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RESUMO GERAL DE SEMIÓTICA E SEMIOTÉCNICA EM ENFERMAGEM 
 Guia de Estudo – Sondas, Drenos e Cateteres 
 Sondas Gastrointestinais 
Tipo Finalidade Cuidados 
Levin (nasogástrica) 
Descompressão, 
lavagem, aspiração 
Medir nariz → orelha → xifoide + 
15 cm; confirmar com pH ≤ 6, 
ausculta e cor 
Dobbhoff 
(nasoenteral) 
Nutrição enteral 
Medir nariz → orelha → umbigo 
→ crista ilíaca; confirmar com 
raio X 
Gastrostomia (GEP) / 
Jejunostomia (JEP) 
Nutrição prolongada 
Manter pele limpa e seca; 
verificar pH; evitar 
extravasamento 
 
Complicações: obstrução, broncoaspiração, trauma local. 
 Sondas Vesicais 
Tipo Finalidade Cuidados 
Alívio 
(SVA) 
Retenção urinária, coleta 
de exames 
Técnica estéril; não insuflar balão 
Demora 
(SVD) 
Controle de débito 
urinário, pós-operatório 
Técnica estéril; insuflar balão com água 
destilada; fixar corretamente 
 
Risco de ITU: 5–10% por dia com SVD (Anvisa, 2017) 
 Drenos 
Tipo Características Indicação 
Laminar 
Maleável, látex, paredes 
finas 
Drenagem de líquidos espessos (cavidade 
peritoneal) 
Tubular 
Rígido, calibres em 
French 
Secreções volumosas, posições profundas 
 
 
 
 Guia de Estudo – SAE em Problemas Respiratórios 
 Oxigenoterapia 
• Administração de O₂ acima de 21% (nível atmosférico). 
• Indicações: hipoxemia, hipoxia, parada cardiorrespiratória, DPOC, pós-
anestesia, intoxicação por gases. 
• Unidade de medida: litros por minuto (l/min). 
• Concentração: expressa em porcentagem (%). 
 Dispositivos de Ventilação Mecânica 
 Baixo fluxo 
Dispositivo Características 
Cânula nasal 
Baixa concentração, permite fala e 
alimentação 
Cateter orofaríngeo Emergencial, exige rodízio de narinas 
Máscara simples Cobertura boca/nariz, 5–12 l/min 
Máscara com reinalação 
parcial 
Bolsa-reservatório, concentração moderada 
Máscara não reinalante Válvulas unidirecionais, alta concentração 
 
 Alto fluxo 
Dispositivo Características 
Cateter transtraqueal Inserido na traqueia, FiO₂ constante 
Máscara de Venturi Válvulas coloridas, precisão na FiO₂ 
Tenda facial Umidificação, FiO₂ 40–60% 
Tenda de traqueostomia Sobre traqueostomia 
Tubo T Desmame ventilatório 
Máscara VNI Pressão positiva (IPAP, EPAP, PEEP) 
 
 Ventilação Invasiva 
Dispositivo Indicações 
Tubo 
endotraqueal 
Parada cardiorrespiratória, rebaixamento de consciência, 
insuficiência respiratória 
Tubo traqueal Obstrução de vias superiores, ventilação prolongada 
 
Complicações: 
• Pressão do balonete abaixo de 18 mmHg → broncoaspiração 
• Acima de 22 mmHg → necrose traqueal 
 Cuidados de Enfermagem 
• Umidificar O₂ com água destilada (não usar soro). 
• Prescrição médica obrigatória para fluxo e dispositivo. 
• Posicionamento: supino, cabeceira 45–60°. 
• Técnica asséptica na aspiração. 
• Monitorar saturação, sinais de infecção, pressão do balonete. 
• Hidratação e conforto respiratório. 
 
 
 Guia de Estudo – SAE em Exames Complementares 
 Resolução Cofen 358/2009 
• Estabelece a obrigatoriedade da SAE em todos os ambientes com 
atuação da equipe de enfermagem (públicos e privados). 
• O Processo de Enfermagem (PE) é composto por 5 etapas: 
1. Consulta 
2. Diagnóstico 
3. Planejamento 
4. Implementação 
5. Avaliação 
 Checklists e POPs 
• Checklist: ferramenta de verificação para evitar falhas, inspirada na 
aviação. 
• POP (Procedimento Operacional Padrão): padroniza atividades 
assistenciais, garante segurança e eficiência. 
Questão típica: Por que os checklists são usados na saúde? → Fáceis de 
construir, entender e executar. 
 Coleta e preparo para exames 
 Sangue 
• Hemograma: dieta leve, evitar álcool e exercícios. 
• Glicose/colesterol: jejum pode ser necessário. 
• Hemocultura: sem preparo específico. 
 Tubos de coleta 
Cor da tampa Finalidade 
Azul Coagulação 
Preto VHS 
Roxa Hemograma 
Amarela Sorologia, bioquímica 
Verde/Cinza Bioquímica (verde = heparina) 
 
 Urina 
• Preferencialmente primeira urina da manhã. 
• Higienização íntima antes da coleta. 
• Urina de 24h: desprezar a primeira, coletar o restante. 
• CVD (cateter vesical de demora): coleta com seringa, sem abrir o 
sistema. 
 Fezes 
• Pequena amostra em frasco específico. 
• Pode ser coletada da fralda ou comadre no hospital. 
• Orientar paciente para coleta domiciliar com papel higiênico ou 
recipiente limpo. 
 
 
Guia de Estudo – SAE na promoção do conforto ao paciente hospitalizado 
 Sistema locomotor e distúrbios 
• Formado por ossos, músculos, articulações, tendões e ligamentos. 
• Alterações comuns: cifose, lordose, escoliose, artrose, fraturas, 
polineuropatias. 
• Exame físico de enfermagem: postura, marcha, integridade óssea, função 
articular, força muscular, pele, estado neuromuscular. 
• Síndrome compartimental: risco grave em fraturas → sinais: dor, alteração 
de circulação, movimento e sensibilidade. 
 Diagnósticos de enfermagem (NANDA) 
• Mobilidade física prejudicada 
• Intolerância à atividade 
• Risco para lesão 
• Risco para síndrome de desuso 
• Deambulação prejudicada 
• Mobilidade em leito prejudicada 
Questão típica: Quais diagnósticos estão corretos? → Alternativa A (mobilidade 
física prejudicada, intolerância à atividade, risco para lesão, risco para 
síndrome de desuso, deambulação prejudicada e mobilidade em leito 
prejudicada). 
 Teoria do Conforto (Kolcaba, 2003) 
• Físico: controle da dor, higiene, posicionamento, cuidados com pele. 
• Psicoespiritual: apoio espiritual, redução da ansiedade, diálogo com 
confiança. 
• Ambiental: iluminação, limpeza, temperatura agradável, controle de 
ruídos, aromaterapia. 
• Sociocultural: interação com rede de apoio, grupos, atividades lúdicas, 
estímulo ao autocuidado. 
 Posições de conforto 
• Supina (decúbito dorsal): exames gerais. 
• Decúbito lateral: proteção de proeminências ósseas. 
• Prona: muito usada na COVID-19, melhora ventilação. 
• Fowler (45°-90°): facilita respiração, alimentação. 
• Semi-Fowler (30°): posição semissentada. 
• Sims: exames retais. 
• Litotomia: exames ginecológicos e parto. 
• Trendelenburg: drenagem de secreções pulmonares. 
• Trendelenburg reverso: cirurgias abdominais, diminui pressão cerebral. 
 Escala de Braden 
• Avalia risco de lesão por pressão. 
• Critérios: percepção sensorial, umidade, atividade, mobilidade, nutrição, 
fricção/cisalhamento. 
• Pontuação baixa = maior risco. 
 
 
 Principais Conceitos Históricos da Morte 
 Definições importantes 
• OMS (Organização Mundial da Saúde): óbito é o desaparecimento 
permanente de todo sinal de vida após o nascimento, sem possibilidade de 
ressuscitação. 
• CFM (Conselho Federal de Medicina, 1997): morte cerebral é a parada total e 
irreversível da função encefálica. 
• Morte domada (Idade Média): morte esperada no leito, evento público e 
natural. 
• Morte de si mesmo (séculos XI-XII): experiência individual, surgem 
representações mentais da morte. 
• Morte do outro (século XVIII): romantização da morte, maior foco na perda 
do outro. 
• Morte interdita (século XIX em diante): tabu social, morte passa a ser 
escondida e privada. 
Questão típica: Qual era o maior temor na morte domada? → Morrer 
repentinamente, sem homenagens. 
 Sinais da Morte 
• Imediatos (precoces): abolição do tônus muscular, cessação da 
respiração e dos batimentos cardíacos. 
• Mediatos (consecutivos): livor mortis (hipóstase), rigor mortis, algor 
mortis (resfriamento), desidratação. 
• Tardios (transformativos): autólise, putrefação, mumificação, 
saponificação, calcificação. 
Questão típica: Quais são sinais imediatos? → Imobilidade, cessação da 
respiração e batimentos cardíacos. 
 Tipos de Morte 
• Morte aparente: sinais vitais ausentes, mas reversíveis (ex.: catalepsia). 
• Morte relativa/ clínica: possibilidade de reanimação. 
• Morte absoluta: cessação irreversível de todas as funções vitais. 
• Morte cerebral: parada total e irreversível da funçãoencefálica (CFM, 
1997). 
 Família, Luto e Enfermagem 
• Luto normal: elaboração saudável da perda, dura meses até 1 ano. 
• Luto patológico: sofrimento intenso e prolongado, prejudica atividades 
diárias, requer acompanhamento psicológico/psiquiátrico. 
• Estágios de Kübler-Ross: negação → raiva → barganha → depressão → 
aceitação. 
Questão típica: Quando o luto se torna patológico? → Quando há prejuízo à vida 
diária e saúde mental. 
 Assistência de Enfermagem 
• Durante o processo de morte: foco em conforto, dignidade e acolhimento 
da família. 
• Pós-morte: cuidados com o corpo (higienização, identificação, preparo 
para velório) e apoio emocional à família. 
• Ética e humanização: respeito às crenças, valores e cultura do paciente e 
familiares.

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