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Saúde mental e o uso irracional de ansiolíticos pelos adolescentes: causas e intervenção farmacêutica Discente: Ângela Maria da Silva Orientador(a): Kamila Gaudêncio da Silva Sales Coorientador(a): Dayvid Batista Paulista, 2025 SAÚDE MENTAL INTRODUÇÃO Bem-estar físico, mental e social (OMS, 2020, p. 2). FATORES DE RISCO Na qual o indivíduo realiza suas próprias habilidades; lidar com o estresse normal da vida; contribuir com sua comunidade; Constituição de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do Estado, onde inclui a saúde mental garantida por meios de políticas públicas, sociais e econômicas. A prevalência de disturbios emocionais oscila entre 10% e 20% evidenciando os agravos a saúde mental. Biológicos - químicos e genéticos; Psicológicos - humor, comportamento e personslidade; Sociais- socieconômico, situação familiar e trabalho. Fácil acesso e a falta de acompanhamento (Flôr et al., p. 3) INTRODUÇÃO AUTOMEDICAÇÃO No Brasil: 35% obtidos por automedicação; 5° lugar que mais consome medicamentos; Área urbana 10,7%; área rural 7,6%; Sexo feminino 14,7%, masculino 5,1%; 2 a cada 3 estudantes do 5° e 9° ano do ensino fundamental e 3° série do ensino médio, sofrem com transtornos mentais. (IBGE, 2020, p. 2717). Pesquisa, ICTQ, (2018) Segundo a Organização Mundial deSaúde (OMS) o uso irracional de medicamentos: a utilização inadequada de fármacos; seja por automedicação, sem necessidade clínica comprovada. INTRODUÇÃO Fluoxetina: perda de apetite, náuseas, ansiedade, insônia e agitação (Carlini et al., 2009, p.267). Sertralina: para crianças de 6 a 17anos. Pode causar náusea, diarreia, sonolência e disfunção sexual (Rocha et al., 2004, p. 267). INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA (ISRS) ‘ É a primeira linha de antidepressivos; Fluoxetina, paroxetina, sertralina, venlafaxina e citalopram. Atuam inibindo o transportador de serotonina (5HTT). Sua atuação vai além da simples dispensação (Rocha, l, 2023, p.3). Promoção do uso racional de medicamentos: Educação em saúde; Acompanhamento farmacoterapêutico; Detectar sinais de uso inadequado. O processo da Reforma Psiquiátrica consolidado pela Lei 10.216/2021, redefiniu o modelo assistencial Incluindo (CAPS) Centro de Atenção Psicossocial. A Resolução CFF n° 6, de 20 de fevereiro de 2025, que regulamenta a habilitação do farmacêutico. Brasil, 2021; Brasil, 2022, p. 3) INTRODUÇÃO ATUAÇÃO DO FARMACÊUTICO METODOLOGIA Tipo de estudo: Revisão bibliográfica Base de dados: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Eletronic Libraey online (SciELO), 2020 - 2025. Descritores: “saúde mental”, ”uso de ansiolíticos na adolescência”, “depressão” e intervenção farmacêutica”. Critérios de exclusão: artigos em inglês, trabalhos não disponíveis na íntegra e publicações que não tratassem diretamente da temática. Critérios de inclusão: Foram utilizados artigos dentro do tema proposto, na língua portuguesa e publicações dentro dentro do recorte temporal. OBJETIVOS Este trabalho tem como objetivo, analisar por meio de revisão bibliográfica, as principais causas do uso irracional de ansiolíticos entre adolescentes e discutir estratégias de intervenção farmacêutica no âmbito da saúde mental. Objetivos específicos Discutir sobre as ações do farmacêutico no âmbito da saúde mental; Detectar os fatores de risco como agravantes da automedicação; Apresentar as resoluções que integram o farmacêutico como um agente importante na saúde mental. Objetivo Geral Categoria Fatores/Causas do Uso Racional Riscos/consequências associadas Contexto de Saúde mental Aumento de transtornos mentais (depressão, ansiedade, estresse) Agravamento de transtornos mentais Fatores Impulsionadores Rotina acelerada, pressões no trabalho e relações interpessoais fragilizadas, busca por alívio sintomático rápido Piora na qualidade de vida do paciente Uso inadequado Automedicação, uso sem necessidades clínica comprovada, doses ou duração inadequadas e reutilização de Sedação excessiva. Prejuízos cognitivo, risco de dependência química, risco de pensamentos e comportamentos suicidas (uso Barreiras Fácil acesso aos medicamentos, carência de acompanhamento multiprofissional contínuo Uso prolongado sem orientação médica RESULTADOS E DISCUSSÃO Quadro 1. Fatores e consequências do uso irracional de medicamentos. RESULTADOS E DISCUSSÃO Quando se considera o uso indiscriminado de medicamentos, observa-se ainda aspectos como erro de medicação, abandono ou uso incorreto do tratamento e efeitos adversos. Diante desse cenário, destaca-se a relevância da atenção farmacêutica, uma vez que o farmacêutico é o profissional capacitado para atuar na orientação farmacológica. Em relação às formas de tratamento, Santos et al., (2022), observa que o tratamento medicamentoso isolado ainda é o mais utilizado. Contudo, Rodrigues et al, (2023) e Mota et al, (2023), resultam que a associação entre terapia farmacológica e psicoterapia resulta em maior eficácia. Assim, o modelo ideal de cuidado deve ser multidimensional, combinando medicação, psicoterapias e intervenções psicossociais não farmacológicas como ativação comportamental e terapia cognitivo comportamental. CONCLUSÃO O Presente estudo analisou a insidência do uso indiscriminado de ansiolíticos e sua relação com a atuação do profissional farmacêutico sob a perspectiva da automedicação. A análise da literatura evidenciou um uso crônico e inadequado de psicofármacos entre adolescentes e jovens, frequentemente associado a alterações autônomas de posologia, indicação por terceiros e ausência de acompanhamento especializado. Tais práticas caracterizam o uso irracional de medicamentos, agravado pela reutilização de sobras e pelo compartilhamento de fármacos entre familiares, causando riscos significativos, como toxicidade, dependência e sintomas de abstinência. REFERÊNCIAS BATISTA, J. M. de F.; CAROBA, M. S. da C.; QUINTILIO, M. S. V. A importância do profissional farmacêutico no cuidado com crianças e adolescentes em depressão. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, São Paulo, v. 6, n. 13, p. 196–209, 24 maio 2023. DOI: 10.5281/zenodo.7968525. 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