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M.A.P.A – Microbiologia Clínica 
Módulo 53/2025 
Nome: Beatriz Helena Moreira Pereira 
R.A: 23425381-5 
Disciplina: Microbiologia Clínica 
 
INSTRUÇÕES PARA REALIZAÇÃO DA ATIVIDADE 
1. Todos os campos acima (cabeçalho) deverão ser devidamente 
preenchidos. 
2. O(A) aluno(a) deverá utilizar este modelo padrão para realizar a atividade. 
3. Esta atividade deverá ser realizada individualmente. Caso identificada cópia 
indevida de colegas, as atividades de ambos serão zeradas. Também serão 
zeradas atividades que contiverem partes de cópias da Internet ou livros 
sem as devidas referências e citações de forma correta. 
4. Para realizar esta atividade, leia atentamente as orientações e atente-se ao 
comando da questão. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de 
acordo com o conteúdo da disciplina. Certifique-se que tenha assistido aos 
vídeos de apoio disponíveis na sala do café. 
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=ZsYrkqdUz8A 
5. Neste arquivo resposta, coloque apenas as respostas identificadas de 
acordo com as questões. 
6. Após terminar o seu arquivo resposta, salve o documento em PDF e o 
nomeie identificando a disciplina correspondente, para evitar que envie o 
MAPA na disciplina errada. Envie o arquivo resposta na página da atividade 
MAPA, na região inferior no espaço destinado ao envio das atividades. 
 
FORMATAÇÃO EXIGIDA 
1. O documento deverá ser salvo no formato PDF (.pdf). 
https://www.youtube.com/watch?v=ZsYrkqdUz8A
 
2. Tamanho da fonte: 12 
3. Cor: Automático/Preto. 
4. Tipo de letra: Arial. 
5. Alinhamento: Justificado. 
6. Espaçamento entre linhas de 1.5. 
7. Arquivo Único. 
 
ATENÇÃO 
VALOR DA ATIVIDADE: 3.5 
Esta atividade deve ser realizada utilizando o formulário abaixo. Apague as 
informações que estão escritas em vermelho, pois são apenas demonstrações e 
instruções para te auxiliar, e, posteriormente, preencha todos os campos com suas 
palavras/imagens. Coloque as referências utilizadas nas normas da ABNT 
 
IMPORTANTE: 
CONTEXTUALIZAÇÃO 
 “[...] A grande variedade de patógenos e métodos de teste disponíveis torna 
os testes microbiológicos desafiadores e, portanto, a detecção e a correção de erros 
são componentes importantes dos testes de laboratório de microbiologia de qualidade 
[...]. Os microbiologistas clínicos devem ser especialistas em todos os aspectos das 
fases pré-analítica, analítica e pós-analítica dos testes microbiológicos. Devemos 
educar os clínicos sobre os aspectos críticos da seleção de testes, coleta e transporte 
de amostras e interpretação de resultados que ocorrem fora do laboratório”. 
 
Fonte: Science Direct. Enciclopédia de Microbiologia: Microbiologia Clínica, 4ª ed., 
2019. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/topics/immunology-and-
microbiology/clinicl-microbiology. Acesso em: 03/06/2025. 
 
A integração do conhecimento teórico com a prática é fundamental para 
capacitação do profissional, trazendo agilidade e assertividade nos resultados. Esta 
atividade traz, através de um estudo de caso, questões que visam alinhar os 
 
conhecimentos teóricos com os práticos através de problemáticas que são frequentes 
na rotina do microbiologista clínico. 
 
 ESTUDO DE CASO 
Imagine que você é um microbiologista em um laboratório de análises clínicas 
de um hospital e, na sua rotina de trabalho, recebe diariamente diversas amostras 
biológicas. Essas amostras são provenientes tanto dos setores de internação, quanto 
de atendimentos ambulatoriais ou de emergência. 
Sua função é executar os procedimentos técnicos, avaliar os controles de 
qualidade e treinar os funcionários que trabalham no setor. 
 Iniciando sua rotina de trabalho, enquanto avaliava o controle de qualidade semanal, 
você identificou alguns problemas que interferem diretamente no andamento das 
análises, mas que com ajustes básicos e orientações ou treinamentos da equipe 
técnica, podem ser resolvidos. Diante disso, para capacitar e atualizar os técnicos do 
setor, você elaborou um guia teórico com as orientações necessárias. 
 
ETAPA 1: Análise de erros pré-analíticos 
Você identificou problemas na coleta e semeadura de amostras. Isso impacta 
negativamente no isolamento de colônias, atrasando a identificação dos 
microrganismos e no tratamento dos pacientes. 
 
Questão 1: 
A escolha do tipo de semeadura é essencial para garantir o isolamento, a 
interpretação das culturas e execução dos testes. Essas técnicas podem ser dividias 
em semeaduras qualitativas, utilizadas quando se busca detectar a presença de 
patógenos, independentemente da quantidade; e quantitativas, usadas quando é 
importante saber a quantidade de bactérias por volume de amostra. Desta forma, 
RESPONDA: 
a. DESCREVA e ILUSTRE manualmente as técnicas de semeadura qualitativa por 
estrias em meios sólidos, tanto em tubos, quanto em placas: 
 
 
 Placa em 4 quadrantes 
 
A alça é flambada e resfriada. Estrias em zigue-zague são realizadas no 1º 
quadrante da placa. Após nova esterilização e resfriamento, parte do inóculo é 
arrastada para o 2º quadrante, realizando novas estrias mais finas. O processo é 
repetido para o 3º e 4º quadrantes. 
Objetivo: obter diluição progressiva do inóculo, resultando em colônias bem isoladas 
no último quadrante. 
 
 Placa em zigue-zague único (triagem) 
 
Após flambar e resfriar a alça, realiza-se um único traço em serpenteado amplo 
sobre toda a superfície do ágar. 
Objetivo: verificar a presença ou ausência de crescimento microbiano, sem foco em 
isolamento de colônias. 
 
 
 
 
 Placa em T (3 setores) 
 
A alça é flambada e resfriada. O inóculo é estriado em zigue-zague no setor 
superior da placa. Após esterilização e resfriamento, parte do inóculo é arrastada 
para o setor inferior esquerdo, repetindo-se o processo para o setor inferior direito. 
Objetivo: simplificar a diluição em setores, obtendo colônias isoladas com menor 
número de estrias. 
 
 
 Tubo com ágar inclinado 
 
O tubo é mantido inclinado. Com a alça esterilizada e resfriada, realiza-se um zigue-
zague superficial da base até a extremidade superior do ágar, sem perfurá-lo. 
Objetivo: manter microrganismos viáveis, observar características de crescimento 
ou preparar culturas para futuras análises. 
 
b. A contagem de colônias é essencial para a classificação entre infecção e 
contaminação. A técnica de semeadura quantitativa é aplicada também a outros tipos 
de materiais clínicos. CITE, ao menos três amostras que devem ser semeadas desta 
forma e DESCREVA como o procedimento é feito, da semeadura até a contagem das 
colônias. 
 
 Urocultura: semeadura em placas utilizando alça calibrada (0,001 mL ou 0,01 
mL). Após incubação, contam-se as colônias e multiplica-se pelo fator da alça, 
obtendo-se UFC/mL. 
 Líquor: semeadura quantitativa permite avaliar se há crescimento significativo, 
diferenciando infecção de contaminação. 
 Amostras de feridas/úlceras: ajudam a determinar a carga bacteriana e a 
relevância clínica do microrganismo isolado. 
Procedimento: 
1. Homogeneizar a amostra. 
2. Utilizar alça calibrada estéril para semear sobre a placa de ágar apropriado. 
3. Incubar em estufa. 
4. Contar colônias e calcular UFC/mL conforme o volume da alça. 
 
Questão 2: 
A coleta é um ponto crucial, que pode inviabilizar complemente a análise dos 
materiais, causando gastos desnecessários e retrabalho. Além disso, o paciente terá 
que voltar ao laboratório ou será submetido a novo procedimento invasivo para a 
recoleta. Nos seus relatórios de pedido de recoleta por amostras inadequadas, a 
hemocultura tem sido a mais frequente, evidenciando uma dificuldade nos técnicos 
durante a coleta. Sendo assim, ELABORE um Procedimento Operacional Padrão 
(POP) sobre a coleta de hemocultura, abordando os tópicos abaixo: 
a. Número de amostras e intervalo de tempo entre as punções. 
b. Volume de sangue e locais de punção. 
c. Procedimentode coleta. 
d. Coleta de hemoculturas para diagnóstico de infecção relacionada a cateter 
vascular. 
 
 
 
Coletar duas a três amostras de locais distintos. 
Intervalo recomendado: 30 minutos entre cada punção (em casos de sepse grave, 
podem ser coletadas em menor intervalo). 
Adultos: 20 a 30 mL por coleta, divididos entre frascos aeróbio e anaeróbio. 
Crianças: volumes menores (1 a 5 mL). 
Locais: preferencialmente veias periféricas, evitando acesso de cateter. 
 
Procedimento de coleta: 
1. Higienizar as mãos. 
2. Desinfetar o frasco de hemocultura. 
3. Selecionar o sítio de punção e realizar antissepsia (álcool 70% + clorexidina). 
4. Coletar o volume adequado com técnica asséptica. 
5. Inocular imediatamente no frasco correto. 
Identificar amostra com dados do paciente, local e horário. 
 
Hemocultura para diagnóstico de infecção relacionada a cateter vascular: 
Coletar uma amostra diretamente do cateter e outra de punção periférica. 
Comparar tempo de positividade: crescimento mais rápido no frasco do cateter sugere 
infecção relacionada ao mesmo. 
 
ETAPA 2: Análise de erros analíticos 
Você recebeu algumas reclamações da equipe médica do hospital, que diziam não 
estar obtendo sucesso na antibioticoterapia dos pacientes, mesmo seguindo os 
resultados dos antibiogramas. Na análise dos problemas demonstrados no seu 
controle de qualidade, você também percebeu que a leitura e interpretação dos halos 
de inibição do antibiograma por disco-difusão estava incompatível com os resultados 
esperados, indicando possíveis falhas na padronização do método. Além desse 
problema, os testes de controle de qualidade realizados em alguns meios de cultura 
diferenciais não apresentavam resultados satisfatórios em relação ao crescimento 
microbiológico e mudanças de cor. Depois de várias tentativas de ajustes para 
melhoria disso, foi decidida a troca da marca dos meios, ficando a seu critério o estudo 
das bulas dos produtos novos. Então, RESPONDA: 
 
 
Questão 3: 
O controle de variáveis físico-químicas dos ágares e do inóculo bacteriano, é 
fundamental para garantir a precisão, reprodutibilidade e confiabilidade dos 
resultados do antibiograma por disco-difusão. Sendo assim, EXPLIQUE quais são as 
variáveis do ágar Mueller-Hinton e da concentração do inóculo bacteriano que podem 
interferir no resultado do antibiograma por disco-difusão e porque isso acontece. 
 
Ágar Mueller-Hinton: 
Espessura do meio deve ser de 3 a 4 mm (meio espesso: halos menores; meio fino: 
halos maiores). 
PH deve estar entre 7,2 e 7,4 (variações afetam a difusão do antibiótico). 
Concentração de cátions (Ca²⁺ e Mg²⁺) influencia sensibilidade de aminoglicosídeos 
e tetraciclinas. 
Inóculo bacteriano: 
Deve estar padronizado na escala 0,5 McFarland 
Inóculo muito denso → halos reduzidos (falso resistente). 
Inóculo escasso → halos aumentados (falso sensível). 
 
Questão 4: 
No processo de identificação de bactérias Gram-positivas e Gram-negativas são 
usados meios diferenciais, como o MacConkey e o Manitol Salgado (também 
conhecido como Chapman). DIFERENCIE esses dois meios de cultura, abordando 
suas finalidades, mecanismos de ação e características colorimétricas de cada um. 
Ágar MacConkey: 
Finalidade: isolamento de bacilos Gram-negativos entéricos. 
Mecanismo: sais biliares e cristal violeta inibem Gram-positivos; lactose + vermelho 
neutro diferenciam fermentadores (colônias rosa) de não fermentadores (colônias 
incolores). 
Ágar Manitol Salgado (Chapman): 
Finalidade: isolamento de estafilococos. 
 
Mecanismo: alta concentração de NaCl inibe a maioria das bactérias; manitol + 
vermelho de fenol diferenciam espécies. S. aureus fermenta manitol → colônias 
amarelas e meio amarelado; estafilococos coagulase-negativos → não fermentam, 
permanecendo rosa-avermelhado. 
 
Questão 5: 
Muitos meios são classificados como meios diferenciais, que possuem indicadores de 
pH ou de reações bioquímicas que mudam de cor quando o microrganismo 
metaboliza certos compostos. Analise as alterações dos meios de cultura de uma 
amostra de coprocultura e DETERMINE e JUSTIFIQUE o provável patógeno, 
baseando-se nas características das colônias nos meios e na coloração de Gram. 
 Crescimento em ágar MacConkey de colônias incolores (não fermentadoras 
de lactose). 
 Crescimento em ágar SS com colônias transparentes, sem produção de H₂S. 
 Coloração de Gram: bacilos Gram-negativos. 
Provável patógeno: Shigella spp. 
 
Justificativa: ausência de fermentação da lactose (colônias incolores), ausência de 
H₂S e características de bacilos Gram-negativos entéricos. 
 
REFERÊNCIAS 
CLINICAL AND LABORATORY STANDARDS INSTITUTE (CLSI). Principles and 
Procedures for Blood Cultures. 2nd ed. CLSI guideline M47. Wayne, PA: CLSI, 
2021. 
KONEMAN, E. W. Diagnóstico Microbiológico: Texto e Atlas Colorido. 6. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. 
TORTORA, G. J.; FUNKE, B. R.; CASE, C. L. Microbiologia. 12. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2017. 
DOTY, D. M.; TAYLOR, J. Urinalysis atlas: a pictorial guide to formed elements in 
urine. LibreTexts. Disponível em: 
https://med.libretexts.org/Courses/Oregon_Institute_of_Technology/Urinalysis_Atlas
%3A_A_Pictorial_Guide_to_Formed_Elements_in_Urine_(Doty_and_Taylor) 
. Acesso em: 21 set. 2025. 
 
FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Introdução à microbiologia. Portal Fiocruz. 
Disponível em: https://portal.fiocruz.br/microbiologia 
. Acesso em: 21 set. 2025.

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