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A EFICIÊNCIA DA INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA NO DESENVOLVIMENTO MOTOR DE CRIAÑÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA) José Vinicius Alves Patricio¹ Bárbara Alexandre Pacífico de Araujo² Daiane Silva de Lavor³ Universidade Mauricio de Nassau (UNINASSAU)¹ O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição neurodesenvolvimental que, além dos déficits na comunicação e interação social, afeta o desenvolvimento motor. Até 80% das crianças com TEA apresentam atrasos motores significativos(coordenação, equilíbrio e planejamento), o que impacta sua funcionalidade e participação social. Como a intervenção fisioterapêutica pode contribuir para o desenvolvimento motor de crianças com TEA, e quais abordagens demonstram maior eficácia? A fisioterapia é essencial para promover ganhos motores e reduzir comorbidades como obesidade e isolamento social, alinhando-se aos princípios de inclusão social. INTRODUÇÃO1 Objetivo Geral: Avaliar a eficiência da intervenção fisioterapêutica no desenvolvimento motor de crianças com TEA, analisando as abordagens terapêuticas mais utilizadas e seus resultados. Objetivos Específicos: Identificar as principais abordagens fisioterapêuticas utilizadas no desenvolvimento motor de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA); Avaliar os efeitos da intervenção fisioterapêutica em componentes motores como coordenação, equilíbrio e planejamento motor em crianças com TEA; Comparar os resultados motores obtidos em diferentes técnicas de intervenção fisioterapêutica aplicadas a crianças no espectro autista. OBJETIVO2 Tipo de Estudo: Abordagem qualitativa de natureza exploratória com fundamento em revisão bibliográfica sistemática. Bases: Artigos científicos, livros dissertações publicados entre 2014 e 2024. SciELO, PubMed e Google Scholar. Descritores: "fisioterapia e autismo", "desenvolvimento motor e autismo", "psicoterapia e autismo". Etapas de Análise: Busca Sistemática e Triagem: Leitura de títulos e resumos; seleção de textos completos. Análise Temática: Organização dos estudos por: abordagens utilizadas, resultados motores observados e eficácia comparativa. Síntese Crítica: Confronto de perspectivas e identificação de lacunas. METODOLOGIA3 As abordagens mais utilizadas são: Integração Sensorial, Psicomotricidade, Treinamento de Habilidades Motoras Fundamentais (FMS), Hidroterapia e Equoterapia. A prevalência de integração sensorial e psicomotricidade está alinhada às diretrizes do COFFITO (nº516/2020) e aborda déficits centrais como o processamento sensorial atípico. A intervenção precoce e individualizada promove melhoras significativas em componentes motores. Estudos utilizando a escala padronizada MABC-2 (Movement Assessment Battery for Children) reportaram avanços em equilíbrio e coordenação manual. Apesar da eficácia clínica robusta, a efetiva aplicabilidade em larga escala esbarra na limitação do acesso a serviços especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). RESULTADOS E DISCUSSÃO 4 A revisão confirmou que a intervenção fisioterapêutica é uma ferramenta eficaz e indispensável para o desenvolvimento motor de crianças com TEA. A fisioterapia, com técnicas baseadas em evidências, promove ganhos que transcendem a esfera motora, impactando positivamente a autorregulação e a inclusão social. É imperativo o fortalecimento de políticas públicas para garantir a oferta universal e equitativa dessa assistência essencial no SUS. CONCLUSÃO5 REFERÊNCIAS AYRES, A. Jean. Integração sensorial e a criança. 1. ed. São Paulo: Editora Summus, 2005. BARBOSA, M. M.; RAIMUNDO, R. J. de S. Benefícios da fisioterapia no desenvolvimento motor da criança com transtorno do espectro autista. Revista JRG de Estudos Acadêmicos, v. 7, n. 14, 2024. BENDER, Daniele Dornelles; GUARANY, Nicole Ruas. Efeito da equoterapia no desempenho funcional de crianças e adolescentes com autismo. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, v. 27, n. 3, 2016. FERREIRA, A. S. L.; FERREIRA, J. A. Q. Os benefícios da hidroterapia em crianças com transtorno espectro autista (tea): revisão integrativa. Revista Saúde. com, v. 18, n. 3, 2022. SANTOS, C. A psicomotricidade. 2022. 6 Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7