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Terminais Rodoviários e Mobilidade

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ISSUE DOI: 10.5008/1809.7367.205 
Revista Científica da FAESA, Vitória, ES, v17, n2 págs 165 - 177 , 2021 ISSN: 1809-7367 
O PAPEL DOS TERMINAIS RODOVIÁRIOS NA MOBILIDADE 
URBANA NOS MUNICÍPIOS EM DESENVOLVIMENTO: O CASO DE 
ANCHIETA NO ESPÍRITO SANTO 
 
THE ROLE OF ROAD TERMINALS IN URBAN MOBILITY IN DEVELOPING CITIES: 
THE CASE OF ANCHIETA IN ESPÍRITO SANTO 
 
Júlia Almeida Mello1 
Fabiana Trindade da Silva2 
 
Resumo 
A utilização dos terminais rodoviários de passageiros tem se desenvolvido ao longo 
dos anos e eles deixaram de ser apenas locais de embarque, conexão entre pontos e 
desembarque dos usuários. Os terminais rodoviários de passageiros representam um 
auxílio à infraestrutura do transporte e, além de contribuírem para a mobilidade, 
constituem-se como um fator de integração, geração de empregos e impostos 
(SOARES, 2006). O crescimento das cidades e a ocupação territorial intensificam a 
dependência da utilização dos equipamentos rodoviários, que se tornaram 
indispensáveis na locomoção diária. Assim, os terminais rodoviários têm um papel 
fundamental no desenvolvimento de cidades de pequeno porte, à medida que 
ampliam as possibilidades de deslocamento municipal e intermunicipal. Anchieta, 
município de pequeno porte, está localizado em uma área turística, agrícola e 
portuária no litoral sul do Espírito Santo. A cidade possui aproximadamente 29.779 
habitantes (IBGE, 2020) e não dispõe de um local com infraestrutura adequada para 
o embarque e desembarque de passageiros. Dessa forma, o objetivo é discutir a 
importância da implantação de terminais rodoviários em cidades de pequeno porte 
para a construção da mobilidade urbana. Busca-se, assim, analisar o caso de 
Anchieta quanto ao seu contexto histórico e geográfico e a infraestrutura associada 
aos transportes públicos ofertados. 
Palavras-chave: Mobilidade Urbana; Terminais Rodoviários; Cidades de Pequeno 
Porte. 
 
Abstract 
The use of passenger bus terminals has developed over the years and they are no
 
1 FAESA Centro Universitário. Graduada em Arquitetura e Urbanismo (FAESA). E-mail: jujualmel@hotmail.com 
2 FAESA Centro Universitário. Doutorado em Engenharia Ambiental (UFES). E-mail: fabiana.trindade@faesa.br 
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longer just places for boarding, connecting between points and disembarking users. 
The passenger bus terminals represent an aid to the transport infrastructure and, in 
addition to contributing to mobility, they constitute an integration factor, generators of 
jobs and taxes (SOARES, 2006). The growth of cities and territorial occupation 
intensifies the dependence on the use of road equipment, which has become 
indispensable in daily commuting. Thus, bus terminals have a fundamental role in the 
development of small cities, as they expand the possibilities of municipal and intercity 
commuting. Anchieta, a small municipality, is located in a tourist, agricultural and port 
area on the southern coast of Espírito Santo. The city has approximately 29,263 
inhabitants (IBGE, 2020) and does not have a location with adequate infrastructure for 
passengers to embark and disembark. Thus, the objective is to discuss the importance 
of implementing road terminals in small cities for the construction of urban mobility. 
Thus, we seek to analyze the case of Anchieta in terms of its historical and 
geographical context and the infrastructure associated with the public transport 
offered. 
Keywords: Urban Mobility; Bus Terminals; Small Cities. 
 
INTRODUÇÃO 
 
A mobilidade urbana é um tema abrangente e de grande relevância para a 
atualidade, já que trata de um conceito recente que relaciona o direito à circulação 
de pessoas e de veículos ao funcionamento organizado das cidades. Além de 
afetar toda a população, a pauta da mobilidade envolve aspectos como a 
acessibilidade e o modelo de deslocamento dos cidadãos, que estão estritamente 
associados à presença de atividades, sejam elas sociais ou econômicas, pois 
proporciona ao usuário diversas possibilidades de deslocamento. 
Para Kneib (2012), o sistema de transporte gera a movimentação das pessoas, 
enquanto organização territorial, e das atividades sobre o território, que atraem os 
fluxos que devem ser atendidos por esse sistema. Existe uma série de atividades 
que impactam e são impactadas pela mobilidade urbana, seja de forma direta 
(como os sistemas de transporte, o uso e ocupação do solo) ou indireta (como 
variáveis ligadas à saúde, ambientais, econômicas, sociais, dentre outras). 
 
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Meyer (2014, p.9) explica: 
 
Enquanto o transporte público depende de uma infraestrutura específica, na 
qual a dimensão material é fixa, isto é, o sistema viário, os pontos de 
embarque e desembarque, os próprios veículos dentro de seus diferentes 
modos, os terminais etc., a mobilidade diz respeito a todas as formas de 
gestão dessa infraestrutura. [...] Como a mobilidade urbana envolve a 
dimensão funcional e o transporte, a dimensão física, seus atributos serão, 
obrigatoriamente, distintos e inteiramente complementares. 
 
Na mesma medida em que o transporte público tem contribuído para o progresso 
social e econômico fundamentais para o desenvolvimento acessível das cidades, 
ele também é responsável por impactos que refletem em diversos setores da 
sociedade, inclusive prejudiciais ao meio ambiente. Dessa forma, é necessário o 
desenvolvimento de uma perspectiva sustentável para a mobilidade urbana que 
priorize os meios de transporte ativo (como caminhar e bicicletas) e os coletivos 
(Figura 1). 
Figura 1 — Pirâmide da mobilidade no trânsito. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: ITDP Brasil, 2017. 
Segundo a Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana (2015), os 
serviços de transportes coletivos devem ser organizados como uma única rede, 
complementar e integrada. Entretanto, não é o que ocorre na totalidade das 
cidades brasileiras. Muitas delas nem mesmo organizam os seus sistemas de 
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linhas municipais — sem uma política tarifária integrada, cada linha é operada de 
forma isolada no sistema, o que limita as possibilidades de deslocamento das 
pessoas, superpõe serviços e encarece a operação do sistema como um todo 
(SEMOB, 2015). 
Os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de passageiros 
no Brasil, de acordo com a ANTT (Agência Nacional de Transporte Terrestre, 
2020), são responsáveis por uma movimentação superior a 130 milhões de 
passageiros por ano. A infraestrutura rodoviária do Estado do Espírito Santo, em 
um raio de 1.200 quilômetros, conecta os principais centros consumidores do 
Brasil, dentre eles as cidades de Salvador, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo e 
Rio de Janeiro e, por isso, as boas condições da malha rodoviária são 
fundamentais para o desenvolvimento econômico capixaba (IDEIES, 2019). 
A malha de rodovias federais no estado capixaba, conforme o Instituto de 
Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (2019), possui uma 
dimensão de 1,6 mil quilômetros e as rodovias estaduais somam 6,5 mil 
quilômetros. Dentre elas, destacam-se a BR-101, a BR-262 e a ES-60, 
caracterizadas pelo denso fluxo de veículos e responsáveis pelas principais 
conexões modais no município de Anchieta. O município, apesar de ser 
considerado de pequeno porte, está localizado em uma área turística, agrícola e 
portuária no litoral sul do Espírito Santo. 
Os serviços públicos essenciais de Anchieta localizam-se na zona urbana principal, 
o que denota a importância de se pensar a mobilidade urbana para atender todo 
município. Na esfera estadual, o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) 
e Projetos Estruturantes para Cidades do Espírito Santo (2014) destacam que otransporte coletivo municipal é considerado serviço público essencial, cabendo ao 
município a responsabilidade pelo planejamento e pelo gerenciamento, 
diretamente ou mediante concessão. Na esfera municipal, o Plano Diretor do 
Município de Anchieta, instituído pela Lei Complementar n° 26, de 21 de dezembro 
de 2010 — o PDAN —, visa a ordenar o espaço urbano com o objetivo de propiciar 
o desenvolvimento integrado que abrange as funções da vida coletiva, 
considerando, entre outros tópicos, a circulação de pessoas, a mobilidade urbana 
e o transporte público, compreendendo as infraestruturas, os equipamentos 
urbanos adequados e os demais serviços públicos (SEDURB, 2014). 
Destaca-se, assim, que o transporte coletivo municipal é importante para a 
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mobilidade urbana dos municípios. No entanto, no perímetro de Anchieta, os 
serviços municipais de transporte público são prestados somente por vans 
informais sem fiscalização efetiva, enquanto os serviços intermunicipais são 
prestados por quatro empresas: a Viação Sudeste, a Viação Planeta, a Viação 
Alvorada e a Viação Itapemirim (SEDURB, 2014). 
Inseridos na Avenida Beira Mar e na Rodovia do Sol, os pontos de ônibus são 
instalados e mantidos pela Prefeitura Municipal de Anchieta e geralmente são 
atribuídos aos ônibus intermunicipais com destino à Capital Vitória e às cidades 
vizinhas, como Guarapari, Piúma, Iconha, e Cachoeiro do Itapemirim, uma vez que 
as vans não têm paradas pré-definidas. Os mesmos são dotados de abrigos para 
os passageiros, entretanto não possuem quaisquer informações ou indicações a 
respeito das rotas e seus respectivos pontos. 
Dessa forma, um terminal rodoviário com um funcionamento eficiente auxilia a 
integração entre o uso do solo na cidade e a organização estratégica dos transportes 
— fatores significativos para a promoção da mobilidade sustentável, que visa à criação 
de cidades conectadas, seguras e adequadas aos deslocamentos dos transportes 
coletivos de qualidade. 
 
MATERIAIS E MÉTODOS 
 
O método utilizado segue duas etapas principais (Figura 2). Na primeira, foi realizado 
o levantamento de referencial teórico quanto à mobilidade urbana de transportes 
coletivos e aos terminais rodoviários. Nessa etapa, foram levantadas e analisadas as 
legislações existentes quanto à temática e se suas recomendações são atendidas por 
Anchieta. 
 
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Figura 2 — Etapas Metodológicas. 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: Elaboração própria, 2020. 
 
Na segunda etapa, realizou-se a análise urbanística de Anchieta, quanto ao 
contexto histórico e geográfico, ao estudo dos geradores de fluxos e às condições 
dos transportes públicos. A caracterização do contexto foi realizada por meio de 
base cadastral e informações disponibilizadas na plataforma digital do município. 
A mobilidade urbana foi analisada quanto à hierarquia viária, ao uso do solo e à 
infraestrutura rodoviária. Assim, foi feito o mapeamento da classificação das vias, 
das edificações, dos pontos de transporte público existentes, das rotas atuais e 
dos principais bairros que são destinos de turistas provenientes de cidades e 
estados adjacentes. 
RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
Para orientar o desenvolvimento dos municípios, a legislação estabelece normas 
que regulam a utilização de diferentes modais. A Lei Federal nº 12.587 (2012) 
determina que municípios com mais de 20 mil habitantes devem executar o plano 
de mobilidade urbana integrado aos planos diretores no prazo de até três anos. No 
entanto, observa-se que, em Anchieta, as infraestruturas de mobilidade urbana não 
foram adequadas a essa recomendação. Existe um déficit quanto à promoção das 
conexões necessárias para o acesso universal aos serviços básicos e aos 
equipamentos sociais dentro do município, impossibilitando a criação de uma 
cidade conectada, adequada aos deslocamentos coletivos com qualidade. Dentre 
os inconvenientes que impedem a mobilidade plena dos habitantes anchietenses, 
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estão a insuficiência nas linhas dos transportes públicos no que tange os horários 
e a quantidade em que são ofertados. 
Quanto ao contexto histórico e geográfico, na região de Anchieta, a herança 
agrícola acumulada do período do café ajudou a construir uma base sólida que 
incentivou a constituição da agricultura familiar no interior do município. A 
agropecuária e a pesca são atividades importantes que movimentam a economia, 
porém as comunidades distantes da sede são atendidas apenas por meio do 
serviço intermunicipal de transporte, uma rota de concessão estadual com um 
único veículo (SEDURB, 2014). 
A área urbana do município destaca-se em função da indústria, constituindo um 
polo industrial inserido em uma região costeira (PEROZINI, 2017). A dependência 
econômica da cidade está relacionada às atividades impactadas pela Mineradora 
Samarco, que, após o rompimento da barragem de Fundão, afetou os índices de 
receita. Anchieta passa por uma mudança na perspectiva de investimentos que 
refletem na estrutura econômica e demográfica da população. 
Com vocação turística, o município possui belos balneários (com os bairros de Iriri, 
Praia dos Castelhanos, Ubu e Parati), o agroturismo com o Circuito dos Imigrantes, 
a gastronomia local com diversos festivais nos bairros ao longo do ano e a 
influência histórica e arquitetônica do Santo José de Anchieta na construção 
histórica do município que fomentam a circulação de viajantes na cidade, advindos 
de municípios adjecentes e majoritariamente do estado de Minas Gerais (Figura 
3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 3 — Mapa dos principais destinos dos turistas no município. 
 
 
Fonte: Lira, adaptado pela Autora, 2021. 
 
A conexão intermunicipal é realizada principalmente pela ES-060. No entanto, 
apesar de existir um um local para venda de passagens no centro do município, o 
embarque dos ônibus interestaduais é realizado no posto de combustíveis, sendo 
que ambos não apresentam infraestrutura adequada para o atendimento do 
usuário. Na Avenida Beira Mar e na Rodovia do Sol, os pontos de ônibus são 
geralmente destinados ao transporte intermunicipal. Os serviços de transporte 
público intermunicipais são prestados por quatro empresas de ônibus, enquanto 
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os serviços municipais são prestados por vans informais. 
As rotas do transporte público municipal abrangem as vias com maiores fluxos 
dentro dos bairros e fazem a cobertura das regiões com maior incidência de 
comércio, em detrimento das regiões exclusivamente residenciais. As vans 
informais ofertam viagens com maior diversidade de rotas, enquanto os ônibus 
intermunicipais e interestaduais circulam dentro da cidade apenas pela Rodovia do 
Sol e pela Avenida Beira Mar (Figura 4). 
Figura 4 — Mapa do transporte público 
 
 
Fonte: Elaboração própria, 2020. 
 
Percebe-se, dessa forma, que é importante aumentar as conexões de Anchieta 
com os municípios vizinhos de forma a incentivar o turismo. Além disso, também é 
necessário suprir as necessidades de deslocamentos municipais e intermunicipais. 
A implantação de uma infraestrutura como a de um terminal rodoviário contempla 
essas demandas e está alinhada com os objetivos do PMUS e do PDAN. O terreno 
proposto para a implantação do terminal já foi adquirido pela prefeitura do 
município e está localizado na sede de Anchieta. A localização do terminal deve 
ser estratégica quanto às vias e ao uso do solo do entorno que serão analisadas 
em sequência (Figura 5). 
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Quanto à análise da mobilidade urbana, por meio das rodovias BR 101, BR 262 e 
ES 060, ocorre o maiorfluxo de usuários rodoviários, sejam por carros, ônibus ou 
vans que chegam à cidade. A malha viária do município é composta por vias locais 
em traçado aberto com menores portes e infraestruturas, inseridas em áreas 
predominantemente residenciais, que influenciam diretamente na redução da 
circulação de veículos. 
As vias coletoras inseridas na malha viária distribuem o trânsito no interior do 
município, com destaque para a Avenida José Carone, e, interligando os 
balnerários, a via arterial ES-060, mais conhecida como Rodovia do Sol, que 
configura uma importante rota responsável pelo ordenamento dos fluxos de acesso 
à cidade. 
O terreno destinado à implantação do terminal rodoviário possui aproximadamente 
8.600 metros quadrados e duas testadas com acesso à rua. A dupla circulação no 
perímetro facilita a dinâmica dos modais no local. O entorno do terreno é formado 
por áreas de uso residencial, comercial e de serviços com grande fluxo de pessoas. 
A região concentra serviços de abrangência para toda a cidade, tais como a 
prefeitura, a câmara municipal, o fórum, as secretarias municipais e o centro de 
especialidades médicas. 
Sendo assim, percebe-se que o terreno está localizado de forma estratégica, 
próximo a uma das entradas da sede do município, uma região que se encontra 
em desenvolvimento, passando por um processo de expansão urbana, em que 
novos empreendimentos estão sendo instalados. O local para a implantação do 
projeto conta, inclusive, com uma vista privilegiada da orla da praia de Central de 
Anchieta, o que mostra o potencial de integração da socialização no espaço com 
a mobilidade e a estruturação urbana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Figura 5 — Mapa de Hierarquia Viária e uso do solo. 
 
 
 
Fonte: Elaboração própria, 2020. 
 
CONCLUSÃO 
 
O rápido desenvolvimento urbano das cidades, nas últimas décadas, serviu para 
tornar explícita a importância da funcionalidade dos transportes coletivos e dos 
terminais rodoviários para a mobilidade. Sendo assim, as possibilidades de 
locomoção que impactam os destinos são limitadas por suas infraestruturas. 
A demanda por um terminal rodoviário para atender a região é antiga, 
considerando que a cidade não dispõe de nenhum local com infraestrutura 
adequada para o embarque e o desembarque de passageiros. A falta de tal 
equipamento dificulta a recepção do turista, que se desloca através do transporte 
coletivo, desfavorecendo a criação de novas rotas que incluam Anchieta como 
destino. 
Há dois mandatos posteriores de gestores municipais distintos, um projeto 
arquitetônico para a rodoviária foi proposto, contudo nunca executado, o que o 
tornou obsoleto para as atuais necessidades da população. Baseado nas 
necessidades dos usuários, a demanda por uma rodoviária vem ao encontro do 
incremento do segmento, facilitando a mobilidade. 
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Revista Científica da FAESA, v17, n2, pág 165 - 177 ,2021 177 
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