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avaliação psicologica juridica em processos de guarda no brasil
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Avaliação Psicológica Centro Universitário Faculdade Maurício de NassauCentro Universitário Faculdade Maurício de Nassau

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Resumo sobre Avaliação Psicológica Jurídica em Processos de Guarda no Brasil A pesquisa realizada por Tayora Dantas e colaboradores tem como foco a avaliação psicológica em processos de guarda no Brasil, buscando entender a estruturação dessas avaliações e a homogeneidade ou heterogeneidade nas práticas dos psicólogos jurídicos. Para isso, foram entrevistados 29 profissionais da área, que responderam a um questionário online baseado na literatura existente. A análise dos dados foi feita através da Análise Temática, que permitiu identificar categorias pré-definidas a partir de diretrizes nacionais e internacionais. Os resultados revelaram algumas divergências em relação à literatura, mas também mostraram que as práticas dos psicólogos estão, em grande parte, alinhadas com as diretrizes estabelecidas. A partir dessas constatações, os autores propõem um roteiro de práticas sistematizadas para promover maior uniformidade nas avaliações parentais. A Psicologia Forense, que atua em interface com o Direito, é essencial para a justiça, exigindo uma atuação ética e imparcial dos profissionais. A pesquisa destaca que as decisões judiciais em processos de guarda são frequentemente influenciadas por perícias psicológicas, que devem ser fundamentadas em estudos, instrumentos confiáveis e uma formação especializada dos psicólogos. A atuação do psicólogo forense não se limita à verificação de fatos, mas busca promover o bem-estar das pessoas envolvidas, considerando a complexidade das dinâmicas familiares e as influências sociais, como classe social e gênero, que podem impactar as decisões de guarda. A legislação brasileira, que prioriza a convivência familiar e a guarda compartilhada, não estabelece requisitos objetivos para as avaliações psicológicas, o que pode levar a uma diversidade de práticas entre os profissionais. O estudo revela que muitos psicólogos não utilizam o termo de consentimento informado, o que é considerado uma prática questionável, pois este termo é fundamental para estabelecer uma relação de confiança e garantir a transparência do processo. Além disso, a pesquisa aponta para a necessidade de uma formação mais robusta e especializada para os psicólogos que atuam na área, uma vez que a maioria dos participantes não possui especialização em Psicologia Jurídica. Diretrizes e Roteiros Internacionais O artigo também discute as diretrizes internacionais para avaliações de guarda, como as estabelecidas pela American Psychological Association (APA), que enfatizam a importância do melhor interesse da criança e a necessidade de uma avaliação abrangente que considere as dinâmicas familiares e as necessidades psicológicas da criança. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) fornece orientações, mas não um protocolo sistematizado, o que gera inconsistências nas práticas. A pesquisa sugere que a construção de um protocolo de avaliação pode ajudar a padronizar as práticas e garantir que as avaliações sejam realizadas de forma ética e fundamentada. Os resultados da pesquisa indicam que a maioria dos psicólogos entrevistados reconhece a importância de uma avaliação abrangente, que inclua entrevistas, observações e a aplicação de instrumentos psicológicos. No entanto, a falta de um protocolo claro e a diversidade de abordagens teóricas podem levar a inconsistências nas avaliações, o que pode prejudicar o direito das crianças e adolescentes envolvidos. A proposta de um roteiro sistematizado visa minimizar esses vieses e promover uma prática mais homogênea, respeitando sempre o superior interesse da criança. Considerações Finais Em conclusão, a pesquisa evidencia a heterogeneidade nas práticas de avaliação psicológica em processos de guarda no Brasil, destacando lacunas na formação dos profissionais e na utilização de práticas éticas, como o consentimento informado. A proposta de um roteiro sistematizado para avaliações psicológicas jurídicas em processos de guarda é um passo importante para garantir a qualidade e a uniformidade das avaliações, promovendo o bem-estar das crianças e adolescentes envolvidos. A implementação desse protocolo pode contribuir para uma maior compreensão das dinâmicas familiares e para decisões judiciais mais fundamentadas e justas. Destaques A pesquisa analisa a avaliação psicológica em processos de guarda no Brasil, identificando práticas heterogêneas entre psicólogos jurídicos. A atuação do psicólogo forense deve ser ética e fundamentada, considerando influências sociais e dinâmicas familiares. A legislação brasileira prioriza a guarda compartilhada, mas não estabelece requisitos claros para as avaliações psicológicas. A falta de uso do termo de consentimento informado é uma prática questionável que pode comprometer a confiança no processo. A proposta de um roteiro sistematizado visa padronizar as práticas e garantir o superior interesse das crianças nas avaliações.

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