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01/03/2026 1 Toda morte celular é acidental/patológica? SIM NÃO Toda morte celular é vilã? X SIM NÃO 01/03/2026 2 A gangrena é uma nomenclatura para necrose? SIM NÃO Morte Celular PROFª REANE FONSECA MARTINS 01/03/2026 3 Agenda Conceituação de morte celular Apoptose Necrose Outros tipos de morte celular Exercícios Objetivos: 01/03/2026 4 Revisando Kumar, Abbas, Fausto, 2016 01/03/2026 5 Morte Conceito: Parada definitiva e irreversível dos processos metabólicos, das funções orgânicas e das atividades vitais. Morte Geral ou Somática Local (morte celular) Morte Celular ▪ Estímulos nocivos levam a lesão irreversível. ▪ Importante para a renovação tecidual, regulação celular e desenvolvimento de processos patológicos ▪ Tipos principais: ▪ Necrose ▪ Apoptose 01/03/2026 6 APOPTOSE Apoptose ou Morte Celular Programada Grego: apo= separar; ptose= cair, descamar "desprender-se" ▪ Conceito: “Autodestruição” celular que requer energia e síntese proteica. ▪ Fisiológica ou Patológica ▪ Rápida ▪ Altamente regulado ( CASPASES) ▪ Características 01/03/2026 7 Apoptose fisiológica ▪ Homeostasia ▪ Involução de tecido hormônio-dependente ▪ Eliminação de linfócitos auto reativos ▪ Renovação celular ▪ Durante a embriogênese DOBROWOLSKI, R. et al. Loss of connexin43-mediated gap junctional coupling in the mesenchyme of limb buds leads to altered expression of morphogens in mice. Human Molecular Genetics. 18(15):2899-911 Apoptose Patológica Ausência de apoptose Excesso de apoptose Tumores Insuficiência orgânica Doenças autoimune Deficiência imunitária Anormalidades do desenvolvimento Rejeição à transplantes Hiperfunção Degeneração neuronal 01/03/2026 8 Etiologia ▪ Variada ▪ Fatores: ▪ Estímulo brando ▪ Célula metabolicamente ativa Patogênese Caspases (cysteine asparargil specific proteases) 01/03/2026 9 Microscopicamente 01/03/2026 10 Macroscópico A apoptose é uma morte celular ___________ desencadeada por enzimas___________ que quebram o citoesqueleto e fragmentam o núcleo, resultando na formação de _____________. 01/03/2026 11 Resumindo... Treinando É característica da apoptose: a) desintegração das organelas celulares. b) Tumefação (inchaço) celular seguida de lise. c) causa inflamação local. d) ocorre perda da integridade (ruptura) da membrana plasmática. e) morte celular ativa, com gasto de energia 01/03/2026 12 Necrose Necrose Gr: necros= morte; ose= processo ▪ Morte “acidental” resultante de danos às membranas celulares e perda da homeostase dos íons. ▪ Patológica ▪ Características 01/03/2026 13 C o tr an e R o bb in s, 2 0 05 Etiologia e Patogenia Qualquer agressão 01/03/2026 14 01/03/2026 15 MACROSCÓPICO: ▪ da consistência e elasticidade (friabilidade). ▪ Alteração coloração Macroscopia 01/03/2026 16 Macroscopia Leonardi et al. Alterações pulpares e periapicais. RSBO (Online) vol.8 no.4 Joinville Out./Dez. 2011. http://revodonto.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1984- 56852011000400019/ Microscópico Alterações nucleares: Cariopicnose Cariorrexe Cariólise Alterações Citoplasmáticas: Acidofilia Homogeneização Ruptura da membrana w w w .a n a tp a t. u n ic a m p .b r 01/03/2026 17 Microscopia Tipos de necrose 01/03/2026 18 Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose por coagulação ou isquêmica: w w w .a n a tp a t. u n ic a m p .b r Normal ▪ Necrose por coagulação ou isquêmica: Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos 01/03/2026 19 Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose Caseosa h tt p s: // w w w .f a ce b o o k. co m /a n a to m ia e /p o st s/ 3 9 11 7 0 0 1 9 88 59 3 77 / Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose por liquefação https://opas.org.br/abcessos-cutaneos-o-que-sao/ 01/03/2026 20 Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose por liquefação L e o n a rd ie t a l. A lte ra çõ e s p u lp a re s e p e ri a p ic ai s. R S B O (O n lin e) v o l.8 n o .4 J o in vi lle O u t. /D e z. 2 0 11 h tt p :/ /r e vo d o n to .b vs al u d. o rg /s ci e lo .p h p? sc rip t= sc i_ ar tt e xt & p id = S 1 9 8 4 -5 68 52 0 11 0 00 4 00 01 9 / abscesso dentoalveolar agudo (ADAA) Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose por liquefação 01/03/2026 21 Macroscopia - Padrão da necrose nos tecidos ▪ Necrose gordurosa ou esteatonecrose h tt p :/ /w w w .p a th o lo g y. co m .b r/ n e cr o se /t _ n e cr o se co m p l.h tm Pergunta rápida Qual tipo de necrose você acha mais provável em um abscesso dentário?” 01/03/2026 22 Nomenclaturas especiais para necrose Malácia 01/03/2026 23 Infarto KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016 Um paciente sofre um infarto agudo do miocárdio por obstrução arterial. Qual o padrão de necrose esperado no coração e por que ele mantém o contorno celular por alguns dias? 01/03/2026 24 Esfacelo https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/2124718/mod_folder/content/0/5.b%20 Leito%20da%20Ferida.pdf?forcedownload=1 Erosão 01/03/2026 25 Úlcera Úlcera 01/03/2026 26 Erosão X Úlcera Ulcera de Pressão ou Escara https://www.rbcp.org.br/details/861/pt-BR/tratamento-cirurgico-de-ulceras-por-pressao-- experiencia-de-dois-anos 01/03/2026 27 Pergunta rápida Um paciente acamado desenvolve uma úlcera por pressão. Que tipo de morte celular é este? Como enfermeiros e fisioterapeutas podem prevenir isso?” Gangrena Necrose extensa e complicada. Tipos: ▪ Seca ou de mumificação ▪ Úmida ou pútrida ▪ Gasosa ou bolhosa 01/03/2026 28 Gangrena seca ou Mumificação ▪ Etiologia ▪ Características https://www.news-medical.net/health/Diagnosis-and-treatment-of-gangrene-(Portuguese).aspx Gangrena Úmida ou Pútrida ▪ Etiologia ▪ Características 01/03/2026 29 Gangrena Gasosa ou Bolhosa Etiologia: ▪ Microrganismos do gênero Clostridium produtoras de gás (H2, CO2, CH4, NH3, SH2), de ácido butírico (odor: manteiga rançosa) e de ácido acético. ▪ Enzimas proteolíticas= tecidos escuros, tumefeitos e crepitantes. Schröpfer E, Rauthe S, Meyer T. Diagnosis and misdiagnosis of necrotizing soft tissue infections: three case reports. 2008. Cases J. 1(1): 252 Para refletir... Um paciente diabético apresenta ferida no calcâneo há 2 semanas → risco de gangrena úmida. Quais condutas interprofissionais seriam necessárias neste caso? (Enfermagem, Fisioterapia, Nutrição, Odontologia). Escreva no chat 01/03/2026 30 Evolução da Necrose Outros tipos de morte celular 01/03/2026 31 Outras formas de morte celular Piroptose Apresenta aspectos morfológicos da apoptose e da necrose Morte que ocorre principalmente em macrófagos infectados por microrganismos. Recebe este nome por estimular a liberação de citocinas pró‐inflamatórias (IL-1) que está associada a febre e recrutamento de leucócitos. Ocorre condensação nuclear e fragmentação do DNA, como na apoptose. Caracteriza-se por vacuolização mitocondrial e do retículo endoplasmático e formação de bolhas e rupturas na membrana citoplasmática. Combate infecções por microrganismos. Outras formas de morte celular A bactéria pode ser detectada de uma maneira ainda não conhecida pela Caspase 11, a qual promove a eliminação bacteriana por meio de piroptose TLR4 ou IFN‐γ Piroptose Caspase 11 ativada 01/03/2026 32 Ao se autodestruir, os linfócitos T CD4 lançam sinais inflamatórios que atraem outros linfócitos e o processo se repete. O ciclo de infecção, inflamação e morte celular acaba por destruir o sistema imunológico, caracterizando a Aids. Outras formas de morte celular Piroptose HIV Piroptose x Apoptose na infecção viral O processo de apoptose provocado pela caspase‐3 destróiapenas os linfócitos ativos, nos quais o vírus completa seu desenvolvimento e passa a se replicar. Na piroptose provocada pelacaspase‐1, a infecção viral é abortiva, as células detectamo vírus logo após sua entrada e se autodestroem(95%) Partículas de HIV (em azul)tentando penetrar num linfócito T humano. O vírus disparaum gatilho molecularque provocaum processo inflamatórioe morte celular programada e gera um círculo vicioso de autodestruição do sistema imunológico Doitsh et al., Nature,2014 01/03/2026 33 Outras formas de morte celular Piroptose - Curiosidade A piroptose é o motivo pelo qual alguns pacientes com HIV que recebem certos tratamentos conseguem recuperar CD4 - a mudança de piroptose para apoptose muda a história Em sépsis, a piroptose excessiva de macrófagos libera muita IL-1, TNF-α, causando tempestade de citocinas e choque séptico. Outras formas de morte celular Necrose regulada (Necroptose) ▪ É a morte celular por necrose induzida ativamente e regulada pela célula. ▪ Independente da ativação das caspases. ▪ Tem características tanto de necrose como de apoptose, porém, aspecto morfológico de necrose. ▪ Morte programada. ▪ Pode ser bloqueada por fármacos ou por inibição gênica. ▪ Ocorre em resposta a danos celulares extremos, como inflamação, infecção ou danos causados por toxinas.(esteato-hepatites, pancreatite aguda e doenças neurodegenerativas, certas infecções virais, após agressão por radicais livres, substâncias tóxicas, hipóxia ou por sobrecarga de Ca++, doença inflamatória intestinal). https://www.cell.com/molecular-cell/pdf/S1097-2765(17)30161-2.pdf 01/03/2026 34 Outras formas de morte celular Necroptose - Curiosidade Doença de Crohn e retocolite ulcerativa podem envolver necroptose desregulada → importância de anti-inflamatórios e imunomoduladores Comparativo visual Modificado de: https://www.researchgate.net/figure/Proposed-scheme-for-different-forms-of-cell-death-Apoptosis-and-necrosis-apparently-are_fig1_42441830 Necroptose Necrose PiroptoseAutofagia Apoptose Célula viva 01/03/2026 35 Resumindo o conteúdo Apoptose X Necrose S IQ U E IR A , P a u la R ib ei ro . A va li a ç ã o in v it ro d a a ti vi d a d e a n ti n e o p lá s ic a d o s c o m p o s to s d e c o o rd en a ç ã o d e c o b a lt o e d e fe rr o . 2 0 20 . 6 7 f. D is se rt a çã o (M e st ra do e m B io ci ên ci a s e B io te cn ol o gi a) - C en tr o d e B io ci ên ci a s e B io te cn ol o gi a , U ni ve rs id a de E st a du al d o N o rt e F lu m in e n se ,C a m p o s d o s G o yt a ca ze s, R J, . 01/03/2026 36 Necrose x apoptose Apoptosis versus necrosis. 01/03/2026 37 Treinando Estudo de caso Um homem de 62 anos é encaminhado à avaliação e tratamento de uma ferida no membro inferior esquerdo. O paciente não relata história de diabetes, mas tem uma leve hipertensão. Fuma dois maços de cigarro por dia e toma uma ou duas cervejas por semana. O tratamento anterior com gaze e emprego de fatores de crescimento, foi malsucedido. O paciente afirma que a ferida começou quando ele bateu a perna no pé da cama, há aproximadamente 3 meses. Consegue deambular por cerca de 800 metros sem começar a sentir câimbras (sinal de má circulação) na perna. O paciente apresenta uma ferida grande e dolorosa na região tibial anterior no membro inferior esquerdo, que limitou suas atividades normais. A ferida tem cerca de 25% de tecido de granulação e pouca ou nenhuma drenagem. A maior parte dela se encontra coberta por um esfacelo pegajoso e há uma pequena área de úlcera de pressão. O´SULLIVAN, S.B & SCHMITZ, J.T. Fisioterapia- Avaliação e Tratamento. 3º edição. São Paulo: Ed. Manole, 2003 01/03/2026 38 Perguntas ▪ Que tipo de morte celular está presente na ferida? ▪ Qual a etiologia para esta morte celular? ▪ Qual a patogênese para esta morte celular? ▪ O que é um esfacelo? ▪ O que é uma úlcera de pressão? Bate e volta ▪ Paciente com úlcera de pressão grade 4. Qual tipo de morte celular? ▪ Paciente pós-AVC com infarto cerebral. Que tipo de necrose? ▪ Paciente com tumor ósseo. Que morte celular influenciou? ▪ Paciente com abscesso periapical. Que tipo de necrose? ▪ Paciente com pancreatite aguda. Que tipo de morte está ocorrendo? ▪ Paciente com doença neurodegenerativa. Que tipo de morte está ocorrendo? 01/03/2026 39 Reflexão Final Escreva em seu caderno: ▪ 3 coisas que aprendeu ▪ 2 perguntas que ainda tem ▪ 1 aplicação clínica em sua profissão # como estudar este conteúdo ▪ Montagem de glossário ▪ Mapa mental ▪ Quadro comparativo ▪ Flash cards ▪ Resumo ▪ Exercícios e casos clínicos 01/03/2026 40 Referências BRASILEIRO FILHO, Geraldo. Bogliolo - Patologia. 9. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. Patologia em Hipertexto. Disponível em: http://depto.icb.ufmg.br/dpat/old/pathip.htm KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia: Bases Patológicas das Doenças. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016