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Comércio Internacional INTEGRAÇÃO ECONÔMICA DEFINIÇÃO: É O PROCESSO DE UNIÃO ECONÔMICA ENTRE PAÍSES. VISA AUMENTAR A EFICIÊNCIA E O CRESCIMENTO. OBJETIVOS: REDUÇÃO DE BARREIRAS COMERCIAIS, LIVRE CIRCULAÇÃO DE BENS, SERVIÇOS E FATORES DE PRODUÇÃO. IMPACTOS: MAIOR INTERDEPENDÊNCIA ECONÔMICA, HARMONIZAÇÃO DE POLÍTICAS. VANTAGENS: AUMENTO DO COMÉRCIO, ECONOMIAS DE ESCALA, ATRAÇÃO DE INVESTIMENTOS. DESVANTAGENS: PERDA DE SOBERANIA, AJUSTES ESTRUTURAIS, DESIGUALDADES REGIONAIS. ALGUNS DOS PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS : MERCOSUL, CARICOM, SICA, USMCA (América), UNIÃO EUROPEIA (Europa), SADC, ECOWAS (África), OCS, ASEAN, UEE (Eurásia)... FASES DA INTEGRAÇÃO ECONÔMICA 1. ZONA DE LIVRE COMÉRCIO 2. UNIÃO ADUANEIRA 3. MERCADO COMUM 4. UNIÃO ECONÔMICA ZONA DE LIVRE COMÉRICO • Tarifas reduzidas ou eliminadas entre membros. • Estimula o comércio entre os países participante. • Definem quais produtos se beneficiam das tarifas reduzidas (regras de origem). EXEMPLOS: NAFTA (1994) – Canadá, EUA e México. Eliminou tarifas. USMCA (2020) – Substituiu o NAFTA e modernizou regras de comércio. Impactos: Aumento do comércio regional. Desafios em setores específicos. UNIÃO ADUANEIRA • Tarifa Externa Comum (TEC) Países membros adotam uma tarifa única para importações de fora da união. • Política Comercial Comum Negociação conjunta de acordos comerciais com outros países. • Livre Comércio Interno Eliminação de tarifas e barreiras dentro da união. MERCADO COMUM • Livre Circulação de Capital Investimentos entre países membros. • Livre circulação de pessoas Trabalho e residência sem restrições. • Livre Circulação de Serviços Prestação de serviços sem barreiras. EXEMPLOS: MERCOSUL (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai + países associados). – Livre movimentação. Impacto: Facilita o turismo, negócios e intercambio cultural. UNIÃO ECONÔMICA: HARMONIZAÇÃO DE POLÍTICAS ECONÔMICAS • Política Monetária • Política Fiscal • Política Social • Política Cambial EXEMPLOS: União Europeia – Moeda única, Banco Central Europeu (BCE). Desafios: Crises financeiras e divergências econômicas. INTEGRAÇÃO ECONÔMICA TOTAL: UNIFICAÇÃO DE POLÍTICAS ACORDOS COMERCIAIS INTERNACIONAIS Exemplos: OMC, MERCOSUL, ALADI. INCOTERMS: TERMOS INTERNACIONAIS DE COMÉRCIO São normas padronizadas que definem responsabilidades entre comprador e vendedor no comércio internacional. Tem 11 siglas que alocam riscos, custos e obrigações contratuais. (em vigor desde janeiro de 2020). Definição Básica: Abreviatura de “International Commercial Terms”. Criado pela Câmara de Comércio Internacional (CCI). Função: Regras voluntárias que regulam aspectos essenciais do comércio internacional entre partes. Aplicação: Facilitam o entendimento entre exportador e importador. Aplicável no comercio exterior de produtos. IMPORTÂNCIA: Padronização global, Clareza contratual, Gestão de riscos. CLASSIFICAÇÃO Grupo E: Mínima responsabilidade do vendedor. • Local de entrega: No estabelecimento do vendedor. • Custos: O comprador assume todos os custos do transporte. • Riscos: O comprador assume todos os ricos: EXW: Representa menor responsabilidade para o vendedor em todo o comércio internacional. Pode ser usado em qualquer modo de transporte. Grupo F: Transporte principal não pago pelo vendedor. • FCA (Free Carrier): Livre no transportador. Aplicável a qualquer tipo de transporte. Qualquer meio de transporte, o vendedor cumpre suas obrigações quando entrega a mercadoria, no local determinado. O vendedor assume os riscos e custos até a entrega da mercadoria. • FAS (Free Alongside Ship): Livre ao lado do navio. Exclusivo para transporte marítimo. Deve ser usado apenas no sistema aquaviário (marítimo, fluvial, lacustre). Nesse termo o vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada ao lado do navio transportador. O vendedor assume os custos e riscos. • FOB (Free On Board): Livre a Bordo. Exclusivo para transporte marítimo. Usado apenas no sistema aquaviário. O vendedor entrega a mercadoria a bordo da embarcação designada pelo comprador. Os riscos é transferido para o comprador nesse momento. Grupo C: Transporte principal (frete internacional) pago pelo vendedor. • CFR (seguro não obrigatório) Usado apenas no sistema aquaviário. O vendedor é responsável pelo pagamento do frete até o porto de destino designado. Os riscos e custos são transferidos em locais diferentes. • CIF (seguro obrigatório) Sistema aquaviário. O comprador deverá receber a mercadoria no porto de destino. O vendedor também contrata seguro (risco de perda ou dano). Toda sigla que tiver (i) significa adicional do seguro. Ex: CIF, CIP • CPT (não obrigatório) Qualquer modo de transporte. O vendedor contrata e paga o frete para levar as mercadorias ao local de destino designado. • CIP (obrigatório) Qualquer meio de transporte. As responsabilidades do vendedor são as mesmas descritas do CPT, acrescidas da contração e pagamento do seguro até o destino. Grupo D: Máxima responsabilidade do vendedor. • DAP: Mercadoria entregue no local designado, pronta para descarga. Vendedor assume riscos e custos até o destino. Qualquer meio de transporte. • DPU: Mercadoria entregue e descarregada no local. Substitui o antigo DAT nos Incoterms 2020. Qualquer meio de transporte. • DDP: Máxima obrigação do vendedor. Inclui entrega com impostos e direitos aduaneiros pagos. Qualquer transporte. Cada vez que o local fica mais distante do local do exportador, o comprador passa a ter mais responsabilidade. FAS, FOB, CFR, CIF = VIA MARÍTIMA EXW, FCA, CPT, CIP, DAP, DPU, DDP = QUALQUER MEIO DE TRANSPORTE. APLICAÇÕES PÁTRICAS DOS INCOTERMS A aplicação correta exige especificação precisa na documentação. Exemplo: "FOB Porto de Santos, Brasil, Incoterms® 2020". MODALIDADES DE PAGAMENTO INTERNACIONAL A escolha da modalidade de pagamento é feita entre o exportador e o importador e vai depender do grau de confiança comercial existente entre as partes, das exigências do país importador e das disponibilidades das linhas de financiamento. As duas formas que mais protegem a quem vende são: Pagamento antecipado e cartão de crédito. As formas que não garantem o exportador são: Cobrança documentária e simples Remessa. PAGAMENTO ANTECIPADO No pagamento antecipado, o importador paga antes do embarque da mercadoria. Não é utilizado com frequência, pois coloca o importador na dependência do exportador. PROCEDIMENTOS • Após o pagamento, o exportador providencia o embarque e envia a documentação. • O exportador deve contratar operação de câmbio antes do embarque, junto a um banco. • O valor em moeda estrangeira é convertido em reais pela taxa de câmbio vigente no dia da operação. RISCOS E BENEFÍCIOS Importador: Paga antes de receber a mercadoria, ficando exposto à inadimplência. Exportador: Recebe o pagamento antecipado, não corre risco de inadimplência. Mas como desvantagem assume o risco da variação cambial. CARTÃO DE CRÉDITO/CRÉDITO DOCUMENTÁRIO É a modalidade de pagamento mais utilizada no comércio internacional, pois oferecer maiores garantias, tanto para o exportador quando para o importador. É um instrumento emitido por um banco (o banco emitente), a pedido de um cliente (o tomador do crédito). Nesse documento, o banco promete que fará o pagamento a outra pessoa (o beneficiário), desde que sejam entregues os documentos corretos e que os termos e condições combinados sejam cumpridos. Os "termos e condições" são as regras combinadas para a operação acontecer, como: valor, quem vai receber, prazos, locais de envio, descrição e quantidade da mercadoria, tipo deembalagem e documentos que precisam ser entregues. A carta de crédito é uma promessa de pagamento com condições — ou seja, o exportador só recebe se cumprir tudo que foi combinado. RISCOS E BENEFÍCIOS Exportador: Vantagem: Garantia de recebimento do valor da exportação. Desvantagem: Qualquer discrepância da L/C, mesmo que irrelevante, inviabiliza o recebimento das divisas da exportação, na forma originalmente pactuada. Importador: V: Pagamento da operação somente quando cumpridos os termos e condições. D: Assunção do custo/garantia real da L/C. Pagamento da importação apenas contra a apresentação dos documentos em boa ordem da operação comercial; pode ocorrer o pagamento antes de receber a mercadoria. COBRANÇA DOCUMENTÁRIA Diferente das anteriores, a cobrança documentária é caracterizada pelo manuseio de documentos pelos bancos. Os bancos que participam são meros cobradores internacionais de uma operação de exportação, cuja transação foi fechada diretamente entre o exportador e o importador, não lhes cabendo a responsabilidade quanto ao resultado da cobrança documentária. PROCEDIMENTOS O exportador envia a mercadoria e entrega os documentos de embarque ao seu banco. Esse banco encaminha os documentos para o banco do importador. O importador só pode pegar esses documentos, que são essenciais para liberar a mercadoria na alfândega, depois de pagar à vista ou assinar um compromisso de pagamento a prazo (chamado aceite). Assim, o exportador garante que o importador só terá acesso à mercadoria depois de cumprir as condições de pagamento, protegendo a venda. Alguns documentos utilizados nesse tipo de operação: ❖ Commercial Invoice ou Fatura Comercial. ❖ Romaneio ou Packing List. ❖ Conhecimento de Embarque. ❖ Draft ou Saque (Nota promissória internacional). ❖ Apólice de Seguro se for usado algum Incoterms no qual o seguro internacional faça parte do valor da mercadoria. Essa modalidade possui mais segurança no envio de documentos, com poucas chances de extravio. RISCOS E BENEFÍCIOS Exportador: V: Garantia de que a mercadoria só será entregue ao importador, após este pagar ou aceitar o saque. D: Assunção do custo bancário inerente à operação (taxa de cobrança etc.), assunção do risco de inadimplência / insolvência do importador. Importador: V: Redução do risco de extravio da Documentação. D: Liberação da mercadoria somente após pagamento ou aceite do saque. REMESSA SEM SAQUE/SIMPLES REMESSA O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque, sem o saque; promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e, posteriormente, providencia a remessa da quantia respectiva diretamente para o exportador. Essa modalidade oferece alto risco para o exportador. RISCOS E BENEFÍCIOS Exportador: V: Isenção de despesas bancárias (taxas de cobrança, etc.); maior agilidade na tramitação de documentos. D: Assunção do risco de inadimplência / insolvência do importador. Importador: V: Isenção de despesas bancárias, recebimento da mercadoria sem pagamento ou aceite do saque; maior agilidade. D: Risco médio de extravio dos documentos.