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UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ – UNOPAR
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA
O DÉFICIT DE MATERIAIS ESSENCIAIS NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE (UBS)
VILHENA
MARÇO/2026
UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ – UNOPAR
CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM RADIOLOGIA
FABRICIA ALVES DE OLIVEIRA
JANIELE BARBOSA DE LIMA ROSA
MATHEUS RODRIGUES GOMES
RANA TALINE OLIVEIRA DE ALENCAR
Trabalho acadêmico apresentado à Universidade Norte do Paraná – UNOPAR, no curso Superior de Tecnologia em Radiologia, como requisito avaliativo da disciplina ministrada pela instrutora Marizete Dos Santos. O estudo aborda os impactos da falta de insumos e materiais essenciais nas Unidades Básicas de Saúde, bem como possíveis estratégias para melhorar a gestão e a qualidade da assistência prestada à população.
Instrutora: Marizete Dos Santos
VILHENA
MARÇO/2026
SUMÁRIO
1.	INTRODUÇÃO	4
2.	DESENVOLVIMENTO	5
3.	CONCLUSÃO	7
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	8
INTRODUÇÃO
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) desempenham papel fundamental na organização da atenção primária no Brasil, sendo responsáveis por garantir o acesso inicial da população aos serviços de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). 
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Nesse contexto, essas unidades atuam na promoção da saúde, prevenção de doenças e acompanhamento contínuo dos usuários. No entanto, apesar de sua relevância, muitas UBS enfrentam desafios significativos relacionados à falta de materiais essenciais, o que compromete a qualidade do atendimento e evidencia a necessidade de melhorias na gestão e no planejamento dos recursos disponíveis.
DESENVOLVIMENTO
No que diz a respeito aos desafios enfrentados pelas Unidades Básicas de Saúde, observa-se em diversas realidades municipais um déficit significativo de materiais essenciais, incluindo insumos para curativos, materiais destinados à realização de exames e outros recursos fundamentais para o funcionamento adequado da assistência.
A escassez de materiais como gazes, luvas, seringas, soluções antissépticas, tubos para coleta de exames e equipamentos básicos de aferição compromete diretamente a qualidade do atendimento prestado. A ausência desses insumos obriga profissionais a adiarem procedimentos, improvisarem condutas ou realizarem encaminhamentos desnecessários para outros níveis de atenção, sobrecarregando o sistema de saúde.
Além do impacto assistencial, a falta de recursos compromete a segurança do paciente, aumentando o risco de infecções, falhas diagnósticas e agravamento de condições clínicas. O trabalho da equipe multiprofissional também é afetado, gerando frustração, sobrecarga emocional e dificuldades no cumprimento de protocolos técnicos e éticos.
Entre as principais causas do déficit de materiais estão falhas na gestão de estoque, planejamento inadequado de compras, limitações orçamentárias e problemas na logística de distribuição. A ausência de sistemas informatizados eficientes dificulta o controle de consumo e a previsão de demandas futuras.
Um dos principais desafios enfrentados na gestão de insumos farmacêuticos é a falha na previsão de demanda. Muitas unidades de saúde ainda não dispõem de sistemas adequados de registro de consumo e dispensação de medicamentos. Isso dificulta a elaboração de previsões precisas sobre as quantidades necessárias para atender a população. Como consequência, é comum o enfrentamento de problemas de desabastecimento, o que impede que os pacientes recebam os medicamentos necessários para seus tratamentos. 
Por outro lado, em alguns casos, há compras excessivas, o que gera vencimento de medicamentos e desperdício de recursos financeiros, comprometendo o uso adequado do orçamento destinado à saúde.
Para enfrentar essa problemática, torna-se fundamental a implementação de estratégias de gestão eficazes. A adoção de sistemas digitais de controle de estoque permite maior organização e monitoramento contínuo dos insumos. O planejamento baseado em dados epidemiológicos e na média de atendimentos mensais contribui para aquisições mais assertivas.
Outra solução relevante é a realização de compras consorciadas entre municípios, aumentando o poder de negociação e reduzindo custos. A capacitação contínua de gestores e profissionais responsáveis pelo almoxarifado também é essencial para evitar desperdícios e rupturas de estoque.
Ademais, o fortalecimento do controle social, por meio da participação de conselhos locais de saúde, promove maior transparência na aplicação dos recursos públicos. Auditorias periódicas e monitoramento interno auxiliam na identificação de falhas e na correção de irregularidades.
CONCLUSÃO
Diante desse cenário, torna-se evidente que a escassez de materiais essenciais nas Unidades Básicas de Saúde representa um obstáculo significativo para a efetividade da atenção primária. Esse problema ultrapassa questões administrativas, refletindo diretamente na qualidade do cuidado, na segurança dos pacientes e nas condições de trabalho dos profissionais de saúde.
 Assim, é imprescindível investir em estratégias de gestão mais eficientes, planejamento adequado e maior transparência na utilização dos recursos públicos. Somente por meio dessas ações será possível fortalecer as UBS, garantindo um atendimento mais resolutivo, seguro e humanizado à população.
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
SILVA, Larissa Azevedo de Castro Soares. Gestão de insumos no âmbito do SUS: Uma revisão de literatura com o foco nas farmácias das UBS e USF brasileira . 2025.
DE ALMEIDA, Fabiana Lima; DA CUNHA, Maria Francisca Marques; DO NASCIMENTO, Marineide Martiniano. Unidade básica de saúde em contextos urbanos e rurais: Desafios e limitações. Revista Multidisciplinar do Nordeste Mineiro, v. 17, n. 1, p. 1-24, 2025.
MELONI, Diego Roberto. Estratégias organizacionais para o acesso e integridade da assistência na atenção primária à saúde. 2020. Tese de Doutorado. Universidade de São Paulo.

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