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SUMÁRIO DE URINA PROF. ADRIANO CELSO O EXAME DE URINA O exame de urina é um dos procedimentos laboratoriais mais solicitados por profissionais de saúde de diversas especialidades; Este exame pode fornecer informações úteis que possibilitam auxiliar o diagnóstico de eventuais problemas nos rins e em vias urinárias; Estes processos diagnosticados através do exame de urina podem ser irritativos, inflamatórios, infecciosos, bem como distúrbios metabólicos como, por exemplo, diabetes mellitus. O EXAME DE URINA Mesmo sendo um exame com muitas indicações, estas devem ocorrer de maneira direcionada e não indiscriminada; Enquanto exame, o seu objetivo principal é esclarecer dúvidas diagnósticas e confirmação etiológica, se possível; Este exame tem baixo custo e seus resultados vêm em curto período de tempo, não apresentando riscos e nem efeitos adversos ao paciente, desde que a amostra seja coletada de forma correta pelo paciente ou profissional de saúde. O EXAME DE URINA A urina é composta de água e elemenntos sólidos, estes, microscópicos e insolúveis em suspensão, como, por exemplo: - Glóbulos vermelhos; - Glóbulos brancos; - Células epiteliais; - Cristais; - Bactérias ou parasitas. O EXAME DE URINA A indicação formal é coletar a primeira urina do dia, lembrando de descartar, sempre, o primeiro jato e coletar o jato médio; É essencial a higienização correta dos genitais, tanto masculino, quanto feminino, para evitar contaminação do jato com lavagem simples; O ideal é levar a amostra o mais rápido possível para evitar, por exemplo, muita movimentação e contaminação desta. COMPONENTES DO EXAME DE URINA ph; Densidade; Glicose; Cetonas; Leucócitos; Sangue; Proteína; Nitrito; Urobilinogênio. ph A urina saudável costuma ser, levemente, ácida, com valores de ph que variam 5,5 a 7,5; Contudo, se o exame apontar que a urina está com 8 ou mais na escala de ph, quer dizer que o líquido está mais voltado para o alcalino ou básico; Se o valor for de 5 ou menor que isto, pode ser um indício de que há uma acidez excessiva. ph Não constitui, isoladamente, índice da capacidade excretora de íons H+; Tem como utilidades, sinalizar para: - ITU; - Acidose tubular renal distal; - Urolitíase; - Comprovar alcalinização da urina em certas situações. DENSIDADE Varia, normalmente, entre 1002 e 1032; Substitui, grosseiramente, a osmolaridade; Serve para avaliar: - Estado de hidratação; - Capacidade de concentração urinária; - Interpretação de outros componentes do sumário de urina. GLICOSE Serve para a detecção de glicosúria; Utilizada para diagnóstico e controle de diabetes mellitus; Detrminação de distúrbio tubular proximal CETONAS Determinação de cetonúria; Cetose de jejum ou cetoacidose diabética LEUCÓCITOS Detecção de piúria; Exame do sedimento, coloração; Ajuda nos seguintes diagnósticos: - ITU; - Tuberculose renal; - Nefrite intersticial; - Glomerulonefrites. SANGUE Detecção de hematúria; Confirmação da presença de hemácias no sedimento; Hemoglobinúria; Mioglobinúria. PROTEÍNAS ( PROTEINÚRIA) Importante para diagnóstico diferencial da etiologia de doença renal; Detecção de albumina; Estados patológicos diversos; Doença renal CILINDROS A sua presença pode sinalizar: - Urina concentrada; - Estados febris; - Exercícios; - Uso de diuréticos; - Glomerulonefrite; - Pielonefrite - Nefrite; - Doença renal crônica NITRITOS A presença de bactérias na urina, transforma nitratos em nitritos; Portanto, nitrito positivo é um sinal indireto da presença de bactérias; Nem todas as bactérias conseguem transformar nitratos em nitritos, por isso, a ausência de nitritos na urina não descarta a possibilidade de infecção bacteriana; UROBILINOGÊNIO Considerado normal quando encontra-se entre 0,1 e 1,0 mg/dl; Quando os seus valores estão acima pode ser indicativo de: - Problemas no fígado; - Anemia hemolítica; - Obstrução das vias biliares.