lentos</p><p>Lubrificantes</p><p>Óleo mineral, petrolatum, glicerina</p><p>Forma um filme oleoso nas fezes e mantém a água</p><p>nas mesmas</p><p>- o uso crônico reduz a absorção de vitaminas</p><p>lipossolúveis.</p><p>Surfactantes</p><p>Sulfosuccinato de sódio</p><p>Diminui a tensão superficial e aumenta a entrada de</p><p>água</p><p>Drogas usadas na hepatopatia e IPE</p><p>Colereticos</p><p>Ácido ursodesoxicólico</p><p>Modulam a composição dos sais biliares, tornando-os</p><p>mais hidrofílicos, que são menos citotóxicos.</p><p>Aumentam o fluxo da bile, reduzem as alterações</p><p>filmadoras hepatocelulares, reduzem a fibrose,</p><p>possíveis efeitos imunomoduladores e anti oxidantes,</p><p>atividade laxante</p><p>SAME - S-adenosil metionina</p><p>Aminoácido modificado importante para reações de</p><p>metilação no fígado. Metionina auxilia no crescimento</p><p>celular e reparação tecidual.</p><p>Além disso, aumenta a excreção da bile pelos</p><p>hematócrito, está envolvido na replicação celular e</p><p>síntese de proteínas imunomodulador, anti-oxidantes</p><p>percursos indireto de glutationa (contrabalança a</p><p>depleção do glutatião na doença hepática)</p><p>Nutracêuticos</p><p>Silimarina</p><p>Antioxidante pois elimina radicais livres e inibe a</p><p>peroxidação lipídica e ação anti-inflamatória inibindo a</p><p>5-lipoxigenase.</p><p>Pancreática</p><p>Insuficiência pancreática exócrina (IPÊ): não consegue</p><p>produzir as enzimas digestivas. Utilizada a pancreatina</p><p>que são enzimas pancreáticas lipase e amilase para</p><p>auxiliar a digestão</p><p>59</p><p>…………….... Farmac�l�gia d�s antiparasitari�s ……………....</p><p>Anti-helmínticos: antitrematodeos, anticestodeos,</p><p>antinematodeos.</p><p>Antiprotozoarios</p><p>Ectoparasiticidas</p><p>Os parasitas no meio de produção geram perdas</p><p>econômicas (perda de peso, crescimento inadequado,</p><p>baixa imunidade, disfunção dos órgãos, redução na</p><p>absorção de nutrientes e outros) e são transmissores</p><p>de doenças.</p><p>- A prescrição irregular gera Resistência.</p><p>Existe um limite máximo de resíduos nos animais de</p><p>produção regulados pelo MAPA. Por exemplo, a</p><p>averectina são lipolíticos e podem ter uma parte</p><p>excretada no leite e não são eliminadas por</p><p>pasteurização, fervura e esterilização.</p><p>Sobre os antiparasitários</p><p>Antiparasitários geralmente contra helmintos, causa a</p><p>morte por paralisia. Eles tem receptores de acetilcolina,</p><p>glutamato e GABA, onde os medicamentos estão</p><p>atuando.</p><p>Fatores relacionados à eficácia: espécie do animal,</p><p>estágio do parasito, carga parasitária (carga muito alta</p><p>pode reduzir a biodisponibilidade do fármaco) e</p><p>resistência.</p><p>Fatores relacionados ao medicamento: tamanho,</p><p>solubilidade e formulação, biotransformação, via de</p><p>adm.</p><p>Fatores relacionado ao hospedeiro: idade, espécie e raça</p><p>do animal, condições fisiológicas e dieta do animal</p><p>(pode alterar a biodisponibilidade)</p><p>Anti-helmíntico</p><p>Vários anti-helmínticos agem na neurotransmissão</p><p>dos parasitas. Eles possuem neurotransmissores de</p><p>acetilcolina, glutamato, GABA e octopamina.</p><p>As drogas atuam no potencial de ação através do</p><p>controle de íons (K, Na, Ca e Cl), esse inibição ou</p><p>ativação dos canais altera o influxo de íons para célula</p><p>(morrem por alterações do impulso nervosos levando a</p><p>paralisia flácida ou espástica). Outros atuam no</p><p>metabolismo energético.</p><p>● Controle de endoparasita: cestódeos,</p><p>nematódeos, trematódeos</p><p>● Controle de endo e ectoparasita (Endectocidas):</p><p>ivermectina.</p><p>● Existem antiparasitários VO, parenteral e</p><p>cutânea.</p><p>Propriedades ideal: composição química estável e</p><p>compatibilidade com os outros compostos (a maioria</p><p>das drogas fez-me associações entre anti-helmínticos</p><p>para aumentar o espectro de ação ), , ação em estágios</p><p>adultos e imaturos dos parasitos, amplo espectro,</p><p>menor interferência na imunidade, palatabilidade,</p><p>ausência de resíduos no leite e tecidos.</p><p>(Quadro 4.2.1)</p><p>Como a droga penetra no parasita? Deve ter boa</p><p>lipossolubilidade, e boa capacidade de ionização (+</p><p>ionização, mais bem absorvida), gradiente de</p><p>concentração, ambiente do parasita e composição de</p><p>seu tecido</p><p>● Nematódeo: A droga atua por meio de difusão</p><p>passiva da cutícula</p><p>● Trematoda: ingestão oral e trans tegumentar</p><p>● Cestodeo: difusão passiva</p><p>60</p><p>Antinematódeos</p><p>Benzimidazoles e Probenzimadoles</p><p>São seguros usados no controle de nematóides</p><p>intestinais e pulmonares,</p><p>Albendazol e fembenzasol. (Amplo espectros)</p><p>● Eficaz nas formas adultas e alguns BZD</p><p>atuam nas formas imaturas e ovicida</p><p>● Administração oral e melhor absorvida em pH</p><p>baixo (estômago e abomaso)</p><p>● Metabolização hepática e excreção biliar.</p><p>Mecanismo de ação: ligação à tubulina dos</p><p>microtúbulos, interrompendo processos de mitose,</p><p>transporte de nutrientes e alterações estruturais</p><p>celulares (interferindo no metabolismo energético).</p><p>Em doses altas, inadequadas, existem potencial tóxicos</p><p>que podem agir nas células do hospedeiro.</p><p>Imadazotiazois</p><p>Usados apenas no controle de nematódeos GI e</p><p>pulmonares, são feitos na forma adulta e imaturas</p><p>(não é ovicida).</p><p>Levamisol e tetramisol</p><p>● Administração oral, parenteral e tópica,</p><p>metabolização e excreção hepática e renal.</p><p>● Rapidamente eliminados dos tecidos (animais</p><p>de produção)</p><p>Mecanismo de ação: agonista colinérgico dos receptores</p><p>nicotínicos causando contração muscular e paralisia</p><p>espasmaria, também estimulam a resposta imune</p><p>celular no anim através da il-18 (interferência na</p><p>coordenação neuromuscular)</p><p>- Tóxicos pra equinos e Não usar com</p><p>organofosforado e carbamatos.</p><p>PIrimidinas</p><p>Usados para nematódeo GI, eficaz na forma adulta</p><p>apenas.</p><p>Pirantel, morantel, oxantel</p><p>● Adm oral, metabolização hepática e excreção</p><p>renal e fiscal</p><p>Mecanismo de ação: Agonista colinérgicos de receptores</p><p>nicotínicos causando contração muscular e paralisia</p><p>espasmaria</p><p>Derivados Macrolíticos da Lactona - compostos</p><p>endectocidas (age contra os nematódeos e</p><p>ectoparasitas)</p><p>Avermectinas e milbemicinas: ivermectina, abamectina,</p><p>selamectina, milbemicina e outros.</p><p>● São altamente lipofílicos e com semelhança</p><p>nos mecanismos de ação.</p><p>● Espectro de ação: nematódeos GI e pulmonares,</p><p>microfilárias, ectoparasita.</p><p>● A maioria é excretada não metabolizada com</p><p>excreção biliar e nas fezes (pode ter via leite)</p><p>● Impacto ambiental: quando libera as fazes com</p><p>o fármaco mata os artrópodes presente no</p><p>ambiente</p><p>Mecanismo de ação: redução da atividade motora e</p><p>paralisia em artrópodes e nematóides -> atua através</p><p>do GABA (em doses mais altas) e/ou canais de cloro</p><p>(glutamato dependentes GluCl) que ela a</p><p>hiperpolarização e paralisia flácida.</p><p>- GluCl são específicos dos invertebrados</p><p>Anti Cestódeos e Anti Trematódeos</p><p>Benzimizadois</p><p>Desorganização estrutural do tegumento dos vestidos</p><p>e trematedoeos e reduz a utilização de glicose</p><p>causando destruição do parasita.</p><p>Substituo fenólico</p><p>Interfere no metabolismo respiratórios e na absorção</p><p>de glicose e na fosforilação oxidativa mitocondrial.</p><p>Niclosamida</p><p>- Equinos e ruminantes</p><p>Pirazinoisoquinolonas</p><p>Atua nas formas adultas e larvais dos cestódeos</p><p>Praziquantel (ambos) e Epsiprantel (cestodeos)</p><p>61</p><p>Efeitos sobre o potencial de membrana das células</p><p>musculares inibindo a bomba de Na/K ATPase e</p><p>influenciando influxo de calco celular (aumentando a</p><p>permeabilidade da membrana sobre os cânions</p><p>causando paralisia espástica) e desintegração do</p><p>tegumento de cestódeos e trematódeos.</p><p>Antiprotozoários</p><p>Vários agentes quimioterápicos possuem ação anti</p><p>protozoários.</p><p>Nitroimidazois</p><p>Benzimidazois</p><p>Antimoniais pentavalente e meltefosina</p><p>Antagonista do ácido fólico e sulfonamida</p><p>Ionofosforo</p><p>Macrolideos e aminoglicosídeos</p><p>Inibidores da síntese de DNA</p><p>Dinâmicas aromáticas</p><p>Antiprotozoários - Anticoccìdeos</p><p>Nitroimidazóis</p><p>Amplo escritos de ação (giárdia, tripanossoma,</p><p>entamoeba, histomonas e outras..)</p><p>Tinidazol, metronidazol, ronidazol, benznidazol….</p><p>Mecanismo de ação: efeito tóxico sobre metabolismo</p><p>intermediário</p><p>dos protozoários, liberação de radicais</p><p>livres com dano no DNA celular.</p><p>Metronidazol: modernamente lipofílico, boa difusão</p><p>através das membranas, ação contra protozoários</p><p>dentro e fora do lúmen intestinal</p><p>Boa absorção oral, apresentação IV, metabolização</p><p>hepática e glicuronidação e excreção renal.</p><p>- Efeito adverso: glossite, estomatite, náusea e</p><p>vômito e neurotoxicidade</p><p>Antimonial</p><p>Ação contra leishmania</p><p>Antimoniato de Meglumine: Mecanismo de ação ainda</p><p>não definido e de uso humano</p><p>Miltefonsina: uso em cães, administração oral ,</p><p>metabolização hepática e não apresenta excreção renal</p><p>Mecanismo de ação: inibição de enzimas importantes</p><p>em função dos parasitas. Tem ação imunomoduladora</p><p>levando a ativação da resposta celular</p><p>- Efeito adverso: transtorno digestivo com</p><p>vômito, diarreia e anorexia.</p><p>Anticoccideos</p><p>Existem os sintéticos e não sintéticos. Usados mais</p><p>em animais de produção principalmente em aves que</p><p>ficam sempre juntas.</p><p>Sintéticos</p><p>Mecanismo de ação: interfere em estágios específicos</p><p>dos coccídeos</p><p>- Inibição da respiração mitocondrial:</p><p>decoquinato, clopidol</p><p>- Inibição da via do ácido fólico: sulfonamida</p><p>- Inibicao competitiva da captação de tiamina:</p><p>amprólio</p><p>Ionosfotos (não sintético)</p><p>Mecanismo de ação: os ionóforo interrompem o</p><p>desenvolvimento do esporozoíto, aumentando a</p><p>concentração de íons na+ intracelulares, além disso,</p><p>eles aumentam a atividade de na/K/</p><p>Hemiparasitas</p><p>Babesiose: transmitida por carrapatos, deve fazer o</p><p>controle de ectoparasitas</p><p>- diamidinas e derivados das carbanilida</p><p>Anaplasmose:; acomete bovinos causando perdas</p><p>econômicos,</p><p>- Imidocarb e tetraciclina</p><p>62</p><p>Ectoparasitas</p><p>Interfere na qualidade de vida transmitindo doenças e</p><p>causando perdas na produção animal.</p><p>Ideal: ter repelente estultícia, eficaz contra formas</p><p>imaturas e ovos, persistência no sangue em</p><p>concentrações terapêuticas por 11 -3 meses, estável na</p><p>luz, sol e sustente a banho e não se tóxico.</p><p>A maioria das aplicações são por produtos tópicos</p><p>(spray, coleiras, pour-on), oral ou injetável.</p><p>- A absorção transdermica è mais lenta e varia</p><p>de corpo com a espessura da pele (evita a</p><p>degradação GI).</p><p>Mecanismo básico de ação:</p><p>- Atua no sistema nervoso: inibidores a</p><p>acetilcolinesterase, bloqueadores ou</p><p>moduladores do canal de sódio, inibidores dos</p><p>receptores isotônicos, receptores de gaba e</p><p>glutamato, inibidores do canal de Cl.</p><p>- Repelentes de ectoparasitas</p><p>- Inibe o crescimento e desenvolvimento e</p><p>insetos</p><p>Classe dos fármacos</p><p>Organofosforado: inibidor irreversível da</p><p>acetilcolinesterase</p><p>Carbamatos: inibidor reversível da acetilcolinesterase</p><p>Piretroides: moduladores dos canais de Na, usados em</p><p>xampus e pour-on . Tende a permanecer na superfície</p><p>da derme</p><p>- Tóxico para gatos</p><p>Formamidinas: inibem a MAO e fazem agonismo de</p><p>receptor a-2 adrenérgico.</p><p>- tóxico em equinos e cães e em caso de intoxicação</p><p>pode utiliZar antagonista alfa 2 adrenérgico</p><p>Avermectina e milbemicinas: tem ação endectocida</p><p>Espinosinas e espinosoides: ação contra pulga, altera</p><p>as funções dos receptores nicotínicos (específico do</p><p>parasita) e GABA.</p><p>Imidacloprida, nitempiridam: interfere na transmissão</p><p>do SN dos insetos (age em receptores nicotínicos), ação</p><p>contra pulga</p><p>Fipronil e piriprol: cães, gatos e bovinos, bloqueiam os</p><p>canais de Cl por inibição não competitiva com canais de</p><p>GABA e GLU.</p><p>Metoprene: atua inibindo a evolução do parasita</p><p>Semicarbazonas: bloqueador de canais de sódio dos</p><p>insetos e ação contra pulgas, carrapatos e sarnas</p><p>Isoxazolinas: interação com os receptores GABA e de</p><p>GLU do SNC JNM mais seletivos para os receptores</p><p>dos insetos.Tratamento de pulga e carrapato</p><p>Indoxacarbe: Antagonista dos canais de sódio voltagem</p><p>dependente dos insetos</p><p>Dinotefuran: agen nos receptor nicotínicos das pulgas</p><p>63</p><p>………….......... Intr�dução a�s antimicr�bian�s. …………........</p><p>Inespecífico: agem sobre os microorganismo em gerais,</p><p>soa ao anti-sépticos (pele e mucosa) e desinfetantes</p><p>(objetos e superfícies)</p><p>Específicos: trata determinado microrganismo que</p><p>produz uma enfermidade.</p><p>Usos na veterinária: Uso terapêutico, profilático,</p><p>metafilático, como aditivo zootécnico melhorador de</p><p>desempenho.</p><p>Inespecíficos (antisséptico e desinfetantes)</p><p>Limpeza: retirada de material estranho de uma</p><p>superfície (não necessariamente contra um</p><p>microrganismo)</p><p>Desinfetantes: biocida aplicado em superfície inerente</p><p>Antissépticos: biocida aplicado em tecido vivo</p><p>Conceitos:</p><p>Esterilização: remoção de todos os microrganismos</p><p>inclusive esporulados, não em superfície viva.</p><p>Assepsia: conjunto de medidas utilizadas para manter</p><p>o ambiente ou superfície viva com menor quantidade</p><p>possível de microorganismo e sujidade</p><p>Desinfeção: diminuir os microrganismos, exceto</p><p>esporulados, em uma superfície inanimada</p><p>Antissepsia: eliminação de microrganismos no tecido</p><p>vivo com auxílio de antisépticos.</p><p>Fatores que afetam a ação: concentração, tempo de</p><p>contato, temperatura, ph, limpeza prévia, tipos de</p><p>microrganismos, formação de biofilme.</p><p>Específicos - conceitos</p><p>Antibióticos: provém de substância que o</p><p>microrganismo produz</p><p>Quimioterápicos: totalmente sintético</p><p>…. Staticos: evita a replicação do agente</p><p>… Cidas: morte do agente</p><p>Potência ou concentração inibidores mínima (MIC):</p><p>Concentração do antimicrobianos necessário para inibir</p><p>o crescimento do agente, quanto menor o MIC, maior a</p><p>potência. E, quanto maior a potência, maior a</p><p>dificuldade de o agente desenvolver resistência.</p><p>64</p><p>Antifúngicos</p><p>Existe uma dificuldade de criar um antifúngico que não</p><p>seja tóxico para células do animal. A maioria atua</p><p>sobre a membrana sobre o ergosterol (colesterol de</p><p>humanos).</p><p>Antifungicos: Griseofulvina, Anfotericina B, Azoles,</p><p>Terbinafina, Nistatina e Iodeto de K ou Na.</p><p>Griseofulvina</p><p>É um fungistático (diminui a proliferação) e antibiótico.</p><p>Usados em Dermatofitose de Microsporum spp.,</p><p>Trichophyton spp., e Epidermophyton, entretanto</p><p>estudos vêm apresentando resistência.</p><p>Mecanismo de ação: age sobre microtúbulos,</p><p>interrompendo a mitose</p><p>Farmacocinética: Administração oral – junto com</p><p>alimento rico em gordura melhora absorção.</p><p>Difunde-se bem para pele e permanece ligado às</p><p>células da epiderme.</p><p>Metabolização hepática rápida em cães, em</p><p>ruminantes, presença de metabólitos da droga no</p><p>fígado por até 10 dias.</p><p>- Em gatos não é recomendado o uso. Efeitos</p><p>teratogênicos, hepatopatias, neutropenia</p><p>Anfotericina B (mais utilizados)</p><p>Formulações convencional e lipídicas (menos tóxicas).</p><p>Tem ação sobre praticamente todos os fungos –</p><p>comumente usado para: Histoplasma capsulatum,</p><p>Cryptococcus neoformans, Coccidioides immitis,</p><p>Blastomyces dermatitidis, Candida spp., Aspergillus spp.</p><p>E ação sobre o protozoário Leishmania</p><p>- Atividade fungicida concentração dependente –</p><p>atividade permanece após declínio de [ ] –</p><p>permite aplicaç õ,es intermitentes</p><p>Mecanismo de ação: se liga ao ergosterol da</p><p>membrana plasmática – mais permeável – levando ao</p><p>extravasamento de eletrólitos e morte celular .</p><p>Farmacocinética: administração parenteral – se liga às</p><p>proteínas plasmáticas e nos tecidos se liga às</p><p>membranas que contém colesterol/ergosterol.</p><p>Acumula-se em fígado, baço, rins, pulmões, músculo e</p><p>gordura , atravessa placenta, BHE e alcança humor</p><p>vítreo</p><p>- Pode ser associado com antifúngicos azoles –</p><p>mas estes podem reduzir os locais de ligação</p><p>da anfotericina, pois fazem depleção do</p><p>ergosterol nas membranas dos fungos.</p><p>- Potencial nefrotóxico – dano direto nas células</p><p>tubulares e efeitos adversos como flebite,</p><p>febre, náusea e vômito.</p><p>Azoles</p><p>• Imidazoles – clotrimazol, miconazol e cetoconazol</p><p>• Triazoles – itraconazole; fluconazole, voriconazole e</p><p>posaconazole (mais utilizados)</p><p>A maioria é fungistático</p><p>Mecanismo de ação: inibem a síntese de ergosterol na</p><p>membrana fúngica</p><p>- Toxicidade depende da droga - alguns sãos</p><p>mais hepatotóxicos (cetoconazol)</p><p>- cetoconazol – pode reduzir as concentrações de</p><p>colesterol, cortisol e hormônios sexuais</p><p>Farmacocinética: absorção oral – cetoconazol e</p><p>itraconazol precisam de ambiente ácido para absorção</p><p>(obs; herbívoros) – ideal administração após</p><p>alimentação quando há o estímulo de liberação</p><p>de HCl.</p><p>Metabolização hepática e excreção principalmente biliar</p><p>e menor parcela renal</p><p>- Cuidado com interações medicamentosas –</p><p>azoles (pp/cetconazol) – podem interferir na</p><p>65</p><p>concentração deles ou de outras drogas que</p><p>sejam metabolizadas pela mesma via hepática.</p><p>Além de inibição de transporte via</p><p>glicoproteína-P (itraconazol, voriconazol e</p><p>cetoconazol)</p><p>Cetoconazol - Candida, Malassezia pachydermatis, B.</p><p>dermatitidis e contra a maioria dos dermatófitos. Não</p><p>na BHE, próstata e humor vítreo. Tem discrete excreção</p><p>no leite</p><p>Itraconazol – age contra Candida, Malassezia,</p><p>Sporothrix, Pythium, Histoplasma, Aspergillus,</p><p>Blastomyces, Coccidioides, Cryptococcus. Pouca ação</p><p>contra Fusarium sp. Boa difusão por todos os tecidos -</p><p>Atravessa pouco a BHE. OBS: equinos e animais de</p><p>produção.</p><p>Fluconazol - Blastomyces,Candida,Coccidioides,</p><p>Cryptococcus, e Histoplasma. Pouca ação contra</p><p>aspergilose. Atravessa BHE. Cuidado com nefropatas</p><p>Voriconazol e Posaconazol – Aspergillus e Fusarium spp.</p><p>E outras infecções sistêmicas fúngicas graves - já</p><p>sendo usado na veterinária para casos não</p><p>responsivos às outras medicações</p><p>Tópicos</p><p>Miconazol – Atua contra leveduras e fungos</p><p>filamentosos. Atualmente mais restrito ao uso para</p><p>tto de dermatofitose, ou aplicações otológicas. É</p><p>relatado ação antibacteriana contra S. aureus, E.coli; P.</p><p>aeruginosa – e é usado como adjuvante do tratamento</p><p>de piodermite e otite contra essas bactérias.</p><p>Clotrimazol – age contra fungos Candida e Malassezia</p><p>Enilconazol - uso contra dermatofitoses e aspergilose</p><p>nasal em cães e cavalos. Aspergilose em criação de</p><p>frangos para instalações e equipamentos.</p><p>Terbinafina (alilamina)</p><p>Fungicida de uso tópico e oral contra dermatófitos</p><p>Trichophyton spp., Microsporum spp., Malassezia sp,</p><p>Aspergillus spp. Blastomyces dermatitidis, Cryptococcus</p><p>neoformans, Sporothrix schenckii, Histoplasma</p><p>capsulatum, Candida e Malassezia</p><p>Mecanismo de ação age inibindo enzima epoxidase</p><p>responsável pela produção de ergosterol – impede a</p><p>manutenção da membrana fúngica e morte celular.</p><p>Nistatina</p><p>Muito tóxico se dado por via sistêmica (uso tópico) .</p><p>Usado comumente em aves domésticas para</p><p>tratamento de candidíase em papo e em mucosas,</p><p>sendo aplicado topicamente.</p><p>Mecanismo de ação: age se ligando ao ergosterol na</p><p>membrana, tornando-a mais permeável e leva à</p><p>alteração do influxo de íons e morte celular.</p><p>Iodetos</p><p>Antifúngicos antigos. Uso oral para Sporothrix</p><p>schenckii – cães e gatos. Em cavalos Basidiobolus,</p><p>Conidiobolus e Pseudallescheria, e em bovinos para</p><p>tratamento de zigomicetos,.</p><p>Mecanismo de ação – pode envolver estimulação da</p><p>resposta imunológica, melhorando a eliminação do</p><p>fungo.</p><p>- Possibilidade de intoxicação (iodismo),</p><p>lacrimejamento, salivação, tosse, anorexia,</p><p>taquicardia e descamação de pele</p><p>66</p><p>Antivirais</p><p>Infelizmente ainda com uso limitado na medicina</p><p>veterinária e muitos são usados “off-label”. Usados em</p><p>casos de Herpesvirus, Retroviroses e Coronavírus felino</p><p>– PIF</p><p>Análogos de Nucleosídeos</p><p>Analogos de nucleosideos</p><p>Herpesvírus: Aciclovir, Valaciclovir, Famciclovir e</p><p>Idoxuridina</p><p>Peritonite Infecciosa Felina: GS 44152 – “Remdesevir”</p><p>- Durante a replicação do DNA – os nucleotídeos</p><p>devem ser fosforilados para sua forma de</p><p>trifosfatos – somente depois disso que a DNA</p><p>polimerase consegue integrá-los na cadeia de</p><p>DNA que está sendo formada.</p><p>Herpesvírus</p><p>Mecanismos de ação semelhantes - análogo de purina,</p><p>timina e deoxiguanosina.</p><p>Atividade seletiva contra herpesvírus com pouca ação</p><p>sobre célula hospedeira.</p><p>A enzima timidina quinase do vírus reconhece o</p><p>antiviral como sendo uma purina, e dessa forma</p><p>fosforilando o antiviral – e forma trifosfatos inibem</p><p>DNA polymerase devido competição pela</p><p>deoxiguanosina - impedindo a formação do DNA</p><p>viral - seletividade favorável levando a alto índice</p><p>terapêutico.</p><p>Antiretrovirais</p><p>Inibidores da transcriptase reversa, impedem que o</p><p>RNA viral seja transcrito em DNA viral para sua</p><p>incorporação no genoma São tb análogos de</p><p>nucleotídeos</p><p>Retrovírus: Zidovudina e Lamivudina</p><p>inibidor da neuraminidase</p><p>Influenza: Fosfato de olsetamivir (Tamiflu®)</p><p>Via oral com metabolização hepática em metabólito</p><p>ativo</p><p>Interferon</p><p>Atividade viral inespecífica - substância produzida pelas</p><p>células quando infectadas por vírus com ação antiviral,</p><p>imunomodulador e anti câncer.</p><p>67</p><p>Antibacterianos Antibióticos e quimioterápicos</p><p>Bacteriostáticos (impre a proliferação doagente) ></p><p>cloranfenicol, tetraciclina, macrolídeos, lincosaminas,</p><p>sulfonamidas, trimetoprim</p><p>Bactericidas (mata o agente) > penicilinas,</p><p>cefalosporinas, aminoglicosídeos, quinolonas,</p><p>metronidazol</p><p>Conceitos:</p><p>● Sinergismo de adição – não é sinergismo</p><p>verdadeiro. É usado quando não se sabe o</p><p>agente, usado para tentar conter o agente</p><p>● Sinergismo de potencialização - a associação</p><p>potencializa o efeito</p><p>● Antagonismo – a associação antagoniza os</p><p>efeitos.</p><p>● bactericida + bactericida – geralmente</p><p>sinergismo (há exceções)</p><p>● bactericida + bacteriostático – geralmente</p><p>antagonismo (há exceções)</p><p>● bacteriostático + bacteriostático - geralmente</p><p>antagonismo (há exceções)</p><p>Espectro de ação</p><p>Na farmacologia aplicada deve conhecer as principais</p><p>bactérias em cada sistema para usar os antibióticos</p><p>de forma adequada e evitar resistência</p><p>Baterias monstras: Staphylococcus MRS, MDR E. Coli,</p><p>Enterobacter, Klebsiella, Pseudomonas</p><p>68</p><p>Sulfonamidas</p><p>Geralmente usadas de forma potencializada em</p><p>associação com trimetoprim ou ormetoprim</p><p>(diaminopiridinas).</p><p>Ação contra Toxoplasmose (protozoário), alguns</p><p>coccídeos e boa ação bactericida (forma potencializada)</p><p>contra aeróbios e ação regular contra aeróbios G-,</p><p>anaeróbios obrigatórios e Staphylococcus β - lacta</p><p>mases</p><p>Diferentes sulfonamidas apresentam diferentes</p><p>valores de pka, sendo a maioria das sulfonamidas</p><p>ácidos fracos e trimetoprim bases fracas.</p><p>Mecanismo de ação: Alguns microrganismos</p><p>dependem da síntese de ácido fólico como precursor</p><p>para função celular adequada – às sulfonamidas agem</p><p>como um substrato falso na síntese do ác fólico e o</p><p>sinergismo com trimetoprim/ormetoprim devido sua</p><p>ação inibindo enzima dihidrofolato redutase</p><p>Farmacocinética: Oral com distribuição ligada a</p><p>proteínas e metabolização (acetilação em fígado e</p><p>pulmões e glicuronidação hepática) com excreção renal</p><p>e pequena parte em fezes, suor, bili, leite e lágrimas</p><p>Fatores que influenciam a ação: Tecidos infectados –</p><p>pus – pode inibir a ação das sulfonamidas</p><p>- Efeitos adversos: CCS, discrasias sanguíneas,</p><p>hepatotoxicidade, náusea, rash cutâneo,</p><p>glomerulonefrite, hipersensibilidade – todas</p><p>relatadas mais em cães</p><p>Antimicrobianos: β-lactâmicos – penicilinas,</p><p>cefalosporinas e carbapenêmicos</p><p>Penicilinas: penicilina, ampicilina, amoxicilina;</p><p>carbenicilina, ticarcilina; azlocilina, mezlocilina,</p><p>piperacilina</p><p>Cefalosporinas: Cefalotina, Cefazolina, Cefadroxila e</p><p>Cefalexina. Cefoxitina, Cefuroxima e Cefaclor,</p><p>Ceftriaxona, Cefotaxima, Cefovecina e Ceftazidima,:</p><p>Cefepime e Cefpiroma, Ceftaroline e Ceftobiprole</p><p>Carbapenêmicos: imipenem, meropenem, ertapenem,</p><p>doripenem (utilizada para casos muito específicos)</p><p>Monobactam - aztreonam (casos muito específicos)</p><p>Mecanismo de Ação: Peptídeos formam uma rede de</p><p>ligação entre as estruturas da parede bacteriana.</p><p>Reações de transpeptidação são responsáveis pela</p><p>ligação esses peptídeos formando uma forte estrutura</p><p>como uma rede. Os β Lactâmicos inibem a reação de</p><p>transpeptidação agindo sobre sítios de ligação</p><p>específicos chamados PLP’s (proteína de ligação de</p><p>penicilina) – que são enzimas que formam a parede</p><p>bacteriana – dependendo do antibiótico ele pode se</p><p>ligar em diferentes sítios.</p><p>- inibe a síntese e afeta estrutura da parede</p><p>bacteriana levando ao rompimento da célula</p><p>bacteriana</p><p>Mecanismo de Resistência: Bactérias resistentes –</p><p>mutação do gene mecA – produz PLP resistente a</p><p>ligação dos β lactâmicos</p><p>Bactérias produtoras de β lactamases – hidrolisam o</p><p>anel β lactâmicos das drogas – principal forma de</p><p>resistência – combate a essa resistência usando a</p><p>potencialização de substâncias como clavulanato;</p><p>tazobactam, avibactam e sulbactam (potencializadores)</p><p>que</p><p>-> excreção.</p><p>- Em casos de Intravenosa não tem absorção, é</p><p>direto para corrente sanguínea.</p><p>A dose ótima deve fornecer eficácia, ausência de</p><p>toxicidade e ausência de resíduos.</p><p>A ação adequada precisa atingir a concentração eficaz</p><p>em seu local de ação.</p><p>Perguntas a serem feitas</p><p>- Qual a dosagem?</p><p>- Qual melhor via de administração?</p><p>- Qual a apresentação da droga?</p><p>- Qual metabolização?</p><p>- Qual forma de excreção?</p><p>Varia de acordo com cada espécie pois eles apresentam</p><p>diferença na cinética e distribuição de drogas.</p><p>Absorção ……………….…………………… ………………………...</p><p>Quando a substância é absorvida até chegar ao</p><p>sangue..</p><p>- fatores relacionados: constituição da</p><p>membrana, transporte transmembrana, Pk da</p><p>substância e Ph do meio.</p><p>Membrana</p><p>Há canais receptores, são hidrofóbicas e lipossolúvel</p><p>(permeável a moléculas apolares)</p><p>- mecanismo passivo: Sem gasto de energia,</p><p>depende da polaridade da substância. Ex:</p><p>difusão (move de acordo com o gradiente de</p><p>concentração ), difusão facilitada (não tem</p><p>gasto de energia, é facilitada por carregadores</p><p>(a favor do gradiente de concentração) e</p><p>filtração (pequenas substâncias atravessam</p><p>por canais existentes)</p><p>- Mecanismo ativo: geralmente tem gasto de</p><p>energia. Ex: Bomba de Sódio e Potássio e</p><p>Carreadores (componentes proteicos que</p><p>controlam o influxo e efluxo de substâncias). ></p><p>O transporte ativo mediados por carregadores</p><p>tem interações reversíveis, são seletivos,</p><p>saturáveis e pode haver competição.</p><p>-</p><p>- Pinocitose e fagocitose: ocorre uma</p><p>inavaginação da membrana englobando</p><p>determinada substância.</p><p>4</p><p>Barreiras tissulares:</p><p>- Mucosa gastrointestinal: via oral</p><p>- Célula epitelial: algo transdérmico</p><p>- Hematoencefálica: o capilar do SNC não tem</p><p>poros e os vasos são encapados por astrócitos</p><p>e isso dificulta</p><p>- Hematotesticular</p><p>- Placentária</p><p>Ph e Pk</p><p>A maior parte das drogas são ácidos e bases fracos e</p><p>existem solução tanto inonizanda quanto não</p><p>ionizadas</p><p>- não ionizada: + lipossolúvel e pode se difundir</p><p>melhor na membrana</p><p>- Ionizada: excluída da difusão transmembrana</p><p>devido a baixa solubilidade lipídica</p><p>O grau de ionização depende do valor de Pk e do Ph do</p><p>ambiente</p><p>Pka: Pk é a constante de ionização ou dissociação. Na</p><p>maioria das drogas o Pk fica entre 3 e 7.</p><p>Pk básico em ambiente básico tem uma absorção</p><p>mais rápida e melhor. Pk ácido em ambiente base ou</p><p>vice-versa tem absorção mais lenta e menor.</p><p>Quando: pH < pK – substância ácida</p><p>↓(1) pH > ↑ (10) forma não ionizada</p><p>↑ (1) pH ↓ (10) forma não ionizada</p><p>Quando: pH < pK – substância básica</p><p>↓(1) pH ↓ (10) forma não ionizada</p><p>↑ (1) pH ↑ (10) forma não ionizada</p><p>Administração de uma droga</p><p>Deve-se observar qual via melhor para absorção para</p><p>atingir a concentração suficiente em seu local de ação.</p><p>A absorção é regulada pela solubilidade, pela via que é</p><p>administrada e ph e Pk da substância.</p><p>Pode ser:</p><p>- Enteral: oral, sublingual, retal, ruminal e sondas</p><p>- Tópica: pele, oftalmo, otológico</p><p>- Parenteral: intramuscular, subcutânea e</p><p>intravenosa</p><p>- Ação local: intra articular, intra ocular, intra</p><p>mamária</p><p>Não se deve usar substâncias oleosas e suspensão por</p><p>via intravenosa</p><p>Taxa de absorção</p><p>Estimativa de absorção de uma droga a partir de uma</p><p>forma farmacêutica particular</p><p>Biodisponibilidade</p><p>É a extensão da absorção, é a quantidade de fármaco</p><p>contido em uma forma farmacêutica que atinge a</p><p>biofase de forma inalterada após administração. Pode</p><p>considerar também como quantidade que atinge a</p><p>biofase (sítio da ação)</p><p>- influências na biodisponibilidade: quantidade</p><p>absorvida,, velocidade de absorção do fármaco,</p><p>permanência do fármaco no organismo, sua</p><p>relação com a resposta terapêutica ou tóxica,</p><p>muito importante para adequação das doses</p><p>na insuficiência hepática ou renal</p><p>Bioequivalência</p><p>Estudos comparados de duas ou mais formulações</p><p>diferentes do mesmo princípio ativo, na mesma dose,</p><p>via e espécie.</p><p>5</p><p>Distribuição ……………….……………… ……………………………...</p><p>As drogas são transportadas pelo organismo no</p><p>sangue circulante e atinge o tecido/órgão na</p><p>quantidade determinada pelo fluxo sanguíneo e</p><p>concentração sanguínea do órgão.</p><p>- Fatores relacionados: dose e via de Adm,</p><p>capacidade de penetrar no endotélio capilar,</p><p>ligação a ptn plasmáticas, escore corporal e</p><p>difusão pela membrana.</p><p>Taxa de distribuição</p><p>Tempo que leva para que 50% da droga no plasma saia</p><p>para o órgão . O volume de distribuição auxilia na</p><p>determinação da dose.</p><p>Vd = quantidade de fármaco no organismo/</p><p>concentração de fármaco no plasma</p><p>Alto Vd necessita de maior dosagem de fármaco para</p><p>atingir uma maior concentração. Se tem baixa</p><p>concentração no plasma o fármaco tem baixo Vd.</p><p>● Hipoproteinemia: aumento da fração livre do</p><p>fármaco, aumentando seu alcance a biofase</p><p>● Obesidade: as drogas lipofílicas podem se</p><p>acumular no tecido adiposo diminuindo sua</p><p>eliminação e sua chegada ao local de ação. -</p><p>deve ter cuidado no uso de doses repetidas</p><p>Biotransformação ………… ………………………………...</p><p>È a metabolização da droga pra que ela seja excretada</p><p>(transformar em hidrossolúvel)</p><p>- fatores relacionados; lipossolubilidade e grau de</p><p>ionização, função de determinados órgãos</p><p>responsáveis pela metabolização, espécie, idade,</p><p>interações com medicamentos.</p><p>Fase 1 - reações químicas (oxidativas, redutoras,</p><p>hidrológicas) dentro do citocromo p450. Transforma o</p><p>metabólito em mais ou menos ativos</p><p>Fase 2 - reações sintéticas, faz conjugações</p><p>(glicuronidação, acetilaçao, sulfatação) > forma</p><p>conjugados hidrossolúveis para excreção</p><p>A metabolização pode ocorrer no fígado, plasma,</p><p>rúmen, e intestino (microbiota), pulmões e rins.</p><p>- pode haver a excreção de uma droga sem a</p><p>etapa da biotransformação.</p><p>- Efeito de 1º passagem: ocorre quando há</p><p>biotransformação do fármaco antes que este</p><p>atinja o local de ação.</p><p>Excreção …………… ………….</p><p>Série de processos pelos quais substâncias será</p><p>excretada</p><p>- Fatores relacionados: pode ser por via</p><p>biliar,renal, glandular e fígado. Depende que a</p><p>clearance esteja adequada nesses órgãos</p><p>Excreção renal: ph urinário, substância hidrossolúvel. A</p><p>excreção simultânea de dois fármacos que usem o</p><p>mesmo processo podem dificultar a excreção de um</p><p>deles.</p><p>Excreção biliar: peso molecular e imponentes polares,</p><p>circulação enterohepática. Dependendo da</p><p>lipossolubilidade, a droga è absorvida e diminui a</p><p>excreção aumentando a meia vida</p><p>Taxa de eliminação</p><p>É um importante determinante da duração do efeito</p><p>farmacológico. Pode ser influenciado por ligação a</p><p>proteínas plasmáticas, circulação enterohepática,</p><p>atividade das enzimas e função renal.</p><p>- Equilíbrio estável: a taxa de eliminação do</p><p>fármaco é igual a taxa de biodisponibilidade.</p><p>,Meia vida</p><p>Tempo necessário para o organismo eliminar 50% da</p><p>droga.</p><p>- A meia vida, junto com as variações da</p><p>concentração terapêuticas plasmáticas, é usada</p><p>para estimar o intervalo de dosagem para</p><p>uma droga que seja administrada</p><p>repetidamente para manter um efeito</p><p>particular.</p><p>- Fatores que afetam: idade, interação</p><p>medicamentoso, doenças e ph urinário</p><p>6</p><p>……… ……. Farmac�dinâmica …… ……….</p><p>Estudo pelo qual os fármacos atuam e seus efeitos, ou</p><p>seja, o que a droga faz no organismo.</p><p>- Quando a droga chega ao local de ação existem</p><p>maneiras de entrar nas células pelos receptores</p><p>que possuem afinidade para realizarem suas</p><p>ações.</p><p>Relação dose-resposta: A farmacodinâmica de um</p><p>fármaco pode ser quantificado pela relação entre a dose</p><p>(concentração) do fármaco e a resposta do organismo</p><p>do paciente</p><p>Janela terapêutica: taxa de doses (concentração) de um</p><p>fármaco que produz uma resposta terapêutica, sem</p><p>efeitos adversos inaceitáveis (toxicidade). Para fármacos</p><p>com pequenas janelas terapêuticas a dose terapêutica</p><p>está próxima da dose tóxica, logo necessita de uma</p><p>maior monitorização e atenção.</p><p>Índice terapêutica ou relação terapêutica</p><p>IT=ID50/ED50</p><p>ID50: dose do fármaco que produz uma resposta tóxica</p><p>em 50% da população.</p><p>ED50: dose terapêutica efetiva em 50% da população.</p><p>Receptores</p><p>Receptores iônicos: receptor de membrana. A droga</p><p>reconhece o receptor e se liga, após isso ocorre a</p><p>conformação do receptor para permitir a entrada e</p><p>íons.</p><p>Receptor enzimático:</p><p>são substâncias inibidoras da β lactamases de</p><p>forma irreversível</p><p>Dificuldade de acesso pela parede da célula bacteriana –</p><p>poros resistentes a entrada da droga – mais comum</p><p>nas G-</p><p>Espectro de Ação: Atuam melhor sobre gram + no</p><p>geral, mas de acordo com a geração isso muda .</p><p>● Benzilpenicilinas - excelente aeróbios G+ e</p><p>anaeróbios obrigatórios; ruim aeróbios G- e</p><p>Staphylococcus β lactamase aminopenicilinas</p><p>– amoxicilina e ampicilina excelente aeróbios</p><p>G+, boa anaeróbios obrigatórios, regular</p><p>aeróbios G-; ruim Staphylococcus β lactamase</p><p>69</p><p>● Cefalosporinas:</p><p>- 1ª Geração - excelente aeróbios G+ e</p><p>Staphylococcus β lactamase e regular</p><p>anaeróbios obrigatórios aeróbios G-</p><p>- 2ª Geração – boa aeróbios G+,</p><p>anaeróbios obrigatórios e aeróbios G-;</p><p>excelente Staphylococcus β lactamase</p><p>•</p><p>- 3ª Geração – excelente aeróbios G-, boa</p><p>anaeróbios obrigatórios e</p><p>Staphylococcus β lactamase e regular</p><p>aeróbios G+</p><p>● Carbapenêmicos: excelente contra aeróbios G+,</p><p>aeróbios G- , Staphylococcus β lactamase e</p><p>anaeróbios obrigatórios</p><p>Farmacocinética: Variável de acordo com o tipo de β</p><p>lactâmicos – existem vias de administração oral e</p><p>parenteral dependendo da droga e excreção renal.</p><p>Existem metabólitos ativos e inativos dependendo da</p><p>droga</p><p>- Efeitos adversos são raros, mas pode ocorrer</p><p>reações de hipersensibilidade, náusea e vômito,</p><p>aumento do tempo de coagulação e glicosúria.</p><p>Glicopeptídeos</p><p>Vancomicina - Bactericida</p><p>Mecanismo de ação; inibe a formação da parede celular</p><p>e a produção de RNA</p><p>Espectro de ação: tem sido reservada para infecções</p><p>graves, persistentes por Staphylococcus e colite</p><p>associada ao Clostridium difficile</p><p>Bacitracina</p><p>Inibição de peptídeos na parede da célula bacteriana.</p><p>Uso tópico e normalmente atua contra Streptococcus e</p><p>Staphylococcus</p><p>Metronidazol</p><p>Nitroimidazol - bactericida</p><p>Espectro de ação: antibacteriano – anaeróbios G+ e G-</p><p>Mecanismo de ação: propriedades citotóxicas. O grupo</p><p>nitro da droga atua como receptor de elétrons, levando</p><p>à liberação de compostos tóxicos e radicais livres que</p><p>atuam no DNA, inativando-o e impedindo a síntese</p><p>enzimática das bactérias, inibindo a síntese do ácido</p><p>nucléico, causando a morte da célula</p><p>Farmacocinética: apresentação oral e injetável IV.</p><p>Metabolização hepática e excreção renal (maior parte)</p><p>e fezes.</p><p>Tetraciclinas</p><p>Tetraciclina, doxiciclina e minociclina - Bacteriostáticos.</p><p>Ação imunomoduladora anti-inflamatória</p><p>Espectro de ação: Rickettsia, espiroquetas, Mycoplasma;</p><p>boa ação aeróbios G+ e ação regular anaeróbios</p><p>obrigatórios e aeróbios G- e Staphylococcus β</p><p>lactamase.</p><p>- OBS: dirofilariose e uso como aditivos em</p><p>animais de produção</p><p>Mecanismo de Ação: Se ligam à subunidade ribossomal</p><p>(30S) de organismos susceptíveis e interferem com</p><p>RNA mensageiro e transportador (complexo</p><p>ribossomal) – interferindo com a síntese de proteína</p><p>celular – afetando multiplicação do mesmo.</p><p>- É um processo energia dependente sua</p><p>entrada na célula bacteriana</p><p>Mecanismo de resistência: Alteração na entrada do</p><p>antibiótico (bomba energia-dependente) e alteração na</p><p>subunidade de ligação no ribossomo</p><p>Farmacocinética: Tetraciclina – oral (baixa absorção) e</p><p>IV; oxitetraciclina – IM (moderadamente lipofílicas);</p><p>Doxiciclina e minociclina – oral (lipofílicas, boa</p><p>distribuição pelos tecidos (minociclina é melhor).</p><p>Metabolização e excreção: tetraciclinas e doxiciclina –</p><p>excreção via fezes e renal, sem metabolização hepática.</p><p>Minociclina – metabolização hepática e excreção renal e</p><p>biliar(fezes)</p><p>- Reações adversas: esofagite, favorecimento de</p><p>C. perfringens em microbiota intestinal de</p><p>70</p><p>equinos; IRA bovinos e cães; hepatite</p><p>idiossincrática, fotossensibilidade e alergia.</p><p>Aminoglicosídeos</p><p>Gentamicina, amicacina, neomicina, estreptomicina,</p><p>tobramicina, Canamicina e paramomicina - Bactericida</p><p>Espectro de ação: excelente aeróbios G- ; boa aerobios</p><p>G+ e Staphylococcus β lactamase e ruim anaeróbios</p><p>obrigatórios</p><p>- Potencial ototoxicidade e nefrotoxicidade –</p><p>administração SID diminui o risco</p><p>Mecanismo de ação:</p><p>● Penetração bifásica na célula bacteriana – se</p><p>difundem por canais aquosos (porinas)na</p><p>membrana G- e no espaço peri citoplasmático</p><p>requer oxigênio para seu transporte dentro da</p><p>célula, onde se liga com subunidade 30S</p><p>● Ligação irreversível com uma ou mais</p><p>proteínas em subunidade 30S ribosomal</p><p>bacteriano – interferindo com síntese proteica</p><p>e replicação de DNA.</p><p>● Ruptura do biofilme da superfície celular</p><p>(principalmente em G-), levando a perda da</p><p>integridade da parede celular e morte da</p><p>bactéria. Ca e Mg formam pontes com os</p><p>lipopolissacarídeos da membrana, auxiliando a</p><p>estabilização da mesma - Aminoglicosídeos</p><p>deslocam Ca e Mg levando à desestabilização</p><p>da parede celular e morte – ação bactericida</p><p>mais rápida do que a ligação com 30S</p><p>Efeito potencializador se usado junto com β</p><p>lactâmicos ou vancomicina – que agem sobre a parede</p><p>celular de G+</p><p>- Acumula-se na célula bacteriana, apresentando</p><p>efeito pós antibiótico</p><p>- Sua atividade bactericida é concentração</p><p>dependente</p><p>- obs – uso em répteis</p><p>Farmacocinética: Apresentação parenteral e tópica e</p><p>infusão local</p><p>• pH baixo, ambiente anaeróbio e presença de debris</p><p>celulares reduzem a ação</p><p>• Hidrofílicos – boa difusão nos fluidos corporais, mas</p><p>não atravessam bem certas membranas.</p><p>• Não metabolizados e excreção renal – atenção</p><p>animais nefropatas e mesmo em animais saudáveis</p><p>risco de nefrotoxicidade.</p><p>Mecanismos de Resistência: Produção de enzimas que</p><p>inativam aminoglicosídeos e alteração de receptor na</p><p>superfície celular</p><p>Fluoroquinolonas</p><p>1ª geração: ácido nalidíxico, flumequina e ácido oxonílico</p><p>(eficazes contra enterobacteriaceae porém sem</p><p>atividades contra Pseudomonas aeruginosa,</p><p>anaeróbicos e gram-positivas).</p><p>2ª geração: enrofloxacina, ciprofloxacina, orbifloxacina,</p><p>norfloxacina, difloxacina e marbofloxacina (espectro</p><p>ampliado contra P. aeruginosa; o ciprofloxacino e o</p><p>ofloxacino apresentam ainda atividade contra</p><p>Chlamydia sp., Mycoplasma sp. e Legionella sp.) - Muito</p><p>utilizada</p><p>3ª geração: levofloxacino, esparfloxacino e moxifloxacino</p><p>(além do espectro das de 2ª geração, são eficazes</p><p>contra S. pneumoniae) e gatifloxacina (eficaz também</p><p>contra S. aureus resistentes à meticilina e ao S.</p><p>pneumoniae e patógenos atípicos do trato respiratório,</p><p>como M. pneumoniae, C. pneumoniae e L. pneumophila)</p><p>4ª geração: trovafloxacin (eficaz também contra</p><p>anaeróbios, uso hospitalar restrito)</p><p>Enrofloxina; ciprofloxacina; norfloxacina; marbofloxacina,</p><p>orbifloxacina; difloxacina; moxifloxacina; gatifloxacina;</p><p>levofloxacina; pradofloxacina</p><p>Espectro de ação: excelentes aeróbios G- e</p><p>Staphylococcus β lactamase e boa aeróbios G+ e ruim</p><p>anaeróbios obrigatórios.</p><p>• Susceptíveis: Escherichia coli, Klebsiella spp., Proteus</p><p>spp., Salmonella spp., and Enterobacter spp. Moderada</p><p>71</p><p>susceptibilidade: Pseudomonas aeruginosa e</p><p>Staphylococcus. Agentes intracelulares: Rickettsia spp.,</p><p>Chlamydia, Mycobacterium spp. e Mycoplasma spp</p><p>Mecanismo de ação: São drogas altamente lipofílicas –</p><p>com boa distribuição através de membranas</p><p>Inibe a transcrição e replicação do DNA bacteriano.</p><p>Inibe DNAgirase (topoisomerases bacterianas do tipo II)</p><p>que permite que as fitas de DNA possam ser “cortadas</p><p>e ligadas” – as quinolonas agem inibindo subunidades</p><p>dessa enzima.</p><p>● pH, debris celulares e condições anaeróbicas</p><p>não interferem com a ação</p><p>● Ação concentração dependente</p><p>● Ação pós antibiótico – acumula-se em</p><p>leucócitos</p><p>Mecanismos de Resistência: Decréscimo de</p><p>permeabilidade à droga, produção de enzimas</p><p>protetoras da DNAgirase, alvos na DNAgirase alterados,</p><p>alteração nas bombas de efluxo celular – mecanismos</p><p>de efluxo celular reduzem a quantidade de droga</p><p>dentro da célula</p><p>- Existe resistência cruzada entre as quinolonas</p><p>Farmacocinética São drogas altamente lipofílicas –</p><p>com boa distribuição através de membranas, exceto</p><p>BHE e olhos onde tem moderada penetração, atravessa</p><p>placenta Vias de administração – ler sobre cada droga</p><p>– existe apresentações oral, parenteral e tópica. via</p><p>oral – boa absorção em carnívoros e onívoros e aves</p><p>(obs – cipro), menor em ruminantes e variável</p><p>em</p><p>equinos. Absorção completa vias SC e IM – com</p><p>variação na velocidade Obs: SC</p><p>Metabolização – principalmente hepática e excreção</p><p>renal ( moxifloxacina – biliar). Apresentam excreção no</p><p>leite – principalmente enrofloxacina.</p><p>- Reações adversas: lesão cutânea na aplicação</p><p>SC; convulsão; retinopatia em felinos, toxicidade</p><p>para condrócitos, degranulação de mastócitos</p><p>–reação de hipersensibildade</p><p>Cloranfenicol e derivados; - Bacteriostático</p><p>Apresentam similaridades na farmacocinética e</p><p>farmacodinâmica</p><p>● Fenicóis: Cloranfenicol, florfenicol e tianfenicol</p><p>● Macrolídeos: eritromicina, azitromicina, tilosina,</p><p>gamitromicina, roxitromicina, tilmicosina,</p><p>claritromicina, espiramicina, fluritromcina</p><p>● Lincosamidas: clindamicina e lincomicina</p><p>● Outros: rifampicina; nitrofurantoína; polimixina</p><p>Clorofenicol e derivados</p><p>Espectro de ação: boa aeróbios G+ e Staphylococcus β</p><p>lactamase, excelente anaeróbios obrigatórios, regular</p><p>aeróbios G-. Ação regular Rickettsia e Mycoplasma e</p><p>Staphylococcus MRS</p><p>Mecanismo de Ação: inibe síntese de proteínas – agindo</p><p>em subunidade 50S ribossomal; porém age tb nas</p><p>células dos animais – semelhança com 70S ribossomal</p><p>mitocondrial – principalmente em medula óssea</p><p>Farmacocinética Apresentação parenteral e oral.</p><p>Altamente lipofílico e em estado não ionizado - fácil</p><p>difusão pelas membranas – coração, pulmões, próstata,</p><p>baço, fígado - atingindo inclusive SNC e olhos.</p><p>Atravessa placenta e excreção no leite</p><p>½ vida curta – precisa de aplicações mais frequentes*</p><p>Metabolização hepática – principalmente via</p><p>glicuronidação e excreção renal</p><p>Mecanismos de resistência: Produção de enzima</p><p>acetiltransferase que leva a inativação enzimática do</p><p>cloranfenicol o Decréscimo da permeabilidade da parece</p><p>celular bacteriana</p><p>Alteração na capacidade de ligação à subunidade 50S</p><p>Produção de outras enzimas de inativação como</p><p>nitroredutases e fosfotranferases</p><p>- Efeitos adversos: hipoplasia/aplasia de medula</p><p>óssea; vômito; diarreia e anorexia.</p><p>Macrolideos</p><p>Espectro de ação: azitromicina: excelente aeróbios G+ ;</p><p>boa Staphylococcus β lactamase e anaeróbios</p><p>72</p><p>obrigatórios, regular aeróbios G- . Microrganismos</p><p>intracelulares</p><p>- Macrolídeos são bases fracas com pKa entre 6</p><p>e 9. O pH influencia em sua atividade. pH ácido</p><p>sua estrutura produz carga iônica positiva – o</p><p>que favorece sua entrada na célula, se</p><p>difundindo bem para meio intracelular. porém</p><p>sua atividade antibacteriana diminui em pH</p><p>ácido e aumenta em pH alcalino. Não tem boa</p><p>ação em locais como abscessos tecido necrótico</p><p>Mecanismo de Ação: Inibição da síntese de proteína</p><p>por ligação em subunidade 50S ribossomal, mas em</p><p>região 23S rRNA de células procariotas – local diferente</p><p>do cloranfenicol, porém pode haver antagonismo se</p><p>administrados juntos.</p><p>Não atravessam a membrana mitocondrial – não</p><p>causam mielossupressão</p><p>Podem ter ação bacteriostática ou bactericida</p><p>dependendo da concentração e dose, assim como a</p><p>espécie de bactéria</p><p>Efeitos imunomoduladores – reduzindo resposta</p><p>inflamatória (produção de citocinas) e aumentam</p><p>degranulação de neutrófilo</p><p>Mecanismo de Resistência: Síntese de enzimas pelas</p><p>bactérias que hidrolisam e inativam as drogas</p><p>mutação que leva à alteração do local de ligação</p><p>ribossomal</p><p>Farmacocinética: formulações oral e parenteral</p><p>dependendo da droga ½ vida longa. Tb permanecem</p><p>dentro de leucócitos (lisossomos) por tempo</p><p>considerável</p><p>Metabolização e excreção – a maioria dos macrolídeos</p><p>tem metabolização hepática, mas parte pode ser</p><p>excretada via renal na forma de metabólitos ativos. A</p><p>excreção é biliar e renal.</p><p>- Reações adversas; náusea, vômito, dermatite,</p><p>hepatopatia. Hipertermia em potros e diarreia</p><p>em equinos</p><p>Clindamicina e Lincomicina - Bacteriostaticos</p><p>Espectro de ação: excelentes aeróbios G+ e anaeróbios</p><p>obrigatórios; boa Staphylococcus β lactamase e ruim</p><p>aeróbios G- . Protozoários Toxoplama e Neospora</p><p>Bacteriostáticos</p><p>Mecanismo de ação: Inibição da síntese de proteína</p><p>por ligação em subunidade 50S ribossomal –</p><p>lincomicina e clindamicina se ligam em regiões</p><p>diferentes da subunidade (Não devem ser usados</p><p>juntos)</p><p>Mecanismos de resistência: semelhantes aos contra</p><p>macrolídeos</p><p>Farmacocinética: Lincomicina – oral e clindamicina –</p><p>oral e parenteral. Clindamicina atravessa placenta e</p><p>age em abscessos.</p><p>Metabolizção e excreção: Cloridrato de clindamicina –</p><p>não requer metabolização. Excreção biliar</p><p>(principalmente) e renal de metabólitos não inativados</p><p>Efeitos adversos: colite pseudomembranosa (devido</p><p>Clostridium) – descrito em humanos, vômito e diarreia</p><p>Rifampicina - bactericida</p><p>Usado em equinos para infecções respiratórias contra</p><p>Rhodococcus equi. Atualmente tem sido usado contra</p><p>Staphylococcus MRS.</p><p>Boa penetração intracelular por ser altamente lipofílica</p><p>Faz a Inibição da RNA polimerase – interferindo com</p><p>produção de enzimas pelas bactérias – age mais</p><p>especificamente sobre as células procariotas.</p><p>Metabolização hepática e excreção biliar (principal) e</p><p>renal</p><p>Nitrofurantoina, furazolidona - bactericidas ou</p><p>bacteriostáticos</p><p>Interfiram com enzimas celulares.</p><p>Dependendo do microrganismo e da concentração da</p><p>droga no sítio de infecção o amplo espectro, porém</p><p>mais efetivo contra gram-negativos (Escherichia,</p><p>Salmonella, Staphylococcus, Streptococcus).</p><p>73</p><p>Polimixina - bactericida</p><p>Efeito como detergentes catiônicos na membrana</p><p>citoplasmática – atua principalmente na membrana</p><p>externa de bact. G-</p><p>São indicados para uso tópico em infecções localizadas</p><p>em conduto auditivo, olhos, intestino e trato urinário</p><p>- Espectro: maior parte dos Gram-negativos</p><p>(Pasteurella, Escherichia, Shigella, Salmonella,</p><p>Bordetella) o Reação adversas: nefrotoxicidade e</p><p>neurotoxicidade relatados em humanos.</p><p>74</p><p>………………... Antine�plásico e Imun�m�dulad�res …………….… .</p><p>Tem como objetivo atingir células anormais. Existe</p><p>predisposição genética, porém existem substâncias</p><p>químicas, vírus, radiações, dieta e outros….</p><p>Os vasos sanguíneos fazem uma neovascularização</p><p>sobre as células anormais para nutrição das mesmas.</p><p>Mecanismos de ação básico: Inibe a replicação celular,</p><p>citotóxicas e inibição da neovascularização (sem</p><p>nutrição mata a célula)</p><p>Características de drogas neoplasias</p><p>A maioria tem baixo índice terapêutico (não tem</p><p>margem se segurança alta). Com isso, deve-se tomar</p><p>muito cuidado com a manipulação dos agentes e dos</p><p>resíduos (incluindo urina, fezes, secreções e outros</p><p>tecidos do animal tratado).</p><p>Conceitos</p><p>Quimioterapia: aplicações de drogas na tentativa de</p><p>matar ou inibir o crescimento de células estranhas</p><p>(vírus, bactéria, fungo, cancerígena)</p><p>Quimioterapia metronômica: diminui a taxa de</p><p>crescimento tumoral e/ou retardar o crescimento com</p><p>aplicações de doses baixas.</p><p>Terapia guiada: utilizar anticorpos contra receptores ou</p><p>proteínas específicas da célula tumoral</p><p>Imunoterapia: reativação da resposta imune</p><p>antitumoral.</p><p>Imunomodulação: drogas com ação imunossupressores</p><p>ou imunoestimulantes.</p><p>Fase de replicação celular</p><p>● G1: duplicação das organelas</p><p>● S: duplicação do DNA</p><p>● G2: multiplicação do cromossomos</p><p>● Mitoses: na metátese os microtúbulos são</p><p>importantes na divisão dos cromossomos</p><p>Antineoplásicos</p><p>Clico nao específicos: não requerem a proliferação</p><p>celular para su efeito tóxico</p><p>Ciclo específica: toxicidade contra células que se</p><p>múltiplas rapidamente (tem drogas de fase específica)</p><p>Fatores que influenciam a sensibilidade celular a droga:</p><p>absorção, distribuição,, metabolismo, capacidade de</p><p>penetração na célula , indução de lesão celular ou</p><p>sublevar, alteração da vascularização tumoral.</p><p>Resistência tumoral: alguns células criam resistência</p><p>aos quimioterápicos e isso depende do tipo celular que</p><p>originou o tumor, alteração no receptor celular,</p><p>alteração na tubulina (interfere a ação das drogas que</p><p>atuam se ligando aos microtúbulos), alteração genética</p><p>na síntese de enzimas topoisomerases que</p><p>influenciam na ação de drogas que atuam na</p><p>replicação do DNA.</p><p>Toxicidade das drogas e efeitos colaterais: síndrome de</p><p>lise tumoral, mielossupressão, distúrbios GI,</p><p>hepatopatia, nefropatia, cardiotoxicidade, necrose tecido</p><p>(aplicação inadequada)</p><p>75</p><p>Aquilates</p><p>Decarbazina e Temozolomida</p><p>Te grupamento alquil que se liga ao DNA e implica a</p><p>replicação de forma inespecífica durante o ciclo. Faz a</p><p>alquilação dos pares de as do DNA (não conseguem ser</p><p>separados e ou ligados para sua síntese e transcrição.</p><p>Requer ativação hepática, excreção renal</p><p>- Efeitos adversos: Mielossupressão,</p><p>hepatotoxicidade, cistite hemorrágica</p><p>Composto de platina</p><p>Cisplatina, carboplatina e oxaliplatin</p><p>Ação citocina. Agem de forma parecida com agentes</p><p>alquilantes</p><p>Antibióticos</p><p>Ação citotóxica - citocida ou inibição da replicação.</p><p>Bleomicina tem ação ciclo específica (age sobre a fase</p><p>G2 e M - forma um complexo com Fe e O se ligando ao</p><p>DNA e produzindo radicais livres)</p><p>Age na produção dos radicais livres, inibição do DNA e</p><p>RNA polimerase (enzima que atua na quebra e ligação</p><p>das bandas de DNA durante a replicação) , inibição da</p><p>atividade da topoisomerase II, alteração da homeostase</p><p>de Ca intracelular, peroxidação lipídica de membrana</p><p>celular.</p><p>Antimetabolitos</p><p>Ciclo celular específicos (Fase S), interferem na síntese</p><p>de DNA inibindo a divisão celular (serve como um falso</p><p>substrato nos processos da replicação do DNA, não</p><p>correndo a extensão da fita do DNA e também faz a</p><p>inibição da DNA polimerase, interfere na replicação,</p><p>reparo do DNA).</p><p>- Tem ação citotóxica e ela atinge as células em</p><p>replicação como medula óssea e células do</p><p>trato GI</p><p>Antimicrotúbulos (Alcalóides da gincana e</p><p>taxano).</p><p>Vincristina, Vimblastina</p><p>Ciclo celular específico na fase M, se ligam as</p><p>B-tubulina inibindo a polimerização dos microtúbulos</p><p>que são responsáveis pela mobilização dos</p><p>cromossomos, impedindo sua formação.</p><p>Lipofílicos entram na célula por difusão passiva.</p><p>- Efeitos adversos: necrose tecidual,</p><p>neurotoxicidade periférica, raças sensíveis tem</p><p>sensibilidade.</p><p>Glicocorticóides</p><p>Citotóxicos (morte dos linfócitos) e imunossupressores</p><p>(inibe o trânsito dos leucócitos). O prednisona e a</p><p>prednisolona ligam-se a receptores citoplasmático</p><p>inibindo a síntese de DNA</p><p>Aplicação em neoplasias hematopoiéticas, linfoide e</p><p>mastocitomas.</p><p>No início do tratamento aumenta o número de</p><p>neutrófilos devido a sua não saída dos vasos</p><p>sanguíneos e os linfócitos baixos devido a morte dos</p><p>mesmos.</p><p>Biotransformação hepática e excreção renal.</p><p>- Não utilizar em associação a AINEs (exceção da</p><p>dipirona).</p><p>L- asparaginase</p><p>Ciclo específico da fase G1 (impede o uso da asparagina</p><p>para o metabolismo normal da célula tumoral -</p><p>replicação-). Utilizada para neoplasias linfóides.</p><p>Na célula normal tem uma enzima que vai sintetizar a</p><p>asparagina e as neoplásicas têm deficiência da L-</p><p>asparaginase sintetase. Quando entra com a droga, ela</p><p>quebra a asparagina que está no organismo e não vai</p><p>ter asparagina livre para utilização da célula neoplásica,</p><p>não ocorre a progressão da fase G1 e levando a morte</p><p>neoplasia.</p><p>76</p><p>Inibidores da tirosinoquinase</p><p>Imatinibe, Masitinibe, Toceranibe</p><p>Efeito antiproliferativo podendo induzir a parada do</p><p>ciclo celular a apoptose celular + inibe a formação da</p><p>neovascularização + inibem a enzima tirosina quinase</p><p>pé e seus receptores que implicam no crescimento e</p><p>multiplicação celular.</p><p>Anticorpos monoclonais</p><p>Cetuximab, trastuzumab, bevacizumab, rituximab</p><p>Precisa ter um clone do linfócito b específico com alvo</p><p>específico da célula tumoral.</p><p>Eles estimulam o linfócito T citotóxico para a morte da</p><p>célula, diminui a resistência da célula tumoral, e</p><p>promove uma citotoxicidade pelo sistema</p><p>complemento.</p><p>Imunomoduladores</p><p>Inibidores da calcineurina</p><p>Ciclosporina</p><p>Inibem a sinalização da transcrição gênica de linfócitos</p><p>T, peptídeo isolado de fungos que inibe a geração de</p><p>linf. T, bloqueado a resposta a IL-1.</p><p>- Pode causar nefrotoxicidade.</p><p>Tacrolimo: Semelhante a ciclosporina</p><p>Usado em transplantadas e em doenças autoimunes</p><p>por serem bem seletivos para linfócitos T e, na</p><p>cretoconjuntividade seca.</p><p>Citotoxicos</p><p>Ciclofosfamida: agente alquilante</p><p>Metotrexato: inibidor da di-hidrofolato redutase</p><p>impedindo a síntese do DNA e indutor de apoptose de</p><p>linfócitos T ativados.</p><p>Azatioprina: inibidor de várias enzimas responsáveis</p><p>pela síntese de purinas na formação do DNA, afeta a</p><p>resposta humoral e celular.</p><p>Inibidores da Cox-2</p><p>Alguns são reconhecidos em alguns tipos de tumores</p><p>como carcinoma de bexiga, epidermólise, de ovário e</p><p>tumores de próstata. Age a inibição da angiotensina e</p><p>indução da morte celular.</p><p>Terapia Celular</p><p>Células tronco: são células indiferenciadas com</p><p>capacidade de renovação e diferenciação em outras</p><p>células com função especializada.</p><p>Tipos</p><p>Adultas ou embrionárias;</p><p>Totipotentes (capazes de se diferenciar em qualquer</p><p>célula do corpo); pluripotentes (capazes de se</p><p>diferenciar em casos tecidos); oligopotentes (capazes</p><p>de diferenciar em poucos tecidos); unipotentes (capazes</p><p>de se diferenciar em um único tecido).</p><p>Células troncos hematopoéticas e mesenquimais</p><p>HSC: capazes de gerar células sanguíneas</p><p>MSC: células multipotentes encontradas na medula</p><p>óssea e outros tecidos como sangue e tecido adiposo.</p><p>As células troncos têm ação imunomoduladora e não a</p><p>regeneração de tecido como mecanismo principal.</p><p>Terapia celular</p><p>Sugere-se que o principal mecanismo de ação das</p><p>células mesenquimais resulta da ação na sinalização</p><p>parácrina que resulta em alterações funcionais de</p><p>células imunes.</p><p>+ Indução da secreção de vesículas intracelulares</p><p>+ Apoptose</p><p>+ Resposta mitocondrial celular inadequada</p><p>+ Resposta imunológica</p><p>+ Resposta imunológica em tecidos inflamados.</p><p>Atualmente têm sido utilizados para experimentação</p><p>no tratamento de diversas doenças ortopédicas,</p><p>disfunções renais, hepáticas, cardíacas, respiratórias e</p><p>neuromusculares.</p><p>77</p><p>Questões sobre Cálculo de Dose.</p><p>Obs: alguns cálculos não são exatos e seriam impossíveis adotar a</p><p>realidade - apenas para treinamento.</p><p>1- Um cachorro de 15kg vai realizar uma cirurgia</p><p>para remoção de corpo estranho, e necessita</p><p>receber fluidoterapia a uma taxa de 5mL/kg/h.</p><p>Calcule a velocidade de infusão do Ringer Lactato</p><p>em gotas/segundo que o equipo deve ser ajustado.</p><p>Sabe- se que em um equipo de macrogotas, 20</p><p>gotas equivalem a 1 mL.</p><p>2- Um cachorro de 6kg chega à sua clínica em</p><p>status epilepticus, e você busca então Diazepam</p><p>para aplicar por via intravenosa. Sabe-se que a</p><p>dose administrada é de 0,5mg/kg, e sua</p><p>concentração é de 5mg/mL. Calcule a quantidade</p><p>de fármaco necessária.</p><p>3- Um cão idoso de 6kg, SRD, chega em sua</p><p>clínica com histórico de dores articulares. Você</p><p>realiza a anamnese, exame físico e conclui que o</p><p>animal estado de saúde clinicamente bem. Assim,</p><p>para aliviar as dores do animal, você receita</p><p>Mavacoxib (Anti-inflamatório não esteroidal) por</p><p>sua frequência de administração e por não alterar</p><p>a produção de glicosaminoglicano. Para cães, a</p><p>dose é de 2mg/kg por via oral e existem</p><p>apresentações do medicamento nas</p><p>concentrações: 6mg/ comprimido, 20mg/</p><p>comprimido, 30mg/comprimido, 75mg/ comprimido</p><p>e 95mg/comprimido. Para o caso em questão, qual</p><p>é a quantidade de medicamento que o animal</p><p>necessita, qual seria a melhor apresentação</p><p>visando custo-benefício e quantos comprimidos</p><p>seriam administrados?</p><p>4- Tratando-se do caso anterior, para tirar o animal</p><p>da condição de edema pulmonar, você decide pela</p><p>administração de furosemida na dose de 4mg/kg,</p><p>via intravenosa, com apresentação de 10 mg/ml.</p><p>Determine qual a quantidade necessária do</p><p>medicamento para o animal em questão.</p><p>5- Um animal de 40kg necessita de um tratamento</p><p>no qual o remédios possui concentração de 0,8% e</p><p>a dose de 0,2mg/kg/hr.</p><p>Ele necessita ficar 6 horas tomando o remédio na</p><p>veia, sabendo-se que foi utilizado o equipo</p><p>microgotas (60 gotas = 1ml).</p><p>● Qual o volume a ser administrado no</p><p>remédio em uma hora e em 6 horas</p><p>● Quantas gotas serão necessárias por 6</p><p>horas, por 1 hora e por minuto</p><p>78</p><p>6- Um chihuahua de 3kg necessita de um</p><p>tratamento no qual o remédio possui concentração</p><p>de 2% e a dose de 0,1 mg/kg/hr.</p><p>Ele necessita ficar 12 horas tomando o remédio na</p><p>veia, sabendo-se que foi utilizado o equipo</p><p>macrogotas (20gotas = 1ml).</p><p>● Qual o volume a ser administrado no</p><p>remédio em uma hora e em 12horas</p><p>● Quantas gotas serão necessárias por</p><p>12</p><p>horas, por 1 hora e por minuto</p><p>7- Você deve prescrever para um equino de 450kg,</p><p>flunixim meglumine 5%, 1,1mg/kg via IM para</p><p>tratamento de dor abdominal. Qual o volume</p><p>recomendado?</p><p>8- Você atende um cão de 33kg, prescreve</p><p>meloxicam, 0,1 mg/kg via PO para tratamento de</p><p>dor articular. Qual o volume a ser prescrito e a</p><p>quantidade de comprimidos (sendo um comprimido</p><p>2,0mg)?</p><p>9- Um cachorro de 60kg vai realizar uma cirurgia e</p><p>necessita receber fluidoterapia a uma taxa de</p><p>3mL/kg/h. Calcule a velocidade de infusão do</p><p>Ringer Lactato em gotas/min e em gotas/segundo</p><p>que o equipo deve ser ajustado. Sabe- se que em</p><p>um equipo de microgotas, 60gotas equivalem a 1</p><p>mL.</p><p>10- Um animal de 13kg necessita de um</p><p>tratamento no qual o remédios possui</p><p>concentração de 0,5% e a dose de 5mg/kg/hr.</p><p>Ele necessita ficar 9 horas tomando o remédio na</p><p>veia, sabendo-se que foi utilizado o equipo</p><p>microgotas (60 gotas = 1ml).</p><p>● Qual o volume a ser administrado no</p><p>remédio em uma hora e em 9 horas</p><p>● Quantas gotas serão necessárias por 9</p><p>horas, por 1 hora, por minuto e por</p><p>segundo?</p><p>79</p><p>geralmente ligados a hormônios.</p><p>Quando se liga sofre uma alteração de confirmação dos</p><p>receptores e ativação de ATP em ADP. ocorre a</p><p>fosforilação dos aminoácidos ligados nos receptores.</p><p>- A ptn/enzima se liga ao fósforo, sua</p><p>conformação e isso faz uma cascata de reação</p><p>celular levando a uma resposta celular.</p><p>Proteína G:</p><p>-</p><p>7</p><p>Receptores intracelular: receptores que estão dentro da</p><p>célula. Precisa passar pela membrana e ao se ligar,</p><p>chega no núcleo e se liga ao DNA regulando a expressão</p><p>gênica e síntese de proteínas específicas..</p><p>Conceitos</p><p>Eficácia: efeito máximo que uma droga pode produzir.</p><p>Potência: comparação entre drogas que originam o</p><p>mesmo efeito observável. A potência de uma droga</p><p>refere-se à dose que deve ser administrada para</p><p>produzir efeito articular de determinada intensidade.</p><p>Eficiência: capacidade de uma droga produzir o efeito</p><p>Droga A é mais potente pois atinge o efeito máximo</p><p>mais rapidamente. A droga A é mais eficaz que a B pois</p><p>atinge a maior eficácia. Ambas são eficientes</p><p>Agonista: droga que possui afinidade por determinado</p><p>receptor.</p><p>- Completos ou totais: resposta máxima por</p><p>ocupar todos os receptores ou uma fração dos</p><p>receptores</p><p>- Parciais: produzindo menos do que uma</p><p>resposta máxima, mesmo quando a droga</p><p>ocupada todos os receptores</p><p>Afinidade: preferência de uma droga por determinado</p><p>receptor.</p><p>Antagonista: inibe a ação do agonista. Antagonista dos</p><p>receptores.</p><p>- Antagonista competitivo: mesmo sítio de ação</p><p>do agonista. Pode ser reversível (reduz a</p><p>potência da droga), ação revertida se aumenta a</p><p>quantidade de agonista e irreversível,ação</p><p>(reduz a eficácia da droga) não é revertida se</p><p>aumenta a quantidade de agonista.</p><p>- Alostéricos não competitivos reversíveis e</p><p>irreversíveis: ligam-se a um sítio alostérico</p><p>(distinto do sítio agonista) e impedem a</p><p>ativação de receptores, mesmo se o agonista</p><p>estiver ligado ao receptor. - Não adianta</p><p>aumentar a quantidade da droga.</p><p>8</p><p>Antagonista sem receptor: inibe a ação do agonista ou</p><p>efeito deste por outros mecanismos.</p><p>- Químico: inativa o agonista específico ao</p><p>modificá-lo ou sequestrá-lo, de modo que o</p><p>agonista não é mais capaz de se ligar ao</p><p>receptor e de ativá-lo</p><p>- Fisiológico: ativa ou bloqueia um receptor que</p><p>medeia uma resposta fisiologicamente oposta</p><p>àquela do receptor agonista</p><p>Reações aos fármaco</p><p>- Hiperreativo: reação exacerbada a dose baixa</p><p>em comparação a população</p><p>-</p><p>- Hiporreativo: reação fraca a dose normal em</p><p>comparação à população</p><p>-</p><p>- Tolerância: quando a hiporreatividade se deve a</p><p>exposições prévias ao fármaco que levam a</p><p>reações do organismo.</p><p>-</p><p>- Taquifilaxia: diminuição rápida na resposta</p><p>(tolerância rápida)</p><p>-</p><p>- Idiossincrasias: efeito inesperado com o uso de</p><p>um fármaco</p><p>-</p><p>- Supersensibilidade: efeito aumentado de um</p><p>fármaco por elevação da sensibilidade de</p><p>receptores sinápticos.</p><p>- Biosensibilidade: fenômeno causado por ação</p><p>alérgica.</p><p>Interações medicamentosas Sinergismos e Antagonismo</p><p>Sinergismo:</p><p>- Por adição: o efeito dos dois fármacos é igual a</p><p>soma do efeito de cada um.</p><p>- Por Potencialização: do efeito dos dois</p><p>fármacos é maior que a soma dos efeitos de</p><p>cada um; frequentemente não atuam pelo</p><p>mesmo mecanismo de ação</p><p>Na medicina veterinária as interações</p><p>medicamentosas ainda são pouco estudadas e há falta</p><p>de informação.</p><p>Dl50: dose letal em 50% dos animais Dt: dose tóxica</p><p>9</p><p>….…..... Sistema Nerv�so - SNA e junção neur�muscular ….….....</p><p>SNC: Encéfalo e Medula Espinal</p><p>SNP: Raiz nervosa e nervo, junção neuromuscular,</p><p>músculo</p><p>SNA: simpático (receptores adrenérgicos) e</p><p>parassimpático (receptores colinérgicos). É autônomo</p><p>pois não está sob controle voluntário ou consciente, Faz</p><p>o controle cardiovascular e respiratório, fluxo</p><p>sanguíneo, motilidade GI, funções de micção, respostas</p><p>adaptativas ao estresse, etc…</p><p>Simpático</p><p>● Neurotransmissores (catecolaminas);.</p><p>Noradrenalina (a e b), Adrenalina/epinefrina (a</p><p>e b) e Dopamina (d1 e d2)</p><p>● Receptores:</p><p>Parassimpático</p><p>● Neurotransmissor Acetilcolina (Ach)</p><p>● Receptores:</p><p>Sistema nervoso entérico</p><p>Regulação da secreção, motilidade e absorção.</p><p>- Possuem componentes motores e sensitivos</p><p>caracterizados pela presença de uma complexa</p><p>rede neural que inclui o plexo mioentérico e</p><p>plexo de submucosa.</p><p>neurônios pós ganglionares são próximos ao local de</p><p>ação</p><p>● Simpática: o pré ganglionar vai liberar</p><p>acetilcolina para ativar o neurônio pós</p><p>ganglionar que liberará catecolaminas. Quem</p><p>faz a ação são as catecolaminas.</p><p>● Parassimpático: Tanto pré quanto pós</p><p>ganglionar vai liberar acetilcolina</p><p>10</p><p>Catecolaminas</p><p>A Noradrenalina e epinefrina são agonistas de</p><p>receptores a e B e dopamina é agonista dos receptores</p><p>D.</p><p>● Glândula adrenal: síntese e liberação de</p><p>epinefrina e noradrenalina</p><p>● Neurônios adrenérgicos: liberam adrenalina e</p><p>noradrenalina</p><p>● Neurônios dopaminérgicos (dopamina): liberada</p><p>ou convertida em noradrenalina.</p><p>Controle (redução ou aumento) da liberação de</p><p>catecolaminas:</p><p>● Inativação pelo MAO (monoamina oxigenase):</p><p>degrada as monoaminas</p><p>● Depleção dos grânulos armazenados nas</p><p>vesículas;</p><p>● Resposta autorregulatória pela ativação de</p><p>receptores A (reduz a liberação de</p><p>catecolaminas) - feedback negativo;</p><p>● Aumenta a liberação por estimulação de</p><p>receptores B;</p><p>● Redução da resposta parassimpática</p><p>(melhorando a simpática), por estimulação de</p><p>receptores adrenérgicos pré ganglionares</p><p>simpáticos;</p><p>● Metabolização pela COMT (catecol-O-</p><p>Metiltransferase) na membrana pós sináptica</p><p>● Recaptação: pode ser utilizada ou metabolizada</p><p>pela MAO</p><p>● Se difunde para fora da fenda sináptica e é</p><p>metabolizada no fígado/ plasma ou excretado.</p><p>● receptores D2: inibe a enzima adenilciclase,</p><p>abre os canais de K e reduz o influxo de Ca</p><p>para o neurônio e reduz a liberação de</p><p>noradrenalina.</p><p>Receptores adrenérgicos</p><p>A adrenérgico: musculatura lisa vascular e</p><p>geniturinária, músculo radial da íris, etc…</p><p>- A1: efeitos simpáticos</p><p>- A2: Estudados na parte de sedativos</p><p>B adrenérgico: Fc, contração cardíaca, liberação de</p><p>renina, relaxamento da musculatura lisa</p><p>- B1: aumenta a FC, contração cardíaca e</p><p>condução átrio ventricular, aumenta a renina e</p><p>aumenta pressão sanguínea</p><p>- B2: broncodilatação, vasodilatação, aumenta a</p><p>insulina e diminui a motilidade gástrica</p><p>- B3: aumentar a lipólise e relaxamento da</p><p>musculatura urinária</p><p>Receptores dopaminérgico</p><p>Dopaminérgicos: Atua no SNC, vasculatura de órgãos</p><p>viscerais.</p><p>- D2: controle da liberação de Na</p><p>- D1: estimula a adenilciclase e aument Camp -</p><p>mediador dos efeitos de vasodilatação da</p><p>dopamina nos rins e baço</p><p>Os efeitos farmacológicos dependem do receptor de</p><p>ação.</p><p>11</p><p>Agonistas Adrenérgicos</p><p>Drogas que mimetizam o efeito das catecolaminas</p><p>direta ou indiretamente. (Simpaticomiméticos)</p><p>- Agon, Endógenos: noradrenalina e adrenalina</p><p>- Agon. Diretos: fenilefrina, dobutamina,</p><p>salbutamol</p><p>- Agon. Indiretos: aumentam a liberação ou ação</p><p>da catecolaminas</p><p>Mecanismo de ação ……………………….……………………..………………………………………..</p><p>Agon. Indiretas:</p><p>- Diminui a quebra das catecolaminas</p><p>bloqueando ou inibindo enzimas endógenas. Ex:</p><p>inibidores da MAO</p><p>- Inibindo a recaptação de Noradrenalina. Ex:</p><p>cocaína, antidepressivos</p><p>- Aumento da liberação de catecolaminas. Ex:</p><p>anfetamina e efedrina</p><p>- A-2-agonistas adrenérgicos: sedativos e</p><p>analgésicos</p><p>Agonistas adrenérgicos diretos:</p><p>- Catecolaminérgicos: epinefrina, noradrenalina,</p><p>dopamina, dobutamina e isoproterenol. São</p><p>mais hidrofílico.</p><p>- Não-catecolaminérgicos (fazem o mesmo</p><p>efeito): fenilefrina, metoxamina, metaraminol,</p><p>alburamilha, terbutalina, metoprolol e</p><p>clembuterol. O que diferencia do</p><p>catecolaminérgico é a estrutura química e via</p><p>de adm, mais lipofílico.</p><p>Indicações terapêuticas ……………………….……………………..……………………………</p><p>● Agonista a1 e b1: tratamento de hipotensão,</p><p>choque, bradiarritmias, parada cardiaca,</p><p>insuficiencia cardiaca congestiva, reações de</p><p>hipersensibilidade, tem associação com</p><p>anestésicos locais</p><p>● Agonistas b2: tratamento da broncoconstrição</p><p>(asma/broncoespasmo), redução do tônus</p><p>uterino, uso oftalmológico, descongestionantes</p><p>nasais.</p><p>● Agonistas adrenérgicos Indiretos: Exerce seus</p><p>efeitos</p><p>por facilitarem a liberação de</p><p>norepinefrina pelos terminais nervosos do snc</p><p>e por poder exercer agonismo direto. Efedrina</p><p>tem ação vasoconstrição</p><p>Efeitos indesejados e contra indicação ……………………….…………………</p><p>Estimulação excessiva do miocárdio, hipertensão</p><p>arterial, tremor muscular .</p><p>O uso intravenosa extravasar pode causar necrose</p><p>local e tremor muscular</p><p>Antagonistas adrenérgicos</p><p>Drogas que bloqueiam ou reduzem o efeito das</p><p>catecolaminas direta ou indiretamente</p><p>(Simpaticolíticos)</p><p>Faz o bloqueio dos receptores (antagonista direto),</p><p>diminui a quantidade de noradrenalina liberada,</p><p>supressão central das vias simpáticas.</p><p>Efeitos farmacológicos dependem do receptor que</p><p>antagonizam</p><p>● Ant. A: redução da vasoconstrição, tratamento</p><p>de hipertensão e do vasoespasmo, tratamento</p><p>do feocromocitoma, isquemia visceral</p><p>● Ant. B: inotropismo e cronotropismo negativo,</p><p>redução do débito cardíaco, tratamento e</p><p>hipertensão, insuficiência cardíaca congestiva e</p><p>arritmias.. Existem bloqueadores não seletivos</p><p>que podem promover broncoconstrição.</p><p>Indicações terapêuticas …………………………………………..……..……………………….</p><p>- Ant A: tratamento de Icc e hipertensão arterial</p><p>- Ant. B: tratamento de hipertensão arterial</p><p>sistêmica, controle de arritmias, glaucoma,</p><p>Efeitos colaterais ………………………..………………………………..……..………………………</p><p>- Ant. A: hipotensão ortostática, taquicardia,</p><p>inibição da ejaculação e congestão nasal</p><p>- Ant. B: icc, bradiarritmias. A retirada abrupta</p><p>dos fármacos pode causar síndrome de</p><p>retirada, broncoconstrição e diminuem a</p><p>percepção dos sistema da hipoglicemia.</p><p>12</p><p>Acetilcolina</p><p>Agonista dos receptores muscarínicos e nicotínicos</p><p>Controle da liberação e regulação da acetilcolina</p><p>● Produzida e liberada pelos neurônios</p><p>colinérgicos</p><p>● Resposta autorregulatória pela ativação de</p><p>receptores colinérgicos pré-sináptico - feedback</p><p>negativo</p><p>● inibição de liberação de catecolaminas</p><p>(melhorando a resposta colinérgica) por</p><p>ativação de receptores adrenérgicos pré</p><p>ganglionares parassimpáticos após a ligação</p><p>de Ach-M pós ganglionar.</p><p>Efeitos dos receptores colinérgicos</p><p>● Nicotínico: atua em vários lugares do SNC e</p><p>sistema somático (junção neuromuscular -</p><p>efeito excitatório)</p><p>● Muscarínico: pode ter relação com respostas</p><p>excitatórias ou inibitórias, são presentes em</p><p>vísceras no geral (coração, gastrointestinal,</p><p>bexiga, glândulas)</p><p>Agonistas Colinérgicos</p><p>Drogas que mimetizam o efeito da acetilcolina</p><p>(Parassimpaticomiméticos ou colinomiméticos)</p><p>- Ago. Endógeno: Ach</p><p>- Agon. Diretos</p><p>- Agon. Indiretos: inibidores da acetilcolinesterase</p><p>(AchE) > Inibe a degradação da acetilcolina. São</p><p>Reversíveis e irreversíveis</p><p>Agon diretos: Alcalóide natural, analogos sinteticos e</p><p>ésteres da colina</p><p>Agon. Indiretos: Carbamatos, organofosforados (forma</p><p>irreversível), anticolinesterásicos</p><p>Efeitos terapêuticos ………………….…….…………………….……..……..…..………………</p><p>- Ago. Diretos: contração de musculatura lisa e</p><p>relaxamento dos esfíncteres, aumento do</p><p>tônus, motilidade e secreção do TGI, contração</p><p>da vesícula biliar, urinária e ureteres,</p><p>broncoconstrição,aumento de secreções</p><p>traqueobrônquicas, miose, sialorréia, efeito</p><p>cardiovasculares. Ex: Pilocarpina (aumenta a</p><p>drenagem do humor aquoso), carbacol,</p><p>betanecol (para retenção urinária sem</p><p>obstrução)</p><p>- Ago. indiretas: Antionersterásicos, Inibição da</p><p>enzima AchE.. Efeitos farmacológicos: aumento</p><p>da contração muscular esquelético, aumento da</p><p>motilidade e das secreções do TGI e</p><p>relaxamento de esfíncteres, broncoconstrição e</p><p>aumento das secreções respiratórias.</p><p>Reações adversas …………………………………...…………..……..………………………</p><p>- Ag direto: Exacerbação do parassimpático:</p><p>sudorese, cólicas intestinais, aumento da</p><p>contração uterina, umectação, dificuldade de</p><p>acomodação visual, aumento das secreções</p><p>salivar, gástrica, traqueobrônquica e lacrimal</p><p>Indicações terapêuticas …………………………………………..……..………………………</p><p>Diagnóstico e tratamento da miastenia gravis,</p><p>reversão do bloqueio neuromuscular, organofosforados</p><p>como antiparasitário em animais, glaucoma, íleo</p><p>paralítico e atonia de bexiga</p><p>Reações adversas ……………………………………...…………..……..………………………</p><p>Exacerbação do parassimpático.</p><p>Contra-indicações: animais que tenham gastrites e</p><p>gestantes</p><p>13</p><p>Antagonistas colinérgicos</p><p>Drogas que bloqueiam o efeito acetilcolina</p><p>(Parassimpaticolíticos ou antimuscarínicos ou</p><p>anticolinérgicas)</p><p>- Antagonista diretos: atropina, escopolamina,</p><p>glicopirrolato, ipratrópio, propantelina,</p><p>tropicamida, pirenzepina, tolterodina</p><p>Efeitos farmacológicos …………………………………………..……..………………………</p><p>- Efeito cronotrópico positivo, mas em baixas</p><p>doses pode provocar a queda da FC e bloqueio</p><p>atrioventricular.</p><p>- Relaxamento da musculatura lisa brônquica,</p><p>aumento da Fr e amplitude respiratória.</p><p>- Anti-espasmódicos e redução das secreções</p><p>glandulares.</p><p>- Midríase e cicloplegia.</p><p>Tem antagonismo competitivo com a Ach em seus</p><p>receptores muscarínicos, não em nicotínicos.</p><p>Indicações terapêuticas …………………………………………..……..………………………</p><p>Tratamento de bradiarritmias, intoxicação por</p><p>organofosforados, midriático, relaxamento da</p><p>musculatura lisa brônquica,redução da motilidade do</p><p>TGI e bexiga hiperativa</p><p>Contra indicações ………………………………………...……..……..………………………</p><p>Pode gerar xerostomia, taquicardia, cicloplegia, excitação</p><p>do SNC.</p><p>- Risco em equinos pelo risco de redução do</p><p>tônus do TGI levando à cólica.</p><p>Junção neuromuscular</p><p>Receptores nicotínicos de Ach</p><p>Antagonista: Bloqueio neuromuscular ou agente</p><p>curarizantes (paralisia). Às vezes usados para</p><p>anestesia</p><p>- Despolarizantes não-competitivos: decametônio</p><p>e succinilcolina</p><p>- ADespolarizantes competitivos: Atracúrio,</p><p>glamina, doxacúrio, pancurônio, vecurônio,</p><p>mivacúrio, rocurônio, gantacurio</p><p>Efeitos farmacológicos …………………………………………..……..………………………</p><p>Produzem profundo relaxamento muscular (inclusive</p><p>apneia) ao se ligarem aos receptores nicotínicos da</p><p>placa motora</p><p>Indicações terapêuticas …………………………………………..……..………………………</p><p>Auxilia a intubação endotraqueal, relaxamento</p><p>muscular para cirurgias, redução do gasto energético</p><p>da ventilação mecânica</p><p>Contra indicações …………………………………………..……..………………………</p><p>- Despolarizante: pode gerar arritmias</p><p>- Adespolarizante: liberação de histamina e</p><p>arritmias cardíacas</p><p>l</p><p>a</p><p>14</p><p>……….……... Sistema nerv�so part 2 - dr�gas que atuam no SNC ………….....</p><p>SNC - encéfalo e Medula espinhal</p><p>O estímulo doloroso ascende por um trato aferente na</p><p>região dorsal da medula espinhal e chega ao córtex</p><p>cerebral, onde as informações são interpretadas e o</p><p>estímulo desce pelo trato eferente pela região ventral e</p><p>reconhece o estímulo doloroso .</p><p>Potencial de ação:</p><p>1. Célula carregada negativamente dentro e fora</p><p>positivamente está em estado de repouso,</p><p>2. Quando ocorre uma estimulação abre canais e</p><p>os íons positivos do lado de fora entram para</p><p>dentro da célula (sódio entra na célula e</p><p>potássio sai), quando se inverte essa</p><p>polaridade ocorre a despolarização.</p><p>3. Os neurotransmissores serão liberados na</p><p>fenda sináptica que se ligarão aos neurônios</p><p>pré sináptico e há a interpretação de</p><p>informação.</p><p>Para voltar a realidade os neurônios inibidores liberam</p><p>neurotransmissores inibitórios que trabalham em</p><p>outros canais de íons (cloro) ocorre o influxo do mesmo</p><p>para dentro da célula e a célula fica carregada</p><p>negativamente.</p><p>- Quando ocorre muita entrada a célula fica</p><p>hiperpolarizada para ter uma proteção e uma</p><p>estimulação. Após isso, os canais de íons se</p><p>abrem e o potássio entra para dentro da célula</p><p>(+) e fica mais positivo dentro equilibrando a</p><p>célula.</p><p>Neurotransmissores</p><p>● Aminas: acetilcolina e histamina</p><p>● Monoaminas: noradrenalina, dopamina e</p><p>serotonina.</p><p>● Aminoácidos: GLUTAMATO (excitatório), GABA</p><p>(inibitório) e glicina.</p><p>● Peptídeos: corticotropina, vasopressina,</p><p>angiotensina, insulina, colecistocinina,</p><p>substância P, encefalinas, endorfinas, ocitocina,</p><p>outros</p><p>● Gaseoso: óxido nítrico (NO) e monóxido de</p><p>carbono (CO)</p><p>Barreira hematoencefálica</p><p>Permeável a substâncias lipossolúveis para se difundir</p><p>nas membranas, substâncias que são transportadas</p><p>por canais iônicos ou substâncias que atravessam por</p><p>exocitose.</p><p>Fármacos que atuam no SNC</p><p>● Depressores: anestésico, álcool etílico</p><p>● Estimulantes:</p><p>corticais (xantinas,</p><p>anfetaminas), bulbares (picrotoxina, doxapram,</p><p>etc) e medulares (estricnina)</p><p>● Modificam seletivamente a função do SNC:</p><p>tranquilizantes, anticonvulsivante,</p><p>antidepressivos, psicotrópicos..</p><p>15</p><p>A crise epiléptica é multifatorial, síndromes patolo</p><p>fisiologicamente diferentes, a maioria trabalha fazendo</p><p>a excitação do neurônio, o estímulo tem que ser</p><p>sincronizado com todos os neurônios para ocorrer a</p><p>convulsão.</p><p>● Sincronização excessiva e carga sustentada de</p><p>um grupo de neurônios.</p><p>● Retira a célula do seu potencial de repouso.</p><p>● Alteração da transmissão sináptica</p><p>dependente de controles excitatórios e</p><p>inibitórios.</p><p>● Atividade paroxística: começa e termina</p><p>● Pode ocorrer por infecção, inflamação, má</p><p>formação, intoxicação, neoplasia, trauma,</p><p>alteração metabólica, idiopática (genética)</p><p>Ação básica das drogas:</p><p>- Diminuir o estímulo causador da crise</p><p>- Manter estabilidade do potencial de membrana</p><p>- Diminuir/ modular a liberação de</p><p>neurotransmissores excitatório (glutamato)</p><p>- Aumentar a liberação ou facilitar a ação do</p><p>neurotransmissor inibitório (GABA)</p><p>Drogas anticonvulsivante</p><p>16</p><p>Fenobarbital ………………………………………… …………………………</p><p>Melhor anticonvulsivante a ser utilizado.</p><p>- Via oral e injetável (IM E IV),</p><p>- Age melhorando a resposta ao GABA, se liga ao</p><p>receptor de GABA e mantém o canal do</p><p>mesmo mais aberto, age de forma inibitório,</p><p>tem efeito sedativo também.</p><p>- Age também sobre os canais de cálcio para</p><p>reduzir a entrada de cálcio na célula</p><p>Metabolização: metabolização hepática ( enzimas</p><p>microssomais hepáticas) e excretado sem alteração via</p><p>renal.</p><p>- Cães e equinos - indução do citocromo p450,</p><p>induz a própria metabolização de outras</p><p>drogas e hormônios. Às vezes precisa de</p><p>concentração mais alta para fazer o efeito.</p><p>- O metabolismo pode ser afetado pela dieta e</p><p>pelo ph urinário. > Baixa ptn e baixa gordura</p><p>podem levar a eliminação mais rápida.</p><p>- Pode afetar a biodisponibilidade de outras</p><p>medicações que são metabolizadas pelo cyp450</p><p>ou ligadas a proteínas plasmática</p><p>Efeitos adversos: poliúria, polidipsia e polifagia,</p><p>sonolência e ataxia no início do tratamento, aumento</p><p>das enzimas hepáticas (Cães), hepatotoxicidade,</p><p>hipersensibilidade ( gatos- erupções cutâneas)</p><p>Efeito idiossincrático: hepatotoxicidade, alterações</p><p>hematológicas, ansiedade, hipoalbuminemia</p><p>Brometo de potássio …………………… ……………………………………...……………………</p><p>- Via oral</p><p>- Envolve os receptores de GABA, atua</p><p>aumentando a inibição, diminui a propagação</p><p>da resposta excitatória. Pode ter associação</p><p>sinérgica.</p><p>Metabolização: Rapidamente absorvida no ID, não se</p><p>liga a ptn plasmáticas e de difunde livremente nas</p><p>membranas plasmáticas, não é hepatotóxico.</p><p>- Ele demora atingir a concentração plasmática</p><p>adequada (por volta de 1 mês)</p><p>- Excretado no leite, saliva, suor, fezes, urina,</p><p>secretam nasal e atravessa placenta</p><p>Interações medicamentosas: Sal na dieta é importante</p><p>pois pode aumentar ou diminuir e excreção. Diuréticos</p><p>de alça aumentam a expressão do brometo,.</p><p>Efeitos adversos: Sedação e ataxia, irritação gástrica,</p><p>pancreatite, injúria renal, paresia em membros</p><p>posterior, bronquite em felinos, alterações de</p><p>comportamento.</p><p>17</p><p>Benzodiazepínicos … ………………… ………………………………………………</p><p>Diazepam, mizadolan, lorazepam, clonazepam e</p><p>clorazepato. Apresentam mecanismos de ação</p><p>semelhantes</p><p>- Via de Adm (oral, pouco utilizado), injetável por</p><p>via venosa (alguns têm outras formas de</p><p>injeção, depende do tipo diazepínicos).</p><p>- Variáveis: os que têm menor potencial</p><p>(clonazepato e diazepam) e maior potência</p><p>(clonazepam e lorazepam)</p><p>Mecanismos de ação: melhora a afinidade do receptor</p><p>de GABA mantendo o canal de cloro aberto mais</p><p>tempo, libera a liberação do GABA na fenda sináptica -</p><p>efeito inibitório</p><p>Metabolização: hepática pelas enzimas microssomais,</p><p>excreção renal, grande distribuição e alta taxa de</p><p>ligação a ptn plasmáticas. Atravessam rapidamente a</p><p>membrana plasmática e atravessam as placentas .</p><p>Interações medicamentos: cuidado com os efeitos</p><p>sedativo, assim como fenobarbital, drogas que induzem</p><p>ou inibem o sistema microssomal afetam a</p><p>metabolização.</p><p>Efeitos adversos: sedação excessiva, depressão</p><p>respiratória, excitação, polifagia, hepatotoxicidade em</p><p>gatos</p><p>- Brometo, benzodiazepínico agem em sítios</p><p>diferentes do receptor, eles não competem</p><p>entre eles, tem efeito sinérgico</p><p>Levetiracetam …………………… ………………………………………………………………… …………</p><p>- Age sobre a vesícula de glutamato, inibindo a</p><p>liberação do glutamato, inibe a excitação, ele</p><p>modula a resposta excitaríeis.</p><p>- Inibe a troca de sódio</p><p>- Age em canais de Ca diferente dos outros</p><p>medicamentos, rapidamente absorvido,</p><p>somente 10% se liga a ptn plasmáticas e o</p><p>resto fica de forma livre, atravessa</p><p>rapidamente a membrana plasmática .</p><p>- Antagoniza a sincronização neuronal</p><p>Metabolização: não é metabolizado no fígado, excreção</p><p>renal (parte da excreção é o metabólito ativo) - cuidado</p><p>em animais com doença renal .</p><p>Interações: baixa interação com medicamentos, têm</p><p>ação sinérgica</p><p>Efeitos adversos: Sonolência e ataxia, diminuição do</p><p>apetite, vômitos, letargia e inapetência em gatos, baixo</p><p>potencial tóxico, não interfere nos exames laboratoriais</p><p>Gabapentina …………………… ……………………………………………………………………………</p><p>Via de Adm oral</p><p>- Análogo do GABA e se liga a receptores de</p><p>cálcio impedindo o influxo de cálcio para dentro</p><p>da célula, reduzindo o neurotransmissor</p><p>excitatório. Tem ação anticonvulsivante e boa</p><p>ação contra dor neuropática.</p><p>Interações; antiácidos locais pode reduzir a absorção</p><p>Efeitos adversos: Sedação, ataxia e hiporexia</p><p>18</p><p>Antidepressivos e</p><p>ansiolíticos</p><p>Tipos:</p><p>● Inibidores da monoaminoxidase (MAO -</p><p>degrada neurotransmissores)</p><p>● Tricíclicos: Inibidores seletivos de recaptação de</p><p>noradrenalina/serotonina</p><p>● Inibidores seletivos da recaptação de</p><p>serotonina</p><p>● Atípicos</p><p>Elevam o nível de certos neurotransmissores no</p><p>encéfalo como serotonina, noradrenalina e dopamina ></p><p>monoaminas.</p><p>Inibidores da recaptação de serotonina …………………….……………</p><p>Inibe a recaptação para ficar mais fenda sináptica e</p><p>fazer o resultado por mais tempo.</p><p>- fluoxetina, paroxetina, sertralina, citalopram</p><p>Indicação: transtorno obsessivo compulsivo, ansiedade,</p><p>medo, fobias, comportamento de micção inapropriado</p><p>- Antidepressivos mais modernos com menos</p><p>efeitos indesejados (não provém efeitos</p><p>anticolinérgico e alterações cardiovasculares).</p><p>Período de latência de cerca de 2 meses.</p><p>Metabolização: metabolização hepática via CYP450</p><p>(pode comprometer outras drogas) e excreção renal.</p><p>Inibidores da MAO …………………… …………… …………………………………………………</p><p>MAO degrada os neurotransmissores monoaminas</p><p>- Selegilina (mais seletivo para dopamina),</p><p>outros tipos podem ter efeitos indesejáveis</p><p>- Moderno porém pode apresentar efeitos</p><p>cardiovasculares e anticolinérgicos.</p><p>Metabolização: hepática por oxidação e excreção renal</p><p>Tricíclicos …………………… ……………………………………………………………………..…………</p><p>Indicações: reduzir a agressividade, desordens</p><p>obsessivas compulsivas e estados de ansiedade,</p><p>comportamento de micção inadequado, grooming</p><p>excessivo, auxilia no tratamento de dor.</p><p>- Amitriptilina, imipramina, clomipramina.</p><p>Bloqueiam a recaptação de norepinefrina e serotonina</p><p>porém pode ter efeitos adversos; defecção, hipotensão,</p><p>efeitos anticolinérgicos e anormalidades na condução</p><p>cardíaca.</p><p>Metabolismo: Distribuição ligada a ptn plasmáticas e</p><p>altamente lipofílico, metabolização hepática e excreção</p><p>renal</p><p>Atípicos …………………… …………………………… ………………………………………………</p><p>Antagonismo dos receptores serotoninérgicos e a</p><p>nefazodona inibe também a receptação de serotonina</p><p>- Trazodona e mirtazapina e nefazodona</p><p>Evita associação a ISRS e iMAO’s assim como alguns</p><p>opioides - pode causar efeito excitatório</p><p>- trazodona: age sobre receptores específicos</p><p>serotoninérgicos, leva a sedação .</p><p>- mirtazapina: orexígeno para aumentar o</p><p>apetite. Efeito colateral: sedação, ela inibe</p><p>recaptação da noradrenalina e da serotonina</p><p>19</p><p>………………………. Estimulantes do Sistema nerv�so ………...……………….</p><p>A maioria não tem aplicação na veterinária pois</p><p>algumas podem causar intoxicação. Alguns como</p><p>aminofilina, teofilina e</p><p>doparam são utilizados para</p><p>alterações respiratórias como asma e bronquite</p><p>- Estimulantes corticais: agem principalmente</p><p>nos centros superiores, promovem alterações</p><p>comportamentais, excitação e euforia, reduzem</p><p>a sedação de fadiga e aumentam a atividade</p><p>motora .</p><p>- Estimulantes bulbares: ação no bulbo, no</p><p>centro respiratório e no vaso motor.</p><p>- Estimulantes medulares: ação na medula, ex:</p><p>estricnina</p><p>Metilxantinas e derivados …………………… ………………………………………………</p><p>Mecanismo de ação: age no receptor celular e inibição</p><p>da fosfodiesterase que degrada a adenosina e liberação</p><p>de neurotransmissores como norepinefrina</p><p>- Causam: elevação da FC por estímulo beta-</p><p>adrenérgico, podendo causar arritmia,</p><p>broncodilatador e outros….</p><p>- Cafeína, teofilina, e teobromina…</p><p>Teobromina = intoxicação por chocolate: Vômito,</p><p>hiperatividade, agitação, tremores musculares, ataxia,</p><p>taquicardia, additional, convulsões, hipertermias,</p><p>cianose e come</p><p>- Tratamento sintomático e de suporte</p><p>- Aumentam o trabalho muscular na</p><p>musculatura estriada esquelética cardíaca</p><p>podem ser considerado (doping) em equinos</p><p>Aminofilina …………………… …………………..……………………………………………</p><p>Inibe a fosfodiesterase e aumenta o AMPc.</p><p>- Efeitos: Broncodilatador e dos vasos</p><p>pulmonares através do relaxamento da</p><p>musculatura lisa. Dilata também as artérias</p><p>coronárias e aumenta do DC e diurese.</p><p>Tem efeito estimulante sobre o SNC e na musculatura</p><p>esquelética.</p><p>Metabolização: hepática e renal</p><p>Anestésicos e sedativos</p><p>Introdução ao manejo da dor - opióides</p><p>Estímulo nocivo: potencialmente leva a dano tecidual.</p><p>Tem como objetivo diminuir a percepção de dor</p><p>Depende de centros corticais para percepção de dor</p><p>● Anestesia: local/regional ou geral</p><p>● Sedativos/ tranquilizantes: relaxantes, acalmar</p><p>o animal, usados como pré anestésicos</p><p>● Analgésicos: minimizam a dor. Usados como</p><p>pré anestésicos</p><p>Anestesia …………………… …………………………………… ………………………………………………</p><p>- Local/ regional: aplicado próximo ao nervo ou</p><p>terminal nervoso e bloqueia a condução do</p><p>estímulo.</p><p>- Geral: leva a depressão do SNC e não faz a</p><p>condução de certos estímulos, também diminui</p><p>o metabolismo cerebral, perda de consciência e</p><p>imobilidade.</p><p>São condições reversível e a anestesia geral deve ser</p><p>mais monitorada, pode levar à morte > o mecanismo</p><p>de ação dos anestésicos gerais não é totalmente</p><p>esclarecido.</p><p>20</p><p>Anestesia geral - drogas e efeitos</p><p>Etomidato/Propofol e barbitúricos</p><p>Agem sobre receptores GABA (inibitório), mantendo os</p><p>canais de Cl abertos por mais tempo, levando à</p><p>hiperpolarização –</p><p>produzem inconsciência.</p><p>- Efeitos colaterais: hipotensão, depressão cardio</p><p>respiratória, apneia e broncoespasmo</p><p>(barbitúricos)</p><p>- Farmacocinética: metabolização hepática e</p><p>excreção renal. Propofol e barbitúricos tendem</p><p>a se acumular em tecido adiposo.</p><p>Cetamina/Quetamina</p><p>Agem sobre receptores NMDA presentes na medula</p><p>espinhal que modula transmissão excitatória e</p><p>condução e modulação da percepção do estímulo</p><p>doloroso, e produzem mais analgesia e sedação do que</p><p>inconsciência.</p><p>- Efeitos colaterais: alucinações/delírio,</p><p>hipertensão, taquicardia e salivação</p><p>- Farmacocinética: metabolização hepática e</p><p>excreção renal</p><p>Halotano, isoflurano, sevoflurano.... (inalatórios)</p><p>Agem sobre GABA em subunidade diferente,</p><p>antagonistas NMDA, receptores N, serotoninérgicos e</p><p>outros – ação relacionada à CAM atingida nos alvéolos</p><p>e tecidos</p><p>- Efeitos Colaterais: hipotensão e bradicardia</p><p>dose dependente. Halotano (hepatopatia e</p><p>arritmia).</p><p>- Farmacocinética: halotano e isoflurano - seus</p><p>metabólitos podem ser tóxicos para rins e</p><p>fígado – metabolização por oxidação e redução.</p><p>Anestesia Local</p><p>Lidocaína, bupivacaína, benzocaína, mepivacaína,</p><p>procaína..</p><p>Perda transitória da transmissão sensitiva,</p><p>atravessam facilmente membrana neuronal e se</p><p>ligam a receptor de íon sódio – prevenindo o influxo de</p><p>sódio para dentro da célula, impedindo o potencial de</p><p>ação e consequente condução neuronal – levando à</p><p>perda de sensibilidade na região inervada por aquele</p><p>determinado nervo.</p><p>- Geralmente muito seguros, se causarem</p><p>efeitos sistêmicos pode levar à arritmias e</p><p>convulsões. > Benzocaína é tóxico para gatos</p><p>- Aplicação tópica, infiltração, intra articular,</p><p>intratecal...</p><p>Sedativos e tranquilizantes …………………… ………………………………………………</p><p>Neurolépticos (fenotiazínicos) antagonista alfa</p><p>adrenérgico, levando a tranquilização.</p><p>- Efeitos antiarrítmicos, anti-histamine os e</p><p>antiemético podem levar a hipotensão..</p><p>Benzodiazepínicos (vide anticonvulsivantes). possui</p><p>reversor flumazenil (age sobre receptor GABA</p><p>antagonizando os efeitos dos benzodiazepínicos).</p><p>Dissociativos (quetamina e tiletamina) – Anestésicos.</p><p>Em cavalos, dependendo da dose pode levar à excitação</p><p>e convulsões. Geralmente usado em associação com</p><p>outras drogas.</p><p>Agonistas α2 adrenérgicos: agonista α2 pré sináptico</p><p>no encéfalo e medula espinhal, reduzindo transmissão</p><p>adrenérgica, reduzindo dor e levando à leve sedação.</p><p>- Xilazina – reversor = ioimbina</p><p>- Dexmedetomidina – reversor = cloridrato de</p><p>atipamezol</p><p>- Efeitos adversos – bradicardia, hipotensão e</p><p>hiperglicemia. Pode fazer hipertensão por leve</p><p>ação agonista α1.</p><p>21</p><p>Analgésicos …………………… …………………………………… ………………………………………………</p><p>Opióides: potente analgesia (várias com a droga) e</p><p>protocolo sedação. Morfina, codeína, meperidina,</p><p>tramadol, fentanil, metadona, buprenorfina...</p><p>● Usados como pré anestésicos e como</p><p>medicação analgésica em várias situações</p><p>Uso: analgesia, sedação, contenção, associação como</p><p>pré- anestésico, antitussígeno (inibição do centro da</p><p>tosse), redução da motilidade gástrica intestinal.</p><p>- Age sobre os receptores M, G, K : inibição da</p><p>transmissão sináptica Pré e pós sinápticos e</p><p>Inibição de cAMP. A sua ação depende de sua</p><p>capacidade de atravessar BHE</p><p>- Boa distribuição – se ligando à proteínas</p><p>plasmáticas em diferentes níveis de acordo</p><p>com a droga</p><p>Metabolização hepática e excreção via urina e bile.</p><p>Efeitos colaterais: efeitos colaterais, vômitos,</p><p>diminuição da atividade ruminal, excitação e convulsões</p><p>em vários animais, diminuição de Fc e Fr, constipação,</p><p>retenção urinária. Opióides atravessam a placenta e</p><p>evitar o uso em conjunto com inibidores da MAO</p><p>22</p><p>……….. Autacóides e dr�gas anti-inflamatóri�s ………….</p><p>Autacóides</p><p>Histamina, serotonina, peptídeos (angiotensina,</p><p>endoteliais, cinina, pept. Natriurético), prostaglandinas,</p><p>anti-inflamatórios</p><p>Histamina</p><p>Processos alérgicos devem usar antagonistas dos</p><p>receptores de histamina. Há receptores de histamina:</p><p>H1, H2, H3, H4.</p><p>Origem: os mastócitos dos tecidos e basófilos da</p><p>corrente sanguínea produzem histamina, bem como o</p><p>snc, gastrointestinal, pele e outros… ela se origina da</p><p>L-histidina e precisa de uma enzima para a</p><p>descarboxilação para transformar em histamina.</p><p>- A mesma está presente em vários tecidos dos</p><p>mamíferos com concentração variáveis entre</p><p>as espécies.</p><p>Como ocorre: Acontece a apresentação do antígeno</p><p>(substância), que faz estímulo do mastócitos e ocorre</p><p>uma de granulação do mesmo. A histamina gera</p><p>prurido, vasodilatação, edema e contração da</p><p>musculatura lisa</p><p>Ação da histamina sobre os receptores:</p><p>● H1: leva a reações de anafilaxia, inflamações,</p><p>contração de musculatura lisa e vasodilatação.</p><p>● H2: regulação da secreção gástrica pelas células</p><p>parietais, relaxamento da musculatura, atua</p><p>em algumas glândulas exócrinas.</p><p>● H3: modula a neurotransmissores de alguns</p><p>tipos de neurônios. Regulam a liberação de</p><p>outros neurotransmissores</p><p>● H4: liberação de citocina por eosinófilos,</p><p>apresentação de antígenos</p><p>Drogas que inibem ou induzem a liberação de</p><p>histamina:</p><p>● Inibem: catecolamina, metilxantinas, agonistas</p><p>B2 adrenérgico. Só antagonizam os</p><p>sinais/efeitos e não receptores.</p><p>● Induzem: curare, morfina e codeína,</p><p>doxorrubicina, vancomicina, polimixina. Fazem a</p><p>degradação dos mastócitos.</p><p>23</p><p>Antagonistas dos receptores de histamina</p><p>Antagonista h1 ……………………………………...……………………………………...…………</p><p>Antagonista competitivos, reduzem a atividade do</p><p>receptores e competem como sítio de ação, não</p><p>impedem a liberação de histamina mas não consegue</p><p>se ligar aos receptores (previne a ação da histamina do</p><p>que reverte</p><p>a ação) .</p><p>- 1° geração : mais efeito antimuscarínico e</p><p>atravessar mais facilmente BHE levando a</p><p>sedação.</p><p>- 2° geração: não levam a sedação.</p><p>-</p><p>Uso terapêutico: prevenir as reações alérgicas ruins</p><p>como urticárias, edemas e em caso de alergias muito</p><p>grave como conter ação da histamina sobre a</p><p>musculatura lisa bronquial.</p><p>Efeitos colaterais: geralmente não tóxicos, pode haver</p><p>sedação ou excitação, distúrbio GI, e efeitos</p><p>teratogênicos.</p><p>- Em altas doses pode causar excitação,</p><p>convulsão e hipertermias podendo levar a óbito</p><p>(efeitos menos observáveis em medicações de</p><p>segunda gerações)</p><p>Antagonista H2 ……………………………………………………………………………….…………</p><p>Bloqueiam a estimulação da histamina na liberação de</p><p>HCL, também agem reduzindo os efeitos cardíacos e</p><p>vasculares que a estimulação do h2 pode causar.</p><p>- Diferenciam dos antagonistas h1, são menos</p><p>lipossolúveis, não atravessam a barreira BHE e</p><p>não causam sedação.</p><p>- Via de Adm oral ou injetável, metabolização</p><p>hepática e excreção renal</p><p>Ação: agem sobre os receptores de h2 de histamina</p><p>nas células parietais da mucosa gástrica, não impede a</p><p>liberação de histamina</p><p>Uso terapêutico: tratamento de inflamações gástricas</p><p>e esofágicas, úlceras gástricas e manutenção de ph em</p><p>abomaso(ruminantes). Ranitidina e nizatidina</p><p>possuem efeito procinético e anticolinesterásico</p><p>aumentando a motilidade TGI</p><p>- Efeitos colaterais: raros, mais relatórios em</p><p>humanos</p><p>24</p><p>Serotonina</p><p>Possui vários receptores do SNC e do TGI. Síntese a</p><p>partir do triptofano adquirido na dieta pelas células</p><p>enterocromafins, plaquetas e mastócitos.</p><p>Receptores: localizamos do SNC e trato GI</p><p>● Snc: ansiolítico, modificador de humble</p><p>● SNP: percepção da coceira e da dor</p><p>● Nas plaquetas: relacionado a processos</p><p>hemostáticos por vasoconstrição e agregação</p><p>plaquetária.</p><p>Efeitos: antidepressivo e ansiolítico, ação sobre</p><p>motilidade gi, mediador inflamatório das vias aéreas</p><p>dos animais (principalmente em fases agudas), a</p><p>redução desse neurotransmissor aumenta a</p><p>sensibilidade para dor.</p><p>Ações: estimula a musculatura lisa de brônquios e</p><p>intestinos, no intestino age como hormônio local e</p><p>auxilia o peristaltismo, algumas medicações que agem</p><p>sobre os receptores de serotonina no tgi são</p><p>consideradas de controle de vômito.</p><p>Ciproheptadina ……………………………………………………………………………….…………</p><p>Antagonista de serotonina e levemente antagonista h1.</p><p>Usado para estimulante de apetite na veterinária</p><p>Mecanismo de ação: supostamente inibe receptores</p><p>serotoninérgicos que controlam a saciedade no</p><p>hipotálamo</p><p>- Nas vias áreas: benefício na contradição da</p><p>musculatura lisa, vasodilatação, aumento da</p><p>permeabilidade vascular, reduzir o influxo de</p><p>células inflamatórias para o local.</p><p>- Efeitos colaterais: síndromes serotoninérgicas:</p><p>principalmente associadas. Náusea, vômito,</p><p>agitação, midríase e salivação excessiva. (raro)</p><p>Peptídeos ………………………………………………...……………………………………………………………….</p><p>Angiotensinas, endotelinas, cininas e peptídeos</p><p>natriuréticos</p><p>Atuam na sinalização endócrina, autocrítica (libera</p><p>subs que atua dentro da própria célula), parócrina</p><p>(libera subs para atuação na célula vizinha) .</p><p>SNAA</p><p>1. Queda da pressão arterial ou alteração de sódio, o</p><p>rim libera renina que age sobre o Angiotensinogênio</p><p>convertendo-o em Angiotensina I . A Angiotensina I</p><p>sobre a ação da enzima ECA (enzima conversora de</p><p>angiotensina) gera a Angiotensina II que aumenta a</p><p>pressão do vaso sanguíneo e promove a</p><p>vasoconstrição.</p><p>3. Angiotensina II vai até ao córtex adrenal e faz que</p><p>ele produza aldosterona, que regula o metabolismo do</p><p>sal, água e minerais e aumenta a retenção de NA</p><p>Inibidores do ECA: classe de fármacos com efeito</p><p>hipotensor muito usados na insuficiência cardíaca</p><p>congestiva e em casos de distúrbios renais. Primeiro</p><p>são metabolizados no fígado para depois se tornarem</p><p>ativos.. - Benazepril é o mais usado.</p><p>25</p><p>Anti-inflamatório</p><p>e antipiréticos</p><p>Na inflamação ocorre a migração de células</p><p>inflamatórias e sinais de calor, rubor, edema, dor</p><p>devido a dilatação arteriolar com o aumento da</p><p>permeabilidade capilar, levando a migração de</p><p>leucócitos e liberação de substância inflamatória.</p><p>- PMN são os primeiros leucócitos no local de</p><p>ação</p><p>Ação: Lesão tecidual > infecção/inflamação > liberação</p><p>de mediadores químicos > vasodilatação, aumenta a</p><p>atividade metabólica da região, aumenta a</p><p>permeabilidade para ida de células de defesa ></p><p>leucócitos fazem quimiotaxinas para atraírem outras</p><p>células do sistema imune.</p><p>● Cascata do ácido araquidônico: lesão na</p><p>membrana tem a ativação da fosfolipase a2 e</p><p>transformando-a em ácido araquidônico, o ác.</p><p>faz a ativação das ciclooxigenase e ativação das</p><p>lipoxigenases com ativação de outros</p><p>mediadores inflamatórios.</p><p>Prostaglandina …………………………………………………………………………………………..</p><p>Exercem funções em praticamente todas as células e</p><p>tecidos, ligando-se a receptores específicos na</p><p>membrana. Tem ação na função renal, reprodução,</p><p>controle de processo inflamatório, agregação</p><p>plaquetárias, regulação do fluxo sanguíneo</p><p>(vasodilatadores), ação sobre musculatura lisa e</p><p>gastroproteção.</p><p>Efeitos indesejáveis: diarreia, cólica, vômito, seborreia,</p><p>sensibilidade, hapitomina, pirexia, tosse, tremores,</p><p>espasmos, taquicardia, convulsões…..</p><p>.</p><p>Ciclooxigenases</p><p>São precursora da produção de prostaglandinas</p><p>● Cox-1: presente no Re de diversos tecidos e está</p><p>envolvida em resposta adequada de coagulação,</p><p>homeostase vascular, renoproteção, gastro</p><p>proteção e coordenação de alguns tipos de</p><p>hormônios</p><p>● COX-2: estimulados por citocinas pró</p><p>inflamatórios, fatores de crescimento, fatores</p><p>de mitose, polissacarídeos, participam da</p><p>inflamação , dor e ação anti-trombótica.</p><p>Inibição da cox; tem ação anti inflamatória mas pode</p><p>ter efeito de coagulação, na saúde dos rins, alterações</p><p>GI.</p><p>Classificação dos Antiinflamatórios não</p><p>esteroidais</p><p>● AINEs inibidores de cox> atuam com diferente</p><p>seletividade pelos subtipos de cox</p><p>● AINE’s de dupla ação: inibem a via de cox e lox</p><p>● AINEs Removedores: atuam sobre os radicais</p><p>livres formado pelo processo inflamatório</p><p>● AINEs Antioxidante: inibe o processo de</p><p>formação de radicais livres.</p><p>26</p><p>Seletividade cox : Os AINEs cox 2 seletivos seriam mais</p><p>seguros e de uso mais desejável reduzindo o risco de</p><p>injúria renal, hepática e GI.</p><p>- Seriam mais seguros pois poupariam a cox1,</p><p>relacionada com a regulação da homeostase.</p><p>Porém a cox2 também é importante para a</p><p>homeostase do organismo.</p><p>AINEs (veterinária) ……………………………………………………………………………………</p><p>● Cox não seletivos e cox 1 seletivos: ácido acetil</p><p>salicílico, fenilbutazona…</p><p>● Cox 2 seletivos (COXIBs - super seletivos):</p><p>meloxicam, carprofeno, robenacoxib…</p><p>● Grapiprant: antagonista seletivo do receptor de</p><p>prostaglandina ep4 - não age sobre COX,</p><p>indicação para combate e dor e inflamação nas</p><p>osteoartrite em cães.</p><p>Existem ANIE’s;</p><p>● Derivados dos acidos saliciclos: analgesico,</p><p>anti-inflamatórios, anti trombótico,</p><p>antipiréticas, inibe de forma irreversível a cox</p><p>das plaquetas</p><p>● Ácidos acéticos: dicoflensticos, usados em</p><p>equinos e bubalinos mas tóxico para cães e</p><p>gatos.</p><p>● Acidos aminicicotinicos: flunexino-meglumina,</p><p>porente anti-inflamatório e analgesico</p><p>aprovado pela via oral ou injetável</p><p>● Fenamatos: ácido mefenâmico, mais utilizado</p><p>em bovinos, possui fraca ação antiinflamatória</p><p>e analgésica.</p><p>Ácidos propiônico ………………………………………………………………………………………….:</p><p>● Ibuprofeno: inibe as cox 1, 2 e 3, além da</p><p>ativação e agregação de neutrófilos. Utilizados</p><p>em bovinos</p><p>● Naproxeno: potente antipiretico analgesico</p><p>anti-inflamatórios usados em equinos.</p><p>● Carprofeno: anti-inflamatórios de cães</p><p>● Cetoprofeno: dupla ação (cox e lox), mais</p><p>potente do grupo, pode ser utilizada em cães,</p><p>gatos e equinos. Não pode ser usado por muito</p><p>tempo.</p><p>Sulfonamidas …………………………………………………………...…………………………………….</p><p>Nemesulida - inibição preferencial da COX 2, pode ser</p><p>usada em cães e gatos via oral e IV, mas normalmente</p><p>não é indicada.</p><p>Pirazolona ……………….……………………………………………………………………………………….</p><p>● Fenibutazona: usada em equinos, nao tem</p><p>utilizado em caes pois pode ter muito efeito</p><p>colateral, hepatotoxidade, nefro hepatotoxidade…</p><p>● Dipirona (metamizol):</p><p>uso em diversas</p><p>espécies, boa atividade analgésica, antipirética</p><p>porém fraco anti-inflamatórios e bom</p><p>analgesico. Tem que ter cuidado com os gatos</p><p>27</p><p>DMSO (dimetilsulfóxido) ……………….…………………………………………………………</p><p>Potente removedor de radicais livres com atividade</p><p>analgésica, reduz a agregação plaquetária, protege o</p><p>endotelio vascular, inibe a quimiotaxia de células</p><p>antiinflamatorias. Atravessam a BHE e a placenta.</p><p>Muito utilizado em equinos.</p><p>Oxicame ……………….………………………………………………………….………………………………</p><p>● Piroxicam: boa ação analgésica, vendida em</p><p>associação com alguns antibióticos em grandes</p><p>animais. Pode ser utilizado em várias espécies</p><p>e a meia vida plasmática é variada entre as</p><p>espécies</p><p>● Meloxicam: amplamente utilizado na</p><p>veterinária, boa ação analgésica e</p><p>anti-inflamatórios para cães e gatos e pode</p><p>ser utilizado para equinos.</p><p>Coxibes …………………………..…….……………………………………………………………………………</p><p>● Firocoxibe: utilizados para cães mais velhos</p><p>● Mavacoxib: não utilizado em felinos</p><p>● Robenacoxib: utilizado em cães e gatos</p><p>Farmacocinética: absorvido por via oral, são ácidos</p><p>fracos lipossolúveis, a taxa de absorção varia entre as</p><p>espécies.</p><p>- Administração junto com alimento para</p><p>redução da irritação gástrica. Tem</p><p>apresentação injetável média penetração BHE</p><p>Distribuição: ligado a ptn plasmáticas que favorece a</p><p>permanência na área inflamada. Tem que ter cuidado</p><p>com nefropatas e flunixin em bovinos.</p><p>Biotransformação hepática e alguns com excreção</p><p>biliar com. Interação enterro hepático ex:mavacoxib.</p><p>- Excreção renal e cuidado com neonatos pois</p><p>não tem o sistema renal maturo.</p><p>Farmacodinâmica: Inibição da ciclooxigenase e alguns</p><p>inibem a lipoxigenase.</p><p>Elas bloqueiam o canal hidrofóbico da cox prevenindo o</p><p>acesso do ácido araquidônico impedindo a continuidade</p><p>da cascata inflamatória</p><p>Efeito: inibição da síntese de mediadores pró</p><p>inflamatórios. Propriedades analgésicas antipiréticos,</p><p>anti-inflamatórios, antitrombótico e outros…</p><p>Farmacodinâmica: existem ANIE’s que inibem ambas</p><p>as cox (cox não seletivos) e aqueles seletivos para</p><p>inibição da cox 2.</p><p>A inibição da cox 1: produz efeitos indesejáveis.</p><p>- Efeitos colaterais: nefrotoxicidade, úlceras</p><p>gástricas, pancreatites, redução de plaquetas.</p><p>São usadas em doses baixas ou em poucos</p><p>dias</p><p>A Inibição da cox 2: inicialmente considerava apenas os</p><p>efeitos terapêuticos levando a uma resposta</p><p>antiinflamatória porém hoje sabe-se que também há</p><p>efeitos colaterais.</p><p>- Efeitos colaterais: uso seguro mas não está</p><p>pobre dos efeitos colaterais. Abdoroto,</p><p>anormalidade fetais, irritação gastrointestinal,</p><p>retardo na cicatrização, nefrotoxicidade, a</p><p>inibição seletiva pode ter alterações no</p><p>endotélio vascular (antiagregação plaquetária e</p><p>vasodilatadora)</p><p>28</p><p>Anti-inflamatórios esteroides (glicocorticoides)</p><p>O organismo produz cortisol que é um corticóide e é</p><p>responsável por uma série de funções no organismo.</p><p>Quando o corticóide é ministrado exógeno inibe a</p><p>produção do cortisol endógeno, pois haverá feedback</p><p>negativo.</p><p>- Cortisol pode aumentar a coagulação.</p><p>O cortisol é liberado quando há um estresse sistêmico</p><p>e o cérebro entende que teve estresse e estimula o</p><p>hipotálamo para liberar o CRH.</p><p>O CRH vai para hipófise que produz ACTH que age na</p><p>glândula adrenal que produz cortisol.</p><p>- Se tiver administrado exógenos o organismo</p><p>entende que não precisa produzir e a longo</p><p>prazo é problema pois atrofia a glândula</p><p>adrenal..</p><p>Podem ser oral, injetável, tópica e podem ser divididos</p><p>em período de ação rápida, intermediária e prolongada</p><p>Esteres (benzoato, butirato, diacetato, dipropionato,</p><p>valerato) e acetonidos: comportam-se como</p><p>pró-fármacos, levando a um efeito prolongado</p><p>Sais (fosfato sódico, succinato sódico): mais utilizado</p><p>na veterinária, solúveis em água e uso intravenoso</p><p>possível. Exemplos: dexametasona, hidrocortisona….</p><p>Potente ação anti-inflamatórios com pouco efeito</p><p>sistêmico.</p><p>- Metabolização hepática e pode precisar de</p><p>efeito de primeira passagem, precisam ser</p><p>metabolizadas no fígado para ser</p><p>transformada para ser utilizada.</p><p>Glicocorticóides</p><p>Mecanismo de ação: interagem com receptores</p><p>nucleares alterando a expressão gênica e estimulam a</p><p>produção de lipocortina que inibe a fosfolipase A2.</p><p>- Inibem a fosfolipase A2 e inibem a cascata de</p><p>reação</p><p>Efeitos adversos: ação de organismo como um todo.</p><p>Hiperglicemiante, catabólica, lipolítico, mineralocorticoide,</p><p>aumento da taxa de filtração glomerular, inibe a</p><p>excreção do hormônio antidiurético, inibição da</p><p>expressão gênica e dos efeitos do adh</p><p>+ Aumento da secreção do HCL, pepsina, suco</p><p>pancreático, aumento da fosfatase alcalina em</p><p>cães</p><p>+ Atrofia e fraqueza muscular, aumentam a</p><p>reabsorção óssea, aumenta o DC e tônus</p><p>vascular, podem reduzir a taxa de secreção de</p><p>outros hormônios ..</p><p>+</p><p>Efeitos imunossupressores : Bloqueio da castacata</p><p>inflamatórios , reduzem a migração dos neutrófilos pro</p><p>local de inflamação e estimula sua liberação pela</p><p>medula óssea., estabilizadora de membrana (dose alta),</p><p>promovem linfopenia (baixa de linfócitos), inibe a</p><p>ativação de linfócitos , efeito de estabilização</p><p>microvascular</p><p>- Efeitos imunossupressores costumam ser</p><p>atingidos com doses mais elevadas que as</p><p>anti-inflamatórias.</p><p>-</p><p>Farmacocinética: absorção depende da via de adm,,</p><p>alguns podem ter efeito de segundo passagem . São</p><p>ligados a ptn plasmáticas e tem boa difusão através</p><p>das membranas</p><p>Metabolização hepática e excreção por rins</p><p>29</p><p>…………………………… Sistema cardi�vascular ………………………………</p><p>Agentes hematopoiéticos, hemostáticos</p><p>e anticoagulantes</p><p>* Hematopoiese: produção das células sanguíneas (rim,</p><p>órgão importante pela produção de eritropoetina).</p><p>- Rim produz eritropoética quando tem hipóxia, a</p><p>mesma age na medula óssea e ocorre a</p><p>formação da hemácia no vaso sanguíneo.</p><p>-</p><p>* Hemostasia: função fisiológica da manutenção da</p><p>fluidez do sangue</p><p>Substâncias que interferem na produção de</p><p>eritropoetina.</p><p>- Aumento: agonista dos receptores A2 de adenosinas,</p><p>agonistas B2 adrenérgico, radicais livres, prostanóides,</p><p>vasopressina, serotonina, prolactina, hormônio do</p><p>crescimento, tiroxina</p><p>- Diminuição: inibidores de Cox (anti-inflamatórios),</p><p>estrógenos, agentes alquilantes (quimioterápico),</p><p>bloqueadores B2 adrenérgico, bloqueadores do canal de</p><p>cálcio.</p><p>Indicações do uso da eritropoetina</p><p>● Anemia por insuficiência renal crônica: secreção</p><p>de eritropoetina insuficiente</p><p>● Imunossupressão/ imunodeficiência</p><p>● Tratamentos quimioterápicos e mielodisplasias.</p><p>Deve-se junto promover um suporte nutricional</p><p>adequado para a produção das células. Ex: ferro,</p><p>vitamina B12.</p><p>- Equinos: melhora a performance em animais e</p><p>pode ser considerada doping</p><p>Ferro …………………………………………………………………………………...……………………………………...</p><p>Ferro deve ser aplicado além da eritropoetina,</p><p>importante na produção de hemoglobina.</p><p>- É absorvido no id, no plasma se liga a ferro</p><p>transferrina que leva o mesmo para medula</p><p>óssea e é utilizado para a produção de</p><p>hemoglobina e mioglobina (células musculares).</p><p>Indicado nas anemias ferroprivas e na suplementação</p><p>de pacientes com alta demanda de produção de</p><p>eritrócitos</p><p>Sais ferrosos são bem absorvidos e a vitamina C pode</p><p>aumentar a absorção de ferro</p><p>- Antiácidos e tetraciclina podem reduzir a</p><p>absorção</p><p>Vitamina B12 ……………………….………………………………………………………………………...</p><p>Participa da síntese celular, síntese de ácidos nucleicos.</p><p>● Ruminantes cães e gatos sintetizam b12</p><p>através de bactérias no lúmen intestinal. O</p><p>uso de antibióticos crônicos pode interferir na</p><p>produção</p><p>● Injetável é melhor absorvida</p><p>● Efeitos indesejáveis raro</p><p>● Beagles, Schnauzers e Border collie tem</p><p>deficiência para absorção de b12 (genética)</p><p>● Felinos com doença intestinal inflamatório</p><p>pode não absorver substâncias</p><p>adequadamente e pode ter deficiência na</p><p>absorção de b12</p><p>Ácido fólico …………………………………………….…………………………………………………………………...</p><p>Síntese de purinas e pirimidinas (DNA E RNA)</p><p>● Encontrada em folhagens verdes ou</p><p>sintetizadas por bactérias no IG</p><p>● Deve ter balanço entre ácido fólico e b12 pois</p><p>doses elevadas pode causar um desbalanço</p><p>entre os dois</p><p>Cascata de coagulação</p><p>1. Vaso normal: evita coagulação- endotélio vascular</p><p>libera óxido nítrico</p><p>(vasodilatação) e prostaciclinas (age</p><p>na plaqueta inativação a ação delas)</p><p>2. Injúria no vaso: ativação da cascata > vasoconstrição</p><p>(para o sangue não sair do vaso) e ativação da</p><p>agregação plaquetária, ocorre a liberação de</p><p>mediadores químicos para atrair mais células.</p><p>30</p><p>- Se liga ao fibrinogênio e forma um plug de</p><p>fibrina e plaqueta mas não é suficiente. Deve</p><p>formar uma rede de células sanguíneas</p><p>(coágulo)</p><p>Via intrínseca: ativada quando há a lesão do endotélio</p><p>vascular</p><p>Via extrínseca: injúria do epitélio mas principalmente</p><p>por influência de um fator tecidual (inflamação)</p><p>- Começa a ativar os fatores em cascatas, o</p><p>fator de coagulação 10 forma a protrombina</p><p>em trombina que ativa o fibrinogênio em</p><p>fibrina > e faz agregar plaquetas e hemácias e</p><p>forma o coágulo.</p><p>Fármacos que atuam na hemostasia</p><p>Vitamina K …………………….………………………………………………………………………………...……</p><p>Síntese hepática de fatores de coagulação; II</p><p>(protrombina) VII proconvertina, IX e X (fator Stuart).</p><p>É lipossolúvel, pode ser aplicado IM, IC, IV (não existe</p><p>oral). Sempre deve checar a bula, pois algumas</p><p>apresentações comerciais podem não evitar indicações</p><p>IV.</p><p>Deficiência de vitamina K: uso prolongado de</p><p>antibióticos, doenças/ distúrbios hepáticos e</p><p>intoxicações. Tem deficiência na coagulação pois um</p><p>fator depende do outro.</p><p>Hemostáticos tópicos: pomada (cortar unha) e</p><p>esponjas (cirurgia)</p><p>Agentes hemostáticos : Ácido tranexâmico e</p><p>aminocapróico (antifibrinolíticos) e sulfato de</p><p>protamina (antagoniza a heparina): hemorragia ou</p><p>distúrbios de coagulação</p><p>● Risco de tromboembolismo em pacientes</p><p>predispostos (ex: hiperadrenocorticismo)</p><p>● O uso de hemostáticos não soluciona, ele da</p><p>um tempo para que você ache o problema</p><p>Acido tranexamico ……………….……………….……………………………………………</p><p>Compete o sítio de ligação da lisina no plasminogênio e</p><p>na plasmina, reduzindo a fibrinólise. Aumenta o tempo</p><p>para a dissolução da rede de fibrina</p><p>- b uso injetável ou VO</p><p>Anticoagulantes</p><p>Evita a formação de trombo, inibem a cascata de</p><p>coagulação..</p><p>Uso terapêuticos: bolsa de sangue, hemograma.</p><p>- de ação in vitro: conservação do sangue ex:</p><p>heparina, EDTA, oxalato de cálcio, citrato de</p><p>sangue.</p><p>Varfarina …………………….………………………………………………………………….………………………</p><p>Pouco usado devido efeitos colaterais e interações</p><p>medicamentosos</p><p>● Agente cumarinico, inibe a síntese de fatores</p><p>de coagulação ligados a síntese hepática</p><p>dependentes da vitamina K . Ela inibe a</p><p>enzima responsável pela reutilização da vit K e</p><p>assim a formação desses fatores</p><p>Heparina …………………….………………………………………………………………….……………………………</p><p>Liga-se a antitrombina (presente na corrente</p><p>sanguínea) e acelera a sua atividade catalítica ,</p><p>inibindo a coagulação até em 1000x</p><p>- Ação reduzida na presença de tetraciclina,</p><p>anti-histamínicos e digitálicos.</p><p>31</p><p>Ação: na via comum da ativação de fator 10. A</p><p>antitrombina II que inativa os fatores</p><p>Inibidores de agregação plaquetária (anti</p><p>agregantes)</p><p>Aspirina ………………….………………………………………………………………………………….……</p><p>Inibe a cox 1 e reduz a formação de tromboxano a2 que</p><p>é importante na ativação de plaquetas.</p><p>● Pode ser indicado na protromfilaxia em felinos,</p><p>efeitos coagulantes (a cada 72 horas devido</p><p>seu metabolismo ser lento). Podem levar a</p><p>distúrbios GI</p><p>● Em cavalos tem meia vida curta e gato meia</p><p>vida longo. Em cães podem gerar distúrbios GI</p><p>Clopidogrel ………………….………………………………………………………………………………….…</p><p>Se liga aos receptores e impede a ativação do</p><p>fibrinogênio. Indicando a tromboprofilaxia em cães e</p><p>gatos.</p><p>- Age na profilaxia, se tiver trombo não adianta.</p><p>Agentes trombolíticos ou fibrinolíticos</p><p>Age na conversão do plasminogênio em plasmina que</p><p>degrada a fibrina.</p><p>Trombo em vasos pode fazer com que interrompa a</p><p>circulação sanguínea e perde a movimentação e</p><p>sensibilidade dos membros. Olhas os coxins/unhas se</p><p>tiver escura.</p><p>- Pode se desfazer sozinho.</p><p>Agentes trombo hemolíticos: ativação do</p><p>plasminogênio em plasmina e destrói a rede de fibrina.</p><p>B-bloqueadores / inotrópicos</p><p>positivos e vasodilatadores</p><p>Conceitos</p><p>● Inotropismo (contração)</p><p>● Cronotropismo (frequência)</p><p>● Lusitropismo (relaxamento)</p><p>● Dromotropismo (condução)</p><p>● Batmotropismo (excitabilidade)</p><p>● Pré-carga: volume de sangue que cabe dentro</p><p>do ventrículo. Ou seja, tensão da parede</p><p>ventricular ao final da sístole</p><p>● Pós-carga: força que o ventrículo deve fazer</p><p>para expulsar o sangue. Tensão na parede dos</p><p>ventrículos durante a sístole .</p><p>Disfunção na sístole: enfraquecimento da musculatura</p><p>cardíaca, não há uma perfusão adequada, falha no</p><p>bombeamento do sangue pro corpo.</p><p>Disfunção diastólica: hipertrofia cardíaca, não recebe a</p><p>mesma quantidade de sangue. Não há uma perfusão</p><p>adequada.</p><p>Organismo</p><p>1. Sangue com perfusão inadequada ocorre a ativação</p><p>do SNS (adrenalina e nora), nora vai pro coração e</p><p>ativa os receptores B1 (aumento da FC, DC e volume</p><p>sistólico).</p><p>- Além disso, vai atuar nas células</p><p>justaglomerulares para liberação de renina que</p><p>passa pelo ciclo e aumenta a pressão</p><p>(vasoconstrição - angiotensina II- e reabsorção</p><p>de substâncias como Na - aldosterona-).</p><p>32</p><p>- Angiotensina age no hipotálamo libera</p><p>hormônio ADH que age no túbulo coletor e</p><p>aumenta a reabsorção de água. Muita</p><p>reabsorção de água e sódio pode gerar edema,</p><p>é mais comum o edema pulmonar</p><p>2. Pressão subindo faz com que o coração libere</p><p>peptídeo natriurético que faz um efeito antagônico dos</p><p>mecanismos que aumentam a pressão (diminui a</p><p>reabsorção de sódio e água, maior relaxamento do</p><p>miocárdio, maior vasodilatação)</p><p>O animal começa a ter pressão alta constante e piora</p><p>a função cardíaca por fazer mais força de contração.</p><p>B-bloqueadores e antagonistas B</p><p>Se ligam aos receptores B1 - diminuindo o débito</p><p>cardíaco e a pressão sistêmica. Evita que o ciclo fique</p><p>acontecendo</p><p>Carvedilol e atenolol, provoca a vasodilatação, diminui a</p><p>resistência periférica.</p><p>Inotrópicos positivos</p><p>Digitálicos</p><p>Digitoxina e digoxina ………….…………………………………………….…………………………………</p><p>Glicosídeos originados de plantas com poderosa ação</p><p>do miocárdio . Aumenta o cálcio intracelular e aumenta</p><p>a força de contração muscular</p><p>Fármacocinética: cão tem boa absorção oral, pode</p><p>sofrer ciclo entero hepático e excreção renal. Pouco</p><p>ligado a ptn plasmáticas (.Cães e equinos, gatos têm</p><p>risco)</p><p>Ação: Restabelecem os barorreflexos, estimulam o</p><p>impulso do nodo sinoatrial e reduz o efeito do SNS e</p><p>FC. Tem inotropismo positivo mas diminui FC</p><p>-</p><p>Indicação: ICC ex: fibrilação atrial,</p><p>Contra indicações: obstruções no trato de saída VE,</p><p>pericardite, tamponamento cardíaco, taquicardia</p><p>ventricular paroxística, doenças do nodo sinusal e NAV</p><p>e Síndrome de Wolff-Parkinson-White (taquicardia</p><p>supraventricular), por promoverem a condução pela via</p><p>acessória.</p><p>Aminosimpatimimeticas</p><p>Dopamina e dobutamina ………………………………….…………………………</p><p>Fármacos com meia vida curta, fase emergencial.</p><p>Mecanismo de ação: inotropismo positivo</p><p>Indicação: tratamento de Ic por disfunção sistólica</p><p>A dobutamina tb tem atividade b2 (broncodilatação) e</p><p>a dopamina pode ter efeito em receptores</p><p>dopaminérgicos, β1adrenérgicos e α1- adrenérgicos</p><p>Pimobendan …………………………………………………….…………….…………………………</p><p>Inodilatador: inotrópico positivo sem aumentar o</p><p>consumo de O2, vasodilatador arterial e venoso. Auxilia</p><p>modulando citocinas inflamatórias</p><p>- Rápida absorção VO, administrado em jejum de</p><p>pelo menos uma hora. Pico de 8 a 12h,</p><p>metabolizado pelo fígado.</p><p>Ação: Atua com o cálcio com a troponina C, aumenta a</p><p>contração muscular e efeito sobre a fosfodiesterase</p><p>(inibe), melhorando na concentração cardíaca e</p><p>vasodilatação sobre o endotélio vascular.</p><p>- Pode gerar diarreia, hiporexia e letargia</p><p>- Interação medicamentosa: não usar com</p><p>- outros medicamentos cardíacos, inibidores da</p><p>fosfodiesterase como teofilina…</p><p>Vasodilatadores e controle de pressão sistêmica</p><p>Diminuir sinais de congestão cardíaca e baixo DC.</p><p>Reduz a resistência vascular periférica.</p><p>Emergência: nitroglicerina; nitroprussiato de sódio;</p><p>isossorbida ( nitratos) e Hidralazina</p><p>● Nitroglicerina: tem adesivo transdérmico,</p><p>controle rápido</p><p>● Nitroprussiato de sódio: potente vasodilatador</p><p>● Isossorbida: vasodilator</p><p>● Hidralazina: Oral e IV, vasodilatador arteriolar</p>