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1 de 11gran.com.br
Parte Geral – Adicional II
DIREITO CIVIL 
PARTE GERAL – ADICIONAL II
O Código civil lista quais são as pessoas jurídicas (arts. 41 e 44, CC), que podem ser 
de direito público ou de direito privado. As pessoas jurídicas de direito público possuem 
poderes que decorrem do direito público como um todo e podem ser subdivididas em duas 
espécies: externo e interno.
PJ de Direito Público
• PJ de direito público externo: regida por direito internacional público. Ex.: República 
Federativa do Brasil, e os outros estados estrangeiros soberanos, como os Estados 
Unidos da América, República Fundamentalista do Irã, entre outros. Além desses, há 
os organismos internacionais, como a ONU, a OIT, a Santa Sé.
−	 São regidos por outras regras (em princípio nascem por uma constituição, no caso 
dos estados soberanos, ou por tratados internacionais, no casos de organismos 
internacionais).
 Obs.: o ato de criar uma constituição não necessariamente cria um estado; para isso, 
deve haver reconhecimento internacional.
• PJ de direito público interno: são assim chamados por estarem dentro do território 
brasileiro. Ex.: entes federativos (União, estados, municípios e DF) + suas respectivas 
autarquias. Dentro do conceito de autarquia, também estão as associações públicas 
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Parte Geral – Adicional II
DIREITO CIVIL 
(disciplinada na Lei n. 11.107), as agências reguladoras e as entidades de caráter 
público criadas por lei (mencionadas no art. 44, CC). 
−	 A criação das pessoas jurídicas de direito público interno ocorre pela Constituição 
Federal ou por lei. Elas possuem "super-poderes" e somente lei pode dá-los. Exemplo 
de poderes: de polícia, normativo. 
PJ de Direito Privado (ART. 44, CC)
• Criação ocorre por meio do registro no órgão competente do ato constitutivo, que 
pode ser um contrato social ou estatuto social (art. 45, CC). Considera-se órgão 
competente a junta comercial ou o cartório de registro civil de pessoas jurídicas; e a 
OAB, no caso de sociedade de advogados.
 Obs.: registro no TSE para partidos políticos não cria pessoa jurídica, trata-se apenas 
de um alvará de funcionamento eleitoral. Será registrado no TSE somente após o 
registro no cartório de registro civil de pessoas jurídicas.
• Pessoas jurídicas de direito privado não possuem "super-poderes".
• Em algumas hipóteses é necessário lei para autorização de criação, como, por exemplo, 
empresas públicas e sociedade de economia mista. Deve haver uma lei para autorizar 
a criação, mas a criação propriamente se dá com o registro do ato constitutivo, que 
pode ser um contrato social ou estatuto social.
• O art. 44 lista as pessoas jurídicas de direito privado:
−	 	Sociedade:	união	de	pessoas	para	fins	econômicos	(distribuição	de	dividendos); 
−	 Associações: que faz uma reunião de pessoas sem fins econômicos (quando não 
há interesse na distribuição de dividendos);
−	 Fundações: trata-se de patrimônio destinado à uma finalidade não econômica, 
somente	para	os	fins	listados	no	art.	62	do	Código	Civil.	Exemplo:	recurso	deixado	
para	a	criação	de	uma	fundação	de	amparo	às	crianças	carentes,	que	será	fiscalizado	
pelo Ministério Público; 
−	 Partidos políticos (há uma lei especial que trata sobre os partidos políticos);
−	 Organização religiosa: é um tipo de pessoa jurídica própria e pode ter maior 
liberdade. Abrange igrejas evangélicas, terreiros, mesquitas, etc.
 Obs.: Não abrange a igreja católica, já que esta tem uma personalidade jurídica sui 
generis. Há um tratado internacional feito com o Vaticano que dá uma característica 
diferente.	As	arquidioceses	possuem	CNPJ	que	podem	figurar	em	contratos.	
−	 Empreendimento de Economia Solidária (EES): trata-se de uma pessoa jurídica criada 
pela	Lei	da	Economia	Solidária	(Lei	n.	15.068/2024),	também	conhecida	como	Lei	
Paul	Singer.	Há	debates	teóricos	para	definir	se	trata-se	de	pessoa	jurídica	ou	não.	
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DIREITO CIVIL 
 Obs.: Em princípio, a ideia da mpreendimento de Economia Solidária é uma pessoa jurídica 
criada para exercer o que se chama de Economia Solidária. Trata-se da ideia de 
vários trabalhadores se unirem e serem donos dos meios de produção para ganhar 
dinheiro. Na prática, o empreendimento de Economia Solidária já era exercido pelas 
sociedades	cooperativas.	No	entanto,	para	fins	de	prova,	deve-se	considerar	o	texto	
da lei, e segundo o art. 44 do Código Civil, o EES é pessoa jurídica de direito privado.
DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA
TEORIA MAIOR
• É a regra geral (art. 50 do CC).
−	 A lei pode pedir suspensão temporária da autonomia patrimonial da pessoa 
jurídica, ou seja, é poder penhorar bens do sócio ou do administrador por dívida 
da pessoa jurídica, nos casos em que tiver os requisitos da desconsideração.
• Requisitos (ao menos um dos seguintes requisitos), tem que ter abuso da personalidade 
jurídica, mas não é qualquer abuso.
−	 Confusão patrimonial (teoria maior objetiva), como quando a pessoa jurídica, 
paga os boletos bancários de dívidas pessoais do sócio, reiteradamente.
−	 Desvio de finalidade (teoria maior subjetiva), que é quando se usa a pessoa jurídica 
para causar danos a credores com o objetivo de dar calote.
TEORIA MENOR
• É exceção e tem de ser prevista em lei específica ou, no caso de dívidas trabalhistas, 
em princípio constitucional. O TST aplica na prática para dívidas trabalhistas.
• Requisito
−	 Basta o mero inadimplemento da dívida. Não é necessário provar confusão 
patrimonial	nem	desvio	de	finalidade.
• Casos de dívidas:
−	 Perante consumidor	(art.	28,	§	5º,	CDC).
−	 Decorrentes de danos ambientais	(art.	4º,	Lei	n.	9.605/1998).
−	 Trabalhistas	( jurisprudência	do	TST,	que	aplica,	por	analogia,	o	art.	28,	§	5º,	do	CDC,	
em favor do trabalhador em razão do princípio constitucional da vulnerabilidade 
do trabalhador).
CASOS ESPECIAIS
• Desconsideração inversa ou às avessas.
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DIREITO CIVIL 
−	 É atingir a pessoa jurídica por dívidas pessoais de um dos sócios, desde que 
presente	algum	dos	requisitos	da	teoria	maior,	tudo	conforme	§	3º	do	art.	50	do	CC.	
Em outras palavras, é a “extensão das obrigações dos sócios ou de administradores 
à	pessoa	jurídica”	(art.	50,	§	3º,	CC).	
−	 STJ dispõe que não é meramente pelo fato de ser sócio, pois tem que ser um sócio 
com	influência	efetiva	na	gestão	da	pessoa	jurídica.
• Desconsideração indireta
−	 É atingir outra pessoa jurídica que indiretamente mantém confusão patrimonial 
com a pessoa jurídica devedora. Não é cabível com mera existência de um grupo 
econômico;	é	preciso	prova do abuso da personalidade jurídica	(art.	50,	§	4º,	
CC;	e	STJ,	REsp	1266666/SP,	3º	Turma,	Rel.	Min.	Nancy	Andrighi,	DJe	25/08/2011).	
Assim, o mero fato de uma pessoa jurídica integrar o mesmo grupo econômico 
da outra, não autoriza a desconsideração.
• Desconsideração expansiva
−	 É atingir um terceiro (um “sócio” ardilosamente escondido) em hipóteses em que 
os sócios formais da pessoa jurídica devedora são meros “laranjas”.
• Procedimento judicial
−	 Em princípio, em qualquer dos casos acima, há necessidade de observância do 
procedimento judicial do incidente de desconsideração da personalidade jurídica 
(art.	133	ao	137,	CPC).	Salvo	se	já	foi	pedida	a	desconsideração	na	petição	inicial,	
ou seja, não será necessário o incidente.
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REPRESENTAÇÃO DA PJ (ARTS. 47 E 1.015, CC + ART)
Tem que saber qual é a pessoa física que vai se fazer presente em nome da pessoa 
jurídica, porque a pessoa jurídica é um ente indivisível, isto é, a representação da pessoa 
jurídica é feita pelo administrador.
• Teoria Ultra Vires.
−	 Adotadapelo CC.
−	 Atos além dos poderes não vinculam. O administrador só pode fazer o que 
é autorizado pelo ato constitutivo ou pelos sócios. Se ele praticar algum ato 
além dos seus poderes, como o Código Civil adota a teoria ultra vires, esses atos 
não vinculam a pessoa jurídica. Consta no art. 47 do Código Civil, podendo ser 
conjugado com o art. 1.015.
−	 Flexibilizações, ou seja, há exceções à Teoria Ultra Vires.	Essa	flexibilização	depende	
do caso concreto.
• Teoria da aparência (em princípio, o Código Civil não adotou)
−	 	Protege	3º	de	boa-fé.
−	 Não foi adotada no Brasil.
−	 	Exceção:	S/A.	A	lei	de	sociedade	anônima	admite	a	Teoria	da	aparência	para	vincular	
a	S/A	por	ato	do	administrador	quando	aparenta	ter	isso.
−	 A doutrina acaba admitindo algumas hipóteses da Teoria Ultra Vires fora da 
sociedade	anônima.
 Obs.: Verificar	os	Enunciados	145	e	219	da	jornada	de	Direito	Civil.	
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EXTINÇÃO DA PESSOA JURÍDICA
A extinção ocorre em três etapas:
• 1ª etapa: Dissolução
−	 Anúncio de que a PJ iniciará o processo de encerramento. Realiza a averbação na 
junta comercial competente. Não quer dizer que a pessoa jurídica acabou, apenas 
começou a dissolver.
• 2ª	etapa:	Liquidação,	que	é	a	fase	de	pagar todas as dívidas	e	apurar	o	patrimônio	
líquido. Terminada a liquidação, deve-se realizar uma ata e publicá-la para convocar 
potenciais credores que foram esquecidos. Em seguida, é possível cancelar o registro.
−	 Tem prazo prescricional de 1 ano para os credores que não foram pagos cobrarem 
a dívida,	pós	edital	de	liquidação	(art.	206,	CC).
−	 Modalidades: administrativa (quando decorre de um ato administrativo); 
convencional (decorre de acordo com membros da pessoa jurídica); legal (quando 
a lei determina); judicial; e natural (morte dos membros e não há previsão de 
recomposição).
• 3ª	etapa:	Cancelamento	do	registro	(art.	51,	CC).
−	 Só com esse ato ocorre a efetiva EXTINÇÃO do ente.
DIREITOS DE PERSONALIDADE
Toda pessoa natural e toda pessoa jurídica, no que couber, possui direitos da 
personalidade.
São inerentes à condição de pessoa, ou seja, são direitos existenciais.
Estão relacionados à dignidade da pessoa humana e é estendido para pessoa jurídica 
no que couber.
CARACTERÍSTICAS (ART. 11, CC):CARACTERÍSTICAS (ART. 11, CC):
• Imprescritibilidade.
• Indisponibilidade.
• Insuscetibilidade de limitação voluntária.
• Inalienabilidade.
• Vitaliciedade.
• Oponibilidade erga omnes.
 Obs.: A ideia geral é que a sua integridade física não pode ser vendida, pois não se pode 
dispor de partes do corpo. 
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Flexibilização:	quando	a	própria	lei	flexibiliza	ou,	segundo	o	princípio:
−	 Por exemplo, se for compatível com os bons costumes.
−	 Enunciado	4	e	139	da	Jornada	do	Direito	Civil.	
Morto como titular
• É possível haver proteção dos direitos da personalidade de uma pessoa morta. Os 
familiares	protegem	(segundo	o	art.	12,	parágrafo	único,	do	Código	Civil,	o	cônjuge	
sobrevivente, ou qualquer parente em linha reta, ou colateral até o quarto grau). Já 
o	art.	20,	parágrafo	único,	nos	casos	em	que	há	proteção	de	imagem,	de	escritos,	de	
palavras,	limita	a	apenas	aos	familiares	privilegiados,	isto	é,	cônjuge,	ascendentes	e	
descendentes.
01. (INÉDITA) As sociedades são pessoas jurídicas de direito privado, mesmo que tenham 
como sócios ou acionistas entes de direito público interno.
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DIREITO CIVIL 
As sociedades são pessoas jurídicas de direito privado, mesmo que tenham como sócios ou 
acionistas entes de direito público interno.
Quando ente público tem mais do que 50% do capital social, trata-se de uma hipótese de 
sociedade de economia mista, que é um exemplo de sociedade (portanto, um pessoa jurídica 
de	direito	privado)	que	tem	como	sócios	os	entes	públicos.	Isso	não	significa	que	os	entes	
públicos	podem	comprar	ações	indiscriminadamente.	O	artigo	173	a	Constituição	Federal	
fala de hipóteses de intervenção do Estado na economia, a situação do Estado empresário, 
quando o Estado atua no âmbito privado. Por exemplo, Banco do Brasil e Petrobras são 
pessoas jurídicas de direito privado que se enquadram como sociedade de economia mista.
02. É vedado às pessoas jurídicas de direito privado realizar assembleias gerais por meio 
eletrônico.
É permitido às pessoas jurídicas de direito privado realizar assembleias gerais por meio 
eletrônico.
Art. 48-A. As pessoas jurídicas de direito privado, sem prejuízo do previsto em legislação especial 
e em seus atos constitutivos, poderão realizar suas assembleias gerais por meio eletrônico, 
inclusive	para	os	fins	do	disposto	no	art.	59	deste	Código,	respeitados	os	direitos previstos de 
participação e de manifestação. 
Desconsideração da personalidade jurídica
Art. 50. Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de 
sócios da pessoa jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso. (Redação dada 
pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
§	1º	Para	os	fins	do	disposto	neste	artigo,	desvio de finalidade é a utilização da pessoa jurídica 
com o propósito de lesar credores e para a prática de atos ilícitos de qualquer natureza. 
(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
§	2º	Entende-se	por	confusão patrimonial a ausência de separação de fato entre os patrimônios, 
caracterizada	por:	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
I - cumprimento repetitivo pela sociedade de obrigações do sócio ou do administrador ou 
vice-versa; (Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
II - transferência de ativos ou de passivos sem efetivas contraprestações, exceto os de valor 
proporcionalmente insignificante; e	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
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III - outros atos de descumprimento da autonomia patrimonial.	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	
de	2019)
§	3º	O	disposto	no	caput	e	nos	§§	1º	e	2º	deste	artigo	também	se	aplica	à	extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à	pessoa	jurídica.	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
• Desconsideração inversa da pessoa jurídica.
§	4º	A	mera existência de grupo econômico sem a presença dos requisitos de que trata o caput 
deste artigo não autoriza a desconsideração da personalidade da pessoa jurídica. (Incluído pela 
Lei	n.	13.874,	de	2019)
§	5º	Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original 
da	atividade	econômica	específica	da	pessoa	jurídica.	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
03. Na teoria da desconsideração inversa da personalidade jurídica, pessoa jurídica pode 
responder	por	obrigação	de	sócio	que	lhe	tenha	transferido	seu	patrimônio	com	o	intuito	
de fraudar credores.
Art. 50.
§	3º	O	disposto	no	caput	e	nos	§§	1º	e	2º	deste	artigo	também	se	aplica	à	extensão das obrigações 
de sócios ou de administradores à	pessoa	jurídica.	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)
• Desconsideração inversa da pessoa jurídica.
04. De	acordo	com	o	Código	Civil,	a	alteração	da	finalidade	original	da	atividade	econômica	
específica	da	pessoa	jurídica
a)	constitui	desvio	de	finalidade	e	caracteriza	abuso	da	personalidade	jurídica,	permitindo	
ao juiz, inclusive de ofício, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de 
sócios	da	pessoa	jurídica,	independentementede	terem	sido	ou	não	beneficiados	pelo	abuso.
b)		constitui	desvio	de	finalidade	e	caracteriza	abuso	da	personalidade	jurídica,	permitindo	
ao juiz, somente por requerimento da parte ou do Ministério Público quando lhe couber 
intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações 
de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da 
pessoa	jurídica,	independentemente	de	terem	sido	ou	não	beneficiados	pelo	abuso.
c)	constitui	desvio	de	finalidade	e	caracteriza	abuso	da	personalidade	jurídica,	permitindo	
ao juiz, inclusive de ofício, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de 
sócios	da	pessoa	jurídica,	desde	que	beneficiados	direta	ou	indiretamente	pelo	abuso.
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DIREITO CIVIL 
d)	constitui	desvio	de	finalidade	e	caracteriza	abuso	da	personalidade	jurídica,	permitindo	
ao juiz, somente por requerimento da parte ou do Ministério Público quando lhe couber 
intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações 
de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da 
pessoa	jurídica,	desde	que	beneficiados	direta	ou	indiretamente	pelo	abuso.
e)	não	constitui	desvio	de	finalidade,	nem	autoriza,	por	si	só,	a	desconsideração	da	
personalidade da pessoa jurídica.
A	alteração	da	finalidade	original	da	atividade	econômica	específica	da	pessoa	jurídica	não	
constitui	desvio	de	finalidade,	nem	autoriza,	por	si	só,	a	desconsideração	da	personalidade	
da	pessoa	jurídica.	Isso	porque,	não	possui	a	finalidade	de	lesar	credores.
Art. 50.	Em	caso	de	abuso	da	personalidade	jurídica,	caracterizado	pelo	desvio	de	finalidade	ou	
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando 
lhe couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas 
relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios 
da	pessoa	jurídica	beneficiados	direta	ou	indiretamente	pelo	abuso.	(Redação	dada	pela	Lei	n.	
13.874,	de	2019)
§	5º	Não constitui desvio de finalidade a mera expansão ou a alteração da finalidade original 
da	atividade	econômica	específica	da	pessoa	jurídica.	(Incluído	pela	Lei	n.	13.874,	de	2019)	
05. Os direitos da personalidade, considerados direitos subjetivos absolutos, regulam 
aspectos essenciais da personalidade humana e, com exceção dos casos previstos em lei, são
a) inatingíveis e irrenunciáveis.
b) intransmissíveis e irrenunciáveis.
c) invioláveis e inatingíveis.
d) intransmissíveis e inatingíveis.
e) passíveis de sofrer limitação voluntária no seu exercício.
São absolutos por terem oponibilidade erga omnes.
CÓDIGO CIVILCÓDIGO CIVIL
Art. 11. Com exceção dos casos previstos em lei, os direitos da personalidade são intransmissíveis 
e irrenunciáveis, não podendo o seu exercício sofrer limitação voluntária.
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DIREITO CIVIL 
ENUNCIADOS JORNADAS DE DIREITO CIVILENUNCIADOS JORNADAS DE DIREITO CIVIL
139.	Os	direitos	da	personalidade	podem	sofrer	limitações,	ainda	que	não	especificamente	
previstas em lei, não podendo ser exercidos com abuso de direito de seu titular, contrariamente 
à boa-fé objetiva e aos bons costumes.
4 - O exercício dos direitos da personalidade pode sofrer limitação voluntária, desde que 
não seja permanente nem geral.
GABARITO
01. C
02. E
03. C
04. e
05. b
�� � �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Carlos Eduardo Elias de Oliveira.
��A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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