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Hiperprolactinemia 
 
 
Cabe ressaltar, a princípio, que a 
prolactina é produzida na hipófise com 
regulação inibitória do hipotálamo - 
através da dopamina. 
 
- Dopamina cortada: aumento 
espontâneo da prolactina 
 
Apesar disso, a prolactina sofre efeito 
de outros estímulos, como o 
serotoninérgico e o opioidérgico. Os 
mais importantes são: 
 
- Estímulo de sucção; 
- Aumento do estrogênio; 
- TRH (que também estimula o 
TSH); 
 
O TRH funciona como um estímulo 
secundário à prolactina. 
 
Níveis Normais de Prolactina: 
 
 
Grupo Valor normal 
Mulheres não 
grávidas 
5 – 25 ng/mL 
Homens 5 – 15 ng/mL 
Gravidez até 200–300 ng/mL 
Pós-menopausa 60% da prolactina 
alta medida: 
Hiperprolactinemia 
Verdadeira 
- Se mantêm ou igual a 10 
mm ou > 1 cm 
Prolactina de 
100 a 200 
ng/ml 
Prolactina de 
250 ou +, 
podendo 
alcançar 2000 
ng/ml 
 
Observação: Em macroadenomas 
volumosos > 3cm, pode haver 
prolactina falsamente baixo, 
inferior a 250 ou 200, ou até 
normal. 
 
 ⇓ 
 
 
Efeito Gancho: 
 
Níveis falsamente baixos de PRL, 
pois o excesso desta faz com que a 
ligação a ligação do anticorpo 
sinalizador não ocorra - ficando 
indetectável. 
 
Mas, no geral, em pacientes com 
prolactinomas gigantes os níveis de 
PRL excederam 1.000 ng/ml 
 
Sintomas Comuns de 
prolactinomas: 
 
- Cefaleia; 
- Alterações Visuais 
(hemianopsia bitemporal); 
- Hipopituitarismo 
(diminuição de outros 
hormônios da hipófise). 
- 
 
DIAGNÓSTICO: 
 
Utiliza-se o nível basal de 
prolactina: 
 
- De manhã; 
- Em repouso; 
- Evitar estresse, exercício e 
relação sexual nas 24h 
anteriores. 
 
 
E SE FOR OUTRO TIPO DE MASSA 
- QUE NÃO SEJA PROLACTINOMA? 
 
 
Outros tipos de massa - que apesar 
de não produzirem prolactina, 
podem comprimir a haste 
hipofisária - podem causar um 
aumento leve de prolactina ( 250 ng/ml são sugestivos de 
prolactinoma! 
 
 
 
TRATAMENTO: 
 
Já que trata-se de uma diminuição 
da inibição dopaminérgica, o 
tratamento consiste em: 
 
1° LINHA: 
 
AGONISTAS 
DOPAMINÉRGICOS 
 
 
exemplo: 
 
CAB = Cabergoline 
 
 
Dose inicial: 0,25 mg 2 vezes por 
semana. 
- Exemplo: segunda e quinta 
Ajuste da dose: após 4-6 semanas 
 
Dose comum: 0,5 – 1 mg por 
semana 
- Alguns pacientes podem 
precisar de até 2 mg/semana 
ou mais. 
 
INDICAÇÃO CIRÚRGICA: 
Prolactinomas 
 
➔ Microprolactinoma ou 
Macroprolactinomas Knosp 0 
ou 1; 
➔ Perda visual 
progressiva/persistente 
➔ Apoplexia 
➔ Intolerância ou resistência 
aos AD 
➔ Redução tumoral antes da 
gestação 
➔ Correção da fístula liquórica 
 
 
Relação prolactinoma - Knosp 0/1: 
 
Quando a massa ainda não invadiu 
tanto o seio cavernoso, o risco de 
complicações, como a lesão da 
artéria carótida interna e outras 
estruturas nervosas/vasculares é 
baixa. Ou seja, ainda é possível a 
remoção. Em Knosp 2-4, o risco é 
alto, preferência medicamentosa ou 
de radioterapia adjuvante. 
 
 
ENTENDENDO A RELAÇÃO 
 
❖ Hipotireoidismo - Aumento 
de Prolactina - Amenorreia 
 
 
A baixa produção de T3 e T4 gera 
um feedback positivo, fazendo com 
que mais TRH seja liberado pelo 
hipotálamo. 
 
⇊ 
 
O TRH estimula não só a liberação 
de TSH, mas também de Prolactina 
 
⇊ 
 
Prolactina aumenta 
 
⇊ 
 
Prolactina aumentada faz feedback 
negativo sobre a liberação de GnRH 
no hipotálamo 
 
⇊ 
 
Menos GnRH = Menos LH e FSS 
 
⇊ 
 
Não há desenvolvimento folicular 
 
⇊ 
 
Mulher não menstrua! 
 
 
obs: Quem faz o feedback negativo ou 
positivo no hipotálamo é o nível de T3 e T4.

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