Logo Passei Direto
Buscar

Guia de Lombalgia Crônica

User badge image
Diana Barth

em

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Guia de
Lombalgia
Crônica
02
DIRETORIA 2023
Presidente
João Antônio Matheus Guimaraes (RJ)
1 Vice-Presidente
Fernando Baldy dos Reis (SP)
2 Vice-Presidente
Paulo Lobo Junior (DF)
Secretário-geral
Alexandre Fogaça Cristante (SP)
1 Secretário
Paulo Silva (GO)
2 Secretário
Tiago de Morais Gomes (CE)
1 Tesoureiro
João Baptista Gomes dos Santos (SP)
2 Tesoureiro
André Kuhn (RS)
Diretor de Comunicação e Marketing
Francisco Carlos Salles Nogueira (MG)
Diretor de Regionais
Jamil Faissal Soni (PR)
Diretor de Comitês
Miguel Akkari (SP)
Comitê de Dor SBOT 2023-2024
Presidente
André Wan Wen Tsai
Vice-Presidente
José Eduardo Nogueira Forni
1 Secretário
André Cicone Liggieri
2 Secretário
Ibrahim Afrânio Willi Liu
1 Tesoureiro
Márcio Fim
2 Tesoureiro
Sérgio Mendonça Melo Júnior 
Diretor Científico
Rosana Fontana
APOIO INSTITUCIONAL
“A SBOT e a ABDOR agradecem ao inestimável apoio de seu parceiro para a viabilização desta obra 
e declara inexistência de conflitos de interesse e/ou interferência na elaboração do conteúdo”.
CORPO EDITORIAL
Amir Salomão Gebrin
CRM-SP 93.825| RQE 26.406 – Mestre em Neurociências pela USP (Universidade de São Paulo), Membro 
SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia), SBC (Sociedade Brasileira de Coluna), SBED 
(Sociedade Brasileira de Estudos da Dor), ABDOR (Sociedade Brasileira de Dor Ortopédica), INS (Interna-
tional Neuromodulation Society). Área de Atuação em Dor AMB (Associação Médica Brasileira).
Gilberto Yoshinobu Nakama
CRM-SP 104857 | RQE 97.448 – Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela Associação Médica 
Brasileira. Especialista em Medicina Esportiva pela Associação Médica Brasileira. Área de Atuação em Dor 
pela Associação Médica Brasileira. Membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT). 
Membro do Comitê de Dor da SBOT (ABDOR). Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho 
(SBCJ). Mestre e Doutor pela Universidade Federal de São Paulo.
Rosana Fontana
CRM-RS 21.723 | RQE 16.658 | RQE 38.579 – Médica Ortopedista e Traumatologista com área de atuação 
em dor. Membro da Plural Clínica da Dor em Novo Hamburgo-RS. Diretora do Comitê de Dor da SBOT 
(2023-2024). Diretora da SBRET.
Tomás Mosaner de Souza Moraes
CRM-SP 108.365 | RQE 10.849 Médico Ortopedista e Traumatologista pela Faculdade de Medicina da 
USP, com atuação em dor pela Associação Médica Brasileira (AMB). Especialista em Medicina do Esporte. 
Pós-graduado em acupuntura e termografia e especialização em medicina regenerativa e metabolismo. 
Membro do Comitê de Dor da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e diretor geral 
da Orthoregen, Pós-Graduação em Medicina Regenerativa e Dor.
Thiago Setti
CRM-SC 17.599 | RQE-SC 12.606 | TEOT 14.483 – Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia 
pelo Hospital Marieta Konder Bornhausen, Itajaí/ SC. Especialista em Ortopedia e Traumatologia pela 
Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Subespecialização em cirurgia da Coluna Vertebral 
pelo Núcleo Especializado em Ortopedia, Chapeco/SC. Área de Atuação em Dor pela Associação Médica 
Brasileira. Formação em Medicina Intervencionista da Dor pela Clínica Singular, Campinas/SP. Formação 
em medicina regenerativa Orthoregen, Indaiatuba/SP. Pós Graduação em Dor pelo Hospital Israelita Albert 
Einstein, São Paulo/SP. Fellow of Interventional Pain Practice pela World Institute of Pain (FIPP/WIP). 
Certificação pela American Bord of Regenerative Medicine (ABRM) Coordenador da pós graduação em dor 
orthoregen (PAINREGEN).
Projeto gráfico e diagramação
Alexandre Figueira de Almeida
Coordenação
Fernanda Sodré
Revisão
Laura Arrienti
EDITORA
contato@alefdesign.com.br
11 96859-2642
Prezado colega, 
Com o objetivo de promover o estudo da dor, o Co-
mitê de Dor da SBOT, juntamente com a própria SBOT, 
inicia este projeto de livretos divulgando informações 
práticas, atualizadas e relevantes aos temas específicos. 
Desta maneira, esperamos ajudá-los a compreender, 
diagnosticar e tratar cada vez melhor nossos pacientes 
portadores das mais diversas condições dolorosas.
Desejamos a todos uma excelente leitura.
Diretoria da ABDOR 2023-24
APRESENTAÇÃO SUMÁRIO
Lombalgia crônica
Amir Salomão Gebrin
Semiologia da coluna lombar
Gilberto Yoshinobu Nakama 
Tratamento clínico
Tomás Mosaner de Souza Moraes
Tratamento cirúrgico: abordagens terapêuticas 
avançadas para lombalgia crônica
Thiago Setti 
8
13
24
33
8 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 9
Lombalgia crônica
Amir Salomão Gebrin 
Definição
Dor é o principal motivo de procura médica, onde lombalgia e 
cefaleia são as mais prevalentes1,2. 
Lombalgia refere-se a toda dor posterior abaixo das costelas 
e acima da prega glútea incluindo, portanto, a região lombar e 
as nádegas (Figura 1)3,4. 
A dor lombar persistente por mais de três meses (com ou 
sem irradiação para membros inferiores) é definida como lom-
balgia crônica3,5.
Figura 1. Definição da área anatômica da lombalgia
Classificação
Há muitas classificações de lombalgia crônica6,7, mas a mais 
racional divide a etiologia da dor lombar crônica em específica 
(fratura, inflamação, infecção tumor, compressão nervosa etc) 
e não específica (~85%), onde a dor axial é doença sem cau-
sa anatomopatológica definida (Figura 2a)8,9,10,11 Outra forma de 
classificação, muito usada, é em pela intensidade da dor: leve, 
moderada e severa ou incapacitante (Figura 2b)12,13
Lombalgias Crônicas
• Específicas (~15%): fratura, inflamação, infecção, tumor, 
compressão nervosa 
• Não Específicas (~85%): sem causa definida
Lombalgia crônica Leve, sem limitações 
Lombalgia crônica Moderada, com limitações difuncionais
Lombalgia crônica Severa / Incapacitante
Figura 2. Classificação das lombalgias crônicas pela etiologia (a) e pela intensidade (b).
Epidemiologia
Apesar da lombalgia aguda ser bastante comum (80% dos 
adultos já sentiram dor lombar), entre 5-10% evoluem para lom-
balgia crônica14,15, das quais 1/3 é moderada ou incapacitante16.
10 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 11
A lombalgia crônica é mais prevalente em mulheres, aumenta 
com a idade (três a quatro vezes mais após os 50 anos)13 e é 
mais prevalente quanto menor nível sócio-cultural17 É a princi-
pal causa de anos vividos com incapacidade e de afastamento 
profissional hoje no mundo18,19.
História Natural
O conceito biopsicossocial prevalece na expectativa de evolu-
ção da dor lombar crônica. Diferenças entre países, sociocultu-
rais ou de personalidade levam a manifestações bem distintas 
em casos muito semelhantes20,21,22.
Deve-se evitar a cronificação da dor lombar, pois mesmo com 
os mais diversos tratamentos existentes há uma grande por-
centagem de insucesso no controle lombalgia crônica23.
Fatores de Risco:
Toda dor crônica começou como aguda24. Assim, há neces-
sidade tanto em controlar a crise aguda de lombalgia quanto 
identificar fatores de risco de cronificação25,26,27. 
Os escores de suscetibilidade variam na literatura, mas dor 
intensa, depressão, fragilidade social e distúrbios de sono 
são indicadores constantes no surgimento da lombalgia crônica. 
Estes fatores devem ser identificados precocemente e tratados, 
antes mesmo da busca por etiologia específica28,29.
Ortopedistas são os primeiros médicos procurados no Brasil 
para o tratamento de dores crônicas, e por isso é tão impor-
tante educação continuada direcionada a esta especialidade30.
Fatores de Risco de Cronificação da Lombalgia 
• Dor Intensa
• Distúrbios de Sono
• Suporte Sociocultural Desfavorável
• Psiquismo Alterado: depressão, raiva, ansiedade, 
catastrofismo e estresse
Referências bibliográficas
1. Mäntyselkä P, Kumpusalo E, Ahonen R e col Pain as a reason to visit the doctor: a study in Finnish 
primary health care. Pain. 2001, 175-80.
2. Picavet HS, Struijs JN, Westert GP. Utilization of health resources due to low back pain: survey and 
registered data compared. Spine. 2008, 436-44.
3. Posso, IP;Grossmann, E; Fonseca, PRB et al. Tratado de Dor. Atheneu, 2018, Cap 64, 895-902
4. Kobayashi R, Luzo MVM, Cohen M e col. Tratado de Dor Músculo Esquelética Alef, 2019, Cap 23, 271-
280.
5. Bouhassira D, Lantéri-Minet M, Attal N e col. Prevalence of chronic pain with neuropathic characteristics 
in the general population. Pain. 2008, 380-387. 
6. Foster NE, Hill JC, Hay EM. Subgrouping patients with low back pain in primary care: are we getting any 
better at it? Man Ther. 2011, 3-8.
7. Morso L, Olsen-Rose K, Schiottz-Christensen B e col: Effectiveness of stratified treatment for back pain in 
Danish primary care: A randomized controlled trial. Eur J Pain. 2021 2020-2038
8.  Maher C, Underwood M, Buchbinder R. Non-specific low back pain. Lancet. 2017,736–747.
9. Nguyen C, Lefèvre-Colau MM, Kennedy DJ e col: Low back pain. Lancet. 2018. doi: 10.1016/S0140-
6736(18)32187-1
10. O’Sullivan P. Diagnosis and classification of chronic low back pain disorders: maladaptive movement 
and motor control impairments as underlying mechanism. Manual Therapy, 2005, 242–255.
11. Jamaludin A, Kadir T, Zisserman A e col. Comparison of degenerative MRI features of the intervertebral 
disc between those with and without chronic low back pain. An exploratory study of two large female 
populations using automated annotation. Eur Spine J (2023) doi.org/10.1007/s00586-023-07604-9
12. Von Korff  M, Scher  AI, Helmick  C e col: United States national pain strategy for population research: 
concepts, definitions, and pilot data. J Pain. 2016, 1068-1080.
13. Hoy D, March L, Brooks P e col. The global burden of low back pain: estimates from the Global Burden 
of Disease 2010 study. Ann Rheum Dis. 2014, 968-74.
14. Patrick N, Emanski E, Knaub MA. Acute and chronic low back pain. Med Clin North Am. 2014 777-89
15. Stevans JM, Delitto A, Khoja SS e col. Risk factors associated with transition from acute to chronic low 
back pain in us patients seeking primary care.JAMA doi:10.1001/jamanetworkopen.2020.37371
12 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 13
16. Vlaeyen JWS, Maher CG, Wiech K e col: Low back pain. Nat Rev Dis Primers. 2018, doi: 10.1038/s41572-
018-0052-1
17. Batista AAS, Henschke N, Oliveira VC. Prevalence of low back pain in different educational levels: a 
systematic review. Fisioter Mov 2017, 351–61.
18. Gomes LA, Rodrigues AM, Branco JC e col: Clinical courses, impact and prognostic indicators for a per-
sistent course of low back pain: Results from a population-based cohort study. PLoS One. 2023 doi: 
10.1371/journal.pone.0265104.
19. Meziat Filho N, Silva G A. Disability pension from back pain among social security beneficiaries, Brazil 
Revista De Saúde Pública, 2011, 494-502
20. Rodrigues-De-Souza DP, Fernández-De-Las-Peñas C, Martín-Vallejo FJ e col. Differences in pain percep-
tion, health-related quality of life, disability, mood, and sleep between Brazilian and Spanish people 
with chronic non-specific low back pain. Braz J Phys Ther. 2016, 412-421. 
21. Wippert PM, Puschmann AK, Driesslein D e col: Personalized treatment suggestions: The validity and 
applicability of the risk-prevention-index social in low back pain exercise treatments. J Clin Med. 2020 
doi: 10.3390/jcm9041197.
22. Brena SF, Sanders SH, Motoyama H. American and Japanese chronic low back pain patients: cross-cul-
tural similarities and differences. Clin J Pain. 1990,118-24.
23. Chou R, Loeser JD, Owens DK e col: American Pain Society Low Back Pain Guideline Panel: Interventional 
therapies, surgery, and interdisciplinary rehabilitation for low back pain: an evidence-based clinical 
practice guideline from the American Pain Society. Spine, 2009,1066-77. 
24. Teixeira MJ. Fisiopatologia da dor. In: Dor: manual para o clínico. Rio de Janeiro: Atheneu; 2019.
25. Deyo RA, Dworkin SF, Amtmann D e col: Report of the NIH task force on research standards for chronic 
low back pain. Int J Ther Massage Bodywork. 2015 doi: 10.3822/ijtmb.v8i3.295. 
26. Von Korff M, Miglioretti DL. A prognostic approach to defining chronic pain. Pain. 2005, 304-313.
27. Wippert PM, Puschmann AK, Driesslein D e col: Development of a risk stratification and prevention 
index for stratified care in chronic low back pain. Focus: yellow flags. Pain Rep. 2017, doi: 10.1097/
PR9.0000000000000623. 
28. Bilterys T, Siffain C, De Maeyer I e col: Associates of insomnia in people with chronic spinal pain: A 
systematic review and meta-analysis. J Clin Med. 2021, doi: 10.3390/jcm10143175. PMID: 3430034.
29. Wormgoor MEA, Indahl A, Egeland J. The impact of comorbid spinal pain in depression on work parti-
cipation and clinical remission following brief or short psychotherapy. PLoS One. 2022. doi: 10.1371/
journal.pone.0273216. 
30. de Souza JB, Grossmann E, Perissinotti DMN e col: Prevalence of chronic pain, treatments, percep-
tion, and interference on life activities: Brazilian population-based survey. Pain Res Manag. 2017, doi: 
10.1155/2017/4643830.
Semiologia da coluna lombar
Gilberto Yoshinobu Nakama
Introdução
A lombalgia inespecífica crônica é uma dor lombar com uma 
etiologia de difícil identificação e duração maior que 12 sema-
nas, sem sinais de uma patologia grave (como síndrome da cau-
da equina, câncer ou infecção), radiculopatia, estenose lombar 
ou outra doença específica acometendo a coluna lombar (como 
a fratura ou espondilite anquilosante)8.
Para a elaboração da hipótese diagnóstica da dor lombar, a 
semiologia é realizada sequencialmente através da observação 
clínica, do exame físico e da análise de exames complementares 
(a serem solicitados, se necessário), figura 1. 
Observação clínica
Exame físico
Exames complementares
Figura 1. Sequência semiológica da investigação da dor lombar
14 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 15
Observação clínica
A observação clínica envolve a identificação do paciente, 
anamnese, interrogatório dos diversos aparelhos, e anteceden-
tes pessoais e familiares2,3.
Na identificação do paciente é importante se atentar à da-
dos como idade e profissão. Pacientes com idade avançada 
tendem a possuir patologias degenerativas ou tumorais. Pro-
fissões com atividade física intensa possuem risco aumentado 
de dor lombar.
Na anamnese obtemos informações sobre as características 
da dor como localização, tipo (pontada, queimação), irradia-
ção, fenômenos concomitantes, fatores de piora e melhora, 
horário de aparecimento, contexto de início (associado à trau-
ma ou não) e duração. A dor irradiada para o membro inferior 
sugere comprometimento radicular, geralmente acometendo 
o dermátomo correspondente, frequentemente associada à 
déficit sensitivo ou motor. Fenômenos concomitantes como 
disfunção vesical e intestinal necessitam de investigação ime-
diata para exclusão da síndrome da cauda equina. Pacientes 
com dor da articulação zigapofisária (articulação entre faceta 
articular superior e inferior de vértebras adjacentes) podem 
apresentar piora da dor com a extensão da coluna lombar e 
melhora da dor ao se sentar em assentos firmes, enquanto 
que a dor indiferente aos movimentos pode estar relaciona-
da à patologias viscerais (cálculo renal, aneurisma de aorta). A 
dor noturna que não cede deve ser investigada por exemplo 
para tumores e infecção. Pacientes com quadro clínico atípi-
co ou dramatização da dor devem ser investigados para dor 
psicossomática. Também devemos arguir sobre fatores que 
podem contribuir para o desencadeamento e cronificação da 
dor como hábitos posturais, tabagismo, atividade física, hu-
mor (ansiedade/depressão), qualidade do sono e questões 
laborais.
No interrogatório dos diversos aparelhos, sintomas como fe-
bre e perda de peso não intencional auxiliam no diagnóstico de 
tumores e processos infecciosos.
Em antecedentes pessoais e familiares, o histórico de osteo-
porose favorece o diagnóstico de fratura, assim como o históri-
co de cirurgia para hérnia discal pode auxiliar no diagnóstico de 
uma recidiva da hérniadiscal ou fibrose cicatricial.
Exame físico
O exame físico é composto pela inspeção, palpação, movi-
mentos ativos, exame neurológico e testes especiais.
Na inspeção podem ser observados a marcha do paciente, a 
presença de cicatriz por cirurgia prévia da coluna, e alterações 
no alinhamento frontal ou sagital por processos dolorosos da 
coluna.
Na palpação deve se procurar por pontos dolorosos nos pro-
cessos espinhosos e na musculatura. Em pacientes com síndro-
me miofascial, a palpação de um ponto-gatilho localizado em 
uma banda muscular tensa causa dor referida.
Através dos movimentos ativos do paciente observa se a fle-
xão, extensão, inclinação lateral e rotação da coluna lombar.
No exame neurológico faz se a avaliação da sensibilidade, da 
motricidade e dos reflexos.
Testes especiais são realizados para investigar dores de ori-
gem radicular ou sacroilíaca. Na dor de origem radicular, um 
dos testes realizados é o Teste de elevação do membro inferior 
que reproduz os sintomas relatados pelo paciente ao se ele-
var passivamente o membro inferior com extensão do joelho 
em uma angulação de 35 a 70 graus de flexão do quadril com 
o paciente na posição supina (Figura 2). No teste de Patrick ou 
FABERE provoca se a dor na sacroilíaca, com o paciente na po-
sição supina, através de uma pressão na crista ilíaca ipsilateral 
16 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 17
à sacroilíaca a ser testada, simultaneamente à uma pressão 
no membro inferior contralateral que se encontra com flexão 
dos joelhos e quadril, abdução e rotação externa do quadril, 
de modo que o pé contralateral se encontra apoiado sobre o 
joelho ipsilateral (Figura 3).
Figura 2. Teste de elevação do membro inferior Figura 3. Teste de Patrick ou FABERE EXAMES COMPLEMENTARES
18 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 19
A maioria das diretrizes internacionais recomenda que exa-
mes complementares como ressonância magnética ou tomo-
grafia computadorizada sejam indicados para pacientes que 
apresentam red flags, ou quando há consideração de um pro-
cedimento invasivo, ou quando o exame complementar pode 
resultar em uma mudança de tratamento. A maioria das dire-
trizes internacionais não recomenda exames de imagem de ro-
tina, pois a dissociação clínico-radiológica é frequente e pode 
levar a diagnósticos incorretos, tratamentos desnecessários e 
cronificação da dor8.
A eletroneuromiografia não é um exame de rotina a ser utili-
zado, e está bem indicado em pacientes com sinais e sintomas 
neurológicos em um membro sem um estudo de imagem que 
justifique o quadro do paciente9.
Processo de elaboração da hipótese diagnóstica
Durante a avaliação do paciente com dor lombar, é impor-
tante investigar sinais de alarme (red flags) que podem identifi-
car patologias graves que necessitam de tratamento específico 
com brevidade, como infecção, câncer, fratura, síndrome da 
cauda equina ou lesão medular (Tabela 1)2,4,6.
Assim que patologias identificáveis pelos red flags são afasta-
das, devemos excluir patologias específicas como a espondilite 
anquilosante ou patologias que potencialmente podem neces-
sitar de intervenção cirúrgica como radiculopatia, hérnia discal 
lombar sintomática ou estenose lombar (Tabela 2)5,7,10.
A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória que 
comumente acomete pacientes jovens e se apresenta como 
lombalgia crônica associada à rigidez matinal. Além de exames 
de imagem, testes sanguíneos como a detecção do antígeno 
leucocitário humano B27 (HLA-B27) podem ajudar no diagnós-
tico desta patologia.
Red flag Patologia
Parestesia em sela Síndrome da cauda equina ou 
lesão medular
Distúrbio neurológico progressivo Síndrome da cauda equina ou 
lesão medular
Disfunção esfincteriana Síndrome da cauda equina ou 
lesão medular
Histórico de câncer Câncer
Perda ponderal sem motivo aparente Câncer ou infecção
Dor > 1 mês, mesmo com 
tratamento adequado Câncer
Dor que não cede com repouso Câncer ou infecção
Tabagismo Câncer
Idade > 50 anos Câncer e/ou fratura
História de trauma Fratura
Osteoporose ou osteopenia Fratura
Uso sistêmico de esteróides Fratura ou infecção
Febre Infecção ou câncer
Imunossupressão Infecção
Exposição à tuberculose Infecção
Uso intravascular de drogas ilícitas Infecção
Diabetes Mellitus Infecção
Histórico de infecção (ex: HIV, 
infecção do trato urinário) Infecção
Tabela 1. Patologias associadas aos red flags na lombalgia.
20 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 21
Etiologia Sintomas e 
exame físico
Exames de 
imagem
Outros 
exames
Radiculopatia
Sintomas e 
sinais neurológi-
cos progressi-
vos, incluindo 
dor neuropática 
irradiada
Tomografia com-
putadorizada 
ou ressonância 
nuclear mag-
nética
Eletroneuromio-
grafia
Hérnia discal 
lombar sinto-
mática
Lombalgia com 
dor em membro 
inferior na área 
correspondente 
à raiz nervosa.
Teste de eleva-
ção do membro 
inferior.
Dor radicular por 
mais de 1 mês
Tomografia com-
putadorizada 
ou ressonância 
nuclear mag-
nética
Eletroneuromio-
grafi a
Estenose lombar
Paciente 
idoso, que pode 
apresentar dor 
à extensão da 
coluna lombar 
e alívio com 
a flexão e ao 
sentar
Tomografia com-
putadorizada 
ou ressonância 
nuclear mag-
nética
Espondilite 
anquilosante
Paciente jovem, 
rigidez matinal, 
melhora com
atividade física, 
e dor noturna
Radiografia ou 
tomografia com-
putadorizada
HLA-B27, VHS, 
PCR
Tabela 2. Diagnóstico diferencial da lombalgia não específica.
Antígeno leucocitário humano B27 (HLA-B27), velocidade de hemossedimentação das 
hemácias (VHS), proteína C reativa (PCR)
A radiculopatia é uma afecção nervosa tipicamente unilate-
ral, comumente causada por uma compressão por herniação 
discal, ou estreitamento foraminal degenerativo, mas também 
pode ser causada por infecção, inflamação ou tumor, podendo 
se manifestar como dor neuropática irradiada, alterações de 
sensibilidade, reflexo e motricidade9.
A dor do paciente com estenose lombar possui uma apre-
sentação insidiosa. Comumente apresentam dor lombar difusa 
associada à adormecimento das pernas que ocorre após mar-
cha na posição ereta ou extensão da coluna lombar, sendo que 
estes sintomas melhoram em repouso, na posição sentada e 
com a flexão da coluna lombar após 5 a 20 minutos. Estes sin-
tomas de claudicação neurogênica, são diferenciados dos sin-
tomas da claudicação vascular que também se manifestam na 
deambulação, costumam estar associados com cãibra e dor na 
panturrilha, mas melhoram na posição ereta após 1 a 3 minutos 
de interrupção da marcha2,7.
A lombalgia inespecífica é um sintoma que não somos capa-
zes identificar a etiologia de um modo confiável, porém a causa 
pode vir do disco intervertebral, articulação facetária, articula-
ção sacroilíaca e de partes moles (Tabela 3)1,7,8.
A dor discogênica é uma dor causada por uma lesão interna 
do disco vertebral sem herniação. Na histologia desta lesão é 
possível encontrar a formação de um tecido de granulação vas-
cularizado com extensa inervação.
A dor da articulação zigapofisária (dor facetária, síndrome fa-
cetária) provém da articulação formada pelas facetas dos pro-
cessos articulares superior e inferior das vértebras adjacentes. A 
dor desta articulação pode ser decorrente de lesões repetitivas e 
degeneração articular. Pacientes com artrose facetária apresen-
tam uma dor que pode piorar com a extensão da coluna lombar.
A dor da articulação sacroilíaca pode ser causada por dege-
neração articular, doença inflamatória e infecção.
22 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 23
Sintomas e 
exame físico Exame complementar
Disco vertebral Dificuldade para per-
manecer sentado
Ressonância nuclear 
magnética ou disco-
grafia
Articulação 
zigapofisária
Dor à extensão da 
coluna lombar
Radiografia, tomografia 
computadorizada, 
ressonância nuclear
magnética ou
infiltração diagnóstica
Articulação sacroilíaca
Dor à palpação
Teste de Patrick(Fabere)
Radiografia, tomografia 
computadorizada, 
ressonância nuclear
magnética ou
infiltração diagnóstica
Partes moles (ligamen-
tos e músculos) Dor à palpação
Tabela 3. Possíveis origens da dor lombar não específica
As dores derivadas de partes moles como ligamentos e mús-
culos podem ser decorrentes de desequilíbrio muscular, fra-
queza muscular ou contratura muscular.
Em resumo, para o diagnóstico e tratamento adequado da 
lombalgia crônica, é essencial que o médico realize uma anam-
nese completa, um exame físico detalhado e, se necessário, 
exames complementares. Isso pode ajudar a identificar a cau-
sa da dor lombar e orientar o tratamento mais adequado para 
cada paciente.
Referências bibliográficas
1. Balagué F, Mannion AF, Pellisé F, Cedraschi C. Non-specific low back pain. Lancet. 2012 Feb 
4;379(9814):482-91. doi: 10.1016/S0140-6736(11)60610-7. Epub 2011 Oct 6. PMID: 21982256.
2. Barros Filho TEP de, Lech O, Cristante AF. Exame físico em ortopedia. 2017 ;[citado 2023 mar. 13
3. Brazil AV, Ximenes Ae, Radu AS, Femades AR, Appel e, Maçaneiro eH, Ribeiro eH, Gomes e, Meirelles 
ES, Puertas EB, Landin E, Egypto EJP, Appel F, Dantas FLR, Façanha FO FAM, Furtado GE, eameiro FO GS, 
eecin HA, Defino HL, earrete Jr. H, Natour J, Marques Neto JF, Amaral FO Je, Provenza JR, Vasconcelos JTS, 
Amaral LLF, Vialle LRG, Masini M, Taricco MA, Brotto MWI, Daniel MM, Sposito M, Morais OJS, Botelho 
RV, Xavier RM, Radominski se, Daher S, Lianza S, Amaral SR, Antonio SF, Barros FO TE, Viana U, Vieira 
VP, Ferreira WHR, Stump XMG. Diagnóstico e Tratamento das Lombalgias e Lombociatalgias. Rev Bras 
Reumatol, v. 44, n. 6, p. 419-25, nov./dez., 2004
4. Chiodo AE, Bhat SN, Van Harrison R, et al. Low Back Pain [Internet]. Ann Arbor (MI): Michigan Medicine 
University of Michigan; 2020 Nov. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK572334/
5. Fernandez JS, Serdeira A, Ziegler MS, Severo CMD, Zardo E de A. Correlação do sinal de Lasègue e ma-
nobra da elevação da perna, retificada com os achados cirúrgicos em pacientes com ciatalgia portado-
res de hérnia discal lombar. Coluna/Columna [Internet]. 2012;11(Coluna/Columna, 2012 11(1)):32–4. 
Available from: https://doi.org/10.1590/S1808-18512012000100006
6. Greenhalgh S, Selfe J. A qualitative investigation of Red Flags for serious spinal pathology. Physiotherapy 
2009; 95: 224-27.
7. Ma K, Zhuang ZG, Wang L, Liu XG, Lu LJ, Yang XQ, Lu Y, Fu ZJ, Song T, Huang D, Liu H, Huang YQ, Peng 
BG, Liu YQ. The Chinese Association for the Study of Pain (CASP): Consensus on the Assessment and 
Management of Chronic Nonspecific Low Back Pain. Pain Res Manag. 2019 Aug 15;2019:8957847. doi: 
10.1155/2019/8957847. PMID: 31511784; PMCID: PMC6714323.
8. Nicol V, Verdaguer C, Daste C, Bisseriex H, Lapeyre É, Lefèvre-Colau MM, Rannou F, Rören A, Facione J, 
Nguyen C. Chronic Low Back Pain: A Narrative Review of Recent International Guidelines for Diagnosis 
and Conservative Treatment. J Clin Med. 2023 Feb 20;12(4):1685. doi: 10.3390/jcm12041685. PMID: 
36836220; PMCID: PMC9964474.
9. Tamarkin RG, Isaacson AC. Electrodiagnostic Evaluation Of Lumbosacral Radiculopathy. [Updated 2022 
Sep 26]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2022 Jan-. Available from: 
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK563224/
10. Zylbersztejn, Sérgio; Spinelli, Leandro de Freitas; Rodrigues, Nilson Rodinei; Werlang, Pablo Mariotti; 
Kisaki, Yorito; Rios, Aldemar Roberto Mieres; Bello, Cesar Dall Estenose degenerativa da coluna lombar 
Rev. bras. ortop. 47 (3) - 2012 https://doi.org/10.1590/S0102-36162012000300002
24 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 25
Tratamento clínico
Tomás Mosaner de Souza Moraes
Introdução
O manejo da dor lombar varia de paciente para paciente, pois 
nem todos as pessoas respondem à mesma abordagem de 
tratamento e, geralmente, nenhuma intervenção única é com-
pletamente eficaz para todos os pacientes. A dor, de qualquer 
natureza, é constituída pelo componente físico, psíquico, social 
e espiritual. Desta forma, os cuidados utilizados incluem trata-
mentos farmacológicos, psicológicos, físicos e de reabilitação, 
bem como abordagens de medicina complementar e procedi-
mentos percutâneos minimamente invasivos1. 
O cuidado dos pacientes crônicos envolve a elucidação diag-
nóstica, afastando o comprometimento das estruturas ósseas, 
articulares, nervosas e ligamentares locais, bem como as pato-
logias sistêmicas que comprometem o segmento lombar.
É fundamental que o médico não reforce os sintomas de inca-
pacidade e de sofrimento do paciente. O objetivo nessa fase é a 
recuperação progressiva da capacidade funcional2.
As diretrizes clínicas para o tratamento da dor lombar crônica 
avançaram para o modelo biopsicossocial, que pode fornecer 
aos médicos alguns insights sobre abordagens adicionais que 
devem ser considerados para seus pacientes (Figura 1)3,4,5. A 
considerar que o fenômeno da dor lombar crônica repercute 
em vários contextos do indivíduo e do ambiente, o gerencia-
mento destes contextos pode ser mais eficaz do que focar so-
mente em reduzir a intensidade da dor.
Figura 1. Modelo Biopsicossocial
A seguir, estão listados os tratamentos possíveis e recomen-
dados, de acordo com a literatura. 
Tratamentos farmacológicos 
Os tratamentos farmacológicos são ferramentas úteis, porém 
devem ser considerados como adjuvantes no tratamento da 
dor lombar crônica e não como abordagem principal.
26 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 27
Analgésicos simples
Em relação à dor lombar crônica o Paracetamol, nas doses de 
até 4 g/dia é ligeiramente inferior aos AINEs para alívio da dor6. 
Os benefícios do paracetamol incluem perfil de segurança fa-
vorável, respeitando a dose de 4g/dia, bem como baixo custo9.
AINEs
Os anti-inflamatórios não esteróides (AINEs) também são usa-
dos para dor lombar aguda e crônica. Tanto os AINEs não se-
letivos e seletivos para COX-2 demonstraram ser superiores ao 
placebo, sem diferença clara na eficácia entre os AINEs7,8. O uso 
de AINEs é advertido em relação aos efeitos colaterais sistêmicos 
renais, cardiovasculares e gastrointestinais, e recomenda-se o 
uso da menor dose efetiva pelo menor tempo possível7,9.
Relaxantes musculares
Os relaxantes musculares demonstraram ser eficazes para 
dor lombar aguda, porém o seu papel no tratamento da dor 
lombar crônica está incerto. Há algumas evidências que de-
monstram que seu uso em comparação com o controle não 
mostrou nenhum benefício para melhora da dor, incapacidade 
e aceitabilidade. Os principais efeitos colaterais associados ao 
uso de relaxantes musculares são a sedação do sistema nervo-
so central (SNC) e o risco de quedas6. 
Opióides
Tramadol e opióides mais potentes devem ser considerados 
criteriosamente e apenas para dor grave e incapacitante que 
não pode ser controlada com as opções acima mencionadas9. A 
prescrição racional desses medicamentos é de suma importân-
cia, devendo ser usados por um período de tempo limitado com 
reavaliação frequente da eficácia analgésica, melhora da função, 
efeitos adversos e comportamento aberrante9. Cuidado adicio-
nal deve ser tomado em pacientes com risco de dependência 
ou comportamento aberrante (história pessoal ou familiar de 
dependência, comorbidade psicológica mal controlada, história 
de abuso sexual, jovenspara o tratamento da dor lombar11,6,9. Os ADTs funcio-
nam exercendo analgesia principalmente por meio da inibição da 
recaptação de serotonina e norepinefrina, bloqueio do canal de 
sódio e antagonismo de receptores NMDA6. Os efeitos colaterais 
comumente exibidos incluem boca seca/prisão de ventre (ação 
anticolinérgica) e tontura/sonolência (ação anti-histamínica). 
Além disso, os inibidores da recaptação de serotonina e no-
repinefrina (IRSNs) também são utilizados no tratamento farma-
cológico da dor lombar crônica6. A eficácia foi estabelecida para 
duloxetina e venlafaxina, sendo a primeira melhor tolerada6. Os 
IRSNs funcionam exercendo analgesia por meio da inibição da 
recaptação de serotonina e norepinefrina atuando no sistema 
inibitório descendente da dor. Os efeitos colaterais mais co-
muns incluem boca seca, náusea autolimitada, tontura, dor de 
cabeça e insônia. 
Por fim, o tratamento farmacológico da lombalgia inclui antie-
pilépticos. Embora a gabapentina tenha demonstrado eficácia 
28 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 29
analgésica para lombalgia crônica com radiculopatia9, apenas o 
topiramato foi estudado para lombalgia crônica axial com evi-
dência de analgesia e melhora da qualidade de vida12. O topira-
mato tem como efeito colateral vantajoso a perda de peso, mas 
também está associado a tontura, sonolência e mais raramente 
nefrolitíase12. 
Intervenções psicológicas têm sido estudadas para dor lom-
bar crônica. Tipos de tratamentos psicológicos incluem terapia 
cognitivo-comportamental (TCC), relaxamento progressivo e 
biofeedback. A TCC é uma abordagem que tem como objetivo 
combater pensamentos desadaptativos e desenvolver estraté-
gias de enfrentamento para mudar o comportamento e melho-
rar o humor. As evidências apontam para melhora a curto prazo 
na intensidade da dor e incapacidade6. 
Além disso, o relaxamento progressivo consiste na técnica 
de redução da tensão muscular por meio de flexão sistemática 
e relaxamento de músculos específicos, com o objetivo de al-
cançar um relaxamento profundo9. Isso proporciona melhora a 
curto prazo na dor e na função. 
Em terceiro lugar, o Biofeedback é uma abordagem de re-
laxamento que utiliza feedback auditivo e visual da atividade 
muscular para reduzir a tensão muscular. No entanto, estu-
dos mostram dados variados para redução da intensidade da 
dor13.
As evidências de estudos randomizados mostram que a 
prescrição de repouso é prejudicial para lombalgia inespecífica, 
tanto aguda como crônica15,16. No entanto, se a dor for muito 
intensa e o repouso propiciar alívio temporário da dor, é reco-
mendável permanecer na posição de semi-Fowler, deitado em 
decúbito dorsal, com os joelhos e quadris levemente fletidos2. 
O paciente deve ser orientado a evitar as posições que au-
mentem as pressões intradiscais lombares. Assim, os movimen-
tos torcionais e de flexão anterior devem ser evitados2.
Os tratamentos físicos e de reabilitação são métodos para au-
mentar a funcionalidade e o controle da dor e podem ser utiliza-
dos juntamente com outros métodos. A terapia por exercícios 
é definida como uma série de movimentos específicos com o 
objetivo de treinar o corpo para promover uma boa saúde físi-
ca11,9. A atividade ou o exercício terapêutico não devem causar 
desconforto ou dor, exceto aquele produzido pelo alongamen-
to ou estiramento muscular2. 
A redução a curto prazo da intensidade da dor e da incapa-
cidade foi demonstrada na lombalgia crônica quando compa-
rada aos cuidados habituais6. Dentro desse tipo de terapia, os 
exercícios de alongamento são os mais associados à redução 
da dor, enquanto o fortalecimento proporciona maiores ganhos 
funcionais. Programas multidisciplinares de reabilitação funcio-
nal também têm sido eficazes para alívio da dor, diminuição da 
incapacidade e melhora do humor14. 
Há evidências científicas moderadas sugerindo que as escolas 
de coluna, quando realizadas no ambiente de trabalho, reduzem 
a dor, melhoram a função e aceleram o retorno ao trabalho, tan-
to no seguimento de curto como no de longo prazo2,17. 
Outras modalidades de fisioterapia ou reabilitação requerem 
mais pesquisa e avaliação antes da implementação, pois ca-
recem de suporte de estudos, entre elas estão: uso de órtese 
lombar para suporte, massagem, tração, aplicação superficial de 
calor ou frio e estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS). 
A acupuntura é um tipo de intervenção que utiliza pontos 
anatômicos específicos ao longo dos meridianos clássicos, ge-
ralmente com o uso de pequenas agulhas que são manipuladas 
ou estimuladas eletricamente para obter efeito. Meta-análise 
de ensaios clínicos randomizados com foco na dor lombar crô-
nica revelou intensidade de dor reduzida e função melhorada 
imediatamente após a intervenção em comparação com place-
bo, AINEs ou relaxantes musculares6. 
30 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 31
Com relação ao tratamento osteopático ou quiroprático, que 
consiste em manipulação da coluna vertebral com o objetivo de 
restaurar o alinhamento da coluna vertebral e melhorar a am-
plitude de movimento, uma meta-análise demonstrou que sua 
eficácia é igual aos cuidados do clínico geral, analgésicos, fisio-
terapia e terapia de exercícios6. Por fim, a melhora da qualidade 
do sono é uma questão de suma importância. O paciente deve 
ser orientado em relação à higiene do sono. Com relação ao 
colchão, colchões de firmeza média parecem reduzir os níveis 
de dor durante o dia, a noite e ao levantar da cama em relação 
ao colchão firme9. 
Concluindo, o principal objetivo do tratamento da lombalgia 
crônica é o retorno ao trabalho e às atividades usuais. A abor-
dagem multidisciplinar e multisegmentar com a associação das 
diversas opções terapêuticas para promover o alívio sintomáti-
co da dor podem facilitar esse processo2.
Referências bibliográficas:
1. Urits, Ivan, et al. “Low back pain, a comprehensive review: pathophysiology, diagnosis, and treatment.” 
Current pain and headache reports 23 (2019): 1-10.
2. Alves Neto O, Costa CMC, Siqueira JTT, Teixeira MJ, Dor: princípios e prática, São Paulo, Artmed, 2009: 
571-574.
3. Tagliaferri, Scott D., et al. “Domains of chronic low back pain and assessing treatment effectiveness: a 
clinical perspective.” Pain Practice 20.2 (2020): 211-225.
4. Meacham K, Shepherd A, Mohapatra DP, Haroutounian S. Neuropathic pain: central vs. peripheral 
mechanisms. Curr Pain Headache Rep. 2017;21:28.
5. Hashmi JA, Baliki MN, Huang L, et al. Shape shifting pain: chronification of back pain shifts brain repre-
sentation from nociceptive to emotional circuits. Brain. 2013;136:2751– 2768.
6. Chou R. Low back pain. Ann Intern Med, American College of Physicians. 2014;160:ITC6–1. An overview 
of low back pain.
7. van Tulder M, Becker A, Bekkering T, Breen A, Gil del Real MT, Hutchinson A, et al. Chapter 3 Euro-
pean guidelines for the man- agement of acute nonspecific low back pain in primary care. Eur Spine 
J. 2006;15:s169–91.
8. Slipman CW, Jackson HB, Lipetz JS, Chan KT, Lenrow D, Vresilovic EJ. Sacroiliac joint pain referral zones. 
Arch Phys Med Rehabil. 2000;81:334–8.
9. Chou R, Qaseem A, Snow V, Casey D, Cross JT, Shekelle P, et al. Diagnosis and treatment of low back 
pain: a joint clinical practice guideline from the American College of Physicians and the American Pain 
Society. Ann Intern Med, American College of Physicians. 2007;147:478
10. Koes BW, Backes D, Bindels PJE. Pharmacotherapy for chronic non-specific low back pain: current and 
future options. Expert Opin Pharmacother. 2018;19:537–45.
11. Deyo RA, Weinstein JN. Low Back Pain. N Engl J Med. 2001;344: 363–70.
12. Muehlbacher M, Nickel MK, Kettler C, Tritt K, Lahmann C, Leiberich PK, et al. Topiramate in treatment 
ofpatients with chronic low back pain. Clin J Pain. 2006;22:526–31.
13. Vitoula K, Venneri A, Varrassi G, Paladini A, Sykioti P, Adewusi J, et al. Behavioral therapy approa-
ches for the managementof low back pain: an up-to-date systematic review. Pain Ther, Springer. 
2018;7:1.
14. van Tulder M, Becker A, Bekkering T, Breen A, Gil del Real MT, Hutchinson A, et al. Chapter 3 Euro-
pean guidelines for the man- agement of acute nonspecific low back pain in primary care. Eur Spine J. 
2006;15:s169–91.
15. Koes, Bart W. PhD*; van Tulder, Maurits W. PhD†; Ostelo, Raymond MSc‡; Kim Burton, A. PhD, DO§; 
Waddell, Gordon DSc, MD, FRCS∥.Clinical Guidelines for the Management of Low Back Pain in Primary 
Care: An International Comparison. Spine 26(22):p 2504-2513, November 15, 2001.
16. Gil, João António Neves, Jan Cabri, and Pedro Lopes Ferreira. “Efectividade dos cuidados de fisioterapia 
em doentes ambulatórios com problemas lombares não específicos.”  Revista Portuguesa de Saúde 
Pública 8 (2009): 35-50.
17. Heymans, M. W., et al. “Back schools for nonspecific low back pain: a systematic review within the 
framework of the Cochrane Collaboration Back Review Group.” Spine 30.19 (2005): 2153-2163.Tabela 1. Evidência das várias terapias usadas para tratamento da lombalgia aguda e crônica. 
32 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 33
18. Robert Buynak, Douglas Y Shapiro, Akiko Okamoto, Ilse Van Hove, Christine Rauschkolb, Achim Steup, 
Bernd Lange, Claudia Lange & Mila Etropolski (2010) Efficacy and safety of tapentadol extended relea-
se for the management of chronic low back pain: results of a prospective, randomized, double-blind, 
placebo- and active-controlled Phase III study, Expert Opinion on Pharmacotherapy,11:11, 1787-1804, 
DOI: 10.1517/14656566.2010.497720
Tratamento cirúrgico: 
abordagens terapêuticas 
avançadas para lombalgia 
crônica
Thiago Setti
Introdução
A lombalgia crônica, caracterizada por dor persistente na re-
gião lombar, é uma das principais causas de incapacidade em 
todo o mundo. Embora a maioria dos casos de lombalgia possa 
ser tratada com terapias conservadoras, como medicamentos 
e fisioterapia, alguns pacientes não obtêm alívio adequado e 
podem necessitar de abordagens terapêuticas avançadas. Este 
capítulo aborda técnicas de intervenção em dor, medicina rege-
nerativa e tratamento cirúrgico da lombalgia crônica1.
Técnicas de Intervenção em Dor
Antes de considerar a cirurgia, pode ser benéfico explorar 
técnicas de intervenção em dor. Estas técnicas têm como ob-
jetivo controlar a dor e melhorar a funcionalidade do paciente. 
Algumas das técnicas de intervenção em dor incluem2:
34 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 35
1. Injeções epidurais de corticosteroides: a injeção de corticos-
teroides no espaço epidural pode reduzir a inflamação e ali-
viar a dor causada pela compressão das raízes nervosas.
2. Bloqueios de nervos facetários: a injeção de anestésicos lo-
cais e corticosteroides nas articulações facetárias pode aju-
dar a aliviar a dor causada por artrite facetária ou outras con-
dições.
3. Radiofrequência ablativa: a aplicação de energia de radiofre-
quência para aquecer e destruir tecido nervoso específico 
pode interromper a transmissão de sinais de dor.
4. Estimulação da medula espinhal: a implantação de um dispo-
sitivo que emite impulsos elétricos leves na medula espinhal 
pode ajudar a bloquear a percepção da dor.
Técnicas de Medicina Regenerativa
A medicina regenerativa visa tratar as causas subjacentes da 
lombalgia crônica, promovendo a cura e a regeneração de teci-
dos danificados. Algumas das técnicas de medicina regenerati-
va incluem3:
1. Terapia com células-tronco: a injeção de células-tronco me-
senquimais, obtidas do tecido adiposo do paciente ou da 
medula óssea, pode ter efeitos anti-inflamatórios, imunomo-
duladores e regenerativos, contribuindo para a reparação de 
tecidos danificados na coluna vertebral.
2. Plasma rico em plaquetas (PRP): a injeção de uma concen-
tração de plaquetas do próprio paciente, obtida a partir do 
sangue, pode promover a cicatrização e a regeneração de te-
cidos, graças às proteínas e fatores de crescimento presentes 
nas plaquetas.
3. Terapia de proloterapia: a injeção de uma solução irritante 
(geralmente uma solução de dextrose) nos tecidos danifica-
dos pode estimular a resposta inflamatória do corpo e pro-
mover a cura e a regeneração de ligamentos, tendões e ar-
ticulações.
Indicações para tratamento cirúrgico4
1. A cirurgia deve ser considerada quando O paciente apre-
senta dor lombar refratária às terapias conservadoras, in-
tervenção em dor e medicina regenerativa por pelo menos 
seis meses. 
2. Existe evidência radiológica de anormalidades estruturais 
causadoras de dor, como hérnia de disco, estenose espinhal 
ou espondilolistese.
3. A dor é claramente localizada e pode ser atribuída a uma es-
trutura específica.
4. A incapacidade funcional é significativa, e a qualidade de vida 
do paciente é seriamente comprometida.
Procedimentos cirúrgicos 
Existem várias opções cirúrgicas para o tratamento da lom-
balgia crônica, dependendo da causa subjacente. Algumas das 
opções mais comuns incluem5:
1. Discectomia: remoção parcial ou total de um disco interverte-
bral herniado ou degenerado, para aliviar a pressão sobre as 
raízes nervosas adjacentes.
2. Laminectomia: remoção da lâmina de uma ou mais vértebras 
para alargar o canal espinhal e aliviar a compressão das raí-
zes nervosas.
3. Foraminotomia: alargamento do forame intervertebral para 
liberar a pressão sobre as raízes nervosas.
4. Artrodese (fusão espinhal): imobilização de duas ou mais vér-
tebras adjacentes através de enxertos ósseos e dispositivos 
de fixação, como parafusos e hastes, para estabilizar a coluna 
e reduzir a dor.
36 | Guia de Lombalgia Crônica Guia de Lombalgia Crônica | 37
Técnicas cirúrgicas 
A escolha da técnica cirúrgica dependerá da causa subjacen-
te da lombalgia, bem como da experiência e preferência do ci-
rurgião. As técnicas incluem6:
1. Cirurgia aberta: abordagem tradicional que envolve a exposi-
ção direta da coluna vertebral através de uma incisão maior 
na pele e músculos.
2. Cirurgia minimamente invasiva: abordagem que utiliza inci-
sões menores e técnicas especiais, como endoscopia ou mi-
crodiscectomia, para minimizar danos aos tecidos circundan-
tes e acelerar a recuperação.
3. Cirurgia assistida por robótica: uma abordagem em que o 
cirurgião utiliza um sistema robótico para realizar o procedi-
mento com maior precisão e controle.
Cuidados pós-operatórios
Após a cirurgia, os pacientes geralmente são monitorados no 
hospital por um curto período de tempo para garantir que não 
ocorram complicações e para controlar a dor. A fisioterapia e a 
reabilitação são componentes essenciais do cuidado pós-ope-
ratório, visando restaurar a função e a mobilidade da coluna 
vertebral. Os pacientes devem seguir as instruções do médico e 
do fisioterapeuta e participar ativamente do programa de reabi-
litação para maximizar os resultados cirúrgicos7.
Conclusão
O manejo da lombalgia crônica requer uma abordagem multi-
disciplinar, envolvendo a colaboração de médicos, fisioterapeu-
tas, psicólogos e outros profissionais de saúde. As técnicas de 
intervenção em dor e medicina regenerativa devem ser explo-
radas antes de considerar a cirurgia, pois podem oferecer alívio 
e melhorar a funcionalidade do paciente sem a necessidade de 
uma intervenção mais invasiva. No entanto, em casos refratá-
rios a essas abordagens, a cirurgia pode ser a melhor opção 
para tratar a lombalgia crônica e melhorar a qualidade de vida 
do paciente.
A escolha do procedimento e da técnica cirúrgica dependerá 
da causa subjacente da lombalgia, bem como da avaliação e 
experiência do cirurgião. O tratamento cirúrgico deve ser cuida-
dosamente planejado e adaptado às necessidades individuais 
do paciente.
Os cuidados pós-operatórios, incluindo a fisioterapia e a rea-
bilitação, são fundamentais para garantir a recuperação bem-
-sucedida do paciente e a restauração da função e mobilidade 
da coluna vertebral. A adesão do paciente ao programa de rea-
bilitação e acooperação com a equipe médica são essenciais 
para alcançar os melhores resultados possíveis8.
Em última análise, o objetivo do tratamento é reduzir a dor, 
melhorar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente 
e, sempre que possível, evitar a necessidade de intervenções 
cirúrgicas mais invasivas. Ao considerar todas as opções tera-
pêuticas disponíveis e trabalhar em conjunto com o paciente e 
a equipe multidisciplinar de profissionais de saúde, os médicos 
podem desenvolver um plano de tratamento abrangente e efi-
caz para abordar a lombalgia crônica.
Referências bibliográficas
1. Hartvigsen, J., Hancock, M. J., Kongsted, A., Louw, Q., Ferreira, M. L., Genevay, S., ... & Koes, B. W. 
(2018). What low back pain is and why we need to pay attention. The Lancet, 391(10137), 2356-2367.
2. Manchikanti, L., & Hirsch, J. A. (2016). Interventional Pain Management: Principles and Practice. Ameri-
can Society of Interventional Pain Physicians.
3. Centeno, C., & Freeman, M. (2020). Regenerative Medicine for Spine and Joint Pain. Regenexx, LLC.
4. Deyo, R. A., Mirza, S. K., & Martin, B. I. (2006). Back pain prevalence and visit rates: Estimates from US 
national surveys, 2002. Spine, 31(23), 2724-2727.
38 | Guia de Lombalgia Crônica
5. Weinstein, J. N., Lurie, J. D., Tosteson, T. D., Skinner, J. S., Hanscom, B., Tosteson, A. N., ... & Abdu, W. 
A. (2006). Surgical vs nonoperative treatment for lumbar disk herniation: the Spine Patient Outcomes 
Research Trial (SPORT) observational cohort. Jama, 296(20), 2451-2459.
6. Phan, K., & Mobbs, R. J. (2015). Minimally invasive versus open laminectomy for lumbar stenosis: a 
systematic review and meta-analysis. The Spine Journal, 15(2), 302-314.
7. Archer, K. R., Coronado, R. A., Haug, C. M., Vanston, S. W., Devin, C. J., Fonnesbeck, C. J., & Aaronson, 
O. S. (2016). A comparative effectiveness trial of postoperative management for lumbar spine surgery: 
changing behavior through physical therapy (CBPT) study protocol. BMC musculoskeletal disorders, 
17(1), 1-11.
8. Maher, C., Underwood, M., & Buchbinder, R. (2017). Non-specific low back pain. The Lancet, 
389(10070), 736-747.
EDITORA

Mais conteúdos dessa disciplina