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Pólo Itanhaém - 7º Período de Pedagogia - 2º Semestre de 2015 Aluna: Isa Mara Antunes Baptista Tema: Adaptação e acolhimento na Educação Infantil Justificativa: Um dos maiores desafios sociais do século XXI que a educação possui é a adaptação ou inserção das crianças. A escola não é o primeiro passo para a socialização da criança, mas é a primeira experiência com diferentes pessoas que não são os seus familiares ou responsáveis de contato constante, onde, se faz necessário o entrosamento entre todos os atores envolvidos no processo de ensino aprendizagem para a humanização e melhoria da qualidade de vida de todos, inclusive da educação. Assim, não se pode negar que acolher é parte essencial da adaptação escolar e vários são os aspectos que devem ser revisados para um bom acolhimento. Portanto, optei por este tema por acreditar ser um desafio imprescindível o entrosamento da tríade: ESCOLA - FAMÍLIA - COMUNIDADE Levantamento Bibliográfico Inicial: MEC/ SEF/ DPE. Referencial Curricular Nacional de EI. Volumes I, II, III, 1998.Este documento em três volumes do Ministério da Educação e Cultura de aproximadamente 300 páginas, busca munir e uniformizar a educação infantil a nível nacional com orientações didáticas pedagógicas que são baseadas em Piaget, Wallon, Emilia Ferreiro e etc. O mesmo não é uma norma rígida e inflexível, mas, uma referencia para a educação de todo o país, ciente que temos dois “Brasis” na educação brasileira ou a dicotomia Sul/Sudeste Norte/Nordeste. A grande inovação do documento, reside, exatamente no Volume I no que tange ao nosso tema, por se tratar do acolhimento e de quem é a criança; no Volume II temos a abordagem sobre o social e pessoal; e no volume III, denominado “ O conhecimento do Mundo” todos os temas polêmicos por área a serem desenvolvidos com o educando. Esse eixos polêmicos devem ser desenvolvidos de forma integral com o mesmo, assim, a principal especificidade a ser assumida da Educação Infantil e rever concepções sobre a infância; as relações entre classes sociais; as responsabilidades da sociedade; e o papel do Estado e Municípios. A criança faz parte de uma organização familiar que está inserida em uma sociedade, com uma determinada cultura, em um determinado momento histórico, as mesmas constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que elas se encontram. Sendo assim, compreender, conhecer o jeito particular de elas serem e estarem no mundo é o grande desafio, para a educação Infantil e de seus profissionais. Mesmo optando por um universo infantil com algumas características comuns de ser das crianças, elas permanecem únicas em suas individualidades e diferenças. Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente [CONANDA] & Conselho Nacional de Assistência Social [CNAS] (2006). Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Criança e Adolescente à Convivência Familiar e Comunitária. O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA), criado em 1991 é órgão responsável por tornar efetivos os direitos, princípios e diretrizes contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele formula, delibera e controla as políticas públicas para a infância e a adolescência, inclusive gerencia os conselhos tutelares e o fundo nacional da criança e do adolescente. O CONANDA juntamente com o Conselho Nacional de Assistência (CNAS) realizam o chamado BCP/LOAS dentre outros amparos sociais previstos no Plano Nacional de Promoção, Proteção e Defesa do Direito de Criança e Adolescente à Convivência Familiar e Comunitária que garantem o direito das crianças e adolescentes à convivência familiar e comunitária, onde se fornece condições básicas para acolher e criar os seus filhos. Estatuto da Criança e do Adolescente (1990). Lei nº 8069 de 13 de Julho de 1990, Brasília, DF. [ECA] O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) fornece indicativos do que vem a ser acolhimento, apesar do termo não ter sido empregado na lei. A idéia é de superar a antiga prática de institucionalização, respeitando-se o caráter de excepcionalidade e provisoriedade da medida de abrigo ou do próprio acolhimento família. Apontando que o conceito de acolher remonta à idéia de proteção e cuidado. Balaban, Nancy. O início da vida escolar: da separação à independência. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. A autora pontua no seu livro de forma perspicaz, dentre outras coisas a insegurança e a ansiedade das crianças; dos pais; e dos professores. Destacando como os autores envolvidos devem interagir para amenizar isso. Demonstrando que o acolhimento é o principal ato para esta criança passar a depositar esperança que a escola pode ser boa ao longo da sua jornada estudantil. Freire, Paulo – Pedagogia do Oprimido S. Ed. RJ: Paz e Terra, 1978. O autor ao se referir a paradigmas tradicionais que primam pela verticalidade no processo de conhecimento, além da famosa abordagem sobre a educação bancária, escreve que “o professor autoritário, que se recusa a escutar os alunos, se fecha a esta aventura criadora. Nega a si mesmo a participação neste momento de boniteza singular: o da afirmação do educando como sujeito de conhecimento”. Ou seja, o professor também precisa: escutar, dar espaço, vez e voz as crianças, a abrir espaços e ter relações significativas e envoltas com a realidade, já que ao sermos acolhidos, bem recebidos, em geral, nossa reação é de simpatia e abertura, esperando o melhor daquele ambiente daquelas pessoas. Quando ao contrário somos recebidos friamente, nossa tendência é também ignorar, não se envolver, não participar.