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Tema: Técnicas Cognitivas 
e Comportamentais.
PSICOTERAPIA 
COGNITIVA
PROFa. Ana Carolina Carvalho A Fulaneto
CRP 06/153439
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
TÉCNICAS DE REGULAÇÃO EMOCIONAL
O objetivo da TCC é reduzir o grau e a duração da emoção
negativa que não parece ser proporcional à situação (dada a
cultura e as circunstâncias do cliente), em geral relacionada a
percepções distorcidas ou inúteis.
A aceitação da emoção negativa (em vez da evitação) é essencial
para alguns clientes (Linehan, 2015; Segal et al., 2018).
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Reenquadramento, Engajamento em Comportamento de Valor e
Autotranquilização
Na maioria das vezes em que me sinto angustiada, verifico a acurácia do
meu pensamento e faço solução de problemas. Mas ocasionalmente fico
emperrada pensando de uma forma inútil.
Por exemplo, isso me acontece algumas vezes quando tenho um problema que
não consigo resolver, pelo menos no momento, ou quando estou me sentindo
irritada por alguma coisa que não posso mudar. Se o exame do meu pensamento
não ajudar, eu mudo meu foco.
Digo a mim mesma: ―Pensar sobre isso agora não é útil. Tudo bem se eu
estiver me sentindo __________ (nervosa, irritada, etc.). Devo apenas
retomar o foco no que estou fazendo (ou me engajar em uma ação de valor).
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Inúmeros sites listam atividades prazerosas e autotranquilizadoras,
exercícios de relaxamento ou mindfulness. Para citar apenas alguns, o cliente
pode voltar o foco para a tarefa em questão, para sua experiência imediata
(usando todos os seus sentidos, especialmente se estiver ruminando sobre
acontecimentos passados ou obcecado sobre acontecimentos futuros), para seu
corpo ou sua respiração, ou para suas aspirações e planejar trabalhar voltado
para essas aspirações. Ele pode se engajar em várias atividades: ação de
valor, conversar com outras pessoas, navegar na internet, jogar um
videogame, publicar ou visualizar posts nas mídias sociais, fazer tarefas
domésticas, exercitar-se, tomar um banho de banheira ou chuveiro,
interagir com crianças ou animais de estimação ou praticar gratidão.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Relaxamento
Muitos clientes, sobretudo aqueles que experimentam tensão corporal,
beneficiam-se da aprendizagem de técnicas de relaxamento, descritas em
detalhes em outro lugar (Benson, 1975; Davis et al., 2008; Jacobson, 1974).
Existem diversos tipos de exercícios de relaxamento, incluindo relaxamento
muscular progressivo (RMP), imaginário e respiração lenta/e ou profunda.
O RMP ensina o cliente a alternadamente tensionar e então relaxar grupos
musculares de forma sistemática. O imaginário envolve fazer o cliente
criar uma visão na sua mente de sentir-se relaxado, calmo e seguro em
um ambiente particular, como deitado em uma praia. Também são inúmeros
os exercícios de respiração que você pode ensinar ao cliente.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
TREINAMENTO DE HABILIDADES
Muitos clientes deprimidos apresentam déficits em certas habilidades,
incluindo comunicação, parentalidade efetiva, entrevista de emprego,
orçamento, administração da casa ou do tempo, organização e
relacionamentos.
Quando identificar um déficit nas habilidades, apresente uma justificativa para
trabalhar nele e então tome uma decisão colaborativa para fazê-lo. Descreva a
habilidade e a demonstre durante a sessão. Livros de autoajuda e livros de
exercícios de TCC também podem ser úteis para ensinar aos clientes
algumas habilidades
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
No entanto, quando identificar um obstáculo ou problema, você precisará
ver se o cliente tem um déficit real na habilidade ou se ele tem cognições
que interferem no uso de uma habilidade que ele já possui.
Você pode perguntar: ―Se tivesse certeza de que obteria um bom
resultado, então o que faria ou diria?. Se ele lhe der uma resposta razoável,
poderá não precisar de treinamento de habilidades, apenas reestruturação
cognitiva.
Por exemplo, o pensamento: ―E se eu cometer um erro? pode levar o cliente a
evitar realizar uma tarefa que ele sabe como fazer. ―Se eu tentar colocar
limites no meu filho, ele não vai me ouvir de qualquer modo - pode originar uma
parentalidade excessivamente permissiva. No entanto, esses clientes podem ter
habilidades adequadas.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
SOLUÇÃO DE PROBLEMAS
Em associação com seus transtornos psicológicos ou além deles, os clientes
enfrentam obstáculos na vida real para dar os passos em direção à ação de
valor ou para realizar suas aspirações.
A cada sessão, você irá encorajar o cliente a olhar para o futuro, para a
próxima semana ou semanas, pensar sobre o que ele pode fazer para
melhorar sua experiência e identificar obstáculos ou problemas potenciais.
São várias as abordagens a escolher, dependendo da natureza das dificuldades
previstas.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Dificuldade na Solução de Problemas
Você pode focar no encorajamento do cliente para encontrar soluções para o
problema, em consonância com seus valores e aspirações. Quando o cliente
tem algum déficit nas habilidades para solução de problemas, ele pode se
beneficiar da instrução direta sobre solução de problemas, onde aprenderá a
especificar um problema, elaborar soluções, escolher uma solução, implementá-la
e avaliar a sua eficácia (ver, p. ex., D‘Zurilla & Nezu, 2006).
Você também pergunta ao cliente como ele resolveu problemas parecidos no
passado, ou como ele aconselharia um amigo próximo ou um familiar a
resolver o mesmo tipo de problema. Ou você mesmo pode oferecer soluções
potenciais. Também é possível usar autoexposição criteriosa, quando relevante.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Quando os Problemas Não Podem Ser Resolvidos
É claro que nem todos os problemas podem ser resolvidos. Quando os problemas
não estão causando muita angústia, o cliente pode ser capaz de aceitá-los sem
muita ajuda da sua parte.
Você pode lhe ensinar a técnica do ―Ah, tá bem. (J. S. Beck, 2007). ―Ah, tá bem.
é uma versão abreviada para
―Não gosto desta situação ou problema. Mas não há nada que eu possa
fazer para mudá-la, não se eu quiser atingir meu objetivo. Portanto, é melhor
parar de lutar, aceitá-la e mudar minha atenção para outra coisa.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Quando os Problemas Têm uma Baixa Probabilidade de Ocorrência
Quando é improvável que os problemas ocorram, você pode ajudar o cliente a
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
TOMADA DE DECISÕES
Muitos clientes, sobremaneira aqueles que estão deprimidos, têm dificuldade
para tomar decisões.
Quando o cliente quer a sua ajuda nesta área, peça que ele liste as
vantagens e desvantagens de cada opção e então o ajude a criar um
sistema para pesar cada item e tirar uma conclusão sobre qual opção
parece ser a melhor
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
INDICAÇÕES DE TAREFAS GRADATIVAS E A ANALOGIA DA ESCADA
Clientes deprimidos facilmente se sentem sobrecarregados por tarefas que
precisam realizar. É importante dividir tarefas maiores em partes
administráveis (Beck et al., 1979).
Para atingir um objetivo, você em geral precisa realizar inúmeras tarefas ou dar
inúmeros passos ao longo do caminho. Os clientes tendem a se sentir
sobrecarregados quando focam no quão distantes estão de um objetivo, em
vez de focar no seu passo atual. Uma representação gráfica dos passos
costuma ser tranquilizadora
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
EXPOSIÇÃO
Clientes deprimidos e ansiosos costumam se engajar em evitação, uma
estratégia de enfrentamento. Eles podem se sentir sem esperança para se
engajar em certas atividades (―Ligar para os meus amigos não vai me fazer
bem. Eles não vão querer me ver‖) ou temerosos (―Se eu [fizer esta atividade],
algo ruim vai acontecer‖).
A evitaçãopode ser bem evidente (p. ex., clientes que passam muito tempo
na cama, evitam atividades de autocuidado, tarefas domésticas, socializar e
pequenos afazeres).
Estas últimas evitações são comportamentos de segurança (Salkovskis, 1996).
Os clientes acreditam que esses comportamentos irão afastar a ansiedade ou os
desfechos temidos. Embora a evitação tenda a proporcionar alívio imediato (e,
portanto, é reforçadora), ela perpetua o problema.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
DRAMATIZAÇÃO
A dramatização é uma técnica que pode ser usada para uma ampla variedade de
propósitos. dramatizações podem revelar pensamentos automáticos, desenvolver
uma resposta adaptativa e modificar crenças intermediárias e nucleares. As
dramatizações também são úteis na aprendizagem e prática de habilidades
sociais.
Ex. simulação de diálogos em uma padaria.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
USO DA TÉCNICA DA “PIZZA”
Com frequência é útil que os clientes vejam suas ideias na forma de um gráfico.
O quadro em forma de pizza pode ser usado de muitas maneiras, por
exemplo, ajudando o cliente a definir objetivos.
Também pode indicar quanto tempo ele atualmente está dedicando a
cumprir suas aspirações ou valores (Fig. 19.4).
Outro uso do quadro em forma de pizza é determinar a responsabilidade
relativa para um determinado desfecho (Fig. 19.5).
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
AUTOCOMPARAÇÕES
Os clientes com frequência têm pensamentos automáticos na forma de
comparações inúteis. Eles se comparam no presente com como eram antes
do início do seu transtorno, ou com como gostariam de ser, ou se comparam
com outras pessoas que não têm um transtorno psiquiátrico. Fazer isso ajuda a
manter ou a aumentar sua disforia.
O psicólogo irá ajudar a ver que suas comparações são inúteis. Então
ensinar a fazer comparações mais funcionais (consigo mesma em seu
pior momento).
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
RESUMO
Em suma, existe uma grande variedade de técnicas usadas na TCC. Algumas se
aplicam a todas as condições; algumas são específicas para um transtorno
particular. Muitas são adaptadas de outras modalidades. Essas técnicas podem
influenciar o pensamento, o comportamento e/ou a excitação fisiológica dos
clientes, além do seu humor.
Algumas aumentam o afeto positivo, algumas diminuem o afeto negativo e
algumas fazem as duas coisas. Algumas técnicas ajudam os clientes a regularem
suas emoções; outras lhes ensinam habilidades.
Você irá selecionar as técnicas, apresentar uma justificativa, obter a
concordância do cliente e então empregá-las. Use sua conceitualização do
cliente como um guia.
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
Profa. Ana Carolina Carvalho A. Fulaneto 
EXERCÍCIOS PRÁTICOS
Pense em uma decisão que você precisa tomar ou que pode se imaginar
tendo que tomar. Escreva as vantagens e desvantagens de uma opção
versus a outra.
Além disso, faça um diagrama em forma de pizza mostrando sua
pretensão de uso do tempo versus o gasto de tempo real.
PROFa. Ana Carolina Carvalho A Fulaneto
CRP 06/153439
Referências
BECK, J. S. Terapia Cognitivo-Comportamental. Teoria e Prática. 3. ed. Porto
Alegre: Artmed, 2013, cap. 19.
Próxima aula
LIMA, M. S. et al. Depressão. In: KNAPP, P. (Org.). Terapia cognitivo-
comportamental na prática psiquiátrica. Porto Alegre: Artmed, 2004, p. 168-
192.

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