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Sistema Financeiro e Bancos 
Política Monetária 
Para amenizar os efeitos de uma recessão no setor de construtoras imobiliárias por meio 
de políticas monetárias, as principais propostas envolvem medidas expansionistas, como 
redução da taxa Selic para baratear o crédito e estimular a demanda por financiamentos 
habitacionais. Outras ações incluem a liberação de compulsórios sobre depósitos da 
poupança para aumentar a liquidez dos bancos e direcioná-la ao crédito imobiliário, além 
de programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) com subsídios implícitos via 
política monetária frouxa. 
Medidas de Redução de Juros 
Uma queda na taxa básica de juros alivia o custo dos financiamentos imobiliários, 
elevando as vendas de novas residências e reduzindo a inadimplência, que costuma 
disparar em recessões. Estudos mostram que choques contracionistas agravam a queda 
na construção civil, enquanto expansões monetárias revertem isso ao impulsionar o 
produto do setor. 
Aumento de Liquidez via Compulsórios 
Reduzir depósitos compulsórios libera recursos presos (cerca de 20% da poupança), 
permitindo que bancos ofereçam mais crédito imobiliário a taxas menores e ampliem o 
acesso para a classe média. Propostas recentes do Banco Central incluem testes em 
2026 para um novo modelo de financiamento, com injeção potencial de até R$ 150 
bilhões até 2027. 
Programas e Modelos Alternativos 
Injetar liquidez via bancos públicos e criar alternativas à poupança, como captação de 
mercado com contrapartidas para crédito habitacional, normaliza o fluxo para 
construtoras em crise. Essas ações contrabalançam o desemprego e a contração de 
renda típicos de recessões, posicionando o setor para ciclos adversos.

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