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❖ A inflação, junto com o desemprego, compõe os problemas
fundamentais da macroeconomia.
▪ O que determina se uma economia apresentará inflação e de
quanto? Porque a inflação é um problema?
▪ Brasil: histórico de processo inflacionário.
2
Mobile User
❖ O Nível de Preços pode ser visto de 2 maneiras:
1. como o preço de uma cesta de bens e serviços: 
quando o nível de preços , as pessoas precisam pagar mais pelos bens e
serviços que compram.
2. como uma medida do valor da moeda: 
um no nível geral de preços significa uma do valor da moeda porque cada
Real na carteira compra uma quantidade menor de bens e serviços.
3
Mobile User
Oferta e Demanda determinam o valor da moeda:
❖ Oferta: vinda do BC e aumentada pelo multiplicador bancário.
❖ Demanda: o quanto de riqueza as pessoas precisam manter sob a
forma líquida.
4
Mobile User
Mas, o que garante que demanda = oferta ? 
✓ No curto prazo: a taxa de juros.
✓ No longo prazo: o nível geral de preços se ajusta para o nível em
que a demanda de moeda seja igual à oferta de moeda.
Ex.: Se P>P*: pessoas querem mais moeda do que o Bacen oferta → P precisa cair até o nível
de equilíbrio.
5
6
Quantidade de Moeda
Valor da
Moeda, 1/P
Nível de Preços 
P
Quantidade fixada pelo BC
Oferta de Moeda
0
1
(Baixo)
(Alto)
(Alto)
(Baixo)
1/2
1/4
3/4
1
1.33
2
4
Valor de 
Equilíbrio
da Moeda
Nível de Preços
de Equilíbrio
Demanda
de moeda
A
❖ Os efeitos de uma injeção de moeda:
na oferta de moeda → Reais mais abundantes → no nível de preços → o valor
de cada Real.
❖ Teoria Quantitativa da Moeda: a quantidade de moeda disponível determina o
nível de preços e a taxa de crescimento na quantidade de moeda disponível
determina a taxa de inflação.
Milton Friedman: “a inflação é sempre e em todo lugar um fenômeno monetário.” 7
❖ O Processo de Ajuste:
▪ A injeção de moeda cria um excesso de oferta de moeda.
▪ As pessoas tendem a se livrar desse excesso de moeda de várias
maneiras.
▪ Elas podem comprar bens e serviços, ou poupar.
▪ Mas esta poupança será emprestada a alguém que queira comprar
bens e serviços.
8
❖ O Processo de Ajuste:
➢ Ou seja, a injeção de moeda aumenta a demanda por bens e
serviços.
➢ Mas a capacidade de a economia ofertar bens e serviços não foi
alterada (disponibilidade de fatores de produção não se alterou –
DMs não afeta variáveis reais).
➢ Resultado: preços aumentam → inflação aumenta.
9
10
Quantidade
de Moeda
Valor da
Moeda, 1/P
Price 
Level,P
Demanda
de moeda
0
1
(Baixo)
(Alto)
(Alto)
(Baixo)
1/2
1/4
3/4
1
1.33
2
4
M1
OM1
M2
OM2
2. . . diminui o
o valor da 
moeda. . .
3. . . . e
aumenta
o nível
de preço.
1. Um aumento
na oferta 
de moeda . . .
A
B
Se os governos sabem que vão gerar inflação, por que eles 
emitem mais moeda?
▪ Os governos podem usar a criação de moeda como meio para
pagar suas despesas.
▪ O Imposto Inflacionário:
✓ A emissão de moeda gera inflação e a moeda perde valor.
✓ Ou seja, o Imposto Inflacionário é como um imposto sobre todas as
pessoas que possuem moeda.
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▪O que é a inflação?
▪O que causa a inflação?
▪Quais os custos da inflação?
▪Como se combate a inflação?
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❖ Aumento persistente e generalizado no índice de preços.
❖ Ou seja, os movimentos inflacionários são aumentos contínuos de
preços, e não podem ser confundidos com altas esporádicas de
preços, devidas a flutuações sazonais, por exemplo.
❖ Devem também ser generalizados, porque a maioria dos preços
deve ser sincronizada numa escala altista.
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❖ Inflação: aumento generalizado e contínuo no nível de preços.
Se a maioria dos bens e serviços se tornam mais caros, tem-se inflação.
→ A contrapartida desse aumento dos preços é a perda de poder
aquisitivo da moeda, ou seja, uma mesma unidade monetária pode
adquirir menos bens e serviços, pois estes estão mais caros.
➢ Deflação: baixa generalizada e contínua dos preços.
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❖ Conceitos relacionados:
▪ Aceleração inflacionária – é quando os preços estão em média subindo e
subindo cada vez mais (a inflação é cada vez mais alta).
▪ Inflação moderada (ou rastejante): quando os aumentos de preços são
pequenos.
▪ Hiperinflação: situação em que a inflação é tão alta que a perda do poder
aquisitivo da moeda faz com que as pessoas abandonem aquela moeda.
16
17
▪ Inflação de demanda: provocada pelo excesso de demanda
agregada em relação aos bens e serviços disponíveis.
▪ Inflação de custos: provocada pela elevação de custos. (Inflação de
oferta).
▪ Inflação inercial: alimentada pelos mecanismos de indexação de
preços; os preços de hoje são reajustados de acordo como o que
ocorre com os preços do passado.
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❖ Inflação de demanda: existência de excesso de demanda em
relação à produção disponível → aparece quando ocorre aumento
da demanda não acompanhado pela oferta;
▪ Pode ser ocasionado por expansão monetária decorrente de déficit
público não financiado por poupança privada (colocação de títulos
do governo junto ao público).
▪ O combate à inflação de demanda implica eliminar o déficit
público, de modo a estancar a emissão monetária.
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❖ Inflação de custos: decorre do aumento de custos das empresas
que são repassados para preços. Permanece o nível de demanda,
mas custo de certos fatores se eleva; isto leva à retração da
produção e deslocamento da curva de oferta para esquerda →
aumentam os preços.
▪ Pressões nos custos:
i. aumento no preço das matérias-primas e de insumos básicos
ii. aumentos salariais, via negociações ou política governamental, sem
estarem ancorados em aumentos de produtividade do trabalhador;
iii. elevações nas taxas de juros etc.
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❖ Inflação Inercial: decorre de mecanismos de indexação (atrelam
os preços do presente à inflação passada), e quando a inflação
tende a se manter permanentemente no mesmo patamar, sem
aceleração inflacionária.
▪ Há uma memória inflacionária.
▪ Mecanismos de indexação:
a) formal (salários, aluguéis, contratos financeiros);
b) informal (preços em geral e impostos, preços e tarifas públicas).
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❖ Os Custos da Inflação: Queda no poder aquisitivo?
▪ A inflação não reduz, por si só, o poder aquisitivo real das pessoas.
▪ Somente reduz se a inflação das rendas não acompanhar a inflação dos
preços.
▪ Quando P → compradores pagam + $ por Bens e Serviços → vendedores
recebem + $ por Bens e Serviços que vendem → para saber o que
realmente acontece precisa analisar os custos da inflação.
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❖ Os Custos da Inflação:
▪ Custos de Sola de Sapato
▪ Custos de Menu
▪ Variabilidade dos Preços Relativos
▪ Redistribuições Arbitrárias de Riqueza
▪ Confusão e Inconveniência
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❖ Custos de Sola de Sapato:
▪ O imposto inflacionário pode ser evitado mantendo-se menos moeda em
mãos.
▪ Ou seja, ir ao banco com mais frequência.
▪ Pode deixar sua riqueza na poupança que rende juros.
▪ Mas isso faz com que os sapatos se desgastem mais rapidamente.
Este custo é relevante hoje em dia?
24
❖ Custos de Menu:
▪ As empresas modificam seus preços com pouca frequência porque tais
alterações têm custos.
▪ Empresas preferem fazer reajustes anuais quando a inflação é baixa.
▪ Por exemplo, um restaurante tem custos para imprimir um novo cardápio.
▪ Custo de decidir sobre novos preços, custos da reclamação dos clientes,
custos de anunciar os novos preços, etc.
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❖ Variabilidade de Preços Relativos:
▪ Preços relativos é a comparação entre preços de produtos → Mais
inflação leva a mais variação nos preços relativos.
▪ Importância: As economias de mercado dependem dos preços relativos
para alocar os recursos escassos.
▪ Quando a inflação distorce os preços relativos, as decisões dos
consumidores também são distorcidas e o mercados não conseguem
alocar recursos para seu melhor uso. 26
❖ Redistribuições Arbitrárias da Riqueza:
▪ Supondo um empréstimo a uma taxa de juros fixa.
▪ Essas redistribuições acontecem porque muitos empréstimos da
economia são especificados em termos da unidade de conta – a moeda.▪ Uma inflação inesperada redistribui riqueza entre o credor e o devedor.
▪ Hiperinflação favorece o devedor e deflação favorece o credor.
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29
Taxa de inflação no Brasil (variação % ao mês) medida pelo IGP-DI: série histórica
❖Não haveria dificuldades em se medir a inflação se a questão fosse
conhecer a variação de preços de um único bem.
❖A necessidade de construção de índices de preços aparece quando se
precisa saber a variação conjunta de bens que são fisicamente diferentes,
e/ou que variam a taxas diferentes.
❖ Existem vários índices para medir a variação média dos preços de vários
produtos: preços ao consumidor, no atacado, para o setor de construção,
etc. Eles diferem entre si, obviamente, no conjunto de produtos
considerados para calcular a inflação.
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❖ Ela é medida a partir dos denominados índices de preços:
▪ IGP: índice geral de preços, calculado pela Fundação Getúlio Vargas
▪ INPC: índice nacional de preços ao consumidor, calculado pelo IBGE
▪ IPCA: índice nacional de preços ao consumidor amplo, calculado pelo IBGE
▪ IPC – Fipe: índice de preços ao consumidor calculado pela Fundação Instituto de
Pesquisas Econômicas.
▪ Outros: índices setoriais ou calculada por outras organizações (exemplo: inflação
medida pelo DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas Sócio
Econômicas etc.)
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Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE)
➢ É o índice oficial do regime de metas inflacionárias.
➢ Verifica as variações dos custos com os gastos das pessoas que ganham de
1 a 40 salários mínimos.
➢ Cobre as regiões metropolitanas de Belém, BH, Curitiba, Fortaleza, Porto
Alegre, Recife, RJ, Salvador, SP, além do município de Goiânia e o Distrito
Federal.
32
33
* Bens necessários tem maior peso
IPCA - Peso mensal (%) - Grupos de produtos e serviços - Brasil – julho 2024
❖ A taxa de inflação é calculada da seguinte forma: 
Taxa de inflação no ano 2 = (IPCA ano 2 – IPCA ano 1) / IPCA ano 1
➢ Para encontrar um Índice de Preços é preciso escolher: o público-
alvo, a cesta, seus pesos, periodicidade, a forma do cálculo e a
revisão da amostra (bem que caiu em desuso).
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→ Problemas no Cálculo do IPCA:
▪ Não é uma medição perfeita do custo de vida.
▪ Há 3 problemas principais.
1) Tendência à Substituição:
▪ Os consumidores substituem bens que ficaram mais caros por bens
que ficaram mais baratos.
▪ Mas o índice de preços é calculado a partir de uma cesta fixa de
bens e serviços.
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2) Introdução de Novos Bens:
▪ Como a cesta é fixa num primeiro momento, o novo item não entra no
cálculo.
▪ A discrepância é corrigida somente com uma revisão da cesta pelo IBGE.
▪ Última revisão: Jan./2020.
36
37
38
3) Mudança de qualidade não medida:
▪ A inflação pode se alterar não pela simples variação de preços,
mas sim pela melhoria na qualidade no produto (ou pela
deterioração do produto).
▪ Exemplo: Quando a potência de um carro muda, por exemplo, o
preço deste bem deve ser ajustado.
39
40Fonte: Bancen.
41
916.5
22.4
9.6
5.2
1.7
8.9
6.0
7.7
12.5
9.3
7.6
5.7
3.1
4.5
5.9
4.3
5.9
6.5
5.8
5.9
6.4
10.7
6.3
3.0
1.0
10.0
100.0
1000.0
1990 1995 2000 2005 2010 2015 2020
Inflação - IPCA (% a.a)
Fonte: IBGE, 2018.
▪ Mas o que acontecerá com o seu poder de compra se durante esse mês houver
variações nos preços da economia?
▪ Ao modificar o custo de vida a inflação impactará nos ganhos ou custos dos
agentes.
▪ Por exemplo, quando a taxa de inflação for maior que os juros dizemos que os
ganhos serão menores do que o aumento no custo de vida.
▪ Dito de outra forma, uma inflação maior que a taxa de juros faz com que
conseguiremos comprar menos bens e serviços no futuro do que conseguimos
comprar hoje.
42
❖ Exemplo:
Taxa Selic (2006): 12,0% Inflação (2006): 3,14%
Taxa de Juros Real = 12,0 – 3,14 = 8,86
43
Fonte: Banco Central do Brasil
Ano Selic nominal % a.a. Inflação (IPCA % a.a.) Selic Real
1999 19,00 8,94 10,06
2000 15,76 5,97 9,79
2001 19,05 7,67 11,38
2002 24,90 12,53 12,37
2003 16,32 9,30 7,02
2004 17,74 7,60 10,14
2005 18,00 5,69 12,31
2006 13,19 3,14 10,05
2007 11,18 4,46 6,72
2008 13,66 5,90 7,76
2009 8,65 4,31 4,34
2010 10,66 5,91 4,75
2011 10,90 6,50 4,4
2012 7,14 5,84 1,3
2013 9,90 5,91 3,99
2014 11,65 6,41 5,24
2015 14,15 10,67 3,48
2016 13,65 6,29 7,36
2017 6,90 2,95 3,95
2018 6,40 3,75 2,65
2019 4,90 4,31 0,59
2020 1,90 4,52 -2,62
2021 9,15 10,06 -0,91
2022 13,65 5,79 7,86
2023 11,65 4,62 7,03
2024 10,40* 4,24* 6,16*
44
❖ A resposta a esta pergunta foi (e de certa forma ainda é) objeto de
grande debate na Ciência Econômica.
▪No Brasil, podemos dividir o debate em três contextos:
Visão heterodoxa ou inercialista
Visão ortodoxa ou monetarista
❖ Segundo os heterodoxos, a inflação é causada:
=> pela indexação generalizada de preços e salários com base na
inflação passada, o que explica a inércia da inflação.
=> Pelo conflito distributivo, que explica a indexação generalizada,
além de uma disputa cuja soma das partes desejadas é maior do que
o todo.
Política de controle da inflação: congelamento de preços e salários.
❖ A visão monetarista, ligada ao nome de Milton Friedman e aceita
pelos economistas neoclássicos (liberais), considera a inflação como
sendo um fenômeno decorrente do excesso de emissão monetária.
▪ Principal causa da emissão monetária: elevados déficits públicos
financiados com empréstimos do Banco Central.
▪ Políticas de controle da inflação:
i) contração monetária;
ii) contração do crédito;
ii) elevação da taxa de juros;
❖ Evidências
▪Considerando as evidências e as práticas, tem predominado, pelo
menos em países com baixa inflação (incluindo o Brasil), a visão
monetarista.
❖ As políticas pelo enfoque heterodoxo:
Congelamento de preços e salários. 
Exemplos - Brasil:
Plano Cruzado I e II
Plano Bresser
Plano Verão
Plano Collor (junto com o confisco da poupança)
Resultados: a inflação não foi controlada.
❖ As políticas pelo enfoque ortodoxo:
▪ A inflação pode ser controlada:
✓ Pelo controle da emissão monetária
✓ Pela restrição do crédito
✓ Pela elevação da taxa de juros
▪ Efeito colateral: recessão e desemprego.
▪ É a principal diretriz da política
monetária do Brasil.
▪ As decisões do Comitê de Política
Monetária (Copom, criado em
1996) têm como objetivo cumprir
as metas para a inflação definidas
pelo Conselho Monetário Nacional
(CMN).
51
1. Anúncio público da meta quantitativa para a inflação
2. Comprometimento institucional com a estabilidade
de preços
3. Independência de instrumento (taxa de juros) do BC
4. Comunicação clara da autoridade monetária
5. Possibilidade de Monitoramento do BC
52
Histórico de Metas de Inflação - Brasil
53
Fonte: Banco Central do Brasil, 2024.
* var. % em 12 meses, ocorrido, expectativas de mercado (Focus), meta para a inflação; 
dados mensais
Preços - IPCA e meta para a inflação*
54
55
56
❖Baixo grau de previsibilidade da inflação brasileira
❖Falta de indicadores antecedentes – no Brasil: Conhecimento
precário da estrutura da economia.
❖ Inexistência de uma relação estável entre os instrumentos de PM e
inflação.
Imprevisibilidade → reduz a capacidade de controle → reduz 
transparência e credibilidade → compromete o sucesso do regime 
monetário 
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▪ A inflação é um problema grave para valores fixados por contrato,
como salários, aluguéis, mensalidades escolares, taxas de juros pré-
fixadas, etc.
▪ Pense: seu salário é fixo, mas a inflação é positiva → o poder de
compra do seu salário diminui ao longo do tempo (apenas se a
inflação ficou acima do inicialmente esperado).
▪ Esse custo para os trabalhadores (e outros que têm suas rendas
fixadas por um período longo) apenas se verifica no curto prazo.
Em negociações futuras, seguramente será solicitada a
recomposição salarial por causa da inflação mais alta.
58
▪ A inflação alta tem outros efeitos indesejados no longo prazo. Em
particular, corrói o poder de compra da moeda.
▪ Quandoa inflação é alta ela também tende a ser mais volátil, isto é,
a mudar muito de um mês ao outro. E o ambiente econômico fica
bastante instável.
Quem investirá no país, se não sabe o direito o que ocorrerá amanhã?
59
▪ Deixar suas economias na forma de dinheiro vivo ou em conta corrente é
particularmente custoso em ambientes de inflação alta.
▪ Outras aplicações financeiras que pagam juros (como títulos públicos)
podem ser uma alternativa para proteção contra a inflação.
▪ A taxa de juros dessa opção tende a subir junto com a inflação, uma vez
que investidores demandam retornos mais altos para compensar a perda
de poder de compra ocorrida ao longo do tempo.
▪ Nessas condições, empresas recorrem à chamada indexação.
60
▪ O controle da inflação passa por medidas de aperto fiscal e monetário:
✓ Gastos públicos mais baixos
✓ Impostos mais elevados
✓ Juros mais altos.
▪ Curto prazo: ajudam a conter a demanda por bens e serviços → uma
demanda mais baixa para uma dada oferta no CP faz com que o ritmo de
aumento dos preços seja menor → Isso quase sempre tem um impacto
recessivo na economia.
▪ Portanto, controlar a inflação tende a envolver sacrifícios no curto prazo,
como crescimento mais baixo e desemprego mais alto.
61
▪ Ela ocorre quando a média dos preços diminui, sendo também
chamada de inflação negativa.
▪ Primeiro pensamento: A deflação faz tudo ficar mais barato!
▪ Mas não é bem assim. A deflação sinaliza que as coisas estão indo
muito mal na economia. Em geral, reflete crescimento muito baixo
ou até negativo (recessão).
62
▪ Os preços caem sempre que a demanda se reduz fazendo que sobrem
produtos nas prateleiras.
▪ Isso afeta o faturamento e o lucro das empresas. Para não ter prejuízo, elas
reduzem a produção e o número de trabalhadores contratados.
▪ O desemprego cresce. Assim a oferta de bens e serviço cresce
(estoques).
▪ Resultado: excesso de bens e preços menores que os de períodos
anteriores.
63
❖ Mais comum entre países
desenvolvidos
▪ Estados Unidos: década de 1930
- Reflexo da quebra da bolsa de Nova
York (queda nos preços agrícolas).
- Governo de Getúlio Vargas precisou
intervir comprando e queimando
milhões de sacas de café.
▪ Japão
64
Fonte: Banco Mundial via porque.com.br
▪ Um potencial problema de deflações é a falta de espaço para
a realização de política monetária.
Se a inflação for muito baixa (ou até negativa), as taxas de juros 
também serão baixas.
▪ O perigo é a inflação ser muito negativa. Ela pode fazer com que a
taxa de juros se aproxime de zero.
▪ Porque a taxa de juros não pode ser menor que zero?
65
▪ Se assim for, ninguém vai querer comprar títulos do governo. Seria
o mesmo que rasgar dinheiro.
▪ E o governo (via Banco Central) pode precisar baixar os juros para
estimular a economia em recessão. Mas, se os juros estiverem
próximos de zero, ele não poderá fazer isso.
▪ Na teoria: juros negativos ocorrem para encorajar o crédito entre
consumidores e empresas, uma vez que o estimulo é para gastar o
dinheiro, e não mais guarda-lo para render juros.
66
❖ Objetivos dos juros negativos:
▪ Crédito: reduzir a atratividade da poupança e incentivar não
entesouramento de divisas por meio da redução dos custos de
financiamento (ampliar os empréstimos, a velocidade do dinheiro e
assim, a atividade econômica).
▪ Preços de ativos: taxas de juro baixas impulsionam os preços dos ativos
por meio da redução da taxa de desconto sobre os fluxos de caixa de
ativos, bem como a recompra de ações pelas empresas.
▪ Reequilibrar os portfólios: tentando incentivar os investidores a mudarem
de títulos de renda fixa para ativos mais arriscados de renda variável.
67

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