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WANDER FERNANDES DOS SANTOS
DIREITO TRIBUTÁRIO
Curso: Bacharelado em Ciências Contábeis
ATIVIDADE PRÁTICA DE APRENDIZAGEM
Disciplina: Direito Tributário
Discente: Wander Fernandes dos Santos
ENUCIADO
Os contribuintes de três estados da federação brasileira (Bahia, São Paulo e Paraná), receberam um boleto para pagamento, emitido pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, constando que dentro do prazo de 30 (trinta) dias deveria ser pago o imposto do ar puro. Compulsando-se os boletos, verificou-se que os contribuintes do estado do Paraná deveriam pagar uma alíquota de 3%, os contribuintes do estado de São Paulo deveriam pagar uma alíquota de 4% e os contribuintes da Bahia, deveriam pagar uma alíquota de 5%. O fato que mais indignou os contribuintes foram que os contribuintes não tiveram conhecimento da criação daquele imposto até aquela data. Analisando esta situação hipotética, identifique quais princípios tributários devem ser aplicados.
RESPOSTAS
Na situação apresentada, os princípios tributários que devem ser aplicados incluem a legalidade, capacidade contributiva, isonomia e publicidade. As diferentes alíquotas para estados diferentes, levanta questões sobre a legalidade, equidade e transparência desse imposto.
Destaquemos aqui os principais pontos: 
1. Aplicação de uma lei Federal apenas para Paraná, São Paulo e Bahia; 
2. Diferentes alíquotas para um tributo Federal;
3. A não citação de uma lei embasando a cobrança do imposto;
Devem ser aplicados os seguintes princípios tributários: 
· Princípio da Legalidade: De acordo com o artigo 5º, inciso II da Constituição Federal, determina que ”ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, logo se não houver a publicação da lei que determina a criação e o pagamento deste “imposto do ar”, o contribuinte não será obrigado a pagar a guia do tributo. Além da criação de uma lei para instituir o tributo, também deve-se definir seu fato gerador, o sujeito passivo e a base de cálculo de cada alíquota do tributo.
· Princípio da Anterioridade: Para que haja a instituição ou majoração de um imposto, é necessário que a lei tenha sido criada e publicada no exercício financeiro anterior. Sendo assim, supondo que o imposto do ar esteja sendo cobrado no exercício de 2024, é necessário que tenha sido criada e publicada uma lei definindo o fato gerador (hipótese de incidência prevista em lei), o sujeito passivo (quem devera pagar) e a base de cálculo de cada alíquota (sobre qual valor será calculado o valor a ser pago) no ano de 2023.
· Princípio da Irretroatividade: Como visto no princípio da anterioridade, se não houve a criação e publicação da lei instituindo o pagamento do imposto do ar o ano de 2023, não será possível cobrar qualquer imposto referente essa lei no ano de 2024.
· Princípio de Uniformidade Geográfica: Definido pelo Artigo 151, inciso I da Constituição Federal, é vedado à União federal instituir um tributo que não seja uniforme em todo território federal. Ou seja, não será permitido que ocorra a cobrança de um imposto em alguns estados e não a outros (no exemplo supracitado, apenas Paraná, São Paulo e Bahia seriam obrigados a recolherem os impostos), além disso, também é vedado que haja alíquotas diferentes para cada estado (no exemplo Paraná teria alíquota 3%, São Paulo 4% e Bahia 5%).
· Princípio da Vedação ao confisco ou Princípio do não confisco: Previsto no Artigo 150, inciso IV da Constituição Federal, é vedado a utilização de tributos com efeito de confisco, ou seja, é a garantia de que o tributo será cobrado de forma honesta e razoável e de que a União não poderá utilizar os tributos para violar o direito de propriedade do contribuinte.
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