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Curso de Especialização em 
Psiquiatria 
Transtorno de Identidade de Gênero 
 
WWW.INEPE.COM.BR 
 É um estado no qual um indivíduo não se 
reconhece em seu sexo anatômico de nascimento e 
deseja cirurgia para adequação 
Transtorno de identidade de gênero 
Nomenclatura 
• Disforia de gênero 
• Transexualismo 
• Transtorno de identidade de gênero 
• Transgênero 
• Transexual 
• Transexualidade 
• Transtorno de identidade sexual 
Transtorno de identidade de gênero 
A transexualidade não é uma 
condição moderna 
 Encontramos precedentes mitológicos, históricos e científicos 
em muitas sociedades e culturas ao redor do mundo, além dos 
contemporâneos registros de crescente interesse acadêmico e já 
bastante difundidos pela mídia 
Transtorno de identidade de gênero 
Deusa Vênus Castina 
Na mitologia grega, a influência 
da transexualidade era 
exercida pela deusa Vênus 
Castina, que compreendia aos 
anseios das almas femininas 
presas em corpos masculinos 
 
Transtorno de identidade de gênero 
O Caso Tirésias 
 Profeta de Tebas que ficou famoso por 
ter passado sete anos transformado em 
uma mulher. Era filho do pastor Everes 
e da ninfa Chariclo. Certa vez, ao ir 
orar no monte Citorão, Tirésias 
encontrou um casal de cobras 
venenosas copulando, e ambas 
voltaram-se contra ele. Ele matou a 
fêmea, e imediatamente tornou-se uma 
mulher. Anos depois, indo orar no 
mesmo monte Citorão, encontrou outro 
casal de cobras venenosas copulando. 
Matou o macho e tornou-se novamente 
um homem. 
Transtorno de identidade de gênero 
Rei Henrique III da França 
• No período da Renascença, o Rei Henrique III de 
França,“Sa Majeste” – que significa Sua 
Majestade, exatamente no feminino – queria ser 
considerado mulher, tendo se apresentado aos 
deputados certa vez travestido, usando um um 
vestido curto e um belíssimo colar de pérolas 
Transtorno de identidade de gênero 
• Na Índia, por exemplo, existe uma antiga tradição de meninos 
que deixaram suas famílias para se tornarem membros de 
Hijra: eunucos espiritualmente ungidos, ritualmente ou 
cirurgicamente castrados, que vivem e se vestem como 
mulheres para satisfazer o bem estar da comunidade e 
funcionalidade da sociedade indiana 
Transtorno de identidade de gênero 
• Do ponto de vista científico, a temática ganha mais 
espaço somente no início do século XX 
 
• O primeiro registro de uma cirurgia de “mudança 
de sexo”, de “redesignação sexual”, de 
“transgenitalização” ou ainda de “adequação 
sexual”, em 1930: realizado por Lili Elbe uma 
alemã, nascida homem que se adequou 
cirurgicamente em mulher. 
 
Transtorno de identidade de gênero 
 O termo transexual foi cunhado em 1949 por Cauldwell através 
da descrição de um relato de caso. 
 Importância científica maior somente na década de 60 com o 
trabalho pioneiro do infectologista alemão Harry Benjamin 
(1885-1986) em seu livro The Transsexual Phenomenon (1966). 
 
Transtorno de identidade de gênero 
 1979, o seu nome foi emprestado ao Instituto Harry Benjamin 
International Gender Dysphoria Association (HBIGDA) hoje 
denominado World Professional Association for Trangender 
Health (WPATH) dedicado à promoção de conhecimento, 
cuidados, educação, pesquisa e empoderamento a indivíduos 
transgêneros. 
Transtorno de identidade de gênero 
 O transtorno de identidade de gênero (TIG) segue sendo uma 
classificação pertencente aos manuais diagnósticos psiquiátricos 
atuais. 
 Alguns autores advocam que em parte a conotação “aberrante” pode 
ter resultado da visão social negativa e estigmatizante ou “coisificada” 
que esta questão tem muitas vezes se revelado na sociedade como um 
transtorno mental 
Transtorno de identidade de gênero 
 Por isso, desde 2005, a Associação Psiquiátrica Americana (APA) vem 
exaustivamente discutindo e reavaliando de forma critica a permanência 
do TIG nos manuais diagnósticos classificatórios. 
 A nova versão do DSM- V (Diagnostic and Statistical Manual of 
Mental Disorders) com previsão de lançamento em 2013 talvez traga, 
entre outras alterações, a terminologia mais como uma “incongruência de 
gênero” do que propriamente uma “disforia de gênero” ou “não 
conformismo de gênero”, o qual parece ser menos estigmatizante que os 
dois últimos. 
Transtorno de identidade de gênero 
O dilema que se estabelece é imenso!! 
 - De um lado o argumento a 
favor é como uma doença 
pode ser curada por uma 
cirurgia? 
 
 
 
 - Do outro, em não sendo uma 
doença como os planos de saúde 
pagarão por esta cirurgia e toda a 
equipe multiprofissional 
necessária para uma cirurgia de 
adequação sexual? 
Transtorno de identidade de gênero 
O fato é que ainda parece existir 
um longo caminho a ser percorrido 
para definição desta questão 
Transtorno de identidade de gênero 
 No Brasil, a transgênero mais famosa talvez seja a modelo e 
atriz Roberta Close (cujo nome de nascimento era Luis Roberto 
Gambine Moreira). 
 
 Em 1989, fez uma cirurgia de adequação sexual na Inglaterra e 
logo após a intervenção, começou sua luta pelo direito de trocar 
de nome e o reconhecimento de suas características físicas 
femininas. 
 
Transtorno de identidade de gênero 
 Roberta argumentava que não poderia viver 
psicologicamente com um nome que não desejasse e 
que a levasse a ser vítima de gozações e preconceito. 
 
 Somente em 2005 teve seu nome e gênero 
reconhecidos pela 9ª Vara de Família do estado do 
Rio de Janeiro numa causa histórica e repercussão 
nacional. 
Transtorno de identidade de gênero 
A transexualidade é, portanto, considerada um transtorno da 
identidade sexual, o extremo do espectro da disforia de gênero. 
Uma condição na qual o indivíduo que possui uma identidade 
de gênero diferente a designado no nascimento tem forte e 
persistente desejo de viver e ser aceito como sendo do sexo 
oposto, com extremo descontentamento em relação a sua genitália 
e com os caracteres sexuais secundários, bem como as atribuições 
sociais pernitenentes ao sexo biológico. 
Assim, transgêneros pensam, falam, atuam, agem e se 
expressam como se fossem do gênero oposto ao seu de 
nascimento. 
 
Transtorno de identidade de gênero 
 A impressão segundo relatos de muitos transgêneros é que estão 
“presos dentro de um corpo errado” com importante sofrimento e 
sensação de inadequação. Transgêneros masculinos por exemplo, têm 
nojo e repulsa do seu pênis. 
 Evitam a masturbação, urinam sentadas, não permitindo que vejam ou 
toquem o orgão, sendo que alguns podem chegar ao extremo de ter 
infecções localizadas no pênis por falta de higienização, como uma 
completa negação da existência do mesmo 
Transtorno de identidade de gênero 
Transgênero X Travesti 
 Cabe ressaltar a diferenciação entre travestis e transgêneros, uma vez 
que as primeiras nem sempre desejam remover seu órgão genital, sendo 
para muitas que trabalham na prostituição, o pênis é um instrumento de 
trabalho importante por serem ativas nas relações sexuais, não 
apresentando, portanto, o extremo descontentamento com seu órgão 
genital como observados nos transgêneros. 
Transtorno de identidade de gênero 
‘Corpos a Venda’ 
 O Profissão Repórter aborda um tema delicado – a vida de 
adolescentes vítimas de abuso e preconceito. Jovens pobres do Norte 
e do Nordeste do Brasil são explorados em ruas de grandes cidades 
do país. Eles mudam de nome, de sexo… e para aumentar o valor do 
cachê – se submetem a uma aplicação de alto risco: a injeção de 
silicone industrial. Os repórteres Caio Cavechini, André Hernan e 
Fernanda Mena percorrem este mundo oculto, que muita gente 
prefere não ver nem mostrar. 
 27.04.2007 
Transtorno de identidade de gênero 
Etiologia 
 Até o presente momento a etiologia da transexualidade 
permanece desconhecida, sendo que tudo indica que os 
pesquisadores estão longe de desvendaresta intrigante questão, 
mesmo porque pouquíssimas pesquisas têm sido desenvolvidas a 
este respeito 
 
Transtorno de identidade de gênero 
Etiologia 
A teoria genética também não parece se sustentar porque os 
portadores de TIG são sempre casos esporádicos,sem um padrão 
recorrente familiar. 
Além disto, parece não ocorrer em gêmeos monozigóticos, o que 
limita a teoria de herança poligênica familiar. 
O estudo do cariótipo de indivíduos transgêneros também pouco 
parece contribuir para a elucidação da etiologia, tendo aplicabilidade 
clínica nesta condição bastante limitada. 
Inoubli et al., (2010) analisaram o cariótipo de N= 368 transgêneros, 
sendo que em 97.55% os achados foram normais 
Transtorno de identidade de gênero 
Teorias Psicológicas 
 Sugerem que a estruturação da identidade tem sua origem em 
determinados períodos do desenvolvimento - o período da relação 
diádica, conflito edípico e a puberdade até a adolescência- no 
qual a forma que determinados eventos são introjetados neste ser 
em desenvolvimento poderia alterar o desenvolvimento da 
identidade em formação, levando a um curso ‘alternativo’ 
Transtorno de identidade de gênero 
Outras possibilidades... 
 Algumas teorias consideram que esta questão tem uma causa 
orgânica (hormonal, neurobiológica e genética), 
 
 Enquanto para outros pesquisadores a origem seria de base 
psicológica, ou ainda a interação de ambas influenciada por questões 
ambientais ligadas principalmente a educação familiar 
 
Transtorno de identidade de gênero 
Freqüentemente, a noção de identidade de gênero ocorre 
por volta dos 2 aos 4 anos de idade, sendo que muitas 
crianças podem manifestar seus status transgênero na maneira 
que se vestem, na forma que escolhem seus brinquedos e na 
expressão de sua linguagem- - muito embora ainda não 
tenham total capacidade de articular e compreender seu status 
transgênero. 
Mas, é especialmente na pré-adolescência e na 
adolescência que a transexualidade se manifesta. 
Transtorno de identidade de gênero 
Os pais, as professoras/escolas estão 
preparadas? 
• Estigma 
 
• Preconceitos 
 
• ‘Aberração” 
 
• BULLYNG & EVASÃO ESCOLAR ! 
 
Transtorno de identidade de gênero 
Transtorno de identidade de gênero 
197 casos de assassinato de “trans” em 2009 
CID 10 – F 64.0 Transexualismo 
 Um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo oposto, 
usualmente acompanhado por uma sensação de desconforto ou 
impropriedade de seu próprio sexo anatômico e um desejo de se submeter a 
tratamento hormonal e cirurgia para tornar seu corpo tão congruente quanto 
possível com o sexo preferido. 
 
 Diretrizes Diagnósticas: Para que esse diagnóstico seja feito, a identidade 
transexual deve ter estado presente persistentemente por pelo menos 2 anos e 
não deve ser um sintoma de um outro transtorno mental, tal como 
esquizofrenia, nem estar associada a qualquer anormalidade intersexual, 
genética ou do cromossomo sexual. 
 
 
Transtorno de identidade de gênero 
DSM IV- TR- 302.85 : GID 
(Gender identy disorder) 
 Um desejo de viver e ser aceito como um membro do sexo 
oposto, usualmente acompanhado por uma sensação de 
desconforto ou impropriedade de seu próprio sexo anatômico e 
um desejo de se submeter a tratamento hormonal e cirurgia para 
tornar seu corpo tão congruente quanto possível com o sexo 
preferido. 
Transtorno de identidade de gênero 
Critério A 
 Deve haver evidências de uma forte e persistente identificação com o 
gênero oposto, que consiste do desejo de ser, ou a insistência do 
indivíduo de que ele é do sexo oposto 
DSM IV- TR- 302.85 : 
GID (Gender identy disorder) 
Transtorno de identidade de gênero 
DSM IV- TR- 302.85 : GID 
(Gender identy disorder) 
Critério B 
 Esta identificação com o gênero oposto não deve refletir um mero desejo de 
quaisquer vantagens culturais percebidas por ser do outro sexo. Também 
deve haver evidências de um desconforto persistente com o próprio sexo 
atribuído ou uma sensação de inadequação no papel de gênero deste sexo 
 Diretrizes Diagnósticas: Para que esse diagnóstico seja feito, a identidade 
transexual deve ter estado presente persistentemente por pelo menos 2 anos e 
não deve ser um sintoma de um outro transtorno mental, tal como 
esquizofrenia, nem estar associada a qualquer anormalidade intersexual, 
genética ou do cromossomo sexual. 
Transtorno de identidade de gênero 
• Critério C 
 O diagnóstico não é feito se o indivíduo tem uma condição intersexual 
física concomitante (por ex., síndrome de insensibilidade aos 
andrógenos ou hiperplasia adrenal congênita) 
 
• Critério D 
 Para que este diagnóstico seja feito, deve haver evidências de 
sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento 
social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do 
indivíduo 
DSM IV- TR- 302.85 : GID 
(Gender identy disorder) 
Transtorno de identidade de gênero 
Prevalência e Incidência 
• A transexualidade não é uma condição comum, sendo que a 
sua real prevalência permanece ainda desconhecida 
 
• Isto porque existem dificuldades metodológicas em definir 
terminologia e agrupar pessoas em categorias complexas de 
identidade e comportamento, somado ao estigma e 
preocupações com questões de sigilo que esta condição 
carrega 
Transtorno de identidade de gênero 
Diagnóstico Diferencial 
 Embora o tratamento para o TIG só deverá ser iniciado com precaução e 
após uma longa e intensa fase de triagem e investigação diagnóstica, a 
diferenciação entre o TIG e as características de transexualidade secundária 
a um processo psicopatológico em curso, como esquizofrenia por exemplo, 
pode ser uma árdua tarefa para muitos profissionais de saúde. 
 Alguns estudos têm revelado inclusive que 25% dos esquizofrenicos 
podem experimentar uma identificação com o gênero oposto ao seu de 
nascimento em algum momento de suas vidas 
Transtorno de identidade de gênero 
Saúde mental e morbidade de portadores 
de transtorno de identidade de gênero 
A evidência científica atual disponível não parece poder afirmar 
categoricamente que existe uma maior taxa de comorbidade psiquiátrica em 
indivíduos portadores de transtorno de indentidade de gênero (TIG) quando 
comparados a população geral. 
Isto porque a grande maioria dos estudos em indivíduos transgêneros são 
provenientes de amostras de conveniência, recrutados de clínicas de tratamento 
cirúrgico ou hormonioterapia, ou de pesquisa de opinião de médicos que 
atendem pacientes transgêneros. 
Assim sendo, a evidência atual não permite até o momento grandes 
generalizações 
Transtorno de identidade de gênero 
Sabe-se, no entanto, que existe uma 
maior tendência a encontrarmos 
Transtorno depressivo . 
Transtornos ansiosos. 
Transtornos de personalidade histriônico,evitador,narcisista, 
borderline). 
Abuso e dependência de substâncias psicoativas. 
Ideação suicida. 
Transtorno de identidade de gênero 
PSICOTERAPIA EM TRANSEXUALIDADE 
 
 
• A psicoterapia é recomendada na maioria das diretrizes de 
boas práticas no atendimento de indivíduos portadores de TIG 
e seus familiares, 
 
• A terapia afirmativa, a terapia centrada no cliente e a redução 
de danos têm sido as abordagens sugeridas 
Transtorno de identidade de gênero 
Terapias de conversão não são 
tecnicamente aceitas! 
 Por outro lado, parece ser quase um consenso na literatura 
atual que as chamadas “terapias de conversão”, também 
conhecidas como “terapias reparadoras”, as quais buscam 
reverter a identidade de gênero através de aconselhamento e 
tratamento psiquiátrico estão em completo desuso. 
Transtorno de identidade de gênero 
 Ainda existe um movimento internacional forte em 
grande parte alimentada por organizações religiosas que 
promovem tais terapias para indivíduos trangêneros 
mesmo que algumas organizações profissionais já tenhamprojetado esta conduta como antiética 
Transtorno de identidade de gênero 
Objetivos principais das 
psicoterapias para transexuais 
Aliviar angústias e ansiedade, 
Trabalhar dificuldades e assertiviadde, 
Diminuir o risco de suicídio, 
Promover o desenvolvimento integral, 
Promover o ajustamento pessoal, social e familiar, 
Buscar satisfação nos relacionamentos afetivos 
Adequação pos cirurgia em curto e longo prazo 
Transtorno de identidade de gênero 
O que os médicos e as equipes de saúde 
precisam saber sobre o paciente 
transgênero em sua prática clinica? 
• Educação e polidez não necessariamente são sinônimos de 
competência cultural 
 
• Etabelecer uma política eficaz para lidar com comentários e 
comportamentos discriminatóriosno nos ambientes de saúde 
em geral 
 
 
Transtorno de identidade de gênero 
Considerações Específicas de 
Saúde do Público Trans
Comportamento 
Sexual
Fatores culturais Sair do 
armário
Preconceito e 
discriminação
HIV/ AIDS Socialização em bares: 
aumenta risco de 
problemas relacionados 
ao uso de substâncias
Depressão, 
ajustamento, 
suicídio, uso 
de substâncias
Discriminação no 
trabalho
Hepatites Cultura do corpo: 
desordens alimentares 
Conflitos com 
a família de 
origem
Violência
HPV Cancer de mama: 
nulípara
Retardo em 
procurar ajuda 
adequada
Discriminação em 
serviços de saúde
DST inseminação "bombadeiras" Patologização do 
comportamento trans
Transtorno de identidade de gênero 
Terapia Hormonal e Cirurgia de 
Adequação Sexual 
 A terapia hormonal e a cirurgia de adequação sexual 
são os tratamentos padrões, mas não representam 
uma panacéia dentro do arsenal terapêutico 
necessário para atender esta complexa condição. 
 
Transtorno de identidade de gênero 
Na Transição... 
Aparência: depilação, eletroforese, botox. 
Hormônios: cremes, pílulas ( estrôgeno, testosterona, anti-andrôgenios). 
Cirurgia: Mastectomia, redesignação sexual, voz. 
Transtorno de identidade de gênero 
Transtorno de identidade de gênero 
Transtorno de identidade de gênero 
Transtorno de identidade de gênero 
Desfechos positivos no pós-cirúrgico 
Melhora da qualidade de vida. 
Aumento do prazer sexual com satisfação e adequada função 
sexual no pós- cirúrgico. 
Melhora da experiência sexual e aumento da atividade sexual 
Baixas taxas de arrependimento. 
Melhora do relacionamento familiar. 
Transtorno de identidade de gênero 
A importância da criação de 
ambientes de cuidado para 
comunidade de transgênero 
Transtorno de identidade de gênero 
Transtorno de identidade de gênero 
• “ Meu pai resolveu assumir sua transexualidade para nossa família e para a 
nossa comunidade há 4 anos atrás quando eu tinha apenas 15 anos. Desde 
então, vivi um turbilhão de sentimentos diferentes. Passei por períodos de 
constrangimento, raiva, ressentimento e frustração. Eu ainda tenho lutado 
muito para trabalhar a aceitação e tive que enfrentar algumas perguntas que 
me fiz muito difíceis na verdade, tais como: quem é esta pessoa que 
costumava ser o meu pai, mas agora é uma mulher que não é minha mãe? E 
como não me relacionar com essa pessoa que sempre amei ? mas será a 
mesma pessoa ou outra que ainda não conheço? Para mim, como filha de 
uma transgênero masculina, tudo agora passou a ser uma questão de 
honestidade. Aprendi isto graças ao suporte que recebi de pessoas como eu, 
filhas de transgêneros que também participam deste grupo. Nós não 
podemos ter relacionamentos reais com o outro, se não somos honestos 
com nós mesmos sobre quem somos e, em seguida honestos com aqueles 
que nos rodeiam. De que outra forma podemos ter relacionamentos 
significativos com aqueles que amamos se não formos honestos? 
 
• Ter um pai transgênero que agora se chama Suelen não foi nada fácil no 
início. Eu ainda sinto uma sensação de perda do meu pai - o único homem 
na minha vida que deveria estar lá para mim quanto eu necessitasse dele. 
Mas quando Suelen fez a cirurgia de adequação sexual para poder se 
manifestar plenamente como uma mulher, nosso relacionamento foi ficando 
cada vez mais estreito. A autenticidade com que ela se mostra reflete em 
mim como coragem para confiar nela com as coisas mais difíceis com as 
quais tenho que enfrentar em minha vida de adolescente também. É incrível 
como liberar esse tipo de honestidade pode trazer muito alívio. A minha 
esperança é que as pessoas que como eu e a Suelen possam decidir a “ sair 
do armário” e dizer "Isso é quem eu sou então que tal ficarmos juntos para 
nos conhecer uns aos outros de verdade”, assim como que nossa sociedade 
possa parar de ter medo e sermos mais realistas sobre a complexidade que 
envolve os seres humanos e a sua sexualidade. Complexidade é o que faz a 
humanidade interessante, muito mais bonitae criativa. Nós só precisamos de 
coragem para abrir os olhos e reconhecer todas as diversidaddes das pessoas 
que amamos ao nosso redor por mais diferentes que elas possam ser das 
outras 
AP, garota de 19 anos 
Transtorno de identidade de gênero 
FIM DA APRESENTAÇÃO 
ambientevirtual@inepe.com.br

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