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VEDAÇÕES VERTICAIS: CONCEITOS BÁSICOS Disciplina de Construções de Edifícios – TB 0796 Prof. Alexandre A. Bertini Universidade Federal do Ceará Centro de Tecnologia Departamento de Engenharia Estrutural e Construção Civil 2 VEDAÇÕES VERTICAIS ■ A VEDAÇÃO VERTICAL É UM SUBSISTEMA DO EDIFÍCIO, CONSTITUÍDO POR ELEMENTOS: •QUE DEFINEM E LIMITAM VERTICALMENTE O EDIFÍCIO E SEUS AMBIENTES INTERNOS •QUE CONTROLAM A PASSAGEM DE AGENTES ATUANTES. 3 VEDAÇÕES VERTICAIS Elementos de divisão interna e de controle de acesso portas Vedação interna 4 Elementos de divisão interna e de controle de acesso janelas vedação exterior VEDAÇÕES VERTICAIS 5 Vedo exterior Vedo interior alvenaria de blocos de concreto VEDAÇÕES VERTICAIS 6 7 Vedo interior alvenaria de bloco cerâmico VEDAÇÕES VERTICAIS MESTRAS 8GESSO ACARTONADO VEDAÇÕES VERTICAIS 9PAINÉIS DE FACHADA VEDAÇÕES VERTICAIS 10Paredes de concreto moldadas no local VEDAÇÕES VERTICAIS 11 ■ VEDO – o elemento que caracteriza a vedação vertical ■ ESQUADRIA – permite o controle de acesso aos ambiente ■ REVESTIMENTO – elemento que possibilita o acabamento decorativo da vedação (pode incluir o “sistema de pintura”) Elementos constituintes VEDAÇÕES VERTICAIS 12 FUNÇÕES DAS VEDAÇÕES VERTICAIS ■ PRINCIPAL: ■ CRIAR (junto com as esquadrias e os revestimentos) CONDIÇÕES DE HABITABILIDADE PARA O EDIFÍCIO protegendo os ambientes internos contra a ação indesejável dos diversos agentes atuantes, controlando-os. Calor, frio, sol, chuva, vento, umidade, ruídos, intrusos. 13 ■ ACESSÓRIA: ■ servir de suporte para os sistemas prediais e servir de proteção, quando os mesmos forem embutidos FUNÇÕES DAS VEDAÇÕES VERTICAIS 14 Instalação embutida na vedação Suporte e proteção de sistemas prediais 15 Instalação embutida na vedação Suporte e proteção de sistemas prediais 16 Suporte e proteção de sistemas prediais 17 Suporte e proteção de sistemas prediais 18 Suporte e proteção de sistemas prediais 19 Vedação de gesso acartonado Suporte e proteção de sistemas prediais 20 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA ■ QUAL A PARCELA DE CUSTO, DAS VEDAÇÕES VERTICAIS NO ORÇAMENTO DE UM EDIFÍCIO CONVENCIONAL? Compor: VEDO + ESQUADRIAS + REVESTIMENTOS ~ 20% DO TOTAL!!! 21 ■ QUAL A PARCELA DE CUSTO, SOMENTE DO VEDO NO ORÇAMENTO DE UM EDIFÍCIO CONVENCIONAL? TALVEZ 4% A 6% DO CUSTO TOTAL DA OBRA !! PORÉM, ..... IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 22 ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 23 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? 24 ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 25 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? 26 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? 27 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA ■ DÁ PARA ACREDITAR QUE UMA OBRA ASSIM SEJA EFICIENTE? 28 29 ■ JÁ, NUMA OBRA ASSIM, A COISA MUDA DE FIGURA ..... IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 30 ■ JÁ, NUMA OBRA ASSIM, A COISA MUDA DE FIGURA ..... IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 31 ■ JÁ, NUMA OBRA ASSIM, A COISA MUDA DE FIGURA ..... IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 32 ■ É PRECISO LEMBRAR QUE: ■ A VEDAÇÃO VERTICAL concentra o maior desperdício de materiais e mão-de-obra ■ Argamassa + bloco (alvenaria) ■ Entulho que sai ■ Entulho que fica ■ A VEDAÇÃO VERTICAL influi em: 10% a 40% do custo do edifício IMPORTÂNCIA ECONÔMICA 33 É só importância econômica???? ■Não!!! É preciso preocupar-se com o desempenho do edifício 34 DESEMPENHO ■ DESEMPENHO TÉRMICO (principalmente isolamento) ■ DESEMPENHO ACÚSTICO (principalmente isolamento) A VEDAÇÃO VERTICAL CONTRIBUI DECISIVAMENTE PARA O DESEMPENHO DO EDIFÍCIO 35 ■ ESTANQUEIDADE À ÁGUA e CONTROLE DA PASSAGEM DE AR ■ PROTEÇÃO E RESISTÊNCIA CONTRA AÇÃO DO FOGO ■ DESEMPENHO ESTRUTURAL (estabilidade dimensional, resistência mecânica e capacidade de absorver deformação) DESEMPENHO PROBLEMAS PATOLÓGICOS PRECISAM SER EVITADOS: DESEMPENHO 37 PROBLEMAS PATOLÓGICOS PRECISAM SER EVITADOS: DESEMPENHO 38 PROBLEMAS PATOLÓGICOS PRECISAM SER EVITADOS: DESEMPENHO 39 PROBLEMAS PATOLÓGICOS PRECISAM SER EVITADOS: DESEMPENHO 40 ■ CONTROLE DE ILUMINAÇÃO (natural e artificial) ■ CONTROLE de RAIOS VISUAIS (privacidade) ■ DURABILIDADE ■ CUSTOS INICIAL E DE MANUTENÇÃO ■ PADRÕES ESTÉTICOS (de conforto visual) ■ FACILIDADE DE LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DESEMPENHO 41 SERÁ QUE TODA A VEDAÇÃO É IGUAL? Quais seriam os tipos principais de vedações? 42 CLASSIFICAÇÃO ■ EXTERNA (DE FACHADA) vedação envoltória do edifício. ■ Uma das faces está em contato com o meio ambiente externo ao edifício 1. QUANTO À POSIÇÃO NO EDIFÍCIO 43 ■INTERNA vedação interna do edifício ■ de COMPARTIMENTAÇÃO 🡪 divisão de uma unidade do edifício; ■ de SEPARAÇÃO 🡪 divisão entre unidades ou entre unidades e a área comum de um edifício. CLASSIFICAÇÃO 1. QUANTO À POSIÇÃO NO EDIFÍCIO 44 Vedo exterior Vedo interior Alvenaria de blocos de concreto 45 POR CONFORMAÇÃO vedações obtidas por moldagem a úmido no local e, para isso, emprega materiais com plasticidade obtida pela adição de água 2. QUANTO À TÉCNICA DE EXECUÇÃO CLASSIFICAÇÃO 46 POR CONFORMAÇÃO TÉCNICA DE EXECUÇÃO 47 POR ACOPLAMENTO A SECO vedações obtidas por montagem através de dispositivos (pregos, parafusos, rebites, cunhas, etc). Constitui a técnica construtiva conhecida como “DRY CONSTRUCTION”, por não empregar materiais obtidos com adição de água 2. QUANTO À TÉCNICA DE EXECUÇÃO CLASSIFICAÇÃO 48 49 LEVE - vedação de baixa densidade superficial – O limite convencionado é em torno de 60 kg/m2 (NBR 11.685) a 100 kg/m2. Não têm função estrutural; PESADA - vedação com densidade superior ao limite convencionado. Podem ou não ter função estrutural. 3. QUANTO À DENSIDADE SUPERFICIAL CLASSIFICAÇÃO 50 VEDAÇÃO LEVE ■ Esquadrias de vidro para fachadas 51 VEDAÇÃO LEVE ■ Fachadas Cortina 52 VEDAÇÃO PESADA ■ Painéis pré-fabricados de concreto p/ vedação de fachadas 53 ■ AUTO-SUPORTE (ou auto-portante) - Não possui estrutura complementar. A vedação se sustenta. (Alvenaria) 4. QUANTO À ESTRUTURAÇÃO CLASSIFICAÇÃO 54 Vedação do tipo auto-suporte Não necessita de estrutura auxiliar para sua sustentação 55 ■ AUTO-SUPORTE (ou auto-portante) - Não possui estrutura complementar. A vedação se sustenta. (Alvenaria) ■ ESTRUTURADA - Possui uma estrutura reticular para suporte dos componentes de vedação. (vedação de gesso acartonado) 4. QUANTO À ESTRUTURAÇÃO CLASSIFICAÇÃO 56 Vedação do tipo estruturada Necessita de estrutura auxiliar para sua sustentação 57 Vedação do tipo estruturada Necessita de estrutura auxiliar para sua sustentação 58 ■ AUTO-SUPORTE (ou auto-portante) - Não possui estrutura complementar. A vedação se sustenta. (Alvenaria) ■ ESTRUTURADA - Possui uma estrutura reticular para suporte dos componentes de vedação. (vedação de gesso acartonado) ■ OUTRAS – ex.: PNEUMÁTICA - vedação na qual o suporte é fornecido por pressão de ar interno superior à pressão atmosférica 4. QUANTO À ESTRUTURAÇÃO CLASSIFICAÇÃO 59 Pavilhão da Fuji na Exposição de Osaka - FORSTER (1994) Vedação do tipo PNEUMÁTICA 60 Armazém da Tapetes São Carlos Ltda (foto de maio de 1997) Vedação do tipo PNEUMÁTICA 61 ■ MONOLÍTICA - Sem juntas aparentes (vedação de alvenaria e de gesso acartonado). ■ MODULAR – Com juntas aparentes. (divisória leve modulada; painéis pré-fabricados de fachada) CLASSIFICAÇÃO 5. QUANTO À CONTINUIDADE SUPERFICIAL em relação à visibilidade das juntas 62 ■ PAREDE – tipo de vedo mais utilizado, se auto-suporta, é monolítico e moldado no local, definitivo, pode ser exterior ou interno. ■ DIVISÓRIA – vedo interno ao edifício com a função de subdividir o edifício em diversos ambientes, geralmente levee pode ser removido com mais facilidade. VEDAÇÕES VERTICAIS Terminologia usual 63 PAREDES ■ DE ALVENARIA ■ DE BLOCO DE CONCRETO ■ DE BLOCO CERÂMICO ■ DE BLOCO SÍLICO-CALCÁRIO ■ DE BLOCO DE CONCRETO CELULAR ■ DE GESSO ■ DE BLOCO DE SOLO CIMENTO ■ DE BLOCO DE SOLO CAL ■ DE ADOBE ■ DE PEDRA 64 PAREDES ■ MACIÇAS ■ DE CONCRETO (PRÉ-MOLDADO OU MOLDADO NO LOCAL) ■ DE CONCRETO CELULAR ■ DE SOLO CIMENTO ■ DE PANÉIS PRÉ-MOLDADOS COM BLOCOS CERÂMICOS ■ DE TAIPA (PAU A PIQUE) ■ DE TAIPA DE PILÃO ■ DE PLÁSTICO PREENCHIDA COM ARGAMASSA 65 PAREDES ■ PAREDE ESTRUTURAL ■ É parte do elemento estrutural (ex. residência unifamiliar) ou é o próprio elemento estrutural. ■ Quando não dimensionada através de cálculo racional é denominada PAREDE RESISTENTE SUBCLASSIFICAÇÃO 66 PAREDES ■ PAREDE DE CONTRAVENTAMENTO ■ Tem função estrutural de contraventamento (sendo ou não dimensionada para isto) de uma estrutura reticulada. incrementa significativamente o grau de rigidez da ESTRUTURA SUBCLASSIFICAÇÃO 67 PAREDES ■ SUBCLASSIFICAÇÃO ■ PAREDE DE VEDAÇÃO – não tem qualquer função estrutural no edifício, sendo dimensionada (por cálculo racional ou não) apenas para suportar o seu próprio peso e para resistir às ações atuantes sobre ela. 68 DIVISÓRIA LEVE (DE PLACAS) MODULADAS (modular e removível). 69 DIVISÓRIA LEVE (DE PLACAS) ■ DE GESSO ACARTONADO 70 DIVISÓRIA LEVE (DE PLACAS) ■ DE GESSO ACARTONADO 71 PAINÉIS PESADOS ■ Painéis pré-fabricados de concreto p/ vedação de fachadas 72 PAINÉIS PESADOS ■ Painéis pré-fabricados de concreto p/ vedação de fachadas 73 PAINÉIS PESADOS ■ Painéis pré-fabricados de concreto estruturais 74 PAINÉIS PESADOS ■ Painéis pré-fabricados de concreto estruturais 75 VEDAÇÃO LEVE DE FACHADA ■ VEDAÇÃO EM FACHADA CORTINA ■ VEDAÇÃO EM ESQUADRIA ■ VEDAÇÃO EM TELHAS e RÉGUAS METÁLICAS 76 VEDAÇÃO LEVE DE FACHADA ■ Vedação leve de fachada suportada por estrutura própria (regulável e fixada externamente na estrutura do edifício). Pode ser constituída de placas de vidro, painéis compósitos, placas metálicas, placas de pedra, placas cerâmicas, placas sintéticas, isoladas ou em composição. Pode ou não ser complementada por uma mureta interna de proteção contra choques. VEDAÇÃO EM FACHADA CORTINA 77 VEDAÇÃO LEVE DE FACHADA ■ Vedação leve de fachada inserida dentro do reticulado estrutural (as vigas e pilares não são recobertos pela vedação). Pode ser composta por elementos transparentes (vidros) ou opacos (painéis compósitos, placas poliméricas, etc. Não possui mureta interna de proteção (se houver uma mureta a esquadria não é a vedação, mas sim um subsistema complementar da vedação). VEDAÇÃO EM ESQUADRIAS 78 RACIONALIZAÇÃO CONSTRUTIVA É necessária a racionalização da produção de vedações verticais Resumindo 79 ■ AS VEDAÇÕES VERTICAIS ■ Englobam elementos de custo elevado ■ Revestimentos ■ Esquadrias Por quê? RACIONALIZAÇÃO ? 80 ■ AS VEDAÇÕES VERTICAIS ■ Possuem interfaces com vários subsistemas ■ Estruturas ■ Instalações elétricas e hidráulicas ■ Impermeabilização Por quê RACIONALIZAÇÃO? 81 ■ AS VEDAÇÕES VERTICAIS ■ Representam um dos maiores volumes de materiais e serviços no canteiro ■ Definem uma parte importante da seqüência executiva da obra ■ Liberam frente para a execução de diversos serviços Por quê RACIONALIZAÇÃO? 82 ■ NÃO É POSSÍVEL OTIMIZAR O TODO SOMENTE OTIMIZANDO AS PARTES ■ É PRECISO AÇÕES EM TODAS AS FASES DESDE A CONCEPÇÃO DO EDIFÍCIO ATÉ SEU USO. ■ O PROCESSO FAZ DIFERENÇA Como RACIONALIZAR? Lembre-se .... 83 ■ É NECESSÁRIA VISÃO HOLÍSTICA ■ Materias de qualidade ■ Projeto do produto e da produção ■ Tecnologia de produção ■ Organização da produção Como RACIONALIZAR? Lembre-se ....