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PODERES ADMINISTRATIVOS HIERÁRQUICO tem por objetivo ordenar, coordenar, controlar e corrigir as atividades administrativas, no âmbito interno da administração pública. De fato, este Poder permite a administração distribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal. Vejamos na dicção de Hely Lopes Meirelles �Direito Administrativo Brasileiro. 42. ed. São Paulo: Malheiros, 2016, p. 143�� ��� Prerrogativas: a��Comando, Fiscalização, Controle ou revisão, resolução de conflito de atribuições; poder de punir; alteração de competência(delegar ou avocar). DELEGAÇÃO Não pode ser objeto de delegação de competências: CENORA CE - Competência Exclusiva NO - Atos NOrmativos RA - Decisão de Recursos Administrativos Quem delega ainda é o responsável Mesmo que alguém passe uma tarefa para outra pessoa, a responsabilidade continua com quem delegou. Ou seja, se algo der errado, o superior também responde, porque ele continua sendo o responsável final. Jurisprudência do TCU � Acórdão 8799/2019 � 1ª Câmara: “A autoridade delegante pode ser responsabilizada sempre que verificada: a) a fiscalização deficiente dos atos delegados (culpa in vigilando), ou b) a má escolha do agente delegado (culpa in eligendo). Súmula 510 do STF� "Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial.” PODERES ADMINISTRATIVOS 1 DISCIPLINAR ��� Investigar → Punir internamente ⇒ Servidores públicos ou Particulares que possuam vínculo com a administração pública �Alunos, presos, etc.) Fundado, normalmente, na hierarquia administrativa, o poder disciplinar relaciona-se com as relações jurídicas especiais administrativas, englobando duas situações: a) relações funcionais travadas com agentes públicos, independentemente da natureza do respectivo vínculo jurídico – legal ou negocial (ex.: demissão do servidor público); e b) particulares inseridos em relações jurídicas especiais com a Administração, mas que não são considerados agentes públicos (ex.: aplicação de multa contratual à empresa contratada pela Administração, sanções aplicadas aos alunos de escola pública e aos usuários de biblioteca pública etc.). ���Quando for particulares sem vínculo com o poder publico → de Polícia O que é Ilícito Administrativo? É quando o servidor público quebra uma regra do trabalho (ex: chega atrasado, falta sem justificativa, desobedece uma ordem legal). O que é Tipificação Penal? É quando a lei diz que aquela conduta é crime (ex: peculato, corrupção). O que é o "Puro"? Significa que a ação errada ficou apenas dentro da administração pública. Não foi grave o suficiente para ser considerada crime pela justiça comum. REGULAMENTAR ou NORMATIVO ���Constituição → Lei → REGULAMENTO. Função Normativa Secundária ��� Espécies a�� Regulamentos ou decretos executivos PODERES ADMINISTRATIVOS 2 i�� 84, IV, CF � Compete privativamente ao Presidente da República. Para fiel execução das Leis b�� Regulamentos ou decretos autônomos i�� 84, VI, CF→ ���Organização e Funcionamento da Adm. Federal, quando não implicar aumento de despesas nem criação ou extinção de órgãos públicos ��� Extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos. c�� Regulamentos Autorizados ou delegados i�� Podem inovar na ordem jurídica. ii�� Precisa ser autorizado pela Lei iii��Normalmente das Agências Reguladoras dentre os parametros estabelecidos pela LEI. Não pode ser em BRANCO ou Genérico. A lei estabelecerá os standards jurídicos. ��� Produto fumígero �Anvisa� PROIBIDO ⇒ STF OK d�� Regulamento de Necessidade DE POLÍCIA O poder de POLÍCIA caracteriza-se pela atividade da administração pública expressada por intermédio de seus atos normativos ou concretos, sendo baseado na supremacia geral do interesse público, com a finalidade de condicionar a liberdade e a propriedade dos indivíduos mediante ações fiscalizadoras, preventivas e repressivas, na forma da lei. Conforme ensina Carvalho Filho �Manual de direito administrativo. 37. ed. Barueri, SP� Atlas, 2023. p. 222�: Em sentido amplo, poder de polícia significa toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação aos direitos individuais. Nessa visão, a primeira e mais fundamental manifestação desse poder ocorre no Poder Legislativo. É o Legislativo que, por meio da lei, estabelece as normas gerais e abstratas que definem os contornos dos direitos individuais. A lei é o instrumento primário que cria as chamadas limitações administrativas. PODERES ADMINISTRATIVOS 3 Sem uma lei prévia, a Administração Pública nada pode fazer, em obediência ao princípio da legalidade (art. 5º, II, CF�. Maria Sylvia Zanella Di Pietro: “Considerando o poder de polícia em sentido amplo, de modo que abranja as atividades do Legislativo e do Executivo, os meios de que se utiliza o Estado para o seu exercício são: atos normativos em geral, a saber: pela lei, criam-se as limitações administrativas ao exercício dos direitos e das atividades individuais, estabelecendo-se normas gerais e abstratas dirigidas indistintamente às pessoas que estejam em idêntica situação; também por meio de lei são definidas as infrações administrativas e respectivas sanções, bem como as medidas preventivas e repressivas cabíveis; trata-se de exigência que decorre do princípio da legalidade, previsto no artigo 37, caput, da Constituição e do seu artigo 5º, inciso II, pelo qual ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; disciplinando a aplicação da lei aos casos concretos, pode o Executivo baixar decretos, resoluções, portarias, instruções; atos administrativos e operações materiais de aplicação da lei ao caso concreto, compreendendo medidas preventivas (fiscalização, vistoria, ordem, notificação, autorização, licença), com o objetivo de adequar o comportamento individual à lei, e medidas repressivas (dissolução de reunião, interdição de atividade, apreensão de mercadorias deterioradas, internação de pessoa com doença contagiosa), com a finalidade de coagir o infrator a cumprir a lei.” �DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. 31ª ed. São Paulo: Atlas, 2018. P. 197� Agora: Se o CESPE falar em condicionar e restringir direitos é um ato normativo de polícia. Se o CESPE falar que é um ato interno dentro da hierarquia é um ato ordinatório dentro do poder hierárquico. ATRIBUIÇÃO P/ Condicionar, Limitar, Regulamentar, Restringir… Para realizar o INTERESSE PÚBLICO. ���Art. 78 CTN � FONTE para o poder de polícia de modo geral a��Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula PODERES ADMINISTRATIVOS 4 a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. �Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 1966� CICLO DO PODER DE POLÍCIA 1º Ordem - INDELEGÁVEL, visto que possui função legislativa. �CESPE� Segundo a teoria do ciclo de polícia, o poder de polícia da administração pública divide-se em quatro fases, sendo a primeira fase, denominada ordem de polícia, a única que não pode ser delegada a pessoas jurídicas de direito privado, porquanto representa a função legislativa. 2ºConsentimento ��� Licença a��Ato Vinculado �Lembrar da Licença para dirigir) b��Definitivo c��Direito Adquirido ���Autorização a��Ato discricionário b�� Precário c��Não gera direito Adquirido. d�� e�� f�� 3ºFiscalização 4ºSanção PODERES ADMINISTRATIVOS 5 DELEGAÇÃO DO PODER DE POLÍCIA PJ de direito privado integrante da Administração Indireta de CapitalSocial MAJORITARIAMENTE PÚBLICO que prestem EXCLUSIVAMENTE serviço Público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial → Consentimento, Fiscalização e Sanção. A ORDEM de polícia não pode ser delegada. STF 2020 �BHTRANS� Segundo o STF, a delegação possui os seguintes requisitos: ���Deve ser feita mediante lei formal ��� Se forem pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta, além do requisito acima: 2.1) devem ter capital social majoritariamente público; 2.2) devem prestar exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado; 2.3� A prestação deve ocorrer em forma de monopólio, isto é, em regime não concorrencial. PODERES ADMINISTRATIVOS 6 Consentimento, Fiscalização, Sanção: pode DELEGAR para Pessoas Jurídicas de Direito PRIVADO. Integrantes da Administração INDIRETA. Por: Por LEI (lei formal) Delegável para: Capital majoritariamente público Pode delegar Serviços públicos NÃO concorrenciais e Próprio do estado. Atividades Acessórias Atributos de Poder de Polícia Os atributos (características) do poder de polícia, usualmente apontados pela doutrina, são (DICA): Discricionariedade: a Administração detém razoável liberdade de atuação no exercício do poder de polícia, dentro dos limites dados pela lei; Coercibilidade: as medidas adotadas podem ser impostas de maneira coativa aos administrados, independentemente de prévia manifestação judicial; Autoexecutoriedade: refere-se à possibilidade dos atos decorrentes do exercício do poder de polícia serem imediatamente executados pela própria Administração, independentemente de autorização ou intervenção de ordem judicial. Nem todo poder goza desse atributo → Ex: Imposição de Multa depende de atuação do poder Judiciário no que tange à execução. MULTA aplicação de multa tem Autoexecutoriedade (não depende de autorização Judicial), porém, a cobrança de multa não tem o atributo da Autoexecutoriedade ( depende de autorização Judicial) PODERES ADMINISTRATIVOS 7 Na realidade, não podemos falar em "não submissão ao controle judicial". Segundo o saudoso mestre Cyonil �2017, p. 286�, o poder de polícia pode ser corrigido pela atuação do Poder Judiciário, por exemplo. Ou seja, o exercício do poder de polícia não é ilimitado, existem limites, como: os direitos dos cidadãos, as prerrogativas individuais e as liberdades públicas asseguradas na Constituição e nas leis. Exceções Quando expressamente previsto em Lei Em situações de Urgencia ABUSO DE PODER Abuso de poder constitui defeito que, em geral, surge desde o início do processo de produção do ato administrativo. �CESPE ERRADA� "O abuso de poder ocorre quando a autoridade, embora competente para praticar o ato, ultrapassa os limites de suas atribuições ou se desvia das finalidades administrativas." A partir daí, é possível verificar que o abuso de poder constitui gênero do qual são espécies o excesso de poder e o desvio de poder (ou de finalidade). No primeiro caso, o agente público extrapola os limites de suas atribuições legais. O ato, por conseguinte, apresenta vício de competência, sendo, em tese, passível de convalidação, desde que não se trate de competência exclusiva ou de incompetência em razão da matéria.�EXCESSO� De seu turno, o desvio de poder verifica-se quando o ato é praticado visando a atingir finalidade distinta daquela prevista em lei, sem atendimento, portanto, do interesse coletivo. Nessa hipótese, a nulidade é absoluta, de modo que o vício não admite convalidação. �DESVIO� Pode ser de forma COMISSIVA e OMISSIVA. Toda atuação abusiva é ILEGAL. ESPÉCIE Excesso de Poder ⇒ Atuação fora dos limites de sua competência. Ato sem competência ou possuindo competência, extrapola os limites PODERES ADMINISTRATIVOS 8 Desvio de Poder ⇒ Atua buscando interesse diverso do interesse público ou da finalidade estabelecida na lei. Omissão ⇒ Possuindo um dever legal de atuar em determinado sentido, deixa de praticar o ato que estava obrigado. CONSEQUENCIAS Todos os atos praticados com abuso de poder são ilegais. Desvio sempre serão ANULADOS. Excesso de poder, em determinados casos, podem ser convalidados, desde que seja sanável e não acarrete prejuízo a terceiros ou ao interesse público. Abuso de poder (gênero) Excesso de Competência ou Excesso de poder é C EP: vício no elemento competência, já que a autoridade vai além, mesmo não sendo competente para tal. Convalidável, desde que a competência não seja exclusiva Desvio de Finalidade ou Desvio de poder é F DP: vício no elemento finalidade, já que a autoridade, ainda que competente para a prática, se desvia do interesse público. Sempre nulo (insanável) DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO �PEPA� Prestar contas PODERES ADMINISTRATIVOS 9 Eficiência Probidade Agir COMENTÁRIO DE QUESTÕES Em suma, o chefe do poder executivo poderá: 1� por meio de decreto; 2� dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos e extinguir funções ou cargos públicos, quando vagos. “Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República: VI – dispor, mediante decreto, sobre: �Redação dada pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001� a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos; �Incluída pela Emenda Constitucional nº 32, de 2001� b) extinção de funções ou cargos públicos, quando vagos;” figura do decreto autônomo, o qual estabelece a competência do Presidente da República para dispor, mediante decreto, sobre organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. No âmbito da execução penal, a atribuição de apurar a conduta faltosa do detento cometida dentro do estabelecimento prisional durante o cumprimento da pena, assim como realizar a subsunção do fato à norma legal, verificando se a conduta corresponde a uma falta leve, média ou grave, e aplicar eventual sanção é do diretor do estabelecimento prisional e decorre do poder PODERES ADMINISTRATIVOS 10 Letra A� O Poder de polícia é faculdade conferida ao Estado de estabelecer regras restritivas e condicionados do exercício de direitos e garantias individuais, tendo em vista o interesse público. O poder de polícia visa regular as relações entre particulares, disciplinando regras de convivência com a edição de leis, fiscalizando a sua fiel execução e aplicando medidas coercitivas, no caso de descumprimento, como exemplo, aplicação de multas de trânsito, apreensão de mercadorias com prazo de validade vencido, fechamento de estabelecimento comercial que funcione irregularmente, dentre outras; Letra B� O poder geral de cautela é instrumento que visa garantir a efetividade processual, com previsão no art. 297 do CPC; Letra C� Tutela é a fiscalização exercida pela Administração Pública (administração direta) nas entidades criadas por lei ou por ela autorizada (entidades da Administração Indireta); Letra D� O Poder hierárquico pressupõe relação de subordinação, escalonamento vertical, dentro do órgão ou repartição pública, com distribuições de competências entre seus agentes; Letra E� Em vista do que disciplina o poder disciplinar, a Administração Pública poderá aplicar sanções àqueles sujeitos à sua disciplina em razão de um vinculo específico. Quando o vínculo não decorre de uma relação funcional entre a Administração e Administrado, a aplicação de sanção terá como fundamento a supremacia do interesse público. Súmula 533 Para o reconhecimento da prática de falta disciplinar no âmbito da execução penal, é imprescindível a instauração de procedimento administrativo pelo diretor do estabelecimento(....) DELEGADO PC/RJ 22 - Recebida denúncia de violência doméstica contra a mulher, a equipe de delegacia especializada de atendimento à mulher prendeu Jorge em flagrantedelito, pela prática de tentativa de feminicídio, tendo sido apreendida a arma de fogo utilizada no crime. Após as diligências procedimentais do auto de prisão em flagrante e da apreensão da arma de fogo, o delegado adjunto lavrou o auto de infração pela apreensão da arma de fogo, aplicando multa em desfavor de Jorge. Acerca dessa situação hipotética, assinale a opção correta. PODERES ADMINISTRATIVOS 11 A autoridade policial exerceu, concomitantemente, o poder de polícia judiciária e o poder de polícia administrativo. Desde já convém distinguir a polícia administrativa, que nos interessa neste estudo, da polícia judiciária e da polícia de manutenção da ordem pública, estranhas às nossas cogitações. Advirta-se, porém, que a polícia administrativa incide sobre os bens, direitos e atividades, ao passo que as outras atuam sobre as pessoas, individualmente ou indiscriminadamente. A polícia administrativa é inerente e se difunde por toda a Administração Pública, enquanto as demais são específicas e privativas de determinados órgãos �Polícias Civis) ou corporações �Polícias Militares e Guardas Municipais). A lavratura do auto de infração decorre do poder de polícia judiciária, pois é consequência da apreensão da arma de fogo utilizada no crime. A multa aplicada será graduada pela autoridade competente, de acordo com a conveniência e oportunidade. O delegado adjunto poderia ter deixado de aplicar a multa pela apreensão da arma de fogo, em razão da sua discricionariedade administrativa. É ilegítima a aplicação de multa pela apreensão da arma de fogo, pois depende de autorização judicial. C� CERTA. Ex.: Um delegado da polícia federal exerce o poder de polícia judiciária ao efetuar uma prisão em flagrante e também exerce poder de polícia administrativa ao autorizar um indivíduo a portar arma de fogo, por exemplo. Informativo 966 STF� É constitucional a delegação do poder de polícia, por meio de lei, a pessoas jurídicas de direito privado integrantes da Administração Pública indireta de capital social majoritariamente público que prestem exclusivamente serviço público de atuação própria do Estado e em regime não concorrencial. STF. Plenário. RE 633782/MG, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 23/10/2020 �Repercussão Geral – Tema 532� �Info 996�. A respeito do poder de polícia, julgue os próximos itens. I Segundo o texto constitucional, o poder de polícia é exercido exclusivamente pelas corporações especializadas da polícia civil e da polícia militar. F PODERES ADMINISTRATIVOS 12 Em rigor, é a polícia judiciária, e não a polícia administrativa, que se caracteriza por ser exercida por corporações especializadas, notadamente pelas Polícias Civil e Federal, às quais cabe, fundamentalmente, o papel de polícias investigativas, destinadas à elucidação de infrações penais, com vistas à colheita de provas e à identificação dos autores dos crimes. Já a polícia administrativa, que tem por objeto o exercício de direitos e atividades em geral, pode ser atribuída a variados órgãos e entidades da Administração, nos mais diversos segmentos, como a polícia ambiental, a polícia sanitária, a polícia de posturas urbanísticas, a polícia de trânsito etc. II Para o exercício adequado do poder de polícia, é necessário que a administração pública obtenha previamente autorização do Poder Judiciário. F III No exercício do poder de polícia, o município poderá estabelecer os horários de funcionamento dos estabelecimentos comerciais situados em seu território. V → Súmula vinculante 38�STF� É competente o município para fixar o horário de funcionamento de estabelecimento comercial. → □ Em resumo, Lei municipal pode dispor sobre: a) Horário de funcionamento de estabelecimento comercial: SIM �SV 38�. b) Horário de funcionamento dos bancos (horário bancário): NÃO �Súmula 19 do STJ�. c) Medidas que propiciem segurança, conforto e rapidez aos usuários de serviços bancários: SIM. Poder regulamentar X Poder de polícia No poder regulamentar o ente público cria normas para resolver situações concretas, já no poder de polícia o ente cria normas para fiscalização e organização de atividades, de forma abstrata. Quando a administração realiza um ato, com o intuito de regularizar certa situação de maneira abstrata, estaria utilizando do Poder de Polícia em sua função normativa, que é um substrato do poder de polícia. MARQUE A INCORRETA Autorização, permissão e concessão são formas de o Estado autorizar, permitir e conceder aos particulares a exploração de bens e serviços públicos. PODERES ADMINISTRATIVOS 13 A legalidade administrativa é diferente da legalidade civil, uma vez que aquela dita o limite da atuação do administrador público, conforme imposto pela lei e esta permite ao particular aquilo que a lei não proíbe. O poder de polícia decorre da capacidade administrativa e concede também a prerrogativa de função legislativa para a positivação de tipos penais em âmbito de direito penal aos agentes de estado que possuem esse poder. → O poder de polícia confere prerrogativas para que a Administração Pública, mediante atos normativos ou concretos, limite ou discipline direito individual visando à garantia e manutenção do interesse público. É por meio do poder de polícia que a administração fiscaliza estabelecimentos comerciais quanto à higiene, estabelece a correta ocupação do espaço territorial, concede o usufruto de espaços públicos ao particular, entre outros. O art. 78 do Código Tributário Nacional Todavia, o poder de polícia não tem o condão de permitir a função legislativa, exclusiva do poder Legislativo, pelo que está incorreta a alternativa. São princípios de direito administrativo a moralidade administrativa, a supremacia do interesse público, a motivação, a publicidade e transparência, a proporcionalidade e razoabilidade administrativas. O princípio da supremacia do interesse público, não desconsidera os interesses particulares/individuais, não obstante informa ao agente administrativo que o interesse público prevalece sobre interesses privados. São características do poder de polícia a discricionariedade, a autoexecutoriedade e a coercibilidade. A autoexecutoriedade do poder de polícia refere-se à prerrogativa da Administração de decidir e executar, direta e indiretamente, suas decisões, sem a necessidade de intervenção do Poder Judiciário. A coercibilidade está diretamente associada à autoexecutoriedade do Poder de Polícia. Nesse sentido, a coercibilidade é conceituada como a imposição coativa das medidas de polícia aplicadas pelo Estado, que permite o uso de meios diretos e indiretos para satisfação do interesse público. A discricionariedade, na verdade, é a possibilidade que a Administração Pública possui de analisar o mérito administrativo, entendido como o estudo PODERES ADMINISTRATIVOS 14 da oportunidade e da conveniência para a prática de determinado ato. Abuso de Poder: COMBATIDO POR MANDADO DE SEGURANÇA. Ato ilegal passível de anulação; Excesso de poder: Quando o agente atua além do limite de sua competência. VICIO NA COMPETÊNCIA. Desvio de poder: AGENTE TEM COMPETÊNCIA para pratica o ato, MAS AFASTA O INTERESSE PUBLICO. Desvio de finalidade, busca alcançar o fim diverso da lei. PCRS 18 � Acerca dos temas “atos administrativos” e “poderes administrativos ,̓ assinale a alternativa INCORRETA� Porque submetidos ao regime jurídico de direito público, os atos administrativos não podem ser praticados por pessoas que não integram a Administração Pública em sentido formal ou subjetivo. ERRADO. Em sentido formal ou subjetivo ou orgânico, entende-se Administração Pública como o conjunto de órgãos, agentes ou pessoas jurídicas previstos expressamente no ordenamento jurídico, que compõem a Administração Direta e Indireta. Nesse sentido, atos administrativos podem ser praticados por pessoas que não integram a Administração Direta e Indireta, como as concessionárias/permissionárias. Embora se distingam quanto ao graude liberdade conferido pela lei ao administrador para a prática de determinado ato administrativo, tanto o poder vinculado como o poder discricionário estão sujeitos ao controle jurisdicional. PODERES ADMINISTRATIVOS 15 CERTO. Em relação ao poder vinculado não há maiores dúvidas, pois esses estão submetidos ao controle do Poder Judiciário, sempre que contiverem vícios de ilegalidade. Em relação aos atos discricionários, o Poder Judiciário não pode adentrar o mérito administrativo, consistente nos critérios de oportunidade e conveniência. Todavia, cabe o controle de legalidade dos atos administrativos, o que ocorre, por exemplo, nos casos de abuso de poder da Administração Pública. A exigência de prévia autorização judicial para a quebra da inviolabilidade da comunicação telefônica constitui exemplo de exceção ao atributo da autoexecutoriedade do ato administrativo. Art. 5º, XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal; Nesse sentido, caso a Administração queira ter acesso às comunicações telefônicas, deve solicitar a quebra do sigilo ao Poder Judiciário, que verificando o caso, atenderá ou não ao pedido. Nos processos perante o Tribunal de Contas da União, asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma ou pensão. Súmula Vinculante nº 3 Nos processos perante o Tribunal de Contas da União asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão. A prerrogativa de aplicar sanções pelo descumprimento de determinadas normas administrativas, presente no poder de polícia administrativa, inexiste no poder de polícia judiciária, uma vez que o campo de atuação desta última diz respeito à apuração de infrações penais e à execução de medidas que garantam a efetividade da atividade jurisdicional. PODERES ADMINISTRATIVOS 16 Nos casos em que houver necessidade de aplicação de sanções no âmbito do poder de polícia judiciária, essa deve ser solicitada ao Poder Judiciário. PODERES ADMINISTRATIVOS 17