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O que mais cai:
- Atos administrativos
- Organização da Administração Pública
- Agentes/ L8112
- Licitação
- Poderes administrativos
Doutrina: majoritariamente Di Pietro. As vezes: HLM e CABM.
1 Estado, governo e administração pública: conceitos, elementos, poderes, natureza, fins e princípios.
Estado: sujeito de direito que possui os seguintes elementos - povo, território e soberania. Esses 3 elementos são indissociáveis e indispensáveis para a noção de um Estado independente. 
Povo: elemento humano.
Território: base geográfica.
Soberania: elemento condutor do Estado, que detém e exerce o poder absoluto de auto-determinação e auto-organização emanado do Povo.
IADES: O Estado é constituído de três elementos originários e necessariamente associados, sendo eles: povo, território e governo. Nesse âmbito, o povo é o componente humano do Estado.
CESPE: Povo, território e governo soberano são elementos do Estado.
CESPE: A existência do Estado pode ser mensurada pela forma organizada com que são exercidas as atividades executivas, legislativas e judiciais.
- Conceito sociológico: corporação territorial dotada de poder de mando originário. (Jellinek)
- Conceito político: comunidade de homens, fixada sobre um território, com poder superior de ação, de mando e de coerção. (Malberg)
CESPE: Do ponto de vista político, o Estado é a comunidade de homens fixada sobre um território, com potestade superior de ação, de mando e de coerção. Como ente personalizado, o Estado atua no campo do direito público e do direito privado, mantendo sempre sua personalidade única de direito público.
- Conceito constitucional: PJ territorial soberana. (Biscaretti di Ruffia)
Parte superior do formulário
A rigor, Estado e Governo não são sinônimos. Estado é a PJ soberana, formada pelos elementos, povo, território e governo soberano. Já o Governo é responsável por sua condução.
CESPE: O Estado é um ente personalizado, apresentando-se não apenas exteriormente, nas relações internacionais, mas também internamente, como pessoa jurídica de direito público capaz de adquirir direitos e contrair obrigações na ordem jurídica. - O nosso Código Civil caracteriza o Estado como PJ de direito público interno (art. 40 e 41). Portanto, o Estado é um ente personalizado, ou seja, é um sujeito capaz de adquirir direitos e obrigações na ordem jurídica, podendo se relacionar tanto internamente – com seus servidores e empregados, com os cidadãos, com as empresas etc. – quanto externamente – com outros Estados soberanos.
CESPE: Como ente personalizado, o Estado atua no campo do direito público e do direito privado, mantendo sempre sua personalidade única de direito público -visão de HLM.
CESPE: o Direito Público se subdivide em 2 planos, o interno e o externo, sendo que este último “destina-se a reger as relações entre os Estados soberanos e as atividades individuais no plano internacional.” 
ESTADO DE DIREITO:
Segundo JSCF, o Estado de Direito se baseia na regra de que, ao mesmo tempo em que
o Estado cria o direito, deve sujeitar-se a ele.
HLM diz que o Estado de Direito é aquele juridicamente organizado e obediente às suas próprias leis. A ideia de Estado de Direito surgiu para fazer frente ao chamado Estado Absolutista, no qual o poder centrava-se na figura do soberano (rei, príncipe), cujos atos não comportavam controle.
A ideia de Estado de Direito se traduziu, originalmente, na relação de 3 postulados
fundamentais: a generalização do princípio da legalidade; a universalidade de jurisdição e a tripartição dos poderes.
A universalização de jurisdição significa que todos os atos estatais devem submeter-se a controles que permitam a responsabilização dos sujeitos que atuarem de modo inadequado.
O denominado "Estado em Rede" tem como uma de suas características marcantes a viabilização da participação do cidadão na atuação administrativa do Estado. Neste contexto, as audiências públicas e as consultas públicas podem ser apontadas como exemplos deste modelo. A teoria do “Estado em rede” foi criada como uma tentativa de aperfeiçoamento no modelo da administração pública gerencial. 
CESPE: O conceito de cidadania tem origem no latim civitas, que significa CIDADE.
ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO:
Continua a ter a "legalidade" como base, mas essa legalidade não serve apenas para limitar o poder do Estado, devendo estar apoiada na soberania popular. Relaciona-se à necessidade de que seja assegurada a participação popular no exercício do poder.Parte superior do formulário
A Constituição Federal, em seu artigo 1°, estabelece o Estado Democrático de Direito. 
FCC: Duas ideias são inerentes a esse tipo de Estado: uma concepção mais ampla  do princípio da legalidade e a participação do cidadão na gestão e controle da Administração Pública. 
Não existirá um Estado democrático de direito, sem que haja Poderes de Estado e Instituições, independentes e harmônicos entre si, bem como previsão de direitos fundamentais e instrumentos que possibilitem a fiscalização e a perpetuidade desses requisitos.
Poderes de Estado: 
O poder geral e abstrato do Estado, decorrente da sua soberania, divide-se em 3 segmentos funcionais, segundo a clássica tripartição concebida por Montesquieu, tendo como objetivo, ao mesmo tempo, especializar o exercício das funções estatais e impedir a concentração de todo o Poder do Estado nas mãos de uma única pessoa ou órgão.
De acordo com a CF de 1988, são poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário (art. 2º).
A vontade do Estado, derivada da vontade de seu povo, se manifesta através dos denominados Poderes de Estado.
Lembremo-nos que o objetivo inicial da clássica separação das funções do Estado e distribuição entre órgãos autônomos e independentes tinha como finalidade a proteção da liberdade individual contra o arbítrio de um governante onipotente.
O Direito contemporâneo, apesar de permanecer na tradicional linha da ideia de Tripartição
de Poderes, já entende que esta fórmula, se interpretada com rigidez, tornou-se inadequada para um Estado que assumiu a missão de fornecer a todo o seu povo o bem-estar, devendo, pois, separar as funções estatais, dentro de um mecanismo de controles recíprocos, denominado “freios e contrapesos” (checks and balances).
CESPE: Os poderes do Estado são independentes e harmônicos entre si e suas funções são reciprocamente indelegáveis.
A harmonia prevista entre os Poderes de Estado vem acompanhada de um detalhado sistema de freios e contrapesos (checks and balances), consistente em controles recíprocos.
O Poder Executivo compõe, junto com o Poder Legislativo, o Poder Judiciário e o Ministério Público, a quadripartição de poderes no Estado brasileiro. TRIPARTITE 
CESPE: A administração pública, sob o ângulo subjetivo, não deve ser confundida com nenhum dos poderes estruturais do Estado, sobretudo o Poder Executivo.
IESES: A vontade estatal apresenta-se e se manifesta através dos denominados "Poderes de Estado".
Funções de Estado:
As funções estatais são distribuídas de maneira não exclusiva, de modo que cada poder, ao lado de suas funções típicas, igualmente, desempenha outras funções consideradas como funções atípicas. 
A função legislativa (normativa, legiferante) pode ser entendida como aquela em que o Estado edita atos jurídicos primários, de caráter geral (aplicável a sujeitos indeterminados) e abstrato (possuem uma previsão hipotética, aplicando-se a todos os casos concretos que se enquadrarem na situação nela prevista), que inovam na ordem jurídica, com fundamento na própria Constituição.
Segundo Di Pietro, a legislação é ato normativo primário, pois decorre diretamente do poder soberano. Assim, mediante a lei, o Estado regula relações, permanecendo acima e à margem das mesmas.
A função jurisdicional, por sua vez, consiste na resolução de controvérsias com a força jurídica da definitividade. Trata-se de ato subsidiário dos atos primários, em que o Estado é chamado a decidir litígios decorrentes deconflitos na aplicação da lei. Nesse caso, Di Pietro também considera que o Estado permanece acima e além, pois ele apenas é chamado a decidir o conflito, continuando fora da relação jurídica.
A função administrativa consiste na execução das leis. De forma mais técnica, ocorre quando o Estado, no interior de uma estrutura hierárquica, desenvolve atos complementares à lei, ou, excepcionalmente, à Constituição, com a finalidade de lhes dar aplicação. Nos ensinamentos de Di Pietro, no desempenho da função administrativa, o Estado atua como parte das relações a que os atos se referem, pois é responsável por aplicar, no caso concreto, as determinações legais.
Di Pietro ensina que a função administrativa caracteriza-se por prover de maneira imediata e concreta as exigências individuais ou coletivas para a satisfação dos interesses públicos preestabelecidos em lei. Trata-se, portanto, dos atos do Poder Público que produzem efeitos concretos na sociedade, o que é diferente da produção de uma lei, por exemplo, que produz efeitos gerais e abstratos.
Ao PL incumbe, tipicamente, a função normativa. Porém, também exerce a função administrativa quando, por exemplo, realiza licitações, faz concurso público, nomeia os aprovados, etc. Além disso, exerce a função jurisdicional quando, por exemplo, o Senado processa e julga o Presidente e o Vice-Presidente da República por crimes de responsabilidade. O PJ, por outro lado, pode exercer a função administrativa nos mesmos casos previstos para o Legislativo (concurso, licitações, firmar contratos, nomear pessoal, etc.); e executa a função legislativa quando, por exemplo, os tribunais editam seus regimentos internos. 
Finalmente, o PE, além da função típica de administrar, pode exercer a função legislativa em alguns casos, como na edição de medidas provisórias (art. 62, CF), leis delegadas ou decretos autônomos. Todavia, o nosso OJ não admite o exercício da função jurisdicional em sentido próprio pelo PE (fundamento: a lei não excluirá da apreciação do PJ lesão ou ameaça a direito).
NC-UFPR: O poder do Estado se divide por estruturas orgânicas especializadas, que desempenham com preponderância a sua função típica, mantendo a harmonia e o equilíbrio do sistema.
Formas de Estado: organização política do território
O Estado unitário se caracteriza pela centralização política. Existe, então, apenas um poder politico central a conduzir toda a população, em todo o território, nos níveis local, regional e nacional. Ex: Uruguai.
O Estado federado, ao contrário, se caracteriza pela descentralização política. Existem poderes políticos distintos e autônomos coexistindo num mesmo território, os quais dividem as responsabilidades nos níveis local, regional e nacional. 
Art. 18 CF. A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos, nos termos desta Constituição.
Carvalho Filho ensina que, na Confederação, existe uma aliança entre vários Estados soberanos, resultando daí um vinculo caracterizado pela fragilidade e instabilidade. Na federação, ao contrário, os entes integrantes do regime se associam numa união indissolúvel, como forma de dar à unidade resultante preponderância sobre as partes que a formam. 
O Estado federal, segundo a doutrina, apresenta 2 características: autonomia e participação. 
Autonomia: traduz-se na possibilidade de os Estados e Municípios terem sua própria estrutura governamental e competências, distintas daquelas da União. 
Carvalho Filho ensina que autonomia significa ter a entidade integrante da Federação capacidade de:
Auto-organização: poder de elaborar as leis próprias;
Art. 25. CF Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios desta Constituição.
Autogoverno: competência aos para organizar os os seus poderes próprios;
Autoadministração: competência para gerir a coisa pública.
Participação: consiste em dar aos ESTADOS e ao DF a possibilidade de interferir na formação das leis nacionais (formação da vontade nacional), através do Senado Federal. Os Estados-membros participam da formação da vontade federal, da mesma forma, quando são admitidos a apresentar emendas à CF. Municípios, diferentemente, não participam de nenhum modo na formação da ordem jurídica nacional.
Federalismo é cláusula pétrea.
Art. 60 CF
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
Outra característica de nosso federalismo é que ele é cooperativo. A repartição de competências entre os entes da federação se dá de forma que todos eles contribuam para que o Estado alcance seus objetivos.
O sistema de freios e contrapesos não importa em subordinação de um poder a outro, mas diz respeito a mecanismos de limitação de um poder pelo outro previstos constitucionalmente, de modo a assegurar a harmonia e o equilíbrio entre eles. A Constituição estabelece que o veto do PE não é absoluto, pois pode ser derrubado pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão conjunta.
É certo que, dentro do sistema de freios e contrapesos previsto na CF, compete ao Presidente da República escolher e nomear os Ministros do STF. Porém, a escolha deve ser aprovada pela maioria absoluta do Senado Federal.
Estado é diferente de Governo. A finalidade do Estado é atender aos interesses da coletividade, ou seja, o bem comum e, para isso, o Estado precisa de um aparato que lhe dê a possibilidade de concretizar e materializar essa finalidade, que é chamado de Administração Pública.
Governo: 
Para HLM, o conceito de governo pode se apresentar em 3 sentidos: 
- Sentido subjetivo ou formal: conjunto de poderes e órgãos constitucionais responsáveis por estabelecer as políticas públicas do Estado.
AOCP: conjunto de agentes, órgãos e entidades que integram a estrutura constitucional do Estado. 
CESPE: Governo é o órgão central máximo que formula a política em determinado momento. – HLM: conjunto de poderes e órgãos constitucionais
CESPE: Na sua acepção formal, entende-se governo como o conjunto de poderes e órgãos constitucionais.
- Sentido objetivo ou material: complexo de atividades (funções) básicas do Estado.
- Operacional: é a condução política dos negócios públicos.
República é a forma de governo em que o povo governa no interesse do povo. - todo poder emana do povo. 
HLM: governo é a “expressão política de comando, de iniciativa, de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente”. Trata-se, portanto, do conjunto de Poderes e órgãos responsáveis pela função política do Estado, cujas atribuições decorrem diretamente da Constituição. Difere do conceito de Administração Pública, pois esta se resume ao aparelhamento de que dispõe o Estado para a mera execução das políticas de Governo.
O governo desenvolve a direção suprema e geral do Estado, determina a realização de objetivos, estabelece as diretrizes para a sua atuação e os planos governamentais.
CESPE: Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade eminentemente técnica.
AOCP: Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade eminentemente técnica.
CESPE: O governo é atividade política e discricionária e tem conduta independente, enquanto a administração é atividade neutra, normalmente vinculada à lei ou à norma técnica e exercida mediante conduta hierarquizada.
Sistema de governo 
O sistema de governo é definido pelo modo como se dá a relação entre o PL e o PE no exercício das funções governamentais. 
A característica marcante do presidencialismo é a independência entre os Poderes. O Presidente da Repúblicaexerce plenamente a chefia do PE, acumulando as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo. Ademais, cumpre mandato fixo, sem precisar depender da confiança do PL para sua investidura ou para o exercício do cargo. Por sua vez, o PL não está sujeito a ser dissolvido pelo Executivo, uma vez que seus membros são eleitos para um período certo de tempo.
Já a característica marcante do parlamentarismo é a colaboração entre os PE e PL. No PE parlamentarista, as funções de Chefe de Estado e de Chefe de Governo são exercidas por pessoas distintas: a chefia de Estado é exercida pelo Presidente da República ou pelo Monarca, e a chefia de governo pelo Primeiro Ministro ou pelo Conselho de Ministros. O Primeiro Ministro, chefe de governo, normalmente é indicado pelo Presidente da República, chefe de Estado, para mandato sem prazo fixo. Sua permanência no cargo depende da confiança do PL, o qual pode exonerá-lo a qualquer tempo. Por outro lado, se o governo entender que o Parlamento perdeu a confiança do povo, poderá optar por sua dissolução, convocando novas eleições para formação de outro Parlamento.
Forma de governo 
A forma de governo depende da maneira como ocorre a instituição e a transmissão do poder na sociedade e como se dá a relação entre governantes e governados.
A República se caracteriza pela eletividade e pela temporalidade dos mandatos do Chefe do PE, o qual possui o dever de prestação de contas. Já a monarquia é caracterizada pela hereditariedade e vitaliciedade, com ausência de prestação de contas.
CESPE: República é a forma de governo em que o povo governa no interesse do povo.
COPEVE: O modelo de Estado Republicano brasileiro é incompatível com a existência de cargos vitalícios em qualquer dos poderes da república. - no âmbito do PJ, a vitaliciedade é uma das garantias mais relevantes de que dispõem os magistrados, assim como os casos dos membros do TCU e do MP.
COPEVE: O modelo de Estado Republicano implica eleição direta para todos os cargos de natureza política, na forma da lei. 
CESPE: A eleição periódica dos detentores do poder político e a responsabilidade política do chefe do Poder Executivo são características do princípio republicano.
CESPE: A administração pública, sob o ângulo subjetivo, não deve ser confundida com nenhum dos poderes estruturais do Estado, sobretudo o Poder Executivo.
Administração pública:
A administração é o aparelhamento do Estado preordenado à realização dos seus serviços, com vistas à satisfação das necessidades coletivas.
FCC: Diz-se que a Administração Pública é um organismo ativo direcionado aos interesses públicos e que tem por função exercer atividades de gestão e atendimento de necessidades sociais.
CESPE: Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade eminentemente técnica.
AOCP: Estado é diferente de Governo. A finalidade do Estado é atender aos interesses da coletividade, ou seja, o bem comum e, para isso, o Estado precisa de um aparato que lhe dê a possibilidade de concretizar e materializar essa finalidade, que é chamado de Administração Pública. AP  é um instrumento usado para atingir uma meta política.
Em sentido estrito, o conceito de administração pública envolve todo o aparelhamento estatal voltado à execução das políticas públicas. Nas palavras de Hely Lopes Meireles, “a Administração não pratica atos de governo; pratica tão-somente, atos de execução, os chamados atos administrativos, com poderes de decisão limitados a atribuições de natureza executiva, conforme definidos em lei”.
O termo Administração Pública, em sentido estrito e objetivo, equivale ao conceito de função administrativa.
Subjetivo					Material
Orgânico					Objetivo
Formal						Funcional
Sob o aspecto material, a administração representa o desempenho perene, sistemático, legal e técnico dos serviços próprios do Estado ou por ele assumidos em benefício da coletividade. OPERACIONAL
A administração pública inclui toda estrutura estatal cujo escopo seja, essencialmente, a realização de serviços que garantam a satisfação das necessidades coletivas, exercendo atividades normalmente vinculadas à lei ou à norma técnica, organizada de maneira hierarquizada, praticando atos de governo e atos de execução, estes de autonomia relativa, de acordo com as atribuições de cada órgão e seus agentes.
A Administração Pública tem função exclusivamente administrativa. O conceito de administração pública também pode ser tomado em sentido amplo, abrangendo, assim, os órgãos superiores de governo que exercem função política, da mesma forma que os órgãos, agentes e entidades que exercem função meramente administrativa, isto é, de execução dos programas de governo. 
C: A Administração pública, em sentido amplo, abrange o exercício da função política e da função administrativa, estando ambas as atividades subordinadas à lei.
C: A finalidade precípua da administração pública é a promoção do bem-estar social, que se traduz na tarefa de elaborar e executar os planos nacionais e regionais de ordenação do território e de desenvolvimento econômico e social.
A administração pública em sentido formal, orgânico ou subjetivo, compreende o conjunto de entidades, órgãos e agentes públicos no exercício da função administrativa. 
Pelo critério formal, são atos administrativos os editados pelos órgãos administrativos, excluindo-se dessa classificação todos os atos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário.
Pelo critério formal, ato administrativo é o que ditam os órgãos administrativos, ficando excluídos dessa conceituação os atos provenientes dos órgãos legislativo e judicial, ainda que tenham a mesma natureza daqueles.
O estudo da administração pública, do ponto de vista subjetivo, abrange a maneira como o Estado participa das atividades econômicas privadas. OBJETIVO
Em sentido objetivo, material ou funcional, abrange um conjunto de funções ou atividades que objetivam realizar o interesse público.
O poder de polícia e os serviços públicos são exemplos de atividades que integram o conceito de administração pública sob o critério material.
Sob o ponto de vista material, a administração pública abarca as seguintes atividades finalísticas: fomento, polícia administrativa, serviço público e intervenção.
- Polícia administrativa: abrange as atividades administrativas que implicam restrições ou condicionamentos aos direitos individuais impostos em prol do interesse de toda coletividade, como ordens, notificações, licenças, autorizações, fiscalização, sanções.
- Serviço público: toda atividade executada diretamente pela Administração Pública formal ou por particulares delegatários que tenham por fim satisfazer as necessidades coletivas, sob regime predominantemente público.
O direito administrativo tem como objeto atividades de administração pública em sentido formal e material, englobando, inclusive, atividades exercidas por particulares, não integrantes da administração pública, no exercício de delegação de serviços públicos.
FCC: a atuação da Administração pública como fomentadora de atividades econômicas no âmbito privado, tal qual a atuação prestacional, também é expressão da função executiva, porque visa, em maior ou menor grau, ao atendimento das finalidades constitucionalmente protegidas. 
- Fomento: compreende a atividade administrativa de incentivo à iniciativa privada de utilidade ou interesse público, tais como o financiamento sob condições especiais, a concessão de benefícios ou incentivos fiscais etc.
- Intervenção: é entendida como sendo a regulamentação e fiscalização da atividade econômica de natureza privada (intervenção indireta), por exemplo, mediante a atuação de agências reguladoras, bem assim a atuação do Estado diretamente na ordem econômica, geralmente por meio das empresas estatais (intervenção direta). Compreende também as intervenções estatais na propriedade privada. Alguns autores não consideram atividade de administração pública em sentidomaterial a intervenção direta do Estado na economia porque, quando atua nessas condições, o Estado está predominantemente sujeito ao regime de direito privado.
FCC: A atividade administrativa que seja expressão da função prestacional do Estado, ou seja, aquela que se presta ao atendimento das necessidades coletivas, é a essência da função executiva, que não predica (aconselha) a atuação da Administração quando se trata de atuação regulatória. 
Nenhum particular, pois, ainda que esteja eventualmente no exercício de função administrativa, integra o conceito de Administração Pública em sentido subjetivo.
C: Define-se, como administração pública externa ou extroversa, a atividade desempenhada pelo Estado, como, por exemplo, a regulação, pela União, da atividade de aviação civil pelas respectivas concessionárias. Quando a Administração se relaciona com os administrados, teremos a chamada administração extroversa, pois nela existem ações externas, isto é, que incidem para fora do núcleo estatal. Trata-se das atividades finalísticas atribuídas pela Constituição a cada ente da federação (União, Estados, DF e Municípios).
Por outro lado, quando a Administração se relaciona entre si, ou seja, entre os entes políticos (União, Estados, DF e Municípios), entre esses e os órgãos da Administração Direta ou entre os órgãos em si, teremos a chamada administração introversa. A administração introversa é considerada instrumental em relação à extroversa. Ex: a União realiza transferências de recursos federais para um Município.
Enquanto a administração pública extroversa é finalística, dado que ela é atribuída especificamente a cada ente político, obedecendo a uma partilha constitucional de competências, a administração pública introversa é instrumental, visto que é atribuída genericamente a todos os entes, para que possam atingir aqueles objetivos.
C: Pessoas físicas que espontaneamente assumem funções públicas em situações de calamidade são consideradas particulares em colaboração com o poder público. Porém, não é correto afirmar que tais pessoas integram a administração pública em sentido subjetivo, pois não existe lei que contenha tal previsão.
ACOP: Governo (e não Administração Pública) é uma atividade política e discricionária dos negócios públicos. 
ACOP: O conjunto de agentes, órgãos e entidades que integram a estrutura constitucional do Estado representa o Governo (e não AP). Exemplos: a Presidência da República e o Congresso Nacional, no âmbito da União.
A administração pública é o conjunto das funções necessárias à oferta de serviços públicos em geral; por isso, o funcionário público detém o que se conhece como poder discricionário, que é a liberdade de agir para resolver problemas que não estejam explícitos na lei, mas se apresentam no cotidiano dos serviços públicos. - A discricionariedade deve ser entendida como margem de liberdade de atuação do administrador público dentro dos limites da lei, conforme juízos de oportunidade e conveniência. A lei é explícita e clara nos seus comandos e o administrador escolhe a que melhor atende o interesse público.
2 Direito administrativo: conceito, fontes e princípios.
Di Pietro: foi graças principalmente à elaboração jurisprudencial do Conselho de Estado francês que se construiu o Direito Administrativo.
ISAE: Considera-se um dos marcos do surgimento do Direito Administrativo: a instituição do Conselho de Estado Francês. 
O apego ao princípio da separação de poderes e a desconfiança em relação aos juízes do velho regime (ao PJ) serviram de fundamento para a criação, na França, da jurisdição administrativa (o contencioso administrativo), ao lado da jurisdição comum, instituindo-se, dessa forma, o sistema da dualidade de jurisdição.
A formação do Direito Administrativo, como ramo autônomo, teve início, juntamente com o direito constitucional e outros ramos do direito público, a partir do momento em que começou a desenvolver-se – já na fase do Estado Moderno – o conceito de Estado de Direito, estruturado sobre o princípio da legalidade e sobre o princípio da separação de poderes.
Foi o direito alemão que deu os primeiros passos no sentido da valorização dos direitos fundamentais e da constitucionalização dos princípios e valores que devem orientar a atividade da Administração Pública, da teoria dos conceitos jurídicos indeterminados, do princípio da dignidade da pessoa humana como fundante do Estado de Direito, do princípio da proporcionalidade, do princípio da proteção à confiança.
O Direito Administrativo brasileiro sofreu grande influência do direito alienígena, em especial, nas origens, do francês e italiano e, posteriormente, também do direito alemão, todos inseridos no sistema de base romanística. Porém, também adotou institutos originários do sistema do common law, especialmente do direito norteamericano.
No primeiro período da República, abandonou a influência francesa da dualidade de jurisdição e se acolheu o modelo anglo-americano da unidade de jurisdição. Com isso, passou a Administração Pública a submeter-se ao controle jurisdicional. E também,
em matéria de Direito Administrativo e ainda sob influência do direito norte-americano, a jurisprudência passou a ocupar papel de destaque como fonte do direito.
VUNESP: Um dos aspectos primordiais do Direito Administrativo brasileiro é o de ser um conjunto de princípios e normas limitador dos poderes do Estado.
- Conceitos de D. Administrativo:
Escola Puissance Publique: parte-se da distinção entre atividades de autoridade e atividades de gestão. Naquelas, o Estado atua com autoridade sobre os particulares, tomando decisões unilaterais, regidas por um direito exorbitante do comum; por outro lado, nas atividades de gestão, o Estado atua em posição de igualdade com os cidadãos, regendo-se pelo direito privado.
CESPE: Segundo a escola da puissance publique, as prerrogativas e os privilégios que o Estado possui frente ao particular constituem um critério definidor do direito administrativo.
CESPE: A escola da puissance publique distingue-se da escola do serviço público por conceituar o direito administrativo pela coerção e pelas prerrogativas inerentes aos atos de império, diferenciando-os dos atos de gestão.
 Parte superior do formulárioEscola do serviço público: qualquer atividade prestada pelo Estado é serviço público. Para essa escola, o direito público se resume às regras de organização e gestão dos serviços públicos. Nesta corrente, o serviço público é a atividade ou organização, em sentido amplo, que abrange todas as funções do Estado, sem distringuir o regime jurídico a que se sujeita tal atividade, imporantando apenas se há prestação de serviço público
Duguit considera o serviço público como qualquer atividade prestada pelo Estado. O conceito não faz nenhuma distinção entre a atividade jurídica do Estado e o serviço público, que é a atividade material.
Gaston Jèze, ao contrário, considera o serviço público como atividade ou organização, em sentido estrito, abrangendo a atividade material exercida pelo Estado para satisfação de necessidades coletivas. 
Qualquer que seja o sentido que se atribua à expressão serviço público, ela não serve para definir o objeto do Direito Administrativo. Pelo conceito de uns ultrapassa o seu objeto e,
pelo conceito de outros, deixa de lado matérias a ele pertinentes.
CESPE: A escola da puissance publique distingue-se da escola do serviço público por conceituar o direito administrativo pela coerção e pelas prerrogativas inerentes aos atos de império, diferenciando-os dos atos de gestão.
FCC: Desenvolvida em fins do século XIX e início do século XX, essa corrente doutrinária, inspirada na jurisprudência do Conselho de Estado francês, era capitaneada pelos doutrinadores franceses Léon Duguit e Gaston Jèze, os quais buscavam, no dizer de Odete Medauar, “deslocar o poder de foco de atenção dos publicistas, partindo da ideia de necessidade e explicando a gestão pública como resposta às necessidades da vida coletiva" (O Direito Administrativoem Evolução, 2003:37). Estamos nos referindo à Escola do serviço Público. 
Critério do Poder Executivo: o Direito Administrativo se esgota nos atos do Poder Executivo.
Esse critério também é insuficiente, porque mesmo os outros Poderes podem exercer
atividade administrativa, além de que o Poder Executivo exerce, além de sua função específica, as funções de governo, que não constituem objeto de estudo do Direito Administrativo.
Critério das Relações Jurídicas: o Direito Administrativo é o conjunto de normas que regem as relações entre a Administração e os administrados.
Mas esse critério também revelou-se inaceitável, porque outros ramos do direito, como o constitucional, o penal, o processual, o eleitoral, o tributário, também têm por objeto relações dessa natureza. Além disso, o critério é insuficiente, porque reduz o objeto do Direito Administrativo, que abrange ainda a organização interna da Administração Pública,
a atividade que ela exerce e os bens de que se utiliza.
CESPE: De acordo com o critério teleológico, o direito administrativo é um conjunto de normas que regem as relações entre a administração e os administrados. – das relações jurídicas
CESPE: De acordo com o critério legalista, o direito administrativo compreende o conjunto de leis administrativas vigentes no país, ao passo que, consoante o critério das relações jurídicas, abrange o conjunto de normas jurídicas que regulam as relações entre a administração pública e os administrados. Essa última definição é criticada por boa parte dos doutrinadores, que, embora não a considerem errada, julgam-na insuficiente para especificar esse ramo do direito, visto que esse tipo de relação entre administração pública e particulares, também se faz presente em outros ramos. 
Critério teleológico (ou finalístico): define-se o direito administrativo como o sistema dos princípios que regulam a atividade do Estado para o cumprimento de seus fins.
O ponto comum em todos os autores que seguem essa doutrina está no entendimento de que o Direito Administrativo compreende normas que disciplinam a atividade concreta do Estado para consecução de fins de utilidade pública.
CESPE: Pelo critério teleológico, o direito administrativo é o conjunto de princípios que regem a administração pública. - para o atingimento de seus fins. Esta parte final é essencial. Sem ela, desnatura-se o critério teleológico, de modo que a afirmativa se torna comprometida, incorreta. 
Critério negativista ou residual: aquilo que não for pertinente às funções legislativa e jurisdicional será objeto do direito administrativo.
Essa concepção do Direito Administrativo também tem sido criticada, tendo em vista que nunca deixou de ser aplicado o direito privado à Administração Pública.
CESPE: Consoante o critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo do direito que tem por objeto as atividades desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, excluídas a legislação e a jurisdição. – residual
CESPE: Consoante o critério negativo, o direito administrativo compreende as atividades desenvolvidas para a consecução dos fins estatais, incluindo as atividades jurisdicionais, porém excluindo as atividades legislativas. – excluindo as jurisdicionais e as legislativas.
CESPE: Para Gaston Jezè, defensor da Escola do Serviço Público, o direito administrativo tem como objeto a soma das atividades desenvolvidas para a realização dos fins estatais, excluídas a legislação e a jurisdição. – o critério residual
Critério das atividades jurídicas e sociais do Estado: leva-se em consideração o sentido objetivo (atividade concreta exercida) e o sentido subjetivo (órgãos do Estado que exercem aquela atividade). Nesse sentido, Direito Administrativo é o “ramo do direito público interno que regula a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral”.
CESPE: De acordo com o critério da administração pública, o direito administrativo é o ramo do direito público que regula a atividade jurídica contenciosa e não contenciosa do Estado, bem como a constituição de seus órgãos e meios de atuação. – das atividades jurídicas e sociais do Estado
Escola legalista/exegética: o direito administrativo pode ser conceituado como o conjunto de leis administrativas vigentes em determinado país, em dado momento.
“Os doutrinadores limitavam-se a compilar as leis existentes e a interpretá-las com base principalmente na jurisprudência dos Tribunais administrativos, formando a chamada Escola Exegética, Legalista, Empírica ou Caótica, ‘para a qual o Direito Administrativo era compreendido como sinônimo de direito positivo’”.
CESPE: Segundo a Escola Legalista, o direito administrativo pode ser conceituado como o conjunto de leis administrativas vigentes em determinado país, em dado momento.
CESPE: Para a escola exegética, o direito administrativo tinha por objeto a compilação das leis existentes e a sua interpretação com base principalmente na jurisprudência dos tribunais administrativos.
CESPE: Os critérios unidimensionais ou simples conceituam o direito administrativo levando em consideração um só elemento, a exemplo do que ocorre com o critério legalista.
Critério da Administração Pública: 
HLM:"conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem os órgãos, os agentes e as atividades públicas, tendentes a realizar concreta e imediatamente os fins desejados pelo Estado."(HLM)
CANM: é o ramo do direito público que disciplina a função administrativa, bem como pessoas e órgãos que a exercem.
Di Pietro: ramo do direito público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica
não contenciosa que exerce e os bens e meios de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública.
CESPE: Consoante o critério da distinção entre atividade jurídica e social do Estado, o direito administrativo é o conjunto dos princípios que regulam a atividade jurídica não contenciosa do Estado e a constituição dos órgãos e meios de sua ação em geral.
CESPE: Pelo critério legalista, o direito administrativo compreende os direitos respectivos e as obrigações mútuas da administração e dos administrados. DAS RELAÇÕES JURÍDICAS
CESPE: O direito administrativo é o conjunto harmônico de princípios jurídicos que regem órgãos, agentes e atividades públicas que tendem a realizar concreta, direta e imediatamente os fins desejados pelo Estado.
CESPE: Conceitualmente, é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas de direito público que disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos direitos fundamentais da coletividade. 
- OBJETO:
O direito administrativo tem como objeto atividades de administração pública em sentido formal e material, englobando, inclusive, atividades exercidas por particulares, não integrantes da AP, no exercício de delegação de serviços públicos.
Di Pietro: o Direito Administrativo tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce (função administrativa) e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública”.
Cespe: O objeto do direito administrativo é o estudo da função administrativa.
CESPE: Entre os objetos do direito administrativo, ramo do direito público, está a atividade jurídica não contenciosa.
AOCP: O Direito Administrativo, dentre outros conceitos, pode ser definido como o ramo do direito Público que tem por objeto os órgãos, agentes e pessoas jurídicas administrativas que integram a Administração Pública, a atividade jurídica não contenciosa que exerce e os bens de que se utiliza para a consecução de seus fins, de natureza pública.
- NATUREZA JURÍDICA:
Di Pietro: o Direito Administrativo deve ser entendido como o ramo do direito público.
Conceitualmente, é correto considerar que o direito administrativo abarca um conjunto denormas jurídicas de direito público que disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos direitos fundamentais da coletividade.
O direito administrativo é um ramo do direito proximamente relacionado ao direito constitucional e possui interfaces com os direitos processual, penal, tributário, do trabalho, civil e empresarial.
CESPE: A regulação das relações jurídicas entre agentes públicos, entidades e órgãos estatais cabe ao direito administrativo, ao passo que a regulação das relações entre Estado e sociedade compete aos ramos do direito privado, que regulam, por exemplo, as ações judiciais de responsabilização civil do Estado. ADMINISTRATIVO
- FINALIDADE:
CETRO: a finalidade e atividade do Direito Administrativo diante do Estado é realizar concreta, direta, e indiretamente os fins desejados pelo Estado.
O direito administrativo, como ramo autônomo, tem como finalidade disciplinar as relações entre as diversas pessoas e órgãos do Estado, bem como entre este e os administrados.
C: O direito administrativo é um ramo do direito proximamente relacionado ao direito constitucional e possui interfaces com os direitos processual, penal, tributário, do trabalho, civil e empresarial (JSCF).
Sobre o Direito Administrativo Sancionador, é correto afirmar: deve observar o princípio da tipicidade quanto à definição das infrações administrativas, e incide tanto nas relações jurídicas de sujeição geral quanto nas relações de sujeição especial. - Trata-se, portanto, de um campo específico, dentro do Direito Administrativo, que se propõe ao estudo da pretensão punitiva estatal, de caráter não penal, bem assim dos princípios e regras que irão informar tal atuação do Poder Público.
- Fontes: 
Embora o Direito Administrativo francês tenha inspirado consideravelmente o Direito Administrativo brasileiro, não o fez no que diz respeito ao papel da jurisprudência como fonte primordial do direito. Aqui, a principal fonte do direito é a lei.
CESPE: O direito administrativo consiste em um conjunto de regramentos e princípios que regem a atuação da administração pública, sendo esse ramo do direito constituído pelo seguinte conjunto de fontes: lei em sentido amplo e estrito, doutrina, jurisprudência e costumes.
CESPE: No Brasil, as fontes do direito administrativo são, exclusivamente, a Constituição Federal de 1988 (CF), as leis e os regulamentos.
CESPE: Os costumes, a jurisprudência, a doutrina e a lei constituem as principais fontes do direito administrativo.
PRIMÁRIA: CF, normas primárias (lei em sentido estrito) e normas secundárias (atos normativos administrativos).
SECUNDÁRIA: costume, jurisprudência e doutrina
FORMAIS: constituem propriamente o direito aplicável (são aquelas que emanam do Estado, criadas por meio de processos formais estabelecidos pelo OJ)
- lei em sentido amplo (CF, lei em sentido estrito e atos normativos administrativos) e parcialmente a jurisprudência (quando há efeitos vinculantes como nas súmulas vinculantes e repercussão geral)
MATERIAIS: promovem ou dão origem ao direito aplicável.
- doutrina, jurisprudência e os princípios gerais do Direito
CESPE: São fontes primárias do direito administrativo os regulamentos, a doutrina e os costumes.
A lei é a fonte primordial do Direito Administrativo brasileiro, em razão da rigidez que o ordenamento jurídico no Brasil estabelece em relação ao princípio da legalidade nesse ramo jurídico. O vocábulo lei deve ser interpretado amplamente, abrangendo todas as espécies normativas, sendo fonte principal do Direito Administrativo a CF (sobretudo as regras e princípios administrativos nela estampados), assim como os demais atos normativos primários (leis complementares, ordinárias, delegadas, decretos-lei e medidas provisórias) e secundários. 
CESPE: A lei é uma fonte primária e deve ser considerada em seu sentido amplo para abranger inclusive os regulamentos administrativos.
Jurisprudência: influencia fortemente o Direito Administrativo por traduzir
reiteração de decisões contenciosas.
CESPE: A jurisprudência administrativa constitui fonte direta do direito administrativo, razão por que sua aplicação é procedimento corrente na administração e obrigatória para o agente administrativo, cabendo ao particular sua observância no cotidiano.
No direito brasileiro, o papel da jurisprudência como fonte do direito ainda é muito modesto. Trata-se de fonte mediata de produção do Direito, consistente na orientação dada pelos Tribunais à solução de casos concretos.
CESPE: Considerada fonte secundária do direito administrativo, a jurisprudência não tem força cogente de uma norma criada pelo legislador, salvo no caso de súmula vinculante, cujo cumprimento é obrigatório pela administração pública. IADES: No Brasil, sem prejuízo da influência que a jurisprudência exerce sobre o direito administrativo para a construção da fundamentação teórica, diferentemente de alguns países, ainda não se apresentam condições para cogitar da cogência de tal fonte para a prática jurídica.
CESPE: A jurisprudência, fonte não escrita do direito administrativo, obriga tanto a administração pública como o Poder Judiciário. – somente as jurisprudências com caráter vinculante, com as SV e as de repercussão geral
Doutrina: fonte do direito que forma o sistema teórico de princípio aplicável ao Direito Positivo, sendo elemento construtivo do Direito Administrativo. 
FCC: No Brasil, o Direito Administrativo é ramo do Direito que tem como característica, no que diz respeito a suas fontes, a pluralidade de leis em níveis federal, estadual e municipal e o papel precípuo da doutrina na unificação da respectiva interpretação. 
HLM: A doutrina é fonte secundária que, de fato, influi na elaboração da lei e nas decisões contenciosas e não contenciosas. 
A doutrina  distingue as regras que convêm a cada um dos subramos do saber jurídico e influi tanto na elaboração da Lei quanto nas decisões contenciosas ou não contenciosas.
A doutrina tem a natureza de fonte material, porque ela não integra o direito aplicável, mas serve de fundamentação e de orientação para as decisões administrativas e judiciais, como também serve de inspiração para o legislador. A doutrina, ainda que não seja considerada fonte formal, exerce influência fática e decisiva na compreensão e na aplicação do Direito.
CESPE: De forma indireta, no direito administrativo, as fontes inorganizadas influem na produção do direito positivo, apesar de as atividades opinativas e interpretativas serem consideradas fontes que influem nessa produção.
CESPE: Entre as fontes de direito administrativo, as normas jurídicas administrativas em sentido estrito são consideradas lei formal e encontram sua aplicabilidade restrita à esfera político-administrativa.
FCC: Lei, no sentido material, designa o conjunto de normas que estabelecem os meios judiciais de se fazerem valer direitos e obrigações. 
A doutrina é entendida como fonte secundária, tão somente, ao passo que os costumes, no máximo, podem ser considerados uma fonte indireta. 
Costume:  Tem tido utilização crescente nos demais ramos do direito,
sendo importante para o Direito Administrativo em razão da deficiência da legislação.
Os costumes revelam o comportamento reiterado e constante do povo, encontrado em determinado espaço físico e temporal, que possui força coercitiva. Podem ser divididos em:
a) secundum legem: é o previsto ou admitido pela lei;
b) praeter legem: é aquele que preenche lacunas normativas, possuindo caráter subsidiário, conforme previsão contida no art. 4.º da LINDB; e
c) contra legem: é o que se opõe à norma legal.
IADES: Os costumes, desde que secundum legem, têm reconhecimento autônomo como fonte no direito administrativo brasileiro, não sendo aceitos os que se manifestam contra legem.
CESPE: Em face do princípio da legalidade, a administração pública pode realizar uma interpretação contra legem, secundum legem e praeter legem, conforme a necessidade, adequação e proporcionalidade em prol do interesse público. - a Administraçãosomente pode agir secundum legem.
CETRO: Os costumes DOUTRINA distinguem as regras que convêm ao Direito Público e ao Direito Privado. Assim como a doutrina, influi na elaboração da lei.
CESPE: Conforme a doutrina, diferentemente do que ocorre no âmbito do direito privado, os costumes não constituem fonte do direito administrativo, visto que a administração pública deve obediência estrita ao princípio da legalidade.
No âmbito do Direito Administrativo brasileiro, o costume – como prática reiterada
da atuação administrativa – tem aplicação praticamente nula. Em suma: o costume administrativo não é fonte relevante do Direito Administrativo; mas o costume em geral, quando aceito como fonte, vincula a Administração Pública na medida em que constitui o bloco normativo que rege suas condutas em alguns setores.
IADES: A praxe administrativa, quanto aos respectivos requisitos, equivale ao costume. praxe  administrativa  e  costume  não  se  confundem.  Isso  porque  os costumes  caregariam  o  caráter  da  obrigatoriedade,  ao  menos  na consciência  dos  indivíduos, enquanto  que  na  praxe  administrativa  inexistiria  essa percepção  de obrigatoriedade,  haja  vista  não  serem  oriundas  de  hábitos comuns ao público em geral
A lei possui um caráter mais prático, mais objetivo, que a doutrina e os costumes, mas nem por isso se aparta de princípios teóricos. JURISPRUDÊNCIA
A jurisprudência e os costumes são fontes do direito administrativo, sendo que a primeira ressente-se da falta de caráter vinculante, e a segunda tem sua influência relacionada com a deficiência da legislação.
A doutrina, no Direito Administrativo Brasileiro, exerce ainda influência em razão da deficiência da legislação. COSTUMES
CESPE: A CF, as leis complementares e ordinárias, os tratados internacionais e os regulamentos são exemplos de fontes do direito administrativo.
CETRO: A jurisprudência caracteriza-se pelo nacionalismo, isto é, enquanto a doutrina tende a universalizar-se, a jurisprudência tende a nacionalizar-se, pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos ao caso concreto.
HLM:  Enquanto a doutrina tende a universalizar-se, a jurisprudência tende a nacionalizar-se, pela contínua adaptação da lei e dos princípios teóricos ao caso concreto. 
CABM: Restrições à legalidade: Estado de Defesa, Estado de Sítio e Medidas Provisórias; a MP por ser um diloma normativo de exceção e precariedade, pois só é aplicável em caso de "relevância e urgência". Os demais por restringirem direitos em situações excepcionais.
Quando a Administração se vê diante de uma situação em que a lei lhe deixou um leque de opções, a escolha há de fazer-se com observância dos princípios gerais do direito.
IADES: Como matriz da principiologia do direito, é correto afirmar que resultam duas operações lógicas, sendo, primeiramente, a análise normativa, a fim de descobrir os princípios aplicáveis, e, na sequência, a própria síntese normativa, passando-se a ter, assim, um corpo de teoria.
Princípios:
FCC: Os princípios que balizam a atuação da Administração pública estão, em sua maioria, explícitos na Constituição Federal e comportam harmonização e ponderação, sem prevalência apriorística de um sobre o outro.
Princípios basilares da Administração Pública (pedras de toque - CABM): supremacia do interesse público e indisponibilidade do interesse público.
- Supremacia do interesse público: fundamenta a existência das prerrogativas ou dos poderes especiais da administração pública. Toda atuação administrativa em que exista imperatividade, em que sejam impostas, unilateralmente, obrigações para o administrado, ou em que seja restringido ou condicionado o exercício de atividades ou de direitos dos particulares é respaldada pelo princípio da supremacia do interesse público.
CESPE: A administração possui posição de superioridade em relação aos administrativos, além de possuir prerrogativas e obrigações que não são extensíveis aos particulares. Além disso, os assuntos públicos possuem preferência em relação aos particulares. Essas características da administração pública decorrem do princípio da supremacia do interesse público, previsto implicitamente na Constituição Federal e expressamente na legislação ordinária.
CESPE: A previsão em lei de cláusulas exorbitantes aplicáveis aos contratos administrativos decorre diretamente do princípio da supremacia do interesse público.
CESPE: São considerados princípios informativos da atividade administrativa a legalidade e a supremacia do interesse público, sendo o primeiro mencionado na Constituição vigente, e o segundo, fundamentado nas próprias ideias do Estado em favor da defesa, da segurança e do desenvolvimento da sociedade.
IADES: O indivíduo em si não é o destinatário da atividade administrativa, mas sim o grupo social como um todo. Portanto, as relações sociais ensejam, em determinados momentos, um conflito de interesses, no qual o coletivo prevalece. Nessa situação, o princípio que proporciona tal possibilidade é o da supremacia do interesse público.
- Indisponibilidade do interesse público: faz contraponto ao primeiro. Ao mesmo tempo em que tem poderes especiais, exorbitantes do direito comum, a administração sofre restrições em sua atuação que não existem para os particulares. Essas limitações decorrem do fato de que a administração não é proprietária da coisa pública, mas sim o povo. A disponibilidade é característica do direito de propriedade. Está expressamente previsto no artigo 2°o, caput, da Lei no 9.784/99, e especificado no parágrafo único, com a exigência de “atendimento a fins de interesse geral, vedada a renúncia total ou parcial de poderes ou competências, salvo autorização em lei.
Princípio da Supremacia do Interesse Público sobre o Privado é considerado um subprincípio, e se refere à indisponibilidade dos bens públicos de uso comum do povo em contratos junto a particulares. – INDISPONIBILIDADE DO I PÚBLICO
Os princípios informativos do Direito Administrativo consistem no conjunto de proposições que embasa um sistema e lhe garante a validade.
FCC: Os princípios que regem a Administração pública aplicam-se à Administração direta, indireta e aos contratados em regular licitação, seja quando forem expressos, seja quando implícitos. - em regra, os princípios não alcançam os particulares, inclusive aqueles contratados por meio de regular licitação.
Legalidade: juntamente com o de controle da Administração pelo PJ, nasceu com o Estado de Direito e constitui uma das principais garantias de respeito aos direitos individuais. Isto porque a lei, ao mesmo tempo em que os define, estabelece também os limites da atuação administrativa que tenha por objeto a restrição ao exercício de tais direitos em
benefício da coletividade. Em decorrência disso, a Administração Pública não pode, por simples ato administrativo, conceder direitos de qualquer espécie, criar obrigações ou impor vedações aos administrados; para tanto, ela depende de lei.
IADES: A atividade administrativa, de forma geral, sublegal ou infralegal, deve restringir-se à expedição de comandos que assegurem a execução da lei, ou seja, existe a necessidade de garantir que a atuação do Poder Executivo nada mais seja que a concretização do preconizado em lei. Esse contexto relaciona-se a qual princípio específico? Legalidade.
CESPE: Dado o princípio da legalidade, Maria, como funcionária do IPHAN responsável pelo projeto, só pode fazer o que lhe é permitido de forma expressa por legislação pertinente.
CONSULPLAN: O princípio segundo o qual ao indivíduo é facultado fazer tudo o que a lei não proíbe, ou deixar de fazer o que a lei não impõe, na órbita privada, é correlato ao princípio da indisponibilidade do interesse público, que vincula a Administração. - o princípio da indisponibilidade do interesse público tem, no direito administrativo, estreita relação com o princípio da legalidade, não sendo raro o uso dessas expressões como se fossem sinônimas.
CONSULPLAN: O princípio da Legalidade pode ser considerado como específicodo Estado de Direito, uma vez que o qualifica e dá identidade própria. Consagrando-se, assim, a ideia de que a administração pública só pode ser exercida na conformidade da lei. Parte superior do formulário
De acordo com a CF, a medida provisória, o estado de defesa e o estado de sítio constituem exceção ao princípio da legalidade na administração pública.
Segundo jurisprudência do STJ, a administração, por estar submetida ao princípio da legalidade, não pode levar a termo interpretação extensiva ou restritiva de direitos, quando a lei assim não o dispuser de forma expressa.
STJ: somente a Lei, em razão do princípio da estrita adstrição da Administração à legalidade, pode instituir sanção restritiva de direitos subjetivos.
A discricionariedade deve ser entendida como margem de liberdade de atuação do administrador público dentro dos limites da lei, conforme juízos de oportunidade e conveniência. A lei é explícita e clara nos seus comandos e o administrador escolhe a que melhor atende o interesse público. 
A discricionariedade é a margem de liberdade conferida pela lei ao administrador a fim de que este cumpra o dever de integrar, com sua vontade ou juízo, a norma jurídica diante do caso concreto, seguindo critérios subjetivos próprios, a fim de dar satisfação aos objetivos consagrados no sistema legal.
O princípio da legalidade está relacionado ao fato de o gestor público agir somente de acordo com a lei.
Em decorrência do princípio da indisponibilidade do interesse público, a administração somente pode atuar quando houver lei que autorize ou determine sua atuação, e nos limites estipulados por essa lei.
FCC: Os princípios que regem a Administração pública aplicam-se à Administração direta, indireta e aos contratados em regular licitação, seja quando forem expressos, seja quando implícitos. - não integram a Administração Pública, em sentido formal.
A qualificação de determinado interesse como público é feita pelo Direito Positivo, e não por caracteres políticos ou sociológicos.
O princípio da proteção à confiança legitima a possibilidade de manutenção de atos administrativos inválidos.
O princípio da proteção à confiança da administração pública corresponde ao aspecto SUBJETIVO do princípio da segurança jurídica.
O princípio da proteção à confiança, de origem no direito norte-americano, corresponde ao aspecto objetivo da segurança jurídica, podendo ser invocado para a manutenção de atos administrativos inválidos quando o prejuízo resultante da anulação for maior que o decorrente da manutenção do ato ilegal. SUBJETIVO
O princípio da proteção à confiança da administração pública é considerado uma imposição da limitação à discricionariedade da administração pública.- tal princípio não proíbe que seja dada nova interpretação, mas somente impede que essa seja aplicada retroativamente, vindo a prejudicar situações previamente consolidadas no ordenamento jurídico. Na verdade - os princípios da Legalidade e da Proporcionalidade é que são consideradas imposições da limitação à discricionariedade da administração pública.
CESPE: O princípio da proteção da confiança legítima não autoriza a manutenção em cargo público de servidor público empossado por força de decisão judicial de caráter provisório posteriormente revista, ainda que decorridos mais de cinco anos da investidura no cargo.
CESPE: Embora sem previsão expressa no ordenamento jurídico brasileiro, o princípio da confiança relaciona-se à crença do administrado de que os atos administrativos serão lícitos e, portanto, seus efeitos serão mantidos e respeitados pela própria administração pública.
A aplicação do princípio da segurança jurídica pode afastar o da mera legalidade. 
CESPE: Em decorrência do princípio da segurança jurídica, é proibido que nova interpretação de norma administrativa tenha efeitos retroativos, exceto quando isso se der para atender o interesse público. 
- Razoabilidade: trata-se de princípio aplicado ao Direito Administrativo como mais uma das tentativas de impor-se limitações à discricionariedade administrativa, ampliando-se o âmbito de apreciação do ato administrativo pelo Poder Judiciário.
STF (2018): É constitucional a remarcação do teste de aptidão física de candidata que esteja grávida à época de sua realização, independentemente da previsão expressa em edital do concurso público. Enquanto a saúde pessoal do candidato em concurso público configura motivo exclusivamente individual e particular, a maternidade e a família constituem direitos fundamentais do homem social e do homem solidário
STF: Remarcação de teste de aptidão física em concurso público em razão de problema temporário de saúde. Vedação expressa em edital. Constitucionalidade. Violação ao princípio da isonomia. Não ocorrência. Postulado do qual não decorre, de plano, a possibilidade de realização de segunda chamada em etapa de concurso público em virtude de situações pessoais do candidato. Cláusula editalícia que confere eficácia ao princípio da isonomia à luz dos postulados da impessoalidade e da supremacia do interesse público. Inexistência de direito constitucional à remarcação de provas em razão de circunstâncias pessoais dos candidatos. Em razão desse amparo constitucional específico, a gravidez não pode causar prejuízo às candidatas, sob pena de ofender os princípios da isonomia e da razoabilidade.
O princípio da razoabilidade: se evidencia nos limites do que pode, ou não, ser considerado aceitável, e sua inobservância resulta em vício do ato administrativo.
Quando o P.J intervém num ato por razões de Razoabilidade e Proporcionalidade, está INTERVINDO na LEGALIDADE DO ATO, não em seu mérito. - o princípio da razoabilidade não é servil a permitir que o PJ invada o mérito de atos administrativos.
O princípio da razoabilidade apresenta-se como meio de controle da discricionariedade administrativa, e justifica a possibilidade de correção judicial.
A razoabilidade funciona como limitador do poder discricionário do administrador.
CESPE: O princípio da proporcionalidade, que determina a adequação entre os meios e os fins, deve ser obrigatoriamente observado no processo administrativo, sendo vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público.
De acordo com o princípio da finalidade, a interpretação da norma administrativa no âmbito do processo administrativo deve ser realizada da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, sendo vedada a aplicação retroativa de nova interpretação.
O interesse público é implícito na CONSTITUIÇÃO FEDERAL, entretanto, na Administração Pública há diversas leis que o tratam como princípio explícito.
Pelo princípio da finalidade, impõe-se à Administração Pública a prática, e tão só essa, de atos voltados para o interesse público.
O direito às certidões expedidas por órgãos públicos expressa uma das formas de concretização do princípio básico da administração pública, que é o princípio da publicidade.
O direito de petição é um dos instrumentos para a concretização do princípio da publicidade. 
A alteração de edital de concurso prescinde da veiculação em jornal de grande circulação, podendo ser veiculada apenas em diário oficial sem que isso ofenda o princípio da publicidade. OBS: a L8666 exige somente para a publicação do edital, além do diário oficial. 
Apesar de o princípio da moralidade exigir que os atos da administração pública sejam de ampla divulgação, veda-se a publicidade de atos que violem a vida privada do cidadão. PUBLICIDADE
O princípio da publicidade assegura a divulgação ampla dos atos praticados pela administração pública, quer tratem eles de assuntos de interesse particular, quer tratem de assuntos de interesse coletivo ou geral, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas em lei.
FCC: A inexistência do princípio da publicidade nos atos externos da Administração Pública enseja sua anulação por ausência de legitimidade e moralidade. 
CESPE: Em regra, a publicidade doato administrativo constitui requisito de eficácia e moralidade; por isso, a sua omissão enseja comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem a negar.
CESPE: A publicidade é condição de eficácia dos atos da administração pública, por isso a inobservância do dever de publicação de atos oficiais pode caracterizar prática de ato de improbidade administrativa.
O princípio da sindicabilidade é reconhecido expressamente pela jurisprudência do STF.
A sindicabilidade é a possibilidade jurídica de submeter-se efetivamente qualquer lesão a direito e, por extensão, as ameaças de lesão de direito a algum tipo de controle. Decorre do p. da autotutela. 
Secretário de justiça e direitos humanos de determinado estado da Federação que publicar uma portaria e, na semana seguinte, revogá-la, em nova publicação, terá praticado ato revogatório com base no princípio da AUTOTUTELA.
Pelo princípio da sindicabilidade, é permitido ao Poder Judiciário o controle dos atos administrativos, quando eivados de vícios que o tornem ilegais.
Impessoalidade:
- relacionado com a finalidade pública que deve nortear toda a atividade administrativa. Significa que a AP não pode atuar com vistas a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas. Aplicação desse princípio encontra-se, por exemplo, no artigo 100 da Constituição, referente aos precatórios judiciais; o dispositivo proíbe a designação de pessoas ou de casos nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para esse fim;
- os atos e provimentos administrativos são imputáveis não ao funcionário que os pratica, mas ao órgão ou entidade administrativa da AP.
CESPE: Os atos administrativos são imputáveis ao órgão em nome do qual age o agente público, por força do princípio constitucional da impessoalidade.
FCC: É princípio orientador das atividades desenvolvidas pela Administração pública, seja por intermédio da Administração direta, seja pela Administração indireta, sob pena de irresignação judicial, a impessoalidade, tanto na admissão de pessoal, sujeita à exigência de prévio concurso público de provas ou de provas e títulos para preenchimento de cargos, empregos públicos, quanto na prestação dos serviços em geral pela Administração pública, vedado qualquer direcionamento.
Parte superior do formulário
O princípio da IMPESSOALIDADE poderá ser visto sob diversos aspectos. Entre eles, destacamos o seguinte: vedação à promoção pessoal de agente públicos. 
COPEVE-UFAL: O princípio da impessoalidade tem previsão expressa no texto constitucional e está diretamente ligado ao princípio republicano, à medida em que separa o Estado da pessoa do governante.
CESPE 2010: A CF/88 veda que campanhas publicitárias tenham por escopo promoção pessoal do governante, por clara afronta ao princípio da impessoalidade e da moralidade.
CESPE 2017: Agente público que se utiliza de publicidade governamental com a finalidade exclusiva de se promover viola o princípio da MORALIDADE.
CESPE 2017: Se uma autoridade pública, ao dar publicidade a determinado programa de governo, fizer constar seu nome de modo a caracterizar promoção pessoal, então, nesse caso, haverá, pela autoridade, violação de preceito relacionado ao princípio da impessoalidade.
Dica: quando não tiver a opção impessoalidade, marcar moralidade.
A denominada _________ administrativa difere da _________ comum, justamente por ser jurídica e pela possibilidade de invalidação dos atos administrativos que sejam praticados com inobservância deste princípio. MORALIDADE
Nem todos os autores aceitam a existência do princípio da moralidade; alguns entendem que o
conceito de moral administrativa é vago e impreciso ou que acaba por ser absorvido pelo
próprio conceito de legalidade.
FCC: A inexistência do princípio da publicidade nos atos externos da Administração Pública enseja sua anulação por ausência de legitimidade e moralidade.
O princípio da impessoalidade é corolário do princípio da ISONOMIA.
Princípio da administração pública na situação em que um administrador público pratica ato administrativo com finalidade pública, de modo que tal finalidade é unicamente aquela que a norma de direito indica como objetivo do ato: IMPESSOALIDADE.
O princípio da impessoalidade decorre, em última análise, do princípio da isonomia e da supremacia do interesse público, não podendo, por exemplo, a administração pública conceder privilégios injustificados em concursos públicos e licitações, nem utilizar publicidade oficial para veicular promoção pessoal.
O princípio da impessoalidade destina-se a proteger simultaneamente o interesse público e o interesse privado, pautando-se pela igualdade de tratamento a todos administrados, independentemente de quaisquer preferências pessoais. 
As contratações com o Poder Público estão sujeitas, como regras, ao procedimento de seleção de propostas mais vantajosas para a Administração. Nesse sentido, o principio, tido por instrumental, de realização dos princípios da moralidade administrativa e do tratamento isonômico dos eventuais contratantes com o Poder Público, é classificado como da licitação.
FCC: É princípio orientador das atividades desenvolvidas pela Administração pública, seja por intermédio da Administração direta, seja pela Administração indireta, sob pena de irresignação judicial, a moralidade, desde que associada a outros princípios e regras previstos em nosso ordenamento jurídico. - ostenta autonomia e densidade normativa próprias, de sorte que a sua violação, por si só, enseja a invalidação do respectivo ato ou comportamento administrativa.
- P. da probidade:
É resultante dos princípios basilares da legalidade e moralidade, como também é o melhor cumprimento dos fins da administração. 
Dever pelo qual o funcionário deve servir à Administração com honestidade, procedendo no exercício de suas funções sempre no intuito de realizar os interesses públicos, sem aproveitar os poderes ou facilidades delas decorrentes em proveito pessoal ou de outrem a quem queira favorecer. Parte superior do formulário
Segundo o STF, a vedação ao nepotismo decorre diretamente de princípios constitucionais explícitos, como os princípios da impessoalidade, da moralidade administrativa e da igualdade, não se exigindo a edição de lei formal para coibir a sua prática. 
Segundo entendimento do STF, a vedação ao nepotismo não exige edição de lei formal, visto que a proibição é extraída diretamente dos princípios constitucionais que norteiam a atuação administrativa.
STF: o cargo de conselheiro de tribunal de contas NÃO é político – POR ISSO se submete à regra da vedação do nepotismo.
STF: Norma que impede nepotismo no serviço público não alcança servidores de provimento efetivo.
CESPE: A vedação ao nepotismo é regra que alcança os cargos de provimento efetivo, em comissão, as funções gratificadas e os cargos de direção e assessoramento.
CESPE: configura ofensa ao princípio da moralidade a nomeação de esposa de magistrado, devidamente concursada, para função de confiança diretamente subordinada ao juiz cônjuge.
STF (2019): Ausência de subordinação hierárquica ou projeção funcional entre os servidores públicos nomeados para exercer cargo comissionado no mesmo órgão, ou entre as autoridades nomeantes. Discricionariedade do membro da magistratura para compor sua assessoria, observados os limites da lei e da Constituição. Impossibilidade de presunção de influência do exercente do cargo de direção, chefia e assessoramento vinculado a um desembargador na escolha e contratação de outro.
IBADE: O Supremo Tribunal Federal possui entendimento no sentido de que vedar o acesso de qualquer cidadão a cargo público tão somente em razão da existência de relação de parentesco com servidor público que não tenha competência para o selecionar ou o nomear para o cargo de chefia, direção ou assessoramento, ou que não exerça ascendência hierárquica sobre aquele que possua essa competência é, em alguma medida, negar um dos princípios constitucionais a que se pretendeu conferir efetividade com a edição da SúmulaVinculante n° 13, qual seja, o princípio da impessoalidade. 
No Informativo 786 do STF, ADI 524, ficou decidido que o nepotismo não alcança os servidores de provimento efetivo, pois isso poderia inibir o próprio provimento de cargos públicos e viola o livre acesso aos cargos, empregos e funções públicas. Regra é constitucional para cargos em comissão, funções gratificadas, de direção e de assessoramento. Inexiste proteção ou apadrinhamento quando a pessoa é aprovada em concurso público.
STF (2018): Ao editar a Súmula Vinculante 13, embora não se tenha pretendido esgotar todas as possibilidades de configuração de nepotismo na administração pública, foram erigidos critérios objetivos de conformação, a saber: i) ajuste mediante designações recíprocas quando inexistente a relação de parentesco entre a autoridade nomeante e o ocupante do cargo de provimento em comissão ou da função comissionada; ii) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e a autoridade nomeante; iii) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e o ocupante de cargo de direção, chefia ou assessoramento a quem estiver subordinada e iv) relação de parentesco entre a pessoa nomeada e a autoridade que exerce ascendência hierárquica ou funcional sobre a autoridade nomeante. A incompatibilidade da prática enunciada na Súmula Vinculante 13 com o art. 37, caput, da CF/1988 não decorre diretamente da existência de relação de parentesco entre a pessoa designada e o agente político ou servidor público ocupante de cargo em comissão ou de função comissionada, mas da presunção de que a escolha para ocupar cargo de direção, chefia ou assessoramento tenha sido direcionada a pessoa com relação de parentesco com alguém que tenha potencial de interferir no processo de seleção.
A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o quarto grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na Administração Pública direta e indireta em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal. TERCEIRO
IBADE: O Supremo Tribunal Federal já possui pacífica jurisprudência no sentido de que o Chefe do Poder Executivo Estadual pode nomear parentes em linha reta, a exemplo de uma filha, para o cargo de Secretária de Estado, porque se trata de uma escolha política e o fato do cargo de Secretário de Estado ser de natureza política torna esta nomeação insuscetível de controle. 
STF (2018): A nomeação do cônjuge de prefeito para o cargo de secretário municipal, por se tratar de cargo público de natureza política, por si só, não caracteriza ato de improbidade administrativa.
CESPE: Os atos da administração pública devem obedecer não somente à lei jurídica, mas também a padrões éticos. Tal característica se refere ao princípio da moralidade. 
A probidade administrativa é um aspecto da moralidade administrativa que recebeu da Constituição Federal brasileira um tratamento próprio.
O pedido de reconsideração evita que a pessoa tenha de entrar com recurso, poupando tempo para a administração e, por conseguinte, contribuindo para a eficiência.
- Eficiência: 
A Emenda Constitucional nº 19/98, inseriu o princípio da eficiência entre os princípios constitucionais da Administração Pública, previstos no artigo 37, caput. Também a Lei nº 9.784/99 fez referência a ele no artigo 2º, caput.
Hely Lopes Meirelles fala na eficiência como um dos deveres da Administração Pública, definindo-o como “o que se impõe a todo agente público de realizar suas atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional.
O princípio da eficiência apresenta, na realidade, dois aspectos: pode ser considerado em relação ao modo de atuação do agente público, do qual se espera o melhor desempenho possível de suas atribuições, para lograr os melhores resultados; e em relação ao modo de organizar, estruturar, disciplinar a Administração Pública, também com o mesmo objetivo de alcançar os melhores resultados na prestação do serviço público.
É com esse objetivo que estão sendo idealizados institutos, como os contratos de gestão, as agências autônomas, as organizações sociais e tantas outras inovações com que se depara o administrador a todo momento.
Vale dizer que a eficiência é princípio que se soma aos demais princípios impostos à Administração, não podendo sobrepor-se a nenhum deles, especialmente ao da legalidade, sob pena de sérios riscos à segurança jurídica e ao próprio Estado de Direito.
FCC: A atuação da Administração pública é informada por princípios inerentes ao regime jurídico administrativo, alguns expressamente previstos na Constituição da República, outros previstos em legislação específica, como a Lei n° 9.784, de 1999 (Lei do Processo Administrativo Federal), entre os quais se insere o princípio da eficiência, que passou a constituir corolário da atuação da Administração a partir da edição da Emenda Constitucional nº 20/1998, o que autoriza o afastamento de outros mandamentos constitucionais em prol da sua prevalência. EC 19
A vontade do Estado é manifestada por meio dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, os quais, no exercício da atividade administrativa, devem obediência às normas constitucionais próprias da administração pública.
Caso houvesse descumprimento de cláusulas contratuais pela empresa contratada, o princípio da supremacia do interesse público facultaria a rescisão unilateral do contrato pela administração pública.
O princípio da especialidade na administração indireta impõe a necessidade de que conste, na lei de criação da entidade, a atividade a ser exercida de modo descentralizado.
Princípio da especialidade: decorre dos princípios da legalidade e da indisponibilidade do interesse público e concerne à ideia de descentralização administrativa. 
Controle/tutela: para assegurar que as entidades da Administração Indireta observem o princípio da especialidade.
Princípio da juridicidade: como princípio evolutivo, amplia o espectro de abrangência das fontes legislativas, servindo de arrimo interpretativo de toda a ordem jurídica. - o princípio da juridicidade é considerado como o princípio da legalidade sob uma conotação mais ampla, pelo qual o gestor público deve atuar em conformidade com a ordenamento jurídico como um todo. NÃO equivale ao clássico princípio da legalidade administrativa.
O princípio que implicitamente preside e serve de fundamento para a norma da responsabilidade civil do Estado não é o da igualdade.
A Lei n° 10.259/2001, autoriza, segundo o texto de seu décimo artigo, que os representantes da Fazenda Pública possam conciliar e transigir sobre os interesses discutidos na demanda. Considerando os princípios administrativos, tal dispositivo configura exceção ao princípio da: indisponibilidade do interesse público.
Os princípios que regem a Administração pública: aplicam-se à Administração direta, indireta e aos contratados em regular licitação, seja quando forem expressos, seja quando implícitos. - 
Presunção de legalidade: abrange dois aspectos: de um lado, a presunção de verdade, que diz respeito à certeza dos fatos (VERACIDADE); de outro lado, a presunção da legalidade (LEGITIMIDADE) , pois, se a Administração Pública se submete à lei, presume-se,
até prova em contrário, que todos os seus atos sejam verdadeiros e praticados com observância das normas legais pertinentes.
Trata-se de presunção relativa (juris tantum) que, como tal, admite prova em contrário. O
efeito de tal presunção é o de inverter o ônus da prova.
Como consequência dessa presunção, as decisões administrativas são de execução imediata e têm a possibilidade de criar obrigações para o particular, independentemente de sua concordância e, em determinadas hipóteses, podem ser executadas pela própria Administração, mediante meios diretos ouindiretos de coação.
Princípio republicano: postulado constitucional fundamental, intimamente ligado à ideia de igualdade. É que, em uma genuína República, diferentemente do que se opera em uma Monarquia, inexiste distinção formal entre as pessoas.
CESPE: O preenchimento de cargos públicos mediante concurso público, por privilegiar a isonomia entre os concorrentes, constitui expressão do princípio constitucional fundamental republicano. 
 
Regime jurídico administrativo: 
Di Pietro sustenta que o regime jurídico administrativo pode ser resumido a duas únicas realidades: por prerrogativas e sujeições à Administração Pública.
Prerrogativas processuais: prazo em dobro para quaisquer manifestações – novo CPC.
Impessoalidade = não discriminação. 
Os poderes administrativos são uma faculdade atribuída ao administrador público para agir em benefício da sociedade. PODER-DEVER
O agente público que, motivadamente, não necessitar dos poderes administrativos para o desempenho de suas atribuições pode a eles renunciar.
O não exercício de poderes administrativos não resulta necessariamente em conduta omissiva ilegal, sobretudo em hipóteses em que a reserva do possível justifique a impossibilidade de um agir estatal. - exemplo: a polícia não consegue fiscalizar todas as ruas simultaneamente, de tal forma que se você for assaltado, em regra, não haverá responsabilidade estatal por isso (você não terá direito à indenização).
As restrições ou sujeições especiais no desempenho da atividade de natureza pública são consideradas consequências do princípio da supremacia do interesse público sobre o privado, que integra o conteúdo do regime jurídico- administrativo.
De acordo com o entendimento do STF, no que se refere à inscrição de candidatos que possuam tatuagens gravadas na pele, não havendo lei que disponha sobre o tema, os editais de concursos públicos estão impedidos de restringi-la, com exceção dos casos em que essas tatuagens violem valores constitucionais.
SÚMULA 473 STF
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Motivação: princípio constitucional IMplícito e legal expresso. 
C: O princípio da motivação tem matriz constitucional e tem previsão nos dispositivos infraconstitucionais, como, por exemplo, a lei que regula o processo administrativo no âmbito da administração pública federal.
Dispensa motivação: cargos em comissão – livre nomeação e exoneração. 
Os servidores militares não têm direito de greve e de sindicalização - se estende aos oficiais das Forças Armadas e militares nos âmbitos dos estados. 
STF:  O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. 
STF (2018): O exercício do direito de greve, sob qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do poder público em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria.
Direito de greve dos servidores civis: lei específica (ordinária). 
Direito de sindicalização: é norma de eficácia plena. 
Insere-se no âmbito do poder hierárquico a prerrogativa que os agentes públicos possuem de rever os atos praticados pelos subordinados para anulá-los, quando estes forem considerados ilegais, ou revogá-los por conveniência e oportunidade, nos termos da legislação respectiva.
Via de regra, também integram o regime jurídico administrativo de um município as leis, os decretos, os regulamentos e as portarias do Estado em que ele se localiza. -não cabe invocar, como regra, leis, decretos, regulamentos e portarias de um estado da federação em relação a um município, pelo simples fato deste ser integrante, geograficamente, daquele. Afinal, são pessoas federativas próprias e autônomas, dotadas, pois, de autonomia para legislarem acerca de suas respectivas competências constitucionais.
CAI MUITO! Abuso de poder: divide-se em excesso de poder e desvio de poder.
O ato administrativo que negar pedido de servidor público de licença para tratar de interesses particulares poderá ser revisto pelo Poder Judiciário quando houver abuso por parte da administração pública, mediante provocação do interessado.
É juridicamente possível que o abuso de poder se caracterize tanto em atos comissivos quanto em omissões da administração pública, desde que, no segundo caso, se trate de ato ao qual o poder público estava obrigado.
Caso servidor público ajuíze ação tendo por objeto ato omissivo continuado da administração pública que lhe tenha impedido progressão na carreira, ocorrerá prescrição do fundo de direito, se a ação for ajuizada após cinco anos do início da omissão. STJ: Em se tratando de ato omissivo da Administração, caracterizado pela ausência de concessão à servidora municipal de progressão na carreira, ocorre apenas a prescrição das parcelas anteriores ao quinquênio que precedeu o ajuizamento da ação. Incidente a Súmula nº 85/STJ - Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a fazenda publica figure como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição atinge apenas as prestações vencidas antes do quinquênio anterior a propositura da ação.
Devido à presunção de validade dos atos administrativos, a doutrina brasileira entende que o vício seja explícito, ostensivo, para a invalidação do ato com base em alegação de abuso de poder. –pode ser de outras formas, como, por exemplo, por omissão. 
Considere que um servidor cometa infração administrativa e, em razão disso, a autoridade administrativa o remova com a finalidade de puni-lo.- O agente público incorre em desvio de poder quando, mesmo dentro de sua esfera de competência, atua afastando-se do interesse público. 
O desvio de poder configura-se quando o agente atua fora dos limites de sua competência administrativa. EXCESSO
3 Atos administrativos
Hely Lopes Meirelles: “ato administrativo é toda manifestação unilateral de vontade da Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria”. Segundo o renomado autor, os atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor, de que é exemplo o parecer, configuram atos administrativos enunciativos.
Maria Sylvia Zanella Di Pietro define o ato administrativo como a declaração de vontade do Estado ou de quem o represente, que produz efeitos jurídicos imediatos, com observância da lei, sob regime jurídico de direito público e sujeita ao controle do Poder Judiciário. Dessa forma, segundo a referida autora, não são atos administrativos propriamente ditos: os atos materiais, de simples execução, como a reforma de um prédio; os despachos de encaminhamento de papéis e processos; os atos enunciativos ou de conhecimento, que apenas atestam ou declaram a existência de um direito ou situação, como os atestados, certidões; os atos de opinião, como os pareceres e laudos. Em todas essas hipóteses, não há produção de efeitos jurídicos imediatos como decorrência dos atos. A sua ausência não caracteriza nulidade, a não ser que integrem um procedimento; não podem nem mesmo ser impugnados judicialmente. Existem, no entanto, determinados atos que são preparatórios ou acessórios do ato principal, mas que não podem ser excluídos da noção de ato administrativo, porque ou integram um procedimento ou fazem parte de um ato complexo. Nesse caso, eles são condições de validade do ato principal; sem eles, este não produz efeitos jurídicos; além disso, podem ser impugnados separadamente. Cite-se o exemplo dos atos quecompõem o procedimento da licitação ou de um concurso público de ingresso no funcionalismo.
CABM:
- sentido amplo: declaração do Estado (ou de quem lhe faça as vezes), no exercício
de prerrogativas públicas, manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.
- sentido estrito: acrescenta à definição anterior as características da concreção e da unilateralidade. Com isso, na acepção estrita de ato administrativo por ele apresentada, ficam excluídos os atos abstratos e os atos convencionais (como os contratos).
CESPE: Todo ato praticado no exercício de função administrativa é considerado ato administrativo. Todo ato praticado no exercício da função administrativa consiste em ato da administração. 
- atos da Administração: se enquadram todos os atos praticados pela AP. Nem todo ato praticado no exercício da função administrativa é ato administrativo, pois em
muitas situações o PP pratica atos de conteúdo essencialmente privado.
Nesse ponto, convém citar o entendimento de Di Pietro, para quem, a expressão “atos da administração” inclui, além dos atos administrativos propriamente ditos (em sentido estrito), os seguintes atos praticados pela Administração: a) atos de direito privado; b) atos materiais; c) atos de conhecimento, opinião, juízo ou valor; d) atos políticos; e) contratos; f) atos normativos.
Entidades privadas podem praticar atos administrativos. - todos aqueles que exercem a função pública praticam atos administrativos. 
CESPE: Os atos administrativos diferenciam-se dos demais atos jurídicos por serem dotados de certos atributos que possibilitam ao Poder Público garantir a supremacia do interesse público sobre o privado, como a imperatividade decorrente do poder extroverso do Estado.
CESPE: Os atos administrativos incluem os despachos de encaminhamento de papéis e os processos. DA ADMINISTRAÇÃO - atos administrativos são atos que concretizam as vontades da Administração Pública e os atos de mero expediente não veiculam efetivamente uma vontade da administração.
CESPE: Os atos administrativos têm origem no Estado ou em agentes investidos de prerrogativas estatais.
CESPE: Em obediência ao princípio da solenidade das formas, o ato administrativo deve ser escrito, registrado e publicado, não se admitindo no direito público o silêncio como forma de manifestação de vontade da administração. 
O silêncio será um ato administrativo somente se a lei assim prever. Na ausência de previsão legal, o silêncio adm. consubstancia tão somente fato administrativo. 
A lei pode atribuir efeitos ao silêncio administrativo, inclusive para deferir pretensão ao administrado.
CESPE: Em obediência ao princípio da solenidade das formas, que rege o direito público, os atos administrativos devem ser sempre escritos, registrados e publicados, sob pena de nulidade. – sempre NÃO!
Como consequência do princípio da presunção de LEGALIDADE, as decisões administrativas são de execução imediata, até mesmo aquelas com possibilidade de gerar obrigações para o particular (Di Pietro).
Consequências do princípio da legalidade:
1. Inversão do ônus da prova de invalidade do ato, para quem a invoca;
2. Execução imediata dos atos, mesmo quando questionados em juízo.
CLASSIFICAÇÃO:
1) Quanto aos destinatários: 
- atos administrativos gerais/regulamentares: caracterizam-se por não possuir destinatários determinados. Os atos administrativos gerais não podem inovar o direito, são sempre discricionários, pelo menos quanto ao seu conteúdo, podem ser revogados a qualquer tempo.
FCC: regulamentar ou geral é o que alcança a todos aqueles em que se encontrem na mesma situação concreta prevista na sua edição e, portanto, não há destinatário determinado.
- atos administrativos individuais: são aqueles que possuem destinatários determinados, produzindo diretamente efeitos concretos, constituindo ou declarando situações jurídicas subjetivas. Podem ter um único destinatário (ato singular) ou diversos destinatários (ato plúrimo/coletivo), desde que determinados. A revogação de um ato individual somente é possível se ele não tiver gerado direito adquirido para o seu destinatário.
FGV: Atos administrativos individuais abrangem somente um indivíduo.
2) Quanto à estrutura:
- atos concretos: regulam apenas um caso, esgotando-se após a primeira aplicação. Exemplo:
ordem de demolição de um imóvel com risco de desabar.
- atos abstratos ou normativos: aqueles que se aplicam a uma quantidade indeterminável de
situações concretas, não se esgotando após a primeira aplicação. Têm sempre aplicação
continuada. A competência para expedição de atos normativos é indelegável (art. 13, I, da Lei n. 9.784/99). Exemplo: regulamento do IPI.
3) Quanto ao objeto:
ESAF: A classificação dos atos administrativos em atos de império e atos de gestão ampara-se na teoria da personalidade dupla do Estado. 
- atos de império: também chamados "atos de autoridade", são aqueles que a administração impõe coercitivamente aos administrados, criando para eles obrigações ou restrições, de forma unilateral e independentemente de sua anuência. Têm como fundamento o princípio da supremacia do interesse público; sua prática configura manifestação do denominado "poder extroverso" ou "poder de império". Tais atos são praticados de oficio (ex officio) pela administração. São exemplos de atos de império: a desapropriação de um bem privado, a interdição de um estabelecimento comercial, a apreensão de mercadorias, a imposição de multas administrativas etc.
FUNDECT: Os atos administrativos em que a Administração pratica usando da sua supremacia sobre os administrados, podem ser classificados como: atos de império.
CESPE: Atos de império, sempre gerais, são todos aqueles que a administração pratica usando de sua supremacia sobre o administrado ou servidor e lhes impõe obrigatório atendimento.
IESES: Referente à classificação dos atos administrativos, quanto ao objeto, quando o Poder Público atua com supremacia sobre o administrado, coercitivamente e unilateralmente, temos descrito o ato de: império.
- atos de gestão: são praticados pela administração na qualidade de gestora de seus bens e serviços, sem exercício de supremacia sobre os particulares. São típicos das atividades de administração de bens e serviços em geral, assemelhando-se aos atos praticados pelas pessoas privadas. São exemplos de atos de gestão: a alienação ou a aquisição de bens pela administração, o aluguel a um particular de um imóvel de propriedade de uma autarquia, os atos negociais em geral, como a autorização ou a permissão de uso de um bem público etc.
CESPE: Não cabe mandado de segurança contra atos de gestão comercial praticados por administradores de empresas públicas, sociedade de economia mista e concessionárias de serviço público.
CESPE: Atos administrativos de gestão são atos praticados pela administração pública como se fosse pessoa privada, o que afasta a supremacia que lhe é peculiar em relação aos administrados. Atos administrativos de império, por sua vez, são aqueles praticados de ofício pelos agentes públicos e impostos de maneira coercitiva aos administrados, os quais estão obrigados a obedecer-lhes.
TJSC: Segundo a classificação dos atos administrativos usualmente adotada, como se denominam aqueles que são praticados pela Administração sem usar de sua supremacia sobre os seus destinatários: atos de gestão.
- atos de expediente: são atos internos da administração pública, relacionados às rotinas de andamento dos variados serviços executados por seus órgãos e entidades administrativos. São caracterizados pela ausência de conteúdo decisório.
CESPE: Atos administrativos de expediente são aqueles que se destinam a dar andamento aos processos e papéis que tramitam pelas repartições públicas, preparando-os para a decisão de mérito a ser proferida pela autoridade competente. São atos da rotina interna, sem caráter vinculante e sem forma especial, geralmente praticadospor servidores subalternos, sem competência decisória.
4) Quanto ao conteúdo: 
Ato constitutivo: criam novas situações jurídicas.
Ato extintivo ou desconstitutivo: extinguem situações jurídicas. Exemplo: demissão de
servidor.
CESPE: Conforme a classificação dos atos administrativos quanto aos seus efeitos, a anulação do ato administrativo configura exemplo de ato constitutivo, por criar, modificar ou extinguir um direito ou situação do administrado. - desconstitutivo
Ato modificativo: alteram situações preexistentes, sem provocar a sua extinção.
Ato declaratório ou enunciativo: aquele que apenas afirma a existência de um fato ou de uma situação jurídica anterior a ele. O ato declaratório atesta um fato, ou reconhece um direito ou uma obrigação preexistente; confere, assim, certeza jurídica quanto à existência do fato ou situação nele declarada. Visam preservar direitos e aɹrmar situações
preexistentes. Exemplos: certidão e atestado.
FCC: constitutivos quando se limitam ao reconhecimento dos direitos existentes, o que impede a revogação dos mesmos. – declarativos
5) Quanto à eficácia:
a) atos válidos: são aqueles editados em conformidade com a ordem jurídica, sendo
oportuno lembrar que os atos administrativos presumem-se válidos (ex.: multa de trânsito aplicada ao infrator, na forma prevista no Código de Trânsito Brasileiro).
b) atos nulos: aqueles expedidos em desconformidade com as regras do sistema normativo.
Possuem defeitos insuscetíveis de convalidação, especialmente nos requisitos do objeto, motivo e finalidade. Exemplo: ato praticado com desvio de finalidade.
c) atos anuláveis: praticados pela Administração Pública com vícios sanáveis na competência ou na forma. Admitem convalidação. Exemplo: ato praticado por servidor incompetente.
CESPE: Um servidor público praticou um ato administrativo para cuja prática ele é incompetente. Tal ato não era de competência exclusiva. Nessa situação, o ato praticado será anulável.
d) atos inexistentes: possuem um vício gravíssimo no ciclo de formação impeditivo da
produção de qualquer efeito jurídico. Exemplo: ato praticado por usurpador de função pública.
e) atos irregulares: portadores de defeitos formais levíssimos que não produzem qualquer
consequência na validade do ato. Exemplo: portaria publicada com nome de “decreto”. Não ensejam a nulidade do ato e não atingem a esfera jurídica dos destinatários do ato.
1) O ato inexistente é juridicamente ineficaz porque a existência é condição necessária
para produzir efeitos;
2) não gera obrigatoriedade, podendo ser ignorado livremente sem qualquer consequência;
3) particulares e agentes públicos podem opor-se contra a tentativa de execução
dos atos administrativos inexistentes usando a força física - chamada reação manus
militari;
4) devido a sua extrema gravidade, o vício de inexistência não admite convalidação ou conversão em atos regulares;
5) ato inexistente não possui presunção de legitimidade;
6) 0 defeito de inexistência é imprescritível e incaducável, podendo ser suscitado a qualquer tempo perante à Administração e ao Judiciário.
A principal diferença entre um ato nulo e um ato inexistente é que nenhum efeito que este tenha produzido pode ser validamente mantido, nem mesmo perante terceiros de boa-fé.
CESPE: O alvará que autoriza a reforma de prédio em terreno baldio vazio caracteriza-se como ato administrativo inexistente.
Ato inexistente é aquele que possui apenas aparência de manifestação de vontade da administração pública, mas, em verdade, não se origina de um agente público, mas de alguém que se passa por tal condição, como o usurpador de função. 
6) Quanto à exequibilidade:
- perfeito: concluído o seu ciclo de formação e está apto para produção de efeitos jurídicos, o que ocorre efetivamente com a sua publicação. 
- atos imperfeito: aquele incompleto na sua formação. Exemplo: ordem não exteriorizada.
CESPE: A falta da aprovação da autoridade competente para o ato administrativo produzir efeitos configura hipótese de ato administrativo pendente de exequibilidade, visto que está sujeito a condição ou termo para o início da produção de seus efeitos. – imperfeito 
FCC: denominados imperfeitos enquanto ainda não são válidos, ainda que eficazes. – completaram seu ciclo de formação
- ato pendente: preenche todos os elementos de existência e requisitos de validade, mas a
irradiação de efeitos depende do implemento de condição suspensiva ou termo inicial. Ex: exoneração do servidor a partir de data futura. Apesar de publicado, o efeito da exoneração somente será implementado a partir da data indicada. 
ESAF: Ato pendente é aquele que embora perfeito, está sujeito a condição ou termo para começar a produzir efeitos (é um ato perfeito). 
FCC: Os atos pendentes não estão aptos a produzir efeitos jurídicos, posto que não completaram seu ciclo de formação. 
- atos consumados ou exauridos: produziram todos os seus efeitos. Exemplo: edital de
concurso exaurido após a posse de todos os aprovados.
FCC: Os atos administrativos, no que se refere à exequibilidade, são denominados consumados, o que obsta o juízo de revisão dos mesmos, quando já tiveram seus efeitos integralmente produzidos.
- atos eficazes:
CESPE: O ato administrativo eficaz é aquele apto a produzir todos os seus efeitos típicos.
FCC: denominados válidos, quando aptos a produzirem efeitos. - eficazes
CESPE: O objeto da revogação deve ser um ato administrativo eficaz.
- ato ineficaz: é expressão genérica aplicável a qualquer ato que não tenha possibilidade efetiva de produzir efeitos atuais. Um ato pode ser ineficaz porque ainda não está formado, ou seja, todo ato imperfeito é ineficaz. Pode, também, um ato ser ineficaz porque já foi extinto. Por exemplo, um ato revogado é ineficaz a partir da sua revogação. Ainda, são ineficazes os atos exauridos (ou consumados), pois já produziram todos os efeitos que
poderiam ter produzido, não têm mais possibilidade de produzir qualquer efeito. Por fim, o ato que, embora perfeito, depende de um evento futuro para que possa iniciar a produção de seus efeitos também é um ato ineficaz, vale dizer, todo ato pendente é ineficaz. 
OBJETIVA: Atos vinculados são os que a administração pratica sem margem alguma de liberdade de decisão, pois a lei previamente determinou o único comportamento possível a ser obrigatoriamente adotado sempre que se configure a situação objetiva descrita na lei.
Em outras palavras, no ato administrativo vinculado, uma vez presentes as condições previstas na lei, a autoridade é obrigada a praticar o ato, a exemplo do que ocorre com a licença para construção de imóvel. Além da licença de construção, podemos citar como exemplos de atos vinculados o ato de aposentadoria compulsória do servidor público aos 75 anos de idade, o ato concessivo de licença-paternidade, a aplicação de uma multa de trânsito, entre outros.
CESPE: O ato disciplinar é vinculado, deixando a lei pequenas margens de discricionariedade à administração, que não pode demitir ou aplicar quaisquer penalidades contrárias à lei, ou em desconformidade com suas disposições.
OBJETIVA: Atos discricionários são aqueles que a administração pode praticar com certa liberdade de escolha, nos termos e limites da lei, quanto ao seu conteúdo, seu modo de realização, sua oportunidade e sua conveniência administrativas. A doutrina mais moderna identifica a existência de discricionariedade também quando a lei usa conceitos jurídicos indeterminados na descrição do motivo que enseja a prática do ato administrativo.
A título de exemplo de atos administrativos discricionários, podemos mencionar: a remoção de ofício de servidor público, a critério da administração; a autorização de uso de bem público; a nomeação para cargo de provimento em comissão; o ato de ratificação de dispensa de licitação; o ato que concede licença ao servidor público para tratar de interesses particulares; entre outros.
No tocante ao ato administrativo discricionário, o entendimento majoritário é de que apenas os elementosmotivo e objeto podem ser discricionários. Na realidade, ao menos um deles deverá sê-lo, senão o ato seria vinculado. Os demais elementos são obrigatoriamente vinculados (competência, finalidade, forma) nos termos da lei aplicável.
OBS: parcela da doutrina entende que a finalidade, em sentido amplo, é elemento discricionário do ato administrativo, isso porque o conceito de “finalidade pública” é juridicamente indeterminado.
O mérito do ato administrativo consiste no juízo de conveniência e oportunidade a ser formulado pela autoridade administrativa quando da prática de atos discricionários. Quando estiver presente essa possibilidade, esse juízo incide sobre os elementos motivo e objeto do ato. Pode-se, então, afirmar que os elementos motivo e objeto formam o denominado mérito do ato administrativo.
CESPE: O ato administrativo complexo, como, por exemplo, a investidura em cargo ou emprego público, forma-se pela conjugação de vontades de mais de um órgão administrativo.
STF: a INVESTIDURA EM CARGO é ATO COMPLEXO, pois, segundo o artigo 71, III, da CF, compete ao Tribunal de Contas, apreciar a legalidade do ato. 
CESPE: A nomeação de um general do Exército como ministro do Superior Tribunal Militar é caracterizada como ato complexo. 
CESPE: Se o governador de um estado nomear um conselheiro do TCE sem a aprovação da assembleia legislativa, tal fato caracterizará um ato administrativo existente, mas inválido.
Mnemônico: ComPLEXO = SEXO = 2 ÓRGÃOS,  1 ATO SÓ. (ex.: nomeação de Ministros do STF, que depende da indicação do chefe do Executivo e da aprovação do Senado, na forma do art. 101, parágrafo único, da CRFB; aposentadoria do servidor público, que depende da manifestação da entidade administrativa e do respectivo Tribunal de Contas).
Ato composto é o que resulta da manifestação de 2 ou mais órgãos, em que a vontade de um é instrumental em relação a de outro, que edita o ato principal. Enquanto no ato complexo fundem-se vontades para praticar um ato só, no ato composto, praticam-se dois atos, um principal e outro acessório; este último pode ser pressuposto ou complementar daquele.
FCC: Quando um determinado administrador público edita um ato administrativo, mas este só começa a produzir efeitos após ratificação ou homologação por outra autoridade, está-se diante de ato administrativo composto, pois embora já exista e seja válido, não é exequível antes da manifestação da segunda autoridade.
Atos ordinatórios: são os atos com efeitos internos, enfim, não atingem, e, por conseguinte, não obrigam, de regra, os particulares em geral.  Relaciona-se ao poder hierárquico. 
ATOS ORDINATÓRIOS – IP DO PACO
1. Instrução
2. Portaria
3. Despacho
4. Ofício
5. Provimento
6. Aviso
7. Circular
8. Ordem de serviço
Portarias: atos internos e individuais pelo quais os chefes de órgãos, repartições, ou serviços expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados ou designam servidores para funções ou cargos secundários. Não atingem número indeterminado de pessoas. 
FCC: O ato administrativo adequado para se instituir comissão encarregada de elaborar proposta de edital de concurso público para provimento de vagas em cargos públicos é o(a) portaria. 
Circular: ato administrativo por meio do qual se estabelece normas uniformes internamente. São expedidas a todos os funcionários do serviço público, visando o ordenamento do serviço. 
Ordens de serviço: são as determinações que visem a autorizar ou desautorizar certa e especificamente a pessoas determinadas da realização de serviço público. 
Ofícios: comunicações escritas entre autoridades de órgãos distintos, ou entre autoridade e particular. 
Memorandos: comunicações escritas entre agentes de um mesmo órgão.
Provimentos: atos administrativos internos, com determinações e instruções em que a Corregedoria ou os Tribunais expedem para a regularização ou uniformização dos serviços. 
São atos administrativos ordinatórios, entre outros, os despachos, os avisos, as portarias e as ordens de serviço.
Os atos administrativos ordinatórios NÃO obrigam os particulares.
São aqueles que visam a disciplinar o funcionamento da Administração e a conduta de seus agentes no desempenho de suas atribuições.
Instruções, circulares, avisos, ordens de serviço e provimentos são exemplos de atos ordinatórios, voltados à disciplina do funcionamento da Administração e à conduta funcional dos seus agentes. 
Conforme indica Carvalho (2014), em relação às espécies de atos administrativos e suas formas de exteriorização, o conjunto de atos que representam instrumentos de organização das atividades da Administração Pública e seus órgãos é chamado de ORDINATÓRIO.
Atos negociais: são aqueles que contêm uma declaração de vontade da Administração coincidente com a pretensão do particular visando concretizar atos jurídicos nas condições previamente impostas pela Administração Pública.  O ato negocial não é um contrato, e sim uma manifestação unilateral de vontade da Administração que coincide com a pretensão do particular. 
Autorização: discricionário, constitutivo e precário. Autorização de uso: destina-se à utilização especial de bens de uso comum, no interesse predominantemente particular. Autorização de polícia: serve para as atividades que dependem da fiscalização do Estado. Ex: porte de armas. 
FCC: Autorização é ato administrativo declaratório e vinculado e, dessa forma, uma vez adimplidas as condições legais, deverá a Administração outorgá-la, não podendo, por conta de sua natureza jurídica, revogá-la posteriormente. – vinculado e constitutivo
Em serviços de telecomunicações, a administração concede autorização de natureza vinculada, que constitui exceção ao caráter discricionário das demais autorizações que ela normalmente expede. A autorização será vinculada  na hipótese de serviço de telecomunicação.
A autorização de uso é ato unilateral, discricionário e precário, pelo qual o município consente a prática de determinada atividade individual incidente sobre bem público. Não há forma nem requisitos especiais para sua efetivação, pois ela visa apenas atividades transitórias e irrelevantes para o poder público, bastando que se consubstancie em ato escrito, revogável sumariamente a qualquer tempo e sem ônus à administração.
Licenças: vinculados e declaratórios. OBS: licença ambiental é discricionária.
FCC: Licença é ato administrativo discricionário e tem como característica a revogabilidade, podendo a administração, em respeito ao interesse público, cassar os efeitos do ato que a concede. - vinculado
A licença é um ato administrativo que revela o caráter preventivo da atuação da administração no exercício do poder de polícia.
Permissão: a permissão de uso é discricionária e precária que permite ao particular utilizar bem público de forma especial, privativa, a qual predomina o interesse público. Permissão de uso não é contrato, é ato unilateral. A permissão de uso de bens públicos é ato unilateral, discricionário e precário.
A permissão é discricionária e precária, embora possam esses atributos ser mitigados em certos casos, diante do interesse administrativo.
Admissão: a AP permite que o particular usufrua diretamente de determinado SP. Ex: admissão em escola pública. 
Admissão é ato administrativo vinculado por meio do qual se reconhece ao administrado o direito de ingressar em determinada situação jurídica.
A admissão é o ato discricionário e unilateral pelo qual a administração reconhece ao particular que preencha os requisitos legais o direito à prestação de um serviço público. 
Aprovação: o ato administrativo discricionário em que o poder público verifica a legalidade e o mérito de outro ato, ou de situações e realizações materiais de seus próprios órgãos, de outra entidade ou de particulares, dependentes de seu controle, e consente (ou não) na sua execução ou manutenção.
Aprovação: ato independente – liga-se ao ato COMPLEXO. 
Homologação: ato administrativo vinculado que controla a legalidade e o mérito de ato anterior.
A homologaçãoé ato unilateral e vinculado pelo qual a administração pública reconhece a legalidade de um ato jurídico.
FCC: os atos negociais, embora unilaterais, encerram um conteúdo negocial, de interesse recíproco da Administração e do administrado, mas não adentram a esfera contratual.
Quanto aos efeitos do ato administrativo, a licença, a homologação e a isenção são exemplos de atos administrativos declaratórios.
Atos enunciativos: atestam fatos ou emitem opiniões.
ATOS ENUNCIATIVOS - CAPA
1. Certidão
2. Atestado
3. Parecer
4. Apostila
Pareceres: emite opinião da AP sobre determinada situação jurídica ou técnica. Pode ser obrigatório ou facultativo. Os obrigatórios podem ser vinculantes ou não vinculantes. Responsabilidade do parecerista: responde pelo parecer que ensejar ato danoso se o parecer é vinculante. Se não vinculante só responde se agir com dolo ou erro grosseiro. Quando um órgão consultivo emite pareceres muitas vezes no mesmo sentido, é possível que se envie ao órgão superior para que se transforme em parecer normativo (tornando-se vinculante e ato normativo).
Certidão, atestado e apostila: atestam fatos. 
Na certidão declara-se uma situação já constituída, já prevista em registro público. No rigor da técnica jurídica, certidão expressa exatamente toda cópia autêntica ou transunto, feito por pessoa que tenha fé pública, de teor de ato escrito, registrado em autos ou em livro. 
Atestado é um documento firmado por escrito, por servidor em razão do cargo
que ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do qual
tem conhecimento a favor de pessoas, mesmo que não haja registro
formal.
Consideram-se atos administrativos enunciativos aqueles que são editados no exercício do poder hierárquico com o objetivo de disciplinar as relações internas da administração pública, dos quais são exemplos as circulares, as instruções e os avisos. ORDINATÓRIOS
Entre as espécies de atos administrativos, os atestados são classificados como enunciativos, porque seu conteúdo expressa a existência de certo fato jurídico.
Um parecer exarado por servidor público integrante do departamento jurídico de determinado órgão da administração direta, que depende de homologação ainda pendente, de autoridade superior para ser validado, é um ato administrativo classificado, quanto aos efeitos, como enunciativo.
Atos administrativos enunciativos são aqueles em que a administração certifica ou atesta um fato ou emite um juízo de valor acerca de determinado assunto, como, por exemplo, as certidões e os atestados.
De acordo com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal, o parecer meramente opinativo não atrai a responsabilidade de seu emitente por eventuais danos oriundos da decisão nele pautada, salvo se houver dolo ou culpa grave.
Parte superior do formulário
Atos administrativos punitivos: são os que contêm uma sanção imposta pela Administração aos que porventura infringirem disposições legais, regulamentares ou ordinárias dos bens ou serviços públicos, a punir e reprimir as infrações administrativas ou a conduta irregular dos servidores ou dos particulares perante a Administração. Dividem-se basicamente em atos decorrentes do poder disciplinar e atos decorrentes do poder de polícia. 
Multas e interdição de atividades são exemplos de atos punitivos, voltados a uma sanção referente à infração de determinações legais, de atos gerais ou normativos e de atos ordinatórios da Administração. 
Parte superior do formulário
Atos normativos: alguns são também ordinatórios.
ATOS NORMATIVOS - REDE IN REDE RE
1. REgulamento
2. DEliberação
3. INstrução normativa
4. REgimento
5. DEcreto
6. REsolução
Decretos: forma pelo qual são expedidos os regulamentos pelo Chefe do PE. 
Avisos: expedidos pelos Ministérios e Secretarias Estaduais a respeito de assuntos afetos aos seus Ministérios ou Secretarias. 
Instruções normativas: expedidos por outras autoridades públicas (não apenas Ministros de Estado).
As instruções normativas podem ser expedidas apenas por ministros de Estado para a execução de leis, decretos e regulamentos. AVISOS
Resoluções e deliberações: expedidas por colegiados.
Resoluções são atos, normativos ou individuais, emanados de autoridades de elevado escalão administrativo, como, por exemplo, Ministros e Secretários de Estado ou de Município.
Regimentos internos: acabam atingindo terceiros, padronizando condutas internas.  Visam reger o funcionamento dos órgãos colegiados e corporações legislativas. 
Regulamentos autônomos: decorrem diretamente da CF, sujeitos ao controle de constitucionalidade. Os regulamentos autônomos ou independentes são emanações a partir de atribuição implícita do exercício de função normativa ao executivo, definida no texto constitucional ou decorrente de sua estrutura (e a ausência de lei como fundamento de sua existência). Classificam-se como ato administrativo geral.
Deliberações: 
Di Pietro: resolução e portaria são formas de que se revestem os atos, gerais ou individuais, emanados de autoridades outras que não o Chefe do Executivo.
O decreto, como espécie de ato administrativo, confunde-se com o regulamento, de maneira que não pode haver decreto sem regulamento, nem regulamento sem o decreto respectivo.  - Enquanto o decreto é a forma, o regulamento é o conteúdo. É viável a existência de decreto sem regulamento, tal como ocorre no caso em que o decreto tem efeitos individuais ou concretos (ex,: decreto expropriatório). Por outro lado, pode haver regulamento sem decreto, quando o conteúdo genérico e abstrato é veiculado por outro ato administrativo (ex: resoluções). 
Os regimentos, as resoluções, as deliberações e as portarias de conteúdo geral são exemplos de atos gerais ou normativos, voltados à correta aplicação da lei pelo Executivo. 
REQUISITOS/ ELEMENTOS:
Motivação, finalidade, competência, forma e objeto constituem elementos obrigatórios do ato administrativo e requisitos de validade da sua prática, de modo que a ausência de qualquer um desses elementos implica a nulidade do ato praticado. MOTIVO
CESPE: A competência, finalidade, forma, o motivo, objeto e a legalidade são considerados requisitos dos atos administrativos. -legalidade é atributo/pressuposto.
CESPE: Competência, finalidade, forma, motivo e objeto são requisitos de validade de um ato administrativo.
FCC: são atributos do ato administrativo a competência, a forma, o objeto, o motivo e a finalidade. - elementos
Os elementos vinculados de um ato administrativo são sempre a competência, a finalidade e a forma. Discricionários: motivo e objeto (macete: MéritO)
Competência:
Conjunto de atribuições conferidas pelo ordenamento jurídico às PJ, órgãos e agentes públicos, com o objetivo de possibilitar o desempenho de suas atividades.
Características:
a) é de exercício obrigatório pelos órgãos e agentes públicos, uma vez que se trata de um poder-dever. 
b) é irrenunciável (ou inderrogável), seja pela vontade da Administração, seja por acordo com terceiros, pois é estabelecida em razão do interesse público (princípio da indisponibilidade do interesse público). 
c) é intransferível, pelo mesmo motivo anterior, não podendo ser objeto de transação ou acordo que vise a repassá-la a outra pessoa. É importante registrar que a delegação de competência não implica transferência de sua titularidade, mas mera autorização para o exercício de certas atribuições não exclusivas da autoridade delegante, que poderá, a qualquer tempo, revogar a delegação; 
d) é imodificável por ato do agente, quando tiver sido fixada pela lei ou pela Constituição, de forma que só tais normas poderão alterá-la; 
e) é imprescritível, ou seja, ainda que não utilizada por muito tempo, o agente continua competente;
f) é improrrogável, salvo disposição expressa prevista em lei, o que quer dizer, em regra, que o agente incompetente não passa a ser competente pelo simples fato de ter praticado o ato.
Não será permitida a delegação: 
a.1) da edição de atos de caráter normativo; 
a.2) da decisão derecursos administrativos; 
a.3) de matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade; 
a.4) quando houver algum impedimento legal específico;
A delegação pode ser feita a órgãos ou agentes públicos, independentemente de estes serem hierarquicamente subordinados aos órgãos ou autoridades delegantes.
A delegação é ato discricionário, cujo juízo de conveniência para sua prática deverá levar em consideração circunstâncias de índole técnica, social, econômica, jurídica ou territorial, e é revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante.
O ato de delegação e sua revogação deverão ser publicados no meio oficial; o qual especificará as matérias e poderes transferidos, os limites da atuação do delegado, a duração e os objetivos da delegação e o recurso cabível.
Súmula 510 do STF: “Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial”. 
Com base nessa orientação, no julgamento do MS 24.732 MC/DF, o STF decidiu que o foro da autoridade delegante não se transmite a autoridade delegada.
A avocação é fenômeno inverso ao da delegação e consiste na possibilidade de o superior hierárquico trazer para si temporariamente o exercício de competências legalmente estabelecidas para órgão ou agente hierarquicamente inferior. Não cabe avocação fora da linha hierárquica, uma vez que a utilização do instituto depende de um poder de vigilância e controle somente existente nas relações hierarquizadas. O instituto deve ser utilizado “em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados. Não é possível quando se tratar de competências exclusivas.
CESPE: Em decorrência do poder hierárquico, é lícita a avocação por órgão superior, em caráter ordinário e por tempo indeterminado, de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior. - Art. 15. Lei 9784 Será permitida, em caráter excepcional e por motivos relevantes devidamente justificados, a avocação temporária de competência atribuída a órgão hierarquicamente inferior.
A competência para a prática dos atos administrativos depende sempre de previsão constitucional ou legal: quando prevista na CF, é denominada competência primária e, quando prevista em lei ordinária, competência secundária. AMBAS SÃO PRIMÁRIAS.
Elemento do ato administrativo, o sujeito é aquele a quem a lei atribui competência para a prática do ato, razão pela qual não pode o próprio órgão estabelecer, sem lei que o determine, as suas atribuições. 
É intransferível e irrenunciável a competência para praticar ato administrativo. A delegação não transfere competência.
Finalidade:
A finalidade pública geral (ou mediata) consiste na satisfação do interesse público genericamente considerado. 
Já a finalidade pública específica (ou imediata) é o resultado específico previsto, explícita ou implicitamente, na lei, o qual deve ser alcançado com a prática daquele ato. A finalidade
pública específica está relacionada ao atributo da tipicidade, pelo qual a lei estabelece uma finalidade a ser alcançada para cada tipo de ato.
O descumprimento de qualquer dessas finalidades, geral ou específica, acarreta o vício denominado desvio de poder, também conhecido como desvio de finalidade. O desvio de poder é vício insanável.
De acordo com a doutrina, o desvio de finalidade se verifica em duas hipóteses: a) quando o ato é formalmente praticado com finalidade diversa da prevista na lei (ex.: remoção de funcionário com o objetivo de punição); ou b) quando o ato, apesar de formalmente editado com a finalidade legal, tem, na prática, o objetivo de atender a fim de interesse particular da autoridade (ex.: desapropriação de imóvel alegando interesse público, mas que, na realidade, tem o objetivo de perseguir inimigo).
CESPE: A finalidade, em sentido estrito, corresponde à consecução de um resultado de interesse público. AMPLO – a finalidade geral é a satisfação do interesse público (finalidade específica é o fim direto ou imediato que a lei pretende atingir).
CESPE: Caso uma autoridade da administração pública, como forma de punição, determine, de ofício, a remoção de um agente público com quem tenha tido desavenças anteriormente, o ato administrativo em questão revelará vício de finalidade.
CESPE: Alguns doutrinadores entendem que o elemento finalidade do ato administrativo pode ser discricionário. Isso porque a finalidade pode ser dividida entre finalidade em sentido amplo, que se identifica com o interesse público de forma geral, e finalidade em sentido estrito, que se encontra definida na própria norma que regula o ato. Assim, a primeira seria discricionária e a segunda, vinculada.
CESPE: A finalidade reflete o fim mediato dos atos administrativos, enquanto o objeto, o fim imediato, ou seja, o resultado prático que deve ser alcançado.
Forma:
É possível identificar na doutrina duas maneiras distintas de definir a forma como elemento do ato administrativo. A primeira, de caráter mais restrito, considera que a forma é o modo de exteriorização do ato administrativo. A segunda, de natureza mais ampla, inclui no conceito de forma não só o modo de exteriorização do ato, mas também todas as formalidades que devem ser observadas no seu processo de formação.
Os atos do processo administrativo dependem de forma determinada apenas quando a lei expressamente a exigir. - o art. 22 da Lei 9.784/1999 prevê que “os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir”.
Diz-se que o ato administrativo possui vício de forma quando é emitido sem a obediência à forma ou sem cumprimento das formalidades previstas na lei.
CESPE: O chefe do Poder Executivo estadual baixou resolução pela qual declarou ser de utilidade pública para fins de desapropriação determinado imóvel particular, situado no território do respectivo ente federado. Nessa situação hipotética, o referido ato administrativo foi eivado de vício quanto a forma. 
A publicidade não é apenas elemento formativo do ato; é requisito de eficácia e moralidade. 
VUNESP: a publicidade do ato administrativo não é requisito de sua eficácia ou moralidade, mas se constitui elemento formativo do próprio ato, que só produz efeitos jurídicos através da divulgação no órgão oficial ou pela imprensa particular.
Motivo:
MOTIVO é o pressuposto fático e jurídico que determinam ou autorizam a edição do ato administrativo.
CESPE: Tanto a inexistência da matéria de fato quanto a sua inadequação jurídica podem configurar o vício de motivo de um ato administrativo.
Quando o ato a ser praticado é vinculado, de forma que a autoridade administrativa não tem margem para decidir acerca da conveniência e oportunidade para editá-lo, a ocorrência do motivo determina a prática do ato. Já no caso de ato discricionário, como há espaço de decisão para a autoridade administrativa (possibilidade de análise de conveniência e oportunidade), a presença do motivo apenas autoriza a prática do ato.
Motivo é o pressuposto de direito que serve de fundamento ao ato administrativo, sendo possível a invalidação do ato na hipótese de ter ele sido indicado um motivo falso. (E DE DIREITO)
A motivação integra o elemento FORMA dos atos administrativos. MOTIVAÇÃO é a declaração escrita/EXPOSIÇÃO das razões que determinaram a prática do ato.
Sendo assim, quando for obrigatória, a ausência de motivação implica vício de FORMA, e não vício de motivo.
Segundo lição corrente na doutrina, o vício de motivo ocorre nas seguintes situações:
- quando o motivo é inexistente;
- quando o motivo é falso;
- quando o motivo é inadequado (incongruência entre o motivo e o resultado do ato).
A título de exemplo, se a Administração anula uma licitação fundamentando tal providência em irregularidade que não se verificou no mundo concreto, o motivo é inexistente. Se havia uma irregularidade diversa daquela mencionada no ato, o motivo era falso. Por fim, se havia apenas uma pequena falha na licitação, insuficiente para determinar a sua anulação,diz-se que o motivo era inadequado para a edição do ato.
A motivação do ato administrativo pode ser contemporânea ou prévia. 
A motivação, como elemento essencial do ato, cria para os administrados possibilidades de terem conhecimento das razões de determinada prática adotada pela administração pública, o que evita obscuridades na decisão administrativa e cumpre uma das finalidades da motivação, que é a de garantir a segurança dos administrados.Parte superior do formulário
Há grande controvérsia na doutrina sobre a obrigatoriedade de motivação dos atos administrativos.
A teoria dos motivos determinantes se baseia na ideia de que o motivo do ato administrativo deve sempre guardar compatibilidade com a situação de fato que gerou a manifestação da vontade administrativa. Como consequência da aplicação dessa teoria, toda vez que o ato administrativo for motivado, sua validade ficará vinculada à existência dos motivos expostos.
A finalidade corresponde ao requisito do ato administrativo que serve de fundamento para a sua prática. MOTIVO
Objeto:
O objeto (ou conteúdo) do ato administrativo consiste no efeito jurídico imediato produzido pelo ato. Assim, no ato impositivo de multa, o objeto é a punição do transgressor. 
Aos atos administrativos, por serem subespécies dos atos jurídicos, são aplicáveis as mesmas restrições relativas aos objetos destes. Nesse sentido, para que o ato administrativo seja válido, seu objeto deve ser lícito (conforme a lei), possível (suscetível de ser realizado), certo (determinado ou pelo menos determinável quanto aos destinatários, efeitos, tempo e ao lugar) e moral (conforme os padrões aceitos como justos e éticos).
O objeto é o efeito jurídico imediato que o ato produz.
Objeto = conteúdo material – efeito imediato do ato.
Anulação: efeitos retroativos (ex tunc), salvo direito adquirido de terceiros de boa fé (ex nunc) - poderão ser garantidos alguns efeitos pretéritos produzidos em relação a terceiros de boa fé, para se evitar a ocorrência de prejuízos injustos ou enriquecimento ilícito ao poder público. Ressalte-se que não existe direito adquirido à manutenção de um ato nulo no ordenamento jurídico, mas tão somente a manutenção de determinados efeitos deste ato. 
FCC: Um agente público sem aprovação em concurso público foi nomeado, mediante celebração de contrato de trabalho, para assumir um cargo em emprego público efetivo, em razão de necessidade de excepcional interesse público. O referido ato de nomeação poderá ser anulado pelo Poder Judiciário, que invalidará os atos praticados pelo empregado no desempenho de suas atribuições funcionais - o Judiciário invalidará o provimento, mas não os atos praticados pelo empregado. Nesse caso, aplica-se, a teoria da imputação e o princípio da segurança jurídica, uma vez que se trata de agente de fato. Por isso, serão, em regra, preservados os atos exercidos pelo agente de fato; anulado pela administração pública, de modo que os efeitos da anulação retroajam às suas origens, invalidando-se as consequências passadas, presentes e futuras do ato anulado - a anulação pode ser realizada pela Administração Pública, por meio da autotutela.
Revogação: efeitos ex nunc.
CONVALIDAÇÃO: só é possível quanto as vícios de forma e competência (em razão da pessoa). MACETE: FOCO na convalidação
Forma: desde que que a forma não seja essencial à validade do ato. 
Dentre os elementos ou requisitos do ato administrativo, existem aqueles cuja inobservância NÃO é passível de ser sanada, a exemplo dos atos proferidos por autoridade pública para a qual tenha sido delegada competência privativa de autoridade superior; dos atos administrativos que não sejam objeto de publicação na imprensa oficial, em ofensa ao princípio da publicidade; das decisões proferidas em situações cujo substrato fático não corresponda à previsão legal expressa.
Competência: não pode ser exclusiva; quanto à matéria não cabe convalidação.
Não podem ser convalidados vícios de: FIMO (finalidade e motivo)
CAI NA FCC: vício de objeto: há controvérsia doutrinária. Di Pietro afirma que não cabe. Mas, outras posições, como por exemplo, a do Carvalho, aceitam que podem ser sanados (somente por conversão ou reforma), desde que seja através de um objeto plúrimo - num mesmo ato há diversas providências administrativas. Sendo uma delas inválida, esta é retirada, mantendo-se as demais. Ex: o ato de promoção de A e B por merecimento. Posteriormente, verifica-se que B não possui os requisitos para essa espécie de promoção. Assim, retira-se do ato a parte que determina a promoção de B, mas mantém a parte que promove A.
A convalidação está prevista no art. 55 da Lei nº 9.784/99, segundo o qual “Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração”. Parte superior do formulário
Vício de competência pode ser sanável, desde que a competência não seja exclusiva.
Vício de competência quanto à matéria, não admite convalidação. 
Vício de forma pode ser sanável, desde que a forma não seja essencial à validade do ato. 
CABM: A Administração não pode convalidar um ato viciado se este já foi impugnado, administrativa ou judicialmente.
FCC: Consoante entendimento doutrinário e jurisprudencial, somente são passíveis de convalidação os atos da Administração Pública que não foram impugnados administrativa ou judicialmente. - é preciso que a convalidação não gere danos ao interesse público, tampouco prejuízos a terceiros, não bastando, pois, que se esteja diante de vício sanável. Parte superior do formulário
Espécies de convalidação:
a) ratificação: realizada pela mesma autoridade que praticou o ato;
b) confirmação: realizada por outra autoridade;
c) saneamento: o particular é quem promove o saneamento do ato.
d) conversão: converte um ato inválido em ato de outra categoria, com efeitos retroativos.
e) reforma: exclui a parte ilegal e mantém a legal. 
Considere a seguinte situação hipotética: o Ministro de Estado da Educação, em situação emergencial, praticou ato administrativo de competência do Ministro do Planejamento. Nesse caso, a convalidação não é possível, em razão do vício de competência se referir à matéria e não à pessoa. 
A forma é requisito vinculado e imprescindível à validade do ato administrativo: sempre que a lei expressamente exigir determinada forma para a validade do ato, a inobservância dessa exigência acarretará a nulidade desse ato.
Quando a lei faz previsão expressa quanto à forma, não cabe convalidar o vício da forma, nos atos administrativos. O vício de forma somente é convalidável se não for essencial para a prática do ato.
Segundo o STF, em caso de ato administrativo ilegal ampliativo de direito que beneficia terceiro de boa-fé, a declaração de nulidade deve ter efeitos ex nunc. - O ATO NULO PRODUZ EFEITOS RETROATIVOS, OU SEJA, EX TUNC, MAS NÃO PREJUDICARÁ O TERCEIRO DE BOA-FÉ, OU SEJA, PARA O 3º DE BOA-FÉ O EFEITO SERÁ EX-NUNC.
Terceiros de boa-fé: são pessoas que não participaram do processo de formação do ato e não tinham ciência do defeito nele existente. 
Celso Antônio Bandeira de Mello: nos atos unilaterais ampliativos da esfera jurídica do administrado, se este não concorreu para o vício do ato, estando de boa-fé, sua fulminação só deve produzir efeitos ex nunc.
C: O gestor público que constatar a prática de ato administrativo ilegal deve, obrigatoriamente, anulá-lo, e, caso seja comprovada a boa-fé do servidor (???) que praticou o ato ilegal, a anulação produzirá efeito ex nunc. 
Segundo o STF, os atos nulos produzem efeitos jurídicos em razão da presunção de legitimidade que possuem. FALTA: ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO. 
O ato administrativo, uma vez publicado, terá vigência e deverá ser cumprido, ainda que esteja eivado de vícios. - A presunção de legitimidade do ato administrativo, assim, o ato deve ser cumprido até que se prove o vício, para que seja anulado.
Enquanto não for decretada ainvalidade de um ato administrativo pela administração pública ou pelo Poder Judiciário, o referido ato produzirá normalmente seus efeitos, ainda que apresente vícios aparentes.
2013: A presunção de legitimidade é atributo de todos os atos administrativos, estando presente mesmo nos casos de desrespeito ao devido processo legal pela administração pública.
O direito adquirido, regra geral, NÃO é causa suficiente para impedir o desfazimento do ato administrativo que contém vício de nulidade insanável. Atos que geram direitos adquiridos não podem ser revogados, mas podem ser anulados (com efeitos ex nunc).
FUMARC: A revogação dos atos administrativos, ainda que discricionários, encontra óbice na garantia do direito adquirido. 
A doutrina considera que a anulação não pode ser realizada quando: 
a) ultrapassado o prazo legal; 
b) houver consolidação dos efeitos produzidos; 
c) for mais conveniente para o interesse público manter a situação fática já consolidada do que determinar a anulação (teoria do fato consumado); 
d) houver possibilidade de convalidação.
A revogação de ato administrativo precisa respeitar direito adquirido de terceiros. 
FCC: O poder de revogar atos administrativos fundamenta-se juridicamente na normal competência de agir da autoridade administrativa e tem como características nucleares a renunciabilidade, a transmissibilidade e a prescritibilidade. – poderes administrativos são irrenunciáveis
As características nucleares de um ato revogável são conveniência, oportunidade e discricionariedade.
Em regra, sempre que a administração estiver perante ato insuscetível de convalidação, ela será obrigada a invalidá-lo, excetuando-se a essa determinação a situação em que o ato viciado já tenha sido estabilizado pelo direito.Parte superior do formulário
Tanto o direito administrativo quanto o direito privado distinguem os atos nulos dos atos anuláveis. Os atos e negócios jurídicos contrários ao ordenamento jurídico poderão, no âmbito do direito privado, estar eivados de vícios de nulidade ou anulabilidade, já os atos administrativos praticados em desacordo com o ordenamento jurídico serão considerados inválidos. OS VÍCIOS DE COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA PESSOA E DE FORMA (NÃO ESSENCIAL) SÃO CONVALIDÁVEIS. Segundo o STF, o Poder Legislativo NÃO tem competência para editar lei específica para desconstituir atos administrativos determinados, como, por exemplo, notificações fiscais emitidas pelo órgão tributário. Fundamento: a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
O ato administrativo somente poderá ser realizado de forma válida se o agente responsável pela sua elaboração tiver poder legal para praticá-lo.
Competência, finalidade, forma, motivo e objeto são requisitos fundamentais do ato administrativo, sem os quais este se torna nulo.
Sempre que a lei expressamente exigir determinada forma para que um ato administrativo seja considerado válido, a inobservância dessa exigência acarretará a nulidade do ato.
Dica: se não falar em convalidação = nulo.
Para a teoria dualista, segundo a qual os atos administrativos podem ser nulos e válidos, se existir o vício de legalidade no ato, ainda assim este produzirá todos os efeitos que emanem de um ato nulo. - A TEORIA DUALISTA SE REFERE AOS ATOS NULOS E ANULÁVEIS. NULOS POR TEREM VÍCIOS GRAVES, TORNANDO OBRIGATÓRIA A ANULAÇÃO (ex.: vício de finalidade) E AOS ATOS ANULÁVEIS, POR TEREM DEFEITOS LEVES PASSIVEIS DE CONVALIDAÇÃO. 
A revogação , uma das formas de extinção dos atos administrativos que faz cessar os efeitos do ato precedente considerado inoportuno ao atual interesse administrativo, justifica -se pela conveniência e oportunidade da administração e tem necessariamente e feitos ex nunc. 
O Poder Judiciário, após o início de procedimento licitatório seu, destinado à aquisição de computadores, poderá revogar os atos administrativos praticados, se entender ser conveniente e oportuno, no momento, não comprar tais bens.
SÚMULA 473
A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.
Com fundamento no poder hierárquico, pode a administração pública direta anular ato ilegal praticado por entidade da administração indireta. - não há hierarquia entre as entidades da ADM. indireta  e a entidade política criadora, há o controle finalístico ou tutela dessa em relação a aquela.
CESPE: A supervisão da administração direta sobre a indireta depende de expressa previsão legal.
Não se admite a revogação de:
a) Atos consumados;
b) Atos irrevogáveis, assim declarados por meio da lei específica que regulamenta e prevê
sua edição;
c) Atos que geram direitos adquiridos; - garantidos por preceito constitucional. Ex: 
d) Atos vinculados; - porque em relação a estes o administrador não tem liberdade de atuação. 
e) Atos enunciativos, uma vez que atestam situações de fato ou emitem mera opinião da
Administração Pública, não ensejando a produção direta de efeitos a particulares;
f) Atos de controle, haja vista não serem atos praticados no exercício da função administrativa propriamente dita, não se configurando atos constitutivos de direitos ou obrigações, somente incidindo na vigência dos outros atos.
g) Os atos complexos, uma vez que, para sua edição dependem da soma de mais de uma
vontade administrativa.
h) Atos administrativos integrativos de procedimento administrativo concluído - pela simples razão de que se opera a preclusão do ato anterior pela prática do ato sucessivo. Ex: o ato de adjudicação do objeto da licitação após execução contratual.
Salvo disposição em contrário, a lei revogadora não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência.
Está errado dizer que a anulação deva decorrer de violação expressa da lei, porquanto a inobservância de um princípio, por exemplo, também torna o ato inválido, ainda que inexista violação direta de texto de lei.
O direito da administração de revogar os seus atos decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados. ANULAR
Assim como ocorre com os atos legislativos, é possível a repristinação de ato administrativo, ou seja, a restauração de um ato administrativo que tenha sido revogado por outro ato.
O ato praticado pela administração com vício sanável pode ser convalidado pela própria administração, desde que seja verificada a inexistência de prejuízo a terceiros ou de lesão ao interesse público.
Os atos administrativos cujos efeitos se exauriram não podem ser revogados, visto que a revogação não retroage, limitando- se a impedir que o ato continue a produzir efeitos.
Caso haja a revogação de ato administrativo revogador, não poderão ser aproveitados os efeitos produzidos no período em que vigorava o primeiro ato revogador. -Fundamento: a doutrina majoritária nega efeito repristinatório à revogação da revogação. Assim, o ato revogador da revogação não ressuscita o primeiro ato revogado, podendo apenas representar um novo ato baseado nos mesmos fundamentos do ato inicial. A revogação ao ato revogatório só produz efeitos futuros, faltando-lhe o poder de restaurar retroativamente a eficácia do primeiro ato revogado.
No que se refere à licença para edificar, é preciso lembrar inicialmente que se trata de uma ato vinculado. Porém o STJ reconhece a possibilidade de revogação da licença quando sobrevier interesse público relevante, determinando que o Poder Público indenize os prejuízos causados.  A jurisprudência do STF é de que a concessão de alvará ou licença só gera direito adquirido depois de iniciada a obra. 
O ato administrativo, uma vez publicado, terá vigência e deverá ser cumprido, ainda que esteja eivado de vícios. Enquanto não for decretada a invalidade do ato pela administração ou pelo Poder Judiciário, o ato inválido produzirá normalmente seus efeitos.No ordenamento jurídico vigente, a legislação infraconstitucional, ainda quando de ordem pública, não pode retroagir para alcançar ato jurídico perfeito. Em consonância com o princípio da segurança jurídica, a lei não poderá retroagir se prejudicar o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.
Não se decreta a invalidade de um ato administrativo quando apenas um, entre os diversos motivos determinantes, não está adequado à realidade fática. A jurisprudência majoritária afirma que basta apenas que um dos motivos condiza com a motivação declarada no ato para que este seja considerado válido.
De acordo com o entendimento do STJ, o administrador, consoante a teoria dos motivos determinantes, vincula-se aos motivos elencados para a prática do ato administrativo, porém o vício de legalidade resta configurado quando inexistentes ou inverídicos os motivos suscitados pela administração, independentemente da existência de coerência entre as razões explicitadas no ato e o resultado obtido.- mas também quando verificada a falta de congruência entre as razões explicitadas no ato e o resultado nele contido.
Súmula Vinculante 3
Nos processos perante o TCU asseguram-se o contraditório e a ampla defesa quando da decisão puder resultar anulação ou revogação de ato administrativo que beneficie o interessado, excetuada a apreciação da legalidade do ato de concessão inicial de aposentadoria, reforma e pensão.
CESPE: Por ser um ato complexo, o reconhecimento da aposentadoria de servidor público se efetiva somente após a aprovação do tribunal de contas. Por sua vez, a negativa da aposentadoria pela corte de contas não observa o contraditório e a ampla defesa. certa - na concessão inicial de aposentadoria não tem C e AD.
OBS:  o STF modificou seu entendimento para estender a possibilidade de o particular exercer o contraditório e a ampla defesa, quando decorridos mais de 5 anos do ato inicial de concessão, em uma verdadeira ampliação de sentido da SV n.º 3, sem mudança de texto.
STF: não se opera a decadência prevista no art. 54 da Lei 9.784/99 no período compreendido entre o ato administrativo concessivo de aposentadoria ou pensão e o posterior julgamento de sua legalidade e registro pelo TCU que consubstancia o
exercício da competência constitucional de controle externo. A recente jurisprudência consolidada do STF passou a se manifestar no sentido de exigir que o TCU assegure a ampla defesa e o contraditório nos casos em que o controle externo de legalidade exercido pela Corte de Contas, para registro de aposentadorias e pensões, ultrapassar o prazo de 5 anos. 
A revogação não pode atingir os meros atos administrativos, tais como as certidões e os atestados.
A revogação de ato administrativo é privativa da administração que o praticou e somente produz efeitos prospectivos, visto ser o ato revogado válido.
Nem todo ato administrativo necessita ser motivado. No entanto, nesses casos, a explicitação do motivo que fundamentou o ato passa a integrar a própria validade do ato administrativo como um todo. Assim, se esse motivo se revelar inválido ou inexistente, o próprio ato administrativo será igualmente nulo, de acordo com a teoria dos motivos determinantes.Parte superior do formulárioParte superior do formulárioParte superior do formulário
Em razão da teoria dos motivos determinantes, no caso de exoneração ad nutum de ocupante de cargo em comissão, de livre nomeação e exoneração, não há necessidade de motivação, mas, caso haja motivação, o administrador ficará vinculado a seus termos.Parte superior do formulário
ATRIBUTOS:
CESPE: Segundo a doutrina, os atos administrativos gozam dos atributos da presunção de legitimidade, da imperatividade, da exigibilidade e da autoexecutoriedade.
FCC: Dentre os atributos do ato administrativo, é correto indicar: presunção de legitimidade; imperatividade; exigibilidade e auto-executoriedade.
CESPE: No âmbito do direito administrativo, segundo a doutrina majoritária, a autoexecutoriedade dos atos administrativos é caracterizada pela possibilidade de a administração pública executar suas decisões por meios coercitivos próprios, sem a necessidade da interferência do Poder Judiciário.
- Presunção de legitimidade:
A presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei; em decorrência desse atributo, presumem-se, até prova em contrário, que os atos administrativos foram emitidos com observância da lei.
Mazza: Também conhecido como presunção de legalidade ou presunção de veracidade, significa que, até prova em contrário, o ato administrativo é considerado válido para o Direito.
FCC: A presunção de legitimidade, como atributo do ato administrativo, diz respeito à conformidade do ato com a lei.
FCC: Quanto à presunção de legitimidade do ato administrativo, afirma-se que é relativa.
FCC: Em todo e qualquer ato administrativo pode-se observar a presença do seguinte atributo: legitimidade
FCC: A presunção de legitimidade autoriza a imediata execução do ato administrativo, mesmo que eivado de vícios ou defeitos. 
Trata-se de uma derivação da supremacia do interesse público, razão pela qual sua existência independe de previsão legal específica. A presunção de legitimidade é um atributo universal aplicável a todos os atos administrativos e atos da Administração.
FCC: No que concerne aos atributos do ato administrativo, é INCORRETO afirmar que a presunção de legitimidade depende de previsão legal.
CESPE (2019): A administração pública pode produzir unilateralmente atos que vinculam os particulares. No entanto, tal vinculação não é absoluta, devendo o particular, para eximir-se de seus efeitos e anular o ato, comprovar, em juízo ou perante a própria administração, o defeito do ato administrativo contra o qual se insurge, por caber-lhe o ônus da prova. Essa descrição refere-se ao atributo do ato administrativo denominado presunção de legalidade.
- Presunção de veracidade:
Mazza: Há quem diferencie presunção de legitimidade (ou de legalidade) e presunção de veracidade. Como consequência dessa diferenciação, a inversão do ônus da prova somente seria aplicável à presunção de veracidade. 
A presunção de veracidade diz respeito aos fatos; em decorrência desse atributo, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administração. Assim ocorre com relação às certidões, atestados, declarações, informações por ela fornecidos, todos dotados de fé pública.
Tomando como exemplo a multa de trânsito. A validade jurídica da multa em si decorre da presunção de legitimidade. Entretanto, ao expedir a multa, o agente competente declara ter constatado a ocorrência de uma infração (fato) motivadora da prática do ato. A verdade dessa constatação é reforçada pela presunção de veracidade.
CESPE: A rigor, os atributos da presunção de validade (ou legitimidade) e da presunção de veracidade dos atos administrativos não significam exatamente a mesma coisa. A primeira indica a conformidade do ato com o ordenamento jurídico, ao passo que a segunda representa a adequação do ato à realidade dos fatos. A depender das circunstâncias, o segundo atributo pode subsistir, mas ser afastado o primeiro, por defeitos do ato administrativo”.
FCC: Pode-se conceituar os atos administrativos como manifestações de vontade do Estado, as quais são dotadas de alguns atributos. Dentre eles, destaca-se a presunção de legitimidade e veracidade, que consiste na presunção de que o ato praticado está conforme a lei e de que os fatos atestados pela Administração são verdadeiros, admitindo, no entanto, prova em contrário. 
CESPE: A presunção de veracidade, considerada um dos atributos do ato administrativo, diz respeito aos fatos, razão pela qual, quando a administração pública alega determinado fato, presume ser este verdadeiro, tal como sucede com os atestados, as declarações e as certidões.
Da presunção de veracidade decorrem alguns efeitos:
- enquanto não decretada a invalidade do ato pela própria Administração ou pelo Judiciário, ele produzirá efeitos da mesma forma que o atoválido, devendo ser cumprido; Para suspender a eficácia do ato administrativo, o interessado pode ir a juízo ou usar de recursos administrativos, desde que estes tenham efeito suspensivo;
FCC: Decorre do atributo de presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos que: enquanto não sobrevier o pronunciamento de nulidade, os atos administrativos são tidos por válidos e operantes, quer para a Administração, quer para os particulares sujeitos ou beneficiários de seus efeitos.
FCC: O atributo da presunção de legitimidade garante que um ato administrativo, emitido em desconformidade com o ordenamento jurídico, produza efeitos da mesma forma que o ato válido, enquanto não decretada sua invalidade pela própria Administração ou pelo Judiciário.
- o Judiciário não pode apreciar ex officio a validade do ato; 
- a presunção de veracidade inverte o ônus da prova; para Di Pietro é errado afirmar que a presunção de legitimidade produz esse efeito, uma vez que, quando se trata de confronto entre o ato e a lei, não há matéria de fato a ser produzida; nesse caso, o efeito é apenas o anterior, ou seja, o juiz só apreciará a nulidade se arguida pela parte.OBS: não é esse o entendimento atual do CESPE.
Mazza: o ônus de provar o eventual defeito incumbe a quem alega, isto é, cabe ao particular provar a existência do vício que macula o ato administrativo. Daí aɹrmar-se que a presunção de legitimidade inverte o ônus da prova, não cabendo ao agente público demonstrar que o ato por ele praticado é válido, e sim ao particular incumbe a prova da ilegalidade.
CESPE (2004): A presunção de legitimidade dos atos administrativos inverte o ônus da prova para quem alega a ilegalidade de determinado ato administrativo. - veracidade
CESPE: A presunção de legitimidade dos atos administrativos, que impõe aos particulares o ônus de provar eventuais vícios existentes em tais atos, decorre do regime jurídico- administrativo aplicável à administração pública. 
CESPE: A presunção de legitimidade e de veracidade do ato administrativo municipal gera a inversão do ônus da prova.
ESAF: A inversão do ônus da prova, característica do Direito Administrativo, relaciona-se ao atributo da presunção de legitimidade
O ato administrativo é dotado de presunção de legitimidade, independentemente de previsão legal específica. 
Quanto ao alcance da presunção, cabe realçar que ela existe em todos os atos da Administração, inclusive os de direito privado, pois se trata de prerrogativa inerente ao Poder Público, presente em todos os atos do Estado, qualquer que seja a sua natureza.
- Presunção de imperatividade/coercibilidade:
Imperatividade é o atributo pelo qual os atos administrativos se impõem a terceiros, independentemente de sua concordância.
CESPE: A imperatividade é atributo do ato administrativo decorrente do poder extroverso da administração pública: dado esse poder, os atos administrativos se impõem a terceiros, ainda que não haja concordância desses.
FCC: A imperatividade traduz a possibilidade de a administração pública, unilateralmente, criar obrigações para os administrados, ou impor-lhes restrições.
A imperatividade não existe em todos os atos administrativos, mas apenas naqueles que impõem obrigações; quando se trata de ato que confere direitos solicitados pelo administrado (como na licença, autorização, permissão, admissão) ou de ato apenas enunciativo (certidão, atestado, parecer), esse atributo inexiste.
A imperatividade é uma das características que distingue o ato administrativo do ato de direito privado; este último não cria qualquer obrigação para terceiros sem a sua concordância.
- Exigibilidade:
Significa que não sendo cumprida a obrigação imposta pelo ato administrativo, o poder público terá que, valendo-se de meios indiretos de coação, executar indiretamente o ato desrespeitado. 
Consiste no atributo que permite à Administração aplicar punições aos particulares por violação da ordem jurídica, sem necessidade de ordem judicial. A exigibilidade, portanto, resume-se ao poder de aplicar sanções administrativas, como multas, advertências e interdição de estabelecimentos comerciais.
Assim como a imperatividade, a exigibilidade é atributo presente na maioria dos atos
administrativos, mas ausente nos atos enunciativos.
FCC: Devido ao atributo da autoexecutoriedade, a Administração Pública pode condicionar a prática de algum ato administrativo ao pagamento de multa. – exigibilidade
- Autoexecutoriedade:
Atributo pelo qual o ato administrativo pode ser posto em execução pela própria Administração Pública, sem necessidade de intervenção do Poder Judiciário.
No Direito Administrativo, a autoexecutoriedade não existe em
todos os atos administrativos; ela só é possível:
- quando expressamente prevista em lei;
- quando se trata de medida urgente que, caso não adotada de imediato, possa ocasionar prejuízo maior para o interesse público
FCC: a autoexecutoriedade está presente em todo e qualquer ato administrativo.
No caso da exigibilidade, a Administração se utiliza de meios indiretos de coerção, como a multa ou outras penalidades administrativas impostas em caso de descumprimento do ato. Na executoriedade, a Administração emprega meios diretos de coerção, compelindo materialmente o administrado a fazer alguma coisa, utilizandose inclusive da força.
CESPE: A autoexecutoriedade, como atributo, admite exceções, como nas hipóteses de cobrança de multa e de desapropriação. -multa não é autoexecutável. 
- Tipicidade:
É o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados. Para cada finalidade que a Administração pretende alcançar existe um ato definido em lei.
Trata-se de decorrência do princípio da legalidade, que afasta a possibilidade de a Administração praticar atos inominados.
Esse atributo representa uma garantia para o administrado, pois impede que a Administração pratique atos dotados de imperatividade e executoriedade, vinculando unilateralmente o particular, sem que haja previsão legal.
CESPE: O atributo da tipicidade do ato administrativo impede que a administração pratique atos sem previsão legal.
A tipicidade só existe com relação aos atos unilaterais; não existe nos
contratos porque, com relação a eles, não há imposição de vontade da
Administração, que depende sempre da aceitação do particular.
CESPE: A tipicidade é atributo do ato administrativo constante unicamente nos atos unilaterais, razão pela qual não se faz presente nos contratos celebrados pela administração pública.
ATOS VINCULADOS (ex.: aposentadorias) SÃO IRREVOGÁVEIS!
A demolição de obra acabada ou em andamento, a destruição de bens impróprios ao consumo e a cobrança de multas são exemplos de atos autoexecutáveis.
Em decorrência do atributo da presunção de legitimidade e do atributo da presunção de veracidade, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela administração, tal como se verifica nas certidões, nos atestados e nas declarações emitidas pela administração. Di Pietro: As presunções de legitimidade e de veracidade não podem ser tratadas como se fossem sinônimos. Cada uma apresenta significado e alcance próprios. A presunção de legitimidade diz respeito à conformidade do ato com a lei; em decorrência desse atributo, presume-se, até prova em contrário, que os atos administrativos foram emitidos com observância na lei. 
A presunção de veracidade diz respeito aos fatos; em decorrência desse atributo, presumem-se verdadeiros os fatos alegados pela Administração. Assim ocorre com relação às certidões, atestados, declarações, informações por ela fornecidos, todos dotados de fé pública.
Em regra, o ato administrativo goza da presunção de legitimidade, mas, caso esteja inquinado com mácula insanável e dele tiverem decorrido efeitos favoráveis a seus destinatários, a administração terá o direito de anulá-lo no prazo decadencial de cinco anos. 
O direito da administração de anular os atos administrativos de quedecorram efeitos favoráveis para os destinatários DECAI EM 5 ANOS, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
É quinquenal o prazo para que a administração pública possa anular ato administrativo, sendo vedado, após o seu decurso, o afastamento da decadência. Pode afastar em caso de comprovada má-fé.
Situação hipotética: Lúcio, indivíduo de boa-fé, logrou a manutenção dos efeitos já produzidos por ato administrativo posteriormente declarado nulo. Assertiva: Nessa situação, por força da isonomia, aquele que detiver situação jurídica idêntica à de Lúcio terá direito à extensão dos mesmos efeitos jurídicos produzidos pelo ato anulado. - são inteiramente destituídos de amparo legal os pedidos formulados à Administração ou ao Judiciário por alguns interessados, no sentido de lhes serem estendidos, por equidade, os efeitos de ato administrativo nulo anterior. A ilegalidade não pode ser suporte de extensão outras ilegalidades, nem mesmo encontra eco em qualquer aspecto da equidade.
A invalidação de atos administrativos ampliativos de direitos dos administrados somente poderá ocorrer como consequência de um processo administrativo. STF: “qualquer ato da Administração Pública capaz de repercutir sobre a esfera de interesses do cidadão deveria ser precedido de procedimento administrativo em que se assegurasse, ao interessado, o efetivo exercício dessas garantias".
Segundo o STJ, a possibilidade de a administração poder anular ou revogar os seus próprios atos quando eivados de irregularidades não se estende ao desfazimento de situações constituídas com aparência de legalidade, sem a necessária observância do devido processo legal e da ampla defesa. No mesmo sentido: "Conforme a jurisprudência do Pretório Excelso e deste Superior Tribunal de Justiça, é vedada a exoneração de servidor público em razão de anulação de concurso, sem a observância do devido processo legal.” 
Por meio da imperatividade, uma das características do ato administrativo, exige-se do particular o cumprimento do ato, ainda que este contrarie disposições legais. Pegadinha: sua vontade. 
A competência para revogar é intransferível, salvo por força de lei. 
A presunção de legitimidade de que gozam os atos administrativos constitui presunção iuris tantum, que pode ceder à prova em contrário.
Juris tantum (admite prova em contrário) x  juris et de jure (não admite prova em contrário)
Tendo em vista a aplicação da teoria da realidade, a doutrina administrativista entende válidos os efeitos decorrentes de ato administrativo típico praticado por pessoa investida de forma irregular em cargo, emprego ou função pública. Pegadinha: é teoria da aparência. 
A legalidade da imediata execução de penalidade administrativa pauta-se no fato de que os atos administrativos funcionam como títulos executivos e gozam de autoexecutoriedade, dispensando o trânsito em julgado da própria decisão administrativa, a menos que, excepcionalmente, seja deferido efeito suspensivo a recurso.
A sanção do Presidente da República a um projeto de lei aprovado pelo Parlamento, na realidade, constitui o que a doutrina denomina como ato político ou de governo.
Os efeitos prodrômicos do ato administrativo são efeitos atípicos que existem enquanto perdura a situação de pendência na conclusão desse ato.
Os efeitos atípicos dos atos administrativos subdividem-se em prodrômicos e reflexos. Os primeiros existem enquanto perdura a situação de pendência do ato; os segundos atingem terceiros não objetivados pelo ato.
Considere que um servidor tenha sido demitido do serviço público por meio de ato de autoridade incompetente. Nessa situação, o ato administrativo poderá ser invalidado tanto pela administração como pelo Poder Judiciário.
A avocação é medida excepcional e só pode ser praticada diante de permissivo legal.
As licenças são atos vinculados por meio dos quais a administração pública, no exercício do poder de polícia, confere ao interessado consentimento para o desempenho de certa atividade que só pode ser exercida de forma legítima mediante tal consentimento.
A licença é ato administrativo editado no exercício de competência vinculada; preenchidos os requisitos necessários a sua concessão, ela não poderá ser negada pela administração pública.
Suponha que determinado cidadão que pretenda construir uma casa tenha sido informado pelo órgão estatal competente de que a administração deve, por meio de ato administrativo, consentir a construção, antes do início das obras. Nessa situação, o ato administrativo de consentimento a ser expedido pela administração é a LICENÇA.Parte superior do formulário
Opera o efeito ex tunc a declaração de nulidade de determinado ato administrativo que não seja passível de convalidação.
As licenças e as autorizações, exemplos de atos negociais, não perdem sua característica de atos ordinatórios, já que também ordenam a atividade administrativa.
Os atos de gestão não possuem o requisito da supremacia, por isso, são meros atos da administração e contra eles não cabe interposição de mandado de segurança.Parte superior do formulário
São exemplos de atos administrativos individuais ou concretos: licença para construção e decreto expropriatório.
Os pareceres do AGU que, após aprovação pelo presidente da República, são publicados juntamente com o despacho presidencial, vinculam a administração federal, cujos órgãos e entidades ficam obrigados a lhes dar fiel cumprimento. Por outro lado, os pareceres aprovados, mas não publicados, obrigam apenas as repartições interessadas, a partir do momento em que deles tenham ciência. 
Segundo a doutrina, no que se refere à exequibilidade, ato administrativo consumado é aquele que já exauriu seus efeitos e se tornou definitivo, não sendo passível de impugnação na via administrativa nem na judicial.Parte superior do formulário
A APROVAÇÃO é o ato administrativo discricionário que controla, preventiva ou repressivamente, outro ato administrativo (ex.: aprovação de projeto para execução de uma obra). A autoridade competente aprova a edição de determinado ato (controle prévio) ou concorda com o conteúdo do ato já editado (controle posterior).
A HOMOLOGAÇÃO, por sua vez, é o ato administrativo que controla a LEGALIDADE e o mérito de ato anterior. Ex.: homologação da licitação (art. 43, VI, da Lei 8.666/1993). Prevalece na doutrina a tese de que a homologação é ato VINCULADO.Parte superior do formulário
Quanto ao aspecto subjetivo, o sujeito poderá ser tanto a pessoa jurídica de direito público, quanto o agente público que efetivamente execute o ato administrativo.
Atos da Administração: a AP abre mão de suas prerrogativas. Exs: doação sem encargo, permuta.
As ordens provenientes da administração pública devem ser exclusivamente escritas. 
A licença é o ato administrativo em que o poder público verifica a legalidade e o mérito de outro ato, ou de situações e realizações materiais de seus próprios órgãos, de outra entidade ou de particulares, dependentes de seu controle, e consente na sua execução ou manutenção. 
O silêncio administrativo, que consiste na ausência de manifestação da administração pública em situações em que ela deveria se pronunciar, somente produzirá efeitos jurídicos se a lei os previr.
Para CESPE e HLM, a administração pública NÃO pratica atos de governo.Parte superior do formulário
Fato administrativo -> materialização da função administrativa,  ou seja, resulta de um ato administrativo (ou mais de um), decorre de uma decisão ou determinação administrativa, e com essa não se confunde. Não manifesta vontade, apenas executa.  Ex: demolição de um prédio,  construção de uma ponte.
Os fatos administrativos voluntários se materializam ou por meio de atos administrativos que exprimam a manifestação da vontade do administrador ou por meio de condutas administrativas, as quais não são obrigatoriamente precedidas de um ato administrativo formal; por sua vez, os fatos administrativos naturais originam-se de fenômenos da natureza com reflexos na órbita administrativa.CESPE: Um fato administrativo não se preordena à produção de efeitos jurídicos, traduzindo-se em uma atividade material no exercício da função administrativa.
FCC: Quando a Administração pública atua executando atos materiais, como a edificação de um muro, realização da poda de árvores ou, direta ou indiretamente, promovendo o recolhimento do lixo, pratica fatos administrativos, que não têm conteúdo que expresse manifestação de vontade decisória, não obstante possam gerar efeitos e consequências na esfera de direitos dos administrados.
No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do PRIMEIRO PAGAMENTO.
FCC: O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé, sendo certo que, no caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo decadencial contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. 
Incluem-se na classificação de atos administrativos discricionários os praticados em decorrência da aplicação de norma que contenha conceitos jurídicos indeterminados.
Não há que se confundir a discricionariedade do administrador em decidir com base nos critérios de conveniência e oportunidade com os chamados conceitos indeterminados, os quais carecem de valoração por parte do intérprete diante de conceitos flexíveis. Dessa forma, a discricionariedade não pressupõe a existência de conceitos jurídicos indeterminados, assim como a valoração desses conceitos não é uma atividade discricionária, sendo passível, portanto, de controle judicial.
A autorização de uso de bem público por particular caracteriza-se como ato administrativo unilateral, discricionário e precário, para o atendimento de interesse predominantemente do próprio particular.
Parte superior do formulário
Ato administrativo corresponde, conceitualmente, a manifestação unilateral de vontade do Poder Executivo, com efeito jurídico imediato, exarada sob o regime jurídico de direito público.  Os demais poderes, em suas funções atípicas, também editam atos administrativos.
A) recurso hierárquico próprio: é aquele endereçado à autoridade superior à que praticou o ato recorrido. Como tal recurso é inerente à organização escalonada da Administração, pode ser interposto sem necessidade de previsão legal. 
B) recurso hierárquico impróprio: dirigido à autoridade que não ocupa posição de superioridade hierárquica em relação a quem praticou o ato recorrido. Tal modalidade de recurso só pode ser interposta mediante expressa previsão legal.
Parte superior do formulário
Para se chegar ao mérito do ato administrativo, não basta a análise in abstrato da norma jurídica, é preciso o confronto desta com as situações fáticas para se aferir se a prática do ato enseja dúvida sobre qual a melhor decisão possível. É na dúvida que compete ao administrador, e somente a ele, escolher a melhor forma de agir.Parte superior do formulário
O administrador público pode praticar ato administrativo que contrarie jurisprudência do STJ, firmada em sentido contrário, desde que o faça de forma motivada, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos.
Todo ato administrativo é ato jurídico, mas nem todo ato jurídico é ato administrativo.
Celso Antônio Bandeira de Mello, ao falar nos efeitos preliminares ou prodrômicos, apostila que "existem enquanto perdura a situação de pendência do ato, isto é, durante o período que intercorre desde a produção do ato até o desencadeamento de seus efeitos típicos. Serve de exemplo, no caso dos atos sujeitos a controle por parte de outro órgão, o dever-poder que assiste a este último de emitir o ato controlador que funciona como condição de eficácia do ato controlado. Portanto, foi efeito atípico preliminar do ato controlado acarretar para o órgão controlador o dever-poder de emitir o ato de controle". É o efeito acessório de exigir uma manifestação de outro órgão administrativo para dar continuidade ao ato complexo ou composto.
Formas de extinção dos atos administrativos:
- Extinção natural: ocorre quando o ato já cumpriu todos os efeitos nele dispostos ou pelo advento do termo final ou prazo, nos atos sujeitos a termo, ou, ainda, mediante o esgotamento do conteúdo jurídico desta conduta.
- Renúncia do beneficiário: é forma de extinção que se aplica somente para atos ampliativos, que geram direitos a particulares, haja vista não ser possível renunciar a obrigações.
FCC: a renúncia é instituto afeto tanto aos atos restritivos quanto aos ampliativos. 
Desaparecimento da pessoa ou coisa sobre a qual o ato recai
- Retirada: é a extinção de uma determinada conduta estatal, mediante a edição de ato concreto que a desfaça. É forma de extinção precoce do ato administrativo.
- Anulação: para a doutrina majoritária a invalidação ou anulação do ato administrativo decorre da dissonância desta conduta em relação às normas postas no ordenamento jurídico, ensejando a possibilidade de retirada destes atos.
- Cassação: nas hipóteses em que o ato administrativo é extinto por ilegalidade
superveniente em face do descumprimento dos REQUISITOS impostos para a sua expedição pelo beneficiário. Ocorre, portanto, quando o beneficiado do ato deixa de cumprir os requisitos de quando teve o ato deferido. É ato VINCULADO.
CESPE: A cassação de um ato administrativo corresponde a extingui-lo por descumprimento dos requisitos estabelecidos para a sua execução.
- Caducidade: trata-se de extinção do ato administrativo por LEI superveniente que impede a manutenção do ato inicialmente válido.
NÃO CONFUNDIR: caducidade do ato administrativo é diferente de caducidade nos contratos de concessão de serviço público. Caducidade no contrato de concessão é a rescisão unilateral da avença por motivo de inadimplemento da empresa concessionária.
CESPE: Considera-se cassação do ato administrativo a sua extinção mediante ato vinculado e sancionatório quando o destinatário tenha descumprido as condições para desfrutar de determinada posição jurídica.
- Contraposição: Ocorre nas situações em que um ATO ADMINISTRATIVO NOVO se contrapõe a um ato anterior extinguindo seus efeitos. ln casu, não se fala em ilegalidade originária ou superveniente da atuação originária, mas tão somente na impossibilidade de manutenção do ato, por colidir com ato novo que trata da matéria.
CESPE: Pela conversão, a administração converte um ato inválido em ato de outra categoria, com efeitos retroativos à data do ato original.
A invalidação fulmina todas as relações jurídicas decorrentes do ato inválido, resguardados os direitos de terceiros de boa-fé que não tenham contribuído para a invalidação do ato.
São formas de convalidação:
1) por ratificação: realizada pela mesma autoridade que fez o ato.
2) por confirmação: feita por outra autoridade.
3) por saneamento: realizada por ato do particular.
FCC: A invalidação dos atos administrativos pode se dar por anulação ou revogação. O aproveitamento dos atos administrativos que apresentem vícios pode se dar por meio de convalidação, inserta no juízo discricionário da Administração pública, razão pela qual aplicável apenas aos atos discricionários - convalidação pode recair sobre atos vinculados ou discricionários; desde que não se trate de ato que, por exemplo, tenha exaurido seus efeitos, de forma que o ato convalidatório não produzirá qualquer outro efeito.
4 Agentes administrativos:
Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.
SV 42 É inconstitucional a vinculação do reajuste de vencimentos de servidores estaduais ou municipais a índices federais de correção monetária. 
STF: É inconstitucional a norma veiculada no art. 25 da LC 467/1986, por meio da qual estabelecido sistema de reajuste automático de vencimentos, proventos e pensões pautado na variação acumulada do Índice de Preços ao Consumidor.
É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, semprévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra a carreira na qual anteriormente investido. 
AGENTES POLÍTICOS: são os que ocupam os mais altos escalões do PP. Ex:: Membros do PL (Deputados, Senadores, Vereadores); Chefes do PE (Presidência da República, Gov, Prefeitos); e Assessores diretos destes (Ministros; Secretários estaduais, municipais e distritais). Nem todos são eleitos, alguns são nomeados, por exemplo, ministros e juízes. **os membros da Magistratura (juízes e desembargadores) e do MP (promotores e procuradores de justiça) são considerados agentes políticos. 
Particulares em colaboração com o PP: aqueles que, sem perderem a qualidade de particulares, atuam, em situações excepcionais, em nome do Estado, mesmo em caráter temporário ou ocasional, independentemente do vínculo jurídico estabelecido, exercendo função pública. Além de manifestar a vontade do Estado, esse os habilita e dá força jurídica para tanto. Estes agentes NÃO integram a estrutura da AP, executando atividades públicas em situações específicas.
a) Designados: são aqueles que atuam em virturde de convocação efetivada pelo PP. Exercem múnus público, têm a obrigação de participar quando requisitados sob pena de sanção. São chamados por Hely Lopes Meireles de "agentes honoríficos".
Ex.: os mesários.
AGENTES HONORÍFICOS: são aqueles que em razão de sua condição cívica, sua honorabilidade ou de reconhecida capacidade profissional, são convocados para colaborar transitoriamente com o Estado, sem vínculo empregatício ou estatutário e, na maioria das vezes, não recebendo remuneração. * Não são remunerados em regra, mas podem ganhar folgas, em razão dessa atividade. São considerados particulares em colaboração com o Poder Público. Exemplos: Mesários e Jurados eleitorais; notários e registradores. 
b) voluntários: aqueles que que atuam vonluntariamente em repartições, escolas, hospitais públicos ou situações de calamidade, sempre que o ente estatal realiza programa de voluntariado; é possível, também, a participação destes agentes na execução de atividades públicas em situações anômalas, para socorrer necessidades iminentes.
Ex: médicos particulares voluntários para prestação de socorro e atendimento em hospitais públicos, em casos de calamidade declarada ou em casos de guerra.
c) Delegados: são aqueles que atuam na prestação de SP mediante delegação do Estado.
Ex: os titulares das serventias cartorários, os agentes das concessionárias e permissionárias de SP.
Obs.: não é pacífica esta classificação, pois a atuação dos "delegados" não se dá em nome do Estado e sim em nome de uma empresa que presta SP por delegação; prestando serviço em nome próprio; entretanto, são considerados, para a doutrina majoritária, agentes públicos, enquanto atuam na prestação do SP delegado.
CESPE: O particular que recebe a incumbência da execução de determinada atividade, obra ou serviço público e os realiza em nome próprio denomina-se agente DELEGADO
Parte superior do formulário
d) Credenciados: atuam em nome do Estado em virturde de convênios celebrados com o PP, como ocorre com médicos privados que atuam em convênio com o SUS, para atendimento de pacientes, mediante pagamento do PP.
As universidades e instituições de pesquisa científica e tecnológica federais poderão prover seus cargos com professores, técnicos e cientistas estrangeiros, de acordo com as normas e os procedimentos desta Lei.
Os agentes públicos de fato dividem-se em duas categorias:
a) agentes de fato putativos: exercem a função pública em situação de normalidade e
possuem a aparência de servidor público (ex.: agentes públicos que desempenham a função pública sem a aprovação em concurso público válido); e
CABM:  é a teoria segundo a qual, em que pese a investidura do funcionário ter sido irregular, a situação tem aparência de legalidade. Em nome do princípio da aparência, da boa-fé dos administrados, da segurança jurídica e do princípio da presunção de legalidade dos atos administrativos, reputam-se válidos os atos por ele praticados, se por outra razão não forem viciados.
b) agentes de fato necessários: exercem a função pública em situações de calamidade ou de emergência (ex.: particulares que, espontaneamente, auxiliam vítimas em desastres naturais). 
Em virtude da teoria da aparência e da boa-fé dos administrados, os atos dos agentes
putativos devem ser convalidados perante terceiros e o Estado será responsabilizado pelos danos causados. Ademais, a remuneração recebida pelo agente de fato putativo, em razão do exercício efetivo da função, não deverá ser devolvida ao Estado, sob pena de enriquecimento sem causa do Poder Público e desrespeito à boa-fé do agente.
Da mesma forma, em relação aos atos dos agentes de fato necessários, os atos devem ser, em regra, convalidados quando beneficiam os terceiros de boa-fé. No entanto, a doutrina não tem admitido a responsabilidade civil do Estado pelos danos causados por agentes de fato necessários, uma vez que não se pode invocar, aqui, a teoria da aparência.
Integram a categoria dos agentes administrativos aqueles que são contratados temporariamente para atender a uma necessidade temporária de excepcional interesse público.
STF: Consoante a jurisprudência do STJ e a doutrina pátria, notários e registradores estão abrangidos no amplo conceito de "agentes públicos", na categoria dos "particulares em colaboração com a Administração". Os notários e os registradores exercem atividade estatal, entretanto não são titulares de cargo público efetivo, tampouco ocupam cargo público. Não são servidores públicos, não lhes alcançando a compulsoriedade imposta pelo mencionado art. 40 da CF/1988 – aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade."
FCC: o conceito de agente público, na amplitude decorrente das disposições da Constituição Federal após a EC 19, inclui os militares, porém não mais na categoria de servidor público, sendo que aos mesmos somente são extensíveis as normas aplicáveis aos servidores expressamente indicadas na Constituição Federal. 
- Do Provimento, Vacância, Remoção, Redistribuição e Substituição:
A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. 
O concurso público não é indispensável para a investidura e para o exercício da função pública.
É constitucional a regra denominada “cláusula de barreira”, inserida em edital de concurso público, que limita o número de candidatos participantes de cada fase da disputa, com o intuito de selecionar apenas os concorrentes mais bem classificados para prosseguir no certame. 
A promoção constitui ato de investidura derivada, enquanto a nomeação consiste em ato de investidura originária.
Somente nos casos de provimento de cargo por nomeação haverá posse.
Nomeação: ato de provimento
Posse: investidura
Exercício: efetivo desempenho das atribuições do cargo
A nomeação em cargo efetivo é o único caso de provimento originário.
Ao servidor removido deverá ser concedido o prazo de, no mínimo, dez e, no máximo, trinta dias para entrar em exercício na outra localidade para onde foi removido.
STF: é constitucional a regra denominada “cláusula de barreira”, inserida em edital de concurso público, que limita o número de candidatos participantes de cada fase da disputa, com o intuito de selecionar apenas os concorrentes mais bem classificados para prosseguir no certame. Essa a conclusão do Plenário, que proveu recurso extraordinário no qual se discutia a legitimidade da aludida cláusula à luz do princípio da isonomia. 
STF (2019): O candidato nomeado tardiamente por força de decisão judicial não tem direito à contagem retroativa do tempo de serviço e aos demais efeitos funcionais ou previdenciários a partir da data em que deveria ter sido nomeado. A investidura no cargo, através da nomeação, seguida da posse e do efetivo exercício, é que gera o direito às prerrogativas funcionais inerentes ao cargo público, sob pena de enriquecimento ilícito.
STF (2018):A nomeação tardia de candidatos aprovados em concurso público, por meio de ato judicial, à qual atribuída eficácia retroativa, não gera direito às promoções ou progressões funcionais que alcançariam houvesse ocorrido, a tempo e modo, a nomeação.
STF (2017): Ofende a CF (art. 37, II e III e § 2º) a nomeação de candidato após expirado o prazo de validade do concurso.
Mnemônico formas de provimento: “4 REis APROVEITAram NOssa PROMOÇÃO”
RE = ReVersão (“V” de Velhinho – Aposentado por invalidez ou interesse da administração)
RE = ReaDaptação (“D” de Doente – Investidura o servidor em outro cargo compatível com a limitação física que lhe tenha acometido por acidente ou qualquer outra circunstância)
RE = Recondução (Retorno do servidor para o cargo que anteriormente ocupava)
RE = Reintegração (Nova investidura do servidor em cargo após anulação de sua demissão)
APROVEITAM = Aproveitamento
NO = Nomeação
PROMOÇÃO.
Art. 28.  A reintegração é a reinvestidura do servidor estável no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as vantagens. 
De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), a administração pública está obrigada a nomear candidato aprovado em concurso público dentro do número de vagas previsto no edital do certame, ressalvadas situações excepcionais dotadas das características de superveniência, imprevisibilidade e necessidade. 
Segundo a jurisprudência do STJ, os candidatos com a deficiência denominada pé torto congênito bilateral têm sim direito a concorrer às vagas em concurso público reservadas às pessoas com deficiência.
STJ: Não é razoável exigir que o candidato acompanhe diariamente, no diário oficial, qualquer referência ao seu nome durante a vigência do concurso.
Art. 37.  Redistribuição é o deslocamento de cargo de provimento efetivo, ocupado ou vago no âmbito do quadro geral de pessoal, para outro órgão ou entidade do mesmo Poder, com prévia apreciação do órgão central do SIPEC.
§1º A redistribuição ocorrerá ex officio para ajustamento de lotação e da força de trabalho às necessidades dos serviços, inclusive nos casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade.
Nos casos de reorganização ou extinção de órgão ou entidade, o servidor estável que tenha seu cargo extinto ou declarado desnecessário, não sendo redistribuído, será colocado em disponibilidade, com proventos proporcionais, até seu aproveitamento. Alternativamente, o servidor que não for redistribuído ou colocado em disponibilidade poderá ser mantida sob responsabilidade do órgão central da SIPEC, e ter exercício provisório, em outro órgão ou entidade, até seu adequado aproveitamento.
Art. 37 CF. 
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso o disposto no inciso XI:                
a) a de dois cargos de professor;             
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;   
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões regulamentadas;
STF: Acumulação remunerada de cargos públicos. Orientador educacional. Equivalência ao cargo de professor. Improcedência. Interpretação restritiva do art. 37, XVI, b, da CF.
STF: A existência de norma infraconstitucional que estipula limitação de jornada semanal não constitui óbice ao reconhecimento do direito à acumulação prevista no art. 37, XVI, c, da Constituição, desde que haja compatibilidade de horários para o exercício dos cargos a serem acumulados.
STF: Apesar de não ocuparem efetivo cargo público, a função exercida pelos titulares de serventias extrajudiciais possui inegável natureza pública. Dessa forma, aplicável ao caso a vedação prevista no inciso XVII do art. 37 da CF, que estende a proibição de cumulação também para as funções públicas. 
Cargos em comissão:
O servidor ocupante de cargo em comissão ou de natureza especial poderá ser nomeado para ter exercício, interinamente, em outro cargo de confiança, sem prejuízo das atribuições do que atualmente ocupa, hipótese em que deverá optar pela remuneração de um deles durante o período da interinidade.
Para que um cargo em comissão vago seja ocupado, ainda que interinamente, é necessária a correspondente nomeação.
Art. 120.  O servidor vinculado ao regime desta Lei, que acumular licitamente dois cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles, declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos.
Art. 135.  A destituição de cargo em comissão exercido por não ocupante de cargo efetivo será aplicada nos casos de infração sujeita às penalidades de suspensão e de demissão.
-Do Vencimento e da Remuneração:
8112: É assegurada a isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhadas do mesmo Poder, ou entre servidores dos três Poderes, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.
CF: A lei assegurará, aos servidores da administração direta, isonomia de vencimentos para cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre servidores dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as relativas à natureza ou ao local de trabalho.
Súmula Vinculante 37: Não cabe ao poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.
STF (2018): o art. 37, XV, da Constituição, impossibilita que retenção salarial seja utilizada como meio de redução de gastos com pessoal com o objetivo de adequação aos limites legais ou constitucionais de despesa.
CF:
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público; 
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores;
Os acréscimos pecuniários recebidos por servidor público tornam-se vinculativos para o futuro.
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I;
As indenizações não se incorporam ao vencimento ou provento para qualquer efeito. - a ajuda de custo, as diárias, o transporte e o auxílio moradia constituem indenizações do servidor.
Conforme a jurisprudência do STJ, no setor público, a deflagração do movimento grevista suspende o vínculo funcional e, por conseguinte, desobriga o poder público ao pagamento referente aos dias não trabalhados, podendo haver compensação dos dias de greve.
As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento (exceto gratificação natalina). As indenizações não se incorporam ao vencimento/provento. 
A gratificação natalina não é considerada para fins de cálculo de outras vantagens pecuniárias, mas não afasta o pagamento do adicional de insalubridade ou de periculosidade, cabendo ao servidor, entretanto, optar por um dentre esses últimos. 
O servidor público não tem direito adquirido a regime jurídico, sendo-lhe assegurada, pelo ordenamento constitucional pátrio, a irredutibilidade de vencimentos, de forma que não há impedimento para que a administração promova alterações na composição dos seus vencimentos, retire vantagens, gratificações e reajustes ou, ainda, modifique a forma de cálculo de parcela da remuneração, desde que isso não acarrete decesso remuneratório.
O princípio da irredutibilidade dos vencimentos alcança todos os servidores, inclusive os que não mantêm vínculoefetivo com a administração pública.
Art. 47.  O servidor em débito com o erário, que for demitido, exonerado ou que tiver sua aposentadoria ou disponibilidade cassada, terá o prazo de sessenta dias para quitar o débito.
 Art. 48.  O vencimento, a remuneração e o provento não serão objeto de arresto, seqüestro ou penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultante de decisão judicial.
STJ: “o desconto em folha de pagamento de servidor público referente a ressarcimento ao erário depende de prévia autorização dele ou de procedimento administrativo que lhe assegure a ampla defesa e o contraditório”. 
Constituem indenizações ao servidor: DATA
Diárias
Ajuda de custo
Transporte
Auxílio-moradia 
Teto constitucional:
Incluem-se no teto: VANTAGENS PESSOAIS ou de qualquer outra natureza percebidas pelo servidor.
Estão fora do teto as seguintes verbas:
a) Parcelas de caráter indenizatório previstas em lei;
b) Verbas que correspondam aos direitos sociais previstos no art. 7º c/c o art. 39, § 3º da CF/88, tais como 13º salário, adicional de férias, gratificação natalina, adicional pelo exercício de atividades insalubres, perigosas ou penosas; adicional pela prestação de serviço extraordinário; adicional noturno (art. 61 da L 8112). 
c) Quantias recebidas pelo servidor a título de abono de permanência em serviço;
d) Remuneração em caso de acumulação legítima de cargos públicos.
STF: a acumulação de proventos de servidor aposentado em decorrência do exercício cumulado de dois cargos, de técnico e de professor, não se submete ao teto constitucional, devendo os cargos serem considerados isoladamente para esse fim.
STF (2017): A acumulação de função comissionada com vencimento de cargo efetivo no âmbito de um mesmo órgão público deve estar em conformidade com o teto constitucional, consoante dispõe o art. 37, XI, da Carta Magna.
STF (ADI 4.900 -2015): No que respeita ao subteto dos servidores estaduais, a Constituição estabeleceu a possibilidade de o Estado optar entre: a definição de um subteto por poder, hipótese em que o teto dos servidores da Justiça corresponderá ao subsídio dos desembargadores do Tribunal de Justiça (art. 37, XI, CF, na redação da EC 41/2003); e a definição de um subteto único, correspondente ao subsídio mensal dos desembargadores do Tribunal de Justiça, para todo e qualquer servidor de qualquer poder, ficando de fora desse subteto apenas o subsídio dos deputados 
STF (2019): A expressão ‘Procuradores’, contida na parte final do inciso XI do art. 37 da Constituição da República, compreende os procuradores municipais, uma vez que estes se inserem nas funções essenciais à Justiça, estando, portanto, submetidos ao teto de noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal. Indubitável, portanto, que os procuradores municipais integram a categoria da advocacia pública a que a Constituição denomina de ‘funções essenciais à Justiça’ e, quanto ao teto remuneratório, devem estar sujeitos ao subsídio dos desembargadores dos tribunais de justiça estaduais.
- Das Vantagens:
DIÁRIA ("hospedagem em hotel") é sempre paga antecipadamente.). Já no caso do AUX. MORADIA ("aluguel para moradia"), não é pago antecipadamente, mas no prazo de 1 mês após a comprovação da despesa pelo servidor.
O pagamento do auxílio-reclusão cessará a partir do dia imediato àquele em que o servidor for posto em liberdade, ainda que condicional.
Não é devido o pagamento de auxílio-transporte ao servidor público que utiliza veículo do órgão no deslocamento para o trabalho.
STJ: Ao servidor público é garantido o direito ao recebimento de auxílio-alimentação no período de férias.
O servidor que fizer jus aos adicionais de insalubridade e de periculosidade deverá optar por um deles.Parte superior do formulário
O servidor público em exercício no cargo será avaliado por meio de estágio probatório e, se aprovado, adquirirá estabilidade funcional.
O servidor público poderá adquirir estabilidade mesmo antes de concluir o estágio probatório. – hipótese na qual o servidor já era estável em outro cargo.
Das Licenças e afastamentos:
Licenças que NÃO poderão ser concedidas ao servidor em estágio probatório MATRACA
MA - Mandato classista; 
TRA - Tratar de assunto particular; e
CA – Capacitação.
Suspendem estágio probatório:
- Doença em pessoa da família
- Afastamento do cônjuge
- Atividade política
- Servir em organismo internacional
- Curso de formação na APF
Considerado efetivo exercício:
- doença em pessoa da família - só até 30 dias, serviço militar, capacitação, pós-graduação strictu-sensu, estudo/missão no exterior, mandato classista (exceto para promoção por merecimento) e mandato eletivo (exceto promoção por merecimento).
Não se considera como efetivo exercício: assuntos particulares, afastamento cônjuge (sem exercício provisório). 
 Art. 100.  É contado para todos os efeitos o tempo de serviço público federal, inclusive o prestado às Forças Armadas.
Parte superior do formulário
É vedada a contagem cumulativa de tempo de serviço prestado concomitantemente em mais de um cargo ou função de órgão ou entidades dos Poderes da União, de estado, do Distrito Federal (DF) e de município, autarquia, fundação pública, sociedade de economia mista e empresa pública.
Sem qualquer prejuízo, o servidor público poderá se afastar do serviço por oito dias consecutivos em razão de licença gala e licença nojo. -  "licença nojo" corresponde ao período a que faz jus o servidor a deixar de comparecer ao local de trabalho, em razão de falecimento de ente querido, mais precisamente cônjuge, companheiro, pais, madrasta ou padrasto, filhos, enteados, menor sob guarda ou tutela e irmãos.   
O período de afastamento do servidor para o deslocamento e para a retomada do exercício do cargo no novo município, observados os limites legais, é considerado como de efetivo exercício.
É vedado o exercício de atividade remunerada durante o período da licença por motivo de doença em pessoa da família. As demais: pode.
Da Licença para Tratamento de Saúde: com base em perícia médica, sem prejuízo da remuneração a que fizer jus. Art. 203. § 2o  Inexistindo médico no órgão ou entidade no local onde se encontra ou tenha exercício em caráter permanente o servidor, e não se configurando as hipóteses previstas nos parágrafos do art. 230, será aceito atestado passado por médico particular.  § 3o  No caso do § 2o deste artigo, o atestado somente produzirá efeitos depois de recepcionado pela unidade de recursos humanos do órgão ou entidade.   
Considere que um servidor, após licença para realizar tratamento de enfermidade ensejadora de invalidez, concedida por um período de vinte e quatro meses, não esteja em condições de reassumir o cargo ou de ser readaptado. Nessa situação, o servidor deverá ser aposentado por invalidez.
A convocação para júri constitui hipótese de interrupção das férias de servidor público. – As férias somente poderão ser interrompidas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar ou eleitoral, ou por necessidade do serviço declarada pela autoridade máxima do órgão ou entidade. 
Art. 77.  O servidor fará jus a trinta dias de férias, que podem ser acumuladas, até o máximo de dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses em que haja legislação específica. Parte superior do formulário
É concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família, desde que precedida de exame dessa pessoa por médico ou junta médica oficial. Será concedida a cada período de doze meses, sendo o início do interstício dos doze meses contado a partir da data do deferimento da última licença concedida. PRIMEIRA
É assegurado ao servidor público federal (SE ESTÁVEL) o direito a licença, sem prejuízo da remuneração, para o desempenho de mandato em sindicato representativo da categoria.Parte superior do formulário
Afastamento para participação em programa de pós-graduaçãostricy sensu no país:
O programa de pós-graduação lato sensu no país é considerado evento de capacitação, sendo o tempo de afastamento do servidor público em virtude de participação no mencionado programa considerado tempo de efetivo exercício. STRICTU
Os afastamentos para realização de programas de mestrado e doutorado somente serão concedidos aos servidores titulares de cargos efetivos no respectivo órgão ou entidade há pelo menos, incluído o período de estágio probatório:
Mestrado - 3 anos
Doutorado e Pós-doutorado - 4 anos
Desde que não tenham se afastado por licença para tratar de assuntos particulares para gozo de licença capacitação ou com fundamento neste artigo nos: 
Mestrado e Doutorado: 2 anos anteriores à data da solicitação de afastamento.
Pós-doutorado: 4 anos anteriores à data da solicitação de afastamento.
Considere que a diretoria colegiada da ANS determine que a concessão de afastamento para a participação em programa de pós-graduação stricto sensu no país só pode ser dada, simultaneamente, para, no máximo, cinco servidores. Nessa situação, a determinação da diretoria colegiada da ANS é compatível com a legislação. CERTA.
Ato do dirigente máximo do órgão ou entidade definirá, em conformidade com a legislação vigente: caráter discricionário 
1) os programas de capacitação
2) OS CRITÉRIOS para participação em programas de pós-graduação no País, com ou sem afastamento do servidor, que serão avaliados por um comitê constituído para este fim.
Afastamento para estudo ou missão no exterior: concedida pelo Chefe do respectivo Poder,  a ausência não excederá a 4 anos, e finda a missão ou estudo, somente decorrido igual período, será permitida nova ausência. Afastamento para servir em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere dar-se-a com PERDA total da remuneração. NÃO será concedida exoneração ou licença para interesse particular antes de decorrido igual período ao do afastamento, SALVO a hipótese de ressarcimento da despesa havida com seu afastamento.
Licença para capacitação:
O servidor tem direito, observado o interesse da administração, a afastar-se do cargo a cada quinquênio de efetivo exercício, por até três meses e com a respectiva remuneração, para participar de curso de capacitação profissional. Os periódos não são acumuláveis.
O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver direito e ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias.
CESSÃO DE SERVIDORES PARA OUTRAS ENTIDADES:
CEDENTE                         CESSIONÁRIO                        PAGAMENTO
UNIÃO                                 E, DF, M                              E, DF, M
 UNIÃO                    PJ Direito Privado (BB, CEF)    União paga e cessionário ressarce   
 UNIÃO                                    UNIÃO                                 Cedente paga
Mandato classista: sem remuneração.
Licença para tratar de assuntos particulares: até três anos consecutivos, sem remuneração. 
Licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo: prazo indeterminado e sem remuneração. OBS: No deslocamento de servidor CUJO cônjuge ou COMPANHEIRO TAMBÉM SEJA SERVIDOR PÚBLICO, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, PODERÁ haver exercício provisório (REMUNERADO) em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo.
# REMOÇÃO para acompanhar cônjuge ou companheiro, também servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi deslocado no interesse da Administração.
Direito de petição do servidor federal:
 Art. 105.  O requerimento será dirigido à autoridade competente para decidi-lo e encaminhado por intermédio daquela a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Art. 106.  Cabe pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não podendo ser renovado.
§ 1o  O recurso será dirigido à autoridade imediatamente superior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessivamente, em escala ascendente, às demais autoridades.
§ 2o  O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade a que estiver imediatamente subordinado o requerente.
Prazo do pedido de reconsideração ou de recurso: 30 dias.
Art. 109.  O recurso poderá ser recebido com efeito suspensivo, a juízo da autoridade competente
Prescrição:
5 anos: atos de demissão e de cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse patrimonial e créditos resultantes das relações de trabalho;
120 dias: nos demais casos, salvo quando outro prazo for fixado em lei.
O direito de petição previsto na Lei n° 8.112/90 é direito do servidor e admite interposição de pedido de reconsideração e de recurso contra a decisão proferida pela autoridade competente, correndo, no entanto, prescrição para exercício do direito de petição.
Art. 111.  O pedido de reconsideração e o recurso, quando cabíveis, interrompem a prescrição.
Art. 112.  A prescrição é de ordem pública, não podendo ser relevada pela administração.
Assim como ocorre com o recurso tempestivo, o pedido de reconsideração interrompe a prescrição (mas não suspende o prazo para a interposição de recurso administrativo).
É assegurado ao servidor o exercício do direito de petição, sendo cabível pedido de reconsideração à autoridade que houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão; não se admite, contudo, a renovação do pedido de reconsideração.
A conduta de atender ao público com presteza, embora não esteja expressamente inserida no rol dos deveres do servidor, é uma imposição ética e moral a qualquer servidor público.
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Dos deveres:
Os impedimentos, as proibições e os deveres previstos na Lei n.º 8.112/1990 somente se aplicam ao servidor público após a posse, momento em que ocorre a investidura no cargo. CESPE: considerando‐se haver vários impedimentos aplicáveis ao servidor [já possui um cargo] antes da posse [novo cargo].
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O regime jurídico estatutário descreve direitos, deveres e obrigações dos servidores públicos e do próprio ente federativo, sendo sua iniciativa de competência privativa do chefe do Poder Executivo. Nos termos da CF, o regime jurídico estatutário deve ser instituído, obrigatoriamente, mediante edição de lei complementar.
Art. 116.  São deveres do servidor:
III - observar as normas legais e regulamentares;
IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
Um servidor público recebeu ordem de seu chefe imediato para que realizasse determinada tarefa que não ia de encontro à lei e que estava compreendida entre as atribuições de seu cargo. Nessa situação, não há motivo para o servidor em hipótese alguma, negar-se a realizar a tarefa. – não ir de encontro = não é contra a lei.
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de outra autoridade competente para apuração; 
Se o servidor, em razão do cargo que ocupe, suspeitar que a autoridade que lhe é hierarquicamente superior esteja envolvida em ato irregular, será seu dever levar ao conhecimento de outra autoridade competente, para apuração, a irregularidade.
O rito sumário somente ocorre em três hipóteses: 
a) acumulação ilegal de cargos; 
b) abandono de cargo =  ausência intencional do servidor ao serviço superior a trinta dias.
c) inassiduidade =  falta ao serviço sem causa justificada, por período igual ou superior a sessenta dias interpoladamente,durante o período de doze meses.
Um servidor público estável, ocupante de cargo público efetivo em uma autarquia federal, faltou ao serviço, sem causa justificada, nos períodos de 1.º/10/2003 a 15/10/2003 e de
17/10/2003 a 31/10/2003, tendo comparecido ao serviço no dia 16/10/2003, uma quinta-feira, e cumprido integralmente o horário de trabalho estabelecido. – faltou 29 dias. No mês de outubro de 2003, ao deixar de cumprir a carga de trabalho semanal de 40 horas fixada em lei e de não observar o limite de 8 horas diárias de trabalho também estabelecido em lei, o servidor público referido infringiu os deveres funcionais de assiduidade e de pontualidade, sujeitando-se à imposição de uma penalidade disciplinar. A falta em que incidiu é passível de ser apurada por meio de procedimento sumário, desde que sejam asseguradas, ao servidor, as garantias do contraditório e da ampla defesa.
Das Proibições:Parte superior do formulário
Art. 117.  Ao servidor é proibido:
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
Parágrafo único.  A vedação de que trata o inciso X do caput deste artigo não se aplica nos seguintes casos: 
I - participação nos conselhos de administração e fiscal de empresas ou entidades em que a União detenha, direta ou indiretamente, participação no capital social ou em sociedade cooperativa constituída para prestar serviços a seus membros; e 
II - gozo de licença para o trato de interesses particulares, na forma do art. 91 desta Lei, observada a legislação sobre conflito de interesses. 
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
O servidor público, fora do serviço, NÃO poderá emprestar dinheiro a outrem e cobrar-lhe juros superiores a 15% ao ano. – USURA
Uma infração administrativa de impontualidade de um servidor causa a sua responsabilidade administrativa e também acarreta sua responsabilidade penal.
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Será punido com a pena de demissão, a bem do serviço público, sem prejuízo de outras sanções cabíveis, o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens, dentro do prazo determinado, ou que a prestar falsa.
Art. 172. O servidor que responder a processo disciplinar só poderá ser exonerado a pedido, ou aposentado voluntariamente, após a conclusão do processo e o cumprimento da penalidade, acaso aplicada. 
30 dias consecutivos= abandono de cargo
60 dias interpolados= inassiduidade habitual
Não poderá retornar ao serviço público federal o servidor que for demitido ou destituído do cargo em comissão por: macete - CLICA
1. Corrupção;
2. Lesão aos cofres públicos ou dilapidação do patrimônio nacional;
3. Improbidade administrativa;
4. Crimes contra a Administração Pública;
5. Aplicação irregular de dinheiros públicos.
Ñ PODE RETORNAR PARA ADM DURANTE 5 ANOS (ART. 117)
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
A responsabilidade criminal do servidor alcança contravenções eventualmente por ele praticadas no exercício de suas funções.
Art. 132.  A demissão será aplicada nos seguintes casos:
I - crime contra a administração pública;
II - abandono de cargo;
III - inassiduidade habitual;
IV - improbidade administrativa;
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição;
VI - insubordinação grave em serviço;
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo em legítima defesa própria ou de outrem;
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos;
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do cargo;
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio nacional;
XI - corrupção;
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públicas;
XIII - transgressão dos incisos IX a XVI do art. 117.
artigo 117 incisos IX a XVI
IX - valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública;      
X - participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada, exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
XI - atuar, como procurador ou intermediário, junto a repartições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenciários ou assistenciais de parentes até o segundo grau, e de cônjuge ou companheiro;
XII - receber propina, comissão, presente ou vantagem de qualquer espécie, em razão de suas atribuições;
XIII - aceitar comissão, emprego ou pensão de estado estrangeiro;
XIV - praticar usura sob qualquer de suas formas;
XV - proceder de forma desidiosa;
XVI - utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
Suspensão: decorar
-Reincidência de advertência;
-Cometer a outro servidor atividades estranhas ao cargo;
-Exercer atividades incompatíveis ao cargo e ao horário de trabalho;
-Recusar-se à inspeção médica (até 15 dias).
Art. 131.  As penalidades de advertência e de suspensão terão seus registros cancelados (no assentamento do servidor), após o decurso de 3 anos (advertência) e 5 anos (suspensão) de efetivo exercício, respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar.
Parágrafo único.  O cancelamento da penalidade não surtirá efeitos retroativos (efeito ex nunc).
O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exercício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições do cargo em que se encontre investido.
DEMISSÃO e CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA OU DISPONIBILIDADE:
Autoridade máxima do respectivo poder, a saber:
- Presidente da República, no âmbito do Executivo federal;
- Presidente da Câmara dos Deputados, no âmbito da Câmara Federal;
- Presidente do Senado Federal, no âmbito do Senado Federal;
- Presidente de Tribunal (STF, STJ, TRF, TRT, etc.), no âmbito do respectivo órgão do judiciário federal;
- Procurador-Geral da República, no âmbito do MPU.
SUSPENSÃO maior que 30 DIAS:
- Autoridades hierárquicas imediatamente inferiores às supracitadas.
ADVERTÊNCIA e SUSPENSÃO menor ou igual a 30 DIAS
- Chefe da repartição e outras autoridades na forma dos respectivos regimentos e regulamentos.
DESTITUIÇÃO DO CARGO EM COMISSÃO
- Autoridade que fez a nomeação.
 Art. 142.  A ação disciplinar prescreverá:
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição de cargo em comissão;
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão;
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à advertência.
§ 1o  O prazo de prescrição começa a correr da data em que o fato se tornou conhecido.
§ 2o  Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às infrações disciplinares capituladas também como crime.
§ 3o  A abertura de sindicância ou a instauração de processo disciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por autoridade competente.
§ 4o  Interrompido o curso da prescrição, o prazo começará a correr a partir do dia em que cessar a interrupção.
O prazo de prescrição para que a administração pública federal possa apurar a prática de infração por servidor público sujeita-se a causa interruptiva.
Art. 143.  A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
Art. 144. As denúncias sobre irregularidades serão objetode apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a autenticidade.
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar evidente infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, por falta de objeto.
Art. 145.  Da sindicância poderá resultar:
I - arquivamento do processo;
II - aplicação de penalidade de advertência ou suspensão de até 30 (trinta) dias;
III - instauração de processo disciplinar.
Art. 146.  Sempre que o ilícito praticado pelo servidor ensejar a imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou destituição de cargo em comissão, será obrigatória a instauração de processo disciplinar.
DEFESA: 10 DIAS, havendo 2 ou +: prazo comum de 20 dias. 
As testemunhas serão sempre ouvidas antes do interrogatório do acusado.
Art. 169. Verificada a ocorrência de vício insanável, a autoridade que determinou a instauração do processo ou outra de hierarquia superior declarará a sua nulidade, total ou parcial, e ordenará, no mesmo ato, a constituição de outra comissão para instauração de novo processo. 
É possível a imposição de penalidades após a conclusão de sindicância administrativa, sem a necessidade de instauração de processo administrativo disciplinar.
PAD Sumário → 30 +15.
PAD Ordinário →  60 +60
Sindicância → 30+ 30
A aplicação da sanção disciplinar de advertência em decorrência de apuração sumária de falta funcional, denominada verdade sabida, viola o princípio do devido processo legal. - verdade sabida consiste na possibilidade da autoridade competente impor uma pena administrativa, ou seja, autuar diretamente o agente público, quando presencia uma irregularidade. Não existe mais no nosso ordenamento jurídico após a Constituição Federal de 1988, que garante o direito ao contraditório, ampla defesa e devido processo legal, também no processo administrativo.
As audiências das comissões terão caráter reservado.
Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida em multa, na base de 50% (cinqüenta por cento) por dia de vencimento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer em serviço.
 Art. 174.  O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a inadequação da penalidade aplicada.
Art. 175.  No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente.
Art. 178.  A revisão correrá em apenso ao processo originário.
Art. 181.  O julgamento caberá à autoridade que aplicou a penalidade.
O processo administrativo disciplinar admite o emprego da discricionariedade, nos moldes do que autoriza a legislação pertinente, quando, por exemplo, permite a opção por pena mais grave, desde que de forma fundamentada e coerente com o conjunto probatório dos autos, não sendo permitido que o Poder Judiciário reforme essa decisão no que concerne ao juízo de escolha de conveniência e oportunidade. 
Dos Benefícios:
O auxílio-natalidade é devido à servidora por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor vencimento do serviço público, inclusive no caso de natimorto. Na hipótese de parto múltiplo, o valor será acrescido de 50% por nascituro. O auxílio será pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora.
Da aposentadoria:
Os servidores ocupantes de cargo exclusivamente em comissão não se submetem à regra da aposentadoria compulsória prevista no art. 40, § 1º, II, da CF/88.
Segundo entendimento do STF, o servidor público federal fará jus à percepção de aposentadoria por invalidez com proventos integrais quando esta decorrer de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave; contudo, neste último caso, é imprescindível que a doença esteja especificada em lei.
A regra da aposentadoria compulsória por idade NÃO se aplica ao servidor público que ocupe exclusivamente cargo em comissão.
É vedada a existência de mais de um regime próprio de previdência social para os servidores públicos civis titulares de cargos efetivos.
5 Poderes da administração: vinculado, discricionário, hierárquico, disciplinar e regulamentar:
CESPE: O poder do administrador público — que constitui, ao mesmo tempo, dever para com a comunidade — é irrenunciável pelo seu titular.
PODER DE POLÍCIA: É O QUE MAIS CAI!
Di Pietro: Pelo conceito moderno, adotado no direito brasileiro, o poder de polícia é a atividade do Estado consistente em limitar o exercício dos direitos individuais em benefício do interesse público.
Sentido amplo – o significado mais amplo da expressão corresponderia tanto aos atos do Executivo quanto aos do Legislativo (edição de leis) que condicionem a propriedade e a liberdade do indivíduo em prol do interesse coletivo.
JSCF: Em sentido amplo, poder de polícia significa toda e qualquer ação restritiva do Estado em relação aos direitos individuais.
No exercício da atividade de polícia, pode a Administração atuar de duas maneiras. Em primeiro lugar, pode editar atos normativos, que têm como característica o seu conteúdo genérico, abstrato e impessoal, qualificando-se, por conseguinte, como atos dotados de amplo círculo de abrangência. Nesse caso, as restrições são perpetradas por meio de decretos, regulamentos, portarias, resoluções, instruções e outros de idêntico conteúdo. Além desses, pode criar também atos concretos, estes preordenados a determinados indivíduos plenamente identificados, como são, por exemplo, os veiculados por atos sancionatórios, como a multa, e por atos de consentimentos, como as licenças e autorizações.
FCC: O poder de polícia expressa-se, em sentido amplo, por meio de atos administrativos normativos gerais e atos administrativos de aplicação da lei ao caso concreto.
Um técnico tributário da secretaria de fazenda de determinado estado, no exercício de suas atividades regulares, verificou, em um veículo transportador, carga sem o devido documento fiscal obrigatório para o seu transporte. Por esse motivo, descarregou todas as mercadorias que estavam no veículo, para averiguar se havia outras irregularidades. FCC: Nessa situação, o servidor público exerceu o poder de polícia, que consiste em atos preventivos e repressivos, normativos e concretos, e que se caracteriza pela autoexecutoriedade e pela coercibilidade.
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Sentido estrito – o poder de polícia não inclui a atividade legislativa, mas, tão somente, as atividades administrativas de regulamentação e de execução das leis que estabelecem normas
que impliquem limitação da propriedade e da liberdade individual em favor da coletividade, quer estes sejam intervenções gerais e abstratas (como os regulamentos), quer sejam concretas e específicas (como as licenças e autorizações). Basicamente, a noção estrita de poder de polícia envolve atividades administrativas de FISCALIZAÇÃO e CONDICIONAMENTO da esfera privada de interesse, em favor da coletividade.
HLM: poder de que dispõe a administração pública para, na forma da lei, condicionar ou restringir
o uso de bens, o exercício de direitos e a prática de atividades privadas, visando a proteger os interesses gerais da coletividade.
FCC: A respeito da atividade de polícia administrativa da Administração Pública, é correto afirmar ser sua característica: incidir sobre pessoas, individual e indiscriminadamente. – bens, exercício de direitos e atividades
O exercício do poder de polícia comporta, dentre os possíveis atos que o materializam, as chamadas ordens de polícia, as quais se caracterizam por constituírem atos dotados de generalidade e abstração, e que visam a restringir a liberdade e a propriedade, em prol dos interesses coletivos. Aí se inserem as leis e os regulamentos baixados pelas autoridades competentes visando a dar fiel execução às leis.
CESPE: A edição de ato normativo constitui exemplo do exercício do poder de políciapela administração pública.
CESPE: A edição de ato normativo de conteúdo genérico e abstrato tem relação direta com o exercício do poder regulamentar, e não com o do poder de polícia, visto que esse último será cabível exclusivamente mediante a prática de atos concretos, preordenados a determinados indivíduos. - além da possibilidade do poder de polícia ser exteriorizado por atos normativos (e não exclusivamente por atos concretos), o mesmo pode ser dirigido a indivíduos indeterminados (atos gerais).
CESPE: A edição, pelo Estado, de atos normativos de alcance geral PODE ser considerada meio adequado para o exercício do poder de polícia.
FCC: Sanção de polícia, quando extroversa, é imposta a todos os administrados, indistintamente, com a finalidade de inibir condutas ilícitas ou, se ocorrida, reprimir o autor da infração. 
CESPE: No exercício do poder de polícia, pode a administração atuar tanto mediante a edição de atos normativos, de conteúdo abstrato, genérico e impessoal, quanto por intermédio de atos concretos, preordenados a determinados indivíduos.
Atos normativos: são atos gerais e abstratos que geram obrigações a uma quantidade indeterminada de pessoas, dentro dos limites da lei. 
Poder de Polícia, nas palavras de Fernanda Marinela: "uma atividade da Administração
Pública que se expressa por meio de seus atos normativos ou concretos, com fundamento na
supremacia geral e, na forma da lei, de condicionar a liberdade e a propriedade dos indivíduos mediante ações fiscalizadoras, preventivas e repressivas. 
PMMG: No exercício do poder de polícia administrativa, a Administração pode atuar de duas maneiras: editando atos normativos de conteúdo genérico, abstrato e impessoal; e, criando atos concretos, como os atos de licença e autorizações. 
CESPE: Uma forma de manifestação do poder de polícia ocorre quando a administração pública baixa ato normativo, disciplinando o uso de fogos de artifício. Parte superior do formulário
Poder disciplinar --> vínculo específico entre Adm. Pública e indivíduos (ex: Corregedorias)
Poder de polícia --> vínculo geral entre Adm. Pública e indivíduos
É competente para exercer poder de polícia administrativa sobre uma dada atividade o ente federado ao qual a Constituição da República atribui competência para legislar sobre essa mesma atividade, para regµlar a prática dessa atividade.
FCC: A respeito da atividade de polícia administrativa da Administração Pública, é correto afirmar ser sua característica: ser de competência exclusiva, em regra, podendo ser concorrente, caso a atividade seja de interesse simultâneo às três esferas da federação.
Atividades que o poder de polícia (excepcionalmente) tem a sua competência difundida entre os entes da Federação:
- poder de polícia sanitária: competência concorrente
- trânsito é de competência legislativa privativa da União; mas constitui tema no qual todos os entes da Federação exercem poder de polícia. STF: Não viola a competência privativa da União lei estadual que impede a renovação da licença de trânsito em razão do inadimplemento do IPVA. STF: É competente a autoridade estadual para apreender e desemplacar veículos que são flagrados no exercício irregular de transporte coletivo intermunicipal. STF: A retenção da mercadoria, até a comprovação da posse legítima daquele que a transporta, não constitui coação imposta em desrespeito ao princípio do devido processo legal tributário. 
Súmula 312 - STJ: No processo administrativo para imposição de multa de trânsito, são necessárias as notificações da autuação e da aplicação da pena decorrente da infração.
STJ: é dispensado o uso de Aviso de Recebimento (AR) nas notificações por infração de trânsito. A decisão do STJ arremata o entendimento há muito defendido pelo DNIT, que deve presumir-se válida a cientificação do condutor infrator por carta simples, por ser medida de economia aos cofres públicos que resguarda os princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.
Súmula 127 do STJ: É ilegal condicionar a renovação da licença de veículo ao pagamento de multa, da qual o infrator não foi notificado.
Súmula 323 - STF: É INADIMISSÍVEL a apreensão de mercadorias como meio coercitivo para pagamento de tributos.
STF (2018): O protesto das Certidões de Dívida Ativa constitui mecanismo constitucional e legítimo, por não restringir de forma desproporcional quaisquer direitos fundamentais garantidos aos contribuintes e, assim, não constituir sanção política.
STF: é inconstitucional a restrição ilegítima ao livre exercício de atividade econômica ou profissional, quando imposta como meio de cobrança indireta de tributos.
STF: é inconstitucional o uso de meio indireto coercitivo para pagamento de tributo – “sanção política” –, tal qual ocorre com a exigência, pela Administração Tributária, de fiança, garantia real ou fidejussória como condição para impressão de notas fiscais de contribuintes com débitos tributários.
STF: é constitucional o art. 17, V, da Lei Complementar 123/2006, que veda a adesão ao Simples Nacional à microempresa ou à empresa de pequeno porte que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS ou com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade não esteja suspensa.
Súmula 510/STJ: A liberação de veículo retido apenas por transporte irregular de passageiros não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.
CESPE: No que diz respeito ao poder de polícia, entende o STJ que, na hipótese de determinado veículo ser retido apenas por transporte irregular de passageiro, a sua liberação não está condicionada ao pagamento de multas e despesas.
CESPE: O STF entende ser constitucional a atribuição, pelo município, do exercício do poder de polícia de trânsito a guardas municipais, inclusive no que se refere à imposição de sanções administrativas legalmente previstas. - a fiscalização do trânsito, com aplicação das sanções administrativas legalmente previstas, embora possa se dar ostensivamente, constitui mero exercício de poder de polícia, não havendo, portanto, óbice ao seu exercício por entidades não policiais. Poder de polícia não se confunde com segurança pública. O exercício do primeiro não é prerrogativa exclusiva das entidades policiais. 
O poder de polícia originário é aquele exercido pela administração direta.
Di Pietro: O poder de polícia delegado é aquele executado pelas pessoas administrativas do Estado, isto é, pelas entidades integrantes da administração indireta - podem as entidades meramente administrativas dotadas de personalidade jurídica de direito público (autarquias e fundações autárquicas) exercer poder de polícia. A grande maioria da doutrina, baseada no entendimento de que o poder de império (jus imperi) é próprio e privativo do Estado, não admite a delegação do poder de polícia a pessoas da iniciativa privada, ainda que se trate de uma delegatária de serviço público.
STF: em pelo menos uma oportunidade, já decidiu que o exercício do poder de polícia não pode
ser delegado a entidades privadas. 
Doutrina majoritária: nem mesmo se for integrante da administração pública indireta.
No âmbito do STJ (entendimento adotado na maioria da questões), parece estar consolidado o entendimento de que as fases de "consentimento de polícia" e de "fiscalização de polícia podem ser delegadas a entidades com personalidade jurídica
 de direito privado integrantes da administração pública. 
CESPE: O poder de polícia administrativo pode ser delegado a sociedade de economia mista que explore serviço público, a qual poderá praticar atos de fiscalização e aplicar multas.
FCC: O regular exercício de poder de polícia pela Administração pública admite delegação à iniciativa privada de alguns aspectos, a exemplo das atividades meio, que não afetam direitos diretamente; implica instituição de obrigações aos administrados para melhor atendimento do interesse público, vedada a imposição de proibições sem previsão expressa em lei, dado o princípio da livre iniciativa (legalidade);insere-se dentre as funções típicas executivas, com a possibilidade de, nessa matéria, edição de atos administrativos e normativos de natureza originária  
FGV: O poder de polícia poderá ser originário ou delegado.
CESPE: O poder de polícia pode ser delegado em sua dimensão fiscalizatória a pessoa jurídica de direito privado integrante da administração pública.
FCC: O regular exercício de poder de polícia pela Administração pública admite delegação à iniciativa privada de alguns aspectos, a exemplo das atividades meio, que não afetam direitos diretamente.
FCC: O poder de polícia administrativo poderá ser delegado, mediante lei específica, a entes da Administração Indireta.
CESPE: Constitui poder de polícia a atividade da administração pública ou de empresa privada ou concessionária com delegação para disciplinar ou limitar direito, interesse ou liberdade, de modo a regular a prática de ato em razão do interesse público relativo à segurança.
FCC: pode ser delegado a sociedade de economia mista que explore serviço público, a qual poderá praticar atos de fiscalização e aplicar multas.
CESPE: O poder de polícia é indelegável. 
FCC: Considerando as vertentes do poder de polícia, que o divide em quatro ciclos, e a atuação das concessionárias de serviços públicos, estas podem exercer os ciclos de consentimento e fiscalização do poder de polícia, nos termos e limites do que tiver sido previsto no contrato de concessão e atos normativos autorizadores da delegação.
A doutrina tradicionalmente aponta 3 atributos ou qualidades características do poder de polícia e dos atos administrativos resultantes de seu regular exercício: discricionariedade, autoexecutoriedade e coercibilidade (exigibilidade).
Embora a discricionariedade seja a regra no exercício do poder de polícia, nada impede que a lei, relativamente a determinados atos ou fatos, estabeleça total vinculação de atuação administrativa a seus preceitos. É o caso da concessão de licença para construção em terreno próprio ou para o exercício de uma profissão. 
Autoexecutoriedade é a possibilidade que tem a Administração de, com seus próprios meios, executar suas decisões, sem precisar de autorização prévia do Poder Judiciário.
Costuma-se desdobrá-la em: exigibilidade, em que a Administração Pública se utiliza de meios indiretos de coação, e executoriedade, que se reporta à possibilidade de o Poder Público compelir materialmente o particular, inclusive com o uso (moderado/proporcional) da força. A autoexecutoriedade depende de lei autorizativa ou de se tratar de medida urgente.
A autoexecutoriedade não é atributo presente em todo e qualquer ato de polícia. Exemplo consagrado de ato não autoexecutório é a cobrança de multas administrativas de polícia, quando resistida pelo particular. 
A exigibilidade está presente em todas as medidas de polícia, mas não a executoriedade.
Di Pietro: A coercibilidade (exigibilidade) é indissociável da autoexecutoriedade. O ato de polícia só é autoexecutório porque dotado de força coercitiva. 
FCC: A autoexecutoriedade prescinde da coercibilidade, que pode ou não estar presente nos atos de polícia. – a coercibilidade (exigibilidade), que faz parte da autoexecutoriedade, está presente em todos os atos de polícia. 
FCC: Os atos administrativos são permeados pela influência dos poderes da Administração. Destes são exemplo o poder de polícia, o poder normativo, o poder disciplinar e o poder hierárquico. O ato administrativo representa exercício do atributo da autoexecutoriedade, que também pode estar presente no poder de polícia, quando da adoção de providências materiais (=executoriedade) para obstar atuação dos administrados que coloque em risco a segurança na execução de projetos de obra; quando há imposição de sanções aos usuários dos serviços prestados pela Administração direta. – JSCF: no tocante às sanções de polícia há necessária observância do princípio da legalidade. Significa dizer que somente a lei pode instituir tais sanções com a indicação das condutas que possam constituir infrações administrativas. Atos administrativos servem apenas como meio de possibilitar a execução da norma legal sancionatória, mas não podem, por si mesmos, dar origem a apenações. 
FCC: A atividade da polícia administrativa nem sempre é prestada de forma gratuita pela Administração, havendo situações que implicam em onerosidade de seu exercício.
CESPE: De acordo com o STF, a competência das agências reguladoras para editar atos normativos que visem à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas representa o exercício de seu poder administrativo de polícia, na sua função normativa, estando subordinado ao disposto na lei; regulamentar, visando à normatização de situações concretas voltadas à atividade regulada.
Dica: Quando ler "Agência Reguladora + Poderes da Administração" ligue o alerta e pense na possibilidade de poder de POLÍCIA NORMATIVO.
STF: O poder de polícia da administração, no entanto, manifesta-se tanto pela prática de atos específicos, de efeitos concretos, quanto pela edição de atos normativos abstratos, de alcance generalizado. Não se mostra estranha ao poder geral de polícia da Administração, portanto, a competência das agências reguladoras para editar atos normativos visando à organização e à fiscalização das atividades por elas reguladas. A função normativa das agências reguladoras, no entanto, notadamente quando atinge direitos e deveres dos administrados ligados ao Estado tão somente por vínculo de sujeição geral, subordina-se necessariamente ao que disposto em lei.
FCC: O poder normativo da Administração pública consubstancia-se, quando aplicado a situações concretas, em exercício de poder de polícia, diretamente incidente sobre a esfera de direitos dos administrados, devendo estar previamente previsto na legislação vigente. – atos normativos são atos gerais e abstratos
FCC: O poder de polícia administrativo inclui, no âmbito das agências reguladoras, a possibilidade de tipificar ineditamente condutas passíveis de sanção, de acordo com o STJ.
FCC: O poder de polícia pode ser exercido por meio de atos vinculados ou de atos discricionários, neste caso quando houver certa margem de apreciação deixada pela lei.
FCC: O Poder de Polícia atribuído à Administração pública para o bom desempenho de suas atribuições demanda previsão normativa para sua utilização, embora possa permitir margem de apreciação discricionária no seu desempenho; permite a não aplicação de algumas garantias constitucionais estabelecidas em favor dos administrados, tendo em vista que visa ao atendimento do interesse público, que prevalece sobre os demais princípios.
FCC: Dentre as diversas atividades realizadas pelo Estado, no desempenho de suas funções executivas, representam expressão de seu poder de polícia: a regulação ou poder regulamentar, que visam conformar, de forma restritiva ou indutiva, as atividades econômicas aos interesses da coletividade, podendo abranger medidas normativas, administrativas, materiais, preventivas e fiscalizatórias e sancionatórias; a fiscalização e autuação de condutores exercidas pelas autarquias que desempenham serviços públicos rodoviários. 
CESPE: A fiscalização realizada em locais proibidos para menores retrata o exercício de polícia administrativa. - a polícia administrativa tem como objeto fiscalizar e aplicar multas àqueles que não estiverem cumprindo as normas estabelecidas. Enquanto a polícia judiciária atua nas investigações de caráter penal.
A principal diferença entre polícia administrativa e polícia judiciária está na ocorrência ou não de um ilícito penal. Assim, a polícia administrativa atua na prevenção e repressão do ilícito administrativo ao passo que judiciária age a partir do ilícito penal. Exemplificando: quando a autoridade apreende uma carta de motorista por infração de trânsito, pratica ato de polícia administrativa; quando prende o motorista por infração penal, pratica ato de polícia judiciária.
VP e MA: A polícia administrativa é desempenhada por órgão decaráter fiscalizador, integrantes dos mais diversos setores da administração pública, ao passo que a polícia judiciária é executada por corporações específicas (a Polícia Civil e a Polícia Federal e ainda, em alguns casos, a Polícia Militar, sendo que esta última exerce também a função de polícia administrativa. 
CESPE: De acordo com a legislação e a doutrina pertinentes, o poder de polícia administrativa pode ser exercido por órgão que também exerça o poder de polícia judiciária.
Uma outra diferença apontada pela doutrina está no fato de que a polícia administrativa atua sobre bens, direitos e atividades ao passo que a judiciária somente sobre pessoas.
CESPE: O poder de polícia administrativa difere da atividade da polícia judiciária porque não é exercido em razão do cometimento de crimes. O primeiro pode atuar não só com finalidade preventiva, mas também repressiva, e pode incidir sobre bens, direitos e atividades.
CESPE: O poder de polícia administrativa, que se manifesta, preventiva ou repressivamente, a fim de evitar que o interesse individual se sobreponha aos interesses da coletividade, difere do poder de polícia judiciária, atividade estatal de caráter repressivo e ostensivo que tem a função de reprimir ilícitos penais mediante a instrução policial criminal.
CESPE: CESPE: Se o policial tivesse entrado no local a fim de investigar um crime, estaria exercendo o poder de polícia administrativa. JUDICIÁRIA
CESPE: Tanto a polícia administrativa quanto a polícia judiciária, embora tratem de atividades diversas, enquadram-se no âmbito da função administrativa do Estado, uma vez que representam atividades de gestão de interesse público.
São 4 fases do poder de polícia: legislação (ordem de polícia), consentimento de polícia (anuência prévia da AP), fiscalização de polícia e sanção de polícia. A LEGISLAÇÃO e a SANÇÃO são entendidas como ATIVIDADES TÍPICAS, por isso não podemos falar em delegação, já o CONSENTIMENTO e a FISCALIZAÇÃO não são entendidas como atividades típicas, por isso podem ser delegadas. 
VUNESP: Ao exercício do poder de polícia são inerentes certas atividades que podem ser sumariamente divididas em quatro grupos: I – legislação; II – consentimento; III – fiscalização; e IV – sanção. Nessa ordem de ideias, é correto afirmar que o particular pode exercer, por delegação, as atividades de consentimento e fiscalização, por não serem típicas de Estado.
FCC: Sanção de polícia tem como característica o emprego de medidas inibitórias ou dissuasoras e tem como finalidade cessar práticas ilícitas perpetradas por particulares e por funcionários públicos, garantida a ampla defesa.Parte superior do formulário
CESPE: O poder de polícia pode expressar-se por meio de atos realizados no exercício de competência discricionária ou por intermédio de atos vinculados.
CESPE: Como atributo do poder de polícia, há a discricionariedade que, porém, esbarra nas limitações impostas pela norma. 
CESPE: O poder de polícia, decorrente da supremacia geral do interesse público, permite que a administração pública condicione ou restrinja o exercício de atividades, o uso e gozo de bens e direitos pelos particulares, em nome do interesse público.
TRT: O fundamento da atribuição de polícia administrativa está centrado num vínculo geral existente entre a Administração Pública e os administrados, que autoriza o condicionamento do uso, gozo e disposição da propriedade e do exercício da liberdade em benefício do interesse público ou social, podendo a atividade de polícia ser ora discricionária, ora vinculada, porém sempre submetida aos ditames legais.
CESPE: O poder de polícia, atualmente, tem ampla aplicação, manifestando-se, por exemplo, em prol da preservação da saúde pública, da segurança de edificações e do controle de publicações. - a extensão do poder de polícia é hoje muito ampla, abrangendo desde a proteção à moral e aos bons costumes, a preservação da saúde pública, a censura de filmes e espetáculos públicos, o controle das publicações, a segurança das construções e dos transportes, a manutenção da ordem pública em geral, até à segurança nacional em particular.
CESPE: O poder de polícia dispõe de certa discricionariedade, haja vista o poder público ter liberdade para escolher, por exemplo, quais atividades devem ser fiscalizadas para que se proteja o interesse público. 
O Estado, no exercício do seu poder de polícia, tem a prerrogativa de aplicar multas sempre que houver situação grave de urgência, em face da gravidade da lesão provocada e para evitar a perpetuação da atividade lesiva. ERRADA - Ora, situações desta natureza demandam, na realidade, medidas dotadas de pronta efetividade, de modo a evitar que o mal se concretize. É preciso, em suma, lançar mão de providências dotadas de autoexecutoridade, vale dizer, de medidas que dispensem a chancela do Poder Judiciário para que venham a produzir efeitos concretos.
Embora haja controvérsia, a doutrina majoritária afirma que a executoriedade depende de previsão legal OU do caráter emergencial da situação concreta (URGÊNCIA). 
FCC: a Administração pública somente poderá fechar o estabelecimento industrial por meio do exercício do poder de polícia, se houver lei expressamente autorizando tal procedimento; poderá fechar o estabelecimento industrial por meio do exercício do poder de polícia, dada a urgência para a defesa da coletividade. – previsão em lei OU urgência
CESPE: A expedição de autorização de porte de arma de fogo constitui exercício de poder administrativo regulamentar. DE POLÍCIA
STF: o Poder Público não pode vedar a utilização de carros, aparelhos e objetos sonoros pelos manifestantes, sob pena de frustrar o conteúdo da norma constitucional.
CESPE: A imposição coercitiva de deveres não pode ser exercida por terceiros que não sejam agentes públicos.
CESPE: A atividade de polícia administrativa:
nem sempre é prestada de forma gratuita pela Administração, havendo situações que implicam em onerosidade de seu exercício. - A cobrança de taxa tem como fato o exercício regular do poder de polícia, portanto pode, também, ser oneroso.
é irrenunciável, de modo que não é possível a revogação de medidas de polícia administrativa, uma vez que tenham sido aplicadas pela autoridade competente. - podem ser revogadas pela administração, no exercício do poder de autotutela. 
pode ser exemplificada pela atuação das corregedorias, ao fiscalizar a atividades dos órgãos públicos.-  é exercido em relação aos particulares, que limita direito ou liberdade para proteger o interesse público.
é dotada do atributo de imperatividade, que consiste na possibilidade que a Administração tem de executar suas decisões com seus próprios meios, sem necessidade de provocação do Poder Judiciário. - autoexecutoriedade
FCC: Como adequada forma de interação do poder de polícia e dos direitos individuais é correto:
ressalvar (excluir) o atributo da autoexecutoriedade no exercício do poder de polícia em algumas situações que não se mostrem imprescindíveis para o atendimento do interesse público e impliquem infringir garantias constitucionais dos administrados, como a inviolabilidade de domicílio.
permitir a superação de garantias e liberdades individuais sempre que a Administração pública entender que assim o interesse público restará melhor atendido, diferindo-se a motivação e a observância do contraditório e da ampla defesa.
Auto de infração e imposição de penalidade são expressões do poder de polícia, e não de poder normativo.
FCC: O alvará de licença e o alvará de autorização concedidos pela administração pública constituem meio de atuação do poder de polícia.Parte superior do formulário
FCC: Considera-se poder de polícia, desde que preenchidos os demais requisitos legais, as atividades da Administração pública descritas em: 
I. Limita direitos. 
II. Disciplina direitos. 
III. Regula a prática de ato. 
IV. Regula a abstenção de fato.
Art. 78 CTN– “Considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito,interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concernente...”
PODER NORMATIVO/REGULAMENTAR:
Trindade: poder normativo, em sentido amplo, compreende a atribuição de toda a Administração para edição de atos normativos. Em sentido estrito, significa a competência dos Chefes do Poder Executivo para a edição de decretos (poder regulamentar). 
JSCF: ao desempenhar o poder regulamentar, a Administração exerce inegavelmente função normativa, porquanto expede normas de caráter geral e com grau de abstração e impessoalidade, malgrado tenham elas fundamento de validade na lei. Como assinala autorizada doutrina, a função normativa é gênero no qual se situa a função legislativa, o que significa que o Estado pode exercer aquela sem que tenha necessariamente que executar esta última. É na função normativa geral que se insere o poder regulamentar.
Para o CESPE e FCC: poder normativo = poder regulamentar
CESPE 2016: Poder regulamentar é a prerrogativa concedida à administração pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação.
FCC 2014: Acerca do poder normativo da Administração Pública, é correto afirmar: Não se confunde com o poder regulamentar, pois ambos têm natureza jurídica distinta. 
CONSULPLAN: A prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir a sua efetiva aplicação é denominada poder regulamentar.
CESPE 2013: O poder regulamentar do Poder Executivo está sujeito a controle do Legislativo e do Judiciário.
CESPE 2014: Poder regulamentar é o poder que a administração possui de editar leis, medidas provisórias, decretos e demais atos normativos para disciplinar a atividade dos particulares. 
CESGRANRIO: Um ato normativo de iniciativa do Poder Executivo que prescinde de tramitação no Poder Legislativo é denominado de Medida Provisória. 
CESPE 2014: Insere-se no âmbito do poder regulamentar a competência privativa, não passível de delegação, do presidente da República para expedir decretos para a fiel execução das leis. – decreto de execução é indelegável
Mazza: são indelegáveis os regulamentos executivos. Por outro lado, diante de expressa autorização consagrada no art. 84, parágrafo único, da CF, admite-se delegação dos regulamentos de organização e dos regulamentos independentes, nas hipóteses específicas do art. 84, VI, a e b, CF, somente para as autoridades indicadas no dispositivo. 
FCC: Acerca do poder normativo da Administração Pública, é correto afirmar: Nem toda lei depende de regulamento para ser executada, mas toda e qualquer lei pode ser regulamentada se o Executivo julgar conveniente fazê-lo. – Coleção Juspodium: Nem toda lei necessita ser regulamentada, mas tal juízo de valor compete ao Chefe do Poder Executivo, o que nos remete à máxima de que "toda lei pode ser regulamentada".
Mazza: O exercício do poder regulamentar independe de previsão na lei a ser regulamentada.
CESPE: Toda lei, para sua execução, depende de regulamentação, que consiste em um ato administrativo geral e normativo expedido pelo chefe do Poder Executivo. – nem toda lei depende de regulamentação para sua execução
CESPE 2017: O exercício do poder regulamentar é privativo do chefe do Poder Executivo da União, dos estados, do DF e dos municípios.
CESPE 2006: O poder regulamentar não se realiza exclusivamente por meio de decreto do chefe do Poder Executivo.
FCC 2019: O exercício do poder normativo pelos entes públicos configura atuação que abrange a edição de decretos regulamentares sem inovação de mérito em face da lei regulamentada, embora também permita a edição de decretos autônomos em situações expressamente previstas; manifestação do princípio da legalidade, tendo em vista que a edição de decretos pelo Executivo se dá tanto pela edição de decretos regulamentares quanto para a edição de decretos autônomos, de caráter geral e abstrato, para suprir lacunas da lei (para casos expressamente previstos constitucionalmente).
FCC 2015: O poder normativo do Executivo é informado pela discricionariedade, na medida em que a lei, ao não descer às minúcias da solução em determinada matéria, permite à Administração pública escolher a melhor solução dentre as possíveis, não se confundindo, contudo, essa liberdade de atuação com liberalidade. 
FCC 2016: O poder regulamentar da Administração pública, também denominado de poder normativo, não abrange, exclusivamente, os regulamentos; ele também se expressa por outros atos, tais como por meio de instruções, dentre outros.
FCC 2013: O chamado poder regulamentar autônomo, trata-se de exercício de atividade normativa pelo Executivo, disciplinando matéria não regulada em lei, de controversa existência no direito nacional.
FCC 2013: O poder regulamentar da Administração pública consiste em editar normas complementares à lei, para a sua fiel execução.
FCC 2011: É correta a afirmação de que o exercício do poder regulamentar está consubstanciado na competência dos Chefes do Poder Executivo para editar atos administrativos normativos destinados a dar fiel execução às leis.
CESPE 2011: De acordo com o entendimento do STF, quando o Poder Executivo expede regulamento, ato normativo de caráter não legislativo, não o faz no exercício de função legislativa, mas no de função normativa, sem que haja derrogação do princípio da divisão dos poderes
Há quem sustente, de fato, e é esta a posição que se afigura majoritária, que o exercício do poder regulamentar, realmente, seria privativo dos Chefes do Poder Executivo (Presidente da República, governadores e prefeitos). Seria, pois, uma espécie do gênero maior denominado poder normativo. E consiste, na essência, na faculdade de editar atos infralegais, dotados de generalidade e abstração, com o escopo de dar fiel execução às leis.
Di Pietro: "Insere-se, portanto, o poder regulamentar como uma das formas pelas quais se expressa a função normativa do Poder Executivo. Pode ser definido como o que cabe ao Chefe do Poder Executivo da União, dos Estados e dos Municípios, de editar normas complementares à lei, para sua fiel execução."
Di Pietro: “Além do decreto regulamentar, o poder normativo da Administração ainda se expressa por meio de resoluções, portarias, deliberações, instruções, editadas por autoridades que não o Chefe do Executivo; estabelecem normas que têm alcance limitado ao âmbito de atuação do órgão expedidor. Há, ainda, os regimentos, pelos quais os órgãos estabelecem normas sobre o seu funcionamento interno." 
CESPE: O regimento interno de um órgão é expressão do poder hierárquico desse órgão. - normativo
FUNDEP: O Poder Legislativo aprova lei cujo texto prevê o seu detalhamento por ato do Poder Executivo, e proíbe os bares de utilizarem espaços públicos para a distribuição de mesas. Logo após sancionar o projeto de Lei, o Chefe do Executivo edita decreto detalhando a aplicação da norma, dentro dos limites definidos na lei. 
Ao praticar tal ato, o Chefe do Poder Executivo está exercendo o: poder regulamentar
Refira-se, todavia, que também existe corrente doutrinária que não faz tal distinção terminológica. Vale dizer, se refere ao poder regulamentar independentemente da autoridade da qual emana, mesmo que não se trate, portanto, da Chefia do Executivo.
JSCF: A formalização do poder regulamentar se processa, basicamente, por decretos e regulamentos. Nesse sentido é que o art. 84, IV, da CF dispõe que ao Presidente da República compete expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis. Pelo princípio da simetria constitucional, o mesmo poder é conferido a outros Chefes do Poder Executivo (governadores, prefeitos, interventores) para os mesmos objetivos.
Há também atos normativos que, editados por outras autoridades administrativas, podem caracterizar-se como inseridos no poder regulamentar. É o caso de instruções normativas, resoluções, portarias etc. Tais atos têm frequentemente um círculo de aplicação mais restrito, mas, veiculando normas gerais e abstrataspara a explicitação das leis, não deixam de ser, a seu modo, meios de formalização do poder regulamentar.
FCC: A Súmula vinculante nº 13, relativa à vedação ao nepotismo, é expressão dos poderes normativo e disciplinar da Administração pública. 
FCC: O regulamento de execução é hierarquicamente subordinado a uma lei prévia, além de ser ato de competência privativa do Chefe do Poder Executivo. – regulamento de execução = decreto de execução
JSCF: REGULAMENTAÇÃO TÉCNICA – De acordo com o sistema clássico da separação de Poderes, não pode o legislador, fora dos casos expressos na Constituição, delegar integralmente seu poder legiferante aos órgãos administrativos. Modernamente, contudo, em virtude da crescente complexidade das atividades técnicas da Administração, passou a aceitarse nos sistemas normativos, originariamente na França, o fenômeno da deslegalização, pelo qual a competência para regular certas matérias se transfere da lei (ou ato análogo) para outras fontes normativas por autorização do próprio legislador: a normatização sai do domínio da lei para o domínio de ato regulamentar. Não obstante, é importante ressaltar que referida delegação não é completa e integral. Ao contrário, sujeita-se a limites. Ao exercê-la, o legislador reserva para si a competência para o regramento básico, calcado nos critérios políticos e administrativos,
transferindo tão somente a competência para a regulamentação técnica mediante parâmetros previamente enunciados na lei. Daí poder afirmar-se que a delegação só pode conter a discricionariedade técnica. Trata-se de modelo atual do exercício do poder regulamentar, cuja característica básica não é simplesmente a de complementar a lei através de normas de conteúdo organizacional, mas sim de criar normas técnicas não contidas na lei, proporcionando, em consequência, inovação no ordenamento jurídico. 
FCC: O poder normativo, inerente ao Poder Executivo, é passível de ser delegado, em diferentes graus e medidas, nos termos da legislação vigente, inclusive às autarquias de regime especial que atuem em determinado e específico segmento.- a doutrina mais moderna admite o regulamento delegado no caso de leis que tratem de matérias eminentemente técnicas. É o que acontece, por exemplo, com as agência reguladoras. 
FCC: O poder normativo atribuído ao Executivo deve observar limites e parâmetros constitucionalmente estabelecidos, dentre os quais a possibilidade de sua delegação para agências reguladoras, constituídas sob a forma de autarquias, para organização das atividades reguladas, bem como para estabelecimento de critérios técnicos; a constitucionalidade de sua delegação aos entes integrantes da Administração pública indireta para edição de decretos regulamentadores que disciplinem aspectos técnicos em seus setores de atuação. 
FCC: O poder normativo da Administração pública pode ter natureza originária nas situações expressamente previstas constitucionalmente, fora das quais fica restrito a hipóteses de prévia existência de leis que demandem a disciplina e explicitação da forma de aplicação das mesmas às situações concretas.
FCC: Sobre o poder normativo da Administração, é correto afirmar que pode se manifestar em caráter originário, mesmo que contra a lei. JSCF: ao poder regulamentar não cabe contrariar a lei (contra legem), pena de sofrer invalidação. Seu exercício somente pode dar-se secundum legem, ou seja, em conformidade com o conteúdo da lei e nos limites que esta impuser. 
JSCF: a prerrogativa, registre-se, é apenas para complementar a lei; não pode, pois, a Administração alterá-la a pretexto de estar regulamentando. Se o fizer, cometerá abuso de poder regulamentar, invadindo a competência do Legislativo. Por essa razão, o art. 49, V, da CF, autoriza o Congresso Nacional a sustar atos normativos que extrapolem os limites do poder de regulamentação.
FCC: Sobre o poder normativo da Administração, é correto afirmar que é deferido a entidades da Administração Direta e Indireta, nos limites das suas respectivas competências. – Odete Medauar: Além do poder regulamentar, a Administração detém a faculdade de emitir normas para disciplinar matérias não privativas de lei.
FCC: Os entes que integram a Administração indireta também podem exercer poder normativo, tendo em vista que a competência privativa atribuída ao Chefe do Executivo pela Constituição Federal é delegável.
Espécies de regulamento: Mazza
a) regulamentos administrativos ou de organização: são aqueles que disciplinam questões internas de estruturação e funcionamento da Administração Pública ou relações jurídicas de sujeição especial do Poder Público perante particulares. Exemplo: art. 84, VI, a, da CF (“Compete privativamente ao Presidente da República: (...) VI – dispor, mediante decreto, sobre: a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos”);
JSCF: Os atos de organização e funcionamento da Administração Federal, ainda que tenham conteúdo normativo, são meros atos ordinatórios, ou seja, atos que se preordenam basicamente ao setor interno da Administração para dispor sobre seus serviços e órgãos, de modo que só reflexamente afetam a esfera jurídica de terceiros, e assim mesmo mediante imposições derivadas ou subsidiárias, mas nunca originárias. Esse aspecto não é suficiente para converter os atos em decretos ou regulamentos autônomos. Na verdade, vários outros atos, além do decreto, dispõem sobre a organização administrativa, como é o caso de avisos ministeriais, resoluções, provimentos, portarias, instruções, ordens de serviço.
b) regulamentos delegados, autorizados ou habilitados: em alguns países é possível o Poder Legislativo delegar ao Executivo a disciplina de matérias reservadas à lei, transferindo temporariamente competências legislativas para a Administração Pública. 
Coleção Juspodium: Regulamento autorizado também chamado de delegado é o que
regulamenta a lei em face de sua determinação expressa. José dos Santos Carvalho Filho nos brinda com o seguinte exemplo: "se a lei concede algum benefício mediante a comprovação de determinado fato jurídico, pode o ato regulamentar indicar quais documentos o interessado estará obrigado a apresentar". Contudo, o STF possui entendimento pacífico no sentido que essa delegação não pode implicar em uma de- legação da função legislativa, nomeada de "delegação em branco", em respeito ao princípio constitucional da separação dos poderes. Marcelo Alexandrino e Vicente Paulo - Direito Administrativo Descomplicado: "tem sido admitida a utilização do regulamento autorizado para a fixação de normas técnicas, desde que a lei que o autoriza estabeleça as diretrizes, os parâmetros, as condições e os limites da atuação do Poder Executivo, determinando precisamente os contornos da norma a ser elaborada, de modo que esta funcione apenas como complementação técnica necessária das disposições legais; usualmente se diz que o Poder Executivo, nesses casos, exerce "discricionariedade técnica". 
CESPE: O regulamento editado por autoridade competente da administração pública, em atendimento a norma legal, para prover matéria reservada a lei é um regulamento delegado. – seria executivo se tratasse sobre matéria anteriormente disciplinada pela legislação; seria autônomo ou independente se previsto constitucionalmente (e não por norma legal)
c) regulamentos executivos (decretos regulamentares ou de execução): são os regulamentos comuns expedidos sobre matéria anteriormente disciplinada pela legislação permitindo a fiel execução da lei. Exemplo: art. 84, IV, da CF;
Os regulamentos executivos são editados pela autoridade de maior hierarquia do Poder Executivo (Presidente, Governador ou Prefeito) com o único objetivo de estabelecer qual entre as possíveis interpretações da lei é aquela que passará a ser obrigatória para a estrutura administrativa vinculada à obediência do decreto.
Desse modo, as disposições gerais e abstratas da lei têm seu campo de discricionariedade reduzidopelo decreto a uma única forma válida de aplicação no âmbito da Administração Pública. Esse é o sentido da expressão “dar fiel execução à lei” prevista no art. 84, IV, da Constituição Federal, como a função precípua dos regulamentos executivos. Trindade: não são delegáveis, uma vez que há vedação expressa na L. 9784. 
d) regulamentos autônomos ou independentes (decretos autônomos ou independentes): são os que versam sobre temas não disciplinados pela legislação. Só podem existir em determinado ordenamento mediante expressa previsão constitucional porque pressupõem uma “reserva de regulamento”, isto é, um conjunto de temas que o Texto Constitucional retirou da competência do Legislativo e atribuiu, reservou ao Poder Executivo para disciplina via decreto.
Trindade: não têm por finalidade regulamentar lei. Sua existência independe de norma legal anterior que exija sua regulamentação. 
FCC: A edição de um decreto municipal que, pretendendo incentivar a reciclagem de lixo, estabelece a concessão de prêmios aos moradores que conseguirem comprovar determinadas quantidades de seleção, coleta e entrega nas oficinas especializadas, bem como estabelece multas para aqueles que não o fizerem, configura excesso de poder normativo, já que extrapola os limites materiais admitidos para os decretos autônomos do Chefe do Executivo, ingressando em matéria de lei. – a questão não menciona se há lei prevendo as multas, deduz-se então que o Município expediu decreto autônomo fora das hipóteses previstas para tal.
Decreto autônomo: natureza originária, pode inovar a OJ, delegável (nas hipóteses previstas na CF)
PODER REGULAMENTAR: NATUREZA SECUNDÁRIA – não inova o OJ.
JSCF: o poder regulamentar é de natureza derivada (ou secundária): somente é exercido à luz de lei preexistente. Já as leis constituem atos de natureza originária (ou primária), emanando diretamente da Constituição. Nesse aspecto, é importante observar que só se considera poder regulamentar típico a atuação administrativa de complementação de leis, ou atos análogos a elas. Daí seu caráter derivado. Há alguns casos, todavia, que a Constituição autoriza determinados órgãos a produzirem atos que, tanto como as leis, emanam diretamente da Carta e têm natureza primária; inexiste qualquer ato de natureza legislativa que se situe em patamar entre a Constituição e o ato de regulamentação, como ocorre com o poder regulamentar. Serve como exemplo o art. 103-B, da CF, inserido pela EC nº 45/2004, que, instituindo o Conselho Nacional de Justiça, conferiu a esse órgão atribuição para “expedir atos regulamentares no âmbito de sua competência, ou recomendar providências”.43 A despeito dos termos da expressão (“atos regulamentares”), tais atos não se enquadram no âmbito do verdadeiro poder regulamentar; como terão por escopo regulamentar a própria Constituição, serão eles autônomos e de natureza primária, situando-se no mesmo patamar em que se alojam as leis dentro do sistema de hierarquia normativa.
CESPE: O poder normativo da administração pode ser expresso por meio de deliberações e de instruções editadas por autoridades que não o chefe do Poder Executivo, as quais podem inovar no ordenamento jurídico, criando direitos e impondo obrigações.
VUNESP: os decretos regulamentares são aqueles que dispõem sobre matéria ainda não regulada especificamente em lei. 
CESPE: É denominado regulamento executivo (OU de execução) o decreto editado pelo chefe do Poder Executivo federal para regulamentar leis.
CESPE: As portarias são qualificadas como atos de regulamentação de segundo grau (= poder regulamentar).
CESPE: O fenômeno conhecido como deslegalização consiste na permissão do Poder Legislativo ao Poder Executivo de editar normas de caráter técnico, de maneira inovadora. 
A definição clássica da deslegalização, no Direito Administrativo Brasileira, costuma ser atribuída a Diogo Figueiredo Moreira Neto. Na mesma linha, José dos Santos Carvalho Filho explica que o fundamento do fenômeno da deslegalização é o seguinte: “Modernamente, contudo, em virtude da crescente complexidade das atividades técnicas da Administração, passou a aceitar- se nos sistemas normativos, originariamente na França, o fenômeno da deslegalização, pelo qual a competência para regular certas matérias se transfere da lei (ou ato análogo) para outras fontes normativas por autorização do próprio legislador: a normatização sai do domínio da lei (domaine de la loi) para o domínio de ato regulamentar (domaine de l’ordonnance). Ao exercê-la, o legislador reserva para si a competência para o regramento básico, calcado nos critérios políticos e administrativos, transferindo tão somente a competência para a regulamentação técnica mediante parâmetros previamente enunciados na lei. É o que no Direito americano se denomina delegação com parâmetros (delegation with standards). Daí poder afirmar-se que a delegação só pode conter a discricionariedade técnica. Trata-se de modelo atual do exercício do poder regulamentar, cuja característica básica não é simplesmente a de complementar a lei através de normas de conteúdo organizacional, mas sim de criar normas técnicas não contidas na lei, proporcionando, em consequência, inovação no ordenamento jurídico. Por esse motivo, há estudiosos que o denominam de poder regulador para distingui-lo do poder regulamentar tradicional.”
CESPE: O fenômeno da deslegalização, também chamada de delegificação, significa a retirada, pelo próprio legislador, de certas matérias do domínio da lei, passando-as para o domínio de regulamentos de hierarquia inferior.
OBS: para Juruena, somente a lei deve inovar no mundo jurídico, cabendo à norma regulatória somente a interpretação do conteúdo técnico da lei. A norma regulatória traduz, tecnicamente, com neutralidade política, as regras e princípios que compõem o marco regulatório, para uma implementação eficiente, com vistas ao atendimento das decisões políticas tomadas pela sociedade por meio dos seus representantes. Na norma regulatória não há discricionariedade, mas uma relativa liberdade para ponderar interesses concorrentes. 
FCC: A Administração estadual editou um decreto delimitando como deveriam ser apresentados e instruídos os requerimentos dos administrados para obtenção de certidões e manifestações dos órgãos competentes quanto ao reconhecimento de limites de imóveis quando confrontantes com bens públicos. A manifestação dos confrontantes é exigida em lei federal para fins de obtenção de retificação de área. Esse decreto configura regular exercício do poder regulamentar, tendo em vista que cuida de explicitar as condições para aplicação da lei federal na esfera estadual, no que concerne às confrontações com bens imóveis de titularidade estadual. 
FCC: Os atos pelos quais a Administração pública exerce o seu poder regulamentar, assim como a lei, também emanam atos com efeitos gerais e abstratos.
Mazza: No entanto, existem casos raros em que os atos regulamentares são gerais e concretos, como ocorre com os regulamentos revogadores expedidos com a finalidade específica de extinguir ato normativo anterior. Trata-se, nessa hipótese, de ato geral e concreto porque se esgota imediatamente após cumprir a tarefa de revogar o regulamento pretérito.
FCC: O poder normativo da Administração pública consubstancia-se, quando aplicado a situações concretas, em exercício de poder de polícia, diretamente incidente sobre a esfera de direitos dos administrados, devendo estar previamente previsto na legislação vigente. – atos normativos são atos gerais e abstratos
VUNESP: Sobre o poder normativo da Administração Pública, é correto afirmar que é aquele em função do qual a Administração Pública edita atos de efeitos genéricos e concretos complementares das leis.
A edição de normas está presente em 3 poderes: o hierárquico (decorrente das relações hierárquicas), o de polícia e o normativo. No primeiro, a norma é INTERNA, com finalidade de ordenar a atuação dos órgãos subordinados, não se estende a pessoas estranhas pois decorre tão somente da hierarquia.No segundo, as normas atingem pessoas estranhas à Administração (particulares). A norma é EXTERNA e visa limitar o interesse individual em prol do coletivo. Por fim, os atos normativos editados pelo poder normativo/regulamentar são apenas complementares à lei, visando sua fiel execução. Por exemplo, conceitos técnicos em portarias, regulamentos, resoluções etc.
FCC: O ato normativo, em hipóteses excepcionais, poderá criar direitos não previstos em lei, sem implicar em ofensa ao princípio da legalidade. - o poder normativo (sentido amplo) não atua na ausência de lei. 
CESPE: Configura abuso do poder regulamentar a edição de regulamento por chefe do Poder Executivo dispondo obrigações diversas das contidas em lei regulamentada, ainda que sejam obrigações derivadas. – JSCF: É legítima, porém, a fixação de obrigações subsidiárias (ou derivadas) – diversas das obrigações primárias (ou originárias) contidas na lei – nas quais também se encontra imposição de certa conduta dirigida ao administrado. Constitui, no entanto, requisito de validade de tais obrigações sua necessária adequação às obrigações legais. Inobservado esse requisito, são inválidas as normas que as preveem e, em consequência, as próprias obrigações. Se, por exemplo, a lei concede algum benefício mediante a comprovação de determinado fato jurídico, pode o ato regulamentar indicar quais documentos o interessado estará obrigado a apresentar. Essa obrigação probatória é derivada e legítima por estar amparada na lei. O que é vedado e claramente ilegal é a exigência de obrigações derivadas impertinentes ou desnecessárias em relação à obrigação legal; nesse caso, haveria vulneração direta ao princípio da proporcionalidade e ofensa indireta ao princípio da reserva legal.
CESPE: No exercício do poder regulamentar, o presidente da República pode dispor, mediante decreto, sobre a organização e o funcionamento da administração federal, quando tal ato administrativo não implicar aumento de despesa; sobre a criação e extinção de órgãos públicos; sobre a extinção de funções ou cargos públicos, quando estes estiverem vagos.
FCC: A edição de um decreto municipal que, pretendendo incentivar a reciclagem de lixo, estabelece a concessão de prêmios aos moradores que conseguirem comprovar determinadas quantidades de seleção, coleta e entrega nas oficinas especializadas, bem como estabelece multas para aqueles que não o fizerem, excede o poder normativo do município, que pode se prestar apenas a disciplinar e explicitar a operacionalização de disposições legais (o item se refere tão somente aos regulamentos de execução, desprezando, indevidamente, a existência dos regulamentos autônomos); configura excesso de poder normativo, já que extrapola os limites materiais admitidos para os decretos autônomos do Chefe do Executivo, ingressando em matéria de lei.
CESPE: Configura exercício de poder disciplinar a edição pela ANS de ato normativo que discipline um aspecto da relação entre operadoras setoriais e consumidores. – normativo.
FCC: Dentre os poderes atribuídos à Administração pública, o poder normativo não pode ser exercido pelos entes que integram a Administração indireta, à exceção das agências reguladoras, por conta de sua independência e autonomia.; hierárquico pode implicar viés disciplinar, a exemplo da apuração de infrações cometidas por servidores públicos integrantes dos quadros da Administração direta.
PODER HIERÁRQUICO:
A rigor, o exercício do controle hierárquico é inerente à própria estrutura da Administração Pública, que se acha organizada de forma escalonada. Por isso mesmo, a doutrina apregoa, sem dissidências, que tal espécie de controle é exercido de forma ampla e em caráter permanente, independente de norma específica que o preveja. 
A doutrina em geral aponta como decorrência do poder hierárquico as prerrogativas, exercidas pelo superior sobre seus subordinados, de dar ordens, fiscalizar, controlar, aplicar sanções, delegar competências e avocar competências.
CESPE: O administrador público age no exercício do poder hierárquico ao editar atos normativos com o objetivo de ordenar a atuação de órgãos a ele subordinados.
FCC: Rafael, servidor público estadual e chefe de determinada repartição, no exercício de seu poder hierárquico, editou ato normativo, qual seja, resolução, a fim de ordenar a atuação de seus subordinados. A propósito do tema, a conduta de Rafael está correta, pois insere-se dentro das atribuições próprias do poder hierárquico; correta, pois o poder hierárquico é mais abrangente e sempre engloba o poder normativo da Administração pública, também denominado de poder regulamentar. - não é verdade que o poder hierárquico sempre englobe o poder normativo da Administração.
CESPE: Decorre do poder disciplinar o poder-dever de fiscalização e de controle dos atos dos subordinados. - hierárquico
CESPE: O poder disciplinar consiste em distribuir e escalonar as funções, ordenar e rever as atuações e estabelecer as relações de subordinação entre os órgãos públicos, inclusive seus agentes. - hierárquico
CESPE: A hierarquia é uma característica encontrada exclusivamente no exercício da função administrativa, que inexiste, portanto, nas funções legislativa e jurisdicional típicas.
CESPE: No âmbito do Poder Judiciário, não existe hierarquia, no sentido de relação de coordenação e subordinação, no que diz respeito às suas funções judicantes.
FUNCAB: Delegação e avocação são institutos relacionados ao poder interno e permanente da Administração Pública denominada hierárquico. 
AOCP: A competência é irrenunciável e se exerce pelos órgãos administrativos a que foi atribuída como própria, salvo os casos de delegação e avocação legalmente admitidos.
CESPE: A avocação e a delegação de competência são atos administrativos praticados no exercício do poder hierárquico da administração pública.
Decorre do poder hierárquico o poder de revisão, por superior, dos atos praticados por subordinado.
QUADRIX: Rever os atos dos inferiores hierárquicos é apreciar tais atos em todos os seus aspectos para mantê-los ou invalidá-los.
CESPE: Das faculdades implícitas do poder hierárquico decorre a delegação de rever os atos do superior. subordinado
CESPE: O ato de delegação de competência, revogável a qualquer tempo pela autoridade delegante, decorre do poder administrativo hierárquico.
CESPE: Nos termos da jurisprudência do STJ, caso o procurador-geral do estado do Piauí delegue determinada função para o subprocurador-geral, e este, no exercício da função delegada, pratique ato ilegal, a responsabilidade pela ilegalidade desse ato deverá recair apenas sobre a autoridade delegada.
CESPE: Do poder de polícia decorrem faculdades implícitas para o administrador, tais como a de dar ordens e fiscalizar o seu cumprimento; a de delegar e avocar atribuições e a de rever os atos dos administrados. HIERÁRQUICO
CESPE: A avocação é o ato discricionário mediante o qual um superior hierárquico solicita para si o exercício temporário de determinada competência atribuída por lei a subordinado, não sendo possível a avocação em caso de competência exclusiva do subordinado.
CESPE: Por meio da avocação, substitui-se a competência do inferior hierárquico pela do superior hierárquico, com todas as consequências de uma substituição, inclusive a deslocação do juízo ou da instância em caso de demanda.
CESPE: O ordenamento jurídico pode determinar que a competência de certo órgão ou de agente inferior na escala hierárquica seja exclusiva e, portanto, não possa ser avocada.
FCC: Quando a Administração pública edita atos normativos que se prestam a orientar e disciplinar a atuação de seus órgãos subordinados, diz-se que atuação é expressão de seu poder hierárquico, traduzindo a competência de ordenar a atuação dos órgãos que integram sua estrutura. 
CESPE: O regimento interno de um órgão é expressão do poder hierárquico desse órgão. – normativo
QUADRIX: O regimento interno de um órgão é expressão do poder normativo desse órgão, não se relacionando com o poder hierárquico.FCC: Constitui correspondência válida entre os poderes ou prerrogativas da Administração e exemplos de expressão dessa atuação pela Administração pública, edição do ato que concede aposentadoria por tempo de serviço, requerida por servidor com fundamento em tempo de serviço, como expressão de competência vinculada e da relação de hierarquia. - o deferimento do pedido tem apoio em relação hierárquica, porquanto a autoridade administrativa encarregada de analisar e conceder a aposentadoria deve mesmo ocupar posição hierarquicamente superior àquela que formula o pedido.
FUNCAB: O Coordenador-Geral da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Rondônia fiscaliza permanentemente os atos praticados pelos seus subordinados, visando ao cumprimento da legalidade dos atos administrativos. Tal poder exercido pelo Coordenador é: hierárquico
FGV: Em tema de poderes administrativos, o vínculo que coordena e subordina uns aos outros os órgãos da Administração Pública, graduando a autoridade de cada um, decorre do chamado pela doutrina de poder: hierárquico.
FCC: Uma das atividades da Administração Pública consiste em controlar a atividade dos órgãos inferiores, para verificar a legalidade de seus atos e o cumprimento de suas obrigações, podendo anular os atos ilegais ou revogar os inconvenientes ou inoportunos. Trata-se do exercício do poder hierárquico.
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PODER DISCIPLINAR:
Poder conferido à Administração para aplicar sanções disciplinares aos servidores que lhes são subordinados ou a particulares, desde que vinculados à Administração por ato ou contrato. Assim, somente está sujeito ao poder disciplinar aquele que possui
algum vínculo específico com a Administração, seja de natureza funcional ou contratual.
O poder disciplinar é interno, temporário e supremacia especial. Atua tanto na AP direta quanto na indireta, mas dentro dos seus âmbitos administrativos, jamais saindo do órgão para entidade como extensão de poder entre pessoas jurídicas distintas. 
O poder disciplinar da Administração é decorrência do poder hierárquico (se houver vínculo específico funcional) ou do princípio da supremacia do interesse público sobre o particular
(se houver vínculo específico com a Administração que não seja funcional).
O poder disciplinar não se confunde com o poder de investigar e punir crimes e contravenções penais. Enquanto o primeiro somente se aplica àqueles que possuem vínculo específico com a Administração (funcional ou contratual), o segundo é exercido sobre qualquer pessoa que viole as leis penais.
Costuma-se dizer que o poder disciplinar é discricionário, o que deve ser entendido em seus devidos termos. A Administração não tem liberdade de escolha entre punir e não punir, pois, tendo conhecimento de falta praticada por servidor, tem necessariamente que instaurar o procedimento adequado para sua apuração e, se for o caso, aplicar a pena cabível. Não o fazendo, sem uma justificativa aceitável incide em crime de condescendência criminosa, previsto no artigo 320 do Código Penal e em improbidade administrativa, conforme artigo 11, inciso II, da Lei nº 8.429.
Caso o indivíduo sob disciplina administrativa cometa infração, não restará qualquer opção ao gestor senão aplicar-lhe a penalidade legalmente prevista, ou seja, a aplicação da pena é ato vinculado. A discricionariedade, quando existente, é relativa à graduação da penalidade ou à escolha entre as sanções legalmente cabíveis, uma vez que no direito administrativo não predomina o princípio da pena específica (que corresponde à necessidade de prévia definição em lei da infração funcional e da exata sanção cabível).
FUNIVERSA: O art. 130 da Lei n.º 8.112/1990 prevê expressamente que a suspensão seja aplicada em caso de reincidência das faltas punidas com advertência e de violação das demais proibições que não tipifiquem infração sujeita à penalidade de demissão, não podendo exceder noventa dias. Sendo assim, caso o Instituto Federal do Amapá (Ifap), após apuração de responsabilidade, aplique, motivadamente, a pena de suspensão pelo prazo de afastamento, que não poderá ser superior a noventa dias, estará exercendo o poder discricionário.
FCC: Poder disciplinar é a faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. 
FCC: poder disciplinar é o que cabe à Administração para apurar infrações e aplicar penalidades às pessoas sujeitas a sua disciplina interna.
FCC: poder disciplinar alcança as sanções impostas aos servidores públicos, mas não abrange as sanções impostas às demais pessoas sujeitas à disciplina interna administrativa, como, por exemplo, os estudantes de uma escola pública.
CESPE: Se não houver previsão de penalidade de multa no edital da licitação nem no instrumento contratual, para o caso de atraso na execução do contrato, a administração não poderá valer-se do poder discricionário para aplicar a referida penalidade. - a Administração não tem liberdade de escolha entre punir e não punir. 
FCC: A celebração de contrato administrativo entre empresa particular e a Administração pública permite a incidência do poder disciplinar em relação à contratada, tendo em vista que essa atuação abrange relações jurídicas que excedem o vínculo funcional, tal como vínculo contratual.
CESPE: A prerrogativa da administração de impor sanções a seus servidores, independentemente de decisão judicial, decorre imediatamente do poder disciplinar e mediatamente do poder hierárquico.
CESPE: Considere que o diretor de determinada agência reguladora tenha prolatado ato administrativo contra um servidor efetivo, cuja culpa foi aferida em processo regular, cominando-lhe pena de suspensão. Nessa situação, verifica-se evidente manifestação do poder hierárquico da administração pública. DISCIPLINAR
CESPE: A aplicação de sanção administrativa contra concessionária de serviço público decorre do exercício do poder disciplinar.
CESPE: Constitui manifestação do poder disciplinar da administração pública a aplicação de sanção a sociedade empresarial no âmbito de contrato administrativo. 
CESPE: O poder disciplinar da administração pública decorre da relação de hierarquia, razão por que não se admite a aplicação de penalidade ao particular sem relação contratual com a administração. BEM POLÊMICA!!! MA e VP: quando a administração pública aplica uma sanção administrativa a alguém que descumpriu um contrato administrativo, há exercício do poder disciplinar, mas não existe liame hierárquico. Nesses casos, o poder disciplinar não está relacionado ao poder hierárquico.
CESPE: Estarão sujeitas ao poder disciplinar as pessoas que possuam algum vínculo com a administração pública. – vínculo específico
CESPE: O poder disciplinar autoriza a administração a aplicar multa ao contratado por inadimplemento parcial do contrato.
FCC: Dentre os poderes atribuídos à Administração pública, é inerente ao poder
hierárquico a possibilidade de imposição de penalidades aos servidores e administrados, sempre que agirem em desconformidade às normas ou aos princípios que regem a atuação dos entes públicos. - disciplinar
disciplinar a restrição de seu alcance para atingir apenas servidores e desde que possuam vínculo funcional adquirido mediante concurso com a Administração pública.
disciplinar a precedência de relação de hierarquia para fundamentar e delimitar o âmbito de aplicação de medidas punitivas. - no que se refere aos particulares que com o Estado mantenham vínculo jurídico específico, a possibilidade de aplicação do poder disciplinar independe de relação hierárquica.
FCC: O poder disciplinar pode ser decorrente do poder hierárquico, mas também pode projetar efeitos para além das relações travadas interna corporis.
FCC: A tipicidade do direito administrativo é menos rigorosa que a do direito penal, isso em razão dos valores jurídicos protegidos por cada área, motivo pelo qual, em regra, muitos estatutos funcionais admitem tipos abertos.
FCC: Determinada empresaprestadora de serviços foi declarada inidônea para contratar com a Administração pública, em decorrência da prática de ato ilícito com o objetivo de frustrar procedimento licitatório. A situação narrada corresponde ao exercício, pela Administração, do poder disciplinar.
CESPE: O poder disciplinar da administração pública confunde-se com o poder punitivo do Estado. - o poder punitivo do  Estado é realizado por meio da Justiça Penal (atividade jurisdicional),  que alcança todo aquele que praticar crime ou contravenção criminal.
CESPE: O poder punitivo da administração se consolida com o poder disciplinar. - o poder punitivo é dividido em 2, o poder disciplinar para os que possuem relação interna (específica) com a AP e o poder de polícia que serve para todos (que não possuem um vínculo específico com a AP (relação externa), como é o caso dos particulares em geral.
CESPE: O poder disciplinar se origina do interesse de aperfeiçoamento constante e progressivo do serviço público.
CESPE: O poder para a instauração de processo administrativo disciplinar e aplicação da respectiva penalidade decorre do poder de polícia da administração. - disciplinar
CESPE: O poder disciplinar se caracteriza por uma limitada discricionariedade quando confere à administração poder de escolha da pena a partir do exame da natureza e gravidade de eventual infração praticada por servidor público faltoso.
CESPE: O poder disciplinar do presidente da República para aplicar penalidade de demissão a servidor público federal pode ser delegado a ministro de Estado.
Parte superior do formulárioABUSO DE PODER:
O abuso de poder administrativo pode assumir tanto a forma comissiva quanto omissiva.
No direito administrativo, a inércia será considerada um ato ilícito caso haja dever de agir pela administração pública, implicando essa conduta omissiva abuso de poder quando houver ofensa a direito individual ou coletivo dos administrados.
O desvio de finalidade do ato administrativo verifica-se quando o agente pratica o ato visando a fim diverso daquele previsto, explícita ou implicitamente, na regra de competência.
O abuso de poder consiste em conduta ilegítima do agente público, caracterizada pela atuação fora dos objetivos explícitos ou implícitos estabelecidos pela lei.
Existem duas teorias que explicam o desvio de finalidade: a teoria subjetiva  e a teoria objetiva.
TEORIA SUBJETIVA
Para a teoria subjetiva, basta que a intenção seja viciada para que seja caracterizada o desvio de finalidade. Aqui, o único requisito, é que o administrador tenha agido mediante má intenção, pouco importando se aquele ato praticado por ele atende ou não o interesse público. Ex: Prefeito que desapropria terreno de inimigo, por mera vingança política, para construir creche. Neste caso o simples fato de o Prefeito desapropriar por perseguição política já é capaz de caracterizar o desvio de finalidade. 
TEORIA OBJETIVA
Para essa teoria, a intenção viciada é condição necessária, mas não suficiente para a caracterização do desvio de finalidade. Além da intenção viciada, exige-se que o ato praticado não atenda ao interesse público. No exemplo dado acima, se ficar comprovado que o terreno desapropriado pelo prefeito atende o interesse público, e que aquele lugar é o melhor local para se instalar uma creche, o desvio de finalidade não estaria configurado.
Segundo Mazza, essa teoria é a mais corriqueira nos concursos.
FCC: Motivado por interesses políticos, um administrador público determinou fiscalização sanitária pelo órgão competente em estabelecimento comercial, tendo sido constatada uma série de irregularidades pelos agentes públicos, dentre elas, o armazenamento de mercadorias perecíveis com data de validade expirada. Foram determinadas, assim, nos termos do que autoriza a lei, a apreensão das mercadorias, a lavratura de auto de infração e a imposição de multa, sem prejuízo do fechamento do estabelecimento. A atuação da Administração configura expressão do poder de polícia, devendo ser mantidas as medidas coercitivas e sancionatórias em face das provas obtidas, sem prejuízo de eventual responsabilização do administrador pela conduta indicada.
CESPE: No exercício da sua função, o analista de controle externo levará o ato administrativo à anulação caso o tenha realizado com abuso de poder. – vício de competência (no caso de excesso de poder) é convalidável (desde que seja em razão da pessoa e não seja exclusiva); poderá, motivadamente, invocar a reserva administrativa do possível quando não puder fazer determinado empreendimento.
Excesso de poder: convalidável (vício na competência)
Desvio de poder: não convalidável (vício na finalidade)
Poder discricionário: 
Poder discricionário é o conferido à administração para a prática de atos discricionários (e sua revogação), ou seja, é aquele em que o agente administrativo dispõe de uma razoável liberdade de atuação, podendo valorar a oportunidade e conveniência da prática do ato, quanto ao seu motivo, e, sendo o caso, escolher, dentro dos limites legais, o seu conteúdo (objeto). Mnemônico: MéritO
Cumpre enfatizar que somente pode revogar um ato administrativo a própria administração pública que o tenha praticado. Assim, o Poder Judiciário nunca poderá revogar um ato administrativo praticado pelo Poder Executivo ou pelo Poder Legislativo. Porém, quando estiver atuando como administração pública, o Poder Judiciário - e só ele - poderá revogar os atos administrativos discricionários que ele mesmo tenha editado.
É relevante registrar que, no Brasil, a doutrina administrativista mais moderna - a nosso ver, hoje majoritária - identifica a existência de discricionariedade não só quando a lei expressamente confere à administração pública o poder de decidir acerca da oportunidade e conveniência de praticar um determinado ato. Para essa corrente, há discricionariedade, ou possibilidade de atuação discricionária, também, quando a lei utiliza os denominados conceitos jurídicos indeterminados na descrição hipotética do motivo que enseja a prática do ato administrativo.
É oportuno reiterar que mesmo os atos discricionários apresentam-se vinculados à estrita previsão ela lei quanto a seus requisitos competência, finalidade e forma (com a ressalva de que há divergências doutrinárias quanto à afirmaçao de que os elementos forma e finalidade sejam sempre vinculados
em qualquer ato administrativo). 
O poder discricionário tem como limites, além do próprio conteúdo da lei, os princípios jurídicos administrativos, sobretudo os da razoabilidade e da proporcionalidade - os quais decorrem implicitamente do postulado do devido processo legal, em sua acepção substantiva. A extrapolação dos
limites legais, assim como a atuação contrária aos princípios administrativos, configura a denominada arbitrariedade (arbitrariedade é sempre sinônimo de atuação ilegal).
Se uma lei prevê, por exemplo, a possibilidade de suspensão punitiva de urna atividade por um mínimo de trinta e um máximo de noventa dias, claro está que uma suspensão por 100 dias será puramente arbitrária, não sendo cabível, então, cogitar utilização do poder discricionário, e sim pura ilegalidade, abuso de poder. O ato será nulo por vício de objeto.
Deve-se ter em mente que o ato discricionário ilegal ou ilegítimo poderá - como qualquer ato ilegal - ser anulado tanto pela administração pública que o praticou quanto pelo Poder Judiciário.
É sempre importante frisar que, embora razoabilidade e proporcionalidade sejam princípios utilizados para controlar a discricionariedade administrativa, não se trata de controle de mérito administrativo. O controle da discricionariedade pelos princípios da razoabilidade e proporcionalidade deve ser entendido desta forma: quando a administração pratica um ato discricionário além dos limites legítimos de discricionariedade que a lei lhe conferiu, esse ato é ilegal, e um dos meios efetivos de verificar sua ilegalidade é a aferição de razoabilidade e proporcionalidade. 
O poder discricionário - corno qualquer poder administrativo- só é legítimo quando exercido nos limites explícitos na lei, ou implicitamente dela decorrentes.
CESPE: De acordo com o STJ, manifesta-se o poder discricionário quando o juiz impõe a pena ao condenado após sentença condenatória. - realmente, a jurisprudência do STJ vem se manifestando no sentido de que, após a conclusão de que o réu deve ser condenado, o juiz, ao passar à etapa de dosimetria da pena, exerce poder discricionário, na medida em que deve, à luz de todos os elementos e circunstâncias do caso concreto, chegar à pena mais adequada ao sentenciado.
FCC: A nomeação de pessoa para um cargo de provimento em comissão é expressão do exercício do poder discricionário. 
FCC: Discricionariedade administrativa é o dever-poder da Administração pública de, diante do caso concreto, tomar duas ou mais decisões, sendo todas elas válidas perante o Direito.
FGV: O poder que é concedido à Administração Pública, de modo implícito ou explícito para a prática de atos administrativos, com liberdade na escolha de sua conveniência, oportunidade e conteúdo, é denominado discricionário.
CESPE: A contratação de prestação de serviços de manutenção predial está dentro da esfera do poder discricionário da administração.
FCC: A distinção entre ato administrativo vinculado e discricionário pode se fazer presente em diversas situações e âmbitos de análise jurídica. Quanto aos efeitos, predicar um ato administrativo como discricionário ou vinculado possibilita inferir a extensão do controle judicial de determinado ato, posto que nos atos vinculados todos os aspectos estão contemplados pela norma, cabendo ao administrador subsumir um determinado caso concreto ao ato a ele atribuído pela lei.
FCC: O poder de polícia pode ser discricionário (o que ocorre na maioria das vezes) ou vinculado. A característica da discricionariedade está presente 
I. Autorização para porte de arma.
II. Licença para dirigir veículos automotores.
III. Licença para construir.
FCC: O poder discricionário consiste na liberdade de ação administrativa, dentro dos limites permitidos em lei, aplicando-se inclusive para o requisito da finalidade do ato administrativo.
FCC: O poder discricionário é sempre relativo e parcial, porque, quanto à competência, à forma e à finalidade do ato, a autoridade está subordinada ao que a lei dispõe, como para qualquer ato vinculado. 
FCC: Marcia, servidora pública, decide revogar ato administrativo discricionário e válido por ela praticado e assim o faz com efeitos retroativos à data em que o ato foi praticado. A propósito do tema, é correto afirmar que a revogação narrada apresenta apenas uma irregularidade: seus efeitos não são retroativos.
FCC: A revogação do ato administrativo produz efeito ex nunc. - tunc
FCC: A revogação é sempre discricionária. 
FCC: Na revogação, extingue-se ato válido. 
FCC: Um particular interessado em obter porte de arma solicitou à Administração consentimento para tanto. Nesta hipótese, a manifestação positiva da Administração, que demanda análise de aspectos subjetivos do requerente, consistirá em um ato administrativo unilateral, discricionário e precário, que se denomina autorização.Parte superior do formulário
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8 Organização administrativaParte superior do formulário
Somente a AP direta possui autonomia política!
Não há relação de hierarquia em nenhuma forma de descentralização.
A descentralização política, característica dos Estados federados, ocorre na criação de entidades políticas para o exercício de competências próprias, não provenientes do ente central. É o caso, no Brasil, dos Estados e dos Municípios, entes locais que detêm competência legislativa própria, conferida diretamente pela Constituição, ou seja, tal competência é originária dos entes locais, e não mera delegação ou concessão do governo central, a União. 
A descentralização administrativa sob a modalidade por outorga legal pressupõe a criação de entidade que receberá, por meio de lei, a titularidade da prestação de um serviço ou de uma atividade, titularidade esta anteriormente pertencente à entidade federativa central (União, Estados-membros, DF e Municípios). Logo, as competências e atribuições são decorrentes do ente central. Ademais, a descentralização que se opera entre União e DF é de ordem política (e não administrativa), porquanto originada diretamente da própria Constituição.
Já a descentralização administrativa ocorre quando determinadas atribuições definidas pelo poder central são exercidas por entidades descentralizadas. Ou seja, tais atribuições não decorrem, com força própria, da Constituição, e sim das leis editadas pelo ente central.
A doutrina costuma classificar a descentralização administrativa em três modalidades:
A descentralização por serviços, funcional, técnica ou por outorga se verifica quando uma entidade política (União, Estados, DF e Municípios), mediante lei, cria uma pessoa jurídica de direito público ou privado e a ela atribui a titularidade e a execução de determinado serviço público.
Os consórcios públicos podem assumir personalidade jurídica de direito público ou de direito privado (Lei 11.107/2005, art. 6º). Caso ostente personalidade jurídica de direito público, constituirá uma associação pública, de natureza autárquica, e integrará a Administração Indireta de todos os entes consorciados. De qualquer sorte, em sendo uma autarquia, é evidente que aí reside uma descentralização administrativa por serviços, como ocorre na instituição de toda e qualquer autarquia.
A descentralização por colaboração ou delegação ocorre quando, por meio de contrato ou ato unilateral, o Estado transfere a execução de determinado serviço público a uma pessoa jurídica de direito privado, previamente existente, conservando o Poder
Público a titularidade do serviço.
Essa não existe hoje no Brasil.
Por meio da descentralização, o Estado transfere a titularidade de certas atividades que lhe são próprias a particulares ou a pessoas jurídicas que institui para tal fim. – O Estado não transfere titularidade a particulares.
As expressões serviço público centralizado e serviço público descentralizado equivalem a administração pública direta e administração pública indireta, respectivamente. - pois um serviço público poderá ser prestado, de forma descentralizada, por uma pessoa não integrante do Estado (concessionária), e, portanto, não integrante da Administração Pública indireta (descentralização por colaboração/delegação).
A descentralização administrativa é a distribuição de competências de uma pessoa jurídica para outra.
A descentralização pode ser feita por meio de outorga ou delegação, meios de que dispõe o poder público para transferir, por tempo determinado, a prestação de determinado serviço público a ente público ou a particular. - Poderá ser por prazo determinado (contrato) ou não (outorga).
Se determinada atribuição administrativa for outorgada a órgão público por meio de uma composição hierárquica da mesma pessoa jurídica, em uma relação de coordenação e subordinação entre os entes, esse fato corresponderá a uma centralização. - Desconcentração (relação de hierarquia). ?????
As secretarias, dentro da administração direta, executam suas tarefas de forma centralizada - As secretarias constituem produto da técnica de organização da Administração Pública denominada desconcentração administrativa. 
A transferência, mediante ato administrativo, da execução de determinado serviço público a uma autarquia configura descentralização administrativa por outorga. LEI (OUTORGA SÓ MEDIANTE LEI).
Em se tratando de desconcentração, as atribuições são repartidas entre órgãos públicos pertencentes a uma única pessoa jurídica, como acontece, por exemplo, com a organização do Poder Judiciário em tribunais, que são órgãos públicos desprovidos de personalidade jurídica própria.
A desconcentração administrativa é o fenômeno da distribuição interna de plexos de competências, agrupadas em unidades individualizadas.
O fenômeno da desconcentração, que ocorretanto na administração direta como na indireta, equivale à técnica administrativa conhecida como departamentalização, cujo objetivo central é tornar mais ágil, especializada e eficiente a prestação de serviços.
Parte superior do formulário
A descentralização administrativa efetivada mediante delegação decorre de ato unilateral do Estado e, normalmente, tem prazo indeterminado.
O grande dilema entre descentralização e controle na administração pública brasileira caminha para uma proposta de resolução. Prova disso é o grande avanço na qualidade que se experimenta nos serviços públicos com a adoção do modelo de agências reguladoras para a prestação de serviços à população.
A atividade administrativa pode ser prestada de forma centralizada, em que um único órgão desempenha as funções administrativas do ente político.
A descentralização por serviços caracteriza-se pelo reconhecimento de personalidade jurídica ao ente descentralizado, que deve ter capacidade de autoadministração, patrimônio próprio, capacidade específica ou de especialização e submissão ao controle ou à tutela por parte de ente descentralizado nos termos da lei.
Para a descentralização da prestação de determinado serviço público, é facultada ao governo a criação, por meio de lei própria, de empresa pública, que passa a existir automaticamente após a aprovação da norma. A LEI SÓ AUTORIZA A CRIAÇÃO DE EP.Parte superior do formulário
A descentralização administrativa ocorrida com a divisão da administração pública em direta e indireta possibilitou avanços na gestão pública do país e foi responsável por diminuir o controle federal sobre estados e municípios.
A distribuição de atribuições entre as entidades políticas configura uma descentralização horizontal. VERTICAL - o modelo constitucional de distribuição de atribuições entre tais pessoas políticas, denominada repartição de competências, partiu do ente "maior" para os "menores", geograficamente falando, ou seja, da União para os municípios, passando pelos estados e pelo DF. 
A descentralização horizontal é aquela que se opera quando um dos entes políticos resolve criar uma entidade para compor sua própria administração pública indireta.
O controle dos resultados de forma descentralizada, na administração pública, depende de um grau de confiança limitado nos agentes públicos, que, mesmo com estrito monitoramento permanente, devem ter delegação de competência suficiente para escolher os meios mais apropriados ao cumprimento das metas prefixadas.
As entidades da administração pública indireta têm capacidade de autoadministração, ou seja, podem definir regras para se organizarem. AUTO-ORGANIZAÇÃO É QUE REFERE A DEFINIR REGRAS PARA SE ORGANIZAREM
Autoadministração = capacidade de gerir seus próprios negócios.
A descentralização administrativa ocorre quando as atribuições que os entes descentralizados exercem têm o valor jurídico que lhes empresta o ente central e decorrem desse ente. Nessa situação, o que existe é a criação de entes personalizados, com o poder de autoadministração, capacidade de gerir os próprios negócios, mas com subordinação a leis e a regras impostas pelo ente central.
As autarquias têm sua criação e sua extinção submetidas a reserva legal, podendo ter sua organização regulada por decreto.
Lei não pode criar autarquia cujo objeto seja a prestação de apoio geral a projetos de Estado, ainda que o objetivo seja prestar apoio a vários pequenos programas de governo da União ligados a diversas áreas, tendo em vista a falta de precisão do objeto de sua atuação.
DECRETO-LEI Nº 200/67:
A) Autarquia - o serviço autônomo, criado por lei, com personalidade jurídica, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram, para seu melhor funcionamento, gestão administrativa e financeira descentralizada.
B) Sociedade de Economia Mista - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para a exploração de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam em sua maioria à União ou a entidade da Administração Indireta.
c)  Empresa Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e capital exclusivo da União, criado por lei para a exploração de atividade econômica que o Governo seja levado a exercer por força de contingência ou de conveniência administrativa podendo revestir-se de qualquer das formas admitidas em direito.
D) Fundação Pública - a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, criada em virtude de autorização legislativa, para o desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgãos ou entidades de direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio gerido pelos respectivos órgãos de direção, e funcionamento custeado por recursos da União e de outras fontes.
São características das sociedades de economia mista: criação autorizada por lei; personalidade jurídica de direito privado; sujeição ao controle estatal; estruturação sob a forma de sociedade anônima.
Dica: para a CONSUPLAN, a criação de entidades da AP indireta não pode ser feita por medida provisória. 
As entidades autônomas integrantes da administração indireta que atuam em setores estratégicos da atividade econômica, zelando pelo desempenho das pessoas jurídicas e por sua consonância com os fins almejados pelo interesse público e pelo governo são denominadas: agências reguladoras. 
As agências reguladoras constituem instrumento de intervenção estatal direta no domínio econômico, uma vez que impõem comportamentos definidos pela autoridade do Estado. INDIRETA
No Brasil, as agências reguladoras, assim como o Banco Central, são dotadas de autonomia operacional e independência em relação aos poderes do Estado. SOMENTE INDEPENDÊNCIA ADMINISTRATIVA Parte superior do formulário
A atividade regulatória do Estado é voltada à defesa do interesse público, de modo a prevenir e corrigir as falhas de mercado e atuar no domínio econômico de forma indireta por meio das agências reguladoras.
Uma agência reguladora exerce funções executivas, normativas e judicantes de Estado, não desempenhando funções de governo.
As entidades autárquicas nada mais são do que entidades personalizadas, com
regime de fazenda pública, orientadas na execução das atividades estatais de forma especializada e eficiente, decorrentes da descentralização administrativa, atuando sem nenhum interesse econômico ou comercial, mas tão somente na busca do interesse coletivo. 
Cumpre relembrar que o Novo CPC define que A União, os Estados, o Distrito Federal,
os Municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público gozarão de prazo em dobro para todas as suas manifestações processuais, a partir da sua vista dos autos, não havendo mais disposições sobre prazos quadriplicados. Saliente-se que as ações de rito especial, tais como o Mandado de Segurança, o Habeas data, entre outros, não seguem as regras de dilatação de prazo, mantendo-se o prazo simples para manifestação do Poder Público.
Além dos prazos dilatados para manifestação, a fazenda pública (consequentemente, as autarquias) goza de garantia de duplo grau de jurisdição obrigatório, não produzindo efeitos, senão depois de analisadas pelo tribunal, as decisões contrárias à fazenda pública. Trata-se da chamada remessa necessária de decisões desfavoráveis ao Poder Público.
OBS: a súmula 620 do STF estabelece que as autarquias não gozam do direito ao reexame necessário, mas o entendimento jurisprudencial mais moderno afasta essa súmula, em virtude do art. 496 do CPC. 
Insta salientar que o duplo grau obrigatório não se aplica às condenações de valor certo não excedente a 1000 (mil) salários mínimos (no âmbito da União), bem como nos casos de sentença fundada em súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de casosrepetitivos e entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência.
O entendimento mais moderno é de o benefício da dispensa de efetivar o depósito de 5% sobre o valor da causa para propositura de ação rescisória, caso a ação seja julgada improcedente não se estende às autarquias, com exceção do INSS. 
Espécies de Agências reguladoras:
a) Agências que regulam a prestação de serviços públicos: atuam na fiscalização de serviços públicos propriamente ditos, prestados mediante delegação contratual ou, em algumas situações, prestados diretamente pelo ente estatal como, por exemplo, a ANEEL, a ANTT e ANTAQ, ANATEL, ANA, bem como a ANAC.
b) Agências que fiscalizam atividades de fomento: executam suas atividades na regulação de atividades eminentemente privadas que dependem de fiscalização estatal, por serem de interesse da coletividade, como é o caso da ANCINE.
c) Agências que controlam a exploração de atividades econômicas: são autarquias especiais que atuam na normatização da exploração de atividades econômicas de interesse da coletividade. Nesse sentido, tem-se a ANP.
d) Agências que regulamentam serviços de utilidade pública: essas Agências controlam serviços públicos não exclusivos de Estado, também denominados serviços de utilidade pública. Pode-se enumerar a ANS e também a ANVISA.
O surgimento das agências reguladoras representa uma mudança no papel do Estado, que deixou de ser produtor de bens e serviços e se tornou regulador dos serviços públicos.
Movimento de agencificação, com a outorga de função regulatória às agências reguladoras
instituídas como autarquias de regime especial.
Paralelamente à privatização de empresas estatais, surgiu o movimento já chamado de
agencificação, com a criação de agências reguladoras com a natureza de autarquias de regime especial, a que a lei atribui função de regulação. Segundo alguns, como Marçal Justen Filho, trata-se de mais uma função administrativa, ao lado das quatro tradicionais: serviço público, polícia administrativa, fomento e intervenção.
A função é quase legislativa porque as agências recebem, por lei, quando criadas, o poder de baixar normas com força obrigatória. Mas a função é quase legislativa porque as normas das agências estão colocadas abaixo das leis na escala hierárquica, podendo ser invalidadas por decisão judicial, quando contrariem as leis, seja por infringência dos standards, princípios, diretrizes contidos na lei (princípio do devido processo legal substantivo), seja por inobservância do processo de elaboração das normas, em que a participação do cidadão constitui exigência obrigatória em várias fases.
A função é quase judicial porque as agências resolvem conflitos entre prestadores de serviço ou destes com os usuários. E suas decisões são passíveis de apreciação judicial.
A justificativa para a delegação de função normativa às agências baseou-se em verdadeiro tripé construído pela Corte Suprema: a lei delega essa função à agência, mas o faz limitadamente, na medida em que os regulamentos por elas baixados devem obediência aos conceitos indeterminados contidos na lei; quer dizer que se adotou o sistema da chamada lei-quadro; os regulamentos baixados pelas agências são obrigatórios, têm força de lei e podem inovar na ordem jurídica; mas têm que sujeitar-se aos standards contidos na lei; daí falar-se em função quase legislativa; para dar legitimidade a essa função, instituiu-se um procedimento a ser obrigatoriamente observado, seja nas decisões dos casos concretos, seja na elaboração dos regulamentos; e esse procedimento exige obrigatoriamente a participação dos interessados, em maior ou menor escala, nas várias fases de elaboração da norma, com obrigatoriedade de divulgação dos projetos, realização de audiências públicas, recebimento de sugestões, obrigatoriedade de motivação quanto à aceitação ou não dessas sugestões pela agência; vale dizer, impôs-se o devido processo legal, em sua feição adjetiva, para elaboração dos regulamentos pelas agências;
para aperfeiçoar o controle judicial, construiu-se a doutrina do devido processo legal
substantivo, que permite ao Judiciário examinar, além da observância do procedimento
pela agência, também a razoabilidade de suas decisões diante dos conceitos jurídicos
indeterminados contidos na lei; quer dizer que a evolução do princípio do devido
processo legal deu-se no sentido de tornar cada vez mais rigoroso o formalismo do
procedimento, com exigências feitas pela Corte Suprema quanto à motivação, à
racionalidade das decisões diante dos dados colhidos pelas agências, à relação custo-benefício das medidas e normas adotadas.
No direito brasileiro, o modelo norte-americano enfrenta algumas dificuldades. A delegação
legislativa não encontra fundamento na Constituição, a não ser nas hipóteses expressamente previstas.
A participação ou não é prevista para o processo de elaboração de normas pelas agências ou é prevista sem caráter de obrigatoriedade, o que retira grande parte da legitimidade democrática da atuação das agências. E o princípio do devido processo legal em sua feição substantiva é de aplicação recente e muito restrita no direito brasileiro, sem falar nas restrições impostas pelo Supremo Tribunal Federal ao cabimento das ações diretas de inconstitucionalidade contra atos normativos da Administração Pública.
De qualquer forma, as agências vêm sendo instituídas em grande quantidade e vêm exercendo função reguladora, o que abrange competência normativa (limitada pelo princípio da legalidade), polícia administrativa, resolução de conflitos, embora sem força de coisa julgada.
Os conselhos profissionais possuem natureza jurídica de AUTARQUIAS FEDERAIS, exceto a OAB que, segundo a concepção majoritária, é um serviço público independente, categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro.
Subsidiárias: criadas por autorização legislativa ou previstas na lei de criação da estatal. Integram a Administração Pública indireta. 
Controladas: PJ adquiridas integralmente ou com parcela do seu capital social assumido por estatal. Não integram a AP. 
Fundações: entidades da AP indireta, instituídas pelo Poder Público, mediante a personificação de um patrimônio que, dependendo da forma de criação, adquirem PJ de direito privado (se lei autoriza) ou de direito público (se lei cria) – autarquias fundacionais. 
CESPE: A criação de fundações públicas de direito público ocorre por meio de lei, não sendo necessária a inscrição de seus atos constitutivos em registro civil de pessoas jurídicas. - Fundação de direito público tem a mesma natureza da autarquia.
Fundações privadas: não pertencem à AP.
As fundações públicas de direito privado são criadas nos moldes do art. 37, XIX, da CF: por decreto do Poder Executivo autorizado em lei específica, o qual deverá ser registrado para ter-se início a personalidade jurídica da entidade. Em qualquer caso, exige-se lei complementar para o estabelecimento das áreas em que poderão atuar as fundações públicas.
As fundações de direito público somente podem ser criadas por lei, pois essa é a regra para o surgimento de pessoas jurídicas de direito público.
A criação de fundação pública se dá por meio de lei específica, cabendo a lei complementar definir as áreas de sua atuação.Parte superior do formulário
As fundações públicas podem exercer atividades típicas da administração, inclusive aquelas relacionadas ao exercício do poder de polícia.
As fundações públicas podem ser instituídas com personalidade jurídica de direito público ou privado; a criação das de direito público depende diretamente de lei específica e a das de direito privado, de ato próprio do Poder Executivo, autorizado por lei. Parte superior do formulário
Nas fundações de direito privado os empregados são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho.
Não se admite a criação de fundações públicas para a exploração de atividade econômica.
O Cespe segue o entendimento doutrinário da Di Pietro e CarvalhoFilho, os quais entendem como desnecessária a fiscalização pelo MP às Fundações Públicas (de direito público ou privado).Parte superior do formulário
A reforma administrativa permitiu a ampliação da autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos órgãos e das entidades da administração direta e indireta, mediante a celebração de contratos que tenham por objeto a fixação de metas de desempenho para o órgão ou a entidade, a serem firmados entre seus administradores e o poder público.
Os órgãos e as entidades federais poderão executar programas estaduais e municipais - excepcionalmente. Já os órgãos da administração direta poderão executar programas a cargo de autarquias ou fundações, sob o regime de mútua cooperação mediante convênio. 
C: Nas empresas públicas e sociedades de economia mista, não existem cargos públicos, mas somente empregos públicos.
Embora não tenham personalidade jurídica própria, os órgãos públicos titulares de prerrogativas e atribuições emanadas de suas funções públicas — como, por exemplo, as câmaras de vereadores, os tribunais de contas e o MP — têm personalidade judiciária e, por conseguinte, capacidade ativa de ser parte em mandado de segurança para defender suas atribuições constitucionais e legais.Parte superior do formulário
Parte superior do formulárioPara a criação de uma empresa pública, é suficiente a edição de lei específica autorizando o Poder Executivo a proceder à instituição da entidade. Errada - em se tratando de pessoa jurídica de direito privado, é necessário que, em seguida, os respectivos atos constitutivos da entidade sejam levados a registro perante o cartório competente. Empresa pública subsidiária deverá ser criada por meio de lei. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA
De acordo com o entendimento do STF, os serviços prestados pela INFRAERO, no exercício da sua atividade-fim, são imunes ao imposto sobre serviços.
* As empresas públicas da União respondem ações judiciais na Justiça Federal. 
* As sociedades de economia mista respondem na Justiça Comum.
Convênios e contratos de repasse:
Convênio: é o acordo, ajuste ou qualquer outro instrumento que discipline a transferência de recursos financeiros de dotações consignadas nos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União e tenha como partícipe, de um lado, órgão ou entidade da administração pública federal, direta ou indireta e, de outro lado, órgão ou entidade da administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, ou ainda, entidades privadas sem fins lucrativos, visando a execução de programa de governo, envolvendo a realização de projeto, atividade serviço, aquisição de bens ou evento de interesse recíproco, em regime de mútua cooperação.
Art. 241 CF. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transferência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade dos serviços transferidos.
FCC: Suponha que o Município pretenda atuar em conjunto com o governo estadual para implementação de um programa de apoio à população afetada por fortes chuvas ocorridas na região metropolitana, com a remoção de famílias das áreas de risco e execução de obras emergenciais para evitar deslizamentos. Para tanto, o Estado está disposto a disponibilizar recursos financeiros destinados às referidas ações, inseridas no orçamento da Defesa Civil, que seriam executadas pelo Município. O instrumento jurídico adequado para viabilizar essa colaboração consiste em convênio, com a conjugação de esforços envolvendo interesses convergentes e aplicação dos recursos nas ações constantes do correspondente plano de trabalho.
Contrato de programa - será sempre obrigatório quando um ente da Federação incumba-se da prestação de serviços conjuntamente com outro ente da federação (prestação mediante cooperação federativa), diretamente ou por meio de entidade de suas Administrações Indiretas, tenham ou não esses entes federados celebrado um convênio de cooperação ou constituído um consócio público.
Contrato de repasse - instrumento administrativo, de interesse recíproco, por meio do qual a transferência dos recursos financeiros se processa por intermédio de instituição ou agente financeiro público federal, que atua como mandatário da União.
Art. 2º É vedada a celebração de convênios e contratos de repasse:
I - com órgãos e entidades da administração pública direta e indireta dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios cujos valores sejam inferiores aos definidos no ato conjunto previsto no art. 18; (Redação dada pelo Decreto nº 8.943, de 2016) - R$ 100.000,00 ou, no caso de execução de obras e serviços de engenharia, exceto elaboração de projetos de engenharia, nos quais o valor da transferência da União seja inferior a R$ 250.000,00;
II - com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigente agente político de Poder ou do Ministério Público, dirigente de órgão ou entidade da administração pública de qualquer esfera governamental, ou respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau; e   
III - entre órgãos e entidades da administração pública federal – será caso de e ermo de execução descentralizada - instrumento por meio do qual é ajustada a descentralização de crédito entre órgãos e/ou entidades integrantes dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União, para execução de ações de interesse da unidade orçamentária descentralizadora e consecução do objeto previsto no programa de trabalho, respeitada fielmente a classificação funcional programática. 
IV - com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter desenvolvido, durante os últimos três anos, atividades referentes à matéria objeto do convênio ou contrato de repasse; e
V - com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham, em suas relações anteriores com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas:  omissão no dever de prestar contas; descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria; desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; ocorrência de dano ao Erário; ou prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria. 
Entidades paraestatais: pessoas privadas, sem fins lucrativos, que exercem atividades de interesse público, mas não exclusivas de Estado, recebendo fomento do poder público, e que não integram a administração pública em sentido formal. 
Serviços sociais autônomos: pessoas jurídicas privadas, no mais das vezes criadas por entidades privadas representativas de categorias econômicas.
- autorizados por lei; 
- têm por objeto uma atividade social, sem finalidade de lucro, consistente, em geral, na prestação _de um serviço de utilidade pública em beneficio de determinado grupo social ou profissional;
- são mantidos por recursos oriundos de contribuições sociais de natureza tributária, recolhidas compulsoriamente pelos contribuintes definidos em lei, bem corno mediante dotações orçamentárias do poder público;
- sujeitas ao controle do Tribunal de Contas;
- não se submetem à observância das normas de licitação;
- não precisam contratar pessoal mediante concurso público
OS:
    a) são pessoas jurídicas de direito privado;
    b) são criados mediante autorização legislativa;
    c) não têm fins lucrativos;
    d) executam serviços de utilidade pública, mas não serviços públicos;
    e) não pertencem ao Estado;
    f) são custeados por dotações orçamentárias ou contribuições compulsórias pagas pelos sindicalizados (art. 240 da CF), constituindo verdadeiros exemplos de parafiscalidade tributária (art. 7º do CTN);
    g) estão sujeitos a controle estatal, inclusive por meio dos Tribunais de Contas;
    j) não precisam contratar pessoal mediante concurso público, mas sim por processo seletivo;k) estão obrigados a realizar licitação quando envolverem recursos públicos, previstos no contrato de gestão. Caso se trate de aquisição de bens e serviços comuns: será obrigatório emprego da modalidade pregão. 
CESPE: A respeito de organizações sociais, assinale a opção correta considerando o entendimento do STF em sede de controle concentrado. A qualificação da entidade como organização social configura hipótese de simples credenciamento, o qual não exige licitação em razão da ausência de competição.
    l) são imunes a impostos incidentes sobre patrimônio, renda e serviços (art. 150, VI, c, da CF
 m) são as únicas entidades privadas que celebram contrato de gestão com a administração pública.
STF – o contrato de gestão tem características de convênio: “A figura do contrato de gestão configura hipótese de convênio, por consubstanciar a conjugação de esforços com plena harmonia entre as posições subjetivas, que buscam um negócio verdadeiramente associativo, e não comutativo, para o atingimento de um objetivo comum aos interessados
 n) deve obrigatoriamente ter um conselho de administração com representantes do Poder Público em sua composição (a lei não exige que a OS possua um conselho fiscal).
A qualificação como organização social é ato discricionário do poder público.
É facultada, ao Poder Executivo, a cessão especial de servidor para as organizações sociais, com ônus para o órgão de origem do servidor cedido. 
Ademais, a administração pública, ao contratar serviços a serem prestados pelas organizações sociais (a organização social é a entidade contratada), pode deixar de realizar licitação, desde que aquele serviço esteja previsto no contrato de gestão celebrado pela organização social. 
CESPE: O indeferimento do requerimento de qualificação da organização social deve ser pautado pela publicidade, transparência e motivação, mas não precisa observar critérios objetivos, devendo ser respeitada a ampla margem de discricionariedade do Poder Público.
Durante a execução de contrato de gestão, a organização social receberá a sua contraprestação em função do atingimento da meta de desempenho fixada, e não das atividades realizadas.
Organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIP):
- sua qualificação é ato vinculado;
- a entidade privada, para qualificar-se como OSCIP, tenha sido constituída e se encontre
em funcionamento regular há, no mínimo, três anos; 
- o vínculo jurídico entre o poder público e a organização da sociedade civil de interesse público que permite à entidade receber fomento do Estado é estabelecido mediante a celebração de TERMO DE PARCERIA. Vale frisar este ponto: não há possibilidade de uma OSCIP receber fomento do Estado sem a celebração de um termo de parceria.
Art. 2o Não são passíveis de qualificação como Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, ainda que se dediquem de qualquer forma às atividades descritas no art. 3o desta Lei: CAI MUITO!
I - as sociedades comerciais;
II - os sindicatos, as associações de classe ou de representação de categoria profissional;
III - as instituições religiosas ou voltadas para a disseminação de credos, cultos, práticas e visões devocionais e confessionais;
IV - as organizações partidárias e assemelhadas, inclusive suas fundações;
V - as entidades de benefício mútuo destinadas a proporcionar bens ou serviços a um círculo restrito de associados ou sócios;
VI - as entidades e empresas que comercializam planos de saúde e assemelhados;
VII - as instituições hospitalares privadas não gratuitas e suas mantenedoras;
VIII - as escolas privadas dedicadas ao ensino formal não gratuito e suas mantenedoras;
IX - as organizações sociais;
X - as cooperativas;
XI - as fundações públicas;
XII - as fundações, sociedades civis ou associações de direito privado criadas por órgão público ou por fundações públicas;
XIII - as organizações creditícias que tenham quaisquer tipo de vinculação com o sistema financeiro nacional.
A escolha da organização da sociedade civil de interesse público para a celebração do termo de parceria deverá ser feita por meio de publicação de edital de concursos de projetos, exceto para termos de parceria firmados pelo Ministério da Saúde voltados ao fomento e à realização de serviços de saúde integrantes do Sistema Único de Saúde (SUS).
- É permitida a participação de servidores públicos como integrantes de conselho
ou diretoria da OSCIP (a lei não obriga a OSCIP a ter um conselho de administração,
mas exige que ela possua um conselho fiscal);
- Não existe hipótese legal genérica de licitação dispensável para a contratação de OSCIP pelo poder público.
- Estão obrigados a realizar licitação quando a OSCIP é a entidade contratante, e contrato, relativo a obras, compras serviços e alienações envolverem recursos ou bens repassados a ela pela União. Caso se trate de aquisição de bens e serviços comuns: será obrigatório emprego da modalidade pregão. 
Convênios
Órgãos públicos:
São centros de competências instituídos para o desempenho de funções estatais, através de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem.
Classificação dos órgãos públicos quanto à posição estatal:
a) Independentes: originários da constituição, e representativos dos Poderes de Estados. Não possuem qualquer representação hierárquica. Ex.: Congresso Nacional, TCU. 
Tribunais Judiciários e Juízes Singulares, Ministério Público são órgãos independentes.
b) Autônomos: são os órgãos localizados na cúpula da Administração; autonomia administrativa, financeira e técnica. Ex: Ministérios e Secretarias de Estado.
Os órgãos da Administração Pública classificam-se, em relação à posição ocupada na escala administrativa, em independentes, autônomos, superiores e subalternos. São exemplos de órgãos independentes os Ministérios e as Secretarias de Estado e de Município. 
CONSULPLAN: Autonomia é a faculdade que alguns entes possuem de se organizarem juridicamente, de criarem direito próprio, assim reconhecidos pelo Estado e por ele adotados para fazerem parte de seu sistema jurídico.
c) Superiores: são os que detêm poder de direção, controle, decisão e comando de assuntos de sua competência específica, mas sempre sujeitos à subordinação e a controle hierárquico de uma chefia mais alta. Não gozam de autonomia administrativa nem financeira. Ex: Secretarias Gerais.
d) Subalternos: São órgãos subordinados hierarquicamente. Detêm reduzido poder decisório, pois se destinam à realização de serviços de rotina e tem predominantemente atribuições de execução. Ex.: Agência da Secretaria da Receita.
Os órgãos subalternos não possuem capacidade postulatória, só sendo aceita tal capacidade para os chamados órgãos INDEPENDENTES E AUTÔNOMOS.
Os órgãos públicos não têm personalidade jurídica, mas detêm, via de regra, capacidade processual para buscar seus direitos, em nome próprio, nas ações judiciais.
Quanto à estrutura: 
Simples: constituído por um só centro de atribuições, sem subordinação interna. Ex: seções.
Compostos: reúnem, em sua estrutura, outros órgãos menores. 
Quanto à atuação funcional:
Singulares: atuam e decidem através de um único agente. Ex: Presidente da República.
Colegiados ou coletivos: atuam e decidem pela manifestação conjunta e majoritária da vontade de seus membros.
Segundo a doutrina, os órgãos públicos podem ser classificados em coletivos e singulares, sendo a Presidência da República exemplo de órgão público singular.
Segundo classificação doutrinária, quanto ao critério relacionado à posição estatal, os órgãos autônomos são aqueles originários da Constituição e que representam os três poderes do Estado, cujas funções são exercidas por agentes políticos. INDEPENDENTES
Parte superior do formulário
De acordo com a teoria da imputação, atualmente adotada no ordenamento jurídico brasileiro, a manifestação de vontade de pessoa jurídica dá-se por meio dos órgãos públicos, ou seja, conforme essa teoria, quando o agente do órgão manifesta sua vontade, a atuação é atribuídaao Estado.
Conforme a teoria do órgão, fundamentada na noção de imputação volitiva, os órgãos públicos, embora não sejam pessoas, podem exercer funções superiores de direção ou funções meramente executivas.
A teoria do órgão, segundo a qual os atos e provimentos administrativos praticados por determinado agente são imputados ao órgão por ele integrado, é reflexo importante do princípio da impessoalidade.
Para a aplicação, no caso concreto, da teoria do órgão, cujo fundamento é o princípio da imputação volitiva concreta, é indispensável a presença de um agente público, legitimamente investido no exercício da atividade do órgão, não se compatibilizando essa teoria com a denominada função de fato ou com o exercício de atividade por agente de fato. - No caso de agentes de fato, atos produzidos pelos agentes de fato devem ser convalidados, perante terceiros de boa-fé, pois, apesar de a sua investidura ter sido irregular.
A classificação dos órgãos públicos segundo a posição estatal, consideram-se autônomos, sem subordinação hierárquica, os órgãos situados na cúpula da administração. INDEPENDENTES
Os órgãos administrativos são pessoas jurídicas de direito público que compõem tanto a administração pública direta quanto a indireta.
O servidor da administração direta que, no exercício de sua função, causar dano a particular não poderá ser pessoalmente demandado por este em ação de reparação de danos; nesse caso, o particular terá de acionar juridicamente o órgão ou departamento público PESSOA JURÍDICA em que trabalhe o servidor. Essa peculiaridade da responsabilidade civil do Estado tem a ver com a teoria do órgão mais aceita atualmente, de acordo com a qual os órgãos públicos, desprovidos de vontade própria, são as unidades funcionais da organização administrativa e os agentes públicos, mandatários do órgão.
TEORIAS DE MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DO ÓRGÃO
 A) TEORIA DO MANDATO: o vínculo dos agentes públicos com o ente da Administração é o vínculo contratual. Não prospera: a relação do agente com o Estado é legal e não contratual.
B) TEORIA DA REPRESENTAÇÃO: o agente público por força de lei atuaria como representante do Poder Público, como os curadores e os tutores de incapazes.
Não há duas vontades. A Constituição Federal de 1988 prevê um Estado capaz e responsável por suas condutas e, por todos esses motivos apresentados, a teoria da representação não prosperou no direito brasileiro.
C) TEORIA DO ÓRGÃO ou TEORIA DA IMPUTAÇÃO VOLITIVA: tendo em vista que as pessoas jurídicas são uma ficção jurídica, a sua manifestação de vontade somente pode ser concretizada pela intenção de pessoas físicas. A vontade do Estado se exterioriza pela manifestação de seus agentes. Desde que o agente seja legalmente investido no cargo público, em respeito aos ditames legais, a sua atuação se confunde com a atuação do Estado e será a ele imputada.
A distribuição de competências entre os órgãos de uma mesma pessoa jurídica denomina-se desconcentração, podendo ocorrer em razão da matéria, da hierarquia ou por critério territorial.
Embora os órgãos públicos sejam despersonalizados, meras repartições internas de competência no âmbito de pessoas jurídicas, a eles é reconhecida a capacidade para celebrar convênios.
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6.1 Responsabilidade civil da administração: evolução doutrinária e reparação do dano:
A CF inovou em relação às constituições anteriores ao prever a possibilidade de responsabilização de forma objetiva das pessoas jurídicas de direito privado que prestem serviço público.
O Direito Administrativo Brasileiro da atualidade adota a teoria do risco, devendo ser o Estado, então, responsabilizado de forma objetiva pelos atos lesivos causados a terceiros. Vale dizer que, quando um ato Estatal legítimo, feito dentro da legalidade, lesar particulares, haverá a obrigação de reparação do dano. 
Para se configurar a responsabilidade objetiva, são suficientes os três seguintes pressupostos: o fato administrativo, o dano específico e o nexo causal entre um e outro.
A responsabilidade objetiva do Estado não se aplica aos atos de juízes, salvo nos casos expressamente previstos na lei.  
Em regra, não existe responsabilização por atos JUDICIAIS dos agentes públicos. PORÉM, EM ATUAÇÃO NA FUNÇÃO ATÍPICA DE ADMINISTRAR, O JUDICIÁRIO SE SUBMETE À REGRA GERAL.
STF: as concessionárias de serviço público respondem objetivamente, tanto em relação aos usuários do serviço, como aos não usuários.
STF (2018): A teor do disposto no artigo 37, § 6º, da CF, há responsabilidade civil de pessoa jurídica prestadora de serviço público em razão de dano decorrente de crime de furto praticado em posto de pesagem, considerada a omissão no dever de vigilância e falha na prestação e organização do serviço.
Diferentemente, a responsabilidade subjetiva é sempre fundada em atos ilícitos. 
A teoria da culpa administrativa leva em conta a FALTA do serviço, independendo, então, da ocorrência de culpa subjetiva do agente para que haja a necessidade de reparação do dano. Essa falta de serviço pode ser observada sob três formas: inexistência do serviço, mau funcionamento do serviço ou retardamento do serviço. Ainda que possa ser presumida a “falta do serviço” pela impossibilidade de comprovação, a responsabilidade ainda é subjetiva, já que o lesado terá de demonstrar a inadequação do serviço devido ou prestado pelo Estado. A falta do serviço gera “presunção de culpa”. Mas, nem por isso, pode-se afirmar que a responsabilidade seria objetiva. 
Na teoria do risco integral, o Estado deve responder sempre que houver lesão a terceiros, não se admitindo a análise das excludentes da responsabilidade. Ex: dano ambiental.
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O entendimento jurisprudencial é no sentido de que, embora em dia de folga, se o agente público utiliza-se de instrumento (equipamento) da administração, o Estado responderá objetivamente em razão de a conduta ter vínculo com a atuação estatal.
O Estado será responsabilizado civilmente pelos atos do agente público, mesmo fora do exercício do seu ofício ou função.
Ainda que o agente estatal atue fora de suas funções, mas a pretexto de exercê-las, o fato é tido como administrativo, no mínimo pela má escolha do agente (culpa in eligendo) ou pela má fiscalização de sua conduta (culpa in vigilando).
STF: É prescritível a ação de reparação de danos à Fazenda Pública decorrente de ilícito civil. Dito de outro modo, se o Poder Público sofreu um dano ao erário decorrente de um ilícito civil e deseja ser ressarcido ele deverá ajuizar a ação no prazo prescricional previsto em lei. Cuidado! A tese acima fixada não vale para improbidade administrativa.
STF (2019): São imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário fundadas na prática de ato doloso tipificado na Lei de Improbidade Administrativa.
FUMARC: O direito da Administração Pública de invalidar seus próprios atos NÃO segue a regra geral de imprescritibilidade da lesão ao erário. 
Prazo de 5 anos: posição pacífica do STJ.
STF: É constitucional a norma decorrente do art. 1º-C da Lei 9.494/1997, que fixa em cinco anos o prazo prescricional para as ações de indenização por danos causados por agentes de pessoas jurídicas de direito público e de pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviços públicos, reproduzindo a regra já estabelecida, para a União, os Estados e os Municípios, no art. 1º do Decreto 20.910/1932.
Importante: para que o Poder Público ajuíze ações pedindo o ressarcimento do erário (ação regressiva) não há prazo prescricional.
STJ: não configura bis in idem a coexistência de título executivo extrajudicial (acórdão do TCU) e sentença condenatória em ação civil pública de improbidade administrativa que determinam o ressarcimento ao erário e se referem ao mesmo fato, desde que seja observada a dedução do valor da obrigação que primeiramente foi executada no momento da execução do título remanescente.
CESPE: O ressarcimento ao erário não depende da formação de título executivo.
STJ: são imprescritíveisas ações de reparação de dano promovidas contra o Estado, caso o dano resulte de motivação política. As ações de reparação de dano ajuizadas contra o Estado em decorrência de perseguição, tortura e prisão, por motivos políticos, durante o Regime Militar não se sujeitam a qualquer prazo prescricional.
Segundo entendimento do STJ, é imprescritível a pretensão de recebimento de indenização por dano moral decorrente de atos de tortura ocorridos durante o regime militar de exceção.
Para o STF, as ações de reparação de danos decorrentes de acidente de trânsito, cometido em prejuízo do patrimônio da Administração Pública, são prescritíveis.
Os órgãos públicos não podem ser acionados judicialmente para responder por danos causados por seus agentes públicos a particulares.
Parte superior do formulário
Qual é o tipo de responsabilidade civil aplicável nos casos de omissão do Estado? Na doutrina, ainda hoje, a posição majoritária é a de que a responsabilidade civil do Estado em caso de atos omissivos é SUBJETIVA, baseada na teoria da culpa administrativa. Deve-se fazer, no entanto, uma advertência: para o STF (2015), o Estado responde de forma objetiva pelas suas omissões. No entanto, o nexo de causalidade entre essas omissões e os danos sofridos pelos particulares só restará caracterizado quando o Poder Público tinha o dever legal específico de agir para impedir o evento danoso e mesmo assim não cumpriu essa obrigação legal. A isso se chama de "omissão específica" do Estado.
Tendo em vista que as autarquias caracterizam-se por possuírem personalidade jurídica própria, sendo sujeito de direitos e encargos e possuindo patrimônio e receita próprios, os bens a ela pertencentes não se confundem com os da Administração direta a que se vinculam. Apenas em caso de esgotamento dos recursos pertencentes à autarquia, possui o ente público a que a entidade autárquica está vinculada, responsabilidade subsidiária de reparar os danos.
Apenas no caso de exaustão dos recursos da autarquia é que incidirá a responsabilidade do Estado, que é subsidiária. Para Celso Antônio Bandeira de Mello “apenas no caso de exaustão de recursos é que a autarquia irromperá a responsabilidade do Estado, esta é a responsabilidade subsidiária”.
STJ: consolidou entendimento no sentido de que, embora a autarquia seja responsável pela conservação e manutenção das rodovias, deve ser reconhecida a responsabilidade subsidiária do Estado, pelos danos causados a terceiros. 
Excludentes:
Por ser objetiva a responsabilidade civil do Estado, são admitidas as excludentes da responsabilidade – fato exclusivo da vítima, fato de terceiro e caso fortuito ou força maior.
Para Di Pietro: o caso fortuito não é causa excludente da responsabilização estatal. 
O caso fortuito, como causa excludente da responsabilidade do Estado, se caracteriza pela imprevisibilidade e inevitabilidade. E (faltou estranho à vontade das partes) 
A caracterização do caso fortuito como causa excludente do nexo causal tem sido
relativizada pela doutrina e jurisprudência. A partir da distinção entre "fortuito externo" (risco estranho à atividade desenvolvida) e "fortuito interno" (risco inerente ao exercício da própria atividade), afirma-se que apenas o primeiro rompe o nexo causal. Vale dizer: nos casos de fortuito interno, o Estado será responsabilizado.
Consoante a teoria do risco administrativo, consagrada no ordenamento jurídico brasileiro, a responsabilidade objetiva do Estado por danos causados aos administrados baseia-se na equânime repartição dos prejuízos que o desempenho do serviço público impõe a certos indivíduos, não suportados pelos demais. Fundamento: Em razão dos benefícios gerados à coletividade pelo desenvolvimento das atividades administrativas, os eventuais danos suportados por determinados indivíduos devem ser suportados, igualmente, pela coletividade. O ressarcimento dos prejuízos é efetivado pelo Estado com os recursos públicos, ou seja, oriundos das obrigações tributárias e não tributárias suportadas pelos cidadãos. Dessa forma, a coletividade, que se beneficia com a atividade administrativa, tem o ônus de ressarcir aqueles que sofreram danos em razão dessa mesma atividade. Trata-se da adoção do princípio da repartição dos encargos sociais, vinculado ao princípio da igualdade (isonomia). 
Se um detento é morto dentro da unidade prisional, haverá responsabilidade civil do Estado? A morte de detento gera responsabilidade civil objetiva para o Estado em decorrência da sua omissão específica em cumprir o dever especial de proteção que lhe é imposto pelo art. 5º, XLIX, da CF/88. Vale ressaltar, no entanto, que a responsabilidade civil neste caso, apesar de ser objetiva, é regrada pela teoria do risco administrativo. Desse modo, o Estado poderá ser dispensado de indenizar se ficar demonstrado que ele não tinha a efetiva possibilidade de evitar a ocorrência do dano.
O fato de um detento morrer em estabelecimento prisional devido a negligência de agentes penitenciários configurará hipótese de responsabilização objetiva do Estado. 
Em recente decisão, o STF entendeu que, quando o poder público comprovar causa impeditiva da sua atuação protetiva e não for possível ao Estado agir para evitar a morte de detento (que ocorreria mesmo que o preso estivesse em liberdade), não haverá responsabilidade civil do Estado, pois o nexo causal da sua omissão com o resultado danoso terá sido rompido. 
STF 2017: o Estado tem o dever de indenizar detento preso em condições degradantes - considerando que é dever do Estado, imposto pelo sistema normativo, manter em seus presídios os padrões mínimos de humanidade previstos no ordenamento jurídico, é de sua responsabilidade, nos termos do art. 37, § 6º, da Constituição, a obrigação de ressarcir os danos, inclusive morais, comprovadamente causados aos detentos em decorrência da falta ou insuficiência das condições legais de encarceramento. 
O Estado pode ser responsabilizado pela morte do detento mesmo que ele se suicide? Sim. No entanto, aqui também, como se adota a teoria do risco administrativo, o Estado poderá provar alguma causa excludente de responsabilidade – ônus da AP.
Os notários e registradores respondem pelos danos que, nesta qualidade, causarem a terceiros? SIM. 
O Estado também responde em caso de danos causados pelos serviços notariais e registrais? SIM, o Estado também responde, mas apenas subsidiariamente. Atenção: a responsabilidade do Estado, neste caso, não é pura nem solidária. Trata-se de responsabilidade subsidiária. 
Qual é o tipo de responsabilidade civil dos notários e registradores?
ANTES DA LEI 13.286/2016:
Responsabilidade OBJETIVA.
DEPOIS DA LEI 13.286/2016:
O art. 22 da Lei nº 8.935/94 foi novamente alterado, agora com o objetivo de instituir a responsabilidade SUBJETIVA para os notários e registradores.
OBS: Prescreve em três anos a pretensão de reparação civil, contado o prazo da data de lavratura do ato registral ou notarial. – o prazo foi reduzido de 5 para 3 anos. 
A responsabilidade civil objetiva é sempre extracontratual. A responsabilidade civil objetiva do Estado e das pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos, prevista no art. 37, § 6.°, da CRFB, é de índole extracontratual, uma vez que a
referida norma menciona danos causados a "terceiros", ou seja, pessoas que não possuem vínculo específico com o causador do dano.
Com referência à responsabilidade civil do Estado e supondo que um aluno de escola pública tenha gerado lesões corporais em um colega de sala, com uma arma de fogo, no decorrer de uma aula,
julgue: No caso considerado, existe a obrigação do Estado em indenizar o dano causado ao aluno ferido. CERTA.
STF: deliberou pela existência de responsabilidade objetiva do Estado para danos causados por aluno de escola pública a um dado professor, por entender, na essência, que, em estabelecimentos dessa natureza, o Estado se coloca na posição de garante, de sorte que ostenta o dever legal de evitar que resultados danosos sejam causados aos que ali se encontram,sejam os alunos, sejam os próprios professores.  Parte superior do formulário
Entidades exploradoras de atividade econômica submetem- se regra da responsabilidade civil subjetiva do Estado. Quanto as pessoas jurídicas de direito privado, o texto estabelece a condição de serem prestadoras de serviços públicos. 
A regra da responsabilidade civil objetiva do Estado se aplica tanto às entidades de direito privado que prestam serviço público como às entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada.
As empresas públicas e as sociedades de economia mista que exploram atividade econômica respondem pelos danos que seus agentes causarem a terceiros conforme as mesmas regras aplicadas às demais pessoas jurídicas de direito privado. (a questão não mencionou prestadoras de SP, portanto a responsabilidade das exploradoras de atividade econômica é igual às das PJ de direito privado e não a regra da AP).
As entidades da administração indireta que executem atividade econômica de natureza privada não estão sujeitas à incidência da regra da responsabilidade objetiva do Estado.Parte superior do formulário
Em se tratando de conduta omissiva, para configuração da responsabilidade estatal, é necessária a comprovação dos elementos que caracterizam a CULPA, de forma que não deve ser aplicada absolutamente a teoria da responsabilidade objetiva. (posição de Di Pietro).
Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado que integrem a administração pública responderão objetivamente pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros. SOMENTE QUANDO PRESTADORAS DE SP.
Para se caracterizar a responsabilidade civil do Estado no caso de conduta omissiva, não basta a simples relação entre a omissão estatal e o dano sofrido, pois a responsabilidade só estará configurada quando estiverem presentes os elementos que caracterizem a culpa.
De acordo com a jurisprudência atual do STF, não se aceita a tese da responsabilidade civil do Estado nos casos de prisão preventiva de acusado que, depois, seja absolvido. DIFERENTE É O CASO DA QUESTÃO QUE EXPLICITA O ERRO JUDICIÁRIO. Ex: absolvido por se entender que ele não tivera e NEM PODERIA TER nenhuma participação...
STJ: em ação de indenização por ilícito penal praticado por agente do Estado, o termo inicial da prescrição é o trânsito em julgado da ação penal condenatória.
STF: não se pode alegar responsabilidade civil do Estado, com relação a aprisionado, apenas pelo fato de ter ocorrido prisão cautelar, visto que a posterior absolvição do réu pelo júri popular não caracteriza, por si só, erro judiciário.
Não há responsabilização integral do Estado quando a culpa concorrente atenua o quantum indenizatório.Parte superior do formulário
Na hipótese de a explosão em uma pedreira, cujo funcionamento fora irregularmente licenciado, causar danos a terceiros, deverão ser responsabilizados civilmente por esses danos não só os responsáveis pelo empreendimento, mas também o município que concedeu a licença.
Danos decorrentes de obras públicas:
1ª – Quando a obra por si só causa dano: nesse caso responde objetivamente o ente político responsável pela obra, independentemente de quem seja o executor.
2ª – Quando o dano decorre da má-execução da obra: nesse caso responde o executor da obra. Daí devemos saber que a executou. Se a obra é executada por empresa contratada e o dano foi provocado por culpa exclusiva do executor, a responsabilidade do executor será subjetiva e o Estado só responderá subsidiariamente. Se a administração executa diretamente a obra, haverá responsabilidade objetiva da administração. 
L 8666: Art. 70.  O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado.
Se uma empresa contratada pela União para executar uma obra causar danos a terceiro, em razão da execução do serviço, será civilmente responsável pela reparação dos danos, a qual deverá ser apurada de forma subjetiva.
Os atos legislativos, em regra, não acarretam responsabilidade extracontratual do Estado. Porém, a doutrina e a jurisprudência reconhecem a possibilidade de atos legislativos ensejarem responsabilidade civil do Estado em duas situações:
- Edição de leis inconstitucionais;
- Edição de leis de efeitos concretos.
Súmula 54 STJ: Os juros moratórios fluem a partir do evento danoso, em caso de responsabilidade extracontratual. 
A vítima poderá propor a ação diretamente contra o servidor causador do dano (e não contra o Estado)?
Posição do STF: A vítima somente poderá ajuizar a ação contra o Estado (Poder Público). Se este for condenado, poderá acionar o servidor que causou o dano. O ofendido não poderá propor a demanda diretamente contra o agente público. Para essa corrente, NÃO CABE DENUNCIAÇÃO A LIDE PARA INGRESSO DO SERVIDOR CAUSADOR DO DANO.
Segundo o STF, a vítima não pode cobrar diretamente do agente público com base na TEORIA DA DUPLA GARANTIA – garantia da vítima cobrar do Estado e garantia do agente público somente ser cobrado pelo Estado em uma ação de regresso.
2ª corrente: A vítima tem a possibilidade de escolher se quer ajuizar a ação: • somente contra o Estado; • somente contra o servidor público; • contra o Estado e o servidor público em litisconsórcio. Essa corrente não adota a teoria da dupla garantia. Adotada pela 4ª Turma do STJ em 2013.
OBS: a denunciação a lide nunca é obrigatória. 
- Info. 532 STJ (2013) - Na hipótese de dano causado a particular por agente público no exercício de sua função, a vítima tem a possibilidade de ajuizar a ação indenização diretamente contra o AGENTE, contra o ESTADO ou contra AMBOS -> TEORIA DA RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO ESTADO.
Caso algum cidadão pretenda ser ressarcido de prejuízos sofridos, poderá propor ação contra o Estado ou, se preferir, diretamente contra o agente público responsável, visto que a responsabilidade civil na situação hipotética em apreço é solidária.
Segundo doutrina majoritária, não há que se falar, na hipótese, em responsabilidade solidária, uma vez que a solidariedade só pode advir da lei ou do contrato. Não há que se abonar, pois, o pensamento minoritário de que o Poder Público tem responsabilidade solidária pelos danos causados por pessoa privada à qual compete prestar determinado serviço público, só pelo fato de ter havido delegação do serviço. 
A ação de regresso, em face de servidor que tenha tido conduta lesiva,independe da efetivação do pagamento, por parte da administração pública, por dano causado ao particular.
Em ações de indenização fundadas na responsabilidade objetiva do Estado, não é obrigatória a denunciação à lide de empresa contratada pela administração para prestar serviço de conservação de rodovias, ainda que o dano tenha sido causado em decorrência de má conservação da via.
Segundo a jurisprudência firmada STF, não é legítima a responsabilização solidária do servidor que edita um parecer jurídico de natureza meramente opinativa com o administrador público que pratica o ato baseado na opinião constante do parecer. O autor do parecer só pode ser responsabilizado na hipótese de erro grave, inescusável, ou quando se comprova a sua ação ou omissão culposa (culpa em sentido amplo).
O leiloeiro, no exercício da atividade que lhe é delegada pelo Estado, está sujeito à responsabilidade civil objetiva e ao mandado de segurança.
LICITAÇÕES
LICITALILICITAÇÕES
- Conceito:
Di Pietroi: procedimento administrativo pelo qual um ente público, no exercício da função
administrativa, abre a todos os interessados, que se sujeitem às condições fixadas no
instrumento convocatório, a possibilidade de formularem propostas dentre as quais selecionará e aceitará a mais conveniente para a celebração de contrato.
Di Pietro: No direito brasileiro, a Lei no 8.666, de 21 -6-93, que disciplinaas licitações e contratos da Administração Pública, indica, no artigo 3º, os objetivos da licitação, permitindo a formulação de outro conceito: licitação é o procedimento prévio à celebração dos contratos administrativos, que tem por objetivo selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração, promover o desenvolvimento nacional e garantir a isonomia entre os licitantes.
ADMTEC: O procedimento licitatório previsto na lei nº 8.666, de 1993, caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração Pública.
- Competência legislativa:
A Constituição de 1988 atribuiu a competência privativa à União para legislar sobre “normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para a administração pública, direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, nas diversas esferas de governo, e empresas sob seu controle.
Art. 1o L 8666 Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Quanto à concessão e permissão de serviço público e de obra pública, aplica-se, em
matéria de licitação, a Lei no 8.666, parcialmente derrogada pela Lei no 8.987. Em
relação à parceria público-privada, essas duas leis aplicam-se, parcialmente derrogadas pela Lei no 11.079.
STF: Para se analisar se a suplementação feita pelos Estados, DF e Municípios foi válida ou não, deverá ser feito um exame em 2 etapas: 
1ª) identificar quais são as normas gerais fixadas pela União no caso concreto como modelo nacional; 
2ª) verificar se as inovações feitas pelo legislador estadual, distrital ou municipal sobre o tema são compatíveis com as normas gerais impostas pela União.
- Destinatários:
As normas gerais de licitação se aplicam a todos os entes federados, envolvendo os 3 Poderes, incluindo ainda os Tribunais de Contas e o MP. Aplica-se também aos órgãos encarregados de gerir os fundos especiais e às autarquias, fundações públicas.
A EC 19/1998 permitiu a elaboração de legislação própria para empresas públicas e sociedades de economia mista. Essa nova legislação é a Lei 13.303/2016, que apresenta um regime licitatório específico para as empresas públicas, as sociedades de economia mista e suas subsidiárias, exploradoras de atividade econômica, ainda que esteja sujeita ao regime de monopólio da União, ou prestadoras de serviços públicos (Lei 13.303/2016, art. 1º, caput). Ademais, as disposições da Lei 13.303/2016 aplicam-se inclusive às sociedades de propósito específico, que sejam controladas por empresa pública ou sociedade de economia mista.
Assim, desde a edição da Lei 13.303/2016, podemos dizer que houve uma revogação tácita do trecho final do art. 1º, PÚ, da Lei 8.666/1993, uma vez que esta não se aplica mais às EP e SEM, incluindo ainda às suas subsidiárias e
sociedades por elas controladas.
Entretanto, que é preciso tomar cuidado nas questões de concursos. Principalmente em questões literais, uma vez que o art. 1º, PÚ, da Lei 8.666/1993 não foi expressamente revogado.
Art.1º L 8666
Parágrafo único.  Subordinam-se ao regime desta Lei, além dos órgãos da administração direta, os fundos especiais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
- Dos princípios:
Princípio da igualdade:
O princípio da igualdade constitui um dos alicerces da licitação, na medida em que esta
visa, não apenas permitir à Administração a escolha da melhor proposta, como também
assegurar igualdade de direitos a todos os interessados em contratar. Esse princípio, que hoje
está expresso no artigo 37, XXI, da Constituição, veda o estabelecimento de condições que
impliquem preferência em favor de determinados licitantes em detrimento dos demais. Na parte final, o dispositivo deixa claro que o procedimento da licitação somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
STF: A igualdade de condições dos concorrentes em licitações, embora seja enaltecida pela Constituição (art. 37, XXI), pode ser relativizada por duas vias: (a) pela lei, mediante o estabelecimento de condições de diferenciação exigíveis em abstrato; e (b) pela autoridade responsável pela condução do processo licitatório, que poderá estabelecer elementos de distinção circunstanciais, de qualificação técnica e econômica, sempre vinculados à garantia de cumprimento de obrigações específicas. Somente a lei FEDERAL poderá, em âmbito geral, estabelecer desequiparações entre os concorrentes e assim restringir o direito de participar de licitações em condições de igualdade. Ao direito estadual (ou municipal) somente será legítimo inovar neste particular se tiver como objetivo estabelecer condições específicas, nomeadamente quando relacionadas a uma classe de objetos a serem contratados ou a peculiares circunstâncias de interesse local.
Na Lei 8.666/93, a igualdade entre os licitantes é mencionada 2 vezes: como um dos
objetivos da licitação e como um dos princípios expressamente previstos.
No § 1º , inciso I, do artigo 3º da Lei no 8.666, está implícito outro princípio da licitação,
que é o da competitividade decorrente do princípio da isonomia: é vedado aos agentes públicos “admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de
sociedades cooperativas, e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato , ressalvado o disposto nos §§ 5º a 12 deste artigo e no artigo 3 o da Lei no 8.248, de 23-10-1991”.
No mesmo § 1º, inciso II, do artigo 3º, da Lei no 8.666/93, há ainda outra aplicação
do princípio da isonomia, quando se veda aos agentes públicos “estabelecer tratamento
diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre
empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de
pagamento, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no artigo 3 o da Lei no 8.248, de 23-10-91”.
A preocupação com a isonomia e a competitividade ainda se revela em outros dispositivos
da Lei nº 8.666/93; no artigo 30, § 5º, é vedada, para fins de habilitação, a exigência de
comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em
locais específicos, ou quaisquer outras não previstas nesta lei, que inibam a participação na
licitação; no artigo 42, referente às concorrências de âmbito internacional, procura-se
estabelecer igualdade entre brasileiros e estrangeiros: pelo § 1º, “quando for permitido ao
licitante estrangeiro cotar preço em moeda estrangeira, igualmente o poderá fazer o licitante
brasileiro”; pelo § 3º do artigo 42, “as garantias de pagamento ao licitante brasileiro serão
equivalentes àquelas oferecidas ao licitante estrangeiro”; pelo § 4 o, “para fins de julgamento da licitação, as propostas apresentadas por licitantes estrangeiros serão acrescidas dos gravames consequentes dos mesmos tributos que oneram exclusivamente os licitantes brasileiros quanto à operação final de venda”; e, pelo § 6 o, “as cotações de todos os licitantes serão para entrega no mesmo local de destino”; o artigo 90 define como crime o ato de frustrar ou fraudar o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
No entanto, como se verifica pelo § 1º do artigo 3º, os seus incisos, depois de colocarem
normas que constituem aplicação do princípioda isonomia, preveem, em sua parte final,
algumas ressalvas para permitir tratamento diferenciado em pelo menos 4 hipóteses: 
(a) quando a exigência discriminatória for pertinente ou relevante para o específico objeto do contrato; 
É o caso, por exemplo, em que razões de ordem técnica autorizam a indicação de determinada
marca do produto a ser adquirido (conf. art. 7º, § 5º, da Lei 8.666/93), ou quando se façam
exigências de habilitação indispensáveis à execução do contrato (conf. artigo 37, XXI, da
Constituição), ou se especificam características do produto que, embora possam afastar alguns
licitantes, são essenciais aos objetivos do contrato.
(b) para garantir a margem de preferência estabelecida pelos §§ 5º a 12 do artigo 3º; 
§ 5º Nos processos de licitação, poderá ser estabelecida margem de preferência para: 
I - produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; e 
II - bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação. 
§ 7º Para os produtos manufaturados e serviços nacionais resultantes de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País, poderá ser estabelecido margem de preferência adicional àquela prevista no § 5º. 
§ 8º As margens de preferência por produto, serviço, grupo de produtos ou grupo de serviços, a que se referem os §§ 5º e 7º, serão definidas pelo Poder Executivo federal, não podendo a soma delas ultrapassar o montante de 25% sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros. 
§ 9º As disposições contidas nos §§ 5º e 7º deste artigo não se aplicam aos bens e aos serviços cuja capacidade de produção ou prestação no País seja inferior:
I - à quantidade a ser adquirida ou contratada; ou 
II - ao quantitativo fixado com fundamento no § 7º do art. 23 desta Lei, quando for o caso. 
§ 10. A margem de preferência a que se refere o § 5º poderá ser estendida, total ou parcialmente, aos bens e serviços originários dos Estados Partes do Mercado Comum do Sul - Mercosul. 
Não existe, na Constituição, dispositivo específico que permita discriminação em favor de
produtos e serviços nacionais em detrimento dos estrangeiros. A justificativa tem que ser
buscada em princípios mais genéricos, como os da soberania (art. 1º, I), o da garantia do
desenvolvimento nacional (art. 3º, II), o da promoção e capacitação tecnológicas, com apoio e
estímulo às empresas que invistam em pesquisa, criação de tecnologia adequada ao País (art.
218 e §§), incentivo ao mercado interno, definido como patrimônio nacional (art. 219). Com
base nesses dispositivos, é possível incluir nos instrumentos convocatórios exigências que
confiram a margem de preferência prevista na Lei no 12.349/10.
(c) para as hipóteses previstas no artigo 3º da Lei no 8.248/91; e 
Refere-se às aquisições de bens e serviços de informática e automação, para dar preferência aos produzidos por empresas de capital nacional, observada a seguinte ordem: “I – bens e serviços com tecnologia desenvolvida no país; II – bens e serviços produzidos de acordo com o processo produtivo básico, na forma a ser definida pelo Poder Executivo.
(d) para definir os critérios de desempate. 
Refere-se a que se contém no § 2º do artigo 3º da Lei no 8.666 que assegura, em igualdade de condições, como critério de desempate, preferência, sucessivamente, aos bens e serviços: “I – revogado; II – produzidos no País; III – produzidos ou prestados por empresas brasileiras; IV – produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País”; V – produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitados da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na
legislação”. 
Além disso, a Lei Complementar no 123, de 14-12-06, veio conceder benefícios às microempresas e empresas de pequeno porte, estendidos às cooperativas pela Lei no 11.488/07, também como exceção ao princípio da igualdade entre os licitantes. 
A Lei Complementar no 123, de 14-12-06, veio criar mais um critério de
desempate em favor da microempresa e da empresa de pequeno porte (art. 44), considerando
como empate, para esse fim, “aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas
microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% superiores à proposta mais bem classificada” (§ 1º do art. 44); esse índice é de 5% no caso do pregão (§ 2o do art. 44). Ocorrendo esse empate, a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem
classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do
certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado (art. 45, I); se houver empate entre microempresas e empresas de pequeno porte, será realizado sorteio entre elas (art. 45, inciso III). O mesmo benefício previsto na Lei Complementar nº 123 foi estendido às sociedades cooperativas que tenham auferido, no ano-calendário anterior, receita bruta até o limite definido no inciso II do caput do artigo 3º da referida lei complementar, nela incluídos os atos cooperados e não cooperados.
Além disso, a Lei Complementar no 123, de 14-12-06, criou outras exceções em favor das
microempresas e empresas de pequeno porte (estendidas também às cooperativas pela Lei
no 11.488/07), a saber:
a) exigência de comprovação de regularidade fiscal e trabalhista das microempresas (art.
42);
b) preferência em caso de desempate, nos termos já assinalados;
c) possibilidade de emissão de cédula de crédito microempresarial quando forem titulares
de direitos creditórios decorrentes de empenhos liquidados por órgãos e entidades da
União, Estados, Distrito Federal e Municípios, não pagos em até 30 dias contados da data
de liquidação; tais cédulas têm a natureza de título de crédito (art. 46);
d) possibilidade de desfrutarem de tratamento diferenciado e simplificado nas
contratações públicas, objetivando a promoção do desenvolvimento econômico e social
no âmbito municipal e regional, a ampliação da eficiência das políticas públicas e o
incentivo à inovação tecnológica, desde que previsto e regulamentado na legislação do
respectivo ente (art. 47); esses privilégios podem consistir em: abertura de licitação
destinada exclusivamente à participação dessas empresas, nas contratações cujo valor
seja de até R$ 80.000,00; exigência de que a subcontratação recaia sobre empresas dessa
natureza, desde que o percentual máximo do objeto a ser subcontratado não exceda a
30% do total licitado; possibilidade de estabelecer cota de até 25% do objeto para a
contratação dessas empresas, em certames para a aquisição de bens e serviços de
natureza divisível (art. 48). 
Em consonância com o artigo 49, não pode ser dispensado esse tratamento diferenciado quando: não for expressamente previsto no instrumento convocatório; não houver um mínimo de 3 fornecedores competitivos enquadrados como microempresas ou empresas de pequeno porte, em condições de cumprirem as exigências do instrumento convocatório; não for vantajoso para administração pública ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado; quando a licitação for dispensável ou inexigível.
As exceções criadas em benefício das microempresas e empresas de pequeno porte não
conflitam com o princípio da isonomia, tendo em vista que, no caso das microempresas e
empresas de pequeno porte, o tratamento diferenciado resulta da própria situação desigual
dessas empresas em relação a outras que não têm a mesma natureza e encontra fundamento nos artigos 170, IX, e 179 da Constituição Federal.
Di Pietro: E ainda houve a inclusão do desenvolvimento sustentável comoum dos objetivos da licitação, no caput do artigo 3º, dando margem à aceitação da chamada licitação sustentável, que autoriza a previsão, no instrumento convocatório, de exigências que favoreçam a proteção do meio ambiente, em harmonia com o desenvolvimento social e econômico.
No que diz respeito à razoabilidade das leis, o que se exige é que as discriminações previstas em lei sejam necessárias para alcançar determinados fins estabelecidos pelo ordenamento jurídico, especialmente pela Constituição.
CABM: “as discriminações são recebidas como compatíveis com a cláusula igualitária apenas e tão somente quando existe um vínculo de correlação lógica entre a peculiaridade diferencial acolhida, por residente no objeto, e a desigualdade de tratamento em função dela conferida”.
Art. 3o  A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. 
§ 1º  É vedado aos agentes públicos:
I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter competitivo, inclusive nos casos de sociedades cooperativas, e estabeleçam preferências ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante para o específico objeto do contrato, ressalvado o disposto nos §§ 5º a 12 deste artigo (margem de preferência) e no art. 3º da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991 (preferência nas aquisições de bens e serviços de informática e automação);     
II - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista, previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras, inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto no parágrafo seguinte e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991.
Art. 3º L 8248 Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal, direta ou indireta, as fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público e as demais organizações sob o controle direto ou indireto da União darão preferência, nas aquisições de bens e serviços de informática e automação, observada a seguinte ordem, a:            
I - bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País;
II - bens e serviços produzidos de acordo com processo produtivo básico, na forma a ser definida pelo Poder Executivo.          
§ 2º Para o exercício desta preferência, levar-se-ão em conta condições equivalentes de prazo de entrega, suporte de serviços, qualidade, padronização, compatibilidade e especificação de desempenho e preço          
§ 3º A aquisição de bens e serviços de informática e automação, considerados como bens e serviços comuns nos termos do parágrafo único do art. 1o da Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002, poderá ser realizada na modalidade pregão, restrita às empresas que cumpram o Processo Produtivo Básico nos termos desta Lei e da Lei no 8.387, de 30 de dezembro de 1991. 
CESPE: Ao contratar serviços ou obras visando à promoção de baixo impacto sobre recursos naturais, a administração pública atende ao princípio do desenvolvimento nacional sustentável.
Parte superior do formulário
O Supremo Tribunal Federal em importante julgamento declarou inconstitucional considerar como fatores de averiguação da proposta mais vantajosa os valores relativos aos impostos pagos ao ente federativo que realiza a licitação. Isto porque, tais fatores, obviamente, desfavorecem eventuais competidores locais e prejudicam sensivelmente os instalados em localidades diversas. A situação narrada traz exemplo de clara aplicação de um dos princípios que norteiam as licitações públicas. Trata-se do princípio da igualdade.
É vedada a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos, ou quaisquer outras não previstas nesta Lei, que inibam a participação na licitação.
MPE-SC: Dentre a documentação relativa à qualificação técnica para a habilitação nas licitações, a Lei n. 8.666/1993 permite a exigência de comprovação de atividade ou de aptidão com limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos.- veda
Critério de desempate:
Será assegurada preferência, sucessivamente, aos bens e serviços:
II - produzidos no País;
III - produzidos ou prestados por empresas brasileiras.
IV - produzidos ou prestados por empresas que invistam em pesquisa e no desenvolvimento de tecnologia no País.        
V - produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação. (Incluído pela Lei nº 13.146, de 2015) 
Desempate para ME e EPP:
-  será declarada empatada a licitação quando o preço de uma ME ou EPP seja até 10% superior à proposta de menor preço (apresentada por um licitante que não seja ME ou EPP).
Na modalidade pregão, esse percentual será de até 5%.
Art. 44. LC 123 Nas licitações será assegurada, como critério de desempate, preferência de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte.
§ 1º Entende-se por empate aquelas situações em que as propostas apresentadas pelas microempresas e empresas de pequeno porte sejam iguais ou até 10% superiores à proposta mais bem classificada.
§ 2º Na modalidade de pregão, o intervalo percentual estabelecido no § 1º deste artigo será de até 5% superior ao melhor preço.
Art. 45. LC 123 Para efeito do disposto no art. 44 desta Lei Complementar, ocorrendo o empate, proceder-se-á da seguinte forma:
I - a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada poderá apresentar proposta de preço inferior àquela considerada vencedora do certame, situação em que será adjudicado em seu favor o objeto licitado;
II - não ocorrendo a contratação da microempresa ou empresa de pequeno porte, na forma do inciso I do caput deste artigo, serão convocadas as remanescentes que porventura se enquadrem na hipótese dos §§ 1o e 2o do art. 44 desta Lei Complementar, na ordem classificatória, para o exercício do mesmo direito;
III - no caso de equivalência dos valores apresentados pelas microempresas e empresas de pequeno porte que se encontrem nos intervalos estabelecidos nos §§ 1o e 2o do art. 44 desta Lei Complementar, será realizado sorteio entre elas para que se identifique aquela que primeiro poderá apresentar melhor oferta.
§ 1º Na hipótese da não-contratação nos termos previstos no caput deste artigo, o objeto licitado será adjudicado em favor da proposta originalmente vencedora do certame.
§ 2º O disposto neste artigo somente se aplicará quando a melhor oferta inicial não tiver sido apresentada por microempresa ou empresa de pequeno porte.
§ 3º No caso de pregão, a microempresa ou empresa de pequeno porte mais bem classificada será convocada para apresentar nova proposta no prazo máximo de 5 (cinco) minutos após o encerramento dos lances, sob pena de preclusão.
Tratamento diferenciado às EPP e ME:
EPP e ME: PODEM participar de licitação mesmo com irregularidade fiscal e TRABALHISTA (essa última é novidade). Ao final do procedimento licitatório, caso saia vencedora, possui o prazo para saneamento de 5 dias úteis, prorrogável por igual período.
Art. 43. LC123 As microempresas e as empresas de pequeno porte, por ocasião da participação em certames licitatórios, deverão apresentar toda a documentação exigida para efeito de comprovação de regularidade fiscal e trabalhista, mesmo que esta apresente alguma restrição.§ 1º Havendo alguma restrição na comprovação da regularidade fiscal e trabalhista, será assegurado o prazo de cinco dias úteis, cujo termo inicial corresponderá ao momento em que o proponente for declarado vencedor do certame, prorrogável por igual período, a critério da administração pública, para regularização da documentação, para pagamento ou parcelamento do débito e para emissão de eventuais certidões negativas ou positivas com efeito de certidão negativa.
§ 2º  A não-regularização da documentação, no prazo previsto no § 1o deste artigo, implicará decadência do direito à contratação, sem prejuízo das sanções previstas no art. 81 da Lei no 8.666, de 21 de junho de 1993, sendo facultado à Administração convocar os licitantes remanescentes, na ordem de classificação, para a assinatura do contrato, ou revogar a licitação.
Art. 47. Nas contratações públicas da administração direta e indireta, autárquica e fundacional, federal, estadual e municipal, deverá ser concedido tratamento diferenciado e simplificado para as microempresas e empresas de pequeno porte objetivando a promoção do desenvolvimento econômico e social no âmbito municipal e regional, a ampliação da eficiência das políticas públicas e o incentivo à inovação tecnológica. 
Parágrafo único. No que diz respeito às compras públicas, enquanto não sobrevier legislação estadual, municipal ou regulamento específico de cada órgão mais favorável à microempresa e empresa de pequeno porte, aplica-se a legislação federal.
Art. 48.  Para o cumprimento do disposto no art. 47 desta Lei Complementar, a administração pública:     
- deverá realizar processo licitatório destinado exclusivamente à participação de microempresas e empresas de pequeno porte nos itens de contratação cujo valor seja de até R$ 80.000,00;
- poderá (não é obrigatório), em relação aos processos licitatórios destinados à aquisição de obras e serviços, exigir dos licitantes a subcontratação de microempresa ou empresa de pequeno porte;     
- deverá estabelecer, em certames para aquisição de bens de natureza divisível, cota de até 25% do objeto para a contratação de microempresas e empresas de pequeno porte.
§ 2º Na hipótese do inciso II do caput deste artigo, os empenhos e pagamentos do órgão ou entidade da administração pública poderão ser destinados diretamente às microempresas e empresas de pequeno porte subcontratadas.
§ 3º Os benefícios referidos no caput deste artigo poderão, justificadamente, estabelecer a prioridade de contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte sediadas local ou regionalmente, até o limite de 10% (dez por cento) do melhor preço válido.
Não se aplica o disposto quando:
II - não houver um mínimo de 3 fornecedores competitivos enquadrados como ME ou EPP sediados local ou regionalmente e capazes de cumprir as exigências estabelecidas no instrumento convocatório;
III - o tratamento diferenciado e simplificado para as ME e EPP não for vantajoso para a administração pública ou representar prejuízo ao conjunto ou complexo do objeto a ser contratado;
IV - a licitação for dispensável ou inexigível, excetuando-se as dispensas tratadas pelos incisos I e II do art. 24 da mesma Lei (dispensas em razão do valor- até 33 mil para obras e serviços de engenharia e até R$ 17.6000 para os demais casos), as quais a compra deverá ser feita preferencialmente de microempresas e empresas de pequeno porte, aplicando-se o disposto no inciso I do art. 48.
CESPE: Ao adquirir bens de natureza divisível, o órgão contratante pode reservar cota de até 25% do objeto para a contratação de microempresas e empresas de pequeno porte, desde que não haja prejuízo para o conjunto ou o complexo do objeto.
Margem de preferência:
I - produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a normas técnicas brasileiras; e  - poderá ser estabelecido margem de preferência adicional 
II - bens e serviços produzidos ou prestados por empresas que comprovem cumprimento de reserva de cargos prevista em lei para pessoa com deficiência ou para reabilitado da Previdência Social e que atendam às regras de acessibilidade previstas na legislação.
6o  A margem de preferência de que trata o § 5o será estabelecida com base em estudos revistos periodicamente, em prazo não superior a 5 (cinco) anos, que levem em consideração: 
I - geração de emprego e renda;  
II - efeito na arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais;       
III - desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no País;       
IV - custo adicional dos produtos e serviços; e      
V - em suas revisões, análise retrospectiva de resultados. 
Serão definidas pelo PEF, NÃO podendo a SOMA delas ultrapassar o montante de 25% sobre o preço dos produtos manufaturados e serviços estrangeiros.
Os editais de L para a contratação de bens, serviços e obras poderão, mediante prévia justificativa da autoridade competente, exigir que o contratado promova, em favor de órgão ou entidade medidas de compensação comercial, industrial, tecnológica ou acesso a condições vantajosas de financiamento, cumulativamente ou não, na forma estabelecida pelo PEF.
Nas contratações destinadas à implantação, manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e comunicação, considerados estratégicos em ato do PEF, a L poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico.
Indicação de marca no edital:
TCU: reconheceu ser permitida menção a marca de referência no edital, como forma ou parâmetro de qualidade para facilitar a descrição do objeto, caso em que se deve necessariamente acrescentar expressões do tipo “ou equivalente”, “ou similar”, “ou de melhor qualidade”.
Os requisitos para tal possibilidade, conforme o referido julgado, são:
(i) a indicação deve ser mera referência, não se tolerando qualquer conduta tendente a vedar a participação de outras marcas;
(ii) observância ao princípio da impessoalidade, de modo que a indicação seja amparada em razões de ordem técnica;
(iii) apresentação da devida motivação (documentada), demonstrando que somente a adoção daquela marca específica pode satisfazer o interesse da Administração;
(iv) acrescentar ao edital expressões do tipo “ou equivalente”, “ou similar” e “ou de melhor qualidade”;
(v) permitir que, caso exista dúvida quanto à equivalência, o participante do certame demonstre desempenho, qualidade e produtividade compatíveis com a marca de referência mencionada.
Em resumo, segundo o TCU, A indicação de MARCA ou MODELO, tanto na L.8666 quanto no RDC, só será possível quando: for necessário para padronização do objeto; a marca específica for a única capaz de atender o objeto do contrato ou para fins de identificação do objeto da licitação.
De acordo com a Súmula/TCU nº 270, “em licitações referentes a compras, inclusive de softwares, é possível a indicação de marca, desde que seja estritamente necessária para atender exigências de padronização e que haja prévia justificação”.
Segundo se depreende da Lei n.º 8.666/1993 no tocante à especificação do objeto do processo licitatório, essa especificação deverá ser completa, sem indicação de marca. No regime diferenciado de contratação, porém, será possível a indicação de marca ou modelo, quando for conveniente à administração pública, devendo essa decisão ser fundamentada.
Em caso de inexigibilidade é VEDADA a preferência de marca!!!!!!!!!!! Também é vedada nos serviços de divulgação e de publicidade!!!
Princípio da legalidade:
Todas as fases da licitação estão rigorosamente disciplinadas na Lei no 8.666/93, cujo artigo 4º estabelece que todos quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a que se refere o artigo 1º têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente procedimento estabelecido na lei.
Tratando-se de direito público subjetivo, o licitante que se sinta lesado pela inobservância
da norma pode impugnar judicialmente o procedimento. Além disso, mais do quedireito público subjetivo, a observância da legalidade foi erigida em interesse difuso, passível de ser protegido por iniciativa do próprio cidadão. É que a Lei no 8.666/93 previu várias formas de participação popular no controle da legalidade do procedimento (arts. 4o, 41, § 1 o, 101 e 113, § 1 o), ampliou as formas de controle interno e externo e definiu como crime vários tipos de atividades e comportamentos.
Princípio da impessoalidade:
Todos os licitantes devem ser tratados igualmente, em termos de direitos e obrigações, devendo a Administração, em suas decisões, pautar-se por critérios objetivos, sem levar em consideração as condições pessoais do licitante ou as vantagens por ele oferecidas, salvo as expressamente previstas na lei ou no instrumento convocatório.
Princípio da moralidade ou probidade:
Exige da Administração comportamento não apenas lícito, mas também consoante com a moral, os bons costumes, as regras de boa administração, os princípios de justiça e de equidade, a ideia comum de honestidade. Além de previsto nos artigos 37, caput, e 5 o, LXXIII, da Constituição, o Decreto- lei no 2.300/86 o incluía no artigo 3 o com o nome de princípio da probidade, que nada mais é do que honestidade no modo de proceder.
A Lei no 8.666/93 faz referência à moralidade e à probidade, provavelmente porque a
primeira, embora prevista na Constituição, ainda constitui um conceito vago, indeterminado,
que abrange uma esfera de comportamentos ainda não absorvidos pelo Direito, enquanto a
probidade ou, melhor dizendo, a improbidade administrativa já tem contornos bem mais
definidos no direito positivo, tendo em vista que a Constituição estabelece sanções para punir os servidores que nela incidem (art. 37, § 4o). O ato de improbidade administrativa está definido na Lei no 8.429.
Princípio da publicidade:
Diz respeito não apenas à divulgação do procedimento para conhecimento de todos os
interessados, como também aos atos da Administração praticados nas várias fases do
procedimento para assegurar a todos a possibilidade de fiscalizar sua legalidade. A publicidade é tanto maior quanto maior for a competição propiciada pela modalidade de licitação; ela é a mais ampla possível na concorrência, em que o interesse maior da Administração é o de atrair maior número de licitantes, e se reduz ao mínimo no convite, em que o valor do contrato dispensa maior divulgação.
Existem, na Lei no 8.666/93, vários dispositivos que constituem aplicação do princípio da
publicidade, entre os quais os seguintes: o artigo 3 o, § 3 o, estabelece que a licitação não será
sigilosa, sendo públicos e acessíveis ao público os atos de seu procedimento, salvo quanto ao
conteúdo das propostas, até a respectiva abertura; o artigo 4 o, na parte final, permite que qualquer cidadão acompanhe seu desenvolvimento, desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização dos trabalhos; o artigo 15, § 2 o, exige que os preços registrados sejam publicados trimestralmente para orientação da Administração, na imprensa oficial; o artigo 16 exige seja publicada a relação de todas as compras feitas
pela Administração direta ou indireta, de maneira a clarificar a identificação do bem comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total da operação; o artigo 21 estabelece normas sobre a publicação dos avisos contendo resumo do edital; o § 4 o do mesmo dispositivo exige que qualquer modificação seja divulgada pela mesma forma que seu texto original; o artigo 34, § 1 o, exige ampla divulgação do registro cadastral e sua permanente abertura a todos os interessados, obrigando a unidade por ele responsável a proceder, no mínimo anualmente, através da imprensa oficial e de jornal diário, a chamamento público para atualização dos registros existentes e para o ingresso de novos interessados; o artigo 39 exige, quando o valor estimado da licitação for superior a determinado montante, que o procedimento se inicie com audiência pública realizada com observância dos prazos estabelecidos no dispositivo; o artigo 40, inciso VIII, exige que do edital conste, obrigatoriamente, a indicação dos locais, horários e códigos de acesso dos meios de comunicação à distância em que serão fornecidos elementos, informações e esclarecimentos relativos à licitação e às condições para atendimento das obrigações necessárias ao cumprimento de seu objeto; o artigo 43, § 1 o, exige que a abertura dos envelopes com a documentação e as propostas seja feita em ato público previamente designado; o artigo 53, § 4o (com a redação da Lei no 8.883/94) exige que o edital do leilão seja amplamente divulgado.
A abertura dos envelopes de propostas deve ocorrer obrigatoriamente em sessão pública, motivo por que a comissão de licitação não pode realizá-la em sala reservada. 
A abertura dos envelopes contendo a documentação para habilitação e as propostas na concorrência internacional, com participação de empresas estrangeiras, deve ser realizada em ato público previamente designado, com a participação dos membros da comissão designados pelo órgão público responsável pelo certame.
Princípio da vinculação ao instrumento convocatório:
Trata-se de princípio essencial cuja inobservância enseja nulidade do procedimento. Além
de mencionado no artigo 3 o da Lei no 8.666/93, ainda tem seu sentido explicitado no artigo 41,
segundo o qual “a Administração não pode descumprir as normas e condições do edital, ao qual se acha estritamente vinculada”. E o artigo 43, inciso V, ainda exige que o julgamento e
classificação das propostas se façam de acordo com os critérios de avaliação constantes do
edital. O princípio dirige-se tanto à Administração, como se verifica pelos artigos citados, como aos licitantes, pois estes não podem deixar de atender aos requisitos do instrumento
convocatório (edital ou carta-convite); se deixarem de apresentar a documentação exigida, serão considerados inabilitados e receberão de volta, fechado, o envelope-proposta (art. 43, inciso II); se deixarem de atender às exigências concernentes à proposta, serão desclassificados (art. 48, inciso I).
Quando a Administração estabelece, no edital ou na carta-convite, as condições para
participar da licitação e as cláusulas essenciais do futuro contrato, os interessados apresentarão suas propostas com base nesses elementos; ora, se for aceita proposta ou celebrado contrato com desrespeito às condições previamente estabelecidas, burlados estarão os princípios da licitação, em especial o da igualdade entre os licitantes, pois aquele que se prendeu aos termos do edital poderá ser prejudicado pela melhor proposta apresentada por outro licitante que os desrespeitou.
Também estariam descumpridos os princípios da publicidade, da livre competição e do
julgamento objetivo com base em critérios fixados no edital.
O princípio do procedimento formal impõe a vinculação da licitação à lei e às prescrições do edital.
CEV-URCA: O procedimento administrativo da licitação é sempre um processo formal, especialmente em razão de preceder contratações que implicarão dispêndio de recursos públicos. Embora, o princípio do formalismo não se encontre expresso no texto da lei.
O princípio da vinculação ao instrumento convocatório é a garantia do administrador e dos administrados. Significa que as regras traçadas para o procedimento devem ser rigorosamente observadas por todos os participantes.
Princípio do julgamento objetivo:
É decorrência também do princípio da legalidade, está assente seu significado: o julgamento das propostas há de ser feito de acordo com os critérios fixados no edital. E também está consagrado, de modo expresso, no artigo 45, em cujos termos “o julgamento das propostas será objetivo, devendo a Comissão de licitação ou responsável pelo convite realizá-lo em conformidade com os tipos de licitação, os critérios previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo com os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a possibilitar sua aferição pelos licitantes

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