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❖ Lembre-se, em uma economia aberta, a oferta agregada passa a ser
composta não apenas pela produção doméstica, mas também por bens e
serviços produzidos em outros países.
▪ Por outro lado, na poupança total da economia, pode vir a incluir-se não
apenas a poupança interna, mas também a poupança externa.
▪ Lembre-se que no sistema de contas nacionais, explicitamos a conta do
setor externo (lançamento das X, M e RLE). Veremos que, essa conta
representa uma parte de uma conta mais ampla denominada Balanço de
Pagamentos.
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❖O balanço de pagamentos de um país é o “registro sistemático das
transações econômicas, durante um dado período de tempo, entre os seus
residentes e os residentes do resto do mundo” (FMI).
▪ Apresenta as transações entre residentes e não residentes (fluxos monetários).
▪ Aplicação: analisar o estado das finanças internacionais de um país, de sua
capacidade de cumprimento de seus compromissos:
✓ Saldo negativo: país está enviado mais receitas ao exterior que recebendo
✓ Saldo positivo: país está recebendo mais receitas do exterior que enviado.
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❖ Transação econômica internacional é uma troca de valores,
envolvendo a transferência de propriedade de bens, serviços,
dinheiro e outros ativos, entre residentes de um país e residentes de
outro país.
▪ A necessidade de equilíbrio no BP decorre do fato que o país não
emite moeda estrangeira (dólar), por isso precisa atrair essas
divisas de alguma maneira, seja por investimentos, seja por
exportação, ou por outra razão.
▪ Desequilíbrios no BP podem ser entendidos como dificuldades de
atrair divisas.
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❖ Residentes de um país são as pessoas, físicas e jurídicas, que
tenham este país como seu principal centro de interesse econômico.
Pessoas que moram permanentemente no país, que nele tenham residência fixa, mesmo as
nascidas em outros países.
Residentes
Pessoas que moram no país, mas que estão temporariamente em outros países, por motivos de
turismo, negócio, estudos, tratamento de saúde, e etc.
Residentes
Empresas sediadas no país, até as subsidiárias de empresas cuja matriz está fora do país. Residentes
Governo, até a representação diplomática (embaixadas e consulados) localizada fora do país. Residentes
Turistas, funcionários diplomáticos, pessoal militar em serviço no exterior, imigrantes
temporários, estudantes, pessoas em tratamento médico em hospitais no exterior.
Residentes
(do país de origem)
Instituições internacionais (ONU, FMI, BIRD) Não-Residentes
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I) Balança de Transações Correntes: engloba os
fluxos financeiros que refletem a produção
física interna de bens e serviços. Trata-se do
“Lado Real da Economia” atrelado ao processo
produtivo geral (PPG) do país.
II) Balança de Capitais: engloba os movimentos
puramente financeiros, e tem a finalidade de
verificar as fontes monetárias (dinheiro mais
crédito) necessárias para bancar o PPG do
país. São os financiamentos às Transações
Correntes tanto de curto quanto de longo
prazos, inclusive os recursos para o pagamento
do principal da Dívida Externa. Trata-se do
“Lado Nominal da Economia”.
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▪ O Balanço de pagamentos também prevê o método de partidas dobradas,
onde um crédito em uma conta está associado a um débito em outra conta,
de modo que o sistema fique zerado.
❖ Para cada transação há dois registros:
✓ Crédito (positivo): Exportações de B&S; Renda e transferências recebidas; Vendas de
ativos para estrangeiros.
✓ Débito (negativo): Importações de B&S; Renda e transferências pagas; Pagamentos de
capital emprestado por estrangeiros; juros pagos ao exterior.
▪ Ao fim os registros das transações são apresentados com uma
contrapartida na conta de reservas internacionais.
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1.1. Balanço comercial: transações envolvendo bens entre residentes e não
residentes.
➢ Exportações
➢ Importações
▪ Valores registrados pelo seu valor FOB (free on board), ou seja, livre de custos de
transporte. Ex.: bens com custo ao importador de US$ 100, mas apenas 90 são custo do
produto, e 10 são custo de transporte. Na balança comercial se considera apenas os 90.
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1.2. Balanço de serviços: registro de receitas e pagamentos relativos
a prestação de serviços. Tenta acomodar transações similares sob uma
mesma rubrica, de acordo com metodologia do Bacen:
I. Transportes: serviços relacionados ao transporte de cargas (fretes) e
passageiros (passagens), excluindo seguros.
II. Viagens internacionais: receitas e despesas relacionadas a bens e
serviços por viajantes de negócios ou turistas de até um ano.
III.Seguros: relativos a provisão de seguros, como seguro de cargas,
pessoais, de vida, resseguros.
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1.2. Balanço de serviços:
IV. Serviços financeiros: relativos a custos de intermediação financeira, como taxas e
comissões associadas a linhas de crédito, operações de financiamento, consultoria
financeira, subscrição de ações, ofertas primárias de títulos mobiliários, etc.
V. Computação e informação: prestação de serviços de manutenção de hardwares
e softwares de gerenciamento de informações e base de dados.
VI. Royalties e licenças: relativas a uso autorizado de ativos e direitos de propriedades
intangíveis, como marcas, patentes, franquias, livros, filmes, etc.
VII. Aluguel de equipamentos: relativos a aluguel ou leasing de máquinas e
equipamentos.
VIII. Serviços governamentais: relacionadas a todos os serviços prestados por órgãos do
governo no exterior, como embaixadas e consulados.
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1.2. Balanço de serviços:
IX. Comunicações: associadas a comunicação entre o país e o resto do mundo, como
correios, e serviços de telecomunicações.
X. Construção: construção e instalação de projetos, prestados temporariamente por
residentes para não residentes no exterior e vice-versa.
XI. Serviços relativos ao comércio: serviços de representação e intermediação
comercial.
XII. Serviços empresariais, profissionais e técnicos: serviços diversos, como
publicidade, honorários de profissionais liberais, participação em eventos e feiras,
etc.
XIII. Serviços pessoais, culturais e recreação: serviços audiovisuais e culturais.
XIV. Serviços diversos: conta residual para outras transações.
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1.3. Balanço de rendas: associada a rendas do trabalho e do capital,
em transações entre residentes e não residentes.
✓ Rendas do trabalho: correspondem aos salários e ordenados em
contratos de curta duração ou sazonais.
✓ Rendas de capital: são lucros, dividendos e juros.
▪ Essas rendas podem tanto ser remetidas ao exterior quanto
reinvestidas no país em que foram geradas. Vale destacar que para
cada conta de investimento na conta financeira há uma conta
associada na renda de capital.
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1.4. Transferências unilaterais de renda: São receitas ou despesas
sem contrapartida de aquisição de algum bem ou prestação de
serviço ou utilização de fatores de produção.
▪ Normalmente divididas entre transferências governamentais ou
privadas.
▪ Exemplos:
✓ Transferência de renda de trabalhadores imigrantes para o país de origem.
✓ Ajuda humanitária.
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❖ Transações correntes apresentam o somatório dos valores líquidos de
balança comercial, serviços, rendas e transferências unilaterais correntes.
Saldo TC = 1.1+1.2+1.3+1.4
▪ É a melhor forma de se gerar divisas, uma vez que o faz devido a
produção, refletindo resultados nas exportações e serviços ou rendas com
o exterior.
➢ Déficit em transações correntes ➔ uso de poupança externa pela conta
financeira.
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❖ Saldo do BP em TC tem um significado macroeconômico
importante:
▪ Positivo = superávit → indica que o país poupa mais do que investe
internamente: a diferença é enviada ao exterior para financiar a formação de
capital do resto do mundo➔ Sext é negativa.
▪ Negativo = déficit → demonstra que o país investiu internamente mais do que
poupou: foi preciso recursos do resto do mundo para financiar a formação de
capital do país➔ Sext é positiva.
➢ Portanto, Sext é igual ao saldo do BP em TC com o sinal contrário.
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❖ São transferências unilaterais de ativos reais, financeiros e
intangíveis entre residentese não residentes.
▪ Envolvem direitos de propriedade sobre ativos, como por exemplo,
cessão de patentes e direitos autorais ou patrimônio de imigrantes
e aquisição ou alienação de bens.
▪ Envolve direitos de propriedade sobre ativos e não renda.
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3.1. Investimento direto: entrada e saída de capital relacionadas a interesse
duradouro, de longo prazo, visando investir em um negócio. (Participações
no capital e empréstimos intercompanhias)
LP➔ está ligado ao montante do investimento e ao projeto de destino dos recursos.
▪ Exemplo:
✓ Investimento realizado em uma empresa por investidor não residente quando este
investidor tem ao menos 10% do total do capital em ações ordinárias ou com direito de
voto, nesta empresa.
✓ Abertura de empresas filiais.
✓ Empréstimos entre matrizes e filiais.
✓ Aquisição de controle de uma empresa, que não implica necessariamente em aumento de
estoque de capital, pois a transação envolve aquisição de ativos já existentes.
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❖ Há duas maneiras de se dividir o investimento direto:
1. Pelo destino:
• investimento brasileiro direto no exterior
• investimento estrangeiro direto (no brasil)
2. Pelo instrumento:
• participação do capital
• empréstimos intercompanhia
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3.2. Investimento em carteira: compreendem os fluxos de capital
relacionados à aquisição de títulos negociáveis em mercados
secundários, divididos em títulos de renda variável e de renda fixa.
▪ Registra transações envolvendo investimentos em ações, debentures
e outros títulos, além de investimentos em instrumentos de
mercado monetário como os certificados de depósito bancários.
▪ Os registros são agrupados pela direção:
✓ Investimento brasileiro em carteira (no exterior)
✓ Investimento estrangeiro em carteira (no brasil)
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3.3. Derivativos: associada a instrumentos financeiros cujo valor
depende de valor de outros instrumentos financeiros, e sobre o qual
não há pagamento de juros nem adiamento ou repagamento de
capital.
▪ Derivativos são contratos financeiros cujo valor deriva do preço de
outros ativos ou índices, como os contratos de dólar futuro, opções
de compra/venda de ações e swap de taxas de juros ou câmbio.
▪ A remuneração e valor dos derivativos flutua de acordo com as
condições dos ativos a que estão atrelados.
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3.4. Outros investimentos: é uma conta residual, onde se registra o que
não se enquadrou nas contas anteriores. Pode-se subdividir em mais 4
subcontas:
I. Créditos comerciais: financiamentos de curto prazo ou longo prazo associados a
exportações e importações como crédito ao consumidor ou fornecedor.
II. Empréstimos: de curto e longo prazo, incluindo amortização e refinanciamentos.
III. Moeda e depósitos: disponibilidades monetárias de não residentes no país de
residentes no exterior como moeda em espécie ou depósitos bancários a vista.
IV. Outras operações: todas as operações que não se enquadram nas definições
anteriores.
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▪ Conta residual destinada aos valores de lançamentos não
capturados pela autoridade monetária mas que resultaram em
variação nas reservadas internacionais/haveres da autoridade
monetária.
▪ Surge em função de equívocos existentes no registro das operações
do país com o exterior, o que impede a equivalência perfeita entre
os créditos e os débitos.
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▪ É o resultado do somatório dos saldos das contas anteriores
(1+2+3+4).
▪ Considera então todas as transações do país com o resto do mundo,
e com isso mostra a capacidade daquela economia de atrair divisas.
▪ O resultado do saldo do BP terá reflexo direto na conta de haveres
da autoridade monetária.
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▪ Reservas são moeda estrangeira, ou divisas, de propriedade da
autoridade monetária daquele país.
“para o financiamento direto de desequilíbrios de pagamentos, para a
regulação do tamanho destes desequilíbrios através de intervenções
no mercado de câmbio destinadas a afetar a taxa de câmbio, e para
outros propósitos.” (FMI, 1993, p. 99).
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❖ Há diferentes tipos de Haveres da autoridade monetária:
I. Ouro monetário: ouro em espécie, como meio de pagamento em transações.
II. Direitos especiais de saque: ativos de reserva emitidos pelo FMI, funciona
como substituto do dólar e do ouro.
III. Posições de reserva no FMI: ativos que países membros do FMI transferiram
ao FMI.
IV. Reservas em moeda estrangeira: moeda estrangeira ou depósitos e títulos de
alta liquidez em moeda estrangeira.
V. Outros ativos: todos os outros ativos de alta liquidez em moeda estrangeira.
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Fonte: Elaboração própria a partir de IPEA, 2020.
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27Fonte: Ipeadata, 2020.
▪ Comportamento da conta financeira está refletindo entradas e saídas de
capital.
▪ Transações correntes é determinado por decisões nos mercados
internacionais de bens e serviços.
▪ O equilíbrio do BP depende da taxa de câmbio.
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❖O BP contabiliza as ofertas e demandas de moeda estrangeira, já que ele
registra todas as transações com o resto do mundo:
✓ Créditos registrados no BP representam a oferta de moeda estrangeira.
✓ Débitos indicam a demanda por moeda estrangeira.
❖A entrada de divisas no país, ou quase toda, tem de ser convertida em
moeda doméstica, assim como toda saída implica conversão da moeda
doméstica para o dólar.
❖ Transações internacionais requerem um mercado – o mercado de câmbio
– em que as moedas podem ser trocadas umas pelas outras.
❖ Esse mercado determina as taxas de câmbio, os preços pelos quais as
moedas são comercializadas.
❖O câmbio interessa a todos os importadores, exportadores, investidores
internacionais, turistas, enfim, todos aqueles que transacionam bens, títulos
ou serviços com outros países.
A taxa de câmbio é um preço importante por ser referência para todas as
transações com o resto do mundo.
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A taxa de câmbio é o preço relativo de duas moedas
Taxa de Câmbio Nominal: o preço, em moeda nacional, de uma unidade de
moeda estrangeira.
E =
R$
US$
R$ 5,50/US$ 1,00 (ou simplesmente R$ 5,50) → são necessários R$ 5,50 para
comprar US$ 1,00
Taxa de Câmbio Real: é preço relativo de um bem (ou uma cesta de bens)
medido em moeda doméstica.
e = E.
𝑃∗
𝑃
Onde 𝑃∗ é o índice de preços externo e P é o índice de preços doméstico.
➢ Mede o poder de compra da moeda.
O que significam as variações do câmbio?
▪ Um aumento do preço da moeda estrangeira significa que a moeda
doméstica passa a valer menos → há uma desvalorização do câmbio (ou
da moeda doméstica)→ aumento da taxa de câmbio.
▪ Uma diminuição do preço da moeda estrangeira implica maior valor para
a moeda doméstica → há uma valorização do câmbio (ou da moeda
doméstica)→ diminuição da taxa de câmbio.
↑ 𝐸 ⇒
↑ 𝑅$
1 𝑈𝑆$
⇒ é necessário MAIS reais para comprar um dólar ⇒ depreciação do
câmbio nominal.
↓ 𝐸 ⇒
↓ 𝑅$
1 𝑈𝑆$
⇒ é necessário MENOS reais para comprar um dólar ⇒ apreciação do
real (apreciação da taxa de câmbio nominal)
↑ e ⇒ ↑
𝐸.𝑃∗
𝑃
൞
↑ E → Depreciação da taxa nominal de câmbio
↑ 𝑃∗→ Aumento dos preços externos
↓ P → Diminuição do preço doméstico
⇒ Depreciação do câmbio real
Exemplo (câmbio nominal)
▪ Um exportador que exporte, à vista, mercadorias no valor de US$ 1.000.
▪ Assim que recebe os US$ 1.000, o exportador vai até o Banco Central e
troca seus dólares por reais a taxa de câmbio vigente. Supondo que ela
esteja em R$1,00, o exportador irá receber R$ 1.000.
▪ Uma elevação da taxa de câmbio para R$1,10→ desvalorização de 9,1%
▪ Ele vai agora receber, em troca de seus US$1.000,00, não R$1.000 mas
R$1.100, ou seja, tudo mais constante, ele aumentou o seu poder de
compra no mercado interno.
Exemplo (câmbio real)
▪ Suponha que a inflação nos Estados Unidos tenha sido de 5% num
determinado período. E a inflação interna tenha sido de 20%.
▪ Quem exportava para lá anteriormente US$100 agora passa a receber, em
média, US$105.
▪ Apesar da desvalorização nominal de 9,1%, que implicou uma valorização
nominal do dólar de 10%, em termos reais tivemos uma valorização da
moeda doméstica de aproximadamente 3,9%.
Observação importante!
▪ Dificuldades que enfrentamosquando comparamos países.
▪ O conceito de taxa de câmbio real apresentado enfrenta alguns
problemas de ordem teórica e pratica:
1º) Existe uma série de outros fatores importantes no cálculo da taxa de câmbio
real (grau de abertura da economia, a preferência dos consumidores e os ganhos
de produtividade no setor exportador)
2º) A inflação é um cálculo médio que inclui uma série de bens e serviços, muitos
dos quais não são comercializados no mercado internacional.
❖ Quais os fatores que determinam o valor da taxa de câmbio?
✓ Confronto entre oferta de divisas e demanda por elas (mercado)
✓ Interferência do governo no mercado cambial (fixando a taxa).
▪ Grande parte das transações de moedas é feita por bancos
comerciais, mas podem também ser feitas pelos bancos centrais,
agentes privados ou mesmo empresas.
✓ Exemplo: você compra um livro da Amazon.com com seu cartão de crédito,
você faz o pagamento em reais e o banco transfere a quantia referente em
dólares para a Amazon.com
✓ A taxa de câmbio é determinada
pela autoridade monetária.
✓ No Brasil entre o plano real e a
crise no Balanço de pagamentos
(1994-1999) houve adoção de
ancoragem cambial.
Importante: o limite para a manutenção da taxa de
câmbio nominal pelo BACEN é dado pelo seu estoque de
reservas internacionais e/ou pela entrada de capitais.
Com câmbio flutuante as taxas
oscilam de acordo com a demanda e
oferta por moeda estrangeira no
mercado cambial.
✓ Oferta → exportadores e pelos
demais residentes que recebem renda
e outros recursos de não residentes
✓ Demanda → importadores e pelos
residentes que transferem renda e
demais recursos para o resto do
mundo.
Variações no câmbio apresentam mudanças no preço da moeda estrangeira (dólar) e tem
repercussões em toda economia.
✓ A taxa de câmbio pode variar dentro de um
limite mínimo e outro máximo, estabelecido
pelo Bacen.
✓ Nesse regime a taxa varia de acordo com o
comportamento do mercado cambial,
entretanto o Bacen pode intervir no mercado
por operações de swaps cambiais ou
injeção/recolhimento de dólares.
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➢ O objetivo dessas operações é prover "hedge"
cambial – proteção contra variações excessivas
da moeda americana em relação ao real.
➢ No contrato de swap, o BC se compromete a
pagar ao detentor do swap a variação do dólar,
acrescida de uma taxa de juros ("cupom
cambial"), e a receber a variação da taxa de
juros doméstica acumulada no mesmo período
(taxa Selic).
➢ Portanto, quem vende esse contrato fica
protegido caso a cotação do dólar aumente,
mas tem de pagar a taxa Selic para o
comprador, no caso o BC.
▪ A política cambial desempenhou
papel fundamental no processo de
estabilização econômica do Plano
Real.
▪ Na fase inicial, observou-se acentuada
valorização do câmbio e maior
abertura da economia, causando maior
exposição da produção nacional à
oferta de bens e serviços de origem
externa, o que contribuiu para o
combate à inflação.
▪ Avaliação do resultado do BP:
✓ Se houver superávit no BP (BP > 0): Reservas têm acréscimo.
✓ Se houver déficit no BP (BP