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CONCLUSÃO Com base nos resultados obtidos ao longo do experimento, foi possível observar, na prática, como os princípios da Análise do Comportamento se organizam e se relacionam na modificação do comportamento. No nível operante, a ausência da resposta de pressionar a barra evidenciou que esse comportamento não fazia parte do repertório inicial do sujeito, sendo predominantes respostas mais prováveis no contexto, como farejar, limpar-se e levantar. Esse aspecto reforça a relevância de considerar o repertório comportamental já estabelecido antes de qualquer intervenção. A partir da modelagem, observou-se a construção gradual da resposta-alvo por meio do reforçamento de aproximações sucessivas, o que possibilitou a instalação de um comportamento que, inicialmente, não era emitido. Esse processo evidencia, de maneira concreta, como novas respostas podem ser estabelecidas a partir de contingências bem definidas. Já no reforçamento contínuo, a frequência da resposta aumentou de forma consistente, indicando que a relação entre comportamento e consequência foi efetiva no fortalecimento da resposta. Assim, foi possível verificar a função do reforço na manutenção do comportamento após sua aquisição. Dessa forma, o experimento permitiu compreender, de maneira aplicada, que o comportamento é diretamente influenciado pelas contingências ambientais, podendo ser instalado, fortalecido e mantido a partir de procedimentos sistemáticos. A experiência contribuiu, portanto, para aproximar os conceitos teóricos da vivência prática, favorecendo uma compreensão mais significativa dos processos envolvidos na aquisição e manutenção de comportamentos dentro da abordagem comportamental.