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QUESTÃO 1 (ENEM 2019) Pela análise do conteúdo, constata-se que essa campanha publicitária tem como função social A propagar a imagem positiva do Ministério Público. B conscientizar a população que direitos implicam deveres. C coibir violações de direitos humanos nos meios de comunicação. D divulgar políticas sociais que combatem a intolerância e o preconceito. E instruir as pessoas sobre a forma correta de expressão nas redes sociais. QUESTÃO 02 (ENEM PPL 2021) Anatomia Qual a matéria do poema? A fúria do tempo com suas unhas e algemas? Qual a semente do poema? A fornalha da alma com os seus divinos dilemas? Qual a paisagem do poema? A selva da língua com suas feras e fonemas? Qual o destino do poema? O poço da página com suas pedras e gemas? Qual o sentido do poema? O sol da semântica com suas sombras pequenas? Qual a pátria do poema? O caos da vida e a vida apenas? CAETANO, A. Disponível em: www.antoniomiranda.com.br. Acesso em: 27 set. 2013 (fragmento). Além da função poética, predomina no poema a função metalinguística, evidenciada A pelo uso de repetidas perguntas retóricas. B pelas dúvidas que inquietam o eu lírico. C pelos usos que se fazem das figuras de linguagem. D pelo fato de o poema falar de si mesmo como linguagem. E pela prevalência do sentido poético como inquietação existencial. QUESTÃO 03 (ENEM PPL 2022) Esse cartaz tem como função social conquistar clientes para um evento turístico, e, por isso, seria recomendável que fosse escrito na norma-padrão da língua portuguesa. O comentário acrescentado por um interlocutor sugere que a grafia incorreta da palavra “excursão” A interfere na pronúncia do vocábulo. B reflete uma interferência da fala na escrita. C caracteriza uma violação proposital para chamar a atenção dos clientes. D diminui a confiabilidade nos serviços oferecidos pela prestadora. E compromete o entendimento do conteúdo da mensagem. QUESTÃO 04 (ENEM PPL 2022) Nessa conversa por aplicativo, em que se evidencia uma forma de preconceito, a atendente avaliou a candidata a uma vaga de emprego pelo(a) A ausência de autocorreção durante um diálogo. B desleixo com a pontuação adequada durante um bate-papo. C desprezo pela linguagem utilizada em entrevistas de emprego. D descuido com os padrões linguísticos no contexto de busca por emprego. E negligência com a correção automática de palavras pelo corretor de textos do celular. QUESTÃO 05 (ENEM PPL 2021) Gírias das redes sociais caem na boca do povo Nem adianta fazer a egípcia! Entendeu? Veja o glossário com as principais expressões da internet Lacrou, biscoiteiro, crush. Quem nunca se deparou com ao menos uma dessas palavras não passa muito tempo nas redes sociais. Do dia para a noite, palavras e frases começaram a definir sentimentos e acontecimentos, e o sucesso desse tour foi parar no vocabulário de muita gente. O dialeto já não se restringe só à web. O contato constante com palavras do ambiente on-line acaba rompendo a barreira entre o mundo virtual e o mundo real. Quando menos se espera, começamos a repetir, em conversas do dia a dia, o que aprendemos na internet. A partir daí, juntamos palavras já conhecidas do nosso idioma às novas expressões. Glossário de expressões Biscoiteiro: alguém que faz de tudo para ter atenção o tempo inteiro, para ter curtidas. Chamar no probleminha: conversar no privado. Crush: alguém que desperta interesse. Divou: estar muito produzida, sair bem em uma foto, assim como uma diva. Fazer a egípcia: ignorar algo. Lacrou/sambou: ganhar uma discussão com bons argumentos a ponto de não haver possibilidade de resposta. Stalkear: investigar sobre a vida de alguém nas redes sociais. Disponível em: https://odia.ig.com.br. Acesso em: 19 jun. 2019 (adaptado). Embora migrando do ambiente on-line para o vocabulário das pessoas fora da rede, essas expressões não são consideradas como características do uso padrão da língua porque A definem sentimentos e acontecimentos corriqueiros na web. B constituem marcas específicas de uma determinada variedade. C passam a integrar a fala das pessoas em conversas cotidianas. D são empregadas por quem passa muito tempo nas redes sociais. E complementam palavras e expressões já conhecidas do português. QUESTÃO 6 (ENEM 2023) Com essa postagem, o enunciador busca A divulgar dispositivos legais criados para ajudar no combate a um crime. B manifestar adesão a uma lei voltada para coibir a prática de um delito. C incentivar o cidadão a obter informação sobre uma lei por vias informais. D tornar pública uma lei voltada à criação de perfis nas salas de bate-papo. E alertar o público usuário de redes sociais sobre mudanças em uma lei vigente. QUESTÃO 7 (ENEM 2018) A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade. Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade. SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16,jun. 2017 (adaptado). O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela A impessoalidade, na organização da objetividade das informações, como em “Este artigo tem por finalidade” e “Evidencia-se”. B seleção lexical, no desenvolvimento sequencial do texto, como em “imaginário racista” e “estética do negro”. C metaforização, relativa à construção dos sentidos figurados, como nas expressões “descolonização estética” e “discurso midiático-publicitário”. D nominalização, produzida por meio de processos derivacionais na formação de palavras, como “inferiorização” e “desvalorização”. E adjetivação, organizada para criar uma terminologia antirracista, como em “ética da diversidade” e “descolonização estética”. QUESTÃO 08 (ENEM 2022) O complexo de falar difícil O que importa realmente é que o(a) detentor(a) do notável saber jurídico saiba quando e como deve fazer uso desse português versão 2.0, até porque não tem necessidade de alguém entrar numa padaria de manhã com aquela cara de sono falando o seguinte: “Por obséquio, Vossa Senhoria teria a hipotética possibilidade de estabelecer com minha pessoa uma relação de compra e venda, mediante as imposições dos códigos Civil e do Consumidor, para que seja possível a obtenção de 10 pãezinhos em temperatura estável para que a relação pecuniária no valor de R$ 5,00, seja plenamente legitima e capaz de saciar minha fome matinal?” O problema é que temos uma cultura de valorizar quem demonstra ser inteligente ao invés de valorizar quem é. Pela nossa lógica, todo mundo que fala difícil tende a ser mais inteligente do que quem valoriza o simples, e 99,9% das pessoas que estivessem na padaria iriam ficar boquiabertas se alguém fizesse uso das palavras que eu disse acima em plenas 7 da manhã em vez de dizer: “Bomdia! O senhor poderia me vender cinco reais de pão francês?”. Agora entramos na parte interessante: o que realmente é falar difícil? Simplesmente fazer uso de palavras que a maioria não faz ideia do que seja é um ato de falar difícil? Eu penso que não, mas é assim que muita gente age. Falar difícil é fazer uso do simples, mas com coerência e coesão, deixar tudo amarradinho gramaticamente falando. Falar difícil pode fazer alguém parecer inteligente, mas não por muito tempo. É claro que em alguns momentos na verdade vários não temos como fugir do português rebuscado, do juridiquês propriamente dito, como no caso de documentos jurídicos entre outros. ARAÚJO, H. Disponível em: https://diariojurista.com.br. Acesso em: 20 nov. 2021 (adaptado). Nesse artigo de opinião, ao fazer uso de uma fala rebuscada no exemplo da compra do pão, o autor evidencia a importância de(a) A se ter um notável saber jurídico. B valorização da inteligência do falante. C falar difícil para demonstrar inteligência. D coesão e da coerência em documentos jurídicos. E adequação da linguagem à situação de comunicação. image1.png image2.png image3.png image4.png