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Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 2 INTRODUÇÃO “Minhas costas doem” disse-me o paciente quando perguntei-lhe como ele se sentia. Meu pensamento quase imediato foi Mais um! O que eu faço agora? Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 3 INTRODUÇÃO As dores músculo esqueléticas, em especial os quadros álgicos da coluna vertebral acometem ou irão acometer inúmeras pessoas em algum momento de suas vidas. Este quadro acarreta em um alto custo psicossocial, muitas vezes baixa produtividade o que afeta a profissão e a qualidade de vida. Um dos fatores determinantes para o sucesso da avaliação do paciente é a capacidade do mesmo em localizar a dor, porém nota-se que esta é uma dificuldade que encontramos além dos exames de imagem apenas servirem para o afastamento ou confirmação das suspeitas clínicas. Entretanto, o conhecimento anatômico somado a uma boa anamnese e exame clínico do paciente pode revelar a verdadeira natureza das suas queixas. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 4 INTRODUÇÃO As dores nas costas segundo a Organização mundial da saúde são a principal causa de afastamento do trabalho em uma população abaixo de 45 anos e a dor lombar especificamente atinge cerca de 80% da população mundial. Estas dores podem ter caráter músculo esquelético, esforços físicos intensos, movimentos repetitivos ou até mesmo o sedentarismo, os mesmos podem gerar tensões, lesões e sobrecargas levando a dores agudas ou crônicas. Estas mesmas dores quando não tratadas podem evoluir com aumento dos quadros álgicos e irradiarem para pernas, braços e glúteos e muitas vezes estão associadas a dores de cabeça (cefaléia tensional), doenças reumáticas, envelhecimento, desequilíbrios musculares, infecções dos discos intervertebrais, sobrepeso, hábitos de vida como o tabaco que além de carcinogênico, seus componentes químicos levam a lesões endoteliais e diminuição da circulação sanguínea, gerando uma má nutrição tecidual. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti CERCA DE 80% DA POPULAÇÃO TEVE OU TERÁ DOR NAS COSTAS EM ALGUM MOMENTO DA VIDA. Sendo que a dor lombar é uma das alterações musculoesqueléticas mais comuns nas sociedades industrializadas e é uma das razões mais comuns para aposentadoria por incapacidade total ou parcial. 5 Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 6 INTRODUÇÃO Outro fator importante e hoje abordado com bastante intensidade é o fator de catastrofização da dor. De acordo com Soares McIntyre, 2000, o modelo biopsicossocial serve como uma base para a intervenção na perturbação da dor, isto porque o modelo remete não só para a perspectiva biológica da dor, mas sim para o aglomerar de fatores biológicos, psicológicos, sociais, assim sendo, o indivíduo é encarado como um todo (mente e corpo) na experiência e relato da dor. O tratamento da fisioterapia tem se mostrado muito eficaz, tanto em artigos científicos como na prática clínica, podendo reduzir drasticamente os tratamentos cirúrgicos. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti REVISÃO ANATÔMICA C O LU N A VER TEBR AL Pilar central do tronco Proporciona estabilidade para o tronco Apresenta 4 curvaturas no plano sagital Músculos Transfere cargas da cabeça e tronco para a pelve Protege a medula espinal Mantém o eixo longitudinal do corpo Elo mecânico entre membros superiores e inferiores Composta por 33 vértebras Medula espinal Discos intervertebrais Ligamentos 7 Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti CURVATURAS 8 Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Curvaturas primárias: estão presentes desde o nascimento. São mais sólidas e menos móveis. Possuem concavidade anterior à TORÁCICA e SACRAL. Curvaturas compensatórias: desenvolvem-se conforma a criança vai sustentando a cabeça e o peso corporal. São flexíveis e mais frágeis. Possuem concavidade posterior à CERVICAL e LOMBAR. A presença destas curvaturas aumenta a resistência da coluna aos esforços e compressão axial. 9 CURVATURAS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Coluna vertebral 10 VÉRTEBRAS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 11 VÉRTEBRAS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 12 VÉRTEBRAS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 13 VÉRTEBRAS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Massa cilindróide de tecido nervoso situada dentro do canal vertebral. 14 MEDULA ESPINAL Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Nos sulcos lateral anterior e lateral posterior fazem conexão com pequenos filamentos nervosos denominados de filamentos radiculares, que se unem para formar, respectivamente, as raízes ventrais e dorsais dos nervos espinhais. As duas raízes se unem para formação dos nervos espinhais, ocorrendo à união em um ponto situado distalmente ao gânglio espinhal que existe na raiz dorsal. Existem 31 pares de nervos espinhais aos quais correspondem 31 segmentos medulares assim distribuídos: 8 cervicais, 12 torácicos, 5 lombares, 5 sacrais e 1 coccígeo. Encontramos 8 pares de nervos cervicais e apenas 7 vértebras cervicais porque o primeiro par de nervos espinhais sai entre o occipital e C1. 15 MEDULA ESPINAL Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 16 MEDULA ESPINAL Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Entre os corpos de duas vértebras adjacentes desde a segunda vértebra cervical até o sacro, existem discos intervertebrais. Constituído por um disco fibroso periférico composto por tecido fibrocartilaginoso, chamado ANEL FIBROSO; e uma substância interna, elástica e macia, chamada NÚCLEO PULPOSO. Os discos formam fortes articulações, permitem vários movimentos da coluna vertebral e absorvem os impactos. 17 DISCOS INTERVERTEBRAIS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 18 DISCOS INTERVERTEBRAIS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 19 DISCOS INTERVERTEBRAIS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Proporcionam rigidez e homogeneidade à coluna ao impedir o deslizamento dos corpos vertebrais entre si. Contribuem para a estabilidade dos segmentos móveis e proporcionam tensão passiva quando a articulação chega ao final da sua amplitude de movimento. 20 LIGAMENTOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 21 LIGAMENTOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Camadas superficial, profunda e mais profunda. 22 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Os músculos da camada superficial conectam crânio e cintura escapular (trapézio e esternocleidomastoideo), escápula e coluna vertebral (levantador da escápula e rombóides) e coluna cervical e 1ª e 2ª costela (escalenos). 23 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 24 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Músculos da camada profunda ligam o crânio e a coluna vertebral (esplênio da cabeça, semiespinal da cabeça e longo da cabeça) e os músculos da camada mais profunda ligam as vértebras cervicais e torácicas (esplênio cervical, semiespinal cervical e longo cervical). 25 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 26 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Músculos globais geram grande torque e grandes movimentosdo tronco e pelve, estando envolvidos em fornecer estabilidade geral à coluna. 27 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 28 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 29 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Músculos intrínsecos agem diretamente nas vértebras e fornecem ajuste fino da espinha e estabilidade entre os segmentos da coluna. 30 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 31 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Multífidos 32 MÚSCULOS Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti PRIMEIRAMENTE, ALGUNS TERMOS... LOMBALGIA = dor referida na região inferior do dorso geralmente causada por disfunções originadas na coluna vertebral lombossacra.//Todas as condições de dor, com ou sem rigidez do tronco,na região inferior do dorso, situada entre o último arco costal e a prega glútea. CIATALGIA = dor no membro inferior resultante da irritação do nervo isquiático. CERVICALGIA = síndrome dolorosa aguda ou crônica que acomete a região da coluna cervical. São SINTOMAS, não DIAGNÓSTICO! 33 AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti SÃO MUITAS AS POSSÍVEIS DISFUNÇÕES ENVOLVENDO A COLUNA VERTEBRAL. ABORDAREMOS NESSE E-BOOK AS MAIS COMUNS: DEGENERAÇÃO DISCAL HÉRNIAS DISCAIS ARTROSE ESPONDILOLISTESE / ESPONDOLÓLISE ESCOLIOSE 34 AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti DEGENERAÇÃO DISCAL 35 AFECÇÕES DA COLUNA As mudanças degenerativas do disco intervertebral são normais à medida em que se envelhece, pois são tentativas do corpo de autocurar-se à medida que envelhece. Com a idade, há aumento no conteúdo de colágeno no núcleo pulposo e do anel fibroso e mudanças no tipo de colágeno presente. Essas mudanças alteram as propiedades biomecânicas do disco, tornando-o menjos elástico, devido a mudanças por microtraumas. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Em geral, com o passar do tempo, o disco torna-se mais seco, menos rígido, menos deformável e menos capaz de recuperar-se da resposta ao movimento de deformação. Três estágios: • Disfunção precoce; • Instabilidade intermediária; • Establização final; 36 DEGENERAÇÃO DISCAL AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti • Estágio caracterizado por mudanças patológicas menores, resultando em função anormal dos elementos posteriores e do disco intervertebral. • Há o desenvolvimento de rachaduras e fendas no anel, o que pode levar à ocorrência de hérnias discais. DISFUNÇÃO PRECOCE: 37 DEGENERAÇÃO DISCAL AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti • Caracterizado por lassidão da cápsula articular e posterior e do anel fibroso. A ruptura do anel fibroso está relacionada à dor nas costas. • Todos os tecidos esqueléticos adaptam-se aos aumentos na demandas mecânicas, mas nem sempre com rapidez suficiente, podendo levar à um dano por fadiga. • A capacidade dos tecidos de se fortalecerem em resposta a esse aumento nas forças musculares pode tornar-se restrita pela saúde e pela idade, de modo que o dano por fadiga se acumula mais rápido. INSTABILIDADE INTERMEDIÁRIA: 38 DEGENERAÇÃO DISCAL AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Estabilização final: • Caracterizado por fibrose das articulações posteriores e da cápsula, por perda de material do disco, por formação de rupturas radiais do anel fibroso e pela formação de osteófitos. • Essa formação de osteófitos aumenta a superfície de sustentação de peso e diminui a quantidade de movimento, de maneira a produzir um segmento móvel mais rígido e menos doloroso. 39 DEGENERAÇÃO DISCAL AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Sob condições normais o núcleo pulposo é controlado pelo anel fibroso. Qualquer distúrbio do equilíbrio na estrutura desses tecidos leva a uma destruição tecidual, dano funcional e dor lombar. A distribuição de carga desigual para o disco intervertebral é o principal fator predisponente na ruptura radial do anel fibroso, podendo ser causado pelo efeito de torção da vértebra superior ao rodar em direção constante com movimentos sagitais. Se as camadas internas do anel fibroso posterior se romperem na presença de um núcleo pulposo que ainda é capaz de se curvar para dentro do espaço esquerdo pela ruptura, os sintomas da doença de disco provavelmente serão sentidos, com localização do canal espinal de transgressão do disco determinando o tipo de comprometimento neural, padrão clínico da dor e, muitas vezes o resultado. 40 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Três tipos principais de hérnia: SEQUESTRO 41 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti PROTRUSÃO DISCAL Com a hérnia contida, o material do núcleo pulposo, ao esforço, projeta-se para fora através da ruptura, sem sair do anel fibroso externo ou do ligamento longitudinal posterior. 42 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti PROTRUSÃO DISCAL O disco torna-se abaulado contra a dura-máter e o ligamento longitudinal posterior à dor somática, fracamente localizada e imprecisa, na região sacroilíaca e nas costas. A tendência é sentir a dor mais pela manhã. A compressão do disco durante as posições sentada e inclinada aumenta a dor, pois as estruturas nociceptivas dentro do anel fibroso são irritadas ainda mais. 43 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti EXTRUSÃO DISCAL O material nuclear permanece preso ao disco, mas escapa do anel fibroso ou do ligamento longitudinal posterior para abaular-se póstero-lateralmente dentro do canal intervertebral. 44 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti SEQUESTRO O material nuclear migrante foge totalmente do contato com o disco e se torna um fragmento livre no canal intervertebral. 45 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Como parte da história lesiva, o disco pode ou não percorrer sequencialmente cada estágio de herniação, produzindo sintomas que variam de dor nas costas a radiculopatia bilateral. 46 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Extrusões e sequestros afetam o tecido nervoso. Uma compressão substancial da raiz afeta as fibras nervosas, produzindo parestesia e interferência na condução. O tecido do disco intervertebral desloca-se para dentro do canal espinal, comprimindo e irritando a raiz nervosa e causando dor à raiz afetada. 47 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Possíveis locais dos sintomas: 48 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Possíveis locais dos sintomas: 49 HÉRNIAS DISCAIS AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Doença degenerativa osteoarticular, crônica e progressiva, de etiologia multifatorial que manifesta-se por artralgia, rigidez e limitação da função articular, com perda progressiva e reparação inadequada da cartilagem e remodelagem o osso subcondral. As cartilagens articulares perdem a sua espessura, tornando-se delgadas,nacaradas, opacas e irregulares. A cartilagem articular é destruída através de lesões erosivas por um processo natural do envelhecimento ou por traumas e pressões desproporcionais e contínuas. • Pessoas com contraturas musculares; • Obesos pela sobrecarga no peso corporal; • Pessoas com pouca flexibilidade pela redução da elasticidade; • Atletas ou praticantes de atividade física que sobrecarregam as articulações por exercícios extenuantes sem condicionamento físico prévio; • Doenças infecciosas ou reumáticas; 50 ARTROSE AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Na coluna vertebral, a artrose relaciona-se ao estreitamento com alterações nas articulações apofisárias e uncovertebrais, que podem levar a dor localizada, bem como a uma irritãção das raízes nervosas adjacentes, com dor referida na forma de radiculopatia. 51 ARTROSE AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 52 ARTROSE AFECÇÕES DA COLUNA A compressão da raiz nervosa resultante da subluxação da articulação apofisiária, o prolapso de um disco intervertebral ou formação de esporão osteofitico podem ocorrer, e o individuo pode apresentar astenia muscular, hiporreflexia e parestesia ou hiperestesia. A dor é articular, que piora com a atividade e melhora com o repouso, presença de rigidez matinal e, após um período de imobilidade, instabilidade articular, crepitação e limitação articular associada à atrofia da musculatura periarticular. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Espondilólise é uma interrupção da pars articularis ou istmo, é a fratura de um ou dois lados do anel da vértebra. Definida, ainda, como fratura por estresse ou trauma das fcetas articulares. O termo espondilolistese é definido como uma translação de uma vértebra sobre a outra em sentido anterior ou posterior. No adulto isso ocorre na coluna lombar, como resultado de um defeito na arquitetura óssea, trauma ou processo degenerativo. É permitido pela fratura dos dois lados do anel vertebral 53 ESPONDILOLISTESE/ ESPONDILÓLISE AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 54 ESPONDILOLISTESE/ ESPONDILÓLISE AFECÇÕES DA COLUNA Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti A escoliose é um desvio da coluna vertebral resultante de uma curvatura lateral no plano frontal, associado ou não, com a rotação dos corpos vertebrais nos planos axiais e sagitais. A escoliose envolve tanto a flexão lateral quanto a rotação das vértebras envolvidas. 55 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti É considerada patológica quando ultrapassa os 10º. • A classificação é descrita mediante sua gravidade, sendo: • Leve (entre 10º e 20º); • Moderada (entre 20º e 40º); • Severa (maior que 40º ou 50º); Tipos: • Idiopática: ocorre durante o crescimento; • Neuromuscular: está relacionada ao resultado natural de uma patologia do sistema neuromuscular, onde a lesão neurológica afeta o músculo, levando a graus variados de paralisia; • Adulta: eclode em indivíduos cujos centros de crescimento ósseos já estão fundidos 56 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Classificações: • Funcional ou postural: coluna estruturalmente normal, mas apresenta curvatura(s) por causa de outra disfunção (discrepância de membros inferiores, espasmos musculares). • Estrutural: a(s) curvatura(s) é fixa e não desaparece quando se muda de posição. Possui componente rotacional associado dos corpos vertebrais Classificações: • Curva única: em “C” ; • Dupla curva: em “”S”; 57 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 58 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE O aparecimento da escoliose é gradual e indolor. Com o avançar, pode causar dor leve e desequilíbrios musculares. Se vier a se tornar mais severa, pode causar alterações mais visíveis como deformidades na caixa torácica e discrepância de membros inferiores. Isso ocorre quando a coluna vertebral sofre curvatura acentuada para o lado, puxando as inserções musculares, ligamentares e costelas. Se não tratada, pode causar problemas como dor persistente nas costas e problemas respiratórios ou cardíacos. Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti O ângulo de Cobb é uma medida mundialmente utilizada para quantificar a angulação frontal de uma escoliose em uma radiografia de incidência AP. #1 - Localize a Vértebra Limite Superior (VLS). Para isso, observe a curva e identifique, de cima para baixo (quando a curva começa a se formar) a vértebra com maior grau de inclinação em relação ao plano horizontal. #2 - Localize a Vértebra Limite Inferior (VLI). Para isso, observe a curva e identifique, agora de baixo para cima, a vértebra mais mais inclinada em relação ao plano horizontal. #3 - Trace uma linha reta a partir do platô superior da VLS #4 - Trace uma linha reta a partir do platô inferior da VLI #5 - Trace a intersecção entre as retas da VLS e da VLI. O ângulo formado é o ângulo de Cobb. Medindo o ângulo de uma escoliose... 59 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Medindo o ângulo de uma escoliose... 60 AFECÇÕES DA COLUNA ESCOLIOSE Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti Uma boa avaliação é importante para obter-se uma história detalhada dos sintomas do paciente e, assim estabelecer um diagnóstico fisioterapêutico, objetivos e traçar um plano de tratamento adequado. Para isso é preciso determinar a queixa principal do paciente, a localização dos sintomas, os movimentos que agravam ou diminuem os sintomas, a natureza da dor, o Wpo de sintoma e a gravidade da condição. 61 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti ITENS DE UMA AVALIAÇÃO: • Queixa principal; • Localização dos sintomas; • Intensidade, horário de aparecimento e características da dor; • Avaliação postural; • Avaliação da amplitude de movimento passiva e ativa; • Avaliação da força muscular; • Palpação (dor, temperatura, espasmo muscular); • Mobilidade de segmentos; • Flexibilidade; • Avaliação postural e ergométrica; 62 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 63 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti 64 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS • Teste de Compressão - pressione para baixo o topo da cabeça do paciente, se houver dor pode haver estenose de disco ou faceta • Compressão com Manobra de Jackson - o paciente realiza uma rotação + inclinação. + extensão da cervical, tudo para o mesmo lado, o que irá fazer um fechamento do forame intervertebral. Se dor é (+) podendo ser localizada na faceta e/ou com irradiação devido a compressão da raiz TESTES ESPECIAIS 65 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS TESTES ESPECIAIS Distração - aumentar o espaço intervertebral para ocorrer uma diminuição da dor. Ocorrendo um aumento da dor o problema será ligamentar ou muscular. Depressão do ombro - tração do plexo braquial. Primeiramente se o sintoma for do lado esquerdo comprime o ombro para baixo se ocorrer dor é +. Se não ocorrer dor faz-se a inclinação da cervical para o lado oposto a fim de exercer maior tensão na área; fator compressivo na raiz nervosa (dor irradiada para braço). 66 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS Valsava - aumento da pressão intratecal, causa dor local ou irradiada;presenc ̧a de tumor ou hérnia que comprime a dura. Teste de abdução de ombro - com o paciente sentado ou deitado, o fisioterapeuta eleva passivamente ou o paciente eleva ativamente o braço em abdução. Uma diminuição do sintoma de dor ou alívio indica um problema de compressão extradural cervical, como por exemplo um disco herniado ou compressão de raiz nervosa na áreas de C4-C5 ou C5-C6. TESTES ESPECIAIS 67 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS TESTES ESPECIAIS • Adams apoiado - diferencia-se a lombar da sacro-ilíaca. Paciente de pé, terapeuta atrás com um dos MMII entre os MMII do paciente. Estabiliza-se a pelve nas EIAS, e pede-se ao paciente uma flexão de tronco. Se não houver dor lombar, o teste é (-) para lombar. Libera-se a EIAS para testar a sacroilíaca, e pede-se de novo uma flexão, se dor (+) para sacro-ilíaca. • Kemps - pode ser realizado de pé ou sentado. Paciente de pé faz uma rotação e extensão de tronco tentando encostar a mão no pé oposto aumentando a compressão nas facetas. Ou paciente sentado cruza os braços o terapeuta estabiliza os ombros com um dos braços e palpa os processos transversos, colocando pressão nas articulações. Testa as facetas articulares: se dor localizada no lado da rotação: será (+) para as facetas; se dor localizada no lado oposto: (+) para ligamento ou músculo. 68 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS TESTES ESPECIAIS SLR (Síndrome da Perna Retificada) - testa o paciente de 0 à 35 graus se houver presença de dor é (+) para a presença de tumor no canal vertebral ou hérnia discal. 35 à 75 graus = dor na região lombar com irradiação para MI é indicativo de protusão discal. 70 à 105 graus = dor na região sacro ilíaca, ou dor localizada na região posterior da coxa é por encurtamento ísquios. 69 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS TESTES ESPECIAIS Bragard - eleva-se o MI do paciente com o joelho estendido até ocorrer dor, baixa-se o MI cerca de 10 graus e faz-se a dorsiflexão do tornozelo. Ocorre a estenose no canal medular, com dor irradiada por estiramento do nervo. Leségue - Durante a elevação passiva do membro inferior o terapeuta deverá parar a elevação no momento que o paciente começar a manifestar dor e, logo após o terapeuta deverá realizar uma dorsiflexão do pé do paciente para confirmar a suspeita de ciatalgia através da expressão dolorosa por parte do paciente.o paciente refere uma forte dor inconfundível quando na presença de uma hérnia discal em nível de L4-L5 ou L5-S1 ou ainda no quadro da pseudociática, na qual o músculo piriforme está contraturado e “prende” o nervo ciático quando este atravessa o seu ventre 70 AVALIAÇÃO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS Como já dito, a maioria das pessoas no mundo sofrem ou sofrerão de dores nas costas. Quase 99% desses pacientes conseguem reverter o quadro de dor com a utilização de tratamentos conservadores. Além desses dados, cerca de 90% dos pacientes portadores de hérnia de disco e sintomáticos podem se recuperar com fisioterapia. 71 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS E o que a FISIOTERAPIA faz? • Reeducação postural; • Alinhamento das estruturas desalinhadas; • Alívio da dor; • Alongamentos; • Fortalecimento da musculatura responsável pela sustentação da coluna; 72 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS O pilates é um método de condicionamento físico e mental que foi criado pelo alemão Joseph Pilates (1880-1967) e consiste em auxiliar no ganho de flexibilidade e fortalecimento do corpo com exercícios aparentemente suaves, mas muito eficazes. Tudo é feito com muita calma, com bastante foco na respiração, garantindo que a pessoa consiga ter uma consciência corporal maior. PILATES 73 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS Baseia-se em fundamentos anatômicos, fisiológicos e cinesiológicos, e é compreendido em seis princípios: 1) Concentração; 2) Controle; 3) Precisão; 4) Centração; 5) Respiração; 6) Movimento fluido; MÉTODO PILATES A técnica de Pilates se divide em exercícios realizados no solo e em aparelhos. Todos eles favorecem o trabalho dos músculos estabilizadores enquanto que elimina a tensão excessiva dos músculos e compensações de movimentos envolvendo uma larga variedade de movimentos. 74 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS MANIPULAÇÃO ARTICULAR A manipulação articular é uma técnica de terapia manual utilizada para aliviar a dor, melhorando a amplitude de movimento causada por disfunções articulares, agindo principalmente nas alterações geradas sobre mecânica articular. É um procedimento de terapia manual realizada em alta velocidade, pequena amplitude e normalmente no final da amplitude de movimento. 75 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS MANIPULAÇÃO ARTICULAR Durante a manipulação articular, um impulso de alta velocidade e baixa amplitude é aplicado pelo terapeuta na direção da restrição do movimento, até o limite fisiológico articular. Esse impulso gera estiramento da capsula articular e dos músculos monoarticulares, com objetivo de liberar aderências articulares e restaurar a amplitude de movimento articular fisiológica. Há, por via reflexa, inibição da musculatura monoarticular, que contribui para a restauração do movimento, visto que estes músculos também são responsáveis por manter a articulação em disfunção. 76 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS LIBERAÇÃO MIOFASCIAL A Liberação Miofascial é uma técnica de manipulativa que aplica pressão em alguns pontos do corpo e ajuda a relaxar e alongar os músculos, para que haja maior liberdade entre o músculo e a fáscia. A fáscia é uma membrana do tecido conjuntivo, localizada logo abaixo da pele e permite o deslizamento perfeito dos músculos durante os exercícios. A fáscia ajuda a manter a força muscular, pois ajuda o músculo a exercer mais eficientemente a contração e permite um fácil deslizamento dos músculos entre si, transmitindo, assim, tensões geradas pela atividade muscular e reduzindo a fricção. As causas do aumento destas tensões estão associadas ao: •Uso incorreto da musculatura •Maus hábitos de postura (manutenção por longos períodos) •Treinos intensos •Estresse •Problemas emocionais 77 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS LIBERAÇÃO MIOFASCIAL Ela pode ser realizada de duas formas: •Liberação miofascial manual - envolve o uso de técnicas como fricção, deslizamento, compressão; •Liberação miofascial com instrumentos - pode ser realizada com vários instrumentos, como rolo ou até mesmo bola de tênis. Porém, existem instrumentos de uso profissional que foram desenvolvidos para aliviar a sobrecarga sobre a mão do terapeuta e também para alcançar áreas em que a mão não consegue alcançar. 78 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS LIBERAÇÃO MIOFASCIAL Tem a função de: •Aumentar a mobilidade articular •Favorecer a execução dos movimentos •Diminuir a sobrecarga e tensão músculo articular •Liberar e ativar os músculos •Preparar a musculatura que vai ser trabalhada. •Promover mudanças progressivas nos níveis físicos e emocionais •Aumentar a consciência corporal •Relaxar a musculatura •Ajudar na liberação do ácido lático •Ajudar a diminuir as tensões musculares •Ajudar na recuperação muscular e evitar dores tardias •Previnir lesões •Proporcionarbem-estar 79 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS LIBERAÇÃO MIOFASCIAL É contra indicada nos casos de: •Feridas abertas •Infecções •Hematomas •Deficiência circulatória aguda •Tratamento anticoagulante (alguns casos) •Hipersensibilidade da pele •Fraturas em fase inicial. 80 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS MOBILIZAÇÃO NEURAL A mobilização neural é um conjunto de técnicas utilizadas na prática de terapia manual que impõe um tensionamento do sistema nervoso, por meio de determinadas posições para que, em seguida, sejam realizados movimentos lentos e rítmicos direcionados aos nervos periféricos e à medula espinhal, fator este que ocasiona melhora da transmissão do impulso nervoso. É uma técnica que tem como objetivo restaurar o movimento e a elasticidade do SN, o que promove o retorno às suas funções normais e a redução do quadro sintomático. 81 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR É uma técnica de tratamento que visa devolver a função de estabilização de diferentes segmentos da coluna vertebral. Exercícios caracterizados por isometria, baixa intensidade e sincronia dos músculos profundos do tronco, com o objetivo de estabilizar a coluna lombar, protegendo sua estrutura do desgaste excessivo. 82 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR O tratamento objetiva a recuperação da contração conjunta e antecipada da musculatura do transverso do abdômen, multífido e fáscia tóraco-lombar, que agem como uma cinta interna, como diafragma e os músculos do assoalho pélvico. O tratamento se divide em quatro estágios respeitando os princípios do aprendizado motor. No primeiro são isoladas e treinadas as musculaturas da unidade interna sem carga. No segundo estágio treina-se a musculatura da unidade interna diminuindo a base de sustentação (ainda isolada, mas começando a associar com movimentos dos membros). No estágio seguinte, é efetuado o controle da musculatura da unidade interna associando movimentos funcionais. Finalmente, no quarto estágio, integram-se os músculos da unidade interna e unidade externa (músculos globais) nos movimentos funcionais adicionando velocidade com funcionalidade. 83 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS ESTABILIZAÇÃO SEGMENTAR O treinamento pode ser feito por meio de exercícios específicos com o auxílio do aparelho Stabilizer. 84 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS DRY NEEDLING Técnica que utiliza agulhas sem nenhuma medicação em pontos anatômicos específicos no tratamento da dor miofascial. O agulhamento seco é uma intervenção utilizado por fisioterapeutas, onde uma agulha é inserida monofilamentos tecidos moles para reduzir a dor, assim, facilitando o retorno ao nível anterior de função. 85 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS DRY NEEDLING O Dry Needling tem seu foco no tratamento de condições musculoesquelética e envolve a inserção de agulhas em áreas de músculo que são percebidos ter alterações motoras (miofascial provocar pontos), numa tentativa de aliviar dor, reduzir a tensão muscular. Quando a agulha perfura a pele as fibras A delta são ativadas resultando na inibição das fibras C provenientes de estímulos dos pontos- gatilho ativos, por conseguinte, a banda muscular relaxa com quebra o ciclo de contração muscular sustentada assim impedindo a crise energética ocasionada pelo espasmo muscular reflexo, possibilitando a restauração da amplitude de movimento. 86 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS FORTALECIMENTO MUSCULAR WILLIAMS – fortalecimento de abdominais 87 TRATAMENTO WILLIAMS – fortalecimento de paravertebrais Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS OUTROS RECURSOS COADJUVANTES Crioterapia e Termoterapia Eletroanalgesia Bandagens Funcionais Educação Postural 88 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS EXEMPLOS DE EXERCÍCIOS Cervical Lombar 89 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS TRATAMENTO CIRÚRGICO Indicações: • Hérnia de disco com déficit neurológico grave agudo (menos de 3 meses) com ou sem dor; • Síndrome da Cauda Equina; • Espondilólise e espondilolistese; 90 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAISCONSIDERAÇÕES FINAIS O principal ponto é a realização de uma avaliação impecável, gerando informações suficientes para escolher a melhor técnica a ser abordada para cada grupo de paciente. Os exercícios produzem respostas motoras, autonômicas, neuroendócrinas, emocionais, comportamentais e de percepção corporal, reguladas pelo sistema límbico. Responsável pela organização das expressões somáticas de estados emocionais e das experiências, o sistema límbico possui grande relevância em pacientes com dor. Devido a importantes modificações estruturais e funcionais no sistema nervoso e associado a fatores emocionais e comportamentais, parte dos pacientes com dor persistente torna-se intolerante ao toque e ao exercício. As técnicas passivas, ou seja, aplicadas pelo fisioterapeuta possuem um efeito analgésico rápido, porém de curta duração, variando de algumas horas a semanas. 91 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAISCONSIDERAÇÕES FINAIS Além dos efeitos neurofisiológicos já descritos, as respostas vão depender diretamente da interpretação do paciente diante do estímulo manual sobre seu corpo. Em pacientes com dor, o toque no corpo pode provocar sensações prazerosas como relaxamento, bem estar e alívio, mas também sensações negativas como medo da dor, tensão muscular, irritação, ansiedade e piora dos sintomas. Por exemplo, apesar de a terapia manual ter ação direta sobre a hiperalgesia primária e ação indireta sobre a hiperalgesia secundária e alodínia, a pressão sobre a pele pode ser desconfortável para pacientes com sensibilização. Por isso, as técnicas que usam o toque, como a terapia manual, nem sempre é a melhor escolha inicial. Já as técnicas ativas, ou seja, realizadas pelo paciente com ou sem o auxílio do fisioterapeuta, possuem efeitos analgésicos em longo prazo e com maior duração. 92 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAISCONSIDERAÇÕES FINAIS Alguns pacientes podem demorar meses para sentir os efeitos analgésicos. Mantendo o exemplo dos exercícios, sabe-se que é uma fonte de modulação, principalmente em pessoas que praticam exercícios de forma regular. O exercício, além de liberar substâncias analgésicas, promove autonomia funcional. Para pacientes com limitações importantes, o ganho de função incentiva a modificação de comportamentos anormais associados à dor, aumentando a autoeficácia, motivação, bem estar e satisfação. Por outro lado, associar o exercício à dor ou à lesão, favorece os comportamentos como a evitação e medo, cinesiofobia, isolamento e imobilismo. Deve-se observar e tratar esse aumento doloroso provocado pela instabilidade emocional do paciente e para isso é preciso manobras assertivas para cada tipo de lesão e cada tipo de paciente. 93 TRATAMENTO Licensed to willianbarretti36@gmail.com - Willian José de Oliveira barretti TESTES ESPECIAIS BIBLIOGRÁFICAS • ARIOTTI, Daniel Luis et al. Avaliação da qualidade de vida de indivíduos com osteoartrose de coluna. Revista de Ciências Médicase Biológicas, v. 10, n. 1, p. 29-33, 2011. • BRAZIL, A. V. et al. Diagnóstico e tratamento das lombalgias e lombociatalgias. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 44, n. 6, p. 419-425, 2004. • CYRILLO, Fabio Navarro; et al. Fisioterapia no pós-operatório de cirurgias da coluna lombar. • DUTTON, Mark. Fisioterapia ortopédica: exame, avaliação e intervenção. 2. ed. Porto Alegre, RS: Artmed, 2010. • PETRINI, Ana Claudia et al. FISIOTERAPIA COMO MÉTODO DE TRATAMENTO CONSERVADOR NA ESCOLIOSE: UMA REVISÃO.Revista Ciengfica FAEMA, v. 6, n. 2, p. 17-35, 2015. •ZATARIN, Valquíria; BORTOLAZZO, Gustavo Luiz. Efeitos da manipulação na articulação sacro-ilíaca e transição lombossacral sobre a flexibilidade da cadeia muscular posterior. 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