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EREM EMÍDIO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE 
PROFESSORA: GISELMA ALVES DISCIPLINA: ARTE 
ALUNO (A):______________________________________ 
 
Identificação e leitura (apreciação) de diferentes estilos musicais de Pernambuco. 
 
 Para nós pernambucanos, não é novidade que a nossa cultura é bastante diversificada. É uma das 
mais ricas de todo o Brasil, recebendo influências africana, holandesa, indígena, judaica e portuguesa. 
Vários gêneros musicais e danças surgiram no estado de Pernambuco desde o período colonial. 
 O Maracatu Nação, também conhecido como "Maracatu de Baque Virado", é uma manifestação 
folclórica pernambucana, tida como o primeiro ritmo afro-brasileiro. É formado por um conjunto musical 
percussivo que acompanha um cortejo real. O registro mais antigo 
que se tem sobre o Maracatu Nação data de 1711, mas o ano de sua 
origem é incerto. O que se sabe é que ele surgiu em Pernambuco e 
vem se transformando desde então. Um dos maracatus mais antigos 
é o Maracatu Elefante, fundado em 15 de novembro de 1800 no 
Recife pelo escravo Manuel Santiago após sua insurreição contra a 
direção do Maracatu Brilhante. 
 O Maracatu Rural, também referido como "Maracatu de 
Baque Solto", é outra manifestação cultural de Pernambuco, na qual 
figuram os conhecidos "caboclos de lança". Distingue-se do 
Maracatu Nação em organização, personagens e ritmo. O Maracatu "Cambinda Brasileira" é o mais antigo 
em atividade no país. O Maracatu Rural significa para seus integrantes algo a mais que uma brincadeira: é 
uma herança secular, motivo de muito orgulho e admiração. O cortejo do Maracatu Rural diferencia-se dos 
outros maracatus por suas características musicais próprias e pela essência de sua origem refletida no 
sincretismo de seus personagens. 
 O Coco, dança de roda e ritmo de origem remota, surgiu nos 
engenhos de açúcar da antiga Capitania de Pernambuco, com 
influências dos batuques africanos e dos bailados indígenas. A 
primeira referência que se tem sobre o Coco data da segunda metade 
do século XVIII. 
 O Frevo, um dos principais gêneros musicais e danças do 
estado e símbolo do Carnaval Recife–Olinda, se caracteriza pelo 
ritmo acelerado e pelos passos que lembram a capoeira, expressão 
cultural que tem em Pernambuco um de seus berços. Em cerimônia 
realizada na cidade de Paris, França, no ano de 2012, a UNESCO anuncia que, aprovado com unanimidade 
pelos votantes, o Frevo foi eleito Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. 
 Nos anos 1990 surgiu em Pernambuco o Manguebeat, movimento da contracultura que mistura 
ritmos regionais, como o maracatu, com rock, hip hop, funk e música eletrônica. Tem como principais 
críticas o abandono econômico-social do mangue e a desigualdade do Recife. Apesar de ter bases já na 
década de 1970 com o guitarrista Robertinho do Recife e seus álbuns "Jardim da Infância" (1977), 
"Robertinho no Passo" (1978) e "E Agora pra Vocês... Suingues Tropicais" (1979), o manguebeat tem como 
ícone o músico Chico Science, ex-vocalista, já falecido, da banda Chico Science e Nação Zumbi, que foi o 
idealizador do rótulo mangue e principal divulgador das ideias, ritmos e contestações do movimento. Outro 
grande responsável pelo crescimento do gênero foi Fred Zero Quatro, vocalista da banda Mundo Livre S/A e 
autor do primeiro manifesto do Mangue de 1992, intitulado "Caranguejos com cérebro". 
 O Baião, gênero de música e dança, teve como maior expoente o pernambucano Luiz Gonzaga. O 
ritmo, ao lado de outros como o Xote, faz parte do chamado Forró. Já o Xaxado, dança típica originária do 
sertão pernambucano, é exclusivamente masculina e foi divulgada numa vasta área do interior nordestino 
pelo cangaceiro Lampião e pelos integrantes do seu bando. Também são muito comuns em Pernambuco as 
Bandas de Pífanos, além de outras músicas e danças oriundas do estado, como a Ciranda, o Afoxé, o 
Cavalo-Marinho, os Caboclinhos, o Pastoril, a Embolada, dentre outras manifestações. 
 
Texto retirado: https://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_de_Pernambuco#cite_note-36

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