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BARRAGENS
PROFª. ME. JESSICA GALENO
CLASSIFICAÇÃO DAS BARRAGENS
Classificação Quanto à Finalidade;
Classificação Quanto ao Porte (Altura);
Classificação Quanto ao Risco (Lei 12.334/2010 – Segurança de Barragens);
Classificação Quanto ao Material;
Classificação Quanto ao Tipo Estrutural.
QUANTO À 
FINALIDADE
Geração de energia (hidrelétrica);
Abastecimento de água;
Irrigação;
Controle de cheias;
Mineração (rejeitos);
Regularização de vazão;
Recreação.
QUANTO AO 
MATERIAL
Barragens de Terra (Aterro)
Barragens de Enrocamento
Barragens de Concreto
Barragens de Gabião
Barragens Mistas
QUANTO AO 
RISCO
A) Categoria de Risco (CRI)
Relacionada às condições da própria barragem.
Leva em conta:
•Estado de conservação
•Projeto
•Idade da barragem
•Existência de plano de segurança
•Instrumentação e monitoramento
•Confiabilidade da estrutura
Classificação:
•Baixo Risco
•Médio Risco
•Alto Risco
QUANTO AO 
RISCO
B) Dano Potencial Associado (DPA)
Relaciona-se às consequências de um eventual rompimento, 
independentemente da probabilidade.
Considera:
•Perda de vidas humanas
•Impactos econômicos
•Impactos sociais
•Impactos ambientais
•Infraestruturas afetadas
Classificação:
•Baixo DPA
•Médio DPA
•Alto DPA
QUANTO A 
TIPOLOGIA DAS 
ESTRUTURAS
Barragem de Terra;
Barragem de Enrocamento;
Barragem de Concreto;
Barragem de Rejeito;
Barragem Especial.
BARRAGEM DE 
TERRA
Homogênea: a barragem é considerada homogênea quando há 
predominância de um único material, embora possam ocorrer elementos 
diversificados, como filtros, rip rap etc.
Zoneada: Com solos diferenciados quanto a sua origem, granulometria e 
propriedades.
Maçico: geralmente em solos argiloso;
Núcleo: em argila (baixa permeabilidade);
BARRAGEM DE TERRA
BARRAGEM DE 
ENROCAMENTO
Com núcleo impermeável: a vedação da água é feita por meio de um 
núcleo argiloso;
Regiões com elevada oferta de material rochoso e/ou indisponibilidade de 
solos argilosos (DMT elevado); 
Utilizada em pequenos vales (estreitos) em regiões rochosas;
Com face impermeável: a vedação da água é garantida pela 
impemeabilização da face de montante da barragem (camada de asfalto; 
face de concreto; chapa de aço).
Barragens de 
Enrocamento 
com face de 
concreto
BARRAGEM DE 
CONCRETO
Fundação preferencialmente em rocha sã, devido à elevada 
pressão nas fundações (alto peso específico do concreto);
Cuidado com lançamentos, adensamento e cura do concreto
São divididas em:
Gravidade;
Gravidade Aliviada;
- em contraforte;
- em arco;
- em concreto Rolado ou Compactado
Gravidade
Barragem maciça;
Construída em concreto simples 
(pouca armação);
Trabalha essencialmente a 
compressão;
Estabilidade garantida pelo peso 
próprio.
Gravidade Aliviada
Núcleo vazado;
Estrutura mais leve;
Menos esforço na fundação;
Economia de concreto.
Em 
Contraforte
Elevada resistência e redução 
considerável no volume de 
concreto empregado;
Contraforte verticais que 
absorvem grande parte das 
tensões;
Alto consumo de ferragens e 
formas.
Em Arco
Geometria mais resistente à 
compressão;
Possibilita uma redução no volume 
de concreto;
Alto consumo de ferragem e 
formas;
Muito aplicada para vales em V.
Em Concreto 
Compactado com 
Rolo (CCR)
Essencialmente uma barragem por 
gravidade;
É uma mistura seca de cimento, 
agregados (brita/areia) e pouca 
água, com consistência de "farofa“;
O concreto é espalhado por trator 
de esteira e compactado na 
sequência;
Resistência elevada pela 
compactação (redução de vazios) 
com equipamentos mecânicos.
Barragem de 
Rejeitos
ALTEAMENTO À MONTANTE
ALTEAMENTO À JUSANTE
ALTEAMENTO NA LINHA DE CENTRO
ALTEAMENTO À MONTANTE
Vantagens:
Menor custo;
Maior velocidade de construção;
Melhor aproveitamento da área;
Não existe erosão eólica e hidráulica nos taludes.
Desvantagens:
Superfície freática elevada;
Maior risco de ruptura por piping;
Superfície provável de ruptura passando pelo material de baixa resistência ao cisalhamento;
Dificuldade de implementação de sistema de drenagem eficiente.
Obs. Aterro hidráulico com o próprio refeito bombeado
ALTEAMENTO A JUSANTE
Vantagens:
Menor probabilidade de ruptura interna;
Abatimento de linha freática.
Desvantagens:
Custo mais elevado;
Menor aproveitamento da área disponível;
Maior volume de material compactado.
OBS. O Alteamento pode ser realizado com o próprio rejeito. No entanto, é mais comum o uso 
de materiais provenientes de áreas de empréstimo
ALTEAMENTO NA LINHA DE CENTRO
Vantagens:
Economia de espaço físico;
Menor volume de material compactado;
Drenagem interna eficiente.
Desvantagens:
Possibilidade de ocorrência de fissuras no corpo da barragem;
Maior risco de ruptura por piping;
Barragem 
Especiais
Em gabião
Em borracha
PRINCIPAIS COMPONENTES 
DDA BARRAGEM
Barramento: Estrutura principal de retenção, podendo ser composta pela
combinação de diversas técnicas e materiais.
Crista: Parte superior da barragem, com largura determinada pelo tráfego
local e não inferior a 3m, de modo a garantir o acesso para inspeção e
manutenção.
Borda livre: Distância entre a crista e o nível máximo de água projetado
(segurança contra transbordamento).
Talude de Montante: Superfície inclinada em contato direto com a água,
exigindo cuidados especiais de proteção contra erosão.
Talude de Jusante: Superfície inclinada da barragem do lado contrário ao
reservatório.
Ombreiras ou Encontros: Ponto de contato entre a barragem e o terreno
natural: São regiões muito delicadas em termos de resistência, transmissão de
tensões e comportamento entre materiais diferentes.
PRINCIPAIS COMPONENTES 
DA BARRAGEM
Fundação: Base na qual o maciço se apoiará (avaliar parâmetros de
resistência, deformidade e permeabilidade);
Drenagem interna: Evita problemas decorrentes de percolação de água
através do maciço (erosão interna ou piping).
Vertedouro, sangradouro ou extravasor: Elemento de controle de vazões
regulares e excepcionais, podendo ser utilizado nas operações normais ou
para controle de cheias.
Comportas: Nome genérico dados aos equipamentos eletromecânicos para
controle de descarga dos vertedouros.
Canal de descarga: conduz a água da estrutura de controle (vertedouro) até
o leito natural.
Tomada d’água: Estruturas utilizadas para captação das vazões destinadas às
finalidades das barragens.
	Slide 1: BARRAGENS
	Slide 2: CLASSIFICAÇÃO DAS BARRAGENS
	Slide 3: QUANTO À FINALIDADE
	Slide 4: QUANTO AO MATERIAL
	Slide 5: QUANTO AO RISCO
	Slide 6: QUANTO AO RISCO
	Slide 7: QUANTO A TIPOLOGIA DAS ESTRUTURAS
	Slide 8: BARRAGEM DE TERRA
	Slide 9: BARRAGEM DE TERRA
	Slide 10: BARRAGEM DE ENROCAMENTO
	Slide 11: Barragens de Enrocamento com face de concreto
	Slide 12: BARRAGEM DE CONCRETO
	Slide 13: Gravidade
	Slide 14: Gravidade Aliviada
	Slide 15: Em Contraforte
	Slide 16: Em Arco
	Slide 17: Em Concreto Compactado com Rolo (CCR)
	Slide 18: Barragem de Rejeitos
	Slide 19: ALTEAMENTO À MONTANTE
	Slide 20: ALTEAMENTO A JUSANTE
	Slide 21: ALTEAMENTO NA LINHA DE CENTRO
	Slide 22: Barragem Especiais
	Slide 23: PRINCIPAIS COMPONENTES DDA BARRAGEM
	Slide 24: PRINCIPAIS COMPONENTES DA BARRAGEM

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