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COMA UNIMES Dr. Douglas dos Santos Minotelli Disciplina de urgência em pronto socorro em Neurocirurgia 1 COMA Consciência: representa um estado de perfeito conhecimento de si próprio e do ambiente. Nível de consciência: grau de alerta Desperto: acordado e responsivo Sonolento: facilmente acordado e responsivo Torporoso: despertado com dificuldade, responsividade prejudicada Comatosa: não pode ser despertado, não responsivo Estado vegetativo:acordado, mas não responsivo 2 COMA Conteúdo da consciência: é a soma de todas as funções cognitivas e afetivas do ser humano. É isso que nos diferencia dos animais 3 COMA Estado da consciência: Formação reticular ativadora ascendente(FRAA) 4 COMA Etiologia: Lesões cerebrais: Supratentorial: estruturas acima da tenda do cerebelo, ou seja, diencéfalo e telencéfalo Infratentorial: abaixo da tenda do cerebelo, ou seja, tronco e cerebelo 5 COMA Etiologia: Lesões cerebrais: Supratentorial: estruturas acima da tenda do cerebelo, ou seja, diencéfalo e telencéfalo Infratentorial: abaixo da tenda do cerebelo, ou seja, tronco e cerebelo 6 COMA Avaliação do paciente em coma História Súbito ou gradual? Vomito? ( PIC) Déficit motor focal? De linguagem? De sensibilidade? De visão? Cefaléia, náuseas, vômitos, diplopia? PIC Doença prévia?(DM, HAS, endócrina, cardíaca, pulmonar, imunológica, nefrológica) Psicotrópicos? Depressão? 7 COMA Geral Pressão arterial-cuidado no manuseio Frequência de pulso cardíaco intoxicação por beta-bloqueadores Temperatura Aparência geral-presença de urina e fezes podem indicar convulsão Exame oral-hálito etílico, urêmico, ceto-acidose, hepático Especial Cabeça: trauma, hematomas, infecções, equimoses Tórax: coração, pulmão, abdome, membros 8 COMA Avaliação neurológica Nível de consciência Escala de coma de Glasgow Pupilas e movimento ocular Ritmo respiratório Padrão de resposta motora 9 COMA Nível de consciência Nível de consciência: grau de alerta Desperto: acordado e responsivo Sonolento: facilmente acordado e responsivo Torporoso: despertado com dificuldade, responsividade prejudicada Comatosa: não pode ser despertado, não responsivo Estado vegetativo: acordado, mas não responsivo 10 COMA 11 COMA 12 COMA Pupilas normais 13 COMA Pupilas patológicas 14 COMA Movimentos oculares III nervo – oculomotor: inerva músculos elevadores da pálpebra superior, reto superior, reto inferior, reto medial e oblíquo inferior IV nervo-troclear: oblíquo superior VI - abducente: reto lateral 15 Coma 16 COMA Ritmo respiratório: Cheyne-Stoke: disfunção diencefálica 17 COMA Hiperventilaçao central neurogênica: hiperventilação mantida, por congestão pulmonar de causa cerebral( edema pulmonar, acidose, septicemia por bacilo g-negativo em idosos, hipóxia, encefalopatia hepática, tireotoxicose 18 Coma Respiração Apnêustica: lesão em nível pontino baixo 19 COMA Respiração periódica de ciclo curto: Hipertensão intracraniana, lesões pontinas baixas e de fossa posterior. 20 COMA Respiração atáxica:lesão de bulbo 21 COMA Lesões Supratentoriais: Lesões destrutivas subcorticais e rinencefálicas(olfato), infarto talâmico Lesões expansivas supratentoriais: hemorragias, infartos, tumores, abscessos, traumas 22 COMA Lesões Supratentoriais: Lesões destrutivas subcorticais e rinencefálicas(olfato), infarto talâmico Lesões expansivas supratentoriais: hemorragias, infartos, tumores, abscessos, traumas 23 COMA lesões isquêmicas: hemorragias pontinas, infarto de tronco, tumores de tronco, abscessos e granulomas 24 COMA Lesões compressivas: hemorragias cerebelares, infarto cerebelar, tumor cerebelar, abscesso, aneurisma, 25 COMA ETIOLOGIAS: Disfunção difusa, multifocal ou metabólica: 1. AVC 2. Drogas, Álcool, deficiência de tiamina, intoxicação hídrica. 3. hiper ou hipotireoidismo 4. medicação, sepses 5. PO2, PCO2, SARA, Pneumonia 6. Insuficiência circulatória 7.Insuficiência hepática, sepse biliar 8. hipo e hiperglicemia 9. insuficiência adrenal 10. insuficiência renal 11. embolia gordurosa 26 COMA Condutas imediatas no paciente em coma: Avaliar trauma, despir o paciente e avaliar sinais vitais Verificar a circulação-via intravenosa periférica ou central Colher material para exames laboratoriais(gl,hb,ht, na, k, cl,ca, mg, ur, cr, gas, toxicológico,etc) Realizar EEG e ECG Ministrar glicose hipertônica Ministrar tiamina Considerar antídotos(naloxona: antídoto p/ intoxicação por opiácio) Tratar convulsões Proteger os olhos Diminuir a PIC Tratar infecções Manter o equilíbrio acido básico e hidroeletrolitico Controlar a agitação Considerar o uso de sonda enteral e vesical Não deixar o paciente isolado Evitar complicações de correntes da imobilidade 27 Coma Paciente em coma Inicie suporte de vida (entubação, veia periférica ou central, sinais vitais, respiração, Monitoração cardíaca, naloxona Faça história rápida Preserve o SNC (O2, tiamina, glicose) História médica completa, exame geral, exame neurológico História ou sinais de história ou sinais de meningite História ou sinais de processo Massa ou hemorragia tóxico metabólico ou hipotermia TCC LCR(TCC em caso avaliação tóxico-metabólica de dúvida) Massa presente massa ausente meningite meningite sem diagnóstico diagnóstico presente ausente LCR para tratamento avaliação toxo-metabólica TCC ou LCR Trat.específico afastar hemorragia e considere TCC em 4 horas sangue presente sangue ausente sem diagnóstico diagnóstico feito Consulta neurológica avaliação tóxico obtenha história mais tratamento específico Trate HIC metabólica detalhada, consulta Considere angiografia Neurológica 28 COMA Literatura: Bases da terapia intensiva neurológica Stávale Compêndio de UTI Paulo Marino 29 ACABOU!!!!!!!!!!!!!!! 30 image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.png image5.gif image6.jpeg image7.gif image8.jpeg image9.jpeg image10.png image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg