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A variabilidade da radiação solar
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
Analisar questões geograficamente relevantes do espaço português:
- Descrever a distribuição geográfica e a variação anual da radiação 
solar e relacioná-la com a circulação geral da atmosfera.
Aprendizagens essenciais
2.1. A ação da atmosfera sobre a radiação solar
2.2. A VARIABILIDADE DA RADIAÇÃO SOLAR
2.3. A distribuição da temperatura
2.4. A valorização económica da radiação solar
2. A Radiação Solar
Enquadramento temático
Conteúdos desenvolvidos nas 
páginas 150 a 159 do manual.
A variabilidade da radiação solar
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
Conteúdos desenvolvidos nas 
páginas 150 a 159 do anual.
A variabilidade da radiação solar
 A variação da radiação solar ao longo do ano
A quantidade e a intensidade da radiação solar recebida ao longo do ano pela 
superfície terrestre é variável, em resultado da conjugação de diferentes 
fatores, interligados entre si:
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 
Ângulo de incidência dos raios solares*
Quanto maior o ângulo de incidência dos raios solares (A), menor a 
obliquidade dos raios solares, menor a área recetora de energia (S1) e, 
consequentemente, maior a quantidade de energia recebida por unidade de 
superfície.
O ângulo de incidência dos raios solares é o valor do ângulo formado pelos raios 
solares quando incidem sobre o plano tangente à superfície terrestre.
Relação entre o ângulo de incidência dos raios solares e a extensão da área recetora.
*Nota: Esta análise parte da abordagem do ângulo de incidência medido em relação à superfície terrestre.
Se a abordagem do ângulo de incidência tiver como referência a normal do lugar, a leitura será: Quanto menor o ângulo de 
incidência dos raios solares (A), menor a obliquidade dos raios solares, menor a área recetora de energia (S1) e, consequentemente, 
maior a quantidade de energia recebida por unidade de superfície.
A variabilidade da radiação solar
• A espessura de atmosfera atravessada pelos raios solares é tanto maior quanto 
menor o ângulo de incidência.
• Quanto maior a espessura de massa atmosférica atravessada (A), mais 
elevadas são as perdas de energia entre o limite superior da atmosfera e a 
superfície terrestre por ação dos processos atmosféricos de absorção, reflexão 
e difusão, logo menor será a intensidade da radiação solar incidente.
Massa atmosférica
A massa atmosférica refere-se ao volume de atmosfera que os raios solares têm de 
percorrer até atingirem a superfície da Terra.
Relação entre o ângulo de incidência dos raios solares e a espessura de massa atmosférica.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Quanto menor a latitude, maior o ângulo de incidência e menor a espessura de 
massa atmosférica percorrida pelos raios solares, logo maior a intensidade da 
radiação solar recebida por unidade de superfície.
Ângulo de incidência dos raios solares e massa atmosférica
Variação ao longo do ano e de lugar para lugar
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Relação entre o ângulo de incidência dos raios solares, a extensão da área recetora e a 
espessura da massa atmosférica atravessada pelos raios solares ao longo do dia natural, 
num lugar localizado sobre o equador.
Ângulo de incidência dos raios solares e massa atmosférica
massa atmosférica atravessada
Variação ao longo do dia
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Meio-dia
Nascer e 
por do sol
Maior ângulo de 
incidência dos 
raios solares
Menor 
massa 
atmosférica 
Maior concentração de 
energia recebida por 
unidade de superfície
Menor ângulo 
de incidência 
dos raios solares
Maior 
massa 
atmosférica 
Menor concentração de 
energia recebida por 
unidade de superfície
O ângulo de incidência dos raios solares e a espessura de massa atmosférica 
que estes atravessam varia ao longo do dia natural, na sequência do 
movimento de rotação terrestre.
Variação ao longo do dia
Ângulo de incidência dos raios solares e massa atmosférica
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
O ângulo de incidência dos raios solares varia ao longo do ano e de lugar para 
lugar, em função de vários fatores: a forma elíptica da Terra, o movimento de 
translação terrestre e a inclinação do eixo de rotação da Terra (23° 27’).
Movimento anual 
aparente do Sol
Trajetória que o Sol 
parece descrever ao 
longo do ano entre o 
trópico de Câncer e o 
trópico de 
Capricórnio.
 
Ângulo de incidência dos raios solares e massa atmosférica
Variação ao longo do ano e de lugar para lugar
Movimento anual aparente do sol.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Solstício 
de junho - Menor massa 
atmosférica 
- Maior
concentração de 
energia recebida 
por unidade de 
superfície
Zona 
Intertropical
Solstício de 
dezembro
Equinócios 
de março e 
setembro
Verticalidade 
máxima dos 
raios solares
(ângulo de 
incidência 
máximo)
Trópico de 
Câncer
Trópico de 
Capricórnio
Equador
Ângulo de incidência dos raios solares e massa atmosférica
Variação ao longo do ano e de lugar para lugar
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Duração do dia natural 
O dia natural é o período de tempo em que o Sol se encontra acima da linha do
horizonte, ou seja, entre o nascer e o pôr do sol.
Movimento de translação da Terra.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
O sol encontra-se no plano do trópico 
de Câncer. 
Hemisfério norte: começa o verão e 
os dias são maiores do que as noites;
Hemisfério sul: começa o inverno e os 
dias são menores do que as noites;
Círculo Polar Ártico: é verão e o dia 
natural dura 24 horas. Está-se a meio 
de um período diurno de 6 meses, 
iniciado no equinócio de março;
Círculo Polar Antártico: é inverno e a 
noite dura 24 horas. Está-se a meio 
de um período noturno de 6 meses, 
iniciado no equinócio de março;
Equador: o dia é sempre igual à noite.
O sol encontra-se no plano 
do Equador, o que 
acontece duas vezes por 
ano;
Equinócio de março: 
primavera no hemisfério 
norte e outono no 
hemisfério sul;
Equinócio de setembro: 
primavera no hemisfério 
sul e outono no 
hemisfério norte;
O dia é igual à noite em 
todos os lugares do globo 
(12 horas). 
O sol encontra-se no plano do trópico de 
Capricórnio. 
Hemisfério norte: começa o inverno e 
as noites são maiores do que o dia;
Hemisfério sul: começa o verão e os 
dias são maiores do que as noites;
Círculo Polar Ártico: é inverno e a 
noite dura 24 horas. Está-se a meio de 
um período noturno de 6 meses, 
iniciado no equinócio de setembro;
Círculo Polar Antártico: é verão e o 
dia natural dura 24 horas. Está-se a 
meio de um período diurno de 6 
meses, iniciado no equinócio de 
setembro;
Equador: o dia é sempre igual à noite.
Solstício de junho Equinócios de 
março e setembro 
Solstício de dezembro
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Maior 
concentração de 
energia recebida 
por unidade de 
superfícieDo solstício 
de 
dezembro 
ao solstício 
de junho
Aumento 
da duração 
do dia 
natural
Aumento do 
ângulo de 
incidência 
dos raios 
solares
Diminuição 
da massa 
atmosférica 
Hemisfério 
sul
Hemisfério 
norte
Menor 
concentração de 
energia recebida 
por unidade de 
superfície
Diminuição 
da duração 
do dia 
natural
Diminuição 
do ângulo de 
incidência 
dos raios 
solares
Aumento 
da massa 
atmosférica 
 Quanto maior a duração do dia natural, maior a quantidade de energia solar 
recebida.
Inverno Verã
o
Verã
o
Inverno
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Insolação
A insolação é o número dehoras, num 
determinado intervalo de tempo, em 
que o sol se encontra a descoberto.
Quanto maior a duração do dia natural, maior o número de horas que o sol se 
encontra acima da linha do horizonte, logo maior a quantidade de radiação 
rececionada pela Terra.
Quanto maior for o número de horas em que o sol se encontra a descoberto, sem 
interferência da nebulosidade, menor a quantidade de radiação solar perdida por 
ação dos processos atmosféricos de absorção, reflexão e difusão, logo maior a 
quantidade de energia rececionada pela superfície do Globo.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
A variação da radiação solar em Portugal
 Portugal é um dos países da Europa com valores mais elevados de radiação solar 
por unidade de superfície, especialmente no verão. 
Distribuição da radiação solar global média na Europa (média anual do período 1994-2016)
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 A variação da radiação solar em Portugal: contrastes sazonais
Número total de horas de sol em Évora, Porto Santo e ilha 
Terceira, por mês, e total anual (janeiro de 2000 a janeiro de 
2020), IPMA.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 A variação da radiação solar em Portugal: contrastes sazonais
Os valores de radiação solar global e de insolação em Portugal apresentam 
contrastes sazonais, especialmente entre os meses de verão e de inverno.
Verão
A duração do dia natural é maior, os 
raios solares atingem Portugal com 
um maior ângulo de incidência, é 
menor a espessura de massa 
atmosférica atravessada, o que 
diminui as perdas energéticas por 
absorção, reflexão e difusão. Daqui 
resulta um aumento da insolação e 
da quantidade de radiação solar 
recebida por unidade de superfície.
Inverno
O dia natural é mais curto, os raios 
solares atingem Portugal com um 
menor ângulo de incidência, 
aumenta a espessura de massa 
atmosférica que estes têm de 
atravessar, o que aumenta as perdas 
energéticas. Como resultado, há uma 
diminuição da insolação e da 
quantidade de radiação solar 
recebida por unidade de superfície.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Radiação solar global média total em 
Portugal continental.
Distribuição da insolação média anual 
em Portugal continental (1930-1960).
Radiação 
solar global Insolação
 A variação da radiação solar em Portugal: contrastes espaciais
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 A variação da radiação solar em Portugal: contrastes espaciais
A radiação solar global à superfície reflete-se nos valores da insolação, 
apresentando, de uma forma geral, os seguintes contrastes espaciais:
Diminuem à medida que aumenta a altitude dos lugares, registando-se
os valores mais baixos nas áreas de montanha.
Aumentam de norte para sul de Portugal continental. Os valores mais 
elevados registam-se no interior alentejano e no Algarve e os valores 
mais reduzidos nas montanhas minhotas.
Variam entre arquipélagos, destacando-se o arquipélago da Madeira 
com os valores de radiação solar e de insolação mais elevados.
Aumentam do litoral para o interior.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 Fatores condicionantes da variabilidade da radiação solar em Portugal
Fatores de variação da radiação solar em Portugal
Latitude
Proximidade/ 
afastamento 
do mar
Relevo
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
 
Latitude
Contrastes 
Norte/Sul
• Na sequência do movimento anual aparente do Sol, 
quer o ângulo de incidência dos raios solares quer a 
duração do dia natural são maiores a Sul, aumentando 
os valores de insolação e de radiação solar.
• O Norte do país é mais afetado pela passagem de 
perturbações frontais da frente polar, pelo que regista 
um maior índice de nebulosidade e mais perdas 
energéticas por absorção, reflexão e difusão. 
• As ilhas madeirenses localizadas a menor latitude, 
recebem os raios solares com menor inclinação, 
especialmente na vertente sul, registando valores 
que, mesmo no inverno, são superiores aos 
observados nos Açores. 
• O arquipélago dos Açores localiza-se numa zona de 
confrontação de massas de ar com características 
distintas, pelo que é frequentemente sujeito a 
nebulosidade de origem frontal, o que diminui os 
níveis de insolação e de radiação .Radiação solar global média total em 
Portugal continental.
Distribuição da insolação média anual 
em Portugal continental (1930-1960).
Contrastes 
entre 
arquipélagos
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Céu muito nublado sobre as lagoas de Santiago e das Sete Cidades, na ilha de S. Miguel, Açores.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Proximidade/ afastamento do mar
Contrastes 
Litoral/Interior
Radiação solar global média total em 
Portugal continental.
Distribuição da insolação média 
anual em Portugal continental 
(1930-1960).
No litoral do país, a proximidade do mar, que é a maior 
fonte de vapor de água disponível, origina a ocorrência 
de períodos de maior nebulosidade, maior frequência de 
nevoeiros, neblinas, e uma maior humidade atmosférica 
do que no interior. A conjugação destes fatores reduz o 
número de horas de céu a descoberto, o que aumenta 
as perdas energéticas por absorção, reflexão e difusão, 
diminuindo a quantidade de radiação solar incidente.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
Relevo
Altitude
Quanto maior a altitude dos lugares, maior é a 
nebulosidade, devido a um processo de elevação forçada 
das massas de ar ao longo das vertentes expostas ao 
vento (nebulosidade orográfica). 
Exposição 
solar das 
vertentes
Vertentes 
soalheiras
Encostas viradas a sul, com um maior número de horas de 
exposição aos raios solares. Recebem a radiação solar com 
maior ângulo de incidência, o que origina valores mais 
elevados de radiação solar e de insolação.
Encostas viradas a norte, por isso, menos expostas aos 
raios solares, com mais horas de sombra. Recebem a 
radiação solar com menor ângulo de incidência, o que 
origina valores mais baixos de radiação solar e de 
insolação.
Vertentes 
umbrias
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
Relevo
Vertentes soalheira e umbria no vale do Douro.
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha
A variabilidade da radiação solar
A variabilidade da radiação solar
Fim da apresentação
Geografia A 10. o ano – Isabel Costa Liliana Rocha

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