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Procedimentos Estéticos e Eletroterapia

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Procedimentos estéticos com
aparelhos e cosmetologia
Você vai conhecer os conceitos relacionados à eletroterapia, à laserterapia e aos tipos de peeling, bem
como seus efeitos fisiológicos, indicações e contraindicações, para determinar um tratamento estético
seguro e eficaz, com resultados satisfatórios ao paciente.
Profa. Allyne Macedo
1. Itens iniciais
Objetivos
Definir os procedimentos estéticos na eletroterapia.
 
Descrever os procedimentos estéticos na laserterapia.
 
Descrever os tipos de peelings e suas aplicações.
Introdução
Há tempos que os procedimentos estéticos estão em evidência no mundo, mas atualmente, eles ganharam
espaço entre as classes de menor poder aquisitivo. Essa popularização, assim como o acesso à informação,
tem aumentado a quantidade de pacientes nas clínicas estéticas. Esse novo cenário nos faz refletir sobre a
importância dos profissionais de estética e, principalmente, da área da saúde, em oferecer tratamento
adequado para a queixa do paciente, ter forte fundamento teórico em todos os protocolos e sempre manter a
atualização sobre essa área em constante evolução.
 
No Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a procura por tratamentos estéticos não cirúrgicos
tem aumentado e alguns procedimentos para rejuvenescimento e eliminação da gordura localizada são os
mais procurados.
 
Para essas finalidades temos, além de muitos procedimentos injetáveis, a utilização de aparelhos que
combinam funções como corrente e laser, além da cosmetologia. Aqui, abordaremos o uso de aparelhos e
seus benefícios na estética, bem como o uso de diferentes tipos de peelings e as preparações cosméticas
empregadas nos peelings químicos.
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1. Eletroterapia
Eletroterapia
Confira, neste vídeo, os conceitos básicos de eletricidade aplicados à eletroterapia estética, incluindo
corrente elétrica, intensidade, frequência, tipos de correntes (contínua, alternada e pulsada) e seus efeitos
fisiológicos na pele.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
A eletroterapia é um recurso muito empregado na fisioterapia e na estética, que compreende um conjunto de
técnicas que utiliza a corrente elétrica de baixa intensidade, gerada por aparelhos específicos, que podem ser
aplicados para diversas finalidades. Antes de nos aprofundarmos sobre os procedimentos estéticos na
eletroterapia, precisamos recordar alguns conceitos básicos sobre eletricidade. Vamos lá?
1
Corrente elétrica
Consiste no movimento de partículas (normalmente elétrons) de uma direção para outra e é medida
em ampère (A). Essas partículas devem estar em livre circulação dentro dos corpos para que haja
condução elétrica, mas, para isso, deve haver um bom condutor. Assim, um condutor representa as
substâncias que são capazes de transmitir em um corpo, de maneira fácil, os elétrons carregados. O
corpo humano é um exemplo de condutor, e a sua capacidade de transmissão varia de tecido para
tecido, dependendo da disponibilidade de solutos e água. Dessa forma, o músculo e o nervo são
bons condutores, mas a pele e a gordura são condutores fracos.
2
Potência
É a transformação da energia elétrica em outras formas de energia. Por exemplo, no ultrassom, a
corrente elétrica é transformada em energia mecânica, e a radiofrequência é transformada em
energia elétrica. Ela pode ser medida em joule e fornecerá uma sensação de agradável ou
desagradável.
3
Pulso
É uma onda individual medida em segundos ou milissegundos. A largura do pulso é o tempo de
duração de cada pulso, ou seja, o tempo da passagem de corrente elétrica pelos tecidos. Ele pode
ser unidirecional ou bidirecional. Na prática estética, os formatos de pulsos mais utilizados são os
quadrados ou os retangulares, os senoidais e os exponenciais. É importante destacar que quanto
maior a largura do pulso, maior será o desconforto para o paciente.
4
Período
É o tempo do início de um pulso, ou conjunto de pulsos, até o seguinte.
5Intervalo
É o tempo transcorrido entre dois pulsos. Ele pode ser definido também como tempo de repouso.
Entretanto, o tempo de repouso, normalmente, é utilizado para definir o tempo em que não ocorre
eletroestimulação, ou seja, quando ocorre o relaxamento muscular.
6
Intensidade
Representa a amplitude, ou seja, a velocidade de fornecimento de elétrons, e é medida em
microampères ou miliampères (mA). Durante um procedimento, o aumento da intensidade
aumenta a área atingida, bem como sua magnitude.
Agora, veja um resumo desses conceitos.
Representação do pulso e das fases dos pulsos.
A frequência representa o número de ciclos (oscilações ou pulsos) em determinado tempo e é expressa em
hertz (Hz). Por exemplo, se tivermos uma frequência de 1000 Hz, significa que temos um estímulo passando
mil vezes por segundo.
Frequências sonoras
Existem três tipos de frequências. Confira!
Baixa frequência
De 1 a 1000 Hz, como as correntes do tipo tens, galvânica e
microcorrentes.
Média frequência
De 1000 a 10000 Hz, como as correntes do tipo russa e aussie.
Alta frequência
Acima de 30000 Hz, como a corrente do tipo ultrassom.
Na eletroterapia, os aparelhos utilizados empregam diferentes tipos de correntes elétricas, que são, então,
conduzidas por meio de cabos condutores até os eletrodos, que ficam aderidos à pele do paciente. Essas
correntes elétricas podem ser contínuas, alternadas e despolarizadas. São elas:
Eletrodos
Materiais condutores que servem de interface entre o estimulador e o corpo humano. Eles podem ser de
contato (borracha, condutora flexível, autoadesivas ou placas metálicas revestidas por esponja
umedecida) e eletrodos percutâneos (agulhas de acupuntura).
Corrente contínua (polarizada)
O fluxo de partículas é contínuo, sem interrupção e em uma única direção. A frequência e a
intensidade são definidas no início do procedimento e mantidas até o final. Um exemplo é a 
iontoforese, técnica não invasiva que utiliza corrente elétrica, geralmente do tipo galvânica, para
facilitar a penetração de agentes ionizados na pele, aumentando a absorção dessas substâncias.
Corrente alternada (despolarizada)
O fluxo de partículas é contínuo, sem interrupção, mas ocorre em uma direção e depois em outra,
sendo bidirecional. Há inversão da polaridade em intervalos regulares de tempo. Um exemplo são as 
microcorrentes utilizadas para promover contração e fortalecimento muscular.
Corrente pulsada
O fluxo de partículas não é contínuo, ou seja, ocorre interrupção em intervalos programados, podendo
ser unidirecional ou bidirecional. A corrente elétrica é emitida, atinge o máximo de intensidade,
causando efeito, e, depois, há declínio da sua intensidade, seguido de um momento de repouso antes
de outro estímulo ser gerado. Exemplos desse tipo de corrente incluem a corrente russa e a corrente
Aussie.
Na corrente contínua, a iontoforese é uma técnica não invasiva em que agentes ionizados são administrados
na pele com o uso de uma corrente elétrica (em geral, a galvânica) para aumentar a absorção desses
componentes.
 
Em estética, essa técnica é aplicada para o rejuvenescimento, lipólise, hipertrofia muscular e flacidez. Os
efeitos fisiológicos gerais no organismo são aumento da oxigenação celular e circulação sanguínea, liberação
de alguns tipos de hormônios e estímulo da secreção de algumas substâncias.
Representação da utilização de corrente elétrica para tratamentos estéticos.
Os aparelhos utilizados devem ser registrados no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia,
também conhecido como Inmetro, sendo classificados como produto para fins estéticos e não médicos.
 
Agora que você já entendeu os fundamentos da eletroterapia, teste seus conhecimentos!
Responda às perguntas a seguir escolhendo a alternativa correta. Vamos lá!
Hora do Quiz!
Vamos testar seus conhecimentos até aqui!
Responda as perguntas a seguir e no final confira o resultado!
Quais tipos de tecido do corpo humano conduzem melhor a corrente elétrica?
A Pele e gordura.
B Músculo e nervo.
A alternativa B estálento pela dispersão
dos feixes luminosos.
Fluência
Fluência ou densidade de energia é a energia fornecida por unidade de área em um determinado período
de tempo.
Representação dos feixes luminosos da LIP e do laser.
Para a remodelação da matriz extracelular da pele envelhecida, a LIP, ao incidir sobre a pele, é atraída pela
água intracelular, que ioniza e gera um aumento da temperatura. O aumento da temperatura causa uma
inflamação aguda, a qual, em longo prazo, provoca o subsequente estímulo dos fibroblastos, que aumenta a
produção de colágeno e elastina, possibilitando o rejuvenescimento facial. Além disso, promove o clareamento
e a uniformização do tom da pele e a redução dos poros dilatados.
 
Para aplicação, devemos proteger as áreas íntimas. Podemos utilizar um gel anestésico no local e, em
seguida, colocar um gel para facilitar o contato com a ponteira do equipamento. Após a programação, o
equipamento é disparado e deve-se dar disparos subsequentes até que toda a área esteja atingida. O
paciente pode sentir uma sensação de calor, a pele fica avermelhada e sensível e pode surgir uma crosta fina
após a aplicação, que some em torno de 10 a 12 dias. O número de aplicações varia de acordo com o objetivo,
mas, normalmente, ocorre entre três a quatro aplicações, em um intervalo de três a quatro semanas. Para
epilação, são necessárias mais sessões. O uso de óculos é obrigatório para o paciente e o profissional.
Recomendação
As contraindicações são as mesmas observadas para o tratamento com o laser. Nesse tipo de
procedimento, podem ser observados alguns efeitos adversos, como surgimento de cicatriz hipertrófica,
hipopigmentação, hiperpigmentação e fotossensibilidade. 
Você entendeu os fundamentos da luz intensa pulsada na estética? Responda às perguntas a seguir
escolhendo a alternativa correta. Vamos lá!
Hora do Quiz!
Vamos testar seus conhecimentos até aqui!
Responda as perguntas a seguir e no final confira o resultado!
Questão 1
O que é a luz intensa pulsada?
A Uma luz monocromática e colimada.
B Uma luz policromática e não colimada.
A alternativa B está correta.
A luz intensa pulsada diferencia-se do laser por emitir luz policromática e não colimada, o que a torna
mais versátil, porém menos precisa.
1/4
Questão 2
A LIP pode ser aplicada com segurança em:
A Fototipos mais altos, com ajustes adequados.
B Peles bronzeadas.
A alternativa A está correta.
Com ajustes de parâmetros, a LIP pode ser usada com segurança em fototipos mais altos,
diferentemente do laser, que requer maior cautela nesses casos.
2/4
Questão 3
Um dos alvos da LIP no rejuvenescimento é: 
A Água intracelular.
B Hemoglobina.
A alternativa A está correta.
No rejuvenescimento, a água intracelular é o principal cromóforo-alvo da LIP, iniciando o processo
inflamatório que estimula a produção de colágeno.
3/4
Questão 4
Qual é a função dos filtros ópticos na LIP?
A Aumentar a potência do feixe.
B Selecionar o comprimento de onda desejado.
A alternativa B está correta.
Os filtros ópticos são utilizados para limitar o comprimento de onda emitido, permitindo
direcionamento mais preciso para o cromóforo-alvo desejado.
4/4
Atividade 4
Um paciente procura tratamento para manchas e vasinhos no rosto, buscando um procedimento com
múltiplas aplicações e boa resposta estética em tons de pele mais escuros.
Com base nas características dos recursos terapêuticos utilizados na estética, qual alternativa descreve
corretamente uma vantagem da luz intensa pulsada em relação ao laser?
A Atua de forma seletiva, podendo ser ajustada com filtros conforme o objetivo.
B Não causa efeitos adversos como queimaduras ou crostas.
C É indicada para todos os tipos de pele e pelos escuros.
D Permite maior precisão por atuar em um único cromóforo.
E Realiza o rejuvenescimento pela emissão de luz ultravioleta constante.
A alternativa A está correta.
A luz intensa pulsada diferencia-se do laser por emitir luz policromática, não coerente e não colimada. Essa
característica permite o uso de filtros ópticos seletivos, o que possibilita a adaptação do comprimento de
onda de acordo com o objetivo terapêutico, seja para lesões vasculares, pigmentares, epilação ou
rejuvenescimento. Isso a torna uma opção versátil, com bom desempenho inclusive em peles com fototipos
mais altos.
Laser de alta potência
Entenda, neste vídeo, como o laser de alta potência é utilizada, especialmente o CO2 fracionado. Conheça
seus efeitos na pele, as fases do reparo, as indicações estéticas, os cuidados após o procedimento e as
principais contraindicações clínicas. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Esta é uma alternativa estética aos procedimentos cirúrgicos por apresentar uma recuperação mais rápida e
menos dolorosa. Conhecido como laser fracionado ablativo, é assim chamado por atingir algumas áreas da
pele deixando outras intactas (fracionado), o que facilita a cicatrização, e tem ação na derme e na epiderme
(ablativo). O mais popular na estética é o laser de CO2 fracionado.
 
Estimula, na pele, a água (cromóforo), o que leva sua vaporização à epiderme, com aquecimento da camada
dérmica, gerando uma inflamação local, que, em longo prazo, produz a remodelação do colágeno. Indicado
para rejuvenescimento facial, do colo e das mãos, com melhora na textura e na coloração da pele; para a
redução de rugas; para o tratamento de manchas superficiais; e para cicatrizes, inclusive de acnes e estrias.
Representação do mecanismo de ação do laser fracionado.
Nas 48-70 horas após a aplicação do laser, tem-se uma fase aguda de lesão térmica gerando uma inflamação
no local. Após esse período, inicia-se a fase proliferativa, que dura cerca de 30 dias, e nela há recrutamento
de fibroblastos com maior síntese de colágeno. Em seguida, ocorre a fase de remodelação tecidual, que dura,
em média, 15 dias.
 
Após o procedimento, a pele apresenta uma leve camada esbranquiçada nas regiões em que o laser foi
aplicado. No primeiro dia, a região fica um pouco avermelhada ou escurecida e pode haver incômodo por
causa do aumento da temperatura. É indicado fazer uso de água termal. Entre o 2º e o 5º dias, a pele
descama, como acontece após exposição solar, por exemplo. Deve-se, então, evitar qualquer exposição solar.
Depois do 6º dia, a maquiagem já pode ser utilizada, no caso do procedimento facial. Em 15 dias até três
semanas, é possível notar alguma diferença na região, mas apenas entre um e seis meses são vistos os
resultados.
As sessões podem ser realizadas com intervalo de 45 dias entre elas e a quantidade será definida
de acordo com o resultado desejado pelo paciente e com a indicação do profissional. Em média, são
feitas de três a quatro sessões.
Apesar de não apresentar muitos efeitos adversos, pode haver eritema e inchaço até dois dias após o
procedimento, em razão do aumento do fluxo sanguíneo local e do processo inflamatório. Também pode
ocorrer hiperpigmentação ao longo da primeira semana, que tende a desaparecer gradualmente. É importante
destacar que esse tipo de mancha é mais comum em pessoas com fototipos mais altos, especialmente
quando não há o uso adequado de protetor solar. 
Atenção
Antes e depois de qualquer procedimento, alguns cuidados são importantes, como evitar a exposição
solar com o uso de filtro solar, manter a hidratação da pele e aplicar cremes cicatrizantes após a sessão.
Além disso, recomenda-se anestesiar a região previamente com anestesia tópica, geralmente à base de
lidocaína, aplicada em creme sob oclusão por 30 a 60 minutos antes do procedimento, para proporcionar
maior conforto ao paciente. 
Agora, analise o caso a seguir:
Marina, 42 anos, procura atendimento estético devido a cicatrizes de acne profundas no rosto. Após
avaliação, o profissional indica o uso do laser de CO₂ fracionado para melhorar a textura e estimular a
remodelação do colágeno. São planejadas quatro sessões com intervalo de 45 dias. Marina é orientada
quanto ao uso de filtro solar, à suspensão de ácidos eao uso de hidratantes e cremes cicatrizantes no pós-
procedimento.
E se fosse você conduzindo o atendimento? Reflita sobre a conduta.
Quais orientações você daria à paciente Marina antes e depois do procedimento com laser de alta potência
para promover maior segurança e eficácia do tratamento?
Chave de resposta
Antes do procedimento, é importante orientar sobre a suspensão do uso de ácidos, evitar exposição solar,
realizar anestesia tópica com creme à base de lidocaína sob oclusão por pelo menos 30 minutos e manter
a pele limpa e hidratada. Após o procedimento, devemos reforçar a importância do uso de filtro solar de
amplo espectro, evitar exposição ao sol, aplicar cremes cicatrizantes conforme prescrição e evitar
maquiagem nos primeiros dias. Também devemos alertar sobre sinais normais, como eritema, descamação
e inchaço leve, e reforçar o intervalo entre as sessões.
Atividade 5
Qual das alternativas a seguir representa um cuidado importante antes ou depois do uso do laser de alta
potência?
A Aplicar ácidos para acelerar a renovação da pele nos dias seguintes ao procedimento.
B Utilizar filtro solar, hidratar a pele e seguir as recomendações do profissional quanto ao intervalo entre
as sessões.
C Estimular a exposição solar moderada para potencializar os efeitos da fototermólise.
D Indicar o procedimento para pacientes em uso recente de Roacutan.
E Realizar sessões em intervalos curtos para alcançar resultados mais rápidos.
A alternativa B está correta.
O uso de filtro solar, a hidratação da pele e o respeito ao intervalo entre as sessões são práticas
fundamentais para proteger a pele e garantir a eficácia e a segurança do tratamento com laser de alta
potência. Essas orientações ajudam a prevenir efeitos adversos como hiperpigmentação, queimaduras e
inflamações excessivas, além de favorecer a recuperação adequada da pele.
Aplicando o conhecimento
Marcela, 26 anos, compareceu à clínica de estética com queixa de pele
oleosa, acne leve — principalmente na região da testa e bochechas —,
além de manchas escuras deixadas por espinhas anteriores. Relata
que, após o início do uso de máscara durante o trabalho, percebeu
piora no quadro de acne. Diz que tem a pele sensível, com tendência a
ficar vermelha após o uso de sabonetes esfoliantes. Não faz uso de
medicações, não está gestante e nega histórico de doenças crônicas.
Não apresenta lesões abertas ou infecções cutâneas no rosto.
Durante a anamnese, a profissional identificou também leve flacidez na
região das bochechas e olheiras escuras. A cliente demonstra interesse
por tratamentos que não causem dor nem exijam muito tempo de
recuperação, pois trabalha com atendimento ao público. Refere
dificuldade em manter uma rotina rígida de cuidados em casa, mas está
disposta a realizar sessões periódicas na clínica.
Ao realizar a avaliação facial, observou-se presença de comedões
abertos e fechados, além de discreto processo inflamatório nas regiões
mencionadas. A textura da pele estava irregular, com sinais de
desidratação. Durante a consulta, foram explicadas as possibilidades
de tratamento com fototerapia por LED, com enfoque em protocolos
combinados para controle da acne, clareamento de manchas e melhora
da hidratação cutânea.
A profissional realizou o teste de sensibilidade luminosa e discutiu os
cuidados pré e pós-sessão. Marcela mostrou-se motivada a iniciar um
protocolo estético.
Após a leitura do caso, é hora de aplicar seus conhecimentos!
Questão 1
Qual das combinações a seguir representa o protocolo com maior potencial de eficácia para o tratamento
inicial das queixas relatadas por Marcela, considerando suas características e necessidades?
A LED azul para controle da oleosidade e LED âmbar para hidratação profunda.
B LED vermelho para ação bactericida e infravermelho para clareamento de manchas.
C LED azul para acne, LED âmbar para olheiras e infravermelho para flacidez.
D LED azul para acne, LED vermelho para regeneração tecidual e infravermelho para hidratação.
E LED azul para acne, LED vermelho para regeneração e LED âmbar para melhora da flacidez e
manchas.
A alternativa E está correta.
A alternativa correta combina ações específicas e sinérgicas: o LED azul atua na epiderme com função
bactericida e controle da oleosidade, ideal para o quadro de acne; o LED vermelho atua na derme
estimulando a produção de colágeno e promovendo reparo tecidual, sendo útil para olheiras e leve flacidez;
e o LED âmbar clareia manchas e melhora a nutrição tecidual, o que auxilia tanto na hiperpigmentação pós-
acne quanto na flacidez leve relatada.
Questão 2
Considerando que Marcela apresenta pele sensível e se queixa de vermelhidão após o uso de sabonetes
esfoliantes, por que é importante realizar o teste de sensibilidade luminosa antes de iniciar a fototerapia com
LED, mesmo sendo um tratamento considerado não invasivo?
Chave de resposta
Apesar de a fototerapia com LED ser considerada segura, não invasiva e de baixo risco, a realização do
teste de sensibilidade luminosa é indispensável em pacientes com pele sensível, como Marcela. Esse teste
ajuda a verificar reações cutâneas indesejadas, como hiperemia, coceira ou irritação, que podem ocorrer
mesmo com estímulos de baixa intensidade. A vermelhidão relatada após o uso de sabonetes indica uma
reatividade aumentada da pele, o que exige atenção. O teste promove a personalização do protocolo e a
escolha adequada da intensidade e do tempo de exposição, o que leva à maior segurança, à adesão ao
tratamento e a melhores resultados estéticos.
Questão 3
Marcela demonstrou interesse por procedimentos estéticos com baixo tempo de recuperação e sem dor.
Justifique por que a fototerapia com LED é compatível com esse perfil de cliente.
Chave de resposta
A fototerapia com LED é altamente compatível com clientes que buscam tratamentos indolores, com baixo
risco de efeitos adversos e sem necessidade de afastamento das atividades diárias. Isso ocorre porque a
luz emitida pelos LEDs não é térmica, ou seja, não gera aumento de temperatura tecidual, não causa dor e
não promove lesões na pele. Além disso, o tratamento é considerado seguro, com efeitos cumulativos e
progressivos, permitindo que o cliente mantenha uma rotina normal entre as sessões. No caso de Marcela,
essas características atendem perfeitamente à sua preferência por métodos suaves e eficazes no
ambiente profissional.
Resolução do caso prático
Neste vídeo, o caso da Marcela é apresentado, seguido da discussão sobre a aplicação da fototerapia por LED
no tratamento de acne leve, manchas pós-inflamatórias, flacidez leve e desidratação da pele sensível.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
3. Peelings e suas aplicações
Peelings
Conheça, neste vídeo, os tipos de peelings, suas classificações por profundidade e natureza, explicando como
atuam na epiderme e derme para tratar rugas, manchas, acne e envelhecimento cutâneo.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Cada vez mais, a procura por procedimentos que garantam uma pele mais uniforme e jovem tem se tornado
comum nas clínicas de estética. Dentro dos procedimentos estéticos para essa finalidade, destaca-se o
peeling, que tem como objetivo renovar as células por meio de descamação. Esse é um excelente tratamento
para tratar rugas, manchas, marcas de expressão, cicatrizes, acnes e até mesmo a perda de elasticidade e os
sinais de envelhecimento precoce.
 
Para entender melhor esse procedimento, precisamos lembrar a estrutura da nossa pele. Ela é dividida em
três camadas: epiderme, derme e hipoderme. A epiderme é a camada da nossa pele em que existe maior
atuação dos peelings, mas esse procedimento pode atingir também a derme.
Representação da estrutura da pele.
Histologicamente, a epiderme é formada por um epitélio estratificado pavimentoso. Ela apresenta uma baixa
concentração de água, tem uma espessura média de 0,1 mm e grande quantidade de queratinócitos. Ainda
relembrando as estruturas da pele, na epiderme temoscinco camadas sobrepostas, a saber: córnea, lúcida,
granulosa, espinhosa e basal.
Representação das camadas da epiderme.
A derme é o tecido de suporte da epiderme, possui espessura variável e se divide em:
Derme papilar
Mais superficial.
Derme reticular
Mais profunda.
Existem alguns tipos de peelings disponíveis no mercado, assim como ativos usados e suas associações. Após
a atividade, vamos conhecê-los com mais detalhes!
Atividade 1
Qual alternativa descreve uma possibilidade esperada com a realização de peelings em procedimentos
estéticos?
A Melhora a textura e a coloração da pele.
B Remove permanentemente as glândulas sudoríparas da epiderme.
C Impede a formação de novas camadas celulares na epiderme.
D Desativa a função dos melanócitos na derme reticular.
E Bloqueia a formação de queratinócitos nas camadas basais.
A alternativa A está correta.
O peeling promove a descamação e a renovação celular, estimulando a melhora da textura da pele, o
clareamento de manchas e a uniformização do tom, entre outros efeitos estéticos positivos. Ele não afeta
de modo permanente estruturas como glândulas sudoríparas ou a função dos melanócitos, tampouco
bloqueia a atividade celular normal da epiderme.
Peeling físico e químico
Conheça, neste vídeo, os tipos de peeling físico e químico, seus mecanismos de ação, indicações clínicas,
fases do gerenciamento da pele, ácidos mais utilizados, contraindicações e cuidados essenciais para
resultados seguros.
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Peeling físico
Provoca o efeito esfoliativo superficial da pele por meio de cremes esfoliantes ou tecnologia de laser para
esfoliação e renovação celular. É um procedimento de fácil aplicação, que pode ser feito em casa, e que, com
as microesferas presentes nos cremes, permite uma limpeza mais profunda da pele, com remoção de células
mortas da epiderme.
 
Considerando isso, observe a seguir como ocorre a esfoliação da pele com o uso de peeling físico.
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abaixo.
Representação da esfoliação da pele com peeling físico.
Peeling químico
Neste tipo de peeling, são usados ativos, geralmente ácidos, isolados ou combinados, que causam diferentes
graus de esfoliação da pele. Eles têm como principal objetivo provocar uma destruição de forma controlada da
epiderme e até mesmo da derme, com consequente renovação tecidual.
Representação da aplicação de peeling químico.
Os ácidos aplicados agem diminuindo a coesão entre as células da epiderme, provocando uma esfoliação
química, estimulando os compostos da matriz dérmica que promove a hiperplasia dos queratinócitos do
estrato basal, o aumento da permeabilidade cutânea, a redução da quantidade de melanina e o aumento da
mitose de fibrócitos. As indicações gerais desse tipo de peeling são rejuvenescimento; tratamento das
hiperceratoses, discromias e da oleosidade da pele; cicatriz da acne; e fotoenvelhecimento.
Atenção
O procedimento é dependente de alguns fatores, como tratamento prévio da pele, características do
ativo ácido (capacidade de dissolução, peso molecular, pH e concentração) e tempo de aplicação. 
É importante conhecer as características dos ácidos no momento da escolha para o tratamento, pois, quanto
maior a concentração, menor o peso molecular e o pH, maior o seu grau de penetração e sua potência de
ação, com maior efeito queratolítico e possibilidade de efeitos adversos.
 
Antes do procedimento, deve ser feita uma anamnese cautelosa com avaliação de questões importantes,
como a realização de procedimentos de rádio ou de quimioterapia, tabagismo (que interfere negativamente
nos resultados), alergia a algum possível componente, presença de alguma doença de base (que dificulte a
reparação tecidual), uso constante de protetor solar, cosméticos e medicamentos em uso e possíveis
tratamentos médicos.
 
Além disso, é de grande importância o gerenciamento da pele, para potencializar os resultados e diminuir a
existência de efeitos adversos. Esse gerenciamento deve seguir algumas etapas, a saber:
Pré-peeling (7 a 14 dias antes)
Afina o estrato córneo, modula cascatas metabólicas, testa a tolerabilidade aos compostos que serão
utilizados no peeling e potencializa o procedimento.
Pós-peeling imediato
Restaura a barreira de proteção da pele, recupera o manto hidrolipídico, diminui a inflamação e dà
mais conforto ao paciente.
Pós-peeling tardio (7 a 14 dias depois)
Recupera a barreira cutânea, nutri e hidrata a pele, e auxilia na cicatrização tecidual.
Esse procedimento não deve ser feito em pacientes com fototipos altos (dependendo do ácido utilizado);
histórico de queloide e cicatrizes; disfunções cardíacas, renais e hepáticas; histórico de diabetes;
telangiectasias; uso crônico de corticoides e pacientes imunossuprimidos ou com doença autoimune.
Tipos de peeling químico
Você sabia que os ácidos usados são classificados de acordo com suas famílias? Vejamos!
Alfa-hidroxiácidos (AHAs)
Pertencem ao grupo de ácidos de cadeia não muito longa e que têm em
comum a presença de um grupo carboxila com um ou dois grupamentos
hidroxilas na posição alfa. Para seu efeito, eles dependem de tempo,
concentração, pH e camada que foi aplicada. Além disso, não possuem
capacidade de autoneutralização, devendo ser neutralizados com
bicarbonato de sódio a 5%. A maioria deles é hidrofílico (afinidade pela
água). Entre os AHAs, temos: ácido glicólico, ácido lático, ácido cítrico,
ácido málico e ácido mandélico.
Cetoácidos
Têm como representante o ácido pirúvico.
Beta-hidroxiácidos
Os ácidos que compõem esse grupo possuem um grupamento hidroxila
na posição beta. São lipofílicos (afinidade por lipídios), com ação anti-
inflamatória e antimicrobiana, são menos irritativos e regulam a
concentração de sebo da pele. O seu principal representante é o ácido
salicílico.
Poli-hidroxiácidos
Pertencem a esse grupo o ácido lactobiônico e a gluconolactona,
indicado para pessoas com peles mais sensíveis.
Dicarboxílicos
Têm como representante o ácido azelaico.
Retinoides
Fazem parte da família dos diterpenos e seu principal representante é o
ácido retinoico.
Agora, vamos conhecer os principais tipos de ácidos utilizados.
Ácido glicólico
Um alfa-hidroxiácido encontrado naturalmente na cana-de-açúcar. Tem ação sobre a epiderme
desestabilizando a reação química de formação da queratina e diminuindo a coesão dos corneócitos
(queratinócitos terminalmente diferenciados e que compõem a maioria, se não todos, das células do
estrato córneo, a parte mais externa da epiderme) e queratinócitos, tendo efeito hidratante.
Normalmente, tem ação vasodilatadora, redução da espessura e compactação da epiderme,
provocando um estímulo para a síntese de colágeno. É utilizado para o tratamento de acne, manchas
senis, queratoses actínicas e hidratação da pele, sendo sua maior indicação e utilização para o
rejuvenescimento facial. Apresenta rápida penetração, é altamente solúvel, são necessárias algumas
sessões para observar um melhor resultado. É recomendado não desengordurar muito a pele antes
de sua aplicação. A concentração de aplicação é de 1% a 10% em cremes e loções, e de 20% a 70%
para peeling, com pH entre 1 e 4, apresentando um veículo na forma de gel e com uma aplicação
sequencial. Não deve ser usado em pacientes que façam tratamento com ácido retinoico por causa
do surgimento de epidermólise (esbranquiçamento da pele) de forma precoce.
Ácido salicílico
Um beta-hidroxiácido com propriedade queratolítica e antimicrobiana, que promove uma esfoliação
suave, gerando uma ação hidratante e rejuvenescedora. É indicado para o tratamento de acne e a
regulação da oleosidade da pele. Pode ser usado em qualquer fototipo e até em pacientes com
rosácea. A ação desse ácido não é dependente de pH, gera intenso ardor durante aplicação, também
é de aplicação sequencial e gera um falso frosting (é a coagulação de proteínas, formando um
aspecto esbranquiçado na superfície; esperado em peelings queatingem a camada mais profunda),
pois ele promove um esbranquiçamento da pele pela deposição das partículas do próprio ácido. É
utilizado na concentração 2% a 10%, dependendo do efeito desejado, sem necessidade de ajuste de
pH, pode ser neutralizado com água e apresenta como veículo o álcool.
Gluconolactona
Um poli-hidroxiácido com ação hidratante e antioxidante, podendo ser usado em peles sensíveis e
acneicas. Esse composto tem penetração lenta e suave na pele, pelo seu elevado peso molecular, e
não tem ação irritativa. Normaliza a renovação celular, minimizando as linhas de expressão, além de
conferir proteção à epiderme contra agentes irritantes. É uma boa opção para pacientes com rosácea
e dermatite atópica, além de ser seguro em peles com fototipos mais altos. Usado na concentração
de 0,5% a 15%, com pH entre 3,5 a 4,5, apresenta como veículo um gel ou creme e é necessária sua
neutralização.
Ácido lático
Um alfa-hidroxiácido que está presente na pele e tem alto poder umectante. Tem ação
antimicrobiana, reguladora de pH, hidratante, rejuvenescedora, clareadora da pele e função
antiacneica. Apresenta baixo peso molecular, possui três carbonos em sua cadeia, sendo maior do
que o ácido glicólico, altamente solúvel em água, pouco irritativo, não causa grande descamação e
requer algumas sessões de aplicação para melhores resultados. Promove a remoção de células
mortas e envelhecidas da pele, conferindo brilho, maciez e melhora no aspecto geral da pele.
Recomenda-se não desengordurar muito a pele antes de sua aplicação, utilizado na concentração de
0,5% a 15% dependendo do efeito desejado, com pH 4, e apresenta um veículo fluido.
Ácido pirúvico
Um alfa-cetoácido, convertido na pele em ácido lático, pela ação da lactato desidrogenase. Apresenta
rápida penetração e tem alta ação umectante da pele. Lipofílico, pouco irritativo, também tem
aplicação sequencial e não gera frosting. A sua rápida e profunda penetração tem ação sobre a
derme, com estímulo da síntese de colágeno e elastina, além de promover intensa renovação de
queratinócitos da epiderme, controle da oleosidade e hidratação cutânea. Utilizado na concentração
de 20% a 50% dissolvido em água ou álcool e é necessária a neutralização.
Ácido azelaico
Um ácido dicarboxílico encontrado no trigo, na cevada e no centeio. Tem ação bactericida, anti-
inflamatória, antioxidante, promovendo efeito clareador na pele e antiacneico. Utilizado nas
concentrações de 10% a 20%, é necessária sua neutralização e apresenta como veículo gel ou creme.
Ácido mandélico
Um alfa-hidroxiácido derivado de amêndoas, muito indicado para o tratamento de peles
fotoenvelhecidas, com hiperpigmentação e acne. Uma das vantagens do seu uso é que pode ser
aplicado nos fototipos mais altos com mais segurança e em peles mais sensíveis, por ser menos
irritativo. A molécula desse ácido é grande, em relação ao ácido glicólico, e, por isso, tem penetração
lenta no local de aplicação. Ele apresenta característica lipofílica e, por causa disso, deve ser utilizado
em veículo contendo álcool. Tem função antimicrobiana e de controle da oleosidade (sebo regulador).
Também é um ácido de aplicação sequencial, que causa pouca ou nenhuma descamação na pele e é
aplicado na concentração de 1% a 10% em cremes e em loções, e de 20% a 50% em peelings, com pH
4.
Ácido lactobiônico
Um poli-hidroxiácido, que se origina da união da gluconolactona com galactose. É um ácido mais
brando dessa família e tem ação sobre a renovação celular com efeito rejuvenescedor. A galactose,
presente em sua estrutura, permite o uso desse ácido em peles sensíveis e com acne. Normalmente,
é um ativo complementar, sendo utilizado com peelings combinados, pois tem ação hidratante e
antioxidante. Utilizado na concentração de 2% a 10%, com pH entre 3 e 5, apresenta como veículo um
gel e é necessária sua neutralização.
Ácido retinoico
Um retinoide que atua sobre a camada córnea da epiderme, promovendo afinamento e renovação
celular. Nas camadas basal e espinhosa, reduz a concentração de melanina. Na derme, tem ação
sobre os fibroblastos, com estímulo de sua síntese e melhora da circulação local. Por estimular a
angiogênese, é um ácido contraindicado para pessoas que apresentem rosáceas ou telangiectasias
na área a ser tratada. É um ácido lipofílico, de ação superficial, que provoca leve descamação. Ele
deve permanecer sobre a pele entre 1 a 8 horas para seu total efeito. Após esse período, ele perde
seu potencial de ação. É recomendado para o tratamento de fotoenvelhecimento, hiperpigmentação,
inclusive no melasma, e como coadjuvante no tratamento de acne e suas cicatrizes. Usado na
concentração de 0,01% a 10%, com ajuste do pH (pH 4) em caso de uso de tonalizante.
Além dos mais conhecidos, há outros que também se destacam pela sua importância e aplicações. Confira!
Ácido tranexâmico
Possui grande ação clareadora por reduzir a atividade da tirosinase, enzima que participa do processo
de síntese de melanina, e, por isso, tem sido muito utilizado no tratamento de manchas como o
melasma.
Ácido tricloroacético (ATA)
Usado para o tratamento de cicatrizes de acne e rejuvenescimento facial. Tem rápida penetração, não
necessita de neutralização e tem alta taxa de efeitos adversos. Recomenda-se o uso de
concentrações até 30% em veículo alcoólico.
Solução de Jessner
Composta de ácido salicílico + resorcina + ácido lático, mas é usado de forma modificada (ácido lático
+ ácido salicílico + ácido cítrico), por ser mais segura, evitando os efeitos indesejados causados pelo
uso da resorcina (agente cáustico). É indicada, principalmente, para o tratamento de acne e suas
cicatrizes, e para fotoenvelhecimento.
Ácido fênico
Utilizado no peeling de fenol atenuado, o qual utiliza altas concentrações desse ácido, com
penetração na derme reticular. Recomendado para o tratamento de fotoenvelhecimento, hipercromias
e acne. A excreção desse composto ocorre via urinária, após algumas horas da aplicação; por isso, é
sempre recomendada grande ingestão de água antes e depois do procedimento, para auxiliar na sua
remoção do organismo, uma vez que esse ativo é tóxico.
Cisteamina
Apresenta ação antioxidante, atua no início da cascata da melanogênese (síntese da melanina), com
redução da atividade da tirosinase. Utilizada no tratamento de hipercromias e do melasma. Usada na
concentração de 5% em pH entre 3,5 e 5. Esse ativo pode causar sensação de ardor e vermelhidão na
pele, podendo provocar também irritação cutânea e ressecamento. Não pode ser usada em gestantes
e em lactantes, assim como a maioria dos ativos utilizados em peelings químicos, e em pacientes com
vitiligo.
Ácido tioglicólico
Tem capacidade de quelar o ferro presente na hemossiderina; por isso, é indicado para o tratamento
de hiperpigmentação periorbital (olheiras pigmentadas), de dermatite ocre (que ocorre devido à
hipertensão venosa causada pela insuficiência venosa, com extravasamento de sangue e acúmulo de
um pigmento chamado hemossiderina na pele).
Atividade 2
Qual atitude favorece um resultado mais seguro e eficaz no uso de peelings químicos?
A Escolher sempre o ácido de menor concentração, independentemente do tipo de pele.
B Utilizar ácidos lipofílicos para aumentar a agressividade do tratamento.
C Priorizar ácidos com pH mais alto para garantir maior efeito esfoliativo.
D Indicar peelings químicos para qualquer tipo de pele, desde que o ácido seja antioxidante.
E Avaliar o histórico clínico do paciente e as propriedades dos ativos antes da aplicação.
A alternativa E está correta.
A segurança e a eficácia dos peelings químicos dependem de uma escolha criteriosa do ácido a ser
utilizado, levando em conta suas propriedades (como pH, peso molecular, concentração e capacidade de
penetração) e os aspectos individuais do paciente, como histórico de doenças, uso de medicamentos,
fototipo e tolerância cutânea. Essa avaliação prévia visa evitar efeitos adversos e potencializar os
resultados.
Estudos de caso – Peeling físico
Neste vídeo, analisamos o caso deCamila, que usou esfoliante físico de forma incorreta, e discutimos os
cuidados, riscos e orientações técnicas para peles sensíveis no uso de peelings.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Você sabe quando a esfoliação deixa de ser benéfica?
Analise este caso clínico realista e descubra os cuidados essenciais com a esfoliação em peles sensíveis. 
Camila, 22 anos,
estudante
universitária,
procurou uma clínica
de estética com
queixa de pele opaca,
com aspecto áspero
ao toque e poros
dilatados,
principalmente na
região da testa e do
nariz. Relata que não
possui rotina regular
de cuidados com a
pele, mas que
recentemente passou
a usar um creme
esfoliante físico duas
vezes por semana,
comprado por
indicação de uma
influenciadora digital.
Após duas semanas de
uso contínuo, notou
melhora inicial na textura
da pele, mas começou a
apresentar vermelhidão
persistente e sensação
de ardência ao aplicar o
produto. Ao ser
questionada, revelou que
aplica o esfoliante com
movimentos intensos e
por tempo prolongado,
acreditando que isso
potencializaria os
efeitos. Nega alergias
conhecidas ou uso de
outros produtos
dermatológicos. Refere
pele mista e sensível,
especialmente nas
bochechas.
Durante a
avaliação, a
profissional
observou
discreta
descamação
nas regiões
esfoliadas,
com leve
irritação
cutânea.
Camila
demonstrou
interesse
em
entender
como
melhorar o
aspecto da
pele sem
causar
desconforto
ou danos.
 Esfoliar é
cuidar ou
pode ser um
risco? Na
discussão a
seguir,
vamos
entender o
limite entre
benefício e
agressão na
pele
sensível,
analisando a
prática
estética
com olhar
técnico,
crítico e
responsável.
Vamos lá!
Indicação e frequência adequada de peeling físico
O peeling físico é indicado para promover a esfoliação superficial da epiderme, melhorando a textura da pele,
desobstruindo poros e removendo células mortas. É útil em casos de pele opaca, áspera, com comedões ou 
poros dilatados, como no caso de Camila.
A frequência ideal varia conforme o tipo de pele. Veja!
O uso excessivo pode comprometer a barreira cutânea, causar irritação e até efeito rebote (aumento da
oleosidade por agressão).
Cuidados em peles sensíveis
Peles sensíveis têm uma resposta exagerada a estímulos como produtos químicos e atritos físicos. Isso
significa que substâncias ou movimentos que não causariam problemas em outras pessoas podem provocar
reações como:
 
Vermelhidão
 
Ardência
 
Irritação
 
Por isso, para evitar esse tipo de resposta na pele sensível, é importante adotar alguns cuidados específicos.
Confira!
Pressão adequada
A aplicação do produto deve ser feita com toques leves, sem pressionar a pele.
Tipo de esfoliante
O ideal é utilizar cosméticos com partículas esfoliantes pequenas e arredondadas, que reduzem o
risco de microlesões.
Formulações calmantes
É recomendável escolher formulações com substâncias calmantes, como aloe vera e camomila, que
ajudam a suavizar a pele após a esfoliação.
Horário de aplicação
O ideal é realizar o procedimento à noite, pois evita a exposição imediata ao sol.
Pele oleosa 
Até 2 vezes por semana.
Pele seca ou sensível 
No máximo 1 vez por semana ou a
cada 10 dias.
• 
• 
• 
Hidratação pós-esfoliação
A esfoliação deve sempre ser seguida por boa hidratação, o que ajuda a restaurar a barreira cutânea
e reduzir a sensibilidade.
Esses cuidados simples, mas fundamentais, tornam o uso do esfoliante mais seguro e eficaz para quem tem
pele sensível.
Diferença entre efeitos desejados e reações adversas
A esfoliação física, quando realizada de forma correta, proporciona diversos benefícios à pele. Entre os efeitos
esperados estão:
 
A sensação de limpeza profunda.
 
A maciez ao toque.
 
A redução de comedões.
 
A melhora na luminosidade e na textura da pele.
 
Esses resultados ocorrem devido à remoção das células mortas da camada mais superficial da epiderme, o
que facilita a renovação celular e desobstrui os poros. No entanto, quando o esfoliante é usado em excesso ou
de maneira inadequada, podem surgir reações adversas. Os sinais mais comuns incluem:
Vermelhidão persistente
Ardência
Coceira
Ressecamento
Descamação exagerada
• 
• 
• 
• 
Em alguns casos, o uso incorreto pode levar à hiperpigmentação, que é o escurecimento localizado da pele
devido à inflamação. No caso de Camila, os primeiros resultados foram positivos, mas a aplicação excessiva,
com muita força e frequência, acabou provocando irritação na epiderme. Isso mostra que até mesmo produtos
como um esfoliante exigem conhecimento e cautela no uso para sua eficácia sem comprometer a saúde da
pele.
 
Diante do caso de Camila, é possível compreender que o uso de cosméticos, mesmo os considerados simples
e acessíveis, deve ser sempre guiado por orientação técnica e conhecimento sobre o tipo de pele e suas
necessidades. Para atuar com responsabilidade na estética, é importante lembrar que o trabalho vai muito
além da aplicação de produtos. Ele envolve:
Avaliação individualizada
Considerando as características e necessidades específicas de cada cliente.
Escolha adequada dos recursos
Selecionando produtos e técnicas conforme o tipo de pele e objetivo do tratamento.
Educação do cliente
Orientando sobre os limites entre cuidado e agressão, para garantir segurança e resultados eficazes.
Com pequenos ajustes na frequência, forma de aplicação e seleção do produto, é possível alcançar os efeitos
desejados sem comprometer a integridade da pele. O profissional em estética, nesse contexto, atua tanto
como aplicador de técnicas quanto como agente de saúde e bem-estar, promovendo resultados bem-
sucedidos e seguros.
Atividade 3
Durante a consulta, a cliente relatou utilizar um esfoliante físico duas vezes por semana, buscando melhorar o
aspecto da pele do rosto.
Com base nas boas práticas em estética, qual conduta demonstra maior preparo técnico por parte do
profissional ao orientar clientes sobre o uso domiciliar de esfoliantes físicos?
A Reforçar que quanto mais frequente for a aplicação, melhores serão os resultados esperados.
B Indicar o uso de esfoliante associado a movimentos firmes para aumentar a ação abrasiva.
C Recomendar a aplicação do produto na pele seca para garantir maior remoção de impurezas.
D Avaliar o tipo de pele da cliente antes de definir a frequência ideal de aplicação.
E Sugerir a interrupção imediata da esfoliação ao primeiro sinal de vermelhidão leve.
A alternativa D está correta.
A conduta mais adequada envolve avaliar o tipo de pele da cliente para definir a frequência ideal de uso do
esfoliante. Essa orientação individualizada previne reações adversas, adapta a técnica às necessidades
reais da pele e proporciona segurança nos cuidados domiciliares. A avaliação prévia evita o risco de
exageros que podem comprometer a barreira cutânea ou causar inflamações. Outras abordagens, como
generalizar a frequência ou incentivar movimentos agressivos, desconsideram as diferenças entre os tipos
de pele e podem provocar efeitos indesejados, principalmente em peles sensíveis.
Peeling mecânico
Confira, neste vídeo, como funcionam o peeling mecânico, por microdermoabrasão com cristais e diamante, e
o peeling enzimático, que utiliza enzimas vegetais. Entenda suas indicações, diferenças técnicas, ação
esfoliativa e cuidados para peles sensíveis.
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O peeling mecânico é um procedimento que utiliza aparelhos de microdermoabrasão para esfoliação da pele
de forma mais profunda, com remoção de células mortas. Utilizado para afinar a pele, promovendo maciez e
melhora na textura cutânea, rejuvenescimento facial, com suavização de linhas finas de expressão, além de
um efeito clareador provocado pela remoção da camada de células mortas da epiderme. Pode ser utilizado em
qualquer fototipo, tipo de pele e em qualquer região do corpo ou face, sendo variável o grau de esfoliação no
caso de peles sensíveis ou acneicas.
 
Os tipos mais comuns de peeling mecânico são o de cristal e de diamante, quediferem pelo tipo de ponteira
utilizada. No peeling de cristal, o vácuo é gerado, o que permite a retirada de impurezas e células mortas da
epiderme, mas também libera cristais finos de óxido de alumínio de forma pressurizada, o que permite a
esfoliação da pele. No peeling de diamante, em sua ponteira, existe uma espécie de lixa, que promove a
esfoliação da pele.
A seguir, veja uma representação ilustrativa da ação do peeling mecânico com cristal.
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Acesse a versão digital para ver mais detalhes da imagem
abaixo.
Representação da ação do peeling mecânico (cristal).
O peeling enzimático ou biológico é um tipo de esfoliação que utiliza enzimas como as extraídas do abacaxi,
mamão e lactobacilos isolados da romã. Por exemplo, uma enzima (lactobacillus sp.) extraída da romã (Renew
Zyme) tem a capacidade de realizar a remoção celular pela hidrólise da queratina que forma o estrato córneo,
em aminoácidos, deixando a pele mais fina. Indicado para qualquer parte do corpo e do rosto que necessite
de melhora de textura, renovação celular, clareamento e hidratação.
 
Agora vamos refletir com a ajuda de um exemplo prático?
Durante a avaliação estética de Carla, uma cliente com pele mista e queixa de textura irregular e linhas finas
na testa, a profissional opta por realizar o peeling mecânico de diamante. O procedimento promove uma
esfoliação controlada, suaviza as linhas finas e melhora a luminosidade da pele. Em clientes com pele sensível,
a intensidade da abrasão é ajustada para evitar irritações.
Você saberia indicar o procedimento mais adequado para um caso como o de Carla? Reflita sobre o raciocínio
por trás da escolha. Explique por que o peeling mecânico de diamante foi indicado para a cliente descrita no
caso e quais cuidados devem ser considerados quando se utiliza essa técnica em peles sensíveis ou acneicas.
Chave de resposta
O peeling de diamante foi indicado porque promove esfoliação controlada, ideal para tratar irregularidades
na textura da pele e linhas finas. É uma técnica segura para diferentes fototipos e regiões do corpo. Em
peles sensíveis ou acneicas, o cuidado principal é ajustar o grau de abrasão para evitar irritações ou
agravamento das lesões. Avaliar o tipo de pele e respeitar os limites do procedimento são ações que visam
 à segurança e a bons resultados.
Atividade 4
Em procedimentos estéticos faciais, é comum buscar alternativas que promovam renovação celular e melhora
da textura cutânea com segurança e resultados visíveis desde as primeiras sessões.
Qual método esfoliativo pode ser utilizado de forma segura em peles sensíveis e acneicas, ajustando a
intensidade da aplicação de acordo com a necessidade?
A Peeling químico e mecânico com ácido tricloroacético.
B Peeling mecânico com ponteira de diamante.
C Peeling mecânico com creme abrasivo.
D Peeling mecânico com microdermoabrasão de cristal.
E Peeling físico e químico com ácido retinoico.
A alternativa B está correta.
O peeling mecânico com ponteira de diamante é versátil, seguro para diferentes tipos de pele, inclusive
sensíveis ou acneicas, e permite controle do grau de esfoliação durante a aplicação.
Aplicando o conhecimento
Jéssica, 39 anos,
compareceu a uma
clínica de estética
especializada buscando
tratamento para
melhorar o aspecto da
pele do rosto,
principalmente em
relação às manchas
escuras nas bochechas e
testa, além de sinais de
fotoenvelhecimento e
poros dilatados. Ela
relata ter melasma desde
a gestação do segundo
filho, há seis anos, e já
fez uso de cremes
clareadores, sem grande
melhora. Refere também
que tem a pele oleosa,
mas sensível, e que
costuma apresentar
vermelhidão ao usar
sabonetes esfoliantes ou
ácidos mais fortes.
 Durante a
anamnese,
revelou que
tem histórico
de rosácea
leve,
controlada sem
uso de
medicamentos,
e que faz uso
regular de
protetor solar.
Não possui
doenças
crônicas, não é
gestante e não
está em uso de
ácido retinoico.
Relatou ainda
que fuma
ocasionalmente
e usa
maquiagem
com
frequência.
 Na avaliação
clínica, a
profissional
observou áreas de
hiperpigmentação,
textura irregular
da pele, poros
dilatados na zona
T e leve eritema
difuso em
algumas regiões
do rosto. Jéssica
demonstrou
interesse em
realizar um
peeling químico,
desde que o
procedimento não
provoque
descamação
intensa nem a
impeça de
trabalhar nos dias
seguintes.
 A profissional
analisou as
condições da
pele e
considerou
iniciar um
protocolo com
peeling de
baixa a média
intensidade,
com foco em
clareamento,
controle da
oleosidade e
estímulo à
renovação
celular,
respeitando
as
características
e limitações
da pele da
paciente.
 Após a leitura
do caso, é hora
de aplicar seus
conhecimentos!
Questão 1
Qual das condutas a seguir demonstra maior preparo técnico na escolha de um ácido para iniciar o tratamento
de Jéssica, considerando suas queixas e características clínicas?
A Iniciar com ácido glicólico em concentração alta para acelerar o clareamento da pele.
B Usar ácido retinoico com aplicação prolongada, estimulando angiogênese e renovação.
C Optar pelo ácido salicílico, por sua ação queratolítica intensa, mesmo com histórico de rosácea.
D Escolher o ácido mandélico por sua penetração lenta, ação clareadora e segurança em peles
sensíveis.
E Aplicar ácido tricloroacético por sua ação profunda, mesmo com possíveis efeitos adversos.
A alternativa D está correta.
A escolha do ácido mandélico é a mais apropriada, pois ele possui uma molécula grande, penetração lenta
e ação antimicrobiana e clareadora. É bem tolerado por peles sensíveis e pode ser usado em fototipos
altos, o que atende à queixa de melasma e sensibilidade cutânea relatada por Jéssica. O ácido glicólico,
embora eficaz, pode ser irritativo em concentrações elevadas. O ácido retinoico é contraindicado para
pacientes com rosácea por estimular angiogênese. O ácido salicílico, apesar de eficaz na oleosidade, deve
ser usado com cautela em quem tem rosácea. Já o ácido tricloroacético apresenta alta taxa de efeitos
adversos e não é ideal para uma primeira aplicação em peles reativas.
Questão 2
Por que é importante realizar uma anamnese completa antes de iniciar um procedimento com peeling químico,
como no caso de Jéssica?
Chave de resposta
A anamnese visa à segurança e à eficácia do peeling químico. Por meio dela, o profissional pode identificar
fatores que influenciam diretamente a escolha do ácido, como histórico de doenças, sensibilidade cutânea,
uso de medicamentos, presença de rosácea ou tabagismo. No caso de Jéssica, informações como
presença de melasma, pele oleosa e sensível e histórico de rosácea leve são determinantes para evitar
ácidos que possam provocar vasodilatação, inflamação ou hiperpigmentação pós-inflamatória. A anamnese
ainda permite definir o protocolo mais adequado, prevenir reações adversas e orientar os cuidados pré e
pós-procedimento.
Questão 3
Quais critérios devem ser considerados ao selecionar o ácido ideal para um peeling químico em pacientes com
melasma e pele sensível, como Jéssica?
Chave de resposta
Na seleção do ácido ideal, devemos considerar fatores como tipo de pele, grau de sensibilidade, fototipo e
queixas específicas da paciente. Jéssica apresenta melasma, o que requer um ativo com ação clareadora,
mas também possui pele sensível e histórico de rosácea leve, o que contraindica ácidos altamente
irritativos. Por isso, devem-se priorizar ácidos de penetração lenta, com ação suave, como o ácido
mandélico, gluconolactona ou ácido lactobiônico, que têm perfil mais seguro. Também é necessário
observar o pH, a concentração do produto, a forma de aplicação e a necessidade de neutralização, sempre
buscando um equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade.
Resolução do caso prático
Neste vídeo, acompanhe o caso de Jéssica, com melasma, oleosidade e rosácea leve, e discutimos a
indicação de peeling químico suave com foco em clareamento, controle da oleosidade e renovação celular. 
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4. Conclusão
Considerações finaisO que você aprendeu neste conteúdo?
Os principais conceitos relacionados à eletricidade, à luz e à energia térmica, que fundamentam o
funcionamento dos equipamentos usados na estética, como correntes elétricas, ondas sonoras e
radiações eletromagnéticas.
 
As correntes russa, aussie, galvânica e ultrassônica apresentam efeitos distintos, sendo aplicadas
conforme o objetivo terapêutico — desde o fortalecimento muscular até o estímulo da circulação e
lipólise.
 
O ultrassom atua com efeito térmico e mecânico, promovendo lipólise e aumento da vascularização. A
radiofrequência estimula o colágeno e melhora a firmeza da pele por meio de calor controlado.
 
A criolipólise destrói seletivamente células de gordura por meio do resfriamento, promovendo uma
resposta inflamatória controlada com efeito visível após algumas semanas.
 
Os lasers foram apresentados conforme a potência (baixa, média e alta), cada um com indicações
específicas, como epilação, rejuvenescimento e tratamento de cicatrizes, sendo fundamental
reconhecer o cromóforo-alvo e o comprimento de onda adequado.
 
A luz emitida pelos LEDs atua em diferentes profundidades e tecidos conforme a cor, promovendo
efeitos como ação bactericida, estímulo de colágeno, clareamento de manchas e melhora na
hidratação.
 
Enquanto o laser é monocromático, colimado e coerente, a LIP é policromática e não colimada. Ambos
têm aplicações similares, mas com mecanismos distintos de ação e abrangência.
 
Os peelings foram divididos em físicos, químicos e mecânicos, de acordo com o mecanismo de ação e
profundidade atingida na pele.
 
O conhecimento sobre os diferentes tipos de ácidos (AHAs, BHAs e retinoides, entre outros), suas
concentrações, pH e tempo de exposição possibilita uma escolha segura e eficaz no tratamento de
diversas disfunções estéticas.
 
Todo procedimento exige avaliação criteriosa do paciente, conhecimento sobre as indicações e
contraindicações, além de adoção de protocolos personalizados visando segurança, eficácia e
resultados satisfatórios.
Podcast
Agora, a especialista Allyne Fandiño fala sobre a cosmetologia aplicada à estética.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para ouvir o áudio.
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Não pare por aqui! Confira a seleção que montamos para você continuar seus estudos!
 
Assista ao vídeo Flacidez e rejuvenescimento íntimo – tratamento estético com radiofrequência, canal
Patrícia Elias, YouTube.
 
Leia o artigo Remoção de tatuagens com laser: revisão de literatura, de Carla Gregório e colaboradores.
 
Veja a reportagem O peeling químico como tratamento do melasma, no site do jornal Terra.
 
Leia o livro Eletroterapia, da professora Julie Migotto.
 
Pesquise e leia o artigo Estudo comparativo entre esfoliante químico enzimático no processo de esfoliação
facial, de Garegnatto e colaboradores.
 
Veja o Manual técnico de estética: teoria e prática para estética, cosmetologia e massagem, da EFAPE.
 
Referências
AGNE, J. E. Eletrotermoterapia: teoria e prática. Santa Maria: Pallotti, 2006.
 
BOLOGNIA, J.; JORIZZO, J. L.; SCHAFFER, J. V. Dermatologia. 3. ed. São Paulo. Elsevier, 2015.
 
BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. São Paulo: Phorte, 2010.
 
MACEDO, F. S. Laserterapia. Guia de dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiátrica. São Paulo: Manole, 2008.
 
MAIO, M. de. Tratado de medicina estética. 2. ed. São Paulo: Roca, 2011.
 
• 
	Procedimentos estéticos com aparelhos e cosmetologia
	1. Itens iniciais
	Objetivos
	Introdução
	1. Eletroterapia
	Eletroterapia
	Conteúdo interativo
	Corrente elétrica
	Potência
	Pulso
	Período
	Intervalo
	Intensidade
	Frequências sonoras
	Baixa frequência
	Média frequência
	Alta frequência
	Corrente contínua (polarizada)
	Corrente alternada (despolarizada)
	Corrente pulsada
	Atividade 1
	Corrente russa e corrente aussie (australiana)
	Conteúdo interativo
	Curiosidade
	Tipo I (vermelhas ou tônicas)
	Tipo II (brancas ou fásicas)
	Exemplo
	Atenção
	Associe corretamente os itens abaixo com os itens correspondentes.
	Itens correspondentes
	Gabarito
	Atividade 2
	Ultrassom
	Conteúdo interativo
	Comentário
	Atenção
	Atividade 3
	Radiofrequência
	Conteúdo interativo
	Monopolar
	Bipolar
	Tripolar ou multipolar
	Bipolar de campo concêntrico
	Bipolar de campo longitudinal
	Bipolar de campo disperso
	Tripolar
	Dica
	Processo de envelhecimento
	Efeitos primários
	Efeitos secundários
	Atenção
	Associe corretamente os itens abaixo com os itens correspondentes.
	Itens correspondentes
	Gabarito
	Atividade 4
	Criolipólise
	Conteúdo interativo
	Convencional
	Contraste
	Atenção
	Atividade 5
	Aplicando o conhecimento
	Resolução do caso prático
	Conteúdo interativo
	2. Laserterapia
	Características do laser
	Conteúdo interativo
	Monocromático
	Colimação
	Coerência
	Diferentes intensidades
	Comentário
	Efeito fototérmico
	Efeito fotoquímico
	Efeito fotomecânico
	Efeito fotoelétrico
	Atividade 1
	Laser de baixa potência
	Conteúdo interativo
	LED azul
	LED vermelho
	LED âmbar
	Luz infravermelha
	Clareamento e hidratação facial
	Acne
	Clareamento de manchas
	Estímulo de colágeno (tratamento de estrias)
	Redução de gordura localizada e celulite
	Alopecia
	Atividade 2
	Laser de média potência
	Conteúdo interativo
	Fase anágena (crescimento)
	Fase catágena (repouso)
	Fase telógena (queda)
	Atenção
	Atividade 3
	Luz intensa pulsada
	Conteúdo interativo
	Curiosidade
	Recomendação
	Atividade 4
	Laser de alta potência
	Conteúdo interativo
	Atenção
	Atividade 5
	Aplicando o conhecimento
	Resolução do caso prático
	Conteúdo interativo
	3. Peelings e suas aplicações
	Peelings
	Conteúdo interativo
	Derme papilar
	Derme reticular
	Atividade 1
	Peeling físico e químico
	Conteúdo interativo
	Peeling físico
	Conteúdo interativo
	Peeling químico
	Atenção
	Pré-peeling (7 a 14 dias antes)
	Pós-peeling imediato
	Pós-peeling tardio (7 a 14 dias depois)
	Tipos de peeling químico
	Alfa-hidroxiácidos (AHAs)
	Cetoácidos
	Beta-hidroxiácidos
	Poli-hidroxiácidos
	Dicarboxílicos
	Retinoides
	Ácido glicólico
	Ácido salicílico
	Gluconolactona
	Ácido lático
	Ácido pirúvico
	Ácido azelaico
	Ácido mandélico
	Ácido lactobiônico
	Ácido retinoico
	Ácido tranexâmico
	Ácido tricloroacético (ATA)
	Solução de Jessner
	Ácido fênico
	Cisteamina
	Ácido tioglicólico
	Atividade 2
	Estudos de caso – Peeling físico
	Conteúdo interativo
	Você sabe quando a esfoliação deixa de ser benéfica?
	Indicação e frequência adequada de peeling físico
	Cuidados em peles sensíveis
	Pressão adequada
	Tipo de esfoliante
	Formulações calmantes
	Horário de aplicação
	Hidratação pós-esfoliação
	Diferença entre efeitos desejados e reações adversas
	Vermelhidão persistente
	Ardência
	Coceira
	Ressecamento
	Descamação exagerada
	Avaliação individualizada
	Escolha adequada dos recursos
	Educação do cliente
	Atividade 3
	Peeling mecânico
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Atividade 4
	Aplicando o conhecimento
	Resolução do caso prático
	Conteúdo interativo
	4. Conclusão
	Considerações finais
	O que você aprendeu neste conteúdo?
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referênciascorreta.
O músculo e nervo têm mais água e solutos, favorecendo a condução elétrica, enquanto pele e
gordura são condutores mais fracos.
1/3
O que acontece quando aumentamos a intensidade da corrente durante o procedimento?
A Aumenta a área atingida.
B Diminui o efeito da corrente.
A alternativa A está correta.
O aumento da intensidade amplia tanto a área quanto a força do estímulo elétrico aplicado.
2/3
A corrente alternada é caracterizada por
A fluxo contínuo em uma única direção.
B fluxo bidirecional com inversão de polaridade.
A alternativa B está correta.
A corrente alternada diferencia-se por inverter sua polaridade em intervalos regulares, gerando um
fluxo em duas direções.
3/3
Atividade 1
A eletroterapia é um recurso muito utilizado na área estética, com diferentes correntes aplicadas ao corpo por
meio de equipamentos específicos.
Sobre a eletroterapia, qual das opções a seguir apresenta uma informação correta em relação ao uso das
correntes elétricas na estética?
A Todas as correntes utilizadas na estética são do tipo contínua.
B O corpo humano é um condutor uniforme em todos os seus tecidos.
C A corrente pulsada mantém o fluxo contínuo e ininterrupto.
D A corrente alternada sofre inversão de polaridade em intervalos regulares.
E A intensidade da corrente não interfere na área de atuação do estímulo.
A alternativa D está correta.
A corrente alternada é caracterizada por seu fluxo bidirecional, com mudança de polaridade ocorrendo em
intervalos definidos, o que a torna adequada para diversos efeitos fisiológicos. Esse comportamento difere
da corrente contínua, que flui em uma única direção, e da pulsada, que se interrompe em intervalos
regulares. Além disso, a intensidade da corrente influencia diretamente a área atingida, e os tecidos
humanos não apresentam condutividade elétrica uniforme.
Corrente russa e corrente aussie (australiana)
Confira, neste vídeo, como é realizada a aplicação das correntes russa e Aussie na estética. Veja também seus
efeitos no fortalecimento muscular, redução da flacidez, parâmetros técnicos, tipos de fibras musculares e
contraindicações clínicas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Tanto a corrente russa quanto a aussie são utilizadas para promover o fortalecimento e o tônus muscular, além
de auxiliarem na circulação sanguínea local, reduzirem a flacidez e melhorarem o aspecto da celulite. Podem
ser aplicadas em tratamentos corporais e faciais.
Curiosidade
A corrente russa ficou famosa no final da década de 1970, a partir dos estudos de Yakov Kots, que
demonstrou um aumento considerável na força muscular após a sua utilização na eletroestimulação. 
Essa corrente apresenta uma frequência portadora (alternada) e modulada. A frequência portadora
corresponde a pulsos dentro de um burst, ou seja, são as oscilações entre o pulso e o intervalo de repouso da
corrente elétrica. Assim, a corrente é projetada para produzir bursts de corrente e é modulada por tempo.
Com isso, temos uma corrente que passa e depois para em pequenos intervalos de tempo (ms), em um ciclo
de repetição.
 
A corrente russa é uma corrente despolarizada e seletiva, pois pode estimular tanto a musculatura tônica
quanto as fásicas. Ela utiliza uma frequência de 2500 Hz (corrente fixa) com, normalmente, pulsos de 10 ms.
De acordo com Agne (2006), trata-se de um trem de impulsos de correntes retangulares ou senoidais,
bipolares, simétricas, emitidas em uma frequência de 2500 Hz, moduladas por uma onda que pode variar
dependendo do tipo de musculatura que queremos atingir. Esses parâmetros criam um trem de pulsos
compostos pelo tempo de subida, tempo de contração (tempo on), tempo de descida e repouso (tempo off),
conforme mostra a imagem a seguir.
Representação gráfica da corrente russa.
Falamos em musculatura fásica e tônica, mas você sabe o que é isso? As fibras musculares são classificadas
em tipo I e II. Entenda melhor!
Tipo I (vermelhas ou tônicas)
Apresentam contração lenta, têm alta
resistência à fadiga e baixa produção de força,
têm metabolismo oxidativo e são estimuladas
na frequência de 20 a 30 Hz.
Tipo II (brancas ou fásicas)
Apresentam contração rápida, baixa resistência
à fadiga, metabolismo anaeróbio para produção
de energia, são as principais envolvidas no
processo de flacidez muscular e sofrem
estímulo na frequência de 50 a 150 Hz.
Diversos fatores influenciam o tipo e a quantidade de fibras musculares presentes no organismo, entre eles
estão: 
 
A predisposição genética.
 
Os níveis hormonais circulantes.
 
A prática regular de exercícios físicos.
 
É importante ressaltar que a corrente fixa do aparelho é ajustada, mas podemos modular o pulso.
Exemplo
Quando o objetivo é atingir as fibras musculares tipo I, o pulso é ajustado entre 30 a 50 Hz e, para atingir
as fibras do tipo II, ela é ajustada entre 50 a 80 Hz. 
Além disso, outro parâmetro que será ajustado dependendo do tipo de paciente é a intensidade da corrente.
Para isso, os eletrodos são colocados sobre a pele, aumenta-se a intensidade até que haja contração
muscular, com o máximo suportado pelo paciente sem causar dor. O eletrodo utilizado nesse equipamento é
de borracha e é recomendada a colocação do eletrodo no ponto motor da fibra muscular ou no nervo que
reage o grupo muscular. Para estimulação facial, são usadas duas canetas apropriadas com eletrodos de
• 
• 
• 
borracha conectados nas pontas. O meio de condutor é gel neutro. Nessa técnica, é essencial a posição
correta dos eletrodos.
A corrente russa estimula os nervos
motores, despolarizando as
membranas, induzindo, assim, uma
contração muscular mais forte e
sincronizada, resultando em
fortalecimento muscular. No momento
de contração muscular, ocorre
vasoconstrição e, após o estímulo,
existe um período de relaxamento
muscular, com vasodilatação e
aumento do retorno venoso e linfático
na região tratada (pode ser utilizada
assim para drenagem linfática) e
irrigação sanguínea.
 Além disso, quando o músculo é
estimulado de forma lenta e
constante, ele responde com um
aumento da fibra muscular. Essa
estimulação elétrica pode
resultar em hipertrofia (Aumento
do tamanho e do volume do
músculo) e aumento da potência
muscular se aplicada com
intensidade e frequências
adequadas — alta amplitude e
poucas repetições. É preciso
considerar também o tipo de
paciente. Veja!
Representação de eletrodo sendo
colocado sobre a pele.
A corrente aussie é uma variação da corrente russa, que apresenta duas frequências portadoras: uma
frequência de 1000 Hz com duração de 2 ms, e a outra de 4000 Hz com duração de 4 ms. Essa diferença na
frequência e no tempo de duração torna esse tipo de protocolo mais efetivo na contração da musculatura.
Além disso, estudos mostram que esse tipo de estimulação retarda o desconforto gerado pelo procedimento,
tornando-o mais agradável.
 
A técnica permite alguns benefícios faciais e corporais, como fortalecimento da musculatura corporal
(abdômen, pernas e glúteos), definição muscular e hipertrofia, recuperação do tônus muscular e redução de
medidas, eliminação de retenção de líquidos, rugas faciais e flacidez.
Atenção
Este procedimento é contraindicado para pacientes gestantes; com problemas cardíacos; que utilizem
marcapasso; com tumor ou neoplasia; com alterações renais crônicas; hipertensos; com problemas
pulmonares; com histórico de epilepsia; com presença de varizes ou qualquer patologia circulatória; com
implantes metálicos; ou com qualquer tipo de infecção. 
Veja como anda sua compreensão da eletroestimulação aplicada à estética! Relacione os conceitos com suas
definições e, após, escolha a alternativa correta.
Pacientes sedentários 
Para o fortalecimento das fibras musculares, o
tempo de contração deve ser menor do que o
tempo de relaxamento, a fim de aumentar a
oferta de nutrientes e a oxigenação das fibras.
A eletroestimulação, nesse caso, deve ser
prolongada com baixa amplitude e muitas
repetições.
Pacientes ativos 
O tempo de contração musculardeve
ser igual ou superior ao tempo de
relaxamento (para a manutenção da
hipertrofia) ou o tempo de contração
deve ser menor ou igual ao de
relaxamento (para aumentar a
hipertrofia). A eletroestimulação, nesse
caso, deve ser com alta amplitude e
poucas repetições.
Associe corretamente os itens abaixo com os itens correspondentes.
Corrente russa
Corrente aussie
Fibras tipo I
Fibras tipo II
Paciente sedentário
Itens correspondentes
Corrente alternada de 2500 Hz, modulada em bursts.
Corrente modulada mais confortável, com até 4000 Hz.
Contração lenta, alta resistência e metabolismo oxidativo.
Contração rápida, baixa resistência e metabolismo anaeróbio.
Estimulação com baixa amplitude e muitas repetições.
Gabarito
Corrente russa
Corrente alternada de 2500 Hz, modulada em bursts.
Corrente aussie
Corrente modulada mais confortável, com até 4000 Hz.
Fibras tipo I
Contração lenta, alta resistência e metabolismo oxidativo.
Fibras tipo II
Contração rápida, baixa resistência e metabolismo anaeróbio.
Paciente sedentário
Atividade 2
Correntes elétricas podem ser utilizadas na estética para promover benefícios corporais e faciais, dependendo
dos parâmetros ajustados nos equipamentos.
 
Qual conduta deve ser adotada ao aplicar eletroestimulação em pacientes com diferentes níveis de atividade
física?
A Usar os mesmos parâmetros de tempo e intensidade para todos os pacientes.
B Priorizar contrações curtas e relaxamentos longos em pacientes ativos.
C Ajustar tempo e intensidade conforme o perfil físico e objetivo terapêutico.
D Evitar o uso de eletroterapia em casos de flacidez muscular.
E Aplicar baixa intensidade com poucas repetições em todos os casos.
A alternativa C está correta.
Para alcançar resultados eficazes com a corrente russa ou aussie, é necessário ajustar os parâmetros de
tempo de contração, tempo de repouso e intensidade de acordo com o nível de atividade física do
paciente. Pacientes sedentários exigem mais repetições com menor intensidade e tempo de contração
mais curto, enquanto pacientes ativos podem receber estímulos mais intensos e menos frequentes. Essa
individualização ajuda a atingir objetivos como tonificação, hipertrofia ou recuperação muscular de maneira
segura e eficiente.
Ultrassom
Confira, neste vídeo, como o ultrassom é utilizado na estética, abordando frequência, intensidade, efeitos
térmicos e mecânicos, modos de aplicação (contínuo e pulsado), cuidados durante o procedimento e
principais contraindicações clínicas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O utrassom é um recurso terapêutico que utiliza ondas mecânicas (energia cinética) transmitidas por meio de 
vibrações. Essas ondas penetram no tecido e se propagam em diferentes profundidades. A técnica gera
ondas que agitam as moléculas presentes no meio, causando sua oscilação em meios sólidos, líquidos ou
gasosos, transformando, assim, a energia sonora em energia térmica. Se todo o calor gerado for dissipado
pelo meio, ocorre um aumento de temperatura e efeitos térmicos. Por outro lado, se o calor dissipado for
equivalente ao calor gerado, esse aumento de temperatura não será observado, resultando em efeitos não
térmicos.
Vibrações
Vibrações mecânicas idênticas às sonoras (20 e 20000 Hz), mas com uma frequência mais alta. 
Comentário
Quanto mais denso o meio, falando na área da estética, maior é a hidratação do tecido, maior é a
velocidade de propagação e, assim, a efetividade do procedimento. Além disso, quanto mais próximas
estiverem as células, maior é a velocidade de propagação; portanto, a propagação no tecido ósseo é
maior do que no tecido muscular e no adiposo. 
Esse procedimento estético é comumente utilizado para redução de gordura localizada, tratamento de celulite
e em pós-operatório. Ele produz efeitos térmicos (aumento da circulação sanguínea; melhora da oxigenação e
metabolismo local; angiogênese, síntese de novos fibroblastos e de proteínas como o colágeno e elastina);
efeito analgésico (relaxamento), mecânico (maior permeação de ativos através da pele) e químico (estímulo na
produção de fibras colágenas e elásticas) no tecido atingido.
 
Mais importante do que entender quais as indicações do procedimento ou como se aplica a técnica, é
entender a ação dela nos tecidos vivos. Conforme as ondas geradas atingem os tecidos biológicos, pode
haver aumento ou redução da intensidade de energia gerada. Esse fato é decorrente da capacidade de
absorção ou dispersão de energia pelos tecidos, o que se associa diretamente aos fenômenos de reflexão e 
refração, apresentados a seguir.
A frequência utilizada vai influenciar diretamente a profundidade e o efeito térmico no tecido atingido. O
ultrassom de uso estético utiliza uma frequência de 1 a 3 MHz, com comprimento de onda de 1 mm, que é
mais facilmente conduzido pela água, já que nossos tecidos têm em sua composição grande quantidade
dessa substância. É importante ressaltar que a frequência é inversamente proporcional ao comprimento de
onda e a profundidade atingida.
Reflexão 
Ocorre quando as ondas passam de meio a
outro com impedância acústica distinta
(resistência oferecida pelos tecidos à
passagem de ondas sonoras). Se essa
resistência for muito diferente, ocorre reflexão
total e essa onda não atinge os tecidos mais
profundos.
Refração 
Ocorre quando uma onda emitida
passa para outro meio, alterando sua
velocidade, porém conservando a sua
frequência.
Representação da aplicação do ultrassom.
A frequência de 1 MHz é indicada para atingir tecidos mais profundos e induz a apoptose (morte celular
programada) dos adipócitos (células de gordura), sem causar lesões adjacentes, preservando vasos
sanguíneos e nervos locais. No entanto, produz um menor efeito térmico. Já a frequência de 3 MHz é mais
indicada para tratamento de tecidos superficiais, induz lipólise a partir da cavitação e gera um aquecimento
tecidual. A lipólise, diferentemente da apoptose, promove a destruição da célula de gordura com liberação de
ácidos graxos, que serão usados como fonte de energia.
 
O aparelho utilizado é um transdutor, capaz de transformar energia elétrica em cinética. A intensidade do feixe
utilizado em estética é de 1,2 a 1,5 W/cm², que pode ser de modo contínuo ou pulsado. Diante disso, confira a
comparação entre esses dois modos, que se diferenciam pela forma de aplicação da voltagem e pelos efeitos
terapêuticos que produzem.
Cavitação
É a formação de pequenas bolhas gasosas nos tecidos como resultado da vibração do US. Ela pode ser
estável (as bolhas balançam, mas ficam estáveis) ou transitória (o volume da bolha altera rapidamente
com sua implosão, levando a lesões teciduais). A cavitação transitória ocorre quando a intensidade for
alta ou quando o feixe ficar estacionado no mesmo lugar. 
Modo contínuo 
A voltagem aplicada permanece constante
durante todo o procedimento, o que faz com
que a temperatura local tenda a ser mais
elevada. Por isso, esse modo é mais indicado
para o tratamento de gordura localizada.
Modo pulsado 
A voltagem aplicada é alternada em
pulsos durante o procedimento, não
eleva a temperatura e é mais indicado
para drenagem linfática e pós-
operatório.
Durante a aplicação, é importante limpar a área a ser aplicada com água e sabão ou álcool, manter
movimentos circulares na região sem retirar o cabeçote de contato com a pele e sempre aplicar um gel para
impedir a existência de ar entre a pele e a fonte geradora das ondas, uma vez que não são propagadas no ar.
 
A quantidade de energia aplicada aos tecidos e os efeitos decorrentes dependem também do tempo de
aplicação. Para definir esse tempo, é necessário realizar um cálculo com base na área a ser tratada (em cm²) e
na área efetiva de radiação (ERA) do equipamento, conforme a fórmula a seguir.
Cabeçote
Também chamado de cristal de ultrassom, é uma peça composta por cerâmica piezoelétrica. Essa
cerâmica recebe uma frequência gerada pelo aparelho e vibra, produzindo ondas em uma faixa
ultrassônica, conforme o próprionome indica.
A ERA é a área do cristal onde ocorre, efetivamente, a emissão das ondas.
 
A área a ser tratada tem largura de 6 cm e comprimento de 8 cm; logo, existe uma área de (8 cm × 6 cm) = 48
cm².
 
ERA = 4 cm².
 
O tempo é de 48 cm² (área) dividido por 4 (tamanho da ERA); portanto, o tempo de aplicação na região
será de 12 minutos.
 
O tempo de aplicação deve se limitar em 20 minutos por sessão para evitar os efeitos deletérios. O número de
sessões varia de 10 a 15 por região, que devem ser realizadas entre duas a três vezes por semana, sempre
obedecendo 1 dia de intervalo entre elas. A partir de 20 sessões, a frequência deve ser de 15 a 30 dias,
devido ao processo de acomodamento do organismo ao estímulo, para não afetar nos resultados.
Atenção
A técnica é contraindicada para gestantes, pessoas com diabetes, doenças cardíacas ou hemofilia não
controlada. Também não deve ser aplicada em áreas com hipoestesia (sensibilidade reduzida), lesões
cutâneas, feridas abertas ou presença de tumores malignos. Além disso, a aplicação deve ser evitada
sobre as gônadas (ovários ou testículos), olhos e regiões que tenham sido expostas anteriormente à
radiação. 
Você sabe calcular o tempo correto de aplicação do ultrassom?
 
Um profissional de estética vai aplicar o ultrassom contínuo para a redução de gordura localizada na parte
interna da coxa de uma paciente. A área a ser tratada mede 10 cm de comprimento por 7 cm de largura.
• 
• 
Sabendo que o cabeçote do aparelho utilizado possui uma ERA de 5 cm², calcule o tempo necessário de
aplicação e justifique a importância de respeitar esse cálculo durante o procedimento estético.
Chave de resposta
Primeiro, é necessário calcular a área da região a ser tratada. Multiplicamos o comprimento pela largura: 10
cm x 7 cm = 70 cm². Em seguida, usamos a fórmula do tempo de aplicação: Tempo = Área / ERA. A área é
70 cm² e a ERA do cabeçote é 5 cm². Agora dividimos: 70 ÷ 5 = 14 minutos.
O tempo ideal de aplicação é, portanto, 14 minutos.
Esse cálculo é importante porque garante que o tecido receba a quantidade adequada de energia. Se o
tempo for menor do que o necessário, o efeito terapêutico pode ser insuficiente. Se for maior, pode causar
aquecimento excessivo e efeitos indesejados no tecido. Além disso, respeitar esse tempo ajuda a distribuir
corretamente as ondas sonoras, promovendo um tratamento seguro e bem-sucedido.
Atividade 3
O uso do ultrassom em procedimentos estéticos está associado a diversos efeitos nos tecidos, dependendo
da forma de aplicação e dos parâmetros utilizados.
Durante a aplicação do ultrassom terapêutico, qual cuidado contribui para a efetividade e segurança do
procedimento?
A Manter o cabeçote estacionado para intensificar o feixe de energia.
B Aplicar o gel condutor para evitar a dispersão das ondas no tecido adiposo.
C Ajustar o tempo de aplicação conforme o tipo de pele do paciente.
D Realizar movimentos circulares contínuos e manter o contato entre cabeçote e pele.
E Limitar a aplicação apenas à região muscular, evitando áreas com gordura.
A alternativa D está correta.
Durante a aplicação do ultrassom, manter o cabeçote em movimento circular contínuo e em contato com a
pele distribui a energia de maneira uniforme, evitando o acúmulo de calor em um único ponto. O gel
condutor faz com que as ondas sonoras não sejam bloqueadas pelo ar, permitindo que a energia atinja
corretamente os tecidos. Esses cuidados maximizam os efeitos terapêuticos e previnem lesões por
cavitação ou superaquecimento.
Radiofrequência
Entenda, neste vídeo, como a radiofrequência gera calor nos tecidos, promovendo contração do colágeno,
lipólise e neocolagênese. Além disso, conheça os tipos, aplicações, cuidados com temperatura e principais
contraindicações clínicas.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Esta técnica converte energia eletromagnética, na ordem de quilohertz (kHz) ou megahertz (MHz), em energia
térmica com ação no tecido biológico. O aquecimento controlado induz uma resposta inflamatória local com
migração de fibroblastos e produção de novas fibras de colágeno, retração das fibras elásticas, melhora da
circulação sanguínea e linfática. Esses benefícios podem ser notados nos tratamentos de celulite, gordura
localizada, tratamentos faciais para flacidez e redução de rugas e até mesmo de estética íntima.
Representação da utilização da radiofrequência para flacidez corporal.
Para promover esse aquecimento, os equipamentos de radiofrequência geram uma corrente alternada de alta
frequência, formando um circuito que aquece a área aplicada. Esse processo pode ser realizado por dois tipos
de radiofrequência. Confira!
Capacitiva 
Gera calor de dentro para fora do corpo, por
meio da emissão de ondas curtas com
frequência geralmente entre 13 e 40 MHz.
Como nesse procedimento ocorre um
aumento da temperatura da área aplicada de
forma rápida, ele não é suportável por muito
tempo.
Resistiva 
Gera calor de fora para dentro do corpo,
por meio de um campo elétrico que, ao
entrar em atrito com a pele, forma um
campo eletromagnético. Esse campo
aquece os tecidos mais profundos, como
a derme, de forma gradual, evitando
desconforto. Por ser mais tolerável para
os pacientes, esse procedimento é
conhecido como criofrequência.
O tipo de radiofrequência utilizada não é o único fator determinante. O cabeçote escolhido no procedimento
também influencia a profundidade de ação das ondas no tecido. Atualmente, o mercado oferece diversos
modelos, classificados conforme a quantidade de polos emissores. Vamos conferi-los!
Monopolar
Possui um único polo emissor e é indicado para uso corporal.
Bipolar
Possui dois polos emissores e é indicado para uso facial.
Tripolar ou multipolar
Possui três ou mais polos emissores e é indicado para uso facial e corporal.
Além dessa classificaçāo por número de polos, eles tambèm podem ser diferenciados por:
1
Bipolar de campo concêntrico
Desempenha uma ação mais superficial, sendo indicado para tratamento de flacidez em regiões de
colo, pescoço e face.
2
Bipolar de campo longitudinal
Exerce uma ação mais profunda e uma menor abrangência do campo, sendo uma aplicação mais
direcionada. Indicado para tratar rugas e pequenas linhas de expressão, como sulco nasogeniano,
da região orbicular dos olhos e boca, e revitalização das mãos.
3
Bipolar de campo disperso
Desempenha uma ação bem profunda, necessitando de eletrodo dispersivo para aplicação. Indicado
para tratamento de fibrose. Não deve ser usado em regiões de face e abdômen.
4
Tripolar
É mais indicado para tratamentos corporais, podendo ser usado nas regiões do pescoço com alto
grau de flacidez ou região submentoniana (papada) que tenha grande acúmulo de gordura.
Uma das principais indicações da radiofrequência é a remodelação e regeneração do colágeno, tanto facial
quanto corporal. Mas você sabe como esse processo acontece no nosso corpo?
 
As fibras de colágeno são degradadas naturalmente ao longo dos anos e a sua reposição torna-se cada vez
mais difícil com o envelhecimento. Além disso, temos fatores externos e internos que podem acelerar esse
processo, como genética, alimentação, falta de atividade física e pouca ingestão de água.
 
Para exemplificar, vamos considerar o consumo em excesso do açúcar, que leva à glicação de proteínas, como
o colágeno e a elastina, desestabilizando essas fibras e fazendo com que elas se rompam, acelerando o
processo de envelhecimento e a flacidez cutânea. Como a radiofrequência pode auxiliar nesse tratamento?
 
Um dos efeitos imediatos dessa técnica é a contração das fibras de colágeno ou a sua desglicação, o que
resulta em um efeito lifting, promovendo o levantamento do rosto, a amenização das rugas e o aprimoramento
do contorno facial.
 
Essa contração ocorre devido ao calor gerado, que provoca atrito entre as moléculas de água presentes no
tecido, dissipando energia para as demais estruturas.
Glicação
Refere-se a uma sequência de reações não enzimáticas que se iniciaquando açúcares redutores, como
glicose e frutose, reagem com aminoácidos constituintes de proteínas, lipídios ou ácidos nucleicos,
gerando os chamados produtos de glicação avançada (AGEs, acrônimo, em inglês, para Advanced
Glycation End-Products). Os AGEs têm a capacidade de modificar as propriedades químicas e funcionais
de diversas estruturas biológicas devido à geração de radicais livres, formação de ligações cruzadas
com proteínas ou de interações com receptores celulares, causando disfunção fisiológica. 
Dica
Quanto mais água o tecido tiver e quanto maior a concentração de eletrólitos, mais rapidamente é
atingida a temperatura. 
O efeito tardio do procedimento é a neocolagênese, que é a formação de novas fibras de colágeno. Esse
processo ocorre entre 14 e 21 dias após o procedimento, resultando em um processo inflamatório que
possibilita um maior recrutamento de fibroblastos e a síntese de novas fibras de colágeno e elastina, além do
remodelamento do tecido.
 
Para entender melhor os benefícios da radiofrequência, é importante conhecer o processo natural de
envelhecimento da pele, bem como os efeitos primários e secundários que essa técnica promove nas fibras de
colágeno. Confira a seguir os principais aspectos de cada um desses pontos!
Processo de envelhecimento
Redução de colágeno e elastina.
Flacidez cutânea.
Produção de fibras de colágeno.
• 
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Efeitos primários
Contração do colágeno.
Efeito lifiting.
Suavização das linhas de expressão.
Efeitos secundários
Reestruturação da derme.
Novos fibroblastos.
Fibras de colágeno produzidas.
Melhora duradoura da pele.
A aplicação deve ser feita com movimentos lentos e contínuos, de preferência em forma de C, com pressão
uniforme do eletrodo e um bom contato com a pele. É importante controlar a temperatura durante toda a
aplicação, por meio de um termômetro digital na área em tratamento. Após alcançar a temperatura de 40 °C, a
aplicação deve ser mantida por, no máximo, cinco minutos.
 
Nos tratamentos corporais, esse procedimento é usado para melhora da flacidez tissular, aspecto de celulite,
estrias, cicatrizes, fibrose e gordura localizada. Na prática clínica, ele é associado a outras técnicas para o
tratamento de gordura localizada e celulite.
 
O tecido adiposo, quando em excesso, apresenta um aumento de quantidade e volume dos adipócitos,
presença de fibrose acentuada no tecido conjuntivo e comprometimento circulatório local. Após a aplicação
da radiofrequência, ocorre a lipólise por ação térmica e uma contração dos adipócitos, com redução de seu
volume. O aquecimento intenso e profundo melhora a circulação sanguínea local e permite remodelação
tecidual, gerando, assim, redução de medidas. A aplicação corporal pode ser feita em regiões como abdômen,
coxas, culote, infraescapular, glúteo e braço.
 
O intervalo entre as sessões varia, mas, em geral, o intervalo é de 21 dias, de acordo com o ciclo da produção
de colágeno, e são recomendadas, no mínimo, seis sessões para alcançar os resultados esperados. A
hiperemia local desaparece depois de alguns minutos.
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• 
• 
Atenção
Algumas condições apresentam contraindicação para esse tipo de procedimento, como gestação,
transtornos de sensibilidade, portadores de marca-passo ou cardiopatas, doenças crônicas
descompensadas (hipertensão, diabetes), doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), processo
inflamatório agudo, infecções ou lesões cutâneas, presença de tumor. A radiofrequência também não
deve ser realizada em regiões que contenham prótese metálica ou sobre as glândulas tireoidiana e
genitais. 
Agora, relacione os conceitos com suas definições!
A radiofrequência estética atua com diferentes cabeçotes e efeitos no tecido. Para aplicar corretamente,
devemos compreender as características de cada tipo.
Associe corretamente os itens abaixo com os itens correspondentes.
Bipolar de campo concêntrico
Bipolar de campo longitudinal
Bipolar de campo disperso
 Tripolar
Glicação
Itens correspondentes
Atua superficialmente, ideal para regiões como colo, pescoço e face.
Tem ação direcionada e profunda, indicado para rugas e mãos.
Indicado para fibrose, tem ação profunda e exige eletrodo dispersivo.
Indicado para gordura e flacidez no pescoço e papada.
Relacionado ao envelhecimento cutâneo por ação de açúcares sobre proteínas.
Gabarito
Bipolar de campo concêntrico
Atua superficialmente, ideal para regiões como colo, pescoço e face.
Bipolar de campo longitudinal
Tem ação direcionada e profunda, indicado para rugas e mãos.
Bipolar de campo disperso
Indicado para fibrose, tem ação profunda e exige eletrodo dispersivo.
 Tripolar
Indicado para gordura e flacidez no pescoço e papada.
Glicação
Atividade 4
A radiofrequência é utilizada em procedimentos estéticos por meio da conversão de energia eletromagnética
em energia térmica, promovendo diversos efeitos nos tecidos tratados.
 
Qual fator contribui diretamente para a eficácia da radiofrequência durante o procedimento?
A Presença de tecido com boa hidratação e maior quantidade de eletrólitos.
B Aumento da temperatura controlado e mantido por tempo prolongado.
C Aplicação em áreas com baixa hidratação tecidual.
D Aplicação em regiões com grande acúmulo de tecido ósseo.
E Utilização de cabeçote monopolar em áreas pequenas e delicadas.
A alternativa A está correta.
A eficácia da radiofrequência está relacionada à condutividade do tecido, que depende da presença de
água e eletrólitos. Tecidos mais hidratados facilitam a propagação da energia e o aquecimento uniforme,
potencializando os efeitos terapêuticos como contração de colágeno, estímulo à neocolagênese e melhora
da circulação local. Esse fator influencia tanto a rapidez com que a temperatura é alcançada quanto a
resposta biológica ao estímulo térmico.
Criolipólise
Confira, neste vídeo, como funciona a criolipólise, técnica que utiliza o frio para destruir adipócitos. Veja quais
são seus mecanismos de ação, tipos (convencional e contraste), resposta inflamatória, indicações,
contraindicações e cuidados pós-procedimento.
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Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Desenvolvida entre as décadas de 1970 e 1980, a criolipólise é bastante empregada no tratamento da gordura
localizada, que utiliza baixas temperaturas para destruição dos adipócitos. Isso é possível, pois tecidos ricos
em lipídios têm uma susceptibilidade maior a lesões ocasionadas pelo frio em relação aos tecidos ricos em
água, como músculos e nervos.
 
Pessoas com gordura localizada apresentam um aumento na quantidade e no tamanho dos adipócitos. Além
disso, há redução da quantidade de água do meio extracelular, comprometimento circulatório e redução da
oxigenação dos tecidos. Essas células de gordura encontram-se na hipoderme; camada de interesse nesse
tipo de tratamento.
 
Esse método utiliza um aparelho que promove, ao mesmo tempo, a sucção por vácuo e o resfriamento (com
temperaturas entre -5 °C e -15 °C) da pele. Ele pode ter apenas um aplicador ou mais de um, sendo possível
realizar a aplicação em diferentes áreas simultaneamente. Em geral, as regiões de interesse são: flanco,
abdômen, coxas (interno e posterior), braços, parte superior das costas e culote. Para o procedimento, após
selecionar a área a ser tratada, uma manta específica com substância hidratante é colocada sobre o local para
evitar queimaduras. Em seguida, o aplicador é posicionado sobre a área, o vácuo é regulado e é feita a sucção
da pele de acordo com a sensibilidade do paciente. A aplicação dura em média de 45 a 60 minutos. Depois, é
muito importante estimular a circulação do tecido a fim de retornar à temperatura normal.
Representação do processo de criolipólise.
A criolipólise, ao utilizar temperaturas negativas, atinge a hipoderme, provocando diferentes efeitos. Vamos
conferi-los!
 
Diminuição da atividade mitocondrial e, como consequência, redução da produção energética.
 
Alteração da membrana plasmática, com aumento de sua permeabilidade,o que facilita a lise celular
(destruição da célula pela ruptura da membrana).
 
Morte celular dos adipócitos por estímulo externo, com posterior digestão dos restos celulares por
macrófagos.
 
Durante a criolipólise, o frio intenso altera a estrutura interna da gordura presente nos adipócitos. Essa
mudança afeta os triglicerídeos, as principais substâncias armazenadas dentro dessas células de gordura. O
• 
• 
• 
frio faz com que eles se solidifiquem e se quebrem, o que danifica a célula por completo. Como essa quebra é
definitiva, o corpo entende que essas células estão comprometidas e ativa o sistema de defesa para removê-
las. Células chamadas de macrófagos são enviadas até o local para “limpar” os restos dessas células de
gordura destruídas.
A criolipólise nos adipócitos.
Além disso, o adipócito pode sofrer apoptose (morte celular programada).
 
No entanto, os efeitos da criolipólise não são imediatos. A morte celular e a alteração nos adipócitos levam a
uma resposta inflamatória local intensa. Os macrófagos residentes do tecido, ao realizarem fagocitose dos
adipócitos modificados e dos restos celulares, liberam mediadores inflamatórios (citocinas), o que estimula a
chegada de mais macrófagos e neutrófilos para o local afetado. Também existe produção de fator de
crescimento vascular e celular, com aumento da produção de fibroblastos e, consequentemente, com o
aumento da produção de colágeno para sustentação tecidual. Novos vasos sanguíneos são formados e isso
possibilita melhora na oxigenação e no metabolismo local.
 
Após os primeiros 14 dias do procedimento, ocorre a resposta inflamatória e, a partir de mais ou menos 30
dias, essa resposta torna-se mais intensa e é possível observar redução das medidas nos locais de aplicação.
Dessa forma, a avaliação pós-procedimento só deve ser feita após 30 dias, já que, antes disso, por causa do
processo inflamatório, há edema local. Entretanto, o melhor resultado é verificado depois de aproximadamente
três meses da aplicação.
 
Existem dois tipos de criolipólise. Veja!
Convencional
O resfriamento da pele e do tecido subcutâneo
ocorre de forma gradual.
Contraste
Inicialmente, temos um aquecimento da pele
seguido por resfriamento local.
Atualmente, no mercado, há equipamentos que não utilizam vácuo, mas realizam a criolipólise a partir de
placas, causando o resfriamento sem o desconforto do vácuo.
 
O procedimento deve ser indicado após uma avaliação criteriosa do paciente, com análise da prega de
gordura no local (quando usado o vácuo), que deve ser de, no mínimo, 4 cm. As sessões variam de uma a três,
dependendo da região, com um intervalo de três meses. Para melhorar os resultados, pode ser solicitada a
utilização de cinta modeladora na região durante os 30 dias após o procedimento e pode ser associada
drenagem linfática (duas a três vezes por semana).
 
Após o procedimento, podemos observar alguns efeitos adversos, como hiperemia, eritema localizado,
equimose, dormência temporária ou redução da sensibilidade local e dor local. Um efeito adverso pouco
comum é a hiperplasia adiposa paradoxal, que é uma disfunção em que ocorre aumento do volume do tecido
adiposo na região em que deveria ser observada redução, ou seja, na área de aplicação. Ocorre normalmente
de um a seis meses pós-procedimento e as causas são desconhecidas.
Atenção
Este procedimento é contraindicado para pacientes que apresentem dermatite na região a ser tratada,
urticária induzida pelo frio, processo cirúrgico recente, presença de cicatriz ou hérnia na região, lesões
cutâneas, doenças neuropáticas, sensibilidade ao frio, redução da sensibilidade na área, alteração dos
fatores de coagulação, diabetes descompensada, e em fase de gestação/lactação. 
A criolipólise é uma técnica não invasiva e segura que se destaca no tratamento da gordura localizada por
utilizar o frio controlado para destruir seletivamente os adipócitos. Essa destruição ocorre sem prejudicar
tecidos vizinhos como músculos e nervos, oferecendo resultados eficazes com baixo risco. O processo ativa o
sistema imune, promove a remoção das células de gordura danificadas e estimula a regeneração do tecido
com produção de colágeno e novos vasos sanguíneos. Com planejamento adequado, avaliação criteriosa e
aplicação correta, a criolipólise contribui para a remodelação corporal, a redução de medidas e a melhora
estética com conforto e segurança ao paciente.
 
Agora, vamos refletir um pouco!
Você saberia indicar a criolipólise corretamente? Vamos analisar o caso hipotético a seguir.
Marina, 34 anos, procura tratamento estético para gordura localizada na região abdominal. Ela relata que não
tem doenças crônicas, mas apresenta sensibilidade ao frio e fez uma cesariana há 45 dias. Após avaliação, a
prega de gordura no abdômen apresenta 5 cm. Considerando os conhecimentos sobre criolipólise, esse
procedimento está indicado para Marina nesse momento? Justifique sua resposta com base nos critérios de
avaliação e segurança da técnica.
Chave de resposta
Apesar de a espessura da prega de gordura ser adequada (5 cm) e Marina não ter doenças crônicas, a
criolipólise não está indicada no momento. O histórico de cirurgia recente (cesariana há 45 dias) e a 
sensibilidade ao frio são fatores importantes de contraindicação. A criolipólise não deve ser aplicada em
áreas com cicatrizes recentes, pois o tecido ainda está em processo de recuperação, o que pode aumentar
os riscos de complicações. Além disso, a sensibilidade ao frio pode desencadear efeitos adversos
indesejados. O ideal é aguardar o tempo mínimo de recuperação cirúrgica e reavaliar as condições da pele
antes de qualquer intervenção.
Atividade 5
A criolipólise é um procedimento estético indicado para o tratamento de gordura localizada por meio da
aplicação de temperaturas negativas controladas sobre a pele.
Durante a criolipólise, qual processo corporal está associado à eliminação dos adipócitos?
A Elevação da temperatura tecidual, estimulando a apoptose dos músculos locais.
B Aumento do volume celular e retenção hídrica na hipoderme.
C Estímulo da circulação linfática com eliminação direta da gordura.
D Contração da pele com destruição dos vasos sanguíneos locais.
E Ativação do sistema imune com remoção dos adipócitos lesados.
A alternativa E está correta.
A criolipólise provoca lesões térmicas nos adipócitos por meio do resfriamento controlado. Essa lesão
desencadeia uma resposta inflamatória localizada, levando à ativação do sistema imune. Macrófagos e
neutrófilos são recrutados para fagocitar as células de gordura danificadas e os resíduos celulares. Esse
processo é o responsável pela eliminação progressiva dos adipócitos e pela remodelação do tecido, com
consequente redução de medidas na região tratada.
Aplicando o conhecimento
Carla, 42 anos,
procurou uma clínica
de estética para tratar
flacidez e gordura
localizada na região
abdominal. Relatou
que já havia realizado
sessões de criolipólise
e estava em busca de
um método
complementar. Após a
avaliação estética, a
profissional indicou a
radiofrequência como
tratamento inicial, com
sessões a cada 21
dias. No primeiro
atendimento, Carla
afirmou não estar
gestante e negou
qualquer doença
crônica, uso de marca-
passo ou prótese
metálica.
 Durante a primeira
aplicação, a profissional
realizou movimentos
lentos e circulares com
o cabeçote apropriado,
mantendo o controle da
temperatura da pele,
que atingiu 40 °C após
alguns minutos. Após
cerca de cinco minutos
em temperatura
terapêutica, Carla
começou a relatar
sensação de
desconforto
generalizado e náusea,
seguido de palpitações
e mal-estar. A
profissional
interrompeu
imediatamente o
procedimento,
posicionou a cliente em
repouso e iniciou os
primeiros socorros.
 Carla
revelou,
então, que
fazia uso
contínuo de
medicação
para
hipertensão,
mas que
havia
omitido essa
informação
por acreditar
que não
interferiria
no
tratamento
estético. A
pressão
arterial
aferida no
momento
indicou um
pico
hipertensivo.
 A clínica
contava com
equipe
multidisciplinare acionou o
profissional de
saúde
responsável,
que conduziu
o atendimento
inicial e
encaminhou
Carla ao
serviço de
urgência para
avaliação
médica.
 Após a leitura
do caso, é hora
de aplicar seus
conhecimentos!
Questão 1
No caso apresentado, a paciente Carla omitiu uma condição de saúde relevante durante a anamnese, o que
provocou uma intercorrência durante o uso da radiofrequência. Considerando os princípios da prática estética
segura, qual das ações a seguir representa a atitude mais adequada da profissional diante desse tipo de
situação?
A Continuar o atendimento após a queixa da paciente, reduzindo a temperatura e o tempo de aplicação.
B Repetir o procedimento em outra região menos sensível, para avaliar se a reação persiste.
C Interromper o procedimento, realizar os primeiros socorros, registrar a ocorrência e encaminhar a
paciente para avaliação médica.
D Aplicar um agente calmante tópico e recomendar que a paciente procure um médico apenas se os
sintomas persistirem.
E Manter a paciente em observação por 30 minutos e retomar o atendimento se os sinais vitais
normalizarem.
A alternativa C está correta.
A conduta ética e técnica esperada da profissional é suspender o procedimento, priorizar a segurança da
paciente com os primeiros socorros, documentar o ocorrido e encaminhá-la ao atendimento médico.
Questão 2
Por que é importante realizar uma anamnese completa antes de iniciar qualquer procedimento estético como
a radiofrequência?
Chave de resposta
A anamnese garante a segurança e a eficácia dos procedimentos estéticos. Ela permite que o profissional
conheça o histórico de saúde do paciente, incluindo doenças crônicas, uso de medicamentos, dispositivos
implantados e outras condições que podem contraindicar o procedimento. No caso da radiofrequência,
pacientes com hipertensão, marca-passo ou doenças autoimunes correm risco de complicações graves. A
omissão de informações pode levar a intercorrências como mal-estar, picos de pressão, queimaduras ou
agravamento do quadro clínico. Por isso, além de aplicar a anamnese, o profissional deve orientar sobre
sua importância e checar possíveis inconsistências nas respostas.
Questão 3
Como o profissional de estética deve agir em caso de intercorrência durante um procedimento?
Chave de resposta
Em caso de intercorrência, o profissional de estética deve manter a calma, interromper imediatamente o
procedimento e posicionar o paciente em local confortável. Deve observar os sinais clínicos, como cor da
pele, respiração e consciência, e se possível aferir os sinais vitais se possível. O paciente deve ser
encaminhado para avaliação médica, e o atendimento deve ser documentado detalhadamente. A clínica
deve contar com suporte profissional e protocolos definidos para situações emergenciais. 
Resolução do caso prático
Neste vídeo, acompanhe o caso de Marina, paciente hipertensa que omitiu sua condição e teve intercorrência
na radiofrequência abdominal. Aprenda a aplicar corretamente o procedimento, reconhecer sintomas e adotar
os primeiros socorros e condutas clínicas adequadas.
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2. Laserterapia
Características do laser
Confira, neste vídeo, as principais características do laser na estética, incluindo sua luz monocromática,
colimada e coerente. Entenda como seus efeitos nos tecidos variam de acordo com o comprimento de onda e
o cromóforo-alvo.
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O uso do laser revolucionou as técnicas terapêuticas, tornando-se um recurso muito valioso na medicina,
tanto no tratamento de diversas disfunções quanto em procedimentos cirúrgicos. Na área estética, sua
utilização vem ganhando cada vez mais espaço.
 
Mas, afinal, o que é o laser e como ele funciona?
 
O laser é um aparelho que produz a emissão de uma luz monocromática com grande energia, capaz de gerar
alterações físicas e biológicas nos tecidos. Quando essa luz atinge a matéria, podem ocorrer fenômenos como
reflexão, refração, absorção e dispersão, assim como acontece com qualquer outra radiação eletromagnética.
 
No equipamento, os átomos que compõem o emissor central são estimulados por energia elétrica, alterando
seus orbitais e liberando energia na forma de fótons (as menores frações do feixe de luz). O laser possui
características importantes que determinam sua ação nos tecidos. Na sequência, vamos conhecer as
principais.
Monocromático
Emite luz composta por fótons de apenas uma frequência, o que determina quais biomoléculas
absorvem o feixe e qual será sua profundidade de ação. Por exemplo, proteínas absorvem luz entre
200 e 350 nm, na faixa do ultravioleta.
Colimação
Produz fótons que se mantêm paralelos entre si, sem dispersão, garantindo a manutenção da
potência.
Coerência
Emite ondas cujos picos têm a mesma frequência e direção.
Diferentes intensidades
Permite ajustar a potência do feixe conforme a necessidade terapêutica, adaptando-se ao tipo de
tecido e ao objetivo do tratamento.
Agora, vamos entender como o laser funciona.
Representação do funcionamento do laser.
Os lasers são classificados de acordo com a potência em alta (acima de 50 °C, como o CO2 fracionado),
média (abaixo de 50 °C, como os de epilação) e baixa potência (não emitem calor, como os LEDs).
Epilação
Processo de remoção dos pelos pela raiz, diminuindo ou atrasando seu crescimento. 
Comentário
Os equipamentos mais usados são de baixa potência, como Hélio-Neônio (HeNe), Arsenieto de Gálio
(AsGa), Alumínio-Gálio-Índio-Fósforo (AlGaInP) e Arsenieto-Gálio-Alumínio (AsGaAl). 
Eles podem emitir luz de forma contínua, com duração de exposição longa (mais de um segundo) e dano não
seletivo, dando o máximo de energia gerada ao tecido. Ou pulsado, ou seja, a emissão do feixe de luz não é
contínua, ocorrendo em intervalos regulares de tempo, com duração de milissegundos ou nanossegundos de
pulso, e efeito mais seletivo da área atingida.
 
A luz do laser é direcionada para o cromóforo de interesse, que pode ser a melanina (tratamento de manchas
e epilação), hemoglobina (tratamento de microvasos) ou água (tratamento de rejuvenescimento). Essas
substâncias têm a capacidade de absorver luz em um comprimento de onda específico e transformá-la em
calor, elevando a temperatura, que pode chegar a mais de 100 °C. Isso gera uma série de modificações
estruturais, como a coagulação e a desnaturação de proteínas.
Cromóforo
É um gupo de átomos que dá cor a determinada substância e absorve luz em um comprimento de onda
específico no espectro do visível. Na pele, os cromóforos são água, proteínas, melanina, hemoglobina e
oxi-hemoglobina.
Representação dos diferentes comprimentos de onda atingindo a pele.
Assim, verificamos que, quanto maior o comprimento de onda, maior é a profundidade. Entretanto, a
profundidade também depende da absorção e da dispersão nos tecidos. A dispersão no laser é inversamente
proporcional ao comprimento de onda do feixe de luz; portanto, quanto maior o comprimento de onda, maior a
profundidade e menores a dispersão e a absorção no tecido. Comprimentos de onda de 400 nm têm maior
capacidade de dispersão e menor capacidade de penetração do que os lasers com comprimento de onda de
1000 nm, por exemplo.
 
O efeito terapêutico varia de acordo com o comprimento de onda, a duração do pulso, o tamanho e o tipo de
alvo. Quando o feixe atinge o tecido, diferentes alterações podem ocorrer, tais como:
Efeito fototérmico
Ocorre a conversão da energia luminosa em calor, aumentando a temperatura tecidual, podendo até
mesmo causar sua destruição.
Exemplo: Epilação. Nesse procedimento, a energia luminosa é convertida em calor, que aquece e
destrói seletivamente o folículo piloso, reduzindo o crescimento dos pelos. É o princípio da depilação
a laser.
Efeito fotoquímico
Utiliza substâncias fotossensibilizantes que são captadas por células tumorais e provocam a
destruição dessas células.
Exemplo: Terapia fotodinâmica. Nesse tratamento, um agente fotossensívelé aplicado na pele, ao ser
ativado pela luz, promove a destruição direcionada das células-alvo.
Efeito fotomecânico
Tem ação sobre os tecidos, causando sua fragmentação pela luz do laser.
Exemplo: Remoção de tatuagens. Nesse procedimento, o laser fragmenta os pigmentos da tatuagem
por meio de ondas causadas pela rápida expansão térmica, facilitando sua eliminação pelo sistema
imunológico.
Efeito fotoelétrico
Tem ação sobre os tecidos, promovendo sua vaporização pela luz do laser.
Exemplo: Lasers ablativos. Nesse procedimento, os lasers ablativos promovem a vaporização das
camadas superficiais da pele por meio da ionização dos átomos, formando o plasma — estado da
matéria semelhante ao gás, no qual algumas partículas estão ionizadas. Esse processo gera a 
ablação, que representa a remoção de matéria a partir do raio laser, ocorrendo após o dano
tecidual. Dessa forma, há uma intensa renovação do tecido, sendo muito utilizado em procedimentos
de rejuvenescimento e no tratamento de cicatrizes.
Atividade 1
Ao utilizar equipamentos com diferentes potências, profissionais devem considerar os efeitos esperados e a
interação com os tecidos para a eficácia e a segurança do procedimento.
Qual das opções melhor descreve uma característica fundamental do feixe de luz emitido pelos lasers
utilizados em estética?
A É composto por vários comprimentos de onda que penetram aleatoriamente os tecidos.
B Apresenta baixa intensidade para evitar alterações térmicas nos tecidos.
C É disperso e com picos de ondas emitidos em direções diferentes.
D É monocromático, com fótons emitidos em uma única frequência.
E Produz luz com alto grau de absorção em tecidos ricos em água e baixa energia.
A alternativa D está correta.
Uma das características essenciais da luz emitida pelo laser é sua monocromaticidade, ou seja, a emissão
de fótons em uma única frequência. Isso leva à especificidade na interação com o cromóforo-alvo,
determinando os efeitos biológicos desejados, como aquecimento seletivo de estruturas específicas da
pele. As demais alternativas apresentam informações incorretas sobre o comportamento da luz ou seus
efeitos nos tecidos.
Laser de baixa potência
Confira, neste vídeo, como o laser de baixa potência (LED) é utilizado na estética, seus diferentes tipos, ações
terapêuticas específicas por cor, benefícios, aplicações clínicas e contraindicações, sempre com foco na
segurança e na eficácia do tratamento.
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Na estética, o laser de baixa potência usado é o LED (Light Emitting Diodes), que produz um feixe de luz com
um espectro de ação mais abrangente, com uma quantidade maior de cores. Além disso, o LED não apresenta
colimação, ou seja, seus feixes de luz emitidos não têm a mesma direção. Esse tipo de metodologia utiliza
ondas eletromagnéticas de baixa frequência, que transmitem energia para as células, de forma não invasiva,
sem emissão de radiação ultravioleta e sem provocar aumento da temperatura tecidual.
Representação do uso de LED azul em tratamento facial.
Essa terapia apresenta muitos benefícios, como o baixo risco de complicações pós-procedimento, permite
associação de outros tipos de tratamento, pode ser aplicada sobre a pele por longos períodos e, em geral,
apresenta menor custo.
 
Existem vários tipos de LED e cada um apresenta uma aplicação terapêutica diferente. Vamos conhecê-los!
LED azul
Apresenta ação somente sobre a epiderme, com função bactericida, sendo grande aliado no
tratamento de acne e no controle da oleosidade. Provoca, também, melhora na hidratação facial e tem
efeito clareador.
LED vermelho
Tem ação sobre a derme, com ativação e síntese de fibroblastos, aumentando, assim, a produção de
colágeno e elastina, e reduzindo a ação da colagenase (enzima que quebra colágeno). Além disso,
tem efeito na microcirculação, com ação antioxidante e de combate aos radicais livres. É muito
utilizado para a drenagem linfática e a redução de medidas, por seu efeito anti-inflamatório e de
estímulo da lipólise.
LED âmbar
Tem ação na derme com estímulo de síntese e remodelação das fibras de colágeno, auxiliando na
microcirculação com maior nutrição tecidual. Tem grande uso nos protocolos de flacidez por gerar um
efeito lifting local.
Luz infravermelha
Tem ação na derme profunda e nos músculos, com ativação de fibroblastos, promovendo alteração da
permeabilidade celular, facilitando a absorção de ativos, com ação anti-inflamatória e diminuindo o
edema. Usado tanto em procedimentos faciais quanto corporais.
Agora, confira a imagem!
Representação das cores dos LEDs utilizados na estética.
A fototerapia por meio do LED pode ser usada em: tratamento de acnes em qualquer grau, alopecia,
clareamento de manchas, drenagem linfática, estrias, gordura localizada, hidratação facial e corporal, celulite,
linhas de expressão e olheiras. Vamos entender algumas dessas aplicações de forma mais detalhada:
Clareamento e hidratação facial
O LED azul é absorvido pelas células, promovendo a liberação de peróxido de hidrogênio e espécies
reativas de oxigênio. Isso acarreta a quebra de ligações químicas bivalentes (absorvedoras de luz),
presentes nas moléculas em ligações químicas simples (não absorvedoras de luz), produzindo, assim,
um efeito clareador. Além disso, ocorre a hidrólise da água intracelular, com formação de íons livres
que se aderem à membrana plasmática e reagem com o oxigênio presente no sangue, possibilitando a
captação de água e a hidratação da região.
Acne
O LED azul atua na pele como um bactericida, levando à redução da microbiota, o que melhora o
aspecto inflamatório. O LED vermelho gera um efeito analgésico e anti-inflamatório. Por sua vez, a luz
infravermelha permite melhora na circulação linfática local.
Clareamento de manchas
O LED azul tem ação na degradação da melanina local, com efeito clareador. O LED âmbar diminui a
formação de melanina e a produção de tirosina. O LED vermelho e a luz infravermelha atuam no
reparo tecidual.
Estímulo de colágeno (tratamento de estrias)
O LED azul aumenta a hidratação cutânea. O LED vermelho permite um aumento no metabolismo de
fibroblastos e síntese de colágeno. A luz infravermelha também promove aumento no metabolismo de
fibroblastos e nas células dos linfonodos.
Redução de gordura localizada e celulite
É feita com o LED vermelho, que tem ação sobre a síntese de fibroblastos e colágeno. A luz
infravermelha auxilia a melhora da circulação linfática local.
Alopecia
O LED vermelho promove aumento da circulação local, com melhora do metabolismo folicular e
consequente crescimento, volume e nutrição capilar.
As principais contraindicações são gestantes e pacientes com neoplasias, doença vascular ou epilepsia. Além
disso, não pode ser realizada aplicação no pescoço, no seio, nos olhos e em locais com lesões cutâneas.
Sempre devem ser utilizados óculos de proteção.
Atividade 2
No atendimento estético, o uso do LED pode ser uma alternativa interessante a outros métodos, desde que
respeitados seus princípios de funcionamento e indicações clínicas adequadas.
Qual das situações a seguir representa uma vantagem relevante do uso do LED em procedimentos estéticos?
A Ação térmica intensa sobre camadas profundas da pele.
B Possibilidade de associação a outras terapias com baixo risco.
C Capacidade de realizar corte e ablação tecidual.
D Restrição de uso em todos os tipos de pele sensível.
E Emissão de radiação ultravioleta para clareamento da pele.
A alternativa B está correta.
Uma das principais vantagens da fototerapia com LED é sua segurança, o que permite sua associação a
outros tratamentos estéticos sem riscos significativos. Por não gerar calor nem emitir radiação ultravioleta,
esse método é considerado não invasivo e bem tolerado, com baixo risco de complicações.
Laser de média potência
Confira, neste vídeo, como o laser de média potência atua na epilação, seu efeito sobre a melanina, as fases
de crescimento dos pelos, os cuidados antes e após o procedimento,além das principais contraindicações
clínicas.
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O laser de média potência é utilizado para epilação, clareamento de manchas, rejuvenescimento, estrias, acne
e suas cicatrizes. Esse tipo de laser gera um efeito térmico concentrado em áreas pequenas do corpo ou
rosto, com temperatura em torno de 50 °C. No entanto, o maior uso é para a tão famosa depilação a laser, que
deve ser corretamente chamada de epilação.
 
Vamos relembrar que o pelo apresenta um ciclo de crescimento lento e com três fases. Confira!
Fase anágena (crescimento)
Ocorre intensa produção e queratinização do pelo na região do bulbo, no
interior do folículo piloso. Essa fase é a mais longa, durando de dois a cinco
anos, e é a fase em que a maioria dos pelos se encontra.
Fase catágena (repouso)
O pelo já está totalmente formado e queratinizado, a atividade celular é
reduzida e o bulbo começa a atrofiar. Essa fase pode durar cerca de um ano.
Fase telógena (queda)
É a fase final do crescimento, em que ocorre total atrofia do bulbo e o
desprendimento do pelo. Nessa etapa, ocorre formação de um novo pelo
dentro do folículo, que empurra o mais velho para fora, iniciando um novo
ciclo. Essa fase dura em média de três a quatro meses.
Nesse procedimento, o laser é absorvido pela melanina da pele e do pelo, o que leva a um superaquecimento
do folículo, com a propagação da energia para as células vizinhas. Isso possibilita a destruição do pelo ou a
diminuição da capacidade do folículo piloso de produzir um novo pelo. Nas primeiras sessões, é possível
observar que os pelos da região tratada crescerão mais finos e de forma mais lenta.
Representação do processo de epilação a laser.
Esse tratamento apenas é eficaz para a remoção de pelos escuros, pois a luz precisa ser absorvida pela
melanina. Além disso, ele é realizado em algumas sessões (3-6 sessões), respeitando o ciclo de crescimento
do pelo (4 semanas), pois os pelos devem estar na fase anágena, fase de maior concentração de melanina no
bulbo capilar, para um tratamento eficaz.
Atenção
Além da cor dos pelos, devemos ter cuidado com a cor da pele, pois a melanina da pele compete com a
melanina dos pelos pela absorção da luz, não sendo, assim, segura a aplicação em pacientes com peles
mais escuras (fototipos mais altos). Os fototipos têm escala de coloração da pele de I a IV, em que I é a
pele branca, que sempre queima e nunca bronzeia. A pele IV é a negra. 
Para aplicação, a pele deve ser limpa com sabão ou clorexidina; pode-se utilizar analgésico tópico 45 minutos
antes do procedimento e o ideal é que a área esteja livre de pelos para evitar desperdício de energia liberada
pelo laser, superaquecimento e queimadura da pele. Os pelos devem ser retirados com uma gilete de barbear
ou creme depilatório; nunca se deve retirar pelo bulbo, como acontece com a cera ou a pinça! Deve-se usar
um gel à base de água e sempre devemos utilizar óculos de proteção (profissional e paciente).
 
Apesar de ser um procedimento tranquilo e pouco doloroso, precisamos tomar alguns cuidados,
principalmente em relação ao fototipo do paciente, por causa do risco de desenvolvimento de manchas. Cada
aparelho terá o seu parâmetro de ajuste para epilação, mas, em geral, o que deve ser levado em conta é o
fototipo do paciente e a textura do pelo (fino ou grosso) para definição de fluência e duração do pulso.
Após o procedimento, é normal um leve eritema e até mesmo um leve edema na região, podendo
também haver uma sensação de queimadura branda. Então, pode ser indicado o uso de alguma
substância calmante pós-procedimento e de corticoide tópico. Os efeitos adversos mais comuns
são: edema intenso, formação de bolhas, foliculite e queimaduras.
É importante, antes do procedimento, explicar ao paciente todas as informações pré e pós-procedimento para
minimizar os efeitos adversos, evitando o bronzeamento no local e o uso de ácidos, que devem ser
suspendidos durante todo o tratamento. Não podemos realizar esse procedimento em peles bronzeadas, seja
de forma natural ou artificial, com lesões malignas e lesões cutâneas. Ademais, pacientes gestantes, com
herpes ativa, fotossensibilidade, doenças crônicas descontroladas, que usaram Roacutan ou medicamentos
fotossensíveis também não podem realizar esse tratamento.
Atividade 3
Antes de realizar procedimentos com laser de média potência, é imprescindível avaliar o paciente, a região a
ser tratada e os cuidados necessários com vistas à segurança e aos bons resultados.
 
Qual das ações a seguir demonstra maior atenção aos riscos e à eficácia do procedimento com laser de média
potência para epilação?
A Realizar a raspagem do pelo com cera para facilitar a penetração da luz.
B Utilizar o laser em pele bronzeada para maior absorção da luz.
C Ajustar os parâmetros do aparelho com base no tipo de pelo e fototipo do paciente.
D Aplicar ácidos no mesmo dia do procedimento para potencializar o efeito.
E Repetir a sessão a cada dois dias, aproveitando a fase de queda do pelo.
A alternativa C está correta.
Para um procedimento seguro e eficaz, é necessário ajustar os parâmetros do equipamento de acordo com
o fototipo do paciente e as características do pelo, como cor e espessura. Isso evita riscos como
queimaduras e manchas e permite que a energia luminosa atinja corretamente a melanina no folículo piloso,
promovendo a destruição do pelo.
Luz intensa pulsada
Entenda, neste vídeo, quais são os principais usos da luz intensa pulsada, tipos de filtros, aplicação em
epilação, rejuvenescimento e tratamento de manchas, além do ajuste conforme o fototipo e contraindicações
clínicas.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Esse tipo de luz, a LIP, utiliza uma fonte de luz de alta intensidade, com emissão policromática, de vários
comprimentos de onda, que variam de 400 a 1200 nm, de forma não coerente e não colimada (não possui um
único foco de ação). Por isso, a LIP se diferencia do laser.
 
De forma semelhante ao laser, a LIP irá atingir diferentes cromóforos, como melanina, colágeno e vasos
sanguíneos, sendo, portanto, indicada para a epilação, mas também para o rejuvenescimento e o tratamento
de lesões pigmentares (efélides, melanose, melasma e hemossiderina) e vasculares (telangiectasias e
rosácea). Ao atingir essas substâncias, a interação com o tecido biológico ocorre por destruição celular ou das
substâncias orgânicas, provocando fotocoagulação, queimadura, liquefação ou vaporização.
Curiosidade
A capacidade dos cromóforos de absorver, de forma seletiva, os efeitos da energia luminosa, produzir o
aquecimento e de causar lesão em tecido específico é denominada fototermólise seletiva. 
Como esse procedimento utiliza luz policromática, durante sua aplicação é necessário utilizar filtros ópticos
seletivos para limitar o comprimento de onda desejado. Na tabela a seguir, podemos verificar os tipos de
filtros empregados na LIP.
Filtros (nm) Finalidade
420 Vascular, acnes; pigmentos
480 ou 560 Vascular, pigmentos; fotorrejuvenescimento
510 ou 585 Vascular, pigmentos; fotorrejuvenescimento; rosácea
610 Remoção de pelos; vasos faciais calibrosos
640 Remoção de pelos; rejuvenescimento
690 Remoção de pelos; angiomas; hemangiomas; rejuvenescimento
755 Remoção de pelos
Tabela: Filtros usados na LIP.
Adaptado de Migotto (2016).
 
As características de ajuste do aparelho, como fluência, potência, comprimento de onda e intervalo entre os
pulsos, serão alteradas de acordo com o fototipo do paciente, coloração da mancha ou do pelo, visando
sempre atingir o alvo, sem lesar o tecido.
 
Para o procedimento de epilação, as orientações são as mesmas do uso de laser. No entanto, esse tipo de
procedimento pode ser realizado em pacientes com fototipos mais altos com segurança e em asiáticos, que
apresentam um maior risco de manchar, em pelos de qualquer coloração e em todas as regiões corporais.
Uma desvantagem em relação ao laser é que a luz intensa pulsada tem um efeito mais

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