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Fármaco Cinética Conceito: A fármaco cinética estuda o que 0 organismo faz com fármaco, enquanto a farmacodinâmica descreve o que fármaco faz no organismo. É movimento do fármaco, desde que é administrado até ser excretado. As características das pessoas levam a movimentos diferentes dos fármacos. São 4 fatores que formam a fármaco cinética, determinando início, a intensidade e a duração da ação do fármaco: Absorção Distribuição o Metabolização Excreção Existem fatores que interferem na farmacocinética aumentando ou diminuindo um dos 4 fatores. Vias de administração dos fármacos: Enteral (oral); Parenteral (intravenosa, intramuscular subcutânea); Outras: Inalação, tópica, retal etc. ABSORÇÃO: É a passagem do fármaco, saída de um compartimento biológico e vai para a corrente sanguínea. Sai do estômago e vai para sangue. Na administração intravenosa NÃO tem absorção. Durante essa passagem, o fármaco vai encontrar barreira/ fatores que vão influenciar na absorção: o Difusão passiva/ativa: lipossolubilidade. 0 fármaco mais lipossolúvel atravessa mais fácil a membrana. Coeficiente = óleo/água, quanto maior coeficiente maior será a absorção. PH: Um dos fatores de + influência. Fármaco ÁCIDO é melhor absorvido em AMBIENTES ÁCIDOS. Fármaco de característica ácida: 50% na forma molecular (forma não ionizada) e 50% na forma ionizada equilíbrio: (50% HA e 50% H+ e A-). o fármaco de característica ácida cai no estômago (um ambiente ácido). o estômago tem muito próton Esse vai aumentar no fármaco e para manter equilíbrio a equação vai para a esquerda e vai a forma molecular (HA) que é APOLAR, sendo melhor absorvido. Já 0 ácido em meio básico (PH maior) vai a forma ionizada e diminui a absorção. Os fármacos são absorvidos melhor na forma não ionizada. Nas bases: em meio básico eleva 0 e a equação vai para a direita, formando mais (forma não ionizada), sendo mais absorvido. IMPORTÂNCIA CLÍNICA: Diabetes descompensado: acetoacidose (acidose metabólica), o fármaco ácido vai ser + + + absorvido. Tem que diminuir a dose. Área CRITÉRIO QUE + INFLUENCIA: Local de maior área tem mais superfície de contato. A absorção no intestino é a mais tranquila e se for de característica básica é + bem absorvidoDISTRIBUIÇÃO: Já na circulação sanguínea (tomou fármaco e foi absorvido). À medida que ele entra no sangue ele encontra proteínas (albumina e -1 glicoproteína ácida). 0 fármaco vai se ligando às proteínas (ácido se liga a albumina e básico a -1 glicoproteína), mas não vai se ligar completamente: 80% LIGADO e 20% LIVRE. É dinâmico, 0 fármaco livre pode se tornar ligado e 0 ligado LIVRE. A porção do fármaco que será distribuída é a LIVRE: causa efeito. Quanto distribuição efeito e quanto a forma livre efeito. Clínica: Individuo toma anticoagulante Varfarina. Se liga 80% na albumina. OK. Toma um antifúngico que se liga a albumina: competição. A Varfarina fica + livre e a distribuição e efeito, pessoa entra em hemorragia. CETOCOMAZOL AUMENTA EFEITO DA VARFARINA, permitindo que ela fique mais livre. Mesmo raciocínio para quem tem deficiência em albumina: diabetes descompensado tem proteinuria 0 que albumina. Prestar atenção na dose do medicamento. Síndrome de Kwashiorkor: Desnutrição, perda esquelética e ganho de lipídios, deficiência em proteínas e muito carboidrato -> Leva a redução da albumina. Fatores que influenciam a distribuição: a absorção e a quantidade de proteínas céricas (+++ INFLUENCIA). Tecidos mais perfundidos: coração, rins, cérebro e intestino fármaco é distribuído mais rapidamente. Importante: Osso e adiposo são menos perfundidos, a distribuição demora +, porém eles acumulam + fármaco, um reservatório, que demora mais para sair. CLÍNICA: pacientes obesos que toma muito remédio e se acumula no tecido adiposo, pessoa faz muito exercício e perde tecido adiposo -> Intoxicação, por isso saber IMC para saber a dose do medicamento por conta dos reservatórios. A excreção é mais rápida nos tecidos mais perfundidos e mais lenta dos tecidos menos perfundidos. METABOLIZAÇÃO: Ou biotransformação: reação que vai converter composto ativo lipossolúvel em inativo hidrossolúvel; precisa inativar ser excretado. X (ativo), REL possui enzimas (fígado é o principal), composto no fígado sofré ação da enzima 1 (vai expor grupo funcional hidrossolúvel) - produz a inativação a partir da exposição do grupo hidrossolúvel Ou se toma um fármaco vida e efeito induz Bastante a 2 FASES: funcion e conjug. INIBE a enzima 1. Vai manter o fármaco ativo por mais tempo ou diminuir pró-fármaco. Enzimas 1 e 2, família enzimática na metabolização (citocromo p450): o CYP3A4: Metabolização de 60% dos fármacos. 60% dos fármacos. Junto com CYP3A4 = 90% dos fármacos. CYP2E1: Metabolização do paracetamol e álcool (pode atuar como inibidor ou indutor). Álcool: inibidor (beber de forma aguda), indutor (beber de forma crônica) etilismo crônico; Paracetamol: hepatotóxico (aumenta e é potencializado em etilismo crônico; sinérgico positivo, dano). No agudo lesão hepática.Excreção: Hepática (via biliar) - FEZES - 10%. Fármacos muito lipossolúveis ou dentro da rota. Urinária/ renal - URINA - 90%. Via principal de excreção. Um fármaco lipossolúvel precisa de transformação hepática (hematopata pode se intoxicar, pois não vai metabolizar para a excreção renal); Quando é hidrossolúvel um renopata pode se intoxicar; Fármaco ácido no néfron ácido é reabsorvido e excreção. Meio básico excreção; Biodisponibilidade = [] total do fármaco no sangue (fármaco livre + fármaco ligado); A excreção e metabolização DIMINUEM a