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RESUMÃO – DIREITO ADMINISTRATIVO ANDREIA PINAFI DIREITO PÚBLICO: DIREITO PRIVADO: Indisponibilidade do interesse público; Disponibilidade do interesse privado; Irrelevância da vontade pessoal do agente público; Autonomia da vontade do particular (obs: não é Absoluta); Relação Jurídica – liame (ligação) entre a Pessoa e o Estado (polos); Relação Jurídica – liame (ligação) entre a Pessoa e outra Pessoa (particulares – polos); Áreas de atuação - Direito Constitucional, Administrativo, Tributário, Penal, Internacional Público, Ambiental, Processual e Eleitoral. Áreas de atuação - Direito Civil, Direito Empresarial, Direito do Trabalho e Direito do Consumidor. ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VERTICAL: Composto pelos Entes Federativos, que é a Administração Municipal (Municípios), Estadual (Estados), Federal (União) e Distrital (Distrito Federal). MACETE DE ENTES FEDERATIVOS: Quem são? Meu Di! (Município, Estados, União e Distrito Federal –MEUF); ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA HORIZONTAL: Existem duas divisões – DIRETA e INDIRETA: DIRETA: É o conjunto de órgãos integrados na estrutura da chefia do Poder Executivo, se localiza dentro da mesma Pessoa Jurídica (Eixo Central): INDIRETA: É o Poder (que não se confunde com Hierarquia) exercido pela entidade central sobre todos os entes dotados de personalidade jurídica própria para verificar se a finalidade pública está sendo atendida (Princípio da especialidade, atender um fim especifico). Exemplos: União cria o INSS (cuidar da previdência social); Estado de São Paulo cria a USP (cuidar da educação de nível superior); Município de Santo André cria a FSA (cuidar da educação de nível superior). Na Administração INDIRETA ambas as pessoas jurídicas criadas possuem PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA (ou seja, são sujeitos de direitos e obrigações). Obs: O fenômeno neste caso é o da Descentralização, pois na Desconcentração – Adm. Direta, isso não ocorre, pois estão dentro da mesma pessoa jurídica. Na Administração Pública DIRETA ocorre o fenômeno (movimento) do DESCONCENTRAÇÃO e na Administração Pública INDIRETA ocorre o fenômeno (movimento) do DESCENTRALIZAÇÃO. Obs: Ambas as ações têm a finalidade de concretizar o Interesse Público. DESCONCENTRAÇÃO (DIRETA) DESCENTRALIZAÇÃO (INDIRETA) É a transferência de atribuições do Centro (Eixo Central) - escalações superiores para os inferiores dentro da mesma jurídica. (mesmo eixo da Pessoa Jurídica original); É a transferência de atribuições do Poder Público entre pessoas jurídicas diversas (diferentes). Não está diretamente ligada ao Eixo Central – da Chefia do Poder Executivo. EXEMPLO: Presidente da República delega atribuições para o Ministro de Estado. EXEMPLO: Criação de autarquias (com foco no princípio da especialidade) pelo Poder Executivo AÇÃO DE DELEGAÇÃO: o superior delega atribuições e funções para o inferior. (de cima para baixo); AÇÃO DE AVOCAÇÃO: atribuição e função do inferior volta para o superior (de baixo para cima). PODER DE CONTROLE OU TUTELA – não é Hierárquico; MISTURA DO DIREITO PÚBLICO E PRIVADO: Privatização do D. Púb. – ex: Hospital Público utilizando Prédio Privado; Publicização do D. Priv. – ex: função social da propriedade. ORGÃO PÚBLICO: É um centro de competências e atribuições SEM PERSONALIDADE JURÍDICA PRÓPRIA. Exemplo: Receita Federal, Ministérios, Secretárias, Defensorias e entre outros. Obs: Dica – lembrar que eles não podem ir a Juízo (processar e serem processados. Não pode processar a Receita Federal, deve processar a União Federal! Exceção: Hipótese – Impetrar Mandado de segurança, neste caso, podem ser indicados como autoridade coatora. AUTARQUIA: Segue o regime de Direito Público, pessoa jurídica criada para executar atividades típicas da ADM. PÚBLICA em obediência ao Princípio da especialidade. - FUNÇÕES TÍPICAS DE ESTADO; - PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE; - IMPENHORABILIDADE DE BENS; - IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. Exemplo: INSS e IBAMA/ Observação: Pedaço do Estado que se destaca. Concurso – regime de servidor estatutário, os bens públicos são impenhoráveis, pagamentos por Precatórios. Servidores público estadual: depois de 3 anos (estágio probatório) tem estabilidade, não tem FGTS. PRECATÓRIOS: É o modo como Estado paga suas dívidas, oficio legislativo, 1 ano para o pagamento. AUTARQUIAS ESPECIAIS: Existem para não sofrer interferência política, possui maior autonomia em relação ao ente que a criou, ou as demais autarquias criadas. Ex: Banco Central e Agências Reguladoras (ANP, ANATEL e etc). DIFERENÇA: modo de escolha da nomeação do dirigente com mandato fixo – Agências Reguladoras. FUNDAÇÕES: São bens ou locais que servem para executar determinadas finalidades de interesse público: - PRIVADAS: ART. 62, CC; - PÚBLICAS: a) de DIREITO PÚBLICO – autarquias (FUNASA e IBGE), entidade da administração indireta que realiza atividade de interesse público sem fins lucrativos; b) de DIREITO PRIVADA – fundação estatal (FSA), entidade que segue o direito privado com influência do D. Público. EMPRESAS ESTATAIS: Em tese, é o Estado atuando no mercado econômico, somente em duas hipóteses: relevante interesse coletivo e segurança nacional - CRIADAS PELO ESTADO; - DIREITO PRIVADO, TODAVIA PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO – MESMAS PRERROGATIVAS; - MERCADO ECONÔMICO (EXPLORADORAS DE ATIVIDADE $); - CONCURSOS, LICITAÇÕES E TRIBUNAL DE CONTAS; - FENÔMENO DA AUTARQUIZAÇÃO DAS EMPRESAS ESTATAIS; a) EMPRESAS PÚBLICAS - 100% do capital público, tem qualquer forma de sociedade (criação de sociedades), Ex: Correios; b) SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA - 50% + 1 do capital público, restante é privado, apenas sociedade anônima (S.A), ações na bolsa de valores, Ex: Petrobras, Banco do Brasil e SABESP. DEFINIÇÃO DE EMPRESAS ESTATAIS: é a entidade dotada de Personalidade Jurídica de D. Privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprios, cujo capital social é integralmente detido pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal (Art. 3 da lei 1.303/16). DEFINIÇÃO DE SOCIEDE DE ECONÔMIA MISTA: é a entidade dotada de Personalidade Jurídica com criação, autor por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações de direito a voto, pertencem à sua maioria, União, Estados, Municípios e Distrito Federal ou Ente da Adm. Indireta. (Art. 4 da mesma Lei). AUTARQUIAS FUNDAÇÕES EMPRESAS ESTATAIS SOCIEDADES ANÔNIMAS Lei cria Lei cria Lei autoriza Lei autoriza PODERES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: Prerrogativas conferidas ao Poder Público para cumprimento das suas atividades inerentes do interesse público, implicando em deveres, ônus e sujeições. (Poder-Dever ou Dever-Poder) PODER VINCULADO: Ocorre quando a autoridade administrativa é obrigada a tomar decisões determinadas, pois sua conduta é previamente ditada pela norma jurídica, ou seja, a solução do caso é canalizada pela Lei para uma só direção. EXEMPLO: Licença para construir, CNH. PODER DISCRICIONÁRIO: A Lei confere margem discricionária para que a Administração Pública faça a melhor escolha. EXEMPLO: Autorização de uso, cargo comissionado, implementação de políticas públicas. (Mérito administrativo) * PODER NORMATIVO: Poder conferido a Administração Pública para editar normas disciplinando matérias não previstas em Lei. EXEMPLO: Portarias disciplinando o horário de funcionamento do órgão público. PODER DISCIPLINADO: É o poder atribuído as autoridades administrativas com o objetivo de apurar e punir faltas funcionais. É o caso da instauração do PAD (Processo Administrativo Disciplinar) – servidor é punido no Civil, Penal e Adm. EXEMPLO: Corregedoria dos órgãos. PODER REGULAMENTAR: Destina-se a explicitar o teor das leis, preparando sua exceção, complementando-as se for o caso. EXEMPLO: Decretos (Executivo).PODER HIERÁRQUICO: É o poder que o superior tem sobre o subordinado para dar ordens ou instruções. (Delegação ou Avocação). EXEMPLO: Anvisa. OBSERVAÇÃO: MÉRITO ADMINISTRATIVO – Juízo de conveniência e oportunidade. Normalmente se contrapõe ao exame da legalidade. EXEMPLO: Correção de prova em concurso público. LEGALIDADE MÉRITO ADMINISTRATIVO JUDICIÁRIO PODE FAZER JUDICIÁRIO NÃO PODE FAZER Observação cabível no caso do Poder Discricionário que utiliza o Mérito Administrativa (Juízo de conveniência e oportunidade para agir da melhor maneira, ou seja, em prol da Administração Pública – interesse público). PRINCÍPIOS (DEFINIÇÃO CONTEMPORÂNEA): É a introdução ou transformação de um valor social no ordenamento jurídico, se torna um princípio (juridicizado). Em caso de conflito, deve haver ponderação no caso concreto. PRINCÍPIOS DA ADMINISRAÇÃO PÚBLICA – ART. 37, CF (LIMPE) LEGALIDADE: Cumprimento da Lei e Isonomia (o povo-lei, todo Poder emana do Povo); IMPESSOALIDADE: Tratar de todos com boa-fé, honestidade e probidade. Ex: Concurso Público, licitação veada a promoção pessoal do administrador público. Exceto cargo comissionado; MORALIDADE: Não basta cumprir a lei formal, deve haver a Ética. Ex: Nepotismo (observar a Lei 8.429/92); PUBLICIDADE: É a transparência na Adm. Pública, a regra é pública, a exceção é sigilo, em casos necessários e autorizados; EFICIÊNCIA: O meio que permite melhor resultado + celeridade + qualidade, observar a Emenda Constitucional n. 19/98 (é o princípio mais recente). – Burocracia, é o procedimento (processo) no direito administrativo com o fim de assegurar a segurança. PRINCÍPIOS IMPLICITOS PREPONDERÂNCIA DO INTERESSE PÚBLICO SOBRE O INT. PARTICULAR: Interesse da coletividade (público- primário da sociedade, secundário – patrimonial do Estado) sobrepõe o interesse do particular, exemplo: desapropriação; INDISPONIBILIDADE DO INTERESSE PÚBLICO: A administração pública não pode dispor da coisa pública (“res publica”), o dono é o Povo, precisa de autorização Legislativa; CONTINUIDADE DO SERVIÇO PÚBLICO: As atividades da Administração Pública são ininterruptas, para não prejudicar o interesse público, exemplos: Policia, Bombeiro, Prefeitura e entre outros). Exceção: Greve, colide com os princípios, deve haver ponderação (mandado de injunção e 30% devem continuar trabalhando; PRESUNÇÃO DA LEGALIDADE E VERACIDADE: Os atos administrativos são presumidamente julgados legais e verídicos; PRESUNÇÃO ABSOLUTA: Não pode se questionar, exemplo: o menor não comete crime – ato infracional; PRESUNÇÃO RELATIVA: Podemos questionar, pois é relativa; AUTOEXECUTORIEDADE: A administração pública pode executar seus próprios atos; AUTOTUTELA ADMINISTRATIVA: Revogar atos inconvenientes ou inoportunos, anula atos legais (STF, Súmula 473). Observação: Anulação – ato Ilegal, Revogação – ato Legal. BENS PÚBLICOS (ART. 98-103, CC): São bens que pertencem a Adm. Pública (incluindo Pessoa Jurídica de D. Público – bens próprios, Empresas Estatais – bens públicos, autarquização, jurisprudência do STF). CLASSIFICAÇÃO DOS BENS PÚBLICOS: 1) Titulares; 2) Destinação dos bens. 1) TITULARES: FEDERAIS (art. 20, CF), ESTADUAIS (art. 26, CF), MUNICIPAIS (por exclusão) e DISTRATAIS (art. 26, CF + Municipais); 2) DESTINAÇÃO DOS BENS (art. 99, CF): - BENS DE USO COMUM DO POVO: Regra é ser gratuito, mas pode ser cobrado (Uso de todos, ruas, praças, estradas, vias e mares), EXEMPLO: pedágio/rua; - BENS DE USO ESPECIAL: De uso mais restrito, destinado ao serviço público. (Edifícios ou terrenos destinados a finalidade pública), EXEMPLO: Prédio da prefeitura, Prédio do INSS, escola pública, viatura, computadores e etc – BENEFICIÁRIOS DIRETOS: usuários do serviço público e servidores; - BENS PÚBLICOS DOMINICAIS/DOMINIAIS: Bens sem destinação pública direta, não cumprem mais o interesse público. Destinatário Direito – Adm. Pública, Bens/patrimônio disponível do Estado e não tem destinação pública definida (não atende o interesse público). EXEMPLO: Terreno abandonado, viatura quebrada e bens inservíveis; AFETAÇÃO: Quando o bem está cumprindo a sua finalidade pública, seja de uso comum do povo ou especial; DESAFETAÇÃO: Declaração de que o bem público não atende mais a finalidade pública. Em regra, desafeta-se o bem para classifica-lo como dominial e vende-lo. REGIME JURÍDICO DOS BENS PÚBLICOS: 1) INALIENABILIDADE: O bem não pode ser vendido (bem desafetado do interesse público, domicial pode) – art. 100 + art. 101, CC; 2) IMPRESCRITIBILIDADE: Prescrição aquisitiva-usucapião. Os bens públicos não podem ser adquiridos por usucapião – Sem exceção, inclusive para bens dominicais; 3) IMPENHORABILIDADE: Bens públicos não podem ser dados como garantia – Regime de precatória (art. 100, CF); 4) IMUNIDADE TRIBUTÁRIA: art. 150, VI, a, CF, é vedado aos entes federativos instituir imposto sobre o patrimônio, renda ou serviços uns dos outros (se estende ao patrimônio das autarquias e fundações públicas). Exemplo: a viatura não paga IPVA. TIPOS DE USO INALIENÁVEL IMPRESCRITIVEL IMPENHORÁVEL COMUM SIM SIM SIM ESPECIAL SIM SIM SIM COMINICAL NÃO SIM SIM