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A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), reconhecida oficialmente por lei, representa um marco na garantia dos direitos linguísticos da comunidade surda no Brasil. No entanto, sua presença na formação inicial dos professores de Pedagogia ainda enfrenta desafios práticos que revelam uma distância entre a legislação e a realidade escolar. Aprender LIBRAS não deve ser entendido apenas como cumprimento de exigência legal, mas como compromisso ao cidadão e a educação inclusiva. A exclusão do aluno surdo não ocorre apenas pela ausência física de acessibilidade, mas principalmente pela barreira comunicacional que compromete sua participação ativa no processo de ensino-aprendizagem. Quando o professor desconhece a língua do aluno, a inclusão torna-se superficial, limitando-se à matrícula e não à aprendizagem significativa. Além disso, a formação pedagógica precisa superar a visão assistencialista e compreender a surdez como diferença linguística e cultural, e não como deficiência a ser “corrigida”. Nesse sentido, o domínio básico da LIBRAS contribui para a construção de uma prática pedagógica democrática, que valoriza a diversidade e fortalece o direito previsto por Lei . Portanto, a importância da LIBRAS na formação do pedagogo ultrapassa o campo técnico: trata-se de uma postura política e social diante da diversidade humana. Uma educação verdadeiramente inclusiva exige professores preparados para dialogar, acolher e transformar a escola em um espaço de pertencimento para todos Parte superior do formulário Parte inferior do formulário