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Revisa Goiás
Secretaria de Estado
da Educação
SEDUC
Revisa 9º Ano - Língua Portuguesa e Matemática - Setembro/2023
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Semana 1
► Interpretação de material gráfico. Tese. Argu-
mentos. Posições distintas entre opiniões
Estudante, para aprofundar os seus conhecimentos, 
nestas atividades analisaremos o gênero Charge e seus 
elementos, e também o gênero Artigo de Opinião, gê-
nero já trabalhado anteriormente. Leia os textos, aten-
tamente, e procure responder às atividades propostas 
com o auxílio do(a) seu(sua) professor(a).
Charge
A Charge tem a fi nalidade de ilustrar, por meio da 
sátira, os acontecimentos atuais que despertam o in-
teresse público. Muito usado em jornais e revistas por 
causa do cunho político e social.
É o gênero no qual o autor expressa sua visão dos 
fatos por meio de caricaturas. A charge pode vir com um 
ou mais personagens. Pode conter ou não legendas e 
balão de fala, faz uso do humor.
De origem francesa, “charger” quer dizer “carga”, ou 
seja, o uso do exagerado para representar alguma situ-
ação ou alguém de forma cômica.
Características da Charge
▪ Representa a atualidade: para entendimento da 
piada contida no desenho, é necessário um contexto 
histórico. 
▪ Linguagem verbal e não verbal: o desenho pode 
ser verbalizado ou não, por meio das legendas ou ba-
lões de textos. 
▪ Fator social ou político: tem como tema especial-
mente questões políticas e sociais, sejam elas nacionais 
ou internacionais.
▪ Posicionamento editorial: normalmente pode re-
tratar o ponto de vista do veículo comunicacional no qual 
a charge está sendo veiculada;
▪ Circulação: é considerado um gênero jornalístico, 
então é bastante usado pelo meio. Ou seja, sua circula-
ção será em jornais e revistas;
▪ Efemeridade: retrata acontecimentos contempo-
râneos. A charge é tida como efêmera, pois está sempre 
se atualizando;
▪ Exagero: aponta o exagero para provocar a ver-
tente humorística; o riso. No exagero, o chargista en-
fatiza pontos tidos como principais. O profi ssional faz 
distorções da realidade, mas não tira a veracidade;
▪ Caráter: humorístico, cômico, irônico e satírico.
Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/lingua-portuguesa/charge Acesso em: 21 jun. 2023 
(adaptado).
Leia o texto.
Texto I
Disponível em: https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSHudywWlxUhp-r4nLa1Z1FnUW-
qni_d73cIDgpzwwu682cAuaxYk0YBVh8vqC_vRZTX1Mw&usqp=CAU. Acesso em: 20 jun. 2023.
1. O que você vê na imagem?
2. Os Grupos de Ajuda Mútua são grupos de pessoas 
que sofrem/vivenciam situações em comum e que se 
reúnem regularmente com o objetivo de refl etir sobre 
as suas difi culdades para encontrar formas de resolu-
ção dessas difi culdades. Dessa forma, olhando para 
a charge, o que pode ser os Dispositivos Anônimos? 
Explique.
3. O que pode provocar humor nessa charge?
4. Observando na charge principalmente os aspectos da 
linguagem verbal e não verbal, pode-se afi rmar que se 
trata de uma crítica
(A) ao uso adequado da internet.
(B) à utilização adequada das fake news.
(C) ao uso inadequado dos dispositivos digitais.
(D) à inadequação da tecnologia pelos celulares. 
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Artigo de Opinião
O artigo de opinião é um tipo de texto dissertativo-ar-
gumentativo onde o autor apresenta seu ponto de vista 
sobre determinado tema e, por isso, recebe esse nome. 
A argumentação é o principal recurso retórico utili-
zado nos textos de opinião, que tem como característica 
informar e persuadir o leitor sobre um assunto.
Características do Artigo de Opinião
▪ Textos escritos em primeira e terceira pessoa;
▪ Uso da argumentação e persuasão;
▪ Geralmente são assinados pelo autor;
▪ Abordam temas da atualidade;
▪ Possuem uma linguagem simples, objetiva e subjetiva;
▪ Uso da argumentação e persuasão;
▪ Produções veiculadas nos meios de comunicação;
▪ Possuem títulos polêmicos e provocativos;
▪ Contém verbos no presente e no imperativo.
Estrutura do artigo de opinião
Geralmente os artigos de opinião seguem o padrão 
da estrutura dos textos dissertativos-argumentativos:
▪ Introdução (exposição): apresentação do tema 
que será discorrido durante o artigo;
▪ Desenvolvimento (interpretação): momento em 
que a opinião e a argumentação são os principais recur-
sos utilizados;
▪ Conclusão (opinião): finalização do artigo com 
apresentação de ideias para solucionar os problemas 
sobre o tema proposto.
Imagem disponível em: https://www.gestaoeducacional.com.br/wp-content/uploads/2019/03/Artigo-de-opiniao-
-1200x798.jpg Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/artigo-de-opiniao/#:~:text=O%20artigo%20de%20opini%-
C3%A3o%20%C3%A9,o%20leitor%20sobre%20um%20assunto. Acesso em: 10 jul. 2023.
Leia o texto a seguir.
Texto II
Fake News – conheça os impactos na sociedade 
brasileira
As notícias falsas têm o poder de difamar pessoas, 
prejudicar empresas, espalhar ideologias políticas de modo 
equivocado e afetar o comportamento de um corpo social
Em tradução livre do inglês, o termo significa “notícias 
falsas”. Na prática, é utilizado para definir boatos e infor-
mações imprecisas publicadas, geralmente, na internet. E 
você sabe como as chamadas fake news podem causar 
impactos na sua vida? As notícias falsas têm o poder de 
difamar pessoas, prejudicar empresas, espalhar ideolo-
gias políticas de modo equivocado e afetar o comporta-
mento de um corpo social.
Mas o mais relevante dos impactos das fake news, sem 
dúvida, é a proliferação desenfreada de mentiras, o que 
acelera o processo da desinformação e não só comprome-
te a formação do pensamento crítico, como também vai na 
contramão do jornalismo sério, que pressupõe a apuração 
dos fatos e a dedicação à informação real e consistente.
Um estudo realizado pelo instituto de tecnologia de 
Massachusetts (MIT), apontou que as notícias falsas se 
espalham 70% mais rápido que as verdadeiras. Você 
sabe por quê? A falta de interesse da sociedade peran-
te a veracidade dessas informações é a principal causa. 
Muitos não se preocupam com a fonte da informação e 
são induzidos a compartilhar o conteúdo, gerando como 
consequência o maior alcance da notícia, inserindo mais 
pessoas nesse meio.
Espalhar notícias falsas virou um grande negócio. 
No meio midiático, em alguns casos, a necessidade de 
engajar a audiência é um fator que colabora para a dis-
seminação de fake news, já que o retorno financeiro dos 
cliques impulsiona a notícia. Nesse contexto, a busca 
pela atenção das pessoas é colocada acima de valores 
éticos e morais.
E como identificar fake news? Consulte a fonte da 
notícia. Em meios de comunicação mais sérios, infor-
mações como dados e estatísticas vêm atreladas a um 
instituto de pesquisa confiável. E como podemos impedir 
fake news? Primeiro, identificando e, na sequência, não 
repassando o conteúdo.
É importante que o Governo Federal realize campa-
nhas para o esclarecimento da população e adote políti-
cas públicas de alfabetização midiática e informacional e 
a promoção de práticas digitais, como o “fomento à pro-
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dução de conteúdos positivos e contra narrativas que en-
gajem a sociedade num debate mais qualifi cado balizado 
pelo respeito aos direitos humanos e aos princípios de plu-
ralidade e diversidade, conforme recomenda a Unesco”.
[...]
Disponível em: http://republicanos10sp.org.br/artigos/fake-news-conheca-os-impactos-na-sociedade-brasileira/. 
Acesso em: 10 jul. 2023 (adaptado).
5. Qual o assunto do texto II?
6. Observe o título do texto: Fake News – conheça os 
impactos na sociedade brasileira. Ele faz uma rela-
ção com o assunto/tema do texto? Por quê?
7. Destaque, no texto, palavras-chave e/ouum 
segmento que une dois pontos quaisquer no seu interior es-
teja totalmente dentro dele) e não-convexo (que se apresenta 
ao contrário do convexo).
Os polígonos são nomeados de acordo com o número de 
lados (ou vértices):
Observação: o número de lados de um polígono é sempre 
igual ao número de vértices.
Semana 2
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Relações importantes:
I) Número de diagonais de um polígono. (Diagonal de 
um polígono é todo segmento que une dois vértices não 
consecutivos).
II) Soma dos ângulos internos (Si) de um polígono.
Si= (n –2) ∙ 180°, onde n representa o número de lados.
Caso queira calcular a medida de cada ângulo interno nos 
polígonos regulares fórmula de cálculo é .
No caso do triângulo:
Si = (3 –2) ∙ 180° → (1) ∙ 180° → 180°
No caso do quadrilátero:
Si = (4 –2) ∙ 180° → (2) ∙ 180° → 360°
III) Soma dos ângulos externos de um polígono.
A soma das medidas dos ângulos externos de um polígono 
convexo de n lados é sempre igual a 360°.
Polígonos regulares são aqueles que possuem todos os 
lados e ângulos com a mesma medida (congruentes).
1. Classifi que cada fi gura a seguir como polígono conve-
xo (C) e não convexo (NC).
2. Faça a ligação do polígono regular com (PR) e não 
regular com (PNR) em todos os casos a seguir.
3. A fi gura, a seguir, mostra um triângulo equilátero. 
4. Adicione as medidas dos ângulos internos dos triângu-
los ABC e DEF a seguir. Compare as somas obtidas.los ABC e DEF a seguir. Compare as somas obtidas.
5. Adicione as medidas dos ângulos internos dos quadriláte-
ros ABCD e EFGH a seguir. Compare as somas obtidas.
6. Divida cada região poligonal em triângulos, utilizando 
diagonais e calcule a soma dos ângulos internos.
a)
b)
diagonais e calcule a soma dos ângulos internos.
c)
d)
7. Utilizando a fórmula de cálculo da soma dos ângulos 
internos de um polígono qualquer, efetue a soma dos 
ângulos internos dos seguintes polígonos.
a) Pentágono.
b) Hexágono.
c) Heptágono.
d) Octógono.
e) Eneágono.
f) Decágono.
A soma de seus ângulos internos com o ângulo externo 
em destaque é igual a
(A) 260°.
(B) 280°.
(C) 300°.
(D) 320°.
b)a)
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8. Calcule a medida de cada ângulo externo dos polígo-
nos regulares.
a) b)
10. (UNIFESP - 2003) Pentágonos regulares congruentes po-
dem ser conectados lado a lado, formando uma estrela 
de cinco pontas, conforme destacado na fi gura a seguir.
Nessas condições, o ângulo θ mede:
(A) 108°. (B) 72°. (C) 54°.
(D) 36°. (E) 18°.
11. O Professor Ronaldo começou a desenhar um polígo-
no no quadro, mas não terminou o desenho. 
Ao ser indagado pelos seus estudantes sobre qual 
polígono ele tentava desenhar, Ronaldo respondeu que 
a soma dos ângulos internos deveria ser igual a 900º. 
Davi respondeu que era um octógono. Igor discordou, 
respondendo que era um heptágono. Qual dos dois 
estudantes respondeu corretamente? Justifi que.
12. Sabe-se que o hexágono é um polígono com 6 lados e 
6 vértices. A partir desses dados, faça o que se pede:
i) A partir de apenas um vértice, trace as diagonais.
ii) Subtraia 3 do número de vértices do hexágono.
iii) Multiplique esse resultado pela quantidade de vértices.
iv) Divida o produto por dois. Qual foi o resultado obtido?
13. Com base na atividade anterior, têm-se a construção 
da fórmula que determina do número de diagonais de 
um polígono: , onde d representa o núme-
ro de diagonais e n o número de lados desse polígono. 
Sendo assim, aplique essa fórmula para calcular o 
número de diagonais dos seguintes polígonos:
a) Octógono. b) Eneágono.
14. Sete cidades são interligadas duas a duas por apenas 
uma estrada reta. Quantas estradas ligam essas sete 
cidades?
Relembrando
PROBLEMAS COM UNIDADES DE MEDIDAS
No dia a dia, as pessoas deparam a todo momento com as 
medidas de diferentes grandezas, sejam elas de comprimen-
to, área, volume, massa, tempo e capacidade. 
Para que não ocorram confusões entre unidades de medidas 
utilizadas para cada grandeza utilizada, foi criado o Sistema 
Internacional de Unidades (SI). Esse sistema é padrão e tem 
como fundamento as sete maiores grandezas físicas: massa, 
comprimento, tempo, corrente elétrica, temperatura, termodi-
nâmica, quantidade de substância e intensidade luminosa. 
Existem, ainda, outras grandezas que são derivadas dessas 
sete, observe: 
Unidades de medida de comprimento 
O comprimento é uma das grandezas mais utilizadas, pois 
medidas lineares (comprimento, largura, altura e profundida-
de) fazem parte do cotidiano.
As três unidades de comprimento mais utilizadas são: o quilô-
metro (para medidas muito grandes), o metro (para medidas 
médias) e o centímetro (para pequenas medidas). Além des-
sas três, existem outras. Observe a representação a seguir: 
Onde, 
km → quilômetro
hm → hectômetro
dam → decâmetro
m → metro
dm → decímetro
cm → centímetro
mm → milímetro
Observe a indicação da multiplicação e divisão por 10 na 
representação acima, isso signifi ca que é possivel fazer 
conversões entre essas unidades, ou seja, cada unidade de 
medida de comprimento é dez vezes maior que a unidade 
imediatamente inferior.
900º
9. A vista superior de uma construção é formada por um 
hexágono regular, um trapézio retângulo e um quadra-
do, como mostra a fi gura a seguir. do, como mostra a fi gura a seguir. 
Calcule a medida do 
ângulo α.
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1 centímetro = 
10 milímetros.
1 metro = 100 
centímetros.
1 quilômetro = 
1000 metros.
Unidades de medida de área (superfície)
A área é a medida de uma superfície e a unidade fundamen-
tal de medidas de área é o metro quadrado, cujo símbolo é 
m². Dependendo da superfície a ser medida, pode-se utilizar 
os múltiplos e os submúltiplos do metro quadrado. 
Para medir grandes superfícies, tem-se o decâmetro quadra-
do, o hectômetro quadrado e o quilômetro quadrado, sendo 
este último o mais utilizado. Para medir pequenas superfí-
cies, tem-se o decímetro quadrado, o centímetro quadrado e 
o milímetro quadrado, que representam regiões determinada 
por quadrados de um decímetro, de um centímetro e de um 
milímetro de lado, respectivamente.
Onde, 
Km² → quilômetro quadrado 
dm² → decímetro quadrado
hm² → hectômetro quadrado 
m² → metro quadrado 
cm² → centímetro quadrado
dam² → decâmetro quadrado 
mm² → milímetro quadrado
Observe a indicação da multiplicação e divisão por 100 na 
representação acima, isso signifi ca que é possivel fazer 
conversões entre essas unidades, ou seja, cada unidade de 
medida de área é cem vezes maior que a unidade imediata-
mente inferior.
1 cm² = 100 mm² 1 m² = 10 000 cm² 1 km² = 1 000 000 m²
1 m³ = 1000 litros 1 dm³ = 1 litro 1 cm³ = 1 mililitro
Janeiro
31 Dias
Fevereiro
28 ou 29 Dias
Março
31 Dias
Abril
30 Dias
Maio
31 Dias
Junho
30 Dias
Julho
31 Dias
Agosto
31 Dias
Setembro
30 Dias
Outubro
31 Dias
Novembro
30 Dias
Dezembro
31 Dias
1 ano comercial = 12 meses = 360 dias 1 mês comercial = 30 dias
1 cm³ = 1000 mm³ 1 m³ = 1 000 000 cm³ 1 km³ = 1 000 000 000 m³
Unidades de medida de volume
O volume é a grandeza que mede o espaço ocupado por um 
corpo e a unidade fundamental de medidas de área é o metro 
cúbico, cujo símbolo é m³. Dependendo do espaço a ser medido, 
pode-se utilizar os múltiplos e os submúltiplos do metro cúbico. 
Para medir grandes espaços, tem-se o decâmetro cúbico, o 
hectômetro cúbico e o quilômetro cúbico. Para medir peque-
nos espaços, superfícies, tem-se o decímetro cúbico, o centí-
metro cúbico e o milímetro cúbico, que representam espaços 
determinados por cubos de um decímetro, de um centímetro 
e de um milímetro de aresta, respectivamente.
Onde, 
km³ →quilômetro cúbico 
dm³ → decímetro cúbico
hm³ → hectômetro cúbico 
m³ → metro cúbico 
cm³ → centímetro cúbico
dam³ → decâmetro cúbico 
mm³ → milímetro cúbico 
Observe a indicação da multiplicação e divisão por 1000 
na representação acima, isso signifi ca que é possivel fazer 
conversões entre essas unidades, ou seja, cada unidade de 
medida de volume é mil vezes maior que a unidade imedia-
tamente inferior.
Unidades de medida de capacidade
Outra importante grandeza é a de capacidade. Ela nos per-
mite calcular a capacidade (volume) de um recipiente.
É importante ter em mente que 1 litro = 1 000 mililitros.
A tabela a seguir mostra como podemos converter essas 
unidades: 
kL → quilolitro 
dL → decilitro
hL → hectolitro
L → litro
cL → centilitro
daL → decalitro 
mL → mililitro
Relações entre volume e capacidade
Algumas situações exigem a relação entre as unidades de 
medida de volume e capacidade. São elas: 
Unidades de medida de tempo
A grandeza tempo também é muito utilizada em nosso coti-
diano. Assim, nos referimos a horas, minutos e segundos. 
Além disso, tem-se as semanas, os meses, os bimestres, os 
semestres, anos, décadas etc. É importante ter em mente as 
seguintes equivalências:
Sabe-se que alguns meses possuem 28, 29, 30 ou 31 dias. 
O mês comercial e o ano comercial são utilizados por institui-
ções fi nanceiras, por exemplo.
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1 dia = 24 horas. 1 hora = 60 minutos. 1 minuto = 60 segundos.
Observe a tabela de conversão dessas unidades de medida 
de tempo. 
Unidades de medida de massa
Quando alguém sobe em uma balança, ela nos mostra a 
massa (peso) dessa pessoa em quilogramas. Observe a se-
guir o valor da massa (peso) de Joana:
Disponível em: https://bityli.com/1mRUW6. Acesso em: 25 de maio 2022.
Repare que Joana possui a massa de 48,4 quilogramas. É 
importante ter em mente que:
1 grama = 1000 miligramas. 1 quilograma = 1000 gramas.
Observe a tabela de conversão dessas unidades de medida 
de massa.
kg → quilograma
g → decigrama
hg → hectograma 
g → grama
cg → centigrama
dag → decagrama
mg → miligrama
1. Leia a tirinha a seguir.
Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/tirinhas. Acesso em 02 de agosto de 2023.
Agora, responda as questões a seguir.
a) Para converter a medida do comprimento (tama-
nho) de um objeto em centímetro para milímetro, o que 
deve ser feito?
b) Para converter a medida do comprimento (tama-
nho) de um objeto em milímetro para centímetro, o que 
deve ser feito?
c) Para converter a medida do comprimento (tamanho) 
de um objeto em metro para centímetro, o que deve 
ser feito?
d) Para converter a medida do comprimento (tama-
nho) de um objeto em centímetro para metro, o que 
deve ser feito?
e) Para converter a medida do comprimento (tama-
nho) de um objeto em quilômetro para metro o que 
deve ser feito?
48,448,4
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f) Para converter a medida do comprimento (tamanho) 
de um objeto em metro para quilômetro, o que deve 
ser feito?
g) De acordo com suas respostas nas questões ante-
riores, utilize uma calculadora para multiplicar ou divi-
dir por múltiplos de 10 e depois ligar a primeira coluna 
com a segunda.
1 mm
1 cm
1 m
1 km
20 000 cm
2 000 000 mm
20 m
0,0002 km
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
0,001 km
100 000 cm
0,2 km
2 km
20 cm
0,01 m
0,1 cm
0,02 km
2. (Enem 2016) A London Eye é uma enorme roda-gi-
gante na capital inglesa. Por ser um dos monumentos 
construídos para celebrar a entrada do terceiro milê-
nio, ela também é conhecida como Roda do Milênio. 
Um turista brasileiro, em visita à Inglaterra, perguntou 
a um londrino o diâmetro (destacado na imagem) da 
Roda do Milênio e ele respondeu que ele tem 443 pés.
3. (Enem 2019) O Sistema Métrico Decimal é o mais uti-
lizado atualmente para medir comprimentos e distân-
cias. Em algumas atividades, porém, é possível obser-
var a utilização de diferentes unidades de medida. Um 
exemplo disso pode ser observado no quadro.
Assim, um pé, em polegada, equivale a:
(A) 0,1200.
(B) 0,3048.
(C) 1,0800.
(D) 12,0000.
(E) 36,0000.
4. (Enem 2015) Atendendo à encomenda de um mecâni-
co, um soldador terá de juntar duas barras de metais 
diferentes. A solda utilizada tem espessura de 18 milí-
metros, conforme ilustrado na figura.
Não habituado com a unidade pé, e querendo 
satisfazer sua curiosidade, esse turista consultou um 
manual de unidades de medidas e constatou que 1 pé 
equivale a 12 polegadas, e que 1 polegada equivale a 
2,54 cm. Após alguns cálculos de conversão, o turista 
ficou surpreendido com o resultado obtido em metros.
Qual à medida que mais se aproxima do diâmetro da 
Roda do Milênio, em metro?
(A) 53
(B) 94
(C) 113
(D) 135
(E) 145
Qual o comprimento, em metros, da peça resultante 
após a soldagem?
(A) 2,0230
(B) 2,2300
(C) 2,5018
(D) 2,5180
(E) 2,6800
5. (Enem 2011) Um mecânico de uma equipe de corrida 
necessita que as seguintes medidas realizadas em 
um carro sejam obtidas em metros:
a) distância entre os eixos dianteiro e traseiro;
b) altura b entre o solo e o encosto do piloto.
b = 160 cm
a = 2 300 mm
1 m
1,5 m
18 mm
Ao optar pelas medidas a e b em metros, obtêm-se, 
respectivamente: 
(A) 0,23 e 0,16.
(B) 2,3 e 1,6.
(C) 23 e 16.
(D) 230 e 160.
(E) 2 300 e 1 600.
6. Observe e leia a tirinha a seguir.
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Disponível em: https://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/coletaneas/calvin-seus-amigos-428892.shtml. 
Acesso em 03 de março de 2023.
Agora, responda as questões a seguir.
a) Para converter a medida da massa (peso) de um ob-
jeto em quilograma para grama, o que deve ser feito?
b) Para converter a medida da massa (peso) de um ob-
jeto em grama para quilograma, o que deve ser feito?
c) Para converter a medida da massa (peso) de um 
objeto em grama para miligrama, o que deve ser feito?
d) Para converter a medida da massa (peso) de um 
objeto em miligrama para grama, o que deve ser feito?
e) De acordo com suas respostas nas questões ante-
riores, utilize uma calculadora para multiplicar ou divi-
dir por múltiplos de 10 e depois ligar a primeira coluna 
com a segunda.
0,1 kg
0,01 g
1000 mg
10 g
30 000 mg
3 kg
300 g
3000 mg
3 g
0,3 kg
0,03 kg
0,01 kg
3000 g
0,001 kg
100 g
10 mg
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
•
7. Em um porto foram descarregadas 15,6 toneladas de 
equipamentos de informática e 9000 quilogramas de 
materiais elétricos, importados por uma empresa. 
Qual a quantidade total desses produtos, em gramas? 
8. O médico de Carla receitou um antibiótico para tra-
tar uma infecção. O tratamento de Carla consiste em 
tomar 1 comprimido de 500 mg três vezes ao dia, du-
rante 10 dias. Quantos gramas desse antibiótico Carla 
deverá tomar durante esse tratamento?
9. Para fazer a reforma de sua casa Evandina comprou 
3600 kg de cal, 4600 kg de cimento, 4000 kg de rejunte e 
400 kg de argamassa para serem usados em uma obra.
Quantas toneladas de material, ao todo, Evandina 
comprou para essa reforma?
(A) 1260
(B) 1060
(C) 12,6
(D) 10,6
10. Um químico fez um teste em um refrigerante para des-
cobrir a quantidade de açúcar presente. Considerando 
que esse refrigerante é vendido em garrafas de 300 
mL e que em cada 1 mL desse refrigerante contém 
0,08 g de açúcar, quantos gramas de açúcar tem em 
duas dúzias desse refrigerante?
(A) 480 g
(B) 576 g
(C) 600 g(D) 624 g
11. Observe e leia a tirinha a seguir.
Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/tirinhas. Acesso em 02 de agosto de 2023.
Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/tirinhas. Acesso em 02 de agosto de 2023.
Agora, responda as questões a seguir.
a) Para converter a medida de tempo de um evento 
em horas para minutos, o que deve ser feito?
b) Para converter a medida de tempo de um evento 
em minutos para horas, o que deve ser feito?
c) Para converter a medida de tempo de um evento 
em minutos para segundos, o que deve ser feito?
d) Para converter a medida de tempo de um evento 
em segundos para minutos, o que deve ser feito?
e) Para converter a medida de tempo de um evento 
em dias para horas, o que deve ser feito?
f) Para converter a medida de tempo de um evento em 
horas para dias, o que deve ser feito?
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g) De acordo com suas respostas nas questões a e 
b, utilize uma calculadora (se achar necessário) para 
multiplicar ou dividir por 60 e depois complete correta-
mente as lacunas a seguir:
• 30 minutos é o mesmo que hora. 
• 1 hora e meia é o mesmo que minutos.
• 6 minutos é o mesmo que hora.
• 0,1 hora é o mesmo que minutos.
• 0,2 hora é o mesmo que minutos.
• 405 minutos é o mesmo que horas e minutos.
• 3300 minutos é o mesmo que horas.
• 30 segundos é o mesmo que minuto. 
• 1 minuto e meio é o mesmo que segundos.
• 6 segundos é o mesmo que minuto.
• 0,1 minuto é o mesmo que segundos.
• 0,2 minuto é o mesmo que segundos.
• 405 segundos é o mesmo que minutos e se-
gundos ou minutos.
• 3300 segundos é o mesmo que minutos.
• 12 horas é o mesmo que dia. 
• 1 dia e meio é o mesmo que horas.
• 6 horas é o mesmo que dias.
• 0,75 dia é o mesmo que hora.
• 174 horas é o mesmo que dias e horas ou dias.
• 1440 horas é o mesmo que dias.
12. A tabela a seguir informa o tempo que cada uma de 
4 funcionárias gastou para realizar o mesmo serviço.
A funcionária que levou mais tempo para realizar o 
serviço foi
(A) Ana.
(B) Beatriz.
(C) Carla.
(D) Evandina.
13. Carlos está treinando para uma competição. Seu trei-
nador solicitou que fizesse um treino seguindo a série 
a seguir: 
• 60 s de trote rápido; 
• 20 min de trote moderado; 
• 10 min de caminhada. 
Essa série deveria ser repetida 5 vezes.
Quanto tempo Carlos treinou? 
(A) 30 min e 30s 
(B) 80 min e 20s 
(C) 2h e 35 min
(D) 3h e 5 min 
14. (Enem 2014) Um show especial de Natal teve 45 000 
ingressos vendidos. Esse evento ocorrerá em um está-
dio de futebol que disponibilizará 5 portões de entrada, 
com 4 catracas eletrônicas por portão. Em cada uma 
dessas catracas, passará uma única pessoa a cada 2 
segundos. O público foi igualmente dividido pela quan-
tidade de portões e catracas, indicados no ingresso 
para o show, para a efetiva entrada no estádio. Su-
ponha que todos aqueles que compraram ingressos 
irão ao show e que todos passarão pelos portões e 
catracas eletrônicas indicados. Qual é o tempo míni-
mo para que todos passem pelas catracas?
(A) 1 hora.
(B) 1 hora e 15 minutos.
(C) 5 horas.
(D) 6 horas.
(E) 6 horas e 15 minutos.
15. Observe e leia a tirinha a seguir.
Disponível em: https://www.humorcomciencia.com/tirinhas. Acesso em 02 de agosto de 2023.
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Agora, responda as questões a seguir.
a) Para converter a medida de capacidade de um ob-
jeto em litro para mililitro, o que deve ser feito?
b) Para converter a medida de capacidade de um ob-
jeto em mililitro para litro, o que deve ser feito?
c) Qual a relação entre a medida de capacidade litro (L) e 
a unidade de medida de volume decímetro cúbico (dm³)?
d) Qual a relação entre a medida de capacidade litro (L) 
e a unidade de medida de volume metro cúbico (m³)?
e) Qual a relação entre a medida de capacidade milili-
tro (mL) e a unidade de medida de volume centímetro 
cúbico (cm³)?
f) De acordo com suas respostas nas questões a e 
b, utilize uma calculadora (se achar necessário) para 
multiplicar ou dividir por 1000 e depois complete cor-
retamente as lacunas a seguir:
• 3 litros é o mesmo que mililitros.
• 4,5 litros é o mesmo que mililitros. 
• 2 litros e meio é o mesmo que mililitros.
• A metade de meio metro cúbico é mililitros.
• 20 mililitros é o mesmo que litro.
• 1000 mililitros é o mesmo que metro cúbico.
• 0,1 litro é o mesmo que centímetros cúbicos.
• 600 mililitros é o mesmo que litro.
• 50 000 litros é o mesmo que metros cúbicos.
16. (Enem 2019) A bula de um antibiótico infantil, fabricado 
na forma de xarope, recomenda que sejam ministra-
dos, diariamente, no máximo 500 mg desse medica-
mento para cada quilograma de massa do paciente. 
Um pediatra prescreveu a dosagem máxima desse an-
tibiótico para ser ministrada diariamente a uma criança 
de 20 kg pelo período de 5 dias. Esse medicamento 
pode ser comprado em frascos de 10 mL, 50 mL, 100 
mL, 250 mL e 500 mL. Os pais dessa criança deci-
diram comprar a quantidade exata de medicamento 
que precisará ser ministrada no tratamento, evitando 
a sobra de medicamento. Considere que 1 g desse 
medicamento ocupe um volume de 1 cm³.
A capacidade do frasco, em mililitro, que esses pais 
deverão comprar é:
(A) 10.
(B) 50.
(C) 100.
(D) 250.
(E) 500.
17. (Enem 2019) O projeto de transposição do Rio São 
Francisco consiste na tentativa de solucionar um pro-
blema que há muito afeta as populações do semiárido 
brasileiro, a seca. O projeto prevê a retirada de 26,4 
m³/s de água desse rio. Para tornar mais compreensí-
vel a informação do volume de água a ser retirado, de-
seja-se expressar essa quantidade em litro por minuto.
Disponível em: www.infoescola.com. Acesso em: 28 out. 2015.
Com base nas informações, qual expressão representa 
a quantidade de água retirada, em litro por minuto?
(A) (26,4 : 1000) × 60
(B) (26,4 : 10) × 60
(C) 26,4 × 1 × 60
(D) 26,4 × 10 × 60
(E) 26,4 × 1000 × 60
18. (Enem 2017) Em alguns países anglo-saxões, a unidade 
de volume utilizada para indicar o conteúdo de alguns 
recipientes é a onça fluida britânica. O volume de uma 
onça fluida britânica corresponde a 28,4130625 mL.
A título de simplificação, considere uma onça fluida 
britânica correspondendo a 28 mL.
Nessas condições, o volume de um recipiente com 
capacidade de 400 onças fluidas britânicas, em cm³, 
é igual a:
(A) 11 200.
(B) 1 120.
(C) 112.
(D) 11,2.
(E) 1,12.
19. (Enem Digital 2020) Três pessoas, X, Y e Z, compra-
ram plantas ornamentais de uma mesma espécie que 
serão cultivadas em vasos de diferentes tamanhos. O 
vaso escolhido pela pessoa X tem capacidade de 4 
dm³. O vaso da pessoa Y tem capacidade de 7 000 
cm³ e o de Z tem capacidade igual a 20 L. Após um 
tempo do plantio das mudas, um botânico que acom-
panha o desenvolvimento delas realizou algumas me-
dições e registrou que a planta que está no vaso da 
pessoa X tem 0,6 m de altura. Já as plantas que estão 
nos vasos de Y e Z têm, respectivamente, alturas me-
dindo 120 cm e 900 mm.
O vaso de maior capacidade e a planta de maior altura 
são, respectivamente, os de:
(A) Y e X.
(B) Y e Z.
(C) Z e X.
(D) Z e Y.
(E) Z e Z.
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Expediente
Governador do Estado de Goiás
Ronaldo Ramos Caiado
Vice-Governador do Estado de Goiás
Daniel Vilela
Secretária de Estado da Educação
Aparecida de Fátima Gavioli Soares Pereira
Secretária-Adjunta
Helena Da Costa Bezerra
Diretora Pedagógica
Márcia Rocha de Souza Antunes
Superintendente de Educação Infantil e Ensino 
Fundamental
Giselle Pereira Campos Faria
Superintendente de Ensino Médio
Osvany Da Costa Gundim Cardoso
Superintendente de Segurança Escolar e Colégio 
Militar
Cel Mauro Ferreira Vilela
Superintendente de Desporto Educacional, Arte e 
Educação
Marco Antônio Santos Maia
Superintendente de Modalidades e Temáticas 
Especiais 
Rupert Nickerson Sobrinho
Diretor Administrativo e Financeiro
AndrosRoberto Barbosa
Superintendente de Gestão Administrativa
Leonardo de Lima Santos
Superintendente de Gestão e Desenvolvimento de 
Pessoas
Hudson Amarau De Oliveira
Superintendente de Infraestrutura
Gustavo de Morais Veiga Jardim
Superintendente de Planejamento e Finanças
Taís Gomes Manvailer
Superintendente de Tecnologia
Bruno Marques Correia
Diretora de Política Educacional
Patrícia Morais Coutinho
Superintendente de Gestão Estratégica e Avaliação 
de Resultados
Márcia Maria de Carvalho Pereira
Superintendente do Programa Bolsa Educação
Márcio Roberto Ribeiro Capitelli
Superintendente de Apoio ao Desenvolvimento 
Curricular
Nayra Claudinne Guedes Menezes Colombo
Chefe do Núcleo de Recursos Didáticos
Alessandra Oliveira de Almeida
Coordenador de Recursos Didáticos para o Ensino 
Fundamental
Evandro de Moura Rios
Coordenadora de Recursos Didáticos para o Ensino Médio
Edinalva Soares de Carvalho Oliveira
Professores elaboradores de Língua Portuguesa
Edinalva Filha de Lima Ramos
Katiuscia Neves Almeida
Luciana Fernandes Pereira Santiago
Professores elaboradores de Matemática
Alan Alves Ferreira
Alexsander Costa Sampaio
Tayssa Tieni Vieira de Souza
Silvio Coelho da Silva
Professores elaboradores de Ciências da Natureza
Leonora Aparecida dos Santos
Sandra Márcia de Oliveira Silva
Revisão
Alessandra Oliveira de Almeida
Cristiane Gonzaga Carneiro Silva
Maria Aparecida Oliveira Paula
Diagramação
Adriani Grunexpressões 
que comprovam essa relação.
Vamos 
refletir???
Ideias principais e ideias secundárias
O tema é a ideia principal do texto. É com base nes-
sa ideia principal que o texto será desenvolvido. Pois 
o título cumpre uma função importante: antecipar infor-
mações sobre o assunto que será tratado no texto. En-
tretanto, essas ideias principais contam com o reforço 
das ideias secundárias, que são aquelas que trazem 
informação complementar, ideias derivadas de um ar-
gumento principal.
Imagem disponível em: https://www.freepik.com/. Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://vocepergunta.com/library/artigo/read/234367-o-que-e-ideia-principal-e-ideia-secundaria 
Acesso em: 10 jul. 2023 (adaptado).
8. Qualquer texto, ao apresentar sua ideia principal tem, 
em favor desse expediente, uma série de outras infor-
mações e conteúdos que correspondem aos elemen-
tos secundários do tema. Sobre os textos, entre as 
afi rmações a seguir, marque com 1 a ideias principais 
e com 2 as secundárias.
( ) “Em tradução livre do inglês, o termo signifi ca 
“notícias falsas.”
(...) “E você sabe como as chamadas fake news po-
dem causar impactos na sua vida?”
( ) “Um estudo realizado pelo instituto de tecnologia de 
Massachusetts (MIT), apontou que as notícias falsas se 
espalham 70% mais rápido que as verdadeiras.”
( ) “Mas o mais relevante dos impactos das fake news, 
sem dúvida, é a proliferação desenfreada de mentiras.”
( ) “E como identifi car fake news? Consulte a fonte 
da notícia.”
9. Considerando o parágrafo: “Um estudo realizado pelo 
instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), apon-
tou que as notícias falsas se espalham 70% mais rápi-
do que as verdadeiras. Você sabe por quê? A falta de 
interesse da sociedade perante a veracidade dessas 
informações é a principal causa. Muitos não se preo-
cupam com a fonte da informação e são induzidos a 
compartilhar o conteúdo, gerando como consequência 
o maior alcance da notícia, inserindo mais pessoas 
nesse meio.” Qual é a informação principal? Justifi que. 
E quais são as informações secundárias? Justifi que. 
10. Entre as informações do texto 2, uma das principais é
(A) “Espalhar notícias falsas virou um grande negócio.”
(B) “E você sabe como as chamadas fake news po-
dem causar impactos na sua vida?”
(C) “Muitos não se preocupam com a fonte da infor-
mação e são induzidos a compartilhar o conteúdo...”
(D) “E como podemos impedir fake news? Primeiro, iden-
tifi cando e, na sequência, não repassando o conteúdo.”
11. Em um texto argumentativo, a "tese" é uma afi rmação 
(ou ponto de vista) do(a) autor(a) sobre o tema. Qual é 
a tese do texto: “Fake News – conheça os impactos na 
sociedade brasileira”?
12. Você concorda com a opinião (tese) da autora do tex-
to? Justifi que.
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Tipos de argumento
Argumento por autoridade: O argumento de auto-
ridade é aquele que se baseia na citação de uma fonte 
confi ável, como um especialista no assunto que está 
sendo debatido.[...] A citação da fonte pode ser feita 
tanto de forma direta – quando há a transcrição da ci-
tação, utilizando, em geral, as aspas – quanto de forma 
indireta, quando se reescreve aquilo que foi dito pela 
autoridade escolhida.
Argumento por evidência (ou por comprovação): 
Esse tipo de argumento se baseia em uma evidência 
que possa levar o leitor a admitir e aceitar uma tese. 
Essa evidência pode ser, por exemplo, formada por 
dados estatísticos ou por pesquisas de diversos tipos, 
desde que a fonte esteja explícita. Ainda é possível utili-
zar esse tipo de argumento a partir de fatos notórios, ou 
seja, que são de domínio público.
Argumento por comparação (ou por analogia): A 
argumentação por comparação ou analogia é aquela 
em que se estabelece relação de semelhança ou dife-
rença entre a tese defendida e algum tipo de dado a fi m 
de comprovar o ponto de vista defendido. Nesse caso, 
é possível construir analogias com obras de fi cção, por 
exemplo, tais como romances e séries de televisão.
Argumento por causa e consequência: Esse tipo 
de recurso argumentativo busca comprovar a tese de-
fendida a partir da exploração das relações de causa e 
consequência associadas ao tema debatido. Ao explicar 
os porquês e as consequências da temática em questão, 
pode-se confi rmar as ideias expressas pela tese.
Argumento por ilustração (ou exemplifi cação): 
Quando se tem um tema, ou mesmo uma tese, de caráter 
muito teórico, uma das maneiras mais interessantes de 
fundamentar o ponto de vista adotado é por meio da ilus-
tração ou exemplifi cação. Esse recurso argumentativo se 
constrói a partir da elaboração de uma breve narrativa, 
que pode ser real ou fi ctícia, com o intuito de tornar mais 
concreto aquilo que está sendo defendido pelo texto.
Imagem disponível em: https://www.freepik.com/. Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://querobolsa.com.br/enem/redacao/tipos-de-argumentos. Acesso em: 10 jul. 2023 (adaptado).
Vamos 
refletir???
13. Na sua opinião, os argumentos utilizados pela autora 
para defender o tema foram pertinentes? Justifi que.
14. A autora apresenta argumentos para sustentar a tese 
apresentada por ela. Identifi que o tipo de argumento 
utilizado em cada trecho:
a) “Muitos não se preocupam com a fonte da informa-
ção e são induzidos a compartilhar o conteúdo, ge-
rando como consequência o maior alcance da notícia, 
inserindo mais pessoas nesse meio.”
b) “No meio midiático, em alguns casos, a necessi-
dade de engajar a audiência é um fator que colabora 
para a disseminação de fake news,”
15. O argumento “Um estudo realizado pelo instituto de 
tecnologia de Massachusetts (MIT), apontou que as 
notícias falsas se espalham 70% mais rápido que as 
verdadeiras.”, é um tipo de argumento, predominante-
mente, de
(A) explicação.
(B) autoridade.
(C) comprovação.
(D) causa e consequência.
16. Em relação ao tema tratado, esses textos (I e II) apre-
sentam abordagens
(A) complementares.
(B) subjetivas.
(C) idênticas.
(D) opostas.
► Linguagem verbal e não verbal. Humor. Compara-
ção entre textos com mesmo tema. Efeitos de sentido
Estudante, nas próximas atividades, continuare-
mos a analisar o gênero Charge e suas linguagens, 
bem como um texto autobiográfi co, ampliando seus co-
nhecimentos e o ensino-aprendizagem. Leia os textos, 
analise-os e procure responder às atividades propos-
tas com o auxílio do(a) seu(sua) professor.
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Leia o texto.
Texto III
Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/7d/90/90/7d9090e484b5e0465ee3035d77dc003e.jpg Acesso em: 9 maio 2023.
Texto IV
A troca
Lygia Bojunga Nunes.
Pra mim, livro é vida; desde mui-
to pequena os livros me deram casa 
e comida. 
Foi assim: eu brincava de cons-
trutora, livro era tijolo; em pé fazia 
parede; deitado, fazia degrau de escada; inclinado, encos-
tava num outro e fazia telhado.
E quando a casinha ficava pronta eu me espremia lá 
dentro pra brincar de morar em livro.
De casa em casa eu fui descobrindo o mundo (de tan-
to olhar prás paredes). Primeiro, olhando desenhos; de-
pois, decifrando palavras.
Fui crescendo; e derrubei telhados com a cabeça. Mas 
fui pegando intimidade com as palavras. E quanto mais ínti-
mas a gente ficava, menos eu ia me lembrando de conser-
tar o telhado ou de construir novas casas. Só por causa de 
uma razão: o livro agora alimentava a minha imaginação.
Todo dia a minha imaginação comia, comia e comia; 
e de barriga assim cheia me levava pra morar no mundo 
inteiro: iglu, cabana, palácio, arranha-céu, era só escolher 
e pronto, o livro me dava.
Foi assim que, devagarinho, me habituei com essa 
troca tão gostosa que - no meu jeito de ver as coisas - é 
a troca da própria vida; quanto mais eu buscava no livro, 
mais ele me dava.
Mas como a gente tem mania de sempre querer mais, 
eu cismei de um dia alargara troca: comecei a fabricar 
tijolo pra - em algum lugar - uma criança juntar com outros 
e levantar a casa onde ela vai morar.
Disponível em: https://pausapraleitura.blogspot.com/2011/05/so-para-refletir.html Acesso em: 12 maio 2023.
17. Observe a charge (Texto III) e responda:
a) O que você vê na imagem?
b) Considerando o sentido literal das palavras (deno-
tativo) e o sentido conotativo (figurado), qual é a rela-
ção de sentido entre a imagem e a escrita? O que se-
ria possível compreender da mensagem se as frases 
verbais fossem apresentadas sem a imagem?
18. O que provoca o humor nessa charge?
19. Qual é o assunto tratado no texto "A troca" (Texto IV)?
20. Com base no trecho: “Mas como a gente tem mania de 
sempre querer mais, eu cismei de um dia alargar a tro-
ca: comecei a fabricar tijolo pra - em algum lugar - uma 
criança juntar com outros e levantar a casa onde ela 
vai morar.” , e no assunto do texto, justifique a escolha 
do título “A troca” pela autora.
21. No texto IV, o ato de ler se tornou tão prazeroso para 
Lygia porque ela
( ) pôde se tornar famosa.
( ) podia ler e brincar ao mesmo tempo.
( ) foi descobrindo o mundo e alimentando sua ima-
ginação.
22. O texto III e o texto IV têm em comum o fato de
(A) mencionarem o livro como um brinquedo.
(B) argumentarem sobre a importância da educação.
(C) citarem a importância da leitura para a sociedade.
(D) abordarem sobre a interação entre leitor e o ato de ler.
23. Considerando as variações linguísticas, o uso dos 
pronomes você e te para se referir ao mesmo sujeito 
caracteriza uma construção muito comum, própria de 
qual linguagem?
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24. O verbo pegar, na expressão “às vezes um livro te 
pega”, provoca o seguinte efeito de sentido:
(A) segurar, agarrar algo.
(B) colar, fazer aderência. 
(C) tomar algo pelas mãos.
(D) envolver emocionalmente.
25. Leia o trecho da charge (Texto III):
“Às vezes você pega um livro, às vezes um livro te pega.”
Qual a conjunção que estabelece a ideia de alternância 
poderia substituir a vírgula mantendo o mesmo sentido?
(A) ou.
(B) mas. 
(C) logo.
(D) porque. 
26. Sobre o gênero charge, marque (V) para verdadeiro ou 
(F) para falso.
( ) As charges são poderosos veículos de comuni-
cação, constituindo um gênero que alia a força das 
palavras a imagens e muito bom humor.
( ) A charge é comumente utilizada com a intenção 
de tecer críticas políticas e sociais, sempre preservan-
do como traço predominante o humor.
( ) Há predominância da linguagem figurada, ou seja, 
geralmente utiliza-se de metáforas e termos literários.
( ) As charges não podem ser consideradas como 
gêneros textuais, visto que a linguagem não verbal é a 
linguagem predominante.
27. Geralmente, em que tipo de suporte o gênero charge 
é publicado?
► Linguagem poética. Recursos expressivos. Efei-
tos de sentido
Estudante, para aprofundar os seus conhecimen-
tos, nestas atividades analisaremos o gênero textual 
Poema, seus elementos, bem como os recursos/efeitos 
de sentido utilizados intencionalmente para provocar e 
intensificar as emoções. Leia o texto, atentamente, e 
procure responder às atividades propostas com o auxí-
lio do(a) seu(sua) professor(a).
Poema
O poema é um gênero textual (forma de redação) ge-
ralmente escrito em versos e estrofes. Sua finalidade é 
expressar algum sentimento, emoção ou pensamento. A 
palavra "poema" deriva do verbo grego "poiéo", que sig-
nifica "fazer, criar, compor". A literatura grega teve grande 
importância nas composições literárias de várias épocas 
e culturas. Na Grécia Antiga, todas as produções literárias 
- os gêneros épico, lírico e dramático - eram consideradas 
poemas. Os poemas de Homero presente nas obras Ilíada 
e Odisseia são considerados os primeiros grandes textos 
épicos ocidentais.
O poema lírico, que era assim designado por ser canta-
do ao som da lira (instrumento musical), originou o gênero de 
arte que hoje se entende como lírico. Os poemas dramáticos 
eram escritos em forma de verso para serem encenados.
O poema é bastante variável, seja em relação ao seu es-
tilo, extensão ou temática. É possível, por exemplo, encontrar-
mos um haicai (de apenas três versos) sobre o salto de uma 
rã ou um soneto (de quatro estrofes) sobre o amor. O poema 
pode ter métrica e rima (como o soneto) ou pode abrir mão 
desses recursos estilísticos (como os poemas modernistas).
Geralmente se apresenta em forma de versos e estro-
fes com rima e ritmo. A prosa poética tem o caráter de po-
esia devido ao efeito emocional provocado pela linguagem.
As características do poema são: os versos, a métrica, 
as estrofes, as rimas e o ritmo. Logo, o agrupamento dos 
versos são as estrofes. ... A métrica é representada pelo 
número de sílabas presentes em um verso. A rima pelos 
resultados de sons iguais no meio ou finais dos versos e o 
ritmo dando o tempo correto das frases.
Uma característica importante do poema é a sua mu-
sicalidade. Aliterações, assonâncias e rimas são recursos 
responsáveis por conferir ao poema um ritmo de repetição 
bastante característico.
O uso de figuras de palavra, como metáforas e si-
nestesias, também é bastante frequente nos poemas. A 
utilização da linguagem figurada faz com que as pala-
vras ganhem novos significados, novas possibilidades de 
combinação. A liberdade no uso da palavra é, sem dúvida 
alguma, uma característica importante do poema.
No Brasil, alguns dos poetas mais famosos são Car-
los Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Cecília 
Meireles, Manuel Bandeira, Hilda Hilst e Ferreira Gullar. O 
português Fernando Pessoa é um dos poetas mais reco-
nhecidos em todo o mundo.
Disponível em: https://www.significados.com.br/poema/ Acesso em: 1º jul. 2023.
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Vamos 
refletir???
Recursos sonoros do texto literário
Os recursos sonoros são usados para conferir maior 
expressividade ao texto literário. O artista os utiliza, depen-
dendo da intenção que ele almeja alcançar no texto. São 
distintos recursos representados pelas fi guras de lingua-
gem, entre eles os sonoros. Estes são usados em prol da 
musicalidade, rimas, métrica e do ritmo propriamente dito. 
Entre eles cabe destacar a assonância e a aliteração.
Assonância é uma fi gura de linguagem, de som ou 
harmonia, caracterizada pela repetição de vogais, de 
forma a produzir uma sonoridade peculiar aos textos po-
éticos. Diferencia-se da aliteração, que é a repetição 
de consoantes ou sílabas. 
Observe, no exemplo a seguir, a sonoridade pecu-
liar provocada pela assonância, isto é, pela repetição da 
vogal nos versos:
Esta é a dos cabelos louros
e da roupinha encarnada,
que eu via alimentar pombos,
sentadinha numa escada.
[...]
Canção da menina antiga, poema de Cecília Meireles.
A aliteração também é uma fi gura de som ou har-
monia. Porém, é caracterizada pela repetição de con-
soantes ou sílabas. Assim, tanto a aliteração quanto a 
assonância são caracterizadas pela repetição. No en-
tanto, a repetição de vogais é o que defi ne a assonância.
No exemplo a seguir, observe a diferença entre alitera-
ção (na repetição do V) e assonância (na repetição do O):
Violões que choram
Cruz e Sousa
[...]
Vozes veladas, veludosas vozes,
Volúpias dos violões, vozes veladas,
Vagam nos velhos vórtices velozes
Dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.
[...]
Imagem disponível em: https://www.freepik.com/. Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/gramatica/assonancia.html Acesso em: 26 jun. 2023 (adaptado).
Leia o texto a seguir.
Eles verdes são:
E têm por usança,
Na cor esperança,
E nas obras não.
Camões, Rimas.
São uns olhos verdes, verdes,
Uns olhos de verde-mar,
Quando o tempo vai bonança;
Uns olhos cor de esperança,
Uns olhos por que morri;
Que ai de mi!
Nem já sei qual fi quei sendo
Depois que os vi!
[...]
Que asondas postas em 
calma 
Também refl etem os céus; 
Mas, ai de mi! 
Nem já sei qual fi quei sendo
[...]
Que, ai de mi! 
Não pertenço mais à vida 
Depois que os vi!
[...]
Disponível em: https://gianzinho-culturabrasil.blogspot.com/2014/09/olhos-verdes-antonio-goncalves-dias.html 
Acesso em: 22 jun. 2023.
28. No poema, o poeta utiliza-se de recursos expressivos 
para realçar e enriquecer o seu texto. Nos versos “Uns 
olhos por que morri/ Que ai de mi!”, percebe-se um 
recurso expressivo que atribui exagero, uma ideia com 
uma fi nalidade enfática. Qual fi gura de linguagem foi 
empregada para conseguir esse efeito de sentido?
29. No poema “Olhos Verdes”, a linguagem vai além de 
sua função meramente comunicativa, transformando-
-se em objeto artístico. Nos versos “São uns olhos ver-
des, verdes, / Uns olhos de verde-mar,” a fi gura predo-
minante quanto ao aspecto sonoro é a
(A) metáfora.
(B) hipérbole.
(C) aliteração.
(D) metonímia.
30. Nos versos “Não pertenço mais à vida / Depois que os 
vi!”, a palavra em destaque refere-se ao/aos
( ) céus.
( ) olhos.
31. O texto literário é apresentado, muitas vezes, em uma 
linguagem carregada de emoção, emprego de lirismo 
e valores do autor ou do ser (ou objeto) retratado no 
texto. Já o texto não-literário tem uma marca da lin-
guagem referencial, denotativa, também chamado de 
Olhos verdes
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texto utilitário. No poema “Olhos verdes”, qual é a lin-
guagem predominante utilizada? 
32. Qual é a finalidade do poema Olhos verdes?
33. No verso “Que ai de mi!”, o ponto de exclamação foi 
usado para
(A) destacar dúvida.
(B) demonstrar alívio.
(C) evidenciar surpresa.
(D) expressar sofrimento.
34. Sobre o poema “Olhos verdes”, de Gonçalves Dias, 
marque (V) Verdadeiro ou (F) Falso.
a) ( ) O poema expressa um tom mórbido dos poetas 
românticos, sem nenhum lirismo e/ou subjetividade.
b) ( ) A melodia é elemento recorrente na lírica ro-
mântica e está presente nos versos por meio das ri-
mas, da aliteração e da assonância.
c) ( ) O eu lírico projeta na natureza um sentimento 
amoroso, de forma que os “olhos verdes” da amada se 
transformam na cor do mar.
d) ( ) O poema exprime um tom que permite ao leitor 
capturar sugestivamente a atmosfera lírica do poema.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/gramatica/assonancia.html Acesso em: 26 jun. 2023 (adaptado).
Leia o texto.
Ritmo
Mário Quintana
Na porta
a varredeira varre o cisco
varre o cisco
varre o cisco
Na pia
a menininha escova os dentes
escova os dentes
escova os dentes
No arroio
a lavadeira bate roupa
bate roupa
bate roupa
Até que enfim
 se desenrola
 toda a corda
e o mundo gira imóvel como um pião!
Disponível em: https://comofazerumpoema.com/poema-ritmo-de-mario-quintana-poesia-analise/ Acesso em: 23 jun. 2023.
35. O poema de Quintana intitula-se “Ritmo”. Nos versos 
desse poema, como a ideia de ritmo é estabelecida?
36. Que efeito de sentido é estabelecido pela repetição de 
alguns versos no poema?
Explique sua resposta.
37. Nas três primeiras estrofes, há repetição de algumas 
consoantes e de algumas vogais.
a) Que nome se dá à figura de linguagem em que há 
repetição de consoantes?
b) E como se chama a figura de linguagem em que há 
repetição de vogais?
38. Releia o último verso.
"e o mundo gira imóvel como um pião!"
O trecho sublinhado corresponde a duas figuras de 
linguagem semânticas. Quais são elas?
39. Considerando a atividade 38 (exercício anterior), ex-
plique em que consiste as duas figuras de linguagem. 
40. O poema todo transmite uma ideia de movimento. A 
que conclusão podemos chegar a respeito desse efei-
to de sentido utilizado intencionalmente pelo autor?
41. A onomatopeia se dá pelo uso de fonemas para tentar 
reproduzir aproximadamente alguns sons, seja na fala, 
seja na escrita. Pode imitar o som de alguns objetos, 
animais, fenômenos da natureza ou, ainda, para repre-
sentar o ruído gerado por alguma ação. Caso você qui-
sesse sugerir os sons produzidos pela varredeira, pela 
menininha e pela lavadeira, que onomatopeia criaria 
para cada uma?
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Estudante, nestas atividades, continuaremos a tra-
balhar o gênero textual Poema e seus elementos. Leia 
o texto, atentamente, e procure responder às atividades 
propostas com o auxílio do(a) seu(sua) professor(a).
Vamos 
refletir???
Soneto
O soneto é um tipo de poema que se apresenta sob uma 
estrutura fi xa: quatro estrofes (conjunto de versos), sendo dois 
quartetos (estrofes compostas por quatro versos) e dois ter-
cetos (estrofes compostas por três versos). Todos os versos 
possuem dez sílabas poéticas, chamadas de decassílabos.
Com origem na Itália, o soneto foi documentado pela pri-
meira vez na obra de Giacomo da Lentini ainda na primeira 
metade do século III, mas permanece atual, por isso é con-
siderado como um dos moldes literários mais longevos da 
história da literatura universal.
No Brasil, nosso maior sonetista foi Vinícius de Moraes, 
responsável por obras-primas como o Soneto do Amor Total, 
um dos poemas mais conhecidos da literatura brasileira.
Imagem disponível em: https://www.freepik.com/. Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/poesia-poema-soneto.htm Acesso em: 6 jul. 2023.
Leia o texto.
Soneto do Amor Total
Vinícius de Moraes
Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afi m, de um calmo amor prestante,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfi m, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente,
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim muito e amiúde,
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Disponível em: https://www.letras.mus.br/vinicius-de-moraes/87149/ Acesso em: 26 jun. 2023.
42. Observe o título do poema “Soneto do Amor Total”
e responda:
a) O título chama a atenção pelo uso da expressão ‘Amor 
Total’. Considerando a leitura do poema e essa escolha 
do autor, o que sugere essa expressão no título?
 b) Quais características desse poema nos fazem en-
tender que ele é um soneto?
c) Relacione a última estrofe do poema ao seu título.
43. De quem é a suposta voz no poema? É de um eu lírico 
masculino ou feminino? Comprove sua resposta com 
um verso.
44. A linguagem no poema explora o sentido conotativo 
ou denotativo das palavras? Justifi que comentando o 
ritmo, as marcas do poema.
45. Observe a repetição da expressão “amo-te” em todo 
o poema. Que efeito de sentido esse recurso expres-
sivo produz?
46. No último verso “Hei de morrer de amar mais do que 
pude.”, o poeta enfatiza a sua forma de amar, empre-
gando uma fi gura de linguagem que expressa o exa-
gero, um dos recursos expressivos do poema. Mas ao 
analisar o poema todo, fi ca claro que ele é
(A) a construção de uma hipérbole do amor.
(B) a elaboração de uma metáfora do amor.
(C) a criação de uma grande aliteração do amor.
(D) a produção de uma grande metonímia do amor.
► Poema e poesia. Métrica. Efeito de sentido
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47. Sobre as diferenças entre a poesia e o poema, estão 
corretas as seguintes afi rmativas:
I. A poesia, ao contrário do poema, é composta por uma 
forma estática: a mensagem deve ser elaborada apre-
sentando a mesma quantidade de versos e estrofes.
II. A poesia pode estar presente em paisagens e obje-
tos, enquanto o poema faz referência ao gênero textual.
III. Não existem diferenças entre a poesia e o poema, 
ambas as denominações dizem respeito ao mesmo 
gênero textual.
IV. Poesia vem do grego poiesis, que pode ser traduzi-
da como aatividade de produção artística. É, portanto, 
uma defi nição mais ampla do que a defi nição de po-
ema, nome dado aos textos feitos em versos e/ou de 
forma livre.
V. Em um bom poema está presente a poesia, peculia-
ridade artística. Há poemas que dispensam o lirismo.
(A) I e IV.
(B) I e III.
(C) II, IV e V.
(D) Todas estão corretas.
Disponível em: https://exercicios.mundoeducacao.uol.com.br/exercicios-literatura/exercicios-sobre-poesia-
-poema-soneto.htm Acesso em: 26 jun. 2023 (adaptado).
Semana 2
► Construção composicional. Tema. Finalidade. 
Causa e consequência
Estudante, nas próximas atividades, analisaremos 
o gênero Reportagem e seus elementos, com o objetivo 
de aprofundar seus conhecimentos e, assim, ampliar o 
ensino-aprendizagem. Leia o texto, atentamente, e 
procure responder às atividades propostas com o auxí-
lio do(a) seu(sua) professor(a).
A Reportagem é um texto per-
tencente ao gênero jornalístico 
que tem como principal função 
expor, opinar ou interpretar in-
formações do cotidiano. 
Veiculado por órgãos de im-
prensa, a reportagem consiste 
em informar detalhadamente 
sobre um tema e, em alguns 
casos, trazer opiniões asso-
ciadas a outros elementos 
formativos.
Por ser um texto jornalístico, 
segue as características fun-
damentais do gênero, prezan-
do, assim, por uma linguagem 
clara e objetiva, o uso da 
norma-padrão da língua e a 
prevalência da informação. 
Do ponto de vista estrutu-
ral, organiza-se da seguinte 
forma: título, lead e corpo do 
texto. Pode ser classifi cada 
em: expositiva, opinativa ou 
interpretativa.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/
redacao/a-reportagem-seus-aspectos-relevantes-.
html Acesso em: 20 jun. 2023.
REPORTAGEM
Leia o texto a seguir.
Menina que sofreu bullying por usar óculos recebe 
apoio na internet
01/03/2016 01h38
Há dois anos, a americana Alexis Hansen, 7, começou 
a usar óculos. Pouco tempo depois, seus colegas da escola 
começaram a inventar apelidos e a caçoar de sua aparência.
A situação levou Alexis e a mãe, Sierra Winters, a 
postarem uma foto da menina no Facebook. Na imagem, 
Lexie – como é chamada -, segura um cartaz com a men-
sagem: “Eu sofri bullying por usar óculos. Compartilhe se 
você é contra o bullying”.
A foto viralizou na internet e atingiu mais de 4 milhões 
de compartilhamentos[...].
No post, milhares de pessoas mandaram mensa-
gens de apoio à menina, como “Óculos são lindos, e você 
também é!”, e “Não deixe as pessoas te colocarem para 
baixo”. Muitas crianças e adultos postaram suas próprias 
fotos usando óculos.
“Eu percebi que outras pessoas usam óculos também, 
e fi quei feliz”, disse Lexie à Folha por telefone.
A garota estuda na mesma escola desde o jardim de 
infância e conta que, depois de ler as mensagens das pes-
soas, se sentiu mais forte para enfrentar o bullying. O pró-
prio colégio tomou iniciativas para combater o problema. 
“Agora isso não acontece mais. A direção pediu para as 
crianças pararem de fazer bullying”, conta.
O problema de visão de Lexie não é dos mais graves, 
e por isso ela não precisa usar óculos o tempo todo. Se-
gundo a mãe, a fi lha costumava esconder os óculos para 
não ter de usá-los.
[...]
Segundo o Departamento de Saúde norte-americano, 
83% das meninas e 79% dos meninos do país afi rmam que 
já sofreram bullying, seja pessoalmente ou pela internet.
[...]
 Carol Oliveira. Menina que sofreu bullying por usar óculos recebe 
apoio na internet. Folha de S.Paulo.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/2016/03/1744601-menina-que-sofreu-bullying-por-u-
sar-oculos-recebe-apoio-na-internet.shtml. Acesso em: 20 jun. 2023.
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48. Qual é o assunto/tema do texto?
49. Quais são as palavras/expressões-chave que estão 
no texto e estabelecem relação com o título do texto 
justificando-o?
50. Quem geralmente lê textos como esse?
51. Onde encontramos esse tipo de texto?
52. Quando e onde esse texto foi publicado?
53. Todo texto tem um sujeito, um autor, um locutor, que 
fala e escreve e se dirige a alguém. Quem é o locutor 
desse texto?
54. Sobre o gênero reportagem, marque verdadeiro (V) ou 
falso (F):
( ) Gênero cuja comunicação é utilizada entre pes-
soas que mantêm algum tipo de relação íntima, e a 
linguagem é predominantemente coloquial.
( ) Tem como principal objetivo a transmissão de 
opinião de pessoas de destaque sobre algum assunto 
de interesse.
( ) É um texto jornalístico divulgado nos meios de 
comunicação de massa, informando fatos de interes-
se público, cuja linguagem deve ser objetiva e clara.
( ) Tem uma linguagem artística, preocupada com 
a seleção e a combinação vocabular, sendo predomi-
nantemente subjetiva.
( ) Gênero que informa sobre determinado tema 
com dados, fatos, depoimentos e opiniões.
55. O texto acima é do gênero
(A) crônica, pois narra fatos do cotidiano.
(B) artigo de opinião, pois expõe um ponto de vista.
(C) propaganda, pois tem a função de persuadir o lei-
tor a comprar um produto.
(D) reportagem, pois informa sobre um assunto com 
dados, fatos, depoimentos e opiniões.
56. Com base no texto, defina com suas palavras o que é 
bullying.
57. O que levou Alexis Hansen a fazer uma postagem na 
internet?
58. A postagem na internet teve um efeito positivo para 
Alexis? Explique.
59. De acordo com o texto, Alexis ficou feliz porque
(A) passou a usar óculos.
(B) gostou dos apelidos que recebeu.
(C ) estuda na mesma escola desde o jardim de infância.
(D) percebeu que outras pessoas usam óculos também.
60. Escreva V para as alternativas verdadeiras e F para 
as falsas.
( ) A repórter do jornal Folha de S. Paulo teve con-
tato pessoal com Alexis Hansen.
( ) O depoimento de Alexis Hansen foi dado à re-
pórter do jornal Folha de S. Paulo por telefone.
( ) A escola tomou providência para que Alexis dei-
xasse de sofrer bullying dos colegas.
► Inferência. Relação entre as partes textuais. Rela-
ções lógico-discursivas. Fato e opinião
Estudante, nesta atividade, continuaremos a ana-
lisar a reportagem “Menina que sofreu bullying por 
usar óculos recebe apoio na internet”, com o objetivo 
de aprofundar seus conhecimentos e, assim, ampliar o 
ensino-aprendizagem. Leia o texto, novamente, e pro-
cure responder às atividades propostas, com o auxílio 
do(a) seu(sua) professor(a).
61. Releia um trecho da reportagem e responda.
“A foto viralizou na internet e atingiu mais de 4 mi-
lhões de compartilhamentos. [...]”
a) Nesse trecho, aparecem duas palavras muito usa-
das nas redes sociais. Quais são elas?
b) O que essas palavras significam?
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62. Algumas palavras e expressões (sinonímia) são utilizados 
no texto para se referirem a outras, evitando que haja re-
petição de palavras, e que o texto tenha uma relação har-
moniosa entre suas partes. No texto, palavras ou expres-
sões foram usadas para se referirem à Alexis Hansen?
63. Em “...e por isso ela não precisa usar óculos o tempo 
todo.”, a palavra “ela” se refere à
(A) mãe.
(B) Alexis.
(C) escola.
(D) internet.
64. Observe as palavras ou expressões destacadas 
em cada trecho do texto e explique qual relação 
lógico-discursiva elas estabelecem.
a) “A foto viralizou na internet e atingiu mais de 4 mi-
lhões de compartilhamentos[...].”
b) “Há dois anos, a americana Alexis Hansen, 7, co-
meçou a usar óculos.”
c) “No post, milhares de pessoas mandaram mensa-
gens de apoio à menina...”
65. No trecho “Segundo a mãe, a fi lha costumava escon-
der os óculos para não ter de usá-los.”, o termo grifado 
veicula uma ideia de
(A) condição.
(B) concessão.
(C) comparação.
(D) conformidade.
66. No trecho, “Na imagem, Lexie – como é chamada -, se-
gura um cartaz com a mensagem: “Eu sofri bullying por 
usar óculos. Compartilhe se você é contra o bullying”. 
Os dois pontos foram empregados com qual intenção?
67. Em “Óculossão lindos, e você também é!”, o ponto de 
exclamação indica
(A) susto.
(B) medo.
(C) dúvida.
(D) admiração.
Coesão referencial e coesão sequencial
A coesão referencial e a coesão sequencial são chama-
das de recursos coesivos por estabelecerem vínculos entre 
as palavras, orações e as partes de um texto.
Coesão referencial
A coesão referencial é responsável por criar um sistema 
de relações entre as palavras e expressões dentro de um tex-
to, permitindo que o leitor identifi que os termos aos quais se 
referem. O termo que indica a entidade ou situação a que o 
falante se refere é chamado de referente.
Exemplo: Ana Elisabete gritou. Ela fi ca apavorada quan-
do fi ca sozinha, apesar de ser uma menina calma e inteligente.
Nesse exemplo, o termo referente é Ana Elisabete. To-
das as vezes que o referente precisa ser retomado no texto, 
podemos utilizar outras palavras para que os leitores pos-
sam retornar e recuperar a ideia.
Coesão sequencial
A coesão sequencial é responsável por criar as condições 
para a progressão textual. De maneira geral, as fl exões de 
tempo e de modo dos verbos e as conjunções são os meca-
nismos responsáveis pela coesão sequencial nos textos.
Alguns exemplos de termos responsáveis pela coesão 
sequencial:
▪ Adição/inclusão - Além disso; também; vale lembrar; 
pois; outrossim; agora; de modo geral; por iguais razões; 
inclusive; até; é certo que; é inegável; em outras palavras; 
além desse fator...
▪ Oposição - Embora; não obstante; entretanto; mas; no 
entanto; porém; ao contrário; diferentemente; por outro lado...
▪ Afi rmação/igualdade - Felizmente; infelizmente; ob-
viamente; na verdade; realmente; de igual forma; do mesmo 
modo que; nesse sentido; semelhantemente...
▪ Exclusão - Somente; só; sequer; senão; exceto; ex-
cluindo; tão somente; apenas...
▪ Enumeração - Em primeiro lugar; a princípio...
▪ Explicação - Como se nota; com efeito; como vimos; 
portanto; pois; é óbvio que; isto é; por exemplo; a saber; de 
fato; aliás...
▪ Conclusão - Em suma; por conseguinte; em última 
análise; por fi m; concluindo; fi nalmente; por tudo isso; em 
síntese, posto isso; assim; consequentemente...
▪ Continuação - Em seguida; depois; no geral; em ter-
mos gerais; por sua vez; outrossim...
Imagem disponível em: https://www.freepik.com/. Acesso em: 10 jul. 2023.
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/coesao-referencial-coesao-sequencial.html. Acesso em: 10 jul. 2023.
Vamos 
refletir???
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Vamos 
refletir???
Fato ou opinião?
Saber identifi car fatos e opiniões, dentro de um texto, é 
muito importante para a compreensão das ideias, de forma 
que possamos entender o que aconteceu e, quando for o 
caso, ter contato com a opinião de alguém sobre isso, mas 
sabendo que pode haver outros pontos de vista. É essencial 
conhecer e respeitar diferentes pontos de vista para, a partir 
disso, construir suas próprias interpretações e opiniões.
Fato - fa·to |ct| (latim factum, -i, aquilo que se fez, faça-
nha, proeza, ato) substantivo masculino
1. Coisa realizada. = ATO, FEITO/ 2. Acontecimento/ 3. 
Sucesso/ 4. Assunto (de que se trata) / 5. Lance.
Opinião - o·pi·ni·ão (latim opinio, -onis) substantivo fe-
minino.
1. Modo de ver pessoal. = IDEIA/ 2. Juízo que se for-
ma de alguém ou de alguma coisa/ 3. Adesão pessoal ao 
que se crê bom ou verdadeiro. = CONVICÇÃO, CRENÇA/ 
4. Manifestação das ideias individuais a respeito de algo ou 
alguém (ex.: dar a sua opinião). = PARECER, VOTO/ 5. Credo 
político. (Também usado no plural.) = CRENÇA/ 6. [Informal] 
Sentimento exagerado de orgulho ou confi ança em si próprio. 
= AMOR-PRÓPRIO, PRESUNÇÃO.
Disponível em: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021 Acesso em: 5 jul. 2023.
Temos, portanto, que fato é algo objetivo, que aconte-
ceu. Opinião, por outro lado, é a ideia de alguém sobre algo 
ou alguém e, portanto, trata-se de algo subjetivo.
Disponível em: https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-aprender/roteiros-de-estudo/estu-
dar-em-casa-diferenca-entre-fato-e-opiniao/#:~:text=Temos%2C%20portanto%2C%20que%20fato%20
%C3%A9,trata%2Dse%20de%20algo%20subjetivo. Acesso em: 5 jul. 2023.
68. Leia as frases abaixo e indique (F) para Fato e (O) 
para Opinião.
a) ( ) “A situação levou Alexis e a mãe, Sierra Winters, 
a postarem uma foto da menina no Facebook.”
b) ( ) “Óculos são lindos, e você também é!”
c) ( ) “...milhares de pessoas mandaram mensagens 
de apoio à menina...”
d) ( ) “A garota (...) se sentiu mais forte para enfrentar 
o bullying.”
e) ( ) “O problema de visão de Lexie não é dos mais 
graves.”
Estudante, a reportagem é um gênero de texto que tem 
como objetivo investigar um assunto para informar e ajudar 
o leitor a formar a sua opinião. Por esta razão, pode conter 
observações ou o ponto de vista do jornalista e de pessoas 
envolvidas com o tema abordado, imagens, gráfi cos, mapas, 
vídeos. Uma reportagem deve trazer sempre o nome do autor 
do texto, a data e em alguns casos, o horário de publicação. O 
título de uma reportagem apresenta letras maiores, cor dife-
rente do corpo do texto e um pequeno resumo do assunto que 
será abordado; essas características têm o objetivo de atrair a 
atenção do leitor.
Disponível em: https://novaescola.org.br/planos-de-aula/fundamental/5ano/lin-
gua-portuguesa/o-que-e-uma-reportagem/2968#:~:text=Uma%20reportagem%20deve%20trazer%20sem-
pre,atrair%20a%20aten%C3%A7%C3%A3o%20do%20leitor. Acesso em: 26 jun. 2023.
Estrutura básica da reportagem
A estrutura básica dos textos jornalísticos é dividida 
em três partes:
1. Título principal e secundário: as reportagens, tal 
qual as notícias, podem apresentar dois títulos, um prin-
cipal e mais abrangente (chamado de Manchete), e outro 
secundário (uma espécie de subtítulo) e mais específi co.
2. Lide: na linguagem jornalística a lide correspon-
de aos primeiros parágrafos dos textos jornalísticos, os 
quais devem conter as informações mais importantes 
que serão discorridas pelo autor. Portanto, a lide pode 
ser considerada uma espécie de resumo, onde as pala-
vras-chave serão apontadas.
3. Corpo do texto: desenvolvimento do texto, sem 
perder de vista o que foi apresentado na Lide. Nessa par-
te, o repórter reúne todas as informações e as apresenta 
num texto coeso e coerente.
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/genero-textual-reportagem/ Acesso em: 26 jun. 2023.
69. Há uma opinião no trecho:
(A) “Eu percebi que outras pessoas usam óculos tam-
bém, e fi quei feliz.”
(B) “Há dois anos, a americana Alexis Hansen, 7, co-
meçou a usar óculos.”
(C) “A foto viralizou na internet e atingiu mais de 4 mi-
lhões de compartilhamentos.”
(D) “...83% das meninas e 79% dos meninos do país 
afi rmam que já sofreram bullying.”
► Proposta de Produção Textual - 9º Ano e 1ª Série
Caro estudante, nas próximas aulas, você produzi-
rá uma reportagem. Para isso, observe as característi-
cas e a estrutura do gênero, bem como as explicações 
feitas pelo(a) seu(sua) professor(a), pois essas servi-
rão de apoio para a sua produção. Não se esqueça de 
ler o exemplo de reportagem “Biomassa já responde 
por quase 10% de toda a matriz energética do Brasil”.
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Como escrever uma reportagem?
A reportagem é um gênero jornalístico informativo que 
amplia uma notícia. Consiste em uma informação mais ou 
menos extensa sobre algum problema, fato ou sucesso na 
atualidade. Pode tratar dos mais variados temas, sempre 
que estes sejam relevantes cara o público e estejam co-
nectados com a realidade.
A boa reportagem traz diferentes perspectivas do fato 
tratado para que, diante da informação dada, o leitor tire 
suas próprias conclusões. Às vezes, quando o tema é po-
lêmico, entrevistam-se diferentes especialistas no assunto 
que dão opiniões divergentes e complementares.Para fazer uma boa reportagem, o repórter deve levar 
em conta as seguintes normas:
• Os fatos devem ser expostos com rigor e objetividade, 
sem que haja opiniões pessoais sobre eles.
• Devem-se relatar os fatos com clareza. Só se pode escre-
ver claramente sobre assuntos que se conhecem com pro-
fundidade; portanto, em toda reportagem é imprescindível 
a documentação prévia.
• E necessário utilizar uma linguagem precisa, com pala-
vras apropriadas e de uso comum. Porém, quando o tema 
necessitar, convém utilizar jargões técnicos. Por exemplo, 
em uma reportagem sobre astronautas, devem-se usar ter-
mos como órbita ou cabine pressurizada.
• O ponto de vista deve ser original em seu enfoque: o 
jornalista levará a seus leitores um novo modo de ver as 
coisas; será capaz de revelar novos ou desconhecidos as-
pectos sobre o assunto.
• É conveniente que o texto tenha um começo atrativo e um 
desenvolvimento interessante.
Disponível em: https://www.coladaweb.com/como-fazer/reportagem/. Acesso em: 26 jun. 2023.
Exemplo de reportagem escrita
Biomassa já responde por quase 10% de toda a 
matriz energética do Brasil
Biomassa é a matéria de origem vegetal ou animal que pode 
virar energia.
Entre os resíduos usados, está o bagaço de cana e os 
resíduos florestais
A biomassa já responde por quase 10% da matriz 
energética brasileira e hoje é uma das principais linhas de 
pesquisa no país. Inclusive, já tem empresa produzindo a 
própria energia a partir da casca de arroz e de aveia.
A maioria dos brasileiros pode até não saber o que é 
biomassa, mas ela está pertinho da gente, todo santo dia.
"Biomassa é toda matéria de origem vegetal ou animal 
que inclui resíduos, inclui plantações energéticas, inclui 
plantações de árvores, que podem ser também aprovei-
tadas energeticamente e, até mesmo, resíduos sólidos 
urbanos, como, por exemplo, o lixo das cidades, resíduos 
rurais e resíduos de animais", explica Suani Coelho, coor-
denadora do Centro Nacional de Referência em Biomassa 
da USP (Universidade de São Paulo).
É difícil imaginar um país com mais biomassa que o 
Brasil e com tanto potencial. A biomassa responde por 
9,53% da matriz energética brasileira.
Destaque para o bagaço de cana, resíduos florestais, 
lichivia, que é um subproduto da indústria papeleira, bio-
gás do lixo e de resíduos agropecuários, casca de arroz, 
entre outras fontes. Mas, segundo os cientistas, o poten-
cial de exploração energética da biomassa do nosso país 
equivaleria em uma conta conservadora a pelo menos 
quatro hidrelétricas de Itaipu.
Apenas a queima do bagaço de cana gera 10 mil me-
gawatts. "Metade disso é para consumo próprio das usi-
nas, mais ou menos metade é usada para ser exportada 
para a rede. Mas nós temos um potencial para dobrar 
essa exportação para a rede, portanto podemos ter mais 
de uma Itaipu sendo produzida e sendo injetada na rede", 
aponta Suani Coelho.
(Trecho da reportagem do Jornal da Globo – 30/10/2014, por André Trigueiro)
Disponível em: https://www.todamateria.com.br/genero-textual-reportagem/ Acesso em: 26 jun. 2023.
TEXTOS MOTIVADORES
TEXTO I
Aprenda a avaliar os riscos de escolher um emprego, 
principalmente se for o primeiro
A vontade de entrar no mercado de trabalho pode 
fazer com que muitos jovens profissionais se joguem no 
primeiro emprego que for oferecido a eles. As crises eco-
nômica e de trabalho pelas quais o Brasil passa também 
contribuem para esse comportamento, já que muitos pro-
fissionais perderam a fonte de renda. Mas antes de aceitar 
a primeira oferta que aparecer, é preciso saber avaliar os 
riscos de escolher um emprego em detrimento de outras 
oportunidades. Pelo menos, é o que defende a economis-
ta e consultora Allison Schrager.
Em artigo publicado na Harvard Business Review, ela 
argumenta que escolher o que define como o caminho certo 
nunca foi tão crucial para o sucesso ao longo da vida. Mas, 
para quem ainda não sabem bem para onde quer ir, Schrager 
afirma que é possível fazer a escolha certa aplicando algu-
mas ferramentas básicas de gerenciamento de risco ao ativo 
mais valioso dos jovens profissionais: seus ganhos futuros.
O segredo para fazer uma boa escolha, segundo a 
economista, é definir metas claras. Ainda que seja sim-
ples, a estratégia também pode ser a parte mais difícil o 
processo, porque a maioria das pessoas não sabe o que 
quer. Há quem saiba claramente desde muito jovem, mas 
outros podem não ter a melhor ideia mesmo em idade mais 
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avançada. Para driblar um pouco essa incerteza, uma al-
ternativa é pensar muito sobre o que se deseja para a pró-
pria carreira, ao invés de conquistas e cargos específicos.
Imagem e texto disponíveis em: https://www.napratica.org.br/avaliar-riscos-de-escolher-um-emprego/ Acesso em: 
26 jun. 2023.
TEXTO II
Desafios do primeiro emprego: como auxiliar a 
juventude?
Por Alexandre Aebi, Tatiana Dezen
A busca pelo primeiro emprego apresenta uma série 
de desafios para a população jovem, podendo variar de 
tamanho e gravidade conforme o perfil, a qualificação, a 
rede de contatos e momento político/econômico do país. 
Antes de propor soluções voltadas a esse público, é preci-
so compreender o ambiente de pressão, estresse e vulne-
rabilidade em que muitos se encontram. No contexto atual, 
de recessão econômica e influenciado por um evento atí-
pico, como é o caso da pandemia do novo coronavírus, 
a população jovem é afetada de maneira desproporcional 
aos impactos no mercado de trabalho. 
Entre 2019 e 2020, a população jovem perdeu mais 
renda e postos de trabalho do que a média da popula-
ção (-18,1% vs. -11,20%). Entre aqueles com 20 a 24 anos 
e pertencentes aos 50% mais pobres, a perda chegou a 
27%. A informação preocupa pois, como apontou o Aspen 
Institute, o desemprego juvenil pode ter consequências 
duradouras ao longo da vida profissional, tais como salá-
rios reprimidos, maior dificuldade no acúmulo de capital e 
diminuição da produtividade.
Como lidar com esses desafios?
Em termos de conteúdo, é possível citar alguns ins-
trumentos que podem auxiliar os jovens a enfrentar esse 
período tortuoso. O desenvolvimento de habilidades liga-
das à nova economia pode ser ferramenta importante para 
responder às demandas do mercado de trabalho. A apli-
cabilidade dessas novas tecnologias, seja de inteligência 
artificial, análise de dados, automação de sistemas, pode 
auxiliar na resolução de problemas, oferecendo impactos 
positivos na produtividade, bem como tornar o perfil profis-
sional mais resiliente.
Além disso, estudos indicam que jovens com habilida-
des socioemocionais e cognitivas têm maior capacidade de 
enfrentar as complexidades e desafios do século XXI (Culli-
nane, 2017), também com implicações positivas no nível da 
produtividade. Jovens com habilidades socioemocionais e 
cognitivas bem desenvolvidas têm mais chance de ter es-
colhas assertivas no tipo de função e organização para seu 
início no mercado de trabalho, assimilando com maior rapi-
dez e maturidade as regras sociais do universo profissional.
Disponível em: https://www.politize.com.br/desafios-do-primeiro-emprego/ Acesso em: 26 jun. 2023.
TEXTO III
Disponível em: https://i.pinimg.com/originals/02/81/5c/02815c2069b67641503d8ef3bc085fdc.png Acesso em: 26 jun. 2023.
TEXTO IV
Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/_BRj7lSriSsk/S79qRtJKfCI/AAAAAAAAAIw/6TGzi3UlOLw/s1600/
primeiro-emprego.jpg Acesso em: 26 jun. 2023.
TEMA
TEMA
Os jovens e o desafio do primeiro emprego
PROPOSTA DE ESCRITA DO GÊNERO REPORTAGEM
A partir da leitura dos textos motivadores e dos seus 
conhecimentos sobre este gênero textual, escreva uma 
reportagem sobre “Os jovens e o desafio do primeiro 
emprego”. Imagine que você é o editor de um jornal e 
que recebeu os dados dos textos de apoio I, II, III e IV 
para construir essa reportagem. Componha seu texto a 
partir deles, sem se esquecer de dar a sua opinião e de 
buscarformar um ponto de vista no leitor. Lembre-se dos 
elementos importantes desse gênero textual, como os tí-
tulos principal e secundário e a lide.
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Folha de Produção de Texto
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Localização - Esse é o termo que se usa para defi nir um 
referencial, ou seja, um sistema que é adotado como refe-
rência para indicar se uma pessoa, ou um ponto, está em 
movimento ou em repouso. Como esse deve ser um siste-
ma ligado à Terra, tem-se como exemplo as coordenadas 
geográfi cas usadas pelo GPS para determinar a localização 
de ruas, prédios, bairros, cidades etc.
Movimentação - Segundo o dicionário, movimentação é o 
ato ou efeito de movimentar, de dar movimento. Essa é a 
ação que consiste no deslocamento de indivíduos, de gru-
pos de pessoas, ou de pontos de um local para outro. Um 
ponto físico está em movimento em relação a um referen-
cial quando sua posição varia no decorrer do tempo.
Trajetória - A trajetória é o lugar geométrico das posições 
ocupadas por um ponto ao longo de um tempo, ou seja, o 
caminho percorrido, desde um ponto de partida (referencial), 
até um ponto de chegada. Pontos fi xos na trajetória são cha-
mados de pontos de referência. A trajetória pode apresentar 
deslocamentos em linha reta e/ou em linha curva
Por exemplo: 
• Um indivíduo está em repouso no ponto referencial A, e 
se movimenta até o ponto B. Porém, devido a obstruções 
geográfi cas, para chegar ao ponto B, deve fazer curvas e 
desvios durante sua trajetória. Observe. 
MATEMÁTICA
Relembrando
Semana 1 
Desta forma, dizemos que a “linha” que determina as diver-
sas posições do objeto no decorrer do tempo, e seu deslo-
camento é a distância percorrida entre os pontos A e B. 
Toda trajetória em linha reta apresenta uma direção que 
pode ser, por exemplo, horizontal ou vertical. Na horizon-
tal pode-se adotar um de dois sentidos possíveis: para a 
direita ou para a esquerda. Na vertical, pode-se adotar um 
de dois sentidos possíveis: para cima ou para baixo.
MALHA QUADRICULADA, CROQUI E MAPAS
A malha quadriculada é uma ferramenta com linhas e 
colunas que formam quadradinhos de mesma medida. 
Pode-se desenhar formas geométricas, mapas, representa-
ções gráfi cas etc. As malhas quadriculadas contribuem para 
os cálculos de perímetro e área nas representações de fi gu-
ras geométricas planas, além de ser suporte para indicar lo-
calização ou movimentação de objetos em duas dimensões.
Localização dos objetos na 
malha quadriculada.
Área e perímetro de um polígo-
no na malha quadriculada.
Os mapas são muito úteis para descrever trajetórias e aju-
dar na localização de pessoas e objetos. Eles devem possuir 
título, legenda e escala que facilitem a leitura e compreen-
são; apresentar pontos de referência fi xos e representar a 
localidade com a maior fi delidade possível das informações.
Os croquis são desenhos básicos ou esboços, ou seja, não 
exigem grande precisão, refi namento gráfi co ou mesmo cui-
dados com preservação de escala.
PLANO CARTESIANO
O plano cartesiano é formado por um sistema de dois ei-
xos perpendiculares entre si, um horizontal e um vertical, 
denominados, respectivamente, eixo das abscissas (x) 
e eixo das ordenadas (y). Esses eixos se encontram em 
um ponto chamado origem (O) e, a partir da origem, os 
eixos são numerados, dividindo o plano em quatro partes 
que são chamadas de quadrantes.
LOCALIZAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO
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Desta forma, quando se tem uma movimentação no plano 
cartesiano, percebe-se que os movimentos para a direita, 
ou para cima, adiciona-se valores. E que os movimentos 
para a esquerda, ou para baixo, subtrai-se valores.para a esquerda, ou para baixo, subtrai-se valores.
COORDENADAS CARTESIANAS
Para localizar um ponto no plano cartesiano, são neces-
sárias duas informações: uma referente ao eixo x e outra 
referente ao eixo y. Essa localização é feita por meio de 
um par ordenado (x, y), em que o primeiro elemento re-
presenta a abscissa do ponto e indica sua posição em re-
lação ao eixo x, e o segundo elemento representa a orde-
nada do ponto e indica sua posição em relação ao eixo y.
Observe, a seguir, as coordenadas de alguns pontos loca-
lizados no plano cartesiano. 
A (2; 4) B (4; 2) C (2; –2) D (3; –4) E (–3; –3)
F (–2; –1) G (–1; 2) H (–4; 3) i (0; 1) J (3; 0)
Obs: Quando a abscissa de um ponto é igual a zero, ele 
se localiza sobre o eixo y e quando a ordenada de um 
ponto é igual a zero, ele se localiza sobre o eixo x.
►Figuras planas formadas por coordenadas cartesianas
Seguindo a defi nição de plano, tem-se que 3 pontos não coli-
neares (não alinhados), defi nem um plano. Ou seja, se existir 
três ou mais pontos não alinhados (que não estão em uma 
reta) no plano cartesiano, estes determinam um polígono.
Por exemplo: 
Pode-se realizar ampliação ou redução 
de um polígono no plano cartesiano mul-
tiplicando ou dividindo as coordenadas dos 
vértices por um número inteiro. 
O losango representado pelos vértices 
E1(2,2); F1(4,6); G1(8,8), H1(6,4) foi amplia-
do em relação ao losango E(1,1); F(2,3); 
G(4,4), H(3,2) pois suas coordenadas car-
tesianas foram multiplicadas por 2, 
ou
o losango representado pelos vértices 
E(1,1); F(2,3); G(4,4), H(3,2) foi reduzido 
em relação ao losango E1(2,2); F1(4,6); 
G1(8,8), H1(6,4) pois suas coordenadas 
cartesianas foram divididas por 2. 
Pode-se ainda modifi car a posição 
da fi gura no plano (simetria). Con-
sidere o quadrado FGHI, localiza-
do no 1º quadrante de coordena-
das A(1,2), B(3,2), C(3,4) e D(1,4).
Veja o que acontece quando se mul-
tiplica as coordenadas desse quadra-
do por – 1.
Com essa multiplicação, modifi camos a posição desse quadrado, represen-
tado por F’G’H’I’, de coordenadas A’(-1,-2), B’(-3,-2), C’(-3,-4) e D’(-1,-4), lo-
calizado no 3º quadrante. 
1. Observe a seguir duas situações de movimentações 
lineares:
a) O ponto de partida de Evandina durante um trajeto 
linear foi (-20,0). 
Ela caminhou 30 metros para a direita, depois em 
repouso, voltou 45 metros para a esquerda e por fi m 
caminhou 50 metros para a direita. Qual foi o ponto em 
que Evandina parou após esse percurso? 
b) Exocetídeos é uma família de peixes marinhos, co-
nhecidos pelo nome comum de peixes-voadores. As 
trajetórias de voo mais longas ocorrem quando o pei-
xe plana baixo paralelo à superfície com uma altura de 
até 1500 mm acima da superfície. 
Imagine que um peixe está se preparando para 
saltar acima da superfície do mar como mostra a 
imagem a seguir:
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Esse peixe faz os seguintes movimentos: saindo do ponto 
inicial (0, – 4000) ele nada 5000 mm para cima e desce 
2500 mm. Em seguida, ele nada 3000 mm para cima e 
desce 5000 mm. Qual a coordenada cartesiana que 
representa a posição deste peixe após esses movimentos? 
2. Observe a representação que Marinalva fez de alguns 
pontos de seu bairro 
Considerando uma letra e um número, dê a localização 
de cada um dos pontos contidos na representação de 
Marinalva.
A → F →
B → G →
C → H →
D → I →
E → J →
3. O mapa do Brasil foi disposto em uma malha quadricu-
lada 10 x 10.
Considerando a localização de alguns estados 
brasileiros com um número e uma letra, valide as 
afi rmações a seguir em V (verdadeiro) ou (F) falso. 
a) ( ) O ponto que representa o estado do Acre está 
localizado nas coordenadas (B, 30).b) ( ) O ponto que representa o estado do Rio de Ja-
neiro está localizado nas coordenadas (G, 50).
c) ( ) O ponto que representa o estado de Santa Ca-
tarina está localizado nas coordenadas (E, 60).
d) ( ) O ponto que representa o estado do Piauí está 
localizado nas coordenadas (F, 30).
e) ( ) O ponto que representa o estado de Goiás está 
localizado nas coordenadas (E, 40).
4. Cada quadradinho da malha quadriculada a seguir 
tem lado medindo 3 cm. Observe os polígonos a se-
guir e responda o que se pede. 
a) Qual é o perímetro do polígono 1? 
b) Qual é o perímetro do polígono 2? 
c) Qual é a relação entre as medidas dos lados da 
fi gura 1 se comparado aos da fi gura 2?
d) Qual é a relação entre o perímetro da fi gura 1 se 
comparado ao perímetro da fi gura 2? 
5. Considere que cada quadradinho da malha quadricu-
lada, a seguir, tem lado medindo 2 m. 
a) Qual é a relação entre as medidas dos lados da 
fi gura 1 se comparado aos da fi gura 2?
b) Qual é a relação entre as medidas dos lados da 
fi gura 2 se comparado aos da fi gura 4?
c) Qual é a relação entre as medidas dos lados da 
fi gura 3 se comparado aos da fi gura 6?
d) Qual é a relação entre as medidas dos lados da 
fi gura 2 se comparado aos da fi gura 5?
e) Complete o quadro a seguir com os respectivos pe-
rímetros de cada fi gura.
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f) Escreva uma síntese do que você percebeu em re-
lação aos lados das fi guras e seus respectivos perí-
metros. Tente responder ao seguinte questionamento: 
“Quando há uma redução da medida do lado de um 
polígono, o que ocorre com seu perímetro?”
6. Cada quadradinho da malha quadriculada tem lado 
medindo 3 cm. Observe os polígonos, a seguir, e res-
ponda o que se pede. 
a) Qual é a área do polígono 1? 
b) Qual é a área do polígono 2? 
c) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 se compa-
rado com a área da fi gura 2?
7. Considere que a malha quadriculada a seguir tem pro-
porção 2m x 2m. 
a) Complete o quadro a seguir com as respectivas 
áreas de cada fi gura. 
b) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 e a área 
da fi gura 2?
c) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 e a área 
da fi gura 3?
d) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 e a área 
da fi gura 4?
e) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 e a área 
da fi gura 5?
f) Qual é a relação entre a área da fi gura 1 e a área 
da fi gura 6?
8. Escreva as coordenadas cartesianas de cada ponto a 
seguir identifi cando o quadrante a qual ele pertence. 
9. O triângulo das Bermudas é uma região do oceano 
Atlântico compreendida entre as cidades de Miami, 
San Juan e a Ilha das Bermudas. Essa região fi cou 
famosa devido ao grande número de aviões, navios e 
submarinos que nela desapareceram. A fi gura abaixo 
mostra um sistema de coordenadas com os vértices 
do triângulo devidamente representados.
Sobre esse triangulo, valide as afi rmações a seguir em 
V para verdadeiras ou F para falsas. 
( ) O ponto B, que representa Bermudas, está loca-
lizado na coordenada cartesiana (7,9). 
( ) O ponto C, que representa San Juan, está locali-
zado na coordenada cartesiana (9,9). 
( ) O ponto E, que representa Miami, está localizado 
na coordenada cartesiana (9,2). 
( ) O triangulo BCE está contido no 1º quadrante do 
plano cartesiano. 
10. A fi gura, a seguir, ilustra, em um plano cartesiano, o 
esboço de um projeto para a construção de um clube.
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As piscinas terão formato circular, e a quadra de 
esportes e o refeitório terão formato poligonal. 
Considerando que cada unidade da malha quadriculada 
mede 1 metro, responda às questões.
a) Quais são os pontos e as coordenadas dos centros 
das duas piscinas?
b) Quais são as coordenadas dos vértices da quadra 
de esportes?
c) Quais são as coordenadas dos vértices do refeitório?
11. A fi gura a seguir ilustra as localizações de alguns pon-
tos no plano.
Marivaldo saiu do ponto W, andou 50 metros para a 
direita, 35 metros para cima, 40 m para a esquerda e 
15 m para baixo.
Ao fi nal do trajeto, Marivaldo estará no ponto
(A) A.
(B) B.
(C) C.
(D) D.
12. (USP) Uma das diagonais de um quadrado tem extre-
midades A (1; 1) e C (3; 3). As coordenadas dos outros 
dois vértices são
(A) (2; 3) e (3; 2).
(B) (3; 1) e (1; 3).
13. No plano cartesiano a seguir, represente o desloca-
mento a partir do ponto A. 
Ponto A: (–4, 4)
1º → 6 unidades na horizontal, no sentido positivo.
2º → 5 unidades na vertical, no sentido negativo.
3º → 7 unidades na horizontal, no sentido positivo.
4º → 2 unidades na vertical, no sentido negativo.
14. Considere que para chegar a cada ponto a seguir, os 
deslocamentos são feitos em um plano cartesiano.
a) Para se chegar ao ponto A: saindo da origem, se-
gue 3 unidades para esquerda, sobe 5 unidades e 
segue mais 12 unidades para direita. Quais as coor-
denadas cartesianas do ponto A? Em qual quadrante 
o ponto A se encontra? 
b) Para se chegar ao ponto B: saindo do ponto (-3,0), 
segue 6 unidades para esquerda, desce 12 unidades 
e segue mais 7 unidades para direita. Quais as coor-
denadas cartesianas do ponto B? Em qual quadrante 
o ponto B se encontra?
15. Observe o quadrado EFGH contido no plano cartesia-
no a seguir. 
Multiplique as coordenadas do quadrado EFGH por 
( ) e desenhe o novo quadrado E’F’G’H’ no plano 
cartesiano indicando as novas coordenadas como na 
representação dada.
16. O mapa do Brasil foi disposto em um plano cartesiano 
quadriculado. Ligue os pontos às suas respectivas co-
ordenadas cartesianas. 
(C) (3; 0) e (1; 3).
(D) (5; 2) e (4; 1).
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17. (ENEM – 2021/Reaplicação – Adaptada) Uma moça es-
tacionou seu carro na interseção da Rua 1 com a Aveni-
da A. Ela está hospedada em um hotel na Rua 3, posi-
cionado a exatos 40 metros de distância da Avenida A, 
contados a partir da Avenida A em direção à Avenida B.
No mapa está representado um plano cartesiano 
cujo eixo das abscissas coincide com a Avenida A e 
o das ordenadas, com a Rua 1, sendo a origem (0, 
0) o local onde se encontra estacionado o veículo. Os 
quarteirões formados pelos cruzamentos dessas vias 
formam quadrados de lados medindo 100 m.
Marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.
a) ( ) O Hotel está localizado no 4º quadrante. 
b) ( ) A coordenada cartesiana que que representa a 
localização do hotel é (40,200)
c) ( ) O ponto que representa a localização do hotel 
é o D. 
d) ( ) O ponto C, que representa a localização do 
hotel, está no 1º quadrante. 
18. (ENEM – 2020/Digital – Adaptada) O gráfi co mostra 
o início da trajetória de um robô que parte do ponto A 
(2: 0), movimentando-se para cima ou para a direita, 
com velocidade de uma unidade de comprimento por 
segundo, no plano cartesiano.
O gráfi co exemplifi ca uma trajetória desse robô, 
durante 6 segundos.
Supondo que esse robô continue essa mesma 
trajetória, qual será sua coordenada, após 18 
segundos de caminhada, contando o tempo a partir 
do ponto A? Encontre a solução cartesiana e desenhe 
essa trajetória no plano cartesiano dado na questão. 
Relembrando
 POLÍGONOS
Os polígonos estão presentes no cotidiano. Basta observar 
o mundo ao redor: praças, quadras de casas, estruturas pre-
diais, ruas e avenidas etc. Esses exemplos ajudam a compre-
ender a ideia do que é um polígono. Polígono é um contorno 
formado por segmentos consecutivos não-colineares.
Segue algumas fi guras cujos contornos são polígonos:
A fi gura a seguir apresenta 3 vértices (A, B, C), 3 lados (a, b, 
c), ângulo interno (h) e ângulo externo (k). 
Observação: se o ângulo interno e o ângulo externo são adja-
centes, são também suplementares, ou seja, a soma de suas 
medidas é sempre igual a 180°.
Os polígonos são classifi cados em convexos (quando

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