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Unidade 1
Linguagem e Comunicação
Aula 1
Introdução à Linguagem
Introdução à linguagem
Introdução à linguagem
Olá, estudante!
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Nesta videoaula, você conhecerá os fundamentos da linguagem,
destacando a preocupação histórica e as concepções existentes. Vamos
aprofundar os nossos conhecimentos evidenciando as diferenças entre
competência e variação linguística e conhecendo as normas linguísticas.
Esses conteúdos são essenciais para se manter a clareza, precisão e
consistência na comunicação, domínio importante para a sua prática
profissional.
Não perca a oportunidade de aprimorar suas habilidades. Junte-se a
nós nesta jornada educacional e desvende os segredos da linguagem.
Vamos começar!
Faça o download do arquivo
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas!
Vamos iniciar a nossa caminhada nos estudos relativos à teoria da
argumentação jurídica, e para isso, estudante, é importante que você
conheça os conteúdos que serão abordados nesta primeira aula da
disciplina: linguagem e língua; competência e variação linguística e
normas linguísticas. Os assuntos selecionados serão basilares para uma
introdução dos aspectos relativos à linguagem, para, posteriormente,
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/d3c82c1a-80e4-434c-bae7-0246f2f20ca2/e4e7862c-1ce1-5394-8398-b4b16493cb24.pdf
conseguirmos entender e compreender a linguagem utilizada no
âmbito jurídico, afinal trata-se de uma linguagem com muitas nuances
e características ímpares.
Ao pensarmos sobre o termo “linguagem” muitas questões vem a nossa
mente: O que é linguagem? Como ela se originou? É inata ou
aprendida? Como as línguas são estruturadas? Como as crianças
adquirem a linguagem? Existem diferenças na aquisição da linguagem
entre culturas ou línguas? Como a linguagem facilita a comunicação?
Como a linguagem é usada para estabelecer identidades sociais, poder
e status? Como a tecnologia, como a inteligência artificial e a
computação, estão impactando a linguagem e a comunicação?
E se focarmos agora em seu curso de formação, trazendo dúvidas ou
curiosidades que envolvam a linguagem e o âmbito jurídico: como os
profissionais do direito utilizam a linguagem para comunicar-se
eficazmente com clientes, colegas, juízes, júris e outras partes
envolvidas no sistema jurídico? Quais são as estratégias e técnicas
linguísticas utilizadas na argumentação jurídica, negociação e
mediação? Como a linguagem é interpretada e aplicada no sistema
jurídico? Como as variações linguísticas, incluindo dialetos regionais,
jargões profissionais e terminologia técnica, influenciam a prática
jurídica e a interpretação da lei? Como a linguagem é utilizada nos
procedimentos legais, como interrogatórios, depoimentos, audiências e
julgamentos? Quais são as normas linguísticas e práticas estabelecidas
para garantir a clareza, precisão e justiça durante esses processos?
A linguagem, como podemos perceber, é uma ferramenta intrínseca e
indispensável no mundo jurídico, servindo como a espinha dorsal das
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
interações, interpretações e decisões que moldam o sistema legal. No
âmbito jurídico, a importância da linguagem, bem como a competência
linguística, a variação linguística e as normas linguísticas, torna-se ainda
mais evidente e crucial para a eficácia e justiça do sistema.
A competência linguística refere-se ao domínio profundo e à
compreensão das nuances, regras e estruturas da linguagem. No
contexto jurídico, é fundamental para interpretar textos legais
complexos, redigir documentos jurídicos precisos e comunicar-se de
forma clara e eficaz com clientes, colegas e partes envolvidas. A falta de
competência linguística pode levar a interpretações errôneas,
ambiguidades e consequências jurídicas adversas.
A variação linguística e as normas linguísticas são elementos essenciais
ao mundo jurídico. A variação linguística pode manifestar-se em
diferentes dialetos regionais, terminologias técnicas e estilos de
comunicação dentro do sistema legal. Por outro lado, as normas
linguísticas estabelecem padrões e convenções para a utilização da
linguagem, garantindo clareza, precisão e uniformidade na redação e
interpretação de textos legais.
No entanto, a problematização surge quando consideramos as
complexidades e os desafios associados à linguagem no contexto
jurídico. Nuances linguísticas, variações dialetais, terminologias
técnicas, termos latinos e normas linguísticas podem criar barreiras,
ambiguidades e desafios interpretativos no sistema legal. Além disso,
as diferenças linguísticas e culturais podem influenciar a percepção,
compreensão e aplicação da lei, levando a disparidades, injustiças e
conflitos dentro do sistema jurídico.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Neste contexto, a importância de abordar criticamente esses conteúdos
no âmbito jurídico torna-se evidente. É essencial reconhecer,
compreender e navegar pelas complexidades linguísticas para garantir
a equidade, justiça e eficácia do sistema legal. A reflexão sobre como a
linguagem influencia, molda e desafia o direito é fundamental para
promover um sistema jurídico inclusivo, acessível e justo para todos os
indivíduos e comunidades.
Convidamos você a conhecer e compreender melhor os tópicos aqui
apresentados, com a certeza de que o conhecimento linguístico é
fundamental para os profissionais da área do Direito em diversas
dimensões de sua prática. A habilidade de utilizar a linguagem de forma
precisa, clara e estratégica é essencial para o sucesso, por isso invista o
tempo que for necessário para o seu estudo, pois você colherá os
frutos desse esforço em breve.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Noções de linguagem
A linguagem é uma das características mais distintivas da experiência
humana e tem sido objeto de estudo e fascínio ao longo da história da
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
humanidade. A capacidade de comunicar pensamentos, sentimentos,
desejos e informações complexas por meio de sistemas simbólicos é o
que nos permite construir sociedades, desenvolver culturas e transmitir
conhecimento de geração em geração.
Desde os tempos antigos, filósofos, linguistas, psicólogos e
antropólogos têm se dedicado ao estudo da linguagem, buscando
entender seus mecanismos, estruturas e funções. No entanto, o
conceito de linguagem é multifacetado e abrange uma variedade de
dimensões, incluindo a linguagem verbal (oral e escrita) e não verbal,
bem como as nuances culturais, sociais e psicológicas associadas à
comunicação humana.
Apresentamos aqui diferentes áreas do conhecimento que se
preocupam com a linguagem:
Linguística Filosofia da
Linguagem
Psicolinguística Sociolinguística Linguagem e
Direito
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
A linguística é a
disciplina
científica que
estuda a
linguagem em
seus diversos
aspectos,
incluindo
estrutura,
funcionamento,
variação e
evolução.
A filosofia da
linguagem
investiga
questões
filosóficas
relacionadas à
linguagem,
como
significado,
verdade,
referência,
intencionalidade
e natureza da
linguagem.
A
psicolinguística
é o estudo
científico da
relação entre
linguagem e
cognição,
abordando
temas como a
aquisição da
linguagem, o
processamento
linguístico e a
neurociência
da linguagem.
A
sociolinguística
investiga a
relação entre
linguagem e
sociedade,
analisando
variações
linguísticas,
dialetos,
mudança
linguística,
bilinguismo e
aspectos
socioculturais
da linguagem.
No contexto
jurídico, a
linguagem é
estudada em
relação à
redação
jurídica, à
interpretação
da lei, à
comunicação
entre
profissionais
do direito e
ao impacto
da linguagem
na prática e
percepção
do direito.
Tabela 1 | Linguagem e diferentes perspectivas
 
Esses são apenas alguns exemplos de áreas que contribuíram
significativamente para o estudo e para a compreensão da linguagem
em diferentes contextos acadêmicos e profissionais. Cada uma dessas
disciplinas oferece perspectivas únicassentenças,
enquanto os tipos textuais se referem à estrutura linguística, como
narrativo, descritivo e argumentativo.
Ao planejarmos a nossa interação verbal, precisamos escolher o tipo de
texto mais adequado à situação comunicativa, podendo ser verbal ou
não verbal. O texto verbal faz o uso de palavras e se manifesta tanto na
forma oral quanto escrita, por exemplo, o uso do texto verbal escrito no
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
direito é muito comum e apresenta características como formalidade,
precisão e estruturação, atuando como registro e evidência. Em
contraste, o texto verbal oral ocorre em audiências, negociações e
sustentações, promovendo interatividade e argumentação direta.
Adicionalmente, o texto não verbal complementa a comunicação
jurídica por meio de elementos visuais, gestuais e paralinguísticos,
ampliando a compreensão, emoção e contextualização das mensagens.
Juntos, esses componentes formam um arcabouço essencial para a
prática e para o entendimento do direito, garantindo clareza, eficácia e
conformidade nas interações e nos documentos jurídicos.
Ao mencionarmos a importância do cuidado com os documentos
jurídicos, somos direcionados a conhecer a distinção entre os domínios
documental e jurídico estabelecem os contextos e as normas para a
produção, circulação e interpretação de textos no ambiente legal. O
domínio documental foca na elaboração e gestão de documentos,
enquanto o jurídico abrange práticas, normas e procedimentos legais.
Você pode perceber que teremos a oportunidade, nesta aula, de
ampliar os nossos conhecimentos sobre texto e construção textual,
abordando características, estruturas, sequências linguísticas, tipos e
domínios. Desta maneira, o aprofundamento nesses tópicos pode
ajudar a entender melhor as complexidades, nuances e exigências da
prática jurídica e da comunicação eficaz no contexto legal.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Vamos Começar!
Gêneros e tipos textuais
Gêneros textuais/discursivos e tipos textuais são conceitos que se
referem a diferentes formas de organização e estruturação de textos,
cada um com suas características específicas. Vamos entender as
distinções entre eles: 
Gêneros textuais/discursivos
Os gêneros textuais/discursivos são as diferentes formas de
manifestação de linguagem que ocorrem em situações comunicativas
específicas. Os gêneros estão ligados aos contextos sociais, culturais,
históricos e situacionais em que são produzidos e circulam.
Para Bakhtin (1992) o gênero se define como "tipos relativamente
estáveis de enunciados" elaborados pelas diferentes esferas de
utilização da língua. Considera três elementos "básicos" que configuram
um gênero discursivo: conteúdo temático, estilo e forma composicional.
Conteúdo
temático
O tema é muito mais que apenas o assunto, ele também é a
forma como a pessoa autora exprime suas opiniões, seus
argumentos e sua intenção de escrever o texto.
Estilo verbal Unidades linguísticas selecionadas.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Forma
composicional
Estrutura particular dos textos.
Tabela 1 | Elementos que compõem os gêneros
Exemplos de gêneros textuais/discursivos e suas sequências
tipológicas:
Narrativo: contos, novelas, romances.
Descritivo: descrições de lugares, pessoas, objetos.
Argumentativo: ensaios, artigos de opinião, editoriais.
Informativo: notícias, reportagens, artigos científicos.
Instrucional: manuais, receitas, tutoriais.
Poético: poemas, sonetos, haicais.
Dramático: peças teatrais, roteiros.
Tipos textuais
Os tipos textuais referem-se às diferentes estruturas linguísticas que
dão forma aos gêneros textuais/discursivos. Em outras palavras, os
tipos textuais são os modos como os enunciados se organizam para
cumprir determinados objetivos comunicativos dentro de um gênero.
Os principais tipos textuais são:
Narrativo: centrado em ações, personagens e tempo. Estrutura-se
em torno de uma sequência de eventos.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Descritivo: focaliza características, qualidades e particularidades de
um objeto, pessoa, lugar, etc.
Expositivo (ou explicativo): apresenta informações sobre um tema,
explicando conceitos, teorias, fenômenos.
Argumentativo: tem como objetivo persuadir o interlocutor a
aceitar uma determinada posição por meio de argumentos.
Injuntivo (ou instrucional): orienta o leitor sobre como fazer algo,
seguindo uma sequência de passos ou instruções.
Enquanto os gêneros textuais/discursivos se referem às diferentes
formas e aos propósitos comunicativos que um texto pode ter, os tipos
textuais se relacionam à estrutura e organização linguística utilizada
para construir e desenvolver esses textos. Ambos os conceitos são
fundamentais para compreender como a linguagem é usada em
diferentes contextos e situações comunicativas.
Você pode se perguntar, qual a importância do reconhecimento do
gênero textual/discursivo na minha esfera de atividade? É, realmente,
um conteúdo importante para o exercício de minha formação?
Conhecer o gênero textual/discursivo é fundamental para a produção
textual no âmbito jurídico, principalmente, por causa da eficácia,
clareza e adequação do discurso jurídico, itens fundamentais nos textos
dessa área.
Vamos apresentar, a seguir, algumas características esperadas na
produção textual, dentro do universo jurídico, e sua aplicabilidade:
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Conformidade e precisão: No direito, a precisão é crucial. Cada
gênero textual/discursivo tem suas características específicas em
termos de estrutura, linguagem e formato. Ao conhecer o gênero
apropriado (seja uma petição inicial, um contrato, um parecer
jurídico, entre outros), o profissional garante que seu texto atenda
às exigências formais e substanciais necessárias, evitando
inconsistências ou ambiguidades que possam comprometer a
interpretação ou aplicação da lei.
Credibilidade e profissionalismo: a familiaridade com o gênero
textual/discursivo adequado demonstra competência e
profissionalismo. No ambiente jurídico, a apresentação correta de
documentos, petições ou pareceres de acordo com as convenções
esperadas reforça a credibilidade do profissional e contribui para a
seriedade e legitimidade do argumento ou posição defendida.
Eficácia comunicativa: cada gênero textual/discursivo tem um
propósito comunicativo específico. Ao compreender as
características e os objetivos de um gênero, o profissional pode
estruturar seu texto de maneira a alcançar efetivamente seu
público-alvo, seja um juiz, um cliente, um colega de profissão ou
qualquer outra parte interessada, garantindo que a mensagem seja
clara, persuasiva e relevante.
Adaptação a normas e convenções: o direito é um campo que se
baseia em normas, convenções e precedentes. Os gêneros
textual/discursivo no âmbito jurídico são moldados por essas
normas e convenções específicas. Conhecer o gênero permite ao
profissional adaptar-se adequadamente às regras estabelecidas,
garantindo conformidade legal e evitando possíveis impugnações,
contestações ou erros que possam comprometer o caso ou a
análise jurídica.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Persuasão e argumentação: Em muitos contextos jurídicos, a
persuasão é essencial. Conhecer o gênero textual/discursivo
permite ao profissional utilizar estratégias argumentativas
adequadas, organizar informações de maneira lógica e coerente, e
utilizar a linguagem de forma eficaz para persuadir e convencer o
público-alvo, seja um magistrado, um júri ou uma parte adversária.
Desta maneira, no âmbito jurídico, o conhecimento do gênero
textual/discursivo é mais do que uma conveniência; é uma necessidade
imperativa. A adequação, a precisão, a credibilidade, a eficácia
comunicativa e a conformidade com normas e convenções são
elementos intrínsecos à prática jurídica bem-sucedida. Assim, dominar
os gêneros textuais relevantes para a área jurídica é um aspecto crucial
para garantir a qualidade, a eficácia e a integridade das produções
textuais no campodo direito.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
O texto e suas características
O uso do texto verbal e não verbal é uma combinação poderosa que
permite a comunicação eficaz em diversas situações, contextos e
meios. Ambos os tipos de textos têm características distintas e podem
ser usados de maneira isolada ou combinada para transmitir
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
mensagens, informações, sentimentos e significados. Vamos explorar o
uso e as características de cada um: 
Texto verbal
O texto verbal refere-se à comunicação que utiliza palavras escritas ou
faladas para transmitir uma mensagem. Ele pode ser encontrado em
diversos formatos, como livros, jornais, revistas, sites, discursos,
conversas, entre outros.
Características e usos do texto verbal incluem:
Precisão e clareza: o texto verbal permite uma comunicação direta
e explícita, possibilitando a transmissão de informações de maneira
precisa e clara.
Estrutura e organização: a linguagem verbal permite a organização
lógica e estruturada de ideias, argumentos e informações,
facilitando a compreensão e interpretação do conteúdo
apresentado.
Formalidade e informalidade: o texto verbal pode variar de acordo
com o contexto e o público-alvo, adaptando-se a diferentes níveis
de formalidade e informalidade na linguagem utilizada. 
Texto não verbal
O texto não verbal refere-se à comunicação que utiliza elementos
visuais, sonoros, gestuais, táteis, olfativos, entre outros, para transmitir
uma mensagem. Ele pode ser encontrado em diversas formas, como
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
imagens, gestos, símbolos, cores, música, expressões faciais, entre
outros.
Características e usos do texto não verbal incluem:
Comunicação emocional: o texto não verbal é frequentemente
utilizado para expressar emoções, sentimentos e estados de
espírito que podem ser difíceis de transmitir apenas com palavras.
Contexto e significado: elementos não verbais, como gestos,
expressões faciais, cores e símbolos, têm significados específicos
que podem variar de acordo com o contexto cultural, social e
individual.
Complementaridade: o texto não verbal muitas vezes complementa
o texto verbal, fornecendo contexto, ênfase, nuance ou informação
adicional que enriquece a mensagem comunicada.
Uso combinado dos tipos de textos:
O uso combinado de texto verbal e não verbal permite uma
comunicação mais rica, multifacetada e impactante. A combinação de
palavras com imagens, sons, gestos e outros elementos pode ampliar a
compreensão, reforçar a mensagem, capturar a atenção do público e
criar experiências de comunicação mais envolventes e memoráveis.
Tanto o texto verbal quanto o não verbal são ferramentas essenciais de
comunicação que, quando utilizadas de maneira eficaz e
complementar, permitem transmitir mensagens, informações e
significados de forma mais completa, clara, impactante e adequada aos
diferentes contextos, públicos e objetivos comunicativos.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
No âmbito jurídico, tanto o texto escrito quanto o texto oral
desempenham papéis fundamentais, cada um com suas características
e finalidades específicas. Ambos os formatos são utilizados para
comunicar informações, argumentar casos, estabelecer precedentes e
garantir a aplicação adequada das leis e dos princípios jurídicos. Vamos
entender como cada um é empregado: 
Texto escrito no âmbito jurídico
Documentação legal: documentos escritos como leis, decretos,
regulamentos, contratos, testamentos, entre outros, são
fundamentais para estabelecer direitos, deveres e obrigações
legais.
Processos judiciais: os autos processuais, petições iniciais,
contestações, recursos, sentenças, acórdãos e outros documentos
processuais são redigidos e arquivados para registrar todas as
etapas e decisões de um caso judicial.
Pareceres jurídicos: advogados e juristas elaboram pareceres
escritos para analisar questões legais específicas, interpretar
normas, orientar decisões judiciais ou aconselhar clientes sobre
determinados assuntos.
Contratos e acordos: a redação escrita é essencial para formalizar
acordos, contratos comerciais, contratos de trabalho, termos de
compromisso, entre outros, garantindo clareza, precisão e
segurança jurídica.
Jurisprudência: as decisões judiciais são registradas por escrito e
podem se tornar precedentes para casos futuros, contribuindo para
a construção e interpretação do direito. 
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Texto oral no âmbito jurídico
Audiências: as audiências são espaços onde as partes,
testemunhas, advogados e o juiz se reúnem para apresentar
argumentos, depoimentos, provas e contraprov as oralmente,
buscando esclarecer os fatos e fundamentar juridicamente as
posições das partes envolvidas.
Sustentações orais: em tribunais superiores, como o Supremo
Tribunal Federal (STF) ou o Superior Tribunal de Justiça (STJ),
advogados realizam sustentações orais para defender seus
argumentos, esclarecer pontos de vista e influenciar decisões
judiciais.
Negociações e mediações: em processos de negociação, mediação
ou conciliação, as partes envolvidas podem se comunicar
oralmente, com a mediação de um terceiro, buscando alcançar
acordos amigáveis sem a necessidade de litígio judicial.
Debates e seminários jurídicos: eventos acadêmicos, debates,
seminários e conferências permitem que profissionais do direito
discutam, analisem e compartilhem conhecimentos, teorias e
práticas jurídicas de forma oral. 
Assim, fica perceptível que tanto o texto escrito quanto o texto oral são
ferramentas essenciais no âmbito jurídico. O texto escrito oferece
precisão, formalidade e permanência, enquanto o texto oral possibilita
a argumentação, a negociação, o esclarecimento e a interação direta
entre as partes e os profissionais envolvidos no sistema jurídico. Ambos
os formatos são complementares e contribuem para a eficácia, justiça e
aplicação adequada do direito, a escolha por cada tipo vai depender da
situação comunicativa em específico. 
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Domínios documental e jurídico
Os termos "domínio documental" e "domínio jurídico" referem-se a
contextos específicos em que os textos são produzidos, circulam e são
interpretados. Cada um desses domínios possui características
particulares que influenciam a forma como os textos são estruturados,
a linguagem utilizada e o propósito comunicativo.
Vamos conhecer as definições, características e exemplos de cada
domínio. 
Domínio documental
O domínio documental diz respeito ao conjunto de práticas,
convenções e características associadas à produção, à circulação e ao
uso de documentos em contextos específicos. Esse domínio abrange
uma variedade de gêneros e tipos textuais que são utilizados em
diferentes esferas da sociedade, como instituições públicas, empresas,
organizações não governamentais, entre outras.
Exemplos de gêneros e tipos textuais no domínio documental incluem:
Relatórios: documentos que apresentam informações detalhadas
sobre atividades, projetos, pesquisas, entre outros.
Certidões: documentos que atestam determinadas informações ou
situações, como certidões de nascimento, casamento, óbito, entre
outras.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Contratos: acordos formais entre partes que estabelecem direitos,
deveres e obrigações.
Atas: registros escritos de reuniões, assembleias ou outros eventos.
Correspondências: comunicações escritas entre indivíduos,
instituições ou empresas, como cartas, e-mails, memorandos.
Encontramos neste domínio textos que podem compor um processo
judicial, como uma prova, por exemplo, mas não necessariamente, uma
vez que seus atores não precisam ser investidos de autoridade jurídica
e os textos também podem ser utilizados em outras esferas da vida
pública, como a esfera política.
Domínio jurídico
O domínio jurídico refere-se ao conjunto de práticas, normas,
procedimentos e linguagens específicas relacionadas ao sistema
jurídico e à administração da justiça. Este domínio abrange uma série
de documentose textos que são utilizados no contexto legal, seja em
processos judiciais, legislação, contratos, pareceres jurídicos, entre
outros.
Exemplos de gêneros e tipos textuais no domínio jurídico incluem:
Leis: textos normativos que estabelecem regras, direitos, deveres e
princípios gerais aplicáveis à sociedade.
Decisões judiciais: sentenças, acórdãos e despachos proferidos por
magistrados em processos judiciais.
Contratos: acordos legais que estabelecem direitos e obrigações
entre partes.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Pareceres jurídicos: análises e interpretações elaboradas por
advogados sobre questões legais específicas.
Regulamentos: normas e regras estabelecidas por órgãos públicos
ou entidades para regulamentar atividades específicas.
Os textos utilizados neste domínio compõem um processo judicial e
seus atores têm
necessariamente representação jurídica.
Como vimos, ambos os domínios têm suas próprias características,
convenções e particularidades que influenciam a forma como os textos
são elaborados e interpretados. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vimos, nesta aula, que os diversos gêneros textuais/discursivos
desempenham papéis cruciais na comunicação e documentação na
área jurídica. Entre os mais utilizados estão as petições, que são
documentos formais apresentados no decorrer de processos judiciais
para pleitear direitos, esclarecer fatos ou contestar argumentos. Além
disso, encontramos os contratos, decisões judiciais, pareceres,
jurisprudências, entre outros, cada um com sua função específica na
construção do arcabouço legal.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
A diferenciação de tipos textuais em documentos jurídicos envolve
reconhecer a estrutura linguística e o propósito comunicativo. Por
exemplo, em um contrato, é possível identificar a predominância de um
tipo textual descritivo ao detalhar cláusulas e condições. Em uma
sentença judicial, encontramos predominantemente o tipo textual
argumentativo, uma vez que o juiz fundamenta sua decisão com base
em normas e jurisprudências.
Quando pensamos nos tipos de linguagens, a linguagem verbal, tanto
escrita quanto oral, é uma ferramenta crucial na prática jurídica. Na
redação de documentos, ela deve ser precisa, formal e clara para evitar
ambiguidades e garantir a compreensão correta. Na comunicação oral,
durante audiências ou sustentações orais, a eloquência, a
argumentação e a articulação são essenciais para persuadir, esclarecer
e convencer as partes envolvidas.
É importante destacar o uso do texto não verbal em situações judiciais,
pois ganha relevância em diversos contextos. Durante um depoimento,
por exemplo, expressões faciais e gestos podem revelar a veracidade
ou a intenção do depoente. Em julgamentos, a postura do juiz e dos
advogados, assim como os símbolos presentes no ambiente, podem
influenciar a percepção e impactar a interpretação da audiência.
O texto não verbal, composto por gestos, expressões faciais e símbolos,
desempenha um papel crucial na comunicação e interpretação no
ambiente jurídico. Ele pode reforçar argumentos, expressar emoções,
indicar credibilidade e até mesmo influenciar a decisão de juízes e júris.
Uma linguagem corporal consistente e adequada pode fortalecer a
mensagem e contribuir para uma comunicação mais eficaz.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Com relação aos textos que circulam no contexto jurídico, vimos que a
gestão documental é fundamental para a organização, preservação e
eficiência operacional. Ela assegura o acesso rápido e seguro a
informações relevantes, contribuindo para a fundamentação de casos,
o cumprimento de prazos e a conformidade com normas legais. Além
disso, a gestão documental eficaz minimiza o risco de perda de dados e
contribui para a transparência e integridade do sistema judicial.
O domínio dos conteúdos estudados contribui para uma formação
eficaz, principalmente, porque no âmbito jurídico, a todo instante, tem-
se contato com os mais variados gêneros textuais/discursivos, orais ou
escritos, e saber interpretá-los e produzi-los é sem dúvida um grande
diferencial. 
Saiba mais
Saiba mais
Comunicação Jurídica e Textos no Âmbito do Direito: 
Indicamos a leitura da obra Estética da criação verbal do autor
Mikhail Bakhtin. Nele, encontramos um compilado de textos que
apresentam três momentos importantes da carreira do autor e
permitem compreendê-lo melhor. Além disso, temos também a
definição e a explicação dos gêneros textuais/discursivos,
trabalhados nesta aula.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
1. Acesse o livro Ler, escrever e analisar a língua a partir de gêneros
textuais, em sua Biblioteca Virtual, e leia o capítulo 7, Entrevista, da
autora Vanilda Salton Köche. O texto apresenta o gênero
textual/discursivo entrevista, elencando suas características,
importância, exemplos e como produzir o texto. 
Referências
Referências
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes,
1992.
BRANDÃO, H. N. Texto, gênero do discurso e ensino. In: BRANDÃO, H.
N. (Org.). Gêneros do discurso na escola. São Paulo: Editora Cortez,
2000.
KOCH, I. G. V. Desvendando os segredos do texto. 5. ed. São Paulo:
Cortez, 2006.
MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. In:
DIONÍSIO, A. P.; FERREIRA, N. V. C. O texto oficial: aspectos gerais e
interpretações. Uberaba: Faculdades Associadas de Uberaba;
Universidade Federal do Triângulo Mineiro, 2007.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/202827
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/202827
MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização.
São Paulo: Cortez, 2004. 
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
Olá, estudante!
Nesta videoaula, aprofundaremos nossa análise sobre a complexa
relação entre linguagem e comunicação, destacando sua relevância
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
prática no campo da gestão. Discutiremos como a habilidade de
empregar uma linguagem clara e eficiente influencia diretamente na
troca de informações, na dinâmica de equipe e nas decisões
estratégicas. Estes elementos, essenciais para o profissional de gestão,
impactam não apenas a eficácia operacional, mas também a
capacidade de liderar e colaborar de maneira produtiva.
Não deixe de explorar a amplitude destes conceitos. Junte-se a nós
assistindo à videoaula completa!
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Ponto de Chegada
Ponto de Chegada
Olá, estudante!
Ao longo desta unidade, exploramos diversos tópicos essenciais para
aqueles que aspiram a uma carreira bem-sucedida na área jurídica.
Nossa jornada nos levou por uma variedade de conceitos e
conhecimentos específicos que desempenham um papel crucial na
abordagem da linguagem e da comunicação.
Neste texto de encerramento, vamos recapitular e destacar os
principais pontos que percorremos e qual a sua relevância para a sua
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/d3c82c1a-80e4-434c-bae7-0246f2f20ca2/4b0b34bb-9628-5402-b3dd-b42671c5b665.pdf
formação acadêmica, ligando-os à competência de conhecer os
principais aspectos relacionados à linguagem e à comunicação, bem
como sua aplicabilidade no âmbito jurídico.
Começamos a nossa jornada afirmando que a linguagem é uma
ferramenta que os seres humanos utilizam para se comunicar e
expressar pensamentos, sentimentos e ideias. Essa complexa
habilidade é desdobrada em dois conceitos fundamentais: língua e fala.
Dentro dos estudos do estruturalismo, de Saussure, a linguagem é a
capacidade que todo ser humano tem de se comunicar, seja por meio
da língua, vista enquanto social, ou da fala, vista enquanto individual.
Enfatizamos que a língua é um sistema simbólico específico, construído
socialmente, que utiliza signos verbais para representar o mundo.
Ao explorarmos a língua é inevitável nos depararmos com a variação
linguística, compreendida enquanto as diferentes formas de falarque
podem ser influenciadas por diversos fatores, como região, classe
social, idade e contexto comunicativo. Essa pluralidade é uma
manifestação natural da dinâmica social e cultural, todas as línguas
apresentam variação.
Além da diversidade presente nas línguas, para que a comunicação seja
eficiente, é crucial desenvolver a competência linguística. Isso implica a
habilidade de usar a língua de maneira adequada e eficaz em diferentes
situações. A competência linguística vai além do simples conhecimento
gramatical; ela envolve a compreensão das normas linguísticas e a
capacidade de aplicá-las de acordo com o contexto. Assim, passamos a
conhecer as normas linguísticas, que são regras que orientam o uso da
língua em uma comunidade específica. Elas incluem normas
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gramaticais, ortográficas, sintáticas, semânticas e pragmáticas e a
observância dessas normas facilita a compreensão mútua e contribui
para a coesão social. No entanto, é importante ressaltar que as normas
linguísticas não são estáticas; elas evoluem ao longo do tempo,
refletindo as mudanças na sociedade e na linguagem.
Após compreendermos os aspectos relacionados à linguagem, fomos
conhecer mais sobre como acontece a padronização da língua, por isso
exploramos os conceitos fundamentais que permeiam a linguagem
escrita, a importância da gramática e os fatores de textualidade que
contribuem para a clareza e eficácia da comunicação.
A padronização da língua refere-se à busca por normas e convenções
que garantem a uniformidade no uso da linguagem. Isso implica a
adoção de regras ortográficas, gramaticais e sintáticas que
proporcionam consistência e compreensão mútua. A padronização é
essencial para a construção de uma comunicação eficiente e para a
preservação da coesão social.
No âmbito da linguagem escrita formal, vimos que a gramática
desempenha um papel crucial. Ela estabelece as regras e estruturas
que governam a formação de frases e a correta utilização das palavras.
A gramática é uma ferramenta que contribui para a clareza e precisão
da expressão escrita, permitindo que a mensagem seja transmitida de
maneira coerente e compreensível.
A gramática está atrelada, portanto, à produção textual, mas
precisamos ir além do conhecimento gramatical para podermos
construir textos, sendo fundamental considerar também os fatores de
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textualidade. Esses elementos compreendem aspectos que conferem
qualidade e eficácia a um texto. Dos fatores de textualidade,
destacamos a coesão (ligação lógica entre as partes do texto), a
coerência (conexão lógica entre as ideias), a informatividade (riqueza de
informações), a aceitabilidade (adequação ao contexto e às normas
sociais) e a situacionalidade (adequação ao contexto comunicativo).
Esses elementos não apenas facilitam a compreensão, mas também
enriquecem a expressão escrita, permitindo que a linguagem cumpra
seu papel vital como meio de comunicação e transmissão de
conhecimento.
Após termos explorado os aspectos relativos à linguagem, fomos nos
aprofundar na comunicação, vista enquanto uma dimensão essencial
da experiência humana, desdobrando-se em um intricado processo
comunicativo que se manifesta de diversas maneiras e exige uma
compreensão cuidadosa para garantir sua eficácia.
Vamos retomar brevemente alguns aspectos-chave desse universo
complexo: comunicação, processo comunicativo, tipos de comunicação
e a importância da adequação ao contexto.
A comunicação é a troca de informações entre indivíduos, permeando
todas as interações humanas. Ela ocorre por meio de diversos canais,
como verbal, não verbal e até mesmo por meio de símbolos e sinais.
Esse processo é vital para a construção de relacionamentos,
transmissão de conhecimento e expressão de emoções. O processo
comunicativo, por sua vez, é a sequência de elementos interconectados
que compõem a comunicação. Começando com um emissor que
codifica uma mensagem, que é então transmitida por um canal
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específico, recebida por um receptor e decodificada para ser
compreendida.
Existem diversos tipos de comunicação, adaptados a diferentes
contextos e necessidades. A comunicação verbal, baseada em palavras
faladas ou escritas, é uma forma comum. A comunicação não verbal,
que inclui gestos, expressões faciais e postura, muitas vezes
complementa ou até substitui a verbal. Além disso, a comunicação
mediada por tecnologia, como mensagens eletrônicas e
videoconferências, tornou-se cada vez mais proeminente na era digital.
Saber reconhecer qual o tipo de comunicação escolher, de acordo com
o contexto comunicativo, é o princípio essencial para garantir que a
mensagem seja compreendida corretamente. Chamamos de
adequação ao contexto comunicativo a relação que envolve fatores
como o ambiente, o público-alvo, o propósito da comunicação e a
cultura envolvida. Uma mensagem inadequada ao contexto pode levar
a mal-entendidos, conflitos e falhas na comunicação. A variedade de
tipos de comunicação reflete a diversidade de situações em que ela
ocorre, enquanto a adequação ao contexto é a chave para assegurar
que a mensagem atinja seu objetivo de maneira eficaz e precisa.
Ao analisarmos as nuances da comunicação, fomos direcionados a
alguns elementos essenciais no universo da linguagem e da
comunicação, explorando os conceitos de gêneros e tipos textuais, as
distinções entre texto verbal e não verbal, e a presença desses
elementos nos domínios documental e jurídico.
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Os gêneros textuais/discursivos referem-se a categorias específicas de
textos que compartilham características formais e funcionais. Dentro
desses gêneros, encontramos os tipos textuais, que são as diferentes
manifestações concretas desses gêneros. Ao analisarmos os textos, os
diferentes gêneros que circulam socialmente, podemos distinguir
características específicas do texto verbal e não verbal. O texto verbal é
aquele que se utiliza de palavras, sejam escritas ou faladas, para
transmitir sua mensagem. Já o texto não verbal faz uso de elementos
visuais, como imagens, gráficos, gestos e expressões faciais, para
comunicar sem o uso predominante da linguagem escrita ou falada.
Quando adentramos aos domínios documental e jurídico, observamos
a presença marcante de tipos textuais específicos. No âmbito
documental, os textos assumem formas como contratos, certidões, e-
mails, entre outros, cada um com suas características particulares e
finalidades distintas. Esses documentos servem como instrumentos de
registro e comunicação em contextos profissionais e pessoais.
No campo jurídico, a linguagem assume um papel ainda mais preciso e
normatizado. Documentos legais, como petições, sentenças e
contratos, fazem parte desse universo, exigindo uma abordagem
técnica e específica. A clareza e a precisão são cruciais nesse contexto,
uma vez que a exatidão das palavras pode ter implicações significativas.
Ao retomarmos os conteúdos vistos nesta unidade, podemos afirmar
que a linguagem e a comunicação desempenham um papel central na
formação de profissionais da área jurídica, contribuindo para o sucesso
nas diversas atividades. A habilidade de usar a linguagem de forma
padronizada, gramaticalmente correta e atenta aos fatores de
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textualidade é uma competência crucial para o sucesso na área jurídica,
pois facilita a produção e interpretação de documentos legais, contribui
para a qualidade da argumentação e promove a clareza na
comunicação, aspectos essenciais para profissionais envolvidos no
sistema jurídico.
À medida que encerramos esta unidade, é importante que você, como
estudante da área jurídica, continue a aprimorar suas habilidades
linguísticas e seu conhecimento em todos esses tópicos. Lembre-se de
que essas competências são valiosas em um mundo globalizado, em
que a linguagem e a comunicação são essenciais.
Desejo a você muito sucesso e espero que continue a se esforçar para
setornar o melhor profissional que pode ser.
Até a próxima! 
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
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Você, um perito criminal especializado em investigação de crimes
cibernéticos, é designado para analisar um caso complexo de fraude
bancária. A situação envolve um grupo de criminosos que utilizou
técnicas avançadas de hacking para acessar contas bancárias, transferir
fundos e realizar transações fraudulentas.
Ao redigir o laudo pericial, você percebe a necessidade de comunicar as
descobertas de forma clara e precisa para diferentes públicos: o juiz
responsável pelo caso, advogados de ambas as partes, policiais e,
possivelmente, membros do júri. Além disso, é crucial garantir a
adequação da linguagem ao gênero textual específico, que no caso é o
laudo pericial.
Considerando a complexidade técnica do caso, é preciso traduzir
informações altamente técnicas de segurança cibernética em termos
compreensíveis para aqueles que não possuem conhecimento
aprofundado na área. A gramática precisa ser impecável, e a estrutura
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do laudo deve seguir os padrões exigidos para garantir sua validade
legal.
Diante dessa situação, como você abordaria a redação do laudo
pericial, considerando os aspectos de linguagem, comunicação,
gramática, gêneros textuais/discursivos e adequação da linguagem?
Quais estratégias você adotaria para garantir que seu laudo seja
compreensível, persuasivo e respeite as normas do campo de
investigação e perícia criminal? 
Reflita
Analise os questionamentos a seguir que incentivam a reflexão sobre
como as informações e as habilidades apresentadas se relacionam com
a prática diária de um profissional da área jurídica:
Quais são os desafios e as considerações ao adaptar a linguagem
para diferentes públicos, contextos e meios de comunicação?
Como a evolução tecnológica e digital influencia a comunicação,
produção e gestão de documentos no campo jurídico?
Como os profissionais do direito utilizam a linguagem para comunicar-
se eficazmente com clientes, colegas, juízes, júris e outras partes
envolvidas no sistema jurídico? 
Resolução do Estudo de Caso
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Para resolver a situação apresentada, em que você, um perito criminal
especializado em investigação de crimes cibernéticos, precisa redigir
um laudo pericial claro e preciso sobre um caso complexo de fraude
bancária, considere as seguintes estratégias: 
Entendimento profundo do caso:
- Faça uma análise detalhada do caso para compreender os aspectos
técnicos e legais envolvidos na fraude bancária. 
Identificação do público-alvo:
- Identifique os destinatários do laudo, como juiz, advogados, policiais e
possivelmente membros do júri.
- Adapte a linguagem e o nível técnico do laudo de acordo com o
conhecimento esperado de cada público.
Linguagem acessível:
- Evite jargões técnicos desnecessários e explique termos complexos de
forma simples e acessível.
- Considere a inclusão de definições claras para conceitos-chave
relacionados à segurança cibernética.
Estrutura lógica do laudo:
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- Siga uma estrutura lógica e padrões específicos para laudos periciais,
incluindo introdução, metodologia, resultados e conclusões.
- Utilize subtítulos para facilitar a leitura e a compreensão.
Ilustrações e gráficos:
- Utilize ilustrações, gráficos e diagramas para representar visualmente
aspectos técnicos, tornando o conteúdo mais compreensível.
Revisão gramatical e técnica:
- Realize uma revisão gramatical rigorosa para garantir a precisão e a
clareza do texto.
- Certifique-se de que os termos técnicos estejam corretos e utilizados
de maneira apropriada.
Adequação ao gênero textual:
- Respeite as normas e as convenções específicas do gênero textual de
laudo pericial.
- Utilize uma linguagem formal e siga as diretrizes da perícia criminal.
Comunicação transparente:
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- Seja transparente sobre as limitações do laudo, explicando claramente
qualquer incerteza ou aspecto técnico que não pôde ser
completamente esclarecido.
Feedback de especialistas:
- Busque feedback de outros peritos ou especialistas em segurança
cibernética para garantir a precisão técnica e a eficácia do laudo.
Treinamento para apresentação:
- Se houver a necessidade de apresentar o laudo em uma audiência,
treine-se para explicar de forma clara e concisa os principais pontos
durante o depoimento pericial.
Ao seguir essas estratégias, você poderá resolver a situação de maneira
eficaz, garantindo que seu laudo pericial seja compreensível, persuasivo
e respeite os padrões do campo de investigação e perícia criminal. 
Assimile
Analise o mapa mental, a seguir, e relembre os principais conceitos
trabalhados na unidade.
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JURÍDICA
Figura 1 | Linguagem e comunicação
Referências
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JURÍDICA
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MUSSALIM, F.; BENTES, A.C. (orgs). Introdução à linguística: domínios e
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JURÍDICA
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SAUSSURE, F. de. Curso de lingüística geral. São Paulo: Cultrix, 1999. 
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JURÍDICAe insights valiosos sobre a
natureza, a função, a estrutura e o impacto da linguagem em nossa
sociedade e cultura.
Como foi possível perceber, os estudos sobre a linguagem são vastos e
interdisciplinares, abrangendo uma variedade de abordagens teóricas e
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metodológicas. Ao explorar o conceito de linguagem, somos levados a
reconhecer sua centralidade na experiência humana e a apreciar a
complexidade e a diversidade das formas por meio das quais nos
comunicamos e interagimos com o mundo ao nosso redor.
Com o advento das tecnologias digitais e da globalização, por exemplo,
você deve ter notado que a linguagem e a comunicação estão passando
por transformações significativas. Novas formas de linguagens, como
emojis, gírias da internet e linguagens de programação, estão
emergindo, desafiando nossas concepções tradicionais de linguagem e
comunicação. Essas mudanças só reafirmam que a linguagem está
intrinsecamente ligada às transformações sociais, não há como
dissociar linguagem e sociedade. 
Concepções de linguagem
Os termos “linguagem” e “língua” são muitas vezes usados como
sinônimos, considerados equivalentes, por isso é importante
compreendermos as distinções e explicações sobre esses vocábulos
comumente utilizados em diversas áreas de conhecimento.
Segundo Koch (2013), no decorrer do curso da história, a linguagem
humana tem sido concebida de formas diversas, as quais podem ser
sintetizadas em:
Linguagem como espelho do mundo e do pensamento: nesta
concepção, a linguagem é vista como um reflexo ou uma
representação direta da realidade externa ou do pensamento
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interno. Isso implica que a linguagem tem a capacidade de espelhar
ou imitar a realidade objetiva. Por exemplo, acreditava-se que as
palavras e frases correspondem a objetos, eventos ou conceitos
específicos no mundo real. Essa perspectiva tende a assumir que a
linguagem é um meio transparente e neutro de representar a
realidade, sem considerar completamente os aspectos sociais,
culturais e simbólicos da linguagem.
Linguagem como ferramenta de comunicação: nesta visão, a
linguagem é concebida primariamente como um instrumento ou
uma ferramenta para facilitar a comunicação entre indivíduos. Esta
abordagem enfatiza a função pragmática da linguagem, focando em
como a linguagem é usada para transmitir informações, expressar
pensamentos e interagir com outros. Aqui, a ênfase está nos
aspectos funcionais e utilitários da linguagem, destacando sua
importância como meio de facilitar a comunicação eficaz em
diferentes contextos e situações.
Linguagem como forma de ação e interação: nesta concepção, a
linguagem é vista como uma forma dinâmica e interativa de ação
social. Isso implica que a linguagem não é apenas um meio passivo
de representar a realidade ou transmitir informações, mas também
uma forma ativa de agir, interagir e negociar significados em
contextos sociais e culturais específicos. Esta perspectiva reconhece
que a linguagem é intrinsecamente ligada às práticas sociais, às
relações de poder e aos contextos culturais, enfatizando sua
capacidade de moldar e ser moldada por interações sociais.
Ferdinand de Saussure (1999), um linguista suíço, é considerado o pai
da linguística moderna. Em seus estudos, na corrente teórica do
estruturalismo, introduziu distinções cruciais entre os conceitos de
"língua" e "linguagem", presentes em sua obra póstuma Curso de
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linguística geral. Para Saussure, a linguagem abrange dois conceitos, a
língua, vista enquanto social, e a fala considerada individual.
Figura 1 | Linguagem
A “língua” refere-se ao sistema linguístico abstrato e estruturado que é
compartilhado por uma comunidade de falantes. É o conjunto de
convenções e regras que determinam como os signos são relacionados
aos seus significados dentro de um sistema específico de uma língua. É
vista como um conjunto organizado de elementos linguísticos
(fonemas, morfemas, sintagmas) que são relacionados entre si de
acordo com um conjunto específico de regras. É importante ressaltar
que a língua é um sistema abstrato e, como tal, existe
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independentemente de qualquer ato de fala específico ou evento
comunicativo.
Por outro lado, Saussure usou o termo “fala” para se referir aos atos
individuais ou às manifestações concretas da língua em uso. Em outras
palavras, é a realização prática e concreta da língua por falantes
individuais em contextos específicos, em que os falantes selecionam e
combinam elementos da língua de acordo com suas necessidades e
intenções comunicativas. Ao contrário da língua, que é estável e
compartilhada por uma comunidade, a fala é variável e está sujeita a
variações individuais, contextuais e situacionais.
Essa distinção entre língua e fala permitiu a Saussure e aos linguistas
subsequentes analisar e descrever os sistemas linguísticos de maneira
mais precisa e sistemática, separando a estrutura abstrata da língua
das manifestações concretas e variáveis da linguagem em uso.
Siga em Frente...
Siga em Frente...
Distinção entre competência e variação
linguística
O termo competência, usado na linguagem comum, refere-se ao fato
de um indivíduo possuir a capacidade ou o conjunto de conhecimentos,
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habilidades e atitudes necessários ao desempenho das funções, por
exemplo, ser competente para produzir um texto, ser competente para
falar em público, ser competente nas atividades que desempenha em
seu trabalho.
A distinção entre competência linguística e variação linguística é
fundamental no estudo da linguística e reflete diferentes aspectos da
capacidade de usar uma língua. Imaginamos que, em algum momento
de sua trajetória acadêmica, já se perguntou se você era competente
em determinada área, se conseguiria atingir algum objetivo, por isso
vamos agora entender as diferenças entre esses termos tão
importantes para as práticas que envolvem o âmbito jurídico.
Competência linguística: refere-se ao conhecimento abstrato e
internalizado que os falantes têm de sua língua. É o conjunto de
regras, estruturas, padrões e convenções que permitem aos
indivíduos compreender e produzir sentenças linguísticas
gramaticalmente adequadas em sua língua materna. Esta
competência é adquirida de forma inconsciente durante o processo
de aquisição da linguagem e permite aos falantes reconhecer e
produzir um número infinito de frases novas, muitas das quais
nunca foram ouvidas ou produzidas antes. A competência
linguística é universal e compartilhada por todos os falantes de uma
língua, independentemente de variações regionais, sociais ou
individuais.
Variação linguística: refere-se às diferenças observáveis e
mensuráveis na forma como uma língua é usada em diferentes
contextos, regiões, comunidades ou por diferentes grupos de
falantes. Essas variações podem manifestar-se em termos de
pronúncia, vocabulário, gramática, estilo, entre outros aspectos da
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língua. A variação linguística é influenciada por uma variedade de
fatores, incluindo geografia (dialetos regionais), aspectos históricos,
classe social, idade, sexo (masculino e feminino), etnia,
escolaridade, profissão entre outros. Diferentes regiões
apresentam variações dialetais, como o alimento chamado
“mandioca” em algumas regiões é conhecido como “aipim” ou
“macaxeira”.
É importante notar que a variação linguística não reflete uma falta de
competência linguística, mas sim a adaptação e flexibilidade da língua
às necessidades e características de diferentes grupos e contextos
sociais. A variação é inerente a todos as línguas, o que desconstrói o
mito de que a variação é compreendida enquanto um erro, apenas
demarca a diversidade existente nas línguas.
Em resumo, enquanto a competência linguística se refere ao
conhecimento abstrato e internalizado das regras e estruturas de uma
língua que permite aos falantes compreendere produzir sentenças
gramaticalmente aceitas, a variação linguística aborda as diferenças
observáveis na forma como a língua falada é usada em diferentes
contextos, regiões ou por diferentes grupos de falantes. Ambos os
conceitos são fundamentais para uma compreensão abrangente da
natureza e funcionamento das línguas naturais. 
Conhecendo as normas linguísticas
Antes de conhecermos as diferentes normas linguísticas, é preciso que
saibamos o que vem a ser o termo norma. Faraco (2008, p. 34)
conceitua norma como “cada um dos diferentes modos sociais de
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realizar os grandes esquemas de relações do sistema”. Afirma, ainda,
que as realizações previstas no sistema da língua têm “um certo arranjo
de possibilidades admitidas pelo sistema. Cada um desses arranjos se
desenha a partir do uso corrente, habitual de determinado grupo de
falantes socialmente definido”.
Assim entendemos que as normas linguísticas se referem aos padrões
e às convenções estabelecidos dentro de uma comunidade linguística
para a utilização da língua. Essas normas podem variar
significativamente dependendo de fatores como região, classe social,
contexto cultural, entre outros.
Aqui estão algumas categorias de diferentes normas linguísticas:
Norma padrão: refere-se ao conjunto de regras e convenções
linguísticas que são geralmente aceitas como "certas" ou "erradas"
em um determinado contexto ou país. É frequentemente associada
ao ensino formal e à comunicação escrita em contextos
educacionais e profissionais.
Norma culta: refere-se à forma mais cuidada e formal de uma
língua, geralmente associada à educação formal e à comunicação
em contextos acadêmicos, profissionais e formais. Está presente na
fala e é utilizada em situações comunicativas formais.
Norma popular ou coloquial: refere-se àquela utilizada em
situações informais e cotidianas, sem a necessidade de
monitoramento linguístico.
Normas socioeconômicas: referem-se às variações linguísticas
associadas a diferentes grupos sociais, classes ou contextos
socioeconômicos.
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Normas profissionais ou técnicas: refere-se ao uso linguístico
característicos de profissionais ou técnicos específicos, são as
normas linguísticas especializadas associadas a terminologias,
jargões e convenções específicas de cada campo de atividade
humana. 
Assim, as normas linguísticas são compreendidas enquanto padrões e
convenções estabelecidos dentro de uma comunidade linguística para a
utilização da língua. Essas normas podem variar significativamente
dependendo de fatores como região, classe social, contexto cultural e
profissional, entre outros. Reconhecer e compreender essas diferentes
normas é fundamental para uma comunicação eficaz e apropriada em
diversos contextos e situações. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vimos, nesta aula, que a linguagem é uma capacidade fundamental da
comunicação entre seres humanos, envolvendo a transmissão de
ideias, emoções e informações por meio de símbolos, sons ou gestos.
Sua origem é um fenômeno complexo e debatido, mas é amplamente
aceito que tenha evoluído ao longo do tempo como uma resposta à
necessidade de cooperação e interação social entre os primeiros
grupos humanos.
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Sabemos que o uso da linguagem é essencial para uma comunicação
eficaz em diversas situações, principalmente, dentro do sistema
jurídico, em que os profissionais desempenham um papel crucial na
sociedade e precisam se expressar de maneira clara e persuasiva ao se
comunicar com clientes, colegas, juízes, júris e outras partes envolvidas.
Estratégias e técnicas linguísticas são habilmente empregadas na
argumentação jurídica, negociação e mediação. A escolha cuidadosa
das palavras, a estrutura lógica dos argumentos e a capacidade de
apresentar casos de maneira convincente são habilidades
fundamentais nesse ambiente.
Assim, é preciso que a linguagem no sistema jurídico seja interpretada
e aplicada de maneira precisa e meticulosa. A clareza na redação de leis
e contratos é essencial para evitar ambiguidades que possam
comprometer a justiça. A interpretação da linguagem jurídica muitas
vezes envolve análise minuciosa, considerando não apenas o
significado literal, mas também o contexto e a intenção do legislador.
Reconhecemos que na língua existe variação, como dialetos regionais,
jargões profissionais e terminologia técnica, e esses fatores
desempenham um papel significativo na prática jurídica. A
interpretação da lei pode ser influenciada pela compreensão precisa
dessas nuances linguísticas. Portanto, os profissionais do direito
precisam estar cientes das variações linguísticas para garantir uma
representação eficaz de seus clientes e uma interpretação precisa da
lei.
Nos procedimentos legais, como interrogatórios, depoimentos,
audiências e julgamentos, a linguagem é usada com precisão para
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estabelecer fatos, construir argumentos e avaliar evidências. Normas
linguísticas e práticas são estabelecidas para garantir clareza, precisão e
justiça durante esses processos. O respeito pelo devido processo legal
inclui o uso de linguagem que seja acessível a todas as partes
envolvidas, independentemente de sua formação linguística ou cultural.
Em última análise, a habilidade dos profissionais do direito em utilizar a
linguagem de maneira eficaz é crucial para o funcionamento justo e
eficiente do sistema jurídico, garantindo que a comunicação seja clara,
que os argumentos sejam persuasivos e que os procedimentos legais
sejam conduzidos de maneira justa e equitativa. Por isso, dominar os
conteúdos apresentados nesta aula é essencial para o futuro exercício
da sua profissão.
Saiba mais
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Leia o livro Língua, linguagem, linguística: pondo os pingos nos ii do
autor Marcos Bagno, para compreender melhor os conceitos de
língua e linguagem e conhecer mais sobre a área da linguística.
Indicamos o livro Curso de Linguística Geral de Ferdinand de
Saussure, por apresentar os pressupostos teórico-metodológicos
do estruturalismo, que terminaram por influenciar outras ciências
humanas.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Em sua Biblioteca Virtual, leia o capítulo 1 do livro Para conhecer norma
linguística dos autores Carlos Alberto Faraco e Ana Maria Zilles. Neste
capítulo temos os conceitos de norma, variação linguística e cultura
linguística apresentados, conforme foram discutidos nesta aula. 
Referências
Referências
BAGNO, M. (Org.). Linguística da norma. São Paulo: Loyola, 2002. 
BAGNO, M. Língua, linguagem, linguística: Pondo os Pingos nos ii. São
Paulo: Parábola Editorial, 2014. 
BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes,
1997. 
FARACO, C. A. Norma culta brasileira: desatando alguns nós. São Paulo,
Parábola Editora, 2008. 
FARACO, C. A.; ZILLES, A. M. Para conhecer norma linguística. São Paulo:
Contexto, 2017. 
KOCH, I. G. V. A inter-ação pela linguagem. Editora Contexto Edição:
2013. 
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/125137
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/125137
MUSSALIM, F.; BENTES, A. C. (orgs). Introdução a linguística: domínios e
fronteiras. São Paulo: Cortez, 2007. 
SAUSSURE, F de. Curso de lingüística geral. São Paulo: Cultrix, 1999. 
Aula 2
Percepções sobre a Linguagem
Percepções sobre a linguagem
Percepções sobre a linguagem
Olá, estudante!
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Nesta videoaula, abordaremos a padronização das línguas, enfatizando
sua relação com a gramática, os seus diferentes tipos e análises, bem
como a importância da normatização da língua. Compreenderemos
ainda a relevância do texto e quais são os fatores de textualidade que
contribuem para o desenvolvimento dos mais variados textos. Esses
conteúdos irão ampliar suas habilidades profissionais direcionadas ao
uso linguístico.
Esteja pronto para explorar a construção linguística em profundidade.Não deixe passar a chance de aprimorar seus conhecimentos. Venha
conosco! 
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Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas.
Nesta aula, vamos ampliar nossos conhecimentos sobre linguagem,
apresentando outros enfoques importantes para a sua compreensão.
Vimos que a linguagem, em sua complexidade e riqueza, desempenha
um papel crucial na comunicação humana, moldando a forma como
nos expressamos, interagimos e interpretamos o mundo ao nosso
redor. No entanto, para que essa comunicação ocorra de maneira
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/d3c82c1a-80e4-434c-bae7-0246f2f20ca2/d21ec176-8505-5e9b-b9dc-ec252206cf6d.pdf
eficaz e precisa, é fundamental compreender e aplicar conceitos
essenciais relacionados à padronização da língua, da gramática e dos
fatores de textualidade, conteúdos que você irá estudar mais
profundamente a partir de agora.
Antes de iniciarmos com os tópicos que serão aqui apresentados, é
importante nos questionarmos: qual a relevância deste conteúdo para
a sua formação?  Como a padronização linguística pode impactar a
diversidade cultural no contexto jurídico? Em que medida a coesão e a
coerência podem ser sacrificadas em nome da aceitabilidade no âmbito
jurídico? Como a gramática pode contribuir para a interpretação
correta de cláusulas contratuais?
A padronização da língua refere-se ao processo pelo qual uma
determinada variedade linguística é estabelecida como a forma
"correta" ou "padrão" de uma língua em um contexto específico. Este
processo envolve a definição de regras gramaticais, ortográficas e
semânticas que orientam o uso formal da língua, proporcionando
uniformidade e coesão comunicativa.
Por sua vez, a gramática é o conjunto de regras e princípios que regem
o uso correto e adequado da língua, abrangendo aspectos como
estrutura, fonologia, morfologia, sintaxe e semântica. Ela serve como
um guia normativo para a escrita e a fala, garantindo a clareza, a
precisão e a formalidade da linguagem.
Os fatores de textualidade, por sua vez, são elementos linguísticos e
estruturais presentes em um texto que garantem sua coesão, coerência
e adequação comunicativa. Esses fatores, que incluem coesão,
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
coerência, intencionalidade, aceitabilidade e informatividade, são
fundamentais para a organização lógica das ideias, a clareza da
mensagem e a eficácia comunicativa do texto.
Ao ler a explicação destes conceitos você pode ter pensado, mas qual a
importância destes conhecimentos para a minha formação em uma
área jurídica? Existirá uma aplicabilidade no exercício da profissão? E as
respostas são afirmativas, pois a aplicação adequada desses conceitos
linguísticos é de suma importância. A linguagem jurídica, caracterizada
por sua formalidade, complexidade e especificidade, exige precisão,
clareza e efetividade na comunicação. A padronização da língua, a
aderência às regras gramaticais e o domínio dos fatores de textualidade
garantem que os documentos legais, decisões judiciais, contratos e
pareceres sejam redigidos de maneira clara, coerente e precisa.
Assim, compreender e aplicar os conceitos aqui apresentados no
ambiente jurídico não apenas assegura a conformidade com as normas
linguísticas e comunicativas, mas também fortalece a credibilidade, a
autoridade e a eficácia do sistema jurídico. Em última análise, a
linguagem serve como uma ferramenta poderosa no campo jurídico,
facilitando a interpretação das leis, a resolução de disputas e a
promoção da justiça e da equidade na sociedade.
Gostamos de dizer que o domínio da língua, em suas modalidades oral
e escrita, pelos profissionais da área jurídica, é imprescindível, o
colocando enquanto uma das ferramentas essenciais para o exercício
da profissão. Assim, convidamos você a conhecer e compreender
melhor os tópicos aqui apresentados.
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
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Bons estudos! 
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Padronização da língua
A padronização linguística refere-se ao processo pelo qual uma
determinada variedade linguística é estabelecida como a forma
"correta" ou "padrão" de uma língua em um determinado contexto
social ou geográfico. Isso envolve a definição de regras gramaticais,
ortográficas, fonéticas e semânticas que orientam o uso formal da
língua. Em muitos casos, essa forma padronizada é baseada na
variedade linguística usada pela elite educada ou nas instituições
oficiais de um país ou região.
A padronização é essencial para que ocorra uma comunicação efetiva
em sociedade, para que os documentos sejam redigidos sempre da
mesma maneira e, principalmente, para que as pessoas consigam
interagir umas com as outras. Apresentaremos, a seguir, alguns pontos
que demonstram e exemplificam a necessidade da padronização das
línguas:
Uniformidade comunicativa: a padronização linguística cria um
padrão comum que facilita a compreensão mútua entre os falantes
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
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de uma língua. Isso é especialmente crucial em sociedades
multilíngues ou multiculturais, em que uma norma comum pode
servir como ponte entre diferentes grupos.
Facilitação da educação: a existência de uma forma padrão da
língua é fundamental para o ensino e aprendizado. As escolas e
instituições educacionais precisam de um modelo linguístico
consistente para garantir que os alunos adquiram habilidades de
leitura, escrita e comunicação eficazes.
Conservação cultural e identidade: a padronização permite a
preservação de tradições literárias, históricas e culturais. Ao manter
uma forma padrão da língua, as sociedades podem garantir que
suas obras literárias, históricas e artísticas sejam transmitidas de
geração em geração.
Comunicação eficiente: em contextos profissionais, políticos e
administrativos, a padronização linguística garante que as
informações sejam transmitidas de maneira clara e precisa. Isso
reduz a ambiguidade e evita mal-entendidos que podem surgir
devido a variações linguísticas.
Mobilidade social e oportunidades: uma língua padronizada pode
servir como um veículo para mobilidade social e oportunidades
econômicas. Aqueles que dominam a forma padrão da língua têm
acesso a melhores oportunidades de emprego, educação e
participação em diversas esferas da sociedade.
Integração e coesão social: em países e regiões linguisticamente
diversificados, a padronização ajuda na integração e coesão social,
promovendo um sentido de identidade nacional ou regional
compartilhada.
Assim, a padronização linguística desempenha um papel crucial na
promoção da comunicação eficaz, na preservação cultural, na
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
facilitação da educação e no fortalecimento da coesão social. Embora
seja importante reconhecer e valorizar as diversas variedades
linguísticas que enriquecem uma língua, a existência de uma forma
padrão contribui para a harmonia e compreensão em uma sociedade
diversificada.
Sabemos que no Brasil há apenas uma língua oficial, a portuguesa, mas
você sabe como aconteceu a padronização dessa língua no país?
A padronização da língua portuguesa no Brasil foi um processo que
ocorreu ao longo de vários séculos e foi influenciado por uma série de
fatores históricos, políticos, sociais e culturais. Demarcamos alguns
pontos-chave sobre como esse processo ocorreu:
Colonização Portuguesa: o processo inicial de padronização da
língua portuguesa no Brasil começou com a colonização portuguesa
no século XVI. Os colonizadores trouxeram a língua portuguesa
como idioma oficial e administrativo, substituindo as línguas
indígenas e outras línguas europeias que eram faladas na colônia.
Escolarização e Instituições: com o estabelecimento de instituições
educacionais e religiosas, como escolas e igrejas, o português
tornou-se a língua de instrução e liturgia. Isso contribuiu para a
disseminação e padronização do idioma entre a população
brasileira.
Influência Literária: no século XIX, durante o movimento romântico
e o período de independênciado Brasil, escritores e intelectuais
brasileiros desempenharam um papel crucial na consolidação e
padronização da língua portuguesa. Eles buscaram diferenciar a
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
língua portuguesa falada no Brasil daquela falada em Portugal,
adaptando-a às realidades linguísticas e culturais brasileiras.
Dicionários e Gramáticas: a publicação de dicionários e gramáticas
da língua portuguesa foi fundamental para a padronização.
Dicionários como o Dicionário da Língua Portuguesa de Antônio de
Morais Silva e gramáticas como a de João Ribeiro e outras
contribuíram para estabelecer normas e regras para o uso da língua
no Brasil.
Academia Brasileira de Letras: fundada em 1897, a Academia
Brasileira de Letras desempenhou um papel significativo na
promoção e padronização da língua portuguesa no Brasil. A
instituição trabalhou na elaboração de regras gramaticais, na
produção de dicionários e na promoção da literatura brasileira,
contribuindo para a consolidação da norma padrão da língua.
Meios de Comunicação: a partir do século XX, com o
desenvolvimento dos meios de comunicação de massa, como rádio,
televisão e, posteriormente, internet, a língua portuguesa
continuou a se padronizar e a se adaptar às novas realidades
linguísticas e tecnológicas. A mídia desempenhou um papel crucial
na disseminação da norma padrão da língua e na redução das
variações regionais.
Desta maneira, a padronização da língua portuguesa no Brasil foi um
processo gradual e multifacetado, influenciado por diversos eventos
históricos e iniciativas culturais. Por meio da educação, da literatura,
das instituições acadêmicas e dos meios de comunicação, o português
brasileiro evoluiu e se consolidou como uma variedade linguística
distinta, adaptada às especificidades e nuances da sociedade
brasileira. 
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Gramática e tipos de gramática
A gramática é o conjunto de regras e princípios que regem o uso de
uma língua, abrangendo aspectos relacionados à estrutura, fonologia,
morfologia, sintaxe e semântica. Ela serve como um guia normativo
para o uso correto da linguagem, permitindo a comunicação eficaz
entre os falantes de uma língua. Existem diferentes tipos de gramática,
sendo os principais:
Gramática Normativa: é o tipo de gramática que estabelece regras e
padrões considerados "corretos" ou "padrão" para o uso da língua.
Ela define a norma culta e é frequentemente ensinada nas escolas
como referência para a escrita formal.
Gramática Descritiva: diferentemente da gramática normativa, a
gramática descritiva observa e descreve como uma língua é
efetivamente usada por seus falantes, sem necessariamente julgar
o uso como correto ou incorreto. Ela busca entender e documentar
as variações linguísticas e as estruturas gramaticais presentes em
uma língua.
Gramática Internalizada: refere-se ao conhecimento intuitivo que os
falantes têm da sua língua materna, permitindo-lhes produzir e
compreender sentenças gramaticalmente corretas sem
necessariamente conhecer as regras explícitas da gramática.
E qual a importância da gramática no âmbito jurídico? No contexto
jurídico, a precisão e clareza da linguagem são essenciais devido à
natureza técnica e complexa dos documentos legais, contratos,
sentenças, pareceres e outros escritos jurídicos. A gramática
desempenha um papel crucial por várias razões:
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JURÍDICA
Precisão e clareza: a linguagem jurídica deve ser precisa e clara para
evitar ambiguidades e interpretações errôneas que possam
comprometer a aplicação da lei. A gramática normativa serve como
um referencial para garantir a correção e a formalidade da
linguagem utilizada.
Legibilidade e compreensão: a aplicação correta das regras
gramaticais facilita a leitura e a compreensão dos textos jurídicos
por parte dos profissionais do direito, partes envolvidas e outras
partes interessadas. Isso é fundamental para a interpretação
correta das leis e dos contratos.
Credibilidade e profissionalismo: a adoção de uma linguagem
gramaticalmente correta e formal aumenta a credibilidade e o
profissionalismo dos escritos jurídicos. Isso é crucial em contextos
como tribunais, negociações legais e comunicações entre
advogados, juízes e partes envolvidas.
Evitar litígios e disputas: erros gramaticais ou ambiguidades na
linguagem jurídica podem levar a litígios, disputas legais e
interpretações conflitantes. A aderência às normas gramaticais
contribui para minimizar esses riscos, assegurando que os
documentos legais sejam redigidos de forma clara, precisa e
conforme as normas estabelecidas.
A gramática, como você pode perceber, desempenha um papel
fundamental no âmbito jurídico, garantindo a precisão, clareza,
credibilidade e conformidade dos escritos legais. O domínio das regras
gramaticais e a aplicação correta da linguagem são essenciais para a
eficácia, legitimidade e justiça do sistema jurídico.
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
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Texto e textualidade
O conceito de texto e textualidade são fundamentais para a
compreensão da linguagem e da comunicação em diversos contextos.
Vamos explorar cada um deles:
Texto: pode ser definido como uma unidade linguística que possui
um sentido completo e coerente, composta por uma sequência de
frases ou enunciados inter-relacionados. Ele pode ser verbal ou não
verbal, escrito ou falado, e é caracterizado por sua estrutura
organizada, coesão e coerência. O texto não se limita apenas à
linguagem escrita; ele também pode ser oral, visual ou multimodal.
Textualidade: refere-se às propriedades e características que
tornam um conjunto de enunciados um texto. Em outras palavras, é
o conjunto de elementos linguísticos, estruturais, semânticos e
pragmáticos que conferem coesão, coerência e significado a um
texto.
Com base em Koch e Travaglia (2010), apresentamos os principais
fatores de textualidade:
Coesão: refere-se aos recursos linguísticos utilizados para
estabelecer relações entre as partes de um texto. Isso inclui o uso
de conectivos (por exemplo, conjunções, pronomes, advérbios),
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repetições, substituições e elipses que conectam frases e
parágrafos, garantindo a fluidez e a continuidade textual.
Coerência: relaciona-se à organização lógica e semântica das ideias
em um texto. A coerência garante que as informações
apresentadas sejam logicamente inter-relacionadas e que o texto
tenha um significado global compreensível para o leitor. Isso
envolve a estruturação adequada das informações, a manutenção
de um tema central e a organização lógica dos argumentos.
Intencionalidade: refere-se à capacidade do texto de transmitir uma
mensagem clara e direcionada ao seu público-alvo, cumprindo seu
propósito comunicativo. Um texto bem elaborado deve ser capaz
de transmitir suas ideias de maneira eficaz, evitando ambiguidades
e equívocos.
Aceitabilidade: relaciona-se à adequação do texto às normas
linguísticas, culturais e contextuais de sua produção e recepção.
Isso envolve o uso correto da língua, a consideração do contexto
cultural e social e a adesão às expectativas comunicativas do
público-alvo.
Informatividade: refere-se à relevância e à quantidade de
informações novas e pertinentes apresentadas no texto. Um texto
informativo deve fornecer informações relevantes, atualizadas e
pertinentes ao seu público-alvo, evitando redundâncias e
generalizações.
Situacionalidade: refere-se à relação do texto com o contexto
situacional, social, cultural e histórico em que é produzido e
interpretado, influenciando suas características e seus significados.
Intertextualidade: reconhece que os textos não existem
isoladamente; eles estão intrinsecamente conectados a outros
textos mediante o uso de citações diretas, referências, alusões,
paródias, contrastes, entre outras formas. Essas conexões
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intertextuais enriquecem a complexidade e o significado dos textos,
permitindo que sejam interpretados em relaçãoa um conjunto
mais amplo de textos e contextos culturais.
Assim, enquanto o texto é uma unidade linguística ou semiótica com
sentido completo e coerente, a textualidade refere-se às propriedades
e características que conferem coesão, coerência e significado a esse
texto. Ambos os conceitos são essenciais para entender como a
linguagem é usada e interpretada em diferentes contextos e situações
comunicativas. No âmbito jurídico, garantem clareza, precisão,
coerência e efetividade dos escritos legais. O domínio desses fatores
permite que os profissionais produzam documentos jurídicos que
atendam às normas linguísticas, comunicativas e culturais, assegurando
a legitimidade, a justiça e a eficácia do sistema jurídico.
Ambiguidade
A ambiguidade na construção dos enunciados refere-se à capacidade
de uma frase ou expressão ser interpretada de mais de uma maneira,
geralmente devido à sua estrutura gramatical, ao uso de palavras
polissêmicas (com múltiplos significados) ou ao contexto em que é
empregada. Pode surgir por várias razões e pode levar a mal-
entendidos se não for esclarecida adequadamente.
Aqui estão alguns tipos comuns de ambiguidade:
Ambiguidade estrutural: esta ocorre quando a estrutura gramatical
de uma frase permite mais de uma interpretação. Por exemplo, na
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
frase "Vi o homem com o telescópio", pode ser interpretado como
"Usei um telescópio para ver o homem" ou "O homem estava
segurando o telescópio".
Ambiguidade lexical: refere-se à ambiguidade resultante do uso de
palavras que têm múltiplos significados. Por exemplo, a palavra
"banco" pode se referir a uma instituição financeira ou a um
assento onde as pessoas se sentam.
Ambiguidade referencial: surge quando o referente de um termo ou
uma expressão não é claro. Por exemplo, na frase "Ela deu o livro a
ele", não está claro quem deu o livro a quem sem contexto
adicional.
Ambiguidade pragmática: esta forma de ambiguidade ocorre
devido ao contexto ou à intenção comunicativa. Por exemplo, a
frase "Você vai comer isso?" pode ser uma pergunta literal sobre
comer algo ou uma expressão de surpresa ou descrença,
dependendo do contexto e da entonação.
A ambiguidade pode ser problemática em comunicações formais, como
textos legais, contratos ou instruções técnicas, em que a clareza é
essencial para evitar mal-entendidos ou interpretações errôneas. No
entanto, em contextos literários, publicitários ou artísticos, a
ambiguidade pode ser intencionalmente empregada para criar efeitos
estilísticos, provocar reflexões ou envolver o leitor ou o ouvinte em uma
interpretação ativa.
Para lidar com a ambiguidade na linguagem, muitas vezes é necessário
fornecer mais contexto, esclarecer a estrutura gramatical ou usar
palavras e expressões mais precisas e específicas para garantir que a
mensagem seja compreendida da maneira desejada. 
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vimos, nesta aula, que a compreensão e a aplicação eficaz da
linguagem no âmbito jurídico são aspectos fundamentais para a
formação profissional de qualquer estudante ou profissional dos mais
variados cursos envolvidos nesta área. Este conteúdo não apenas
influencia a capacidade de redigir documentos legais claros e precisos,
mas também desempenha um papel crucial na interpretação de textos
jurídicos, contratos e normas legais. A relevância desse conhecimento
transcende a mera habilidade linguística, pois se conecta diretamente à
garantia da justiça, à eficácia da comunicação jurídica e à promoção da
equidade no sistema legal.
Sabemos que a padronização linguística pode impactar a diversidade
cultural no contexto jurídico de maneiras significativas. Ao estabelecer
normas e regras específicas, busca-se criar uma linguagem jurídica
uniforme e acessível a todos os profissionais envolvidos no sistema
legal. No entanto, é crucial considerar como essa padronização pode
inadvertidamente excluir ou marginalizar expressões culturais
específicas. A sensibilidade à diversidade cultural na linguagem jurídica
é essencial para garantir que a justiça seja acessível a todas as
comunidades, independentemente de suas origens culturais.
Ampliando essa discussão, devemos também pensar a respeito da
coesão e da coerência que, em alguns casos, podem ser desafiadas em
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
nome da aceitabilidade no âmbito jurídico. Isso pode ocorrer em
situações em que expressões idiomáticas, jargões técnicos ou termos
específicos são aceitos mesmo quando podem comprometer a coesão
textual. A busca por aceitabilidade muitas vezes reflete a necessidade
de adaptação da linguagem jurídica para atender às expectativas do
público-alvo e das partes envolvidas. No entanto, é importante
encontrar um equilíbrio para evitar ambiguidades ou interpretações
equivocadas.
A gramática, documento norteador das regras prescritivas da língua,
desempenha um papel vital na interpretação correta de cláusulas
contratuais, além de possibilitarem maior precisão na interpretação por
seguirem convenções fixas. As regras gramaticais, assim, ajudam a
estabelecer a estrutura e a relação entre os termos em um contrato,
fornecendo a base para uma interpretação precisa.
Reconhecemos que erros gramaticais ou ambiguidades podem levar a
interpretações distintas e, em última instância, a disputas legais. Ao
compreender a gramática, os profissionais do direito podem, por
exemplo, garantir que as cláusulas contratuais sejam redigidas de
maneira clara e inequívoca, evitando litígios desnecessários e
assegurando a eficácia dos acordos. Por isso, reforçamos que o
domínio da língua portuguesa é um dos instrumentos de trabalho dos
profissionais da área jurídica. 
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Saiba mais
Indicamos a leitura do capítulo 1 da obra História sociopolítica da
língua portuguesa do autor Carlos Alberto Faraco. Nele, o autor
explica a oficialização da língua; as consequências linguísticas da
expansão portuguesa e a criação dos principais instrumentos de
fixação do seu corpus.
Na obra Ler e compreender os sentidos do texto, das autoras
Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias, você encontrará os
conceitos de coesão, coerência e outros fatores de textualidade,
oferecendo uma análise profunda sobre como os textos são
construídos. O Livro está disponível na Biblioteca Virtual.
Em sua Biblioteca Virtual, consulte a Gramática escolar da língua
portuguesa do autor Evanildo Bechara. É uma obra clássica que
aborda as regras gramaticais da língua portuguesa de forma
detalhada.
Referências
Referências
BECHARA, E. Gramática escolar da língua portuguesa. 3. ed. Rio de
Janeiro: Nova Fronteira, 2020.
CEGALLA, D. P. Novíssima gramática da língua portuguesa. São Paulo:
IBEP, 2009.
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/1548
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/209724
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/209724
FARACO, C. A.  História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo:
Parábola Editora, 2016.
KOCH, I. V.; ELIAS, V. M. Ler e compreender os sentidos do texto. São
Paulo: Editora Contexto, 2008.
KOCH, I. V.; TRAVAGLIA, L. C. A coerência textual. São Paulo: Contexto,
2010.
NEVES, M. H. de M. Gramática de usos do português. São Paulo: Ed.
UNESP, 2000.
PETTER, M. Linguagem, língua, linguística. In: FIORIN, J. L. (org.).
Introdução à linguística I: objetos teóricos. 6. ed. São Paulo: Contexto,
2019. p. 11-23. 
Aula 3
Introdução à Comunicação
Introdução à comunicação
Introdução à comunicação
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Olá, estudante!
Nesta videoaula, exploraremos conceitos essenciais das teorias da
comunicação, analisando o intricado processo comunicativo e seus
diversos elementos. Destacaremos a relevância crucial da adequação
da linguagem ao contexto comunicativo, uma habilidade vital para sua
prática profissional. Compreender as teorias subjacentes e a dinâmica
do processo comunicacionalaprimorará significativamente suas
habilidades na transmissão eficaz de informações.
Não perca a oportunidade de fortalecer sua base teórica e aplicá-la de
maneira prática em seu campo profissional. Acompanhe-nos nesta
jornada educativa! 
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Ponto de Partida
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/d3c82c1a-80e4-434c-bae7-0246f2f20ca2/f6bbac07-a9ca-5660-9f1f-5fd029bcf03e.pdf
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas.
Nesta aula, vamos explorar um conceito fundamental da experiência
humana, servindo como alicerce para a troca de informações, ideias e
sentimentos entre indivíduos e grupos, a comunicação. Este amplo
campo de estudo engloba diversos elementos e nuances que moldam a
forma como nos conectamos, interagimos e compartilhamos
significados em diferentes contextos e situações. Assim, exploraremos,
aqui, os conceitos essenciais de comunicação, o que é o processo
comunicativo e seus elementos, quais os tipos de comunicação e qual a
importância da adequação da linguagem ao contexto específico.
Ao pensarmos sobre o termo “comunicação” muitas questões vem a
nossa mente, como: Como você define comunicação e qual é a sua
importância no contexto social, profissional e acadêmico? Quais são os
principais elementos envolvidos no processo de comunicação eficaz?
Quais são as etapas fundamentais do processo comunicativo, desde a
codificação até a decodificação da mensagem? Como os ruídos e as
barreiras podem afetar a eficácia do processo comunicativo? Quais são
os diferentes tipos de comunicação e como eles se aplicam em
contextos variados, como o jurídico, organizacional e interpessoal?
Quais são os impactos de mal-entendidos ou inadequações linguísticas
em contextos profissionais e interculturais?
Disciplina
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
Para começar a responder a essas questões, mergulharemos na
essência da comunicação, elucidando seu significado, importância e
componentes fundamentais. Entenderemos como a comunicação
permeia nossas vidas, influenciando nossa interação com o mundo e
moldando nossa capacidade de expressar pensamentos, sentimentos e
informações de maneira eficaz.
Em seguida, abordaremos o processo comunicativo, desvendando as
etapas e os elementos que compõem a troca de mensagens entre
emissor e receptor. Por meio desta análise, examinaremos como a
comunicação se desdobra, desde a codificação da mensagem pelo
emissor até a decodificação e interpretação pelo receptor,
considerando os canais e ruídos envolvidos nesse completo processo.
Além disso, exploraremos os diferentes tipos de comunicação que
permeiam nossa sociedade. Cada tipo apresenta características
distintas, contextos específicos e nuances que influenciam a forma
como nos expressamos e nos conectamos com os outros.
Por fim, destacaremos a importância da adequação da linguagem ao
contexto comunicativo, enfatizando a necessidade de adaptar e ajustar
a linguagem de acordo com variáveis como público-alvo, propósito da
comunicação, normas sociais e culturais. Ao compreendermos a
relevância da adequação linguística, estaremos mais preparados para
comunicar-nos de maneira clara, eficaz e respeitosa, considerando as
especificidades e nuances de cada situação e interlocutor.
Desta maneira, esta introdução busca oferecer uma visão abrangente e
integrada dos conceitos fundamentais relacionados à comunicação e
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
adequação linguística. Ao explorar esses temas, convidamos você a
conhecer e compreender, analisar e aplicar princípios e práticas que
promovem uma comunicação eficaz, significativa e adaptada aos
diversos contextos e desafios da vida moderna.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Teorias da comunicação
A comunicação é uma atividade intrínseca à experiência humana,
possibilitando a troca de informações, sentimentos e ideias entre
indivíduos e grupos. Embora seja uma prática cotidiana, sua
complexidade é objeto de estudo de diversas disciplinas, resultando em
diferentes teorias que buscam entender seus mecanismos, processos e
efeitos. Neste texto, exploraremos algumas dessas teorias para
compreender a multifacetada natureza da comunicação: Teoria da
Comunicação Linear, Teoria da Informação e Teoria Cultural da
Comunicação.
Teoria da Comunicação Linear
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TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
JURÍDICA
A Teoria da Comunicação Linear é um modelo simplificado que
descreve a comunicação como um processo unidirecional, indo do
emissor para o receptor. Tem como foco os elementos fundamentais
como emissor, mensagem, canal, ruído e receptor. Ele ilustra como a
informação é transmitida de uma entidade (emissor) para outra
(receptor) por meio de um canal específico. Em sua forma mais básica,
a Teoria da Comunicação Linear não incorpora uma interação
significativa entre o emissor e o receptor durante o processo de
comunicação. É uma visão bastante direta e simplificada da
transmissão da informação.
Teoria da Informação
A Teoria da Informação, desenvolvida por Claude Shannon e Warren
Weaver, concentra-se na transmissão eficiente de informação,
independentemente do seu conteúdo ou significado. Ela foi concebida
principalmente no contexto das telecomunicações. Esta teoria
apresenta conceitos matemáticos como entropia, capacidade do canal
e teoremas relacionados para quantificar e otimizar a transmissão de
informações. Também explora como minimizar os efeitos do ruído
durante a transmissão e como codificar informações de maneira eficaz
para acomodar erros e interferências.
Teoria Cultural da Comunicação
A Teoria Cultural da Comunicação destaca a importância dos contextos
sociais, culturais e simbólicos na interpretação e no significado da
comunicação. Ao contrário dos modelos lineares ou técnicos, esta
abordagem considera que as mensagens são moldadas e interpretadas
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por normas, valores, convenções e práticas culturais específicas. Em vez
de simplesmente transmitir informações, a comunicação cultural
enfatiza a construção e negociação de significados. A forma como uma
mensagem é interpretada pode variar significativamente com base em
fatores como identidade, experiência, gênero, raça, classe e contexto
cultural.
Esta teoria afirma que a comunicação não é apenas sobre transmissão,
mas também sobre produção e consumo de significados culturais. Isso
inclui a criação, distribuição e interpretação de arte, mídia, rituais e
outras formas de expressão cultural que refletem e influenciam as
práticas sociais e culturais. Uma das principais ênfases desta teoria é a
análise das relações de poder e ideologia na comunicação. Ela explora
como as narrativas, os discursos e as representações comunicativas
podem fortalecer, desafiar ou transformar estruturas de poder,
sistemas de liderança dominantes e relações sociais.
As teorias, que se propuseram a estudar e descrever a comunicação e
seu processo comunicação, apresentam perspectivas distintas sobre
como entendemos, interpretamos e interagimos por meio da
linguagem. Ao explorar essas teorias, somos convidados a refletir sobre
nossa própria prática comunicativa e a complexidade inerente a esse
processo fundamental da experiência humana. Para fornecer uma
explicação adequada, vamos abordar o processo comunicativo e seus
elementos de acordo com modelos clássicos e amplamente aceitos na
área de comunicação.
Processo Comunicativo e elementos da
comunicação
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O processo comunicativo é geralmente representado como uma série
de etapas interconectadas que facilitam a troca de informações entre
um emissor e um receptor.
Roman Jakobson (2003) propõe em sua Teoria da Comunicação seis
elementos essenciais no processo comunicativo: emissor, receptor,
mensagem, código, canal e contexto.
Emissor: é aquele que envia a mensagem, que inicia o processo
comunicativo. Pode ser um indivíduo, um grupo ou uma
organização.
Receptor: é aquele que recebe e interpreta a mensagem. O
receptordecodifica a mensagem com base em seu conhecimento,
experiências e contexto.
Mensagem: é o conteúdo específico ou a informação que está
sendo transmitida.
Código: é a forma como a mensagem organiza-se, é um conjunto de
sinais organizados de maneira que tanto o locutor quanto o
interlocutor conheçam e tenham acesso.
Canal: é o meio ou método pelo qual a mensagem é transmitida,
como voz, texto, vídeo, entre outros.
Contexto: é o ambiente ou a situação em que a comunicação
ocorre, influenciando significativamente a interpretação e
compreensão da mensagem.
O autor ainda explica que em todo processo comunicativo devemos
tomar cuidado com o ruído, compreendido como todo ou qualquer
obstáculo que possa impedir ou dificultar a comunicação. Este pode
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JURÍDICA
estar ligado a qualquer um dos elementos do modus operandi:
emissor, receptor, mensagem, contexto, código e canal.
Como vimos, o processo comunicativo envolve a interação complexa
entre emissor, mensagem, canal, receptor, código e contexto. Cada
elemento desempenha um papel crucial na transmissão eficaz e
compreensão da informação, moldando e sendo moldado por fatores
sociais, culturais e individuais.
Siga em Frente...
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Funções da Linguagem
Roman Jakobson, um linguista e teórico da comunicação russo-
americano do século XX, é conhecido por suas contribuições
significativas para a teoria da comunicação, especialmente por sua
análise da estrutura da linguagem e da comunicação verbal. Jakobson
desenvolveu um modelo que identifica seis funções da linguagem, cada
uma enfatizando um aspecto particular dos elementos da
comunicação.
Vamos explorar essas funções para entender a abordagem de Jakobson
à teoria da comunicação.
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Função emotiva ou expressiva: foca no remetente (emissor) da
mensagem. Esta função destaca a expressão dos sentimentos, das
emoções ou das atitudes do emissor. Por exemplo, uma frase como
"Estou muito feliz!" enfatiza o estado emocional do falante.
Função referencial ou denotativa: centra-se no contexto ou
referente da mensagem. Esta função é usada para transmitir
informações objetivas ou referências ao mundo exterior. Por
exemplo, a frase "O céu está azul" tem como objetivo informar
sobre uma condição específica do ambiente.
Função conativa ou apelativa: dirige-se principalmente ao
destinatário (receptor) da mensagem. Esta função visa influenciar
ou persuadir o receptor a agir de uma determinada maneira.
Exemplos incluem comandos, pedidos ou solicitações, como "Feche
a porta, por favor."
Função fática: foca no canal ou no meio de comunicação. Esta
função é usada para estabelecer, manter ou interromper a
comunicação, verificando se o canal está aberto ou testando a
atenção do receptor. Frases como "Você está me ouvindo?"
exemplificam essa função.
Função metalinguística: refere-se ao código ou à linguagem em si.
Esta função é usada para esclarecer, explicar ou comentar o próprio
código linguístico. Exemplos incluem definições de palavras,
explicações gramaticais ou comentários sobre a linguagem.
Função poética: enfatiza a forma ou a estética da mensagem. Esta
função é utilizada para criar um impacto estético ou artístico por
meio da linguagem, explorando ritmo, sonoridade, metáforas e
outros recursos literários. A literatura e a poesia são exemplos
claros dessa função.
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Para que você possa compreender a conexão entre os elementos da
comunicação e as funções da linguagem, criamos a figura a seguir:
Figura 1 | Funções e elementos da comunicação
Como você pode perceber, Roman Jakobson propôs um modelo
abrangente que analisa diferentes funções da linguagem,
proporcionando uma estrutura para entender como a comunicação
verbal é utilizada em diversos contextos e propósitos. Ao identificar
essas seis funções – emotiva, referencial, conativa, fática,
metalinguística e poética – Jakobson ofereceu insights valiosos sobre a
complexidade e a versatilidade da linguagem, destacando como
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diferentes aspectos da comunicação são enfatizados ou
operacionalizados em situações variadas. 
Tipos de comunicação
A comunicação é uma atividade ampla e multifacetada, podendo ser
classificada de diversas maneiras com base em diferentes critérios.
Aqui estão alguns tipos de comunicação comumente reconhecidos:
Comunicação Verbal:
Oral: envolve o uso de palavras na modalidade falada, abrange
conversas, discursos, apresentações.
Escrita: refere-se à comunicação por meio da linguagem escrita,
incluindo livros, e-mails, mensagens de texto, relatórios e
outros textos escritos.
Comunicação não verbal:
Linguagem corporal: envolve gestos, posturas, expressões
faciais e outros movimentos corporais que transmitem
significados.
Comunicação visual: inclui elementos visuais como cores,
design, imagens, gráficos e símbolos que comunicam
informações ou mensagens.
Comunicação interpessoal: ocorre entre duas ou mais pessoas e
pode ser presencial ou mediado por tecnologias, como telefonemas
ou videoconferências.
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Comunicação intrapessoal: consulte-se ao diálogo interno ou à
comunicação dentro de uma única pessoa. Envolve reflexão,
autoconsciência e processos cognitivos individuais.
Comunicação grupal ou organizacional: ocorre dentro de grupos,
equipes ou organizações e envolve trocas de informações, ideias e
decisões para alcançar objetivos comuns.
Comunicação formal e informal
Formal: segue regras, protocolos e estruturas organizacionais
estabelecidas. Exemplos incluem comunicações corporativas,
relatórios e documentos oficiais.
Informal: menos estruturada e ocorre espontaneamente entre
indivíduos, como conversas casuais, trocas de mensagens e
interações sociais.
Esses são apenas alguns exemplos de tipos de comunicação, e é
importante notar que muitos deles podem se sobrepor ou ocorrer
simultaneamente em diferentes contextos. A compreensão dessas
categorias ajuda a elucidar a complexidade e a variedade da
comunicação humana em suas diversas formas e contextos. 
Adequação da linguagem ao contexto
comunicativo
A adequação da linguagem refere-se à capacidade de escolher e utilizar
a linguagem de forma apropriada e eficaz de acordo com o contexto
comunicativo, o público-alvo, o propósito da comunicação e as normas
sociais e culturais pertinentes. Trata-se de adaptar a forma como se fala
ou escreve para se alinhar às expectativas, aos conhecimentos e às
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características dos interlocutores e do ambiente em que a comunicação
ocorre.
Apresentamos os principais aspectos da adequação da linguagem:
Contexto comunicativo: a adequação linguística considera o
ambiente ou a situação em que a comunicação ocorre. Isso inclui o
meio (oral, escrito, digital), o propósito (informar, persuadir,
entreter), o ambiente (formal, informal) e outros elementos
contextuais relevantes.
Público-alvo: adapta-se a linguagem de acordo com o público
específico que se deseja alcançar. Isso envolve considerar o nível de
conhecimento, idade, cultura, educação, valores e expectativas dos
interlocutores para garantir que a mensagem seja compreendida e
bem recebida.
Normas e convenções: a adequação também envolve seguir as
normas, convenções e padrões linguísticos e sociais aceitos em
determinados contextos ou comunidades. Isso pode incluir regras
gramaticais, estilos de linguagem, formalidades, expressões
idiomáticas e outras convenções linguísticas relevantes.
Sensibilidade cultural e social: reconhece-se e respeita-se as
diferenças culturais, sociais e individuais ao escolher e utilizar a
linguagem. Isso implica evitar estereótipos, preconceitos, linguagem
ofensiva ou qualquer forma de comunicação que possa ser
interpretada como insensível, inadequada ou inapropriada.
É fundamental sabermos adequar a nossa linguagem, principalmente,
no exercício da profissão, já que constantemente vamos nos comunicar
com diferentespessoas nos mais variados contextos comunicativos. As
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mensagens consideradas adequadas geram compreensão e clareza,
porque facilita a compreensão, minimizando mal-entendidos,
ambiguidades e confusões. Também concebem eficácia comunicativa,
permitindo que a mensagem alcance seu objetivo pretendido (informar,
persuadir, instruir) de maneira eficaz. Além de promover a construção e
a manutenção de relacionamentos positivos, respeitosos e produtivos,
fortalecendo a confiança e a conexão entre os interlocutores.
A adequação da linguagem é uma habilidade fundamental em diversas
áreas da vida, incluindo comunicação pessoal, profissional, acadêmica e
social. 
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vimos, nesta aula, que a comunicação é um elemento vital que permeia
todos os aspectos da vida humana, desempenhando um papel
fundamental nos contextos social, profissional e acadêmico. Em sua
essência, comunicação refere-se à troca de informações, ideias e
significados entre indivíduos ou grupos. Sua importância transcende a
simples transmissão de mensagens, contribuindo para a construção de
relacionamentos, compartilhamento de conhecimento e entendimento
mútuo.
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No contexto social, a comunicação é a base da interação entre pessoas,
comunidades e culturas. Ela fortalece laços sociais, possibilita a
expressão de identidades e contribui para a coesão social.
Profissionalmente, a comunicação eficaz é essencial para o sucesso em
ambientes de trabalho, influenciando a colaboração, liderança e
resolução de problemas. Academicamente, a comunicação é a chave
para a transmissão de conhecimento, debates construtivos e avanço da
aprendizagem.
Conhecemos as diferentes teorias da comunicação e os principais
elementos envolvidos no processo de comunicação: emissor, receptor,
mensagem, canal, código e contexto. A interação dinâmica entre esses
elementos é crucial para uma comunicação bem-sucedida,
principalmente, porque há a necessidade de codificação, por parte do
emissor, e decodificação, por parte do receptor da mensagem.
Sabemos que existem diferentes tipos de comunicação que se aplicam
em variados contextos. No jurídico, a comunicação é formal, precisa e
envolve documentos legais. Em ambientes organizacionais, a
comunicação pode ser hierárquica, interpessoal e digital. A
comunicação interpessoal é crucial em relacionamentos pessoais,
sendo mais informal e baseada na compreensão mútua.
A comunicação eficaz busca perpassar os ruídos ou as barreiras que se
apresentam como desafios significativos. Ruídos podem ser
interferências físicas, psicológicas ou semânticas que distorcem a
mensagem durante a transmissão. Barreiras incluem diferenças
culturais, linguísticas, preconceitos, falta de atenção e outros
obstáculos que dificultam a compreensão.
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Reconhecemos que os impactos de mal-entendidos ou inadequações
linguísticas em contextos profissionais e interculturais podem ser
significativos. Podem levar a decisões erradas, conflitos e danos à
reputação. Portanto, a compreensão das nuances linguísticas e a
adaptação ao contexto são essenciais para uma comunicação eficaz em
ambientes diversificados.
Desta maneira, compreendemos que a comunicação é uma ferramenta
poderosa que molda a sociedade, impulsiona o sucesso profissional e
facilita a aprendizagem. Seus elementos, suas etapas e seus desafios
destacam a complexidade desse processo universal, enquanto sua
aplicação variada em diferentes contextos destaca sua versatilidade e
importância contínua em nossa vida cotidiana. Assim, os conteúdos
aqui apresentados irão auxiliá-lo em sua prática profissional, pessoal e
acadêmica.
Saiba mais
Saiba mais
Indicamos a leitura da obra Linguística e comunicação do autor
Roman Jakobson. Nele, figuram ensaios seus nos quais é
apresentada e avaliada a contribuição da Linguística estrutural para
a teoria da comunicação, a antropologia, a literatura (sobretudo a
poética), a gramática, a arte da tradução e as pesquisas acerca dos
distúrbios da fala.
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JURÍDICA
Acesse o Lógica, comunicação e argumentação jurídica em sua
Biblioteca Virtual, leia o capítulo 1, Comunicação jurídica, da autora
Margarete Terezinha de Andrade Costa. O texto apresenta a relação
entre comunicação e linguagem, o uso da palavra no âmbito
jurídico e as características da linguagem jurídica. Além de ampliar
as discussões sobre os conceitos trabalhados nesta aula.
Referências
Referências
BERLO, D. K. O processo da comunicação. 7. ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1991.
COSTA, M. T. de A. Lógica, comunicação e argumentação jurídica. 1. ed.
Curitiba: Intersaberes, 2021. 
JAKOBSON, R. Linguística e comunicação. Trad. José Paulo Paes. São
Paulo: Editora Cultrix, 2003.
MEDEIROS, J. B. Normas para a comunicação em língua portuguesa. São
Paulo: Atlas, 2009.
RICKLI, A. D.; PEGORARO, É. (org.). Comunicação
contemporânea: múltiplas perspectivas em identidade e subjetivações.
Jundiaí: Paco e Littera, 2021.
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JURÍDICA
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/191708
RÜDIGER, F. Introdução à teoria da comunicação: problemas, correntes
e autores. São Paulo: Edicon, 1998. 
Aula 4
Gêneros, Tipos e Domínios
Gêneros, tipos e domínio
Gêneros, tipos e domínio
Olá, estudante!
Nesta videoaula, conheceremos o universo dos gêneros e tipos
textuais, dos textos verbal e não verbal e dos domínios documental e
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JURÍDICA
jurídico. Compreender a variedade de gêneros textuais, a interação
entre o verbal e não verbal, e as particularidades nos domínios
documental e jurídico é crucial para qualquer profissional da área
jurídica. A relevância desses temas transcende a mera compreensão
linguística, influenciando diretamente na habilidade de redação de
documentos legais e na eficácia da comunicação jurídica.
Convidamos você a participar dessa jornada de aprendizado. Não perca
a oportunidade de enriquecer seus conhecimentos e se destacar em
sua atuação profissional!
Faça o download do arquivo
Ponto de Partida
Ponto de Partida
Olá, desejamos boas-vindas.
Nesta aula vamos explorar conteúdos que direcionam, mais
especificamente, ao texto e a sua aplicação ao contexto jurídico. Assim,
devemos nos lembrar que a comunicação é essencial para todas as
práticas em sociedade, no âmbito jurídico comumente é explorada
dentro das duas modalidades da língua, oral e escrita.
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JURÍDICA
https://content.cogna.com.br/content/dam/cogna/cms2/d3c82c1a-80e4-434c-bae7-0246f2f20ca2/4576c0ad-4fa8-59e5-bca9-b5fb70892220.pdf
Vamos discorrer sobre os seguintes assuntos: gêneros textuais ou
discursivos, você poderá encontrar com as duas nomenclaturas a
depender da abordagem; tipos textuais e suas características; texto
verbal e não verbal, apresentando suas distinções e vamos conhecer os
domínios documental e jurídico, já nos direcionando para a presença e
para os usos dos textos dentro do contexto jurídico, especificamente.
Ao nos depararmos com esses temas, algumas dúvidas podem surgir,
como: Quais são os principais gêneros textuais utilizados na área do
direito? Como diferenciar e identificar os tipos textuais presentes em
documentos jurídicos? Como a linguagem verbal (escrita e oral) é
utilizada de forma eficaz na prática jurídica? Em quais situações e
contextos o texto não verbal é mais relevante ou impactante no direito?
Como o texto não verbal, como gestos, expressões faciais e símbolos,
influencia a comunicação e interpretação no ambiente jurídico? Qual é
a importância da gestão documental no contexto jurídico?
Para que possamos responder a essas questões, iniciaremos
especificando que a comunicação é estruturada por meio de gêneros e
tipos textuais específicos, que definem as formas e os estilos de
documentos e discursos. Os gêneros textuais/discursivos representam
categorias de comunicação, como contratos, pareceres e

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