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CURSO COMPLETO DE ENFERMAGEM
1
PROFESSORA DAIANE MEDEIROS
Política Nacional de Atenção 
Básica e Estratégia Saúde da Família
Princípios e Diretrizes do SUS e da Rede de Atenção à
Saúde (RAS) a serem operacionalizados na Atenção Básica (art. 3º)
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1. (Residência Multiprofissional/UNCISAL/2018) De acordo com a Portaria nº 2.436, de 21 de
setembro de 2017, são consideradas diretrizes da Atenção Básica:
a) Universalidade, Integralidade, Equidade, Controle Social, Hierarquização e Regionalização.
b) Regionalização e Hierarquização; Territorialização e Adstrição; População Adscrita;
Longitudinalidade do cuidado; Transversalidade; Dissociabilidade de gestão e Coordenação do
cuidado e Controle Social.
c) Hierarquização e redes de cuidado; Territorialização; População Adscrita; Longitudinalidade do
cuidado; Transversalidade; Controle Social e Coordenação do cuidado.
d) Regionalização e Hierarquização; Territorialização e Adstrição; População Adscrita;
Longitudinalidade do cuidado; Coordenação do cuidado; Ordenação das redes e Participação da
comunidade.
e) Ter território adscrito; Coordenar a Integralidade e Equidade; Controle Social, Hierarquização e
Regionalização.
2. (Prefeitura de Fortaleza-CE/IMPARH/IJF/2019) Ainda sobre a Política Nacional de Atenção
Básica, analise as assertivas abaixo e marque com V as afirmativas que forem Verdadeiras e com
F as que forem Falsas.
( ) Entende-se por território a unidade geográfica única, de construção descentralizada do SUS na
execução das ações estratégicas destinadas à vigilância, promoção, prevenção, proteção e
recuperação da saúde.
( ) A longitudinalidade do cuidado pressupõe a continuidade da relação de cuidado, com a
construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários, acompanhando os efeitos
das intervenções em saúde e de outros elementos na vida das pessoas.
( ) Apesar de não ser uma diretriz formal da atenção básica, a participação da comunidade deve
ser incentivada, considerando a importância desta para ampliar a autonomia das pessoas e
coletividades do território.
( ) É papel da atenção básica elaborar, acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os
pontos de atenção das RAS.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
a) F, F, V, V. b) V, V, F, V. c) V, F, F, F. d) F, V, V, F.
3. (Residência em Enfermagem em Saúde da Família/UNIRIO/2022) A Política Nacional de
Atenção Básica tem como princípio a oferta do cuidado, reconhecendo as diferenças nas
condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades das pessoas, com estratégias que
permitam minimizar desigualdades, evitar exclusão social de grupos que possam vir a sofrer
estigmatização ou discriminação, de maneira que impacte na autonomia e na situação de saúde.
Trata-se, nesse caso, do princípio de:
a) equidade. c) resolutividade.
b) integralidade. d) intersetorialidade.
De acordo com a Portaria do MS nº 2.436/2017, o princípio da equidade é definido da seguinte forma: ofertar
o cuidado, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de acordo com as necessidades das
pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas diferenciações sociais e deve atender à diversidade.
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4. (Residência Multiprofissional e em Área Profissional da Saúde/ENARE /AOCP/2022) A Política
Nacional de Atenção Básica (PNAB) tem na Saúde da Família sua estratégia prioritária para
expansão e consolidação da Atenção Básica, sendo uma de suas diretrizes:
a) a indivisibilidade do cuidado. d) a população adscrita.
b) o apoio ambulatorial. e) a gestão de apoio à infraestrutura.
c) as ações solidárias.
5. (Residência Multiprofissional em Saúde/UNIRIO/2022) No que diz respeito às diretrizes da
Atenção Básica, pode-se dizer que a continuidade da relação de cuidado, com construção de
vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo e de modo
permanente e consistente, acompanhando os efeitos das intervenções em saúde e de outros
elementos na vida das pessoas, denomina-se:
a) ordenar as redes de saúde. c) longitudinalidade do cuidado.
b) cuidado centrado na pessoa. d) resolutividade da atenção básica.
Ordenar as redes é reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade,
organizando as necessidades desta população com relação aos outros pontos de atenção à saúde,
contribuindo para que o planejamento das ações, assim como a programação dos serviços de saúde, parta
das necessidades de saúde das pessoas.
6. (RESMULTI-CE/2020) A Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) é resultado da experiência
acumulada por um conjunto de atores envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a
consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS), como movimentos sociais, população, trabalhadores e
gestores das três esferas de governo. Qual item apresenta uma diretriz da PNAB e sua correta
definição?
a) Coordenar o cuidado: reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua responsabilidade,
organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de atenção à saúde.
b) Territorialização e Adscrição: permitir o planejamento, a programação centralizada e o
desenvolvimento de ações globais, com impacto na situação, nos condicionantes e determinantes da
saúde das pessoas e coletividades.
c) Cuidado Centrado na Pessoa: O cuidado é construído com as pessoas, de acordo com suas
necessidades e potencialidades na busca de uma vida independente e plena. A família, a comunidade e
outras formas de coletividade são elementos relevantes.
d) Integralidade: É o conjunto de serviços executados pela equipe de saúde que atendam às
necessidades da população adscrita nos campos do cuidado, da promoção e manutenção da saúde, da
prevenção de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, redução de danos e dos cuidados paliativos.
Coordenar o cuidado: elaborar, acompanhar e organizar o fluxo dos usuários entre os pontos de
atenção das RAS. Atuando como o centro de comunicação entre os diversos pontos de atenção,
responsabilizando-se pelo cuidado dos usuários em qualquer destes pontos através de uma relação
horizontal, contínua e integrada, com o objetivo de produzir a gestão compartilhada da atenção
integral. Articulando também as outras estruturas das redes de saúde e intersetoriais, públicas,
comunitárias e sociais.
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Características da Atenção Básica
Os estabelecimentos de saúde que ofertem ações e serviços de Atenção Primária à Saúde,
no âmbito do SUS, serão denominados (Portaria do MS nº 397/2020, art. 6º):
I - Unidade Básica de Saúde (UBS): estabelecimento que não possui equipe de Saúde da
Família.
II - Unidade de Saúde da Família (USF): estabelecimento com pelo menos 1 equipe de
Saúde da Família, que funciona com carga horária mínima de 40 horas semanais, no mínimo 5 dias
da semana e nos 12 meses do ano, possibilitando acesso facilitado à população.
Ademais, as USF e UBS são consideradas potenciais espaços de educação, formação de
recursos humanos, pesquisa, ensino em serviço, inovação e avaliação tecnológica para a RAS.
O princípio integralidade inclui a responsabilização pela oferta de serviços em outros pontos de
atenção à saúde e o reconhecimento adequado das necessidades biológicas, psicológicas,
ambientais e sociais causadoras das doenças, e manejo das diversas tecnologias de cuidado e de
gestão necessárias a estes fins, além da ampliação da autonomia das pessoas e da coletividade.
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Considerações Iniciais
• A estratégia prioritária para expandir e consolidar a Atenção Básica (AB) é a Saúde da Família (art.
4º, Portaria nº 2.436/2017);
• Serão reconhecidas outras estratégias de AB, desdeequipes no Diário Oficial da União, as gestões municipais e distrital deverão cadastrar
a(s) equipe(s) no CNES, em um prazo máximo de 6 competências, a contar da data de publicação
da referida Portaria, sob pena de descredenciamento da(s) equipe(s) caso esse prazo não seja
cumprido.
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30. (Residência Multiprofissional/UNICAMP/2022) O financiamento da Atenção Primária à Saúde
(APS) no Brasil sofreu importantes mudanças nos últimos anos, o que suscitou críticas por parte
de alguns autores. De acordo com Giovanella, Franco e Almeida (2020), algumas críticas
pertinentes seriam, EXCETO:
a) A possibilidade de ausência do Agente Comunitário de Saúde (ACS) na APS, a partir da
proposição da nova política, afeta um dos pilares do modelo assistencial que caracteriza a ESF em
seu componente comunitário e de promoção da saúde, pautado pela concepção da determinação
social do processo saúde-doença e da clínica ampliada.
b) O componente multiprofissional é enfraquecido também pela extinção do credenciamento e
financiamento federal aos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF), sob a justificativa de maior
autonomia do gestor municipal para a composição destas equipes.
c) O novo modelo de financiamento da APS, ao substituir o Piso de Atenção Básica fixo e o variável
para incentivo às equipes de Saúde da Família e ao NASF por um pagamento por capitação
ponderada, calculado pelo número de pessoas cadastradas a equipes, será um indutor do
fortalecimento dos atributos da APS.
d) Parte do novo financiamento, o aumento de repasse por desempenho terá progressivamente um
maior peso. Além de possíveis perdas financeiras, isso pode trazer focalização e seletividade.
Suspensão do Repasse de Recursos do Bloco da Atenção Básica
O Ministério da Saúde suspenderá o repasse de recursos da Atenção Básica aos municípios e
ao Distrito Federal, quando (BRASIL, 2019a):
I - Não houver alimentação regular, por parte dos municípios e do Distrito Federal, dos bancos de
dados nacionais de informação, como:
a) inconsistência no Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) por
duplicidade de profissional, ausência de profissional da equipe mínima ou erro no registro,
conforme normatização vigente; e
b) não envio de informação (produção) por meio de Sistema de Informação da Atenção Básica
vigente por três meses consecutivos, conforme normativas específicas.
II - identificado, por meio de auditoria federal, estadual e municipal, malversação ou desvio de
finalidade na utilização dos recursos.
A Portaria do MS nº 3.493/2024 estabelece que a suspensão do valor dos componentes
para eSF e eAP ocorrerá no caso de irregularidades, de acordo com o disposto na PNAB, observado
o disciplinado na Portaria em estudo (art. 12-K).
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O ato normativo da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde definirá
as regras de validação dos programas, serviços e equipes da APS para fins da transferência dos
incentivos financeiros federais de custeio. A suspensão será aplicada conforme com a irregularidade
identificada prevista na tabela a seguir, da seguinte forma (art. 12-K, §§ 1º e 2º):
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31. (UPE/2016) A respeito da manutenção da transferência dos recursos do bloco da atenção
básica para municípios, assinale a alternativa que causa suspensão do repasse.
a) Presença do Plano Municipal de Saúde.
b) Não alimentação regular dos bancos de dados nacionais de informação.
c) Relatório Anual de Gestão.
d) Presença de área descoberta.
e) Falta de medicamentos na Farmácia da Unidade.
Equipe de Consultório na Rua (eCR) 
Fonte: Portaria de Consolidação do SUS nº 2/2017
É uma equipe de saúde com composição variável, responsável por articular e prestar atenção
integral à saúde de pessoas em situação de rua ou com características análogas em determinado
território, em unidade fixa ou móvel, podendo ter as modalidades e respectivos regramentos
descritos em portaria específica.
Na composição de cada eCR deve haver, preferencialmente, o máximo de 2 profissionais da mesma
profissão de saúde, seja de nível médio ou superior. Todas as modalidades de eCR poderão agregar
agentes comunitários de saúde.
O agente social, quando houver, será considerado equivalente ao profissional de nível médio.
Entende-se por agente social o profissional que desempenha atividades que visam garantir a
atenção, a defesa e a proteção às pessoas em situação de risco pessoal e social.
São itens necessários para o funcionamento das equipes de eCR:
b. Cumprir a carga horária mínima semanal de 30 horas. Porém seu horário de funcionamento
deverá ser adequado às demandas das pessoas em situação de rua, podendo ocorrer em período
diurno e/ou noturno em todos os dias da semana; e
c. As eCR poderão ser compostas pelas categorias profissionais especificadas em portaria
específica.
Fonte: Portaria de Consolidação do SUS nº 2/2017
a. Realizar suas atividades de forma itinerante, desenvolvendo ações na rua, em instalações
específicas, na unidade móvel e também nas instalações de UBS do território onde está atuando,
sempre articuladas e desenvolvendo ações em parceria com as demais equipes que atuam na
atenção básica do território, e dos CAPS, da Rede de Urgência/Emergência e dos serviços e
instituições componentes do SUAS entre outras instituições públicas e da sociedade civil;
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32. (ENARE/2023) A estratégia Consultório de Rua visa ampliar o acesso da população em situação
de rua aos serviços de saúde. Sobre as Equipes de Consultório de Rua (eCR), assinale a alternativa
correta.
a) As equipes são formadas minimamente por seis profissionais de nível superior.
b) As atividades da eCR não incluem a busca ativa e o cuidado aos usuários de álcool e outras drogas.
c) O agente social, quando houver na eCR, será considerado equivalente ao profissional de nível
superior.
d) As modalidades de eCR não poderão agregar Agentes Comunitários de Saúde, complementando
suas ações.
e) As eCRs desempenham suas atividades in loco, de forma itinerante, desenvolvendo ações
integradas às Unidades Básicas de Saúde.
33. (Prefeitura de Paulínia/FGV/2021) A população adscrita por equipe de Atenção Básica (eAB) e
de Saúde da Família (eSF) recomendada pela Política Nacional de Atenção Básica, é de:
a) 1.000 a 2.000 pessoas. d) 2.000 a 3.500 pessoas.
b) 1.500 a 2.500 pessoas. e) 3.500 a 4.000 pessoas.
c) 2.000 a 3.000 pessoas.
34. (FUNSAÚDE/FGV/2021) Baseado na Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017, são
princípios e diretrizes do SUS e da RAS a serem operacionalizados na Atenção Básica:
a) Universalidade. c) Sustentabilidade. e) Popularidade.
b) Igualdade. d) Ambientalidade.
35. (FUNSAÚDE/FGV/2021) Baseado na Portaria n. 2.436, de 21 de setembro de 2017, os princípios
e diretrizes, e a caracterização em relação de serviços ofertados na Atenção Básica serão
orientadores para a organização nos municípios.
a) Universalidade: possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e
resolutivos, caracterizados como a porta de entrada aberta e preferencial da RAS (primeiro contato),
acolhendo as pessoas e promovendo a vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas
necessidades de saúde.
b) Universalidade: ofertar o cuidado, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de
acordo com as necessidades das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas
diferenciações sociais e deve atender à diversidade.
c) Integralidade: possibilitar o acesso universal e contínuo a serviços de saúde de qualidade e
resolutivos, caracterizados como a porta de entrada aberta e preferencial da RAS (primeiro contato),
acolhendo as pessoas e promovendoa vinculação e corresponsabilização pela atenção às suas
necessidades de saúde.
d) Integralidade: ofertar o cuidado, reconhecendo as diferenças nas condições de vida e saúde e de
acordo com as necessidades das pessoas, considerando que o direito à saúde passa pelas
diferenciações sociais e deve atender à diversidade.
e) Universalidade: É o conjunto de serviços executados pela equipe de saúde que atendam às
necessidades da população adscrita nos campos do cuidado, da promoção e manutenção da saúde,
da prevenção de doenças e agravos, da cura, da reabilitação, redução de danos e dos cuidados
paliativos.
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36. (Prefeitura de Novo Hamburgo/FUNDATEC/2024) A PNAB, atualizada em 2017, ampliou o escopo de
atuação do Agente Comunitário de Saúde (ACS) para realização de procedimentos em pacientes no
domicílio, desde que ele esteja devidamente capacitado e supervisionado por um profissional de saúde
de nível superior. Assinale a alternativa que apresenta tais procedimentos.
a) Aferição de sinais vitais e administração de medicamentos via oral e subcutânea.
b) Aferição de temperatura axilar, pressão arterial e glicemia capilar.
c) Aferição de pressão arterial e aplicação de flúor.
d) Aferição de sinais vitais, medidas antropométricas e realização de curativos de baixa e média
complexidade.
e) Aferição de sinais vitais e administração de medicamentos pelas diversas vias, exceto endovenosa.
37. (Prefeitura de Novo Hamburgo/FUNDATEC/2024) De acordo com a PNAB, as ações e serviços
da Atenção Básica (AB) deverão seguir dois padrões de atendimento. O primeiro está
relacionado aos procedimentos e ações básicas vinculadas às condições essenciais de acesso à
AB, e o segundo visa a alcançar padrões elevados de acesso, considerando as especificidades
locais, os indicadores e parâmetros previamente estabelecidos nas regiões de saúde. Assinale a
alternativa que indica como esses padrões são denominados, segundo a PNAB, respectivamente:
a) Básicos e desenvolvidos.
b) Mínimos e máximos.
c) Fundamentais e elevados.
d) Basais e avançados.
e) Essenciais e ampliados.
38. (Prefeitura de Capivari do Sul/FUNDATEC/2024) Analise as assertivas abaixo acerca da
Política Nacional de Atenção Básica, Portaria nº 2.436/2017.
I. Recomenda-se que as Unidades Básicas de Saúde tenham seu funcionamento com carga horária
mínima de 40 horas/semanais, no mínimo 5 (cinco) dias da semana e nos 12 meses do ano,
possibilitando acesso facilitado à população.
II. Recomenda-se população adscrita por equipe de Atenção Básica (eAB) e de Saúde da Família
(eSF) de 2.000 a 3.500 pessoas, localizada dentro do seu território, garantindo os princípios e
diretrizes da Atenção Básica.
III. Em municípios ou territórios com menos de 2.000 habitantes, recomenda-se que uma equipe
de Saúde da Família (eSF) ou de Atenção Básica (eAB) seja responsável por toda população.
IV. Equipe da Atenção Básica (eAB) é uma modalidade de equipe que pode ser composta na
Atenção Básica, todavia a Equipe de Saúde da Família (eSF) é a estratégia prioritária de atenção à
saúde e visa à reorganização da Atenção Básica no país, de acordo com os preceitos do SUS.
Quais estão corretas?
a) Apenas I e III.
b) Apenas I e IV.
c) Apenas I, III e IV.
d) Apenas II, III e IV.
e) I, II, III e IV.
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39. (UFRJ/PROGEPE/2024) A Portaria n° 2.436/2017 aprova a Política Nacional de Atenção Básica,
estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema
Único de Saúde (SUS). A portaria também define as atribuições da União, dos Estados, Distrito
Federal e dos Municípios. Diante disso, relacione a primeira coluna com a segunda:
Coluna I
1. União.
2. Estados e Distrito Federal.
3. Municípios.
Coluna II
( ) ser corresponsável pelo monitoramento das ações de Atenção Básica nos municípios.
( ) estabelecer e adotar mecanismos de encaminhamento responsável pelas equipes que atuam na
Atenção Básica de acordo com as necessidades de saúde das pessoas, mantendo a vinculação e
coordenação do cuidado.
( ) definir estratégias de institucionalização da avaliação da Atenção Básica.
( ) estabelecer, de forma tripartite, diretrizes nacionais e disponibilizar instrumentos técnicos e
pedagógicos que facilitem o processo de gestão, formação e educação permanente dos gestores e
profissionais da Atenção Básica.
a) 1-1-3-2.
b) 2-2-3-1.
c) 2-3-3-1.
d) 1-3-3-2.
e) 3-1-2-2.
40. (UFRJ/PROGEPE/2024) “Reconhecer as necessidades de saúde da população sob sua
responsabilidade, organizando as necessidades desta população em relação aos outros pontos de
atenção à saúde, contribuindo para que o planejamento das ações, assim como, a programação
dos serviços de saúde, parta das necessidades de saúde das pessoas”, de acordo com a Política
Nacional de Atenção Básica (PNAB) de 2017, essa é a diretriz que se refere a/à:
a) Coordenar o cuidado.
b) Ordenar as redes.
c) Participação da comunidade.
d) Territorialização e adstrição.
e) Regionalização e Hierarquização.
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BRASIL. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Regulamenta o § 3º do art. 198 da
Constituição Federal para dispor sobre os valores mínimos a serem aplicados anualmente pela União,
Estados, Distrito Federal e Municípios em ações e serviços públicos de saúde; estabelece os critérios
de rateio dos recursos de transferências para a saúde e as normas de fiscalização, avaliação e controle
das despesas com saúde nas 3 (três) esferas de governo; revoga dispositivos das Leis nºs 8.080, de 19
de setembro de 1990, e 8.689, de 27 de julho de 1993; e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 16 jan. 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 825, de 25 de abril de 2016. Redefine a
Atenção Domiciliar no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e atualiza as equipes habilitadas.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 26 abr. 2016.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017.
Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização
da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Diário Oficial da União. Brasília, DF, 22
set. 2017a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro
de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde.
Diário Oficial da União. Brasília, DF, 28 set. 2017b.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 1.710, de 8 de julho de 2019. Altera a
Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017, para instituir o fluxo de credenciamento
desburocratizado para serviços e equipes de saúde no âmbito da Secretaria de Atenção Primária à
Saúde. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 10 jul. 2019a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.539, de 26 de setembro de 2019.
Altera as Portarias de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, e nº 6, de 28 de
setembro de 2017, para instituir a equipe de Atenção Primária - eAP e dispor sobre o financiamento de
equipe de Saúde Bucal - eSB com carga horária diferenciada. Diário Oficial da União. Brasilia, DF, 26
set. 2019b.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 3.119, de 27 de novembro de 2019.
Altera a Portaria de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre o fluxo
de credenciamento desburocratizado para serviços e equipes de saúde no âmbito da Secretaria de
Atenção Primária à Saúde. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 02 dez. 2019c.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 397, de 16 de março de 2020. Altera as
Portarias de Consolidação nº 2/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, nº 5/GM/MS de 28 desetembro
de 2017, e nº 6/GM/MS, de 28 de setembro de 2017, para dispor sobre o Programa Saúde na Hora, no
âmbito da Política Nacional de Atenção Básica. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 19 mar. 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 2.254, de 3 de setembro de 2021.
Altera o Título II da Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017, que dispõe
sobre o custeio da Atenção Primária à Saúde. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 6 set. 2021.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 635, de 22 de Maio de 2023. Institui,
define e cria incentivo financeiro federal de implantação, custeio e desempenho para as modalidades
de equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 22
maio 2023a.
Referências
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BRASIL. Presidência da República Casa Civil. Secretaria Especial para Assuntos Jurídicos. Lei nº 14.601,
de 19 de junho de 2023. Institui o Programa Bolsa Família; altera a Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de
1993 (Lei Orgânica da Assistência Social), a Lei nº 10.820, de 17 de dezembro de 2003, que dispõe
sobre a autorização para desconto em folha de pagamento, e a Lei nº 10.779, de 25 de novembro de
2003; e revoga dispositivos das Leis nºs 14.284, de 29 de dezembro de 2021, e 14.342, de 18 de maio
de 2022, e a Medida Provisória nº 1.155, de 1º de janeiro de 2023. Diário Oficial da União, Brasília, DF,
20 jun. 2023b.
BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 3.493, de 10 de Abril de 2024. Altera a
Portaria de Consolidação GM/MS nº 6, de 28 de setembro de 2017, para instituir nova metodologia de
cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde
(SUS). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 10 abr. 2024a.
BRASIL. Ministério da Saúde. Fé no Brasil. O SUS tá no rumo certo! Reconstrução da Saúde da Família.
Brasília, DF, 2024b. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-
br/assuntos/noticias/2024/abril/mais-equipes-menos-espera-entenda-a-reconstrucao-da-saude-da-
familia/saude-da-familia-apresentacao.pdf . Acesso em 06 ago. 2024b.
GIOVANELLA, L; FRANCO, C. M; ALMEIDA, P. F. Política Nacional de Atenção Básica: para onde vamos?
Ciência & Saúde Coletiva, v. 25, n. 4, 2020.
Referências
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Abordagem Familiar - Parte - I
PROFESSORA STHEPHANIE FREITAS 
Família é o grupo social natural, que determina as respostas de seus membros através de respostas
de seus componentes do interior para o exterior. Para o sucesso da Atenção Domiciliar é
fundamental que o profissional da saúde compreenda a família que está recebendo este cuidado,
sua estrutura e funcionalidade. A abordagem familiar domiciliar permite o conhecimento da família
e das possíveis disfuncionalidades que prejudicam o bem estar biopsicossocial de seus membros.
Elementos de Abordagem Familiar
Fonte: BRASIL, 2012.
Olhar
Sistêmico
Tipos de
Famílias
Estrutura
Familiar
Dinâmica
Familiar
Conferência
Familiar
Fonte: BRASIL, 2012.
Ferramentas da Abordagem Familiar
Olhar Sistêmico
A família é entendida a partir de suas relações. Todo o contexto social, econômico, e político
influenciam no bem estar do indivíduo e da família. O pensamento sistêmico foca-se nas relações,
não só nos tratos entre os elementos da família, mas também nas relações entre a família e os
profissionais que trabalham com ela.
Elementos de abordagem familiar na AD
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Elementos de abordagem familiar na AD 
MÃE 
FILHO
PAI
TIO 
AVÔ
AVÓ
Olhar Sistêmico
MÃE + PAI + FILHO + TIO + AVÔ 
+ AVÓ = Família 
Olhar não Sistêmico
Fonte: BRASIL, 2012.
Tipos de Famílias
Na pratica da AD, os profissionais se deparam com variadas composições familiares. Além das
famílias ditas convencionais, haverá outros tipos de composições familiares.
Fonte: BRASIL, 2012.
Família nuclear
Chefiadas por pai ou mãe;
Famílias 
extensas
Famílias 
adotivas 
Famílias 
monoparentais
Famílias de 
divórcios
Casais 
homossexuais 
Resultantes de divórcios anteriores com ou sem filhos do casamento 
anterior;
Com ou sem crianças.
Temporárias e bi-raciais ou multiculturais;
Incluindo três ou quatro gerações;
Duas gerações, unidas pelo matrimônio e com seus filhos biológicos;
Fonte: BRASIL, 2012.
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47
Fonte: BRASIL, 2012.
Estrutura familiar
A partir da estrutura familiar levantam-se dados relevantes para compreender a funcionalidade
familiar quais os pontos “fortes” e “fracos” da família para o cuidado domiciliar, onde a família
pode cooperar e onde o profissional deverá trabalhar com a família para a melhor assistência. São
estabelecidos os seguintes sistemas familiares.
Elementos de abordagem familiar na AD
Sistema 
parental
Sistema 
fraterno 
(ou filial)
Casal formado pela união de duas pessoas com um conjunto de valores e
expectativas, tanto explicitas quanto inconscientes.
Sistema 
conjugal
Envolve a educação dos filhos e funções de socialização. 
Sistema composto por similares, sendo o primordial aquele composto entre os 
irmãos, podendo ser constituído também por amigos e primos. 
De acordo com as estruturas familiares, observa-se a dinâmica familiar e suas interrelações
que se mostram através de seus limites, papéis e padrão de comunicação.
Limites Papéis Comunicação Transgeracionalidade
Fonte: BRASIL, 2012.
Ciclo Vital
A família, em seu desenvolvimento, passa por ciclos de vida, previsíveis, de estabilidade e
transição, de equilíbrio e adaptação, e momentos de desequilíbrio que alavancam novos e
complexos estágios que geram novas funções e capacidades.
O estudo do ciclo vital permite que o profissional da AD perceba os entraves que a família está
atravessando, seja por uma crise previsível ou não.
Em famílias de classe social vulnerável, alguns fenômenos contribuem para encurtar as fases do
ciclo de vida: em primeiro lugar, a gravidez ocorre precocemente, geralmente nos adolescentes e
com isto, as fases de casamento e nascimento do primeiro filho dão lugar a famílias com filhos
pequenos.
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Abordagem Familiar Parte - II
Genograma
O genograma permite identificar, de maneira mais rápida a dinâmica familiar e suas possíveis
implicações, com criação de vínculo entre profissional e a família/indivíduo.
O genograma baseia-se no modelo do heredograma, mostrando graficamente a estrutura e o
padrão de repetição das relações familiares, mostrando repetições de padrões de doenças,
relacionamento e os conflitos resultantes do adoecer.
Pode ser usado como fator educativo, permitindo às pessoas e às suas famílias compreender as
repetições dos processos que vêm ocorrendo e como se repetem.
Identificação da estrutura da família e seu padrão de relação 
Doenças que costumam ocorrer
Repetição dos padrões de relacionamento
Conflitos que desembocam no processo de adoecer
A pessoa que ocupa papel central no genograma - aquela que gerou o desenho e se torna 
estruturante do problema e da representação familiar
estilos de vida condições de saúde uso de medicamentos
dados culturais e econômicos  dinâmica
relações interpessoais conflitos familiares problemas de comunicação
Fonte: BRASIL, 2012.
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Genograma – Como montar?
Três gerações
Nomes - todos membros da família
Idade ou ano de nascimento (todos)
Todas as mortes (idade em que ocorreu ou a data 
da morte e a causa)
As doenças
Indicação dos membros - vivem 
juntos na mesma casa
Datas de casamentos e divórcios
Fonte: BRASIL,2012.
Símbolos para a representação do genograma
HOMEM MULHER
Pessoas índices ou
Parentes 
identificados(PI) 
c70
Casamento(data) 
(marido à esquerda) (esposa à direita) 
3
2
43-92
Morte = x
Data de nascimento Data de morte
Idade
(dentro)
j90
Morando junto
Homossexual 
Abuso de 
álcool
ou drogas 
Em 
recuperação 
Abuso
Transtorno mental
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Símbolos para a representação do genograma
c70 s91 c70 s91 d94 s91 j94
Separação conjugal Divorcio Voltaram a morar juntos
após separação
Filhos em ordem de
crescimento
a partir esquerda
18 16
Filhos
adotados
Filhos
de
criação
20
Gêmeos fraternos Gêmeos idênticos Gravidez
x 
Aborto provocadoAborto espontâneo Nascido morto
Linhas de moradia 
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Fonte: NASCIMENTO; ROCHA; HAYES, 2005.
Complementar ao genograma, o ecomapa consiste na representação gráfica dos contatos dos
membros da família com os outros sistemas sociais, das relações entre a família e a comunidade.
Portanto, são características do ecomapa: registrar membros da família e suas idades no centro do
círculo; utilizar a mesma simbologia do genograma; registrar em círculos externos os contatos da
família com membros da comunidade ou com pessoas e grupos significativos; e linhas que indicam
o tipo de conexão
Ecomapa
Fonte: BRASIL, 2012.
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52
Fonte: NASCIMENTO; ROCHA; HAYES, 2005.
A utilização das ferramentas para a abordagem familiar visando o entendimento das situações
encontradas e o fortalecimento do vínculo aumentará a eficácia das ações na AD.
Cuidar do indivíduo é sem dúvida acolher sua família, respeitando-a, bem como a seus valores e
crenças.
Fonte: BRASIL, 2012.
Abordagem Familiar
1. (Pref.Florianópolis-SC/FEPESE/2014) O instrumento de abordagem familiar que permite
identificar, de maneira mais rápida a dinâmica familiar e suas possíveis implicações, com criação de
vínculo entre profissional e a família/indivíduo é o:
a) Geomapa. c) Territorialização. e) Demanda.
b) Genograma. d) Heredograma.
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53
2. (EBSERH Nacional/AOCP/2015) Na abordagem familiar, a compreensão da família pode não ser
suficiente, pois ela se relaciona com o meio e com outros atores sociais, e essas relações são
fundamentais para se atingir e preservar o equilíbrio biopsicoespiritossocial da unidade familiar.
Neste contexto, qual é o instrumento utilizado que consiste na representação gráfica dos contatos
dos membros da família com os outros sistemas sociais, das relações entre a família e a
comunidade?
a) Ecomapa. c) Fluxograma. e) Esquema de famílias.
b) Gráfico de famílias. d) Sistema de famílias.
3. (EBSERH Nacional/AOCP/2015) Na abordagem familiar, considera-se que a saúde da família vai
além da soma da saúde dos indivíduos; sendo assim, espera-se que a equipe de Atenção Básica à
Saúde seja capaz de identificar e desenvolver a seguinte especificidade:
a) trabalhar com todos da família, exceto, obviamente, os sadios.
b) cuidar com base na experiência da família ao longo do tempo, ou seja, sua história pregressa,
atual e perspectivas futuras.
c) reconhecer que a pessoa mais sintomática (doente) da família não pode mudar com o tempo.
d) reconhecer que a família enquanto um sistema não é afetada pela mudança de qualquer um de
seus membros.
e) desconsiderar o contexto social e cultural da família na facilitação de suas relações com a
comunidade.
4. (SES-DF/IADES/2018) No diagnóstico comunitário, a representação gráfica dos contatos dos
membros da família com os outros sistemas sociais, incluindo a rede de suporte sociossanitário, é a
ferramenta denominada:
a) ecomapa.
b) projeto terapêutico singular.
c) escala de Coelho.
d) projeto coletivo singular.
e) genograma.
Grupos na Atenção Básica à Saúde
Os grupos são instrumentais metodológicos eficazes capazes de viabilizar, por meio do vínculo
entre os participantes e, desses com a estrutura institucional, a compreensão das situações de
vida saúde e doença, sendo incorporados aspectos importantes que fundamentarão certos
comportamentos para a promoção da saúde.
Fonte: MAFFACCIOLLI; LOPES, 2011.
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As atividades de grupo prestadas no âmbito da Atenção Básica são ações de saúde, geralmente
organizadas de acordo com demandas programáticas e estão cada vez mais atuais e frequentes.
Assim, as modalidades se diversificam para atender usuários hipertensos, diabéticos, mulheres,
gestantes, idosos, entre outros, no sentido de atuar na complementaridade terapêutica.
Fonte: MAFFACCIOLLI; LOPES, 2011.
A potencialidade terapêutica de grupos existe e repousa na possibilidade de promover saúde e
educação em contextos que permitem “a articulação entre saberes técnicos e populares e a
mobilização de recursos institucionais e comunitários para o enfrentamento dos problemas de
saúde”, além de resgatar elementos capazes de implementar a integralidade na assistência,
melhorando também as relações entre profissionais e usuários dos serviços. O dinamismo que
envolve os grupos, considerando as teorizações da promoção e educação à saúde, pode
representar alternativa operacional necessária para a afirmação desses preceitos na prática.
Os grupos podem facilitar a comunicação dos profissionais com os usuários, tanto na
compreensão do interesse do usuário e no porquê ele buscou o serviço, quanto na explicação de
decisões anteriores sobre o tratamento de saúde. Quanto mais a linguagem dos profissionais for
acessível ao conhecimento da população alvo, melhor para utilização desses conceitos e dos
conhecimentos adquiridos, no dia-a-dia, pelos pacientes. O grupo, em geral, confere maior grau de
informalidade do que uma consulta individual, a relação com o paciente se estreita, o profissional
também está exposto, também está no grupo, faz parte dele e é controlado por ele.
O grupo seria como uma zona intermediária de experiência, locus em que eu experimento, sou
acolhido e posso experimentar então fora dele. Nota-se que muitos profissionais receiam que o
grupo trará uma exposição desnecessária do sujeito, frente a desconhecidos, ou que o paciente
nunca dirá a verdade num grupo porque não quer se expor frente aos demais.
Para essa reflexão, faz-se necessária a distinção dos tipos de grupo: aberto, fechado ou, ainda,
semi-aberto e distinção entre grupo e agrupamento ou série.
Fonte: BRASIL, 2014.
um limite de participantes;
um limite de encontros;
determinados usuários com indicação clínica para o grupo;
a programação determinada do início ao fim para determinadas pessoas;
Grupo Fechado
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Grupo Fechado
 os mesmos participantes do início ao término do processo grupal ou novos participantes, mas
com indicação, continuidade e frequência de participação;
 uma proposta terapêutica definida para determinadas pessoas participantes/convocadas;
 o acompanhamento de casos mais graves ou de maior vulnerabilidade, com continuidade ao
longo do tempo, coesão grupal, criação de vínculo e suporte emocional entre as pessoas;
 início e fim para capacitação dos participantes.
Exemplo de grupo fechado: grupos terapêuticos em saúde mental e de planejamento familiar para
laqueadura/ vasectomia, pois iniciam com pessoas definidas. Para pessoas novas há que se ter
novo contrato, e é preciso o seguimento para concluir o tratamento/orientação.
Fonte: BRASIL, 2014.
Grupo Aberto
 com uma temática aberta aos interessados, com uma divulgação geral na unidade de saúde;
 que os pacientes são convidados e não obrigados a comparecer;
 não exige uma frequênciade participação;
 os participantes variam - não é o mesmo grupo de pessoas em todos os encontros;
 que os usuários podem convidar seus conhecidos e familiares a participarem.
Exemplos de grupos abertos: dislipidemia, hipertensão, diabetes, terapia comunitária. Num grupo
aberto, o número de pessoas poderá ser um pouco maior que nos demais grupos, pois os critérios
de seleção são menos exigentes e a regularidade de reuniões não é tão rígida.
Num grupo aberto, o vínculo e a confiança não estão excluídos, mas é mais frequente a
emergência de espaços de convivência, educativos e informativos. Por isso, quando se pensa que
para o grupo a ser planejado na sua unidade de saúde, são fundamentais o sigilo e a confiança
entre as pessoas, a melhor opção é um grupo fechado.
As atividades de grupo como uma forma de sistematizar a assistência. Já, sua funcionalidade
estaria atrelada, além dos aspectos de tratamento, a uma forma de manejar o elevado número de
procura por atendimentos, excluindo dos mesmos os chamados agravos externos e/ou
atendimentos de urgência/emergência.
De outro modo, as atividades educativas, e nesse contexto, os grupos, podem servir para amenizar
a dominação exercida pelos serviços de saúde que, apesar de manterem como meta a difusão de
informações que contribuam para a melhoria da qualidade de vida, limitam-se à transferência de
informações para a população sobre determinados procedimentos, com caráter coercitivo e traços
de autoridade e prescrição
Fonte: BRASIL, 2014.
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Projeto Terapêutico Singular (PTS)
O PTS é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas, para um sujeito
individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe interdisciplinar, com apoio
matricial se necessário. Geralmente é dedicado a situações mais complexas. No fundo é uma
variação da discussão de “caso clínico”.
O nome Projeto Terapêutico Singular, em lugar de Projeto Terapêutico Individual, como também
é conhecido, torna-se melhor porque destaca que o projeto pode ser feito para grupos ou
famílias e não só para indivíduos, além de frisar que o projeto busca a singularidade (a diferença)
como elemento central de articulação (lembrando que os diagnósticos tendem a igualar os
sujeitos e minimizar as diferenças: hipertensos, diabéticos, etc.).
Fonte: BRASIL, 2007.
O PTS forma, junto da Equipe de referência e da Clínica ampliada, o tripé da humanização da
gestão e da atenção do SUS. Portanto, a relação entre o PTS e a Clínica Ampliada é intrínseca,
porque ao sistematizar o PTS a clínica se amplia. Salienta-se que estas duas estratégias são relativas
à Política Nacional de Humanização (PNH) e que juntas promovem além de um cuidado
interprofissional, a tentativa de estimular a autonomia e cidadania entre os envolvidos no processo
cuidativo.
No cotidiano das experiências desenvolvidas em torno dessa temática (OLIVEIRA, 2008),
constatamos que o PTS tem sido utilizado como estratégia para discussão em equipe, visando à
resolução de casos muito complexos. Desse modo, o PTS será abordado como tecnologia inscrita
na lógica do trabalho em equipe interdisciplinar, tendo como referência prática as equipes de
saúde na Atenção Básica.
Fonte: SILVA et al., 2016.
Fonte: BRASIL, 2014.
Formular e operar um PTS demanda a realização de três movimentos, necessariamente
sobrepostos e articulados:
Coprodução da problematização
Coprodução de projeto e,
Cogestão/avaliação do processo.
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Todas as etapas descritas a seguir podem ser desenvolvidas tanto em um PTS para um sujeito
individual quanto coletivo. Porém, quando o sujeito considerado for coletivo, Oliveira (2007)
orienta o desenvolvimento de um mapeamento dos sujeitos, organizações e grupos
potencialmente envolvidos, identificando interessados e não interessados na discussão da situação
e da pactuação das ações. E na atuação com sujeitos individuais, se faz pertinente observar as
relações biopsicossociais que permeiam sua vida e rotina.
Diagnóstico Definição
de metas
Divisão de 
responsa-
bilidade
Reavaliação
Fonte: BRASIL, 2014.
Diagnóstico
Avaliação/problematização dos aspectos orgânicos, psicológicos e sociais, buscando facilitar uma
conclusão, ainda que provisória, a respeito dos riscos e da vulnerabilidade do usuário. O conceito
de vulnerabilidade, psicológica, orgânica e social, é muito útil e deve ser valorizado na discussão. A
vulnerabilidade possibilita uma leitura mais singular da situação de cada sujeito individual ou
coletivo, enfrentando de certa forma as insuficiências da generalização do conceito de risco (e
grupos de risco). A equipe procura compreender como o sujeito singular se coproduz diante da
vida e da situação de adoecimento.
Fonte: BRASIL, 2010.
Definição de metas
Sobre os problemas, a equipe trabalha as propostas de curto, médio e longo prazo que serão
negociadas com o sujeito “doente” e as pessoas envolvidas. A negociação deverá ser feita,
preferencialmente, pelo membro da equipe que tiver um vínculo melhor com o usuário.
Divisão de responsabilidades
É importante definir as tarefas de cada um com clareza. Escolher um profissional de referência, que
na Atenção Básica pode ser qualquer membro da equipe de Saúde da Família independentemente
da formação, é uma estratégia para favorecer a continuidade e articulação entre formulação, ações
e reavaliações. Ele se manterá informado do andamento de todas as ações planejadas no Projeto
Terapêutico. Será aquele que a família procura quando sente necessidade e com o qual negocia as
propostas terapêuticas.
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Divisão de responsabilidades
O profissional de referência também aciona a equipe do NASF caso aconteça um evento muito
importante e articula grupos menores de profissionais para a resolução de questões pontuais
surgidas no andamento da implementação do Projeto Terapêutico.
Fonte: BRASIL, 2010.
Reavaliação
Momento em que se discutirá a evolução e se farão as devidas correções dos rumos tomados
Vale salientar que na medida em que os profissionais organizam seu processo de trabalho com o
PTS, possibilitam o trabalho interdisciplinar, garantem a qualidade na integração entre os pontos da
Rede de Atenção à Saúde e proporcionam melhora do vínculo entre profissionais, usuários e gestor.
Portanto, independente do caso escolhido pela ESF e pelos profissionais do NASF, é importante que
os profissionais não tenham uma postura imediatista diante dos fatos, comum ao modelo
assistencial biomédico, afinal a Atenção básica pressupõe longitudinalidade do cuidado.
Fonte: SILVA et al., 2016.
1. (FUNDASUS/AOCP/2015) Quando uma equipe multiprofissional realiza o diagnóstico da situação
do paciente, com definição de metas a curto, médio e longo prazo, divisão de responsabilidades e
reavaliação do caso para verificar sua evolução, a equipe está realizando o
a) Projeto Terapêutico Singular.
b) Projeto Interdisciplinar Integrado.
c) Projeto de Assistência Terapêutica.
d) Projeto Unilateral Individual.
e) Projeto Multidisciplinar Coletivo.
2. (NUCEPE/FMS/2019) Sobre Projeto Terapêutico Singular (PTS), é INCORRETO afirmar:
a) É um conjunto de propostas de condutas terapêuticas articuladas para um sujeito ou coletivo
que resulta da discussão interdisciplinar de uma ou mais equipes com apoio matricial, se esse for
necessário.
b) Inicia-se pelo diagnóstico, que deverá conter uma avaliação orgânica, psicológica e social, que
possibilite uma conclusão a respeito dos riscos e da vulnerabilidade do usuário.
c) A última fase do PTS é a de definição de metas, na qual a equipe divide as responsabilidades de
cada membro e faz as propostas de curto, médio e longo prazo.
d) Geralmente é dedicado a situações mais complexas, buscando a singularidade como elemento
central de articulaçãona tentativa de mudar a tendência de igualar as situações ou os sujeitos, a
partir dos diagnósticos formados.
e) Forma, junto da Equipe de referência e da Clínica ampliada, o tripé da humanização da gestão e
da atenção do SUS.
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3. (NUCEPE/FMS/2019) A utilização do Projeto Terapêutico Singular (PTS) como dispositivo de
intervenção desafia a organização tradicional do processo de trabalho em saúde. Não constitui um
pressuposto a ser seguido:
a) A necessidade de maior articulação interprofissional.
b) A utilização das reuniões de equipe como um espaço coletivo sistemático de encontro.
c) Reflexão, discussão, compartilhamento e corresponsabilização das ações.
d) Verticalização dos poderes e conhecimentos.
e) Priorizar casos com maior gravidade e complexidade.
4. (SES-PE/AOCP/2018) Em saúde mental, é muito utilizado o Projeto Terapêutico Singular (PTS)
que envolve vários profissionais na divisão de tarefas e responsabilidades no cuidado ao usuário,
além de envolver a atuação do técnico de referência. Sobre esse último profissional, é correto
afirmar que
a) o dispositivo do técnico de referência é fundamental na organização do cuidado de todos os
casos em saúde mental.
b) essa posição geralmente é assumida pelo trabalhador com maior carga horária dentro da equipe
multiprofissional.
c) o técnico de referência tem a responsabilidade de auxiliar o profissional de saúde que fará
contato com o usuário em atendimento.
d) a reavaliação do PTS, conduzida pelo técnico de referência, deve ser sistemática, agendada com
a equipe e a pessoa cuidada.
e) a reavaliação do PTS deve ser feita apenas no final do plano terapêutico traçado para cada
usuário em atendimento.
5. (UEM/UEM/2018) O ________ é um conjunto de propostas de condutas terapêuticas
articuladas, para um sujeito individual ou coletivo, resultado da discussão coletiva de uma equipe
interdisciplinar, com apoio matricial, se necessário. Geralmente, é dedicado a situações mais
________. No fundo é uma variação da discussão de “caso clínico”. Foi bastante desenvolvido em
espaços de atenção à saúde mental como forma de propiciar uma atuação ________ da equipe,
valorizando outros aspectos, além do diagnóstico psiquiátrico e da medicação no tratamento dos
usuários. Portanto é uma reunião de toda a equipe, em que todas as opiniões são importantes para
ajudar a entender o Sujeito com alguma demanda de cuidado em saúde e, consequentemente,
para a definição de propostas e de ações.
Verifique qual das alternativas abaixo permite o preenchimento correto das sentenças acima.
a) Projeto Terapêutico Singular (PTS), simples, individualizada.
b) Apoio Matricial, complexas, integrada.
c) Projeto Terapêutico Singular (PTS), complexas, integrada.
d) Estudo de Caso, complexas, integrada.
e) Projeto Terapêutico Singular (PTS), complexas, fragmentada.
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60
6. (Prefeitura de Bom Repouso-MG/MDS/2019) Dos dispositivos que compõem a saúde mental,
qual é considerado uma estratégia que articula uma equipe multidisciplinar e leva em conta as
necessidades, expectativas, crenças e o contexto social do usuário e/ou do coletivo para o qual
está sendo direcionado?
a) Apoio matricial
b) Gestão dos serviços
c) PTS – Projeto Terapêutico Singular
d) Planejamento Estratégico do SUS
7. (Prefeitura de São Paulo-SP/IBFC/2016) De acordo com a Cartilha da Politica Nacional de
Humanização (Humaniza SUS), divulgada pelo Ministério da saúde, o Projeto Terapêutico Singular
(PTS) caracteriza-se por:
a) Ter um momento inicial de diagnóstico, no qual são identificadas as patologias clínicas e os
problemas sociais que este sujeito singular apresenta.
b) Abranger ações individuais e também relacionadas à família e/ou à comunidade no qual o
paciente em questão se insere.
c) Ser utilizado apenas na saúde mental que, em geral, desenvolve ações de reabilitação para além
do uso de medicamentos.
d) Consistir em uma série de ações que auxiliam no gerenciamento do caso na atenção primária,
mas não em hospitais, tendo em vista que nestes equipamentos as mudanças na evolução são
muito rápidas não sendo possível estabelecer o PTS.
e) Propor a vinculação de um profissional da equipe ao paciente, sendo frequentemente apontado
o profissional de enfermagem como o mais habilitado, visto que este frequenta os serviços de
saúde em escala diária.
8. (CISMEPAR - PR/FAUEL/2016) O Projeto Terapêutico Singular (PTS) pode ser definido como uma
estratégia de cuidado que articula um conjunto de ações resultantes da discussão e da construção
coletiva de uma equipe multidisciplinar e leva em conta as necessidades, as expectativas, as
crenças e o contexto social da pessoa ou do coletivo para o qual está dirigido. A noção de
singularidade advém da especificidade irreprodutível da situação sobre a qual o PTS atua,
relacionada ao problema de uma determinada pessoa, uma família, um grupo ou um coletivo.
Sobre o PTS, assinale a alternativa INCORRETA:
a) A utilização do PTS como dispositivo de intervenção desafia a organização tradicional do
processo de trabalho em saúde, pois pressupõe a necessidade de maior articulação
interprofissional e a utilização das reuniões de equipe como um espaço coletivo sistemático de
encontro, reflexão, discussão, compartilhamento e corresponsabilização das ações com a
horizontalização dos poderes e conhecimentos.
b) O diagnóstico situacional pressupõe o contato com uma pessoa, família, grupo ou coletivo em
que o acolhimento empático e a escuta cuidadosa e sensível favorecem o vínculo. O acolhimento
representa a disponibilidade de receber e ofertar em qualquer momento ao longo do processo de
cuidado. Uma escuta cuidadosa e sensível pressupõe dar a voz à pessoa, à família, ao grupo ou ao
coletivo.
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61
8. (CISMEPAR - PR/FAUEL/2016)
c) No PTS, é importante caracterizar também o que é possível realizar dessas expectativas e
objetivos. A caracterização do que é possível deve levar em consideração o quanto a realização das
expectativas e metas para a resolução do problema depende do técnico de referência e da equipe
de saúde.
d) Embora o PTS possa ser utilizado como analisador qualitativo e apregoado para todos os
usuários dos serviços estratégicos de Saúde Mental, como os Caps, na Atenção Básica é importante
estabelecer critérios de seleção dos casos que exigirão a construção de um PTS. Não é viável nem
necessário elaborar um PTS para todas as pessoas atendidas em um serviço de Atenção Básica.
• O genograma permite identificar, de maneira mais rápida a dinâmica familiar e suas possíveis
implicações, com criação de vínculo entre profissional e a família/indivíduo.
• O genograma baseia-se no modelo do heredograma, mostrando graficamente a estrutura e o
padrão de repetição das relações familiares, mostrando repetições de padrões de doenças,
relacionamento e os conflitos resultantes do adoecer.
• Pode ser usado como fator educativo, permitindo às pessoas e às suas famílias compreender as
repetições dos processos que vêm ocorrendo e como se repetem.
Fonte: BRASIL, 2012.
Genograma
Identificação da estrutura da família e seu padrão de relação. 
Doenças que costumam ocorrer.
Repetição dos padrões de relacionamento.
Conflitos que desembocam no processo de adoecer.
A pessoa que ocupa papel central no genograma
aquela que gerou o desenho e se torna estruturante do problema e da representação familiar
Estilos de vida.
Condições de saúde.
Uso de medicamentos.
Relações interpessoais.
Conflitos familiares.
Problemas de comunicação.
Dados culturais e econômicos  dinâmica.
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Nomes - todos membros da família.
Idade ou ano de nascimento (todos).
Todas as mortes (idade em que ocorreu ou a datada morte e a causa).
Três gerações.
Indicação dos membros - vivem juntos 
na mesma casa.
Datas de casamentos e divórcios.
As doenças.
Genograma – Como montar?
Fonte: BRASIL, 2012.
Fonte: BRASIL, 2014 - SCHLITHLER; CERON; GONÇALVES, 2011, p. 59.
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24. (HCU-UFU/EBSERH/VUNESP/2020) F.S., 45 anos, sexo masculino, portador de sequelas de
traumatismo cranioencefálico – TCE, está sendo acompanhado pelo Programa de Atendimento
Hospitalar. Entre outros recursos, com o propósito de organizar os dados referentes à família do
paciente e compreender melhor seus processos relacionais, o enfermeiro responsável elaborou o
genograma apresentado a seguir.
É correto afirmar que:
a) C.S, esposa de F.S, é falecida.
b) A.S e C.H têm um relacionamento
conflituoso.
c) J.R.S é dependente químico.
d) M.P e C.S são divorciados.
e) F.P.S e M.S têm um relacionamento
harmonioso.
Fonte: BRASIL, 2014 - SCHLITHLER; CERON; GONÇALVES, 2011, p. 59.
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Gabarito
1 - D
2 - B
3 - A
4 - D
5 - C
6 - C
7 - A
8 - D
9 - B
10 - B
11 - A
12 - CERTO
13 - C
14 - E
15 - B
16 - E
17 - E
18 - A
19 - B
20 - D
21 - C
22 - D
23 - B
24 - C
25 - C
26 - C
27 - C
28 - A
29 - C
30 - C
31 - B
32 - E
33 - D
34 - A
35 - A
36 - B
37 - E
38 - E
39 - C
40 - B
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GABARITO
Abordagem Familiar
1 - B 2 - A 3 - B 4 - A
Projeto Terapêutico Singular
1 - A
2 - C
3 - D
4 - D
5 - C
6 - C
7 - B
8 - B
MARIA DAS NEVES MADEIRA DE SOUSA - 05152824302que sejam observados os princípios e as
diretrizes previstos na PNAB e que tenham o caráter transitório, devendo ser estimulada sua
conversão em Estratégia Saúde da Família (ESF) (art. 4ª, parágrafo único, Portaria nº 2.436/2017);
• A integração entre a Vigilância em Saúde e a AB é condição essencial para o alcance de resultados
que atendam às necessidades de saúde da população, na ótica da integralidade da atenção à saúde
e visa estabelecer processos de trabalho que considerem os determinantes, os riscos e os danos à
saúde, na perspectiva da intra e da intersetorialidade (art. 5º, Portaria nº 2.436/2017);
• Unidade Básica de Saúde (UBS) e Unidade de Saúde da Família (USF): são consideradas potenciais
espaços; potencialidade para a promoção de educação, formação de recursos humanos, pesquisa,
ensino em serviço, inovação e avaliação tecnológica para a Rede de Atenção à Saúde (RAS) (Portaria
nº 2.436/2017, art. 6º, parágrafo único).
7. (Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho-PE/IBFC/2019/Adaptada) De acordo com a Política
Nacional da Atenção Básica, portaria de consolidação nº 2 (anexo XXII), ressalta-se a importância
da Atenção Básica. Nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou
Falso (F).
( ) A Atenção Básica será a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção
à Saúde, coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e dos serviços disponibilizados na rede.
( ) A Atenção Básica será ofertada integralmente e gratuitamente a todas as pessoas, de acordo
com suas necessidades e demandas do território, considerando os determinantes e condicionantes
de saúde.
( ) É permitida a exclusão baseada em idade, gênero, raça/cor, etnia, crença, nacionalidade,
orientação sexual, identidade de gênero, estado de saúde, condição socioeconômica, escolaridade,
limitação física, intelectual, funcional e outras.
( ) Todos os estabelecimentos de saúde que prestem ações e serviços de Atenção Básica, no âmbito
do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com esta Portaria serão denominados Unidade Básica
de Saúde (UBS) ou Unidade de Saúde da Família (USF).
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, V, F, V. b) V, V, F, F. c) V, F, V, F. d) F, F, V, V.
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Responsabilidades dos Entes Federativos na Atenção Básica
São responsabilidades dos entes federativos na Atenção Básica segundo a Portaria nº
2.436/2017:
Responsabilidades comuns a todas as esferas de governo na Atenção Básica (art. 7º)
I - contribuir para a reorientação do modelo de atenção e de gestão com base nos princípios e
nas diretrizes da PNAB;
II - apoiar e estimular a adoção da Estratégia Saúde da Família (ESF) como estratégia
prioritária de expansão, consolidação e qualificação da Atenção Básica;
III - garantir a infraestrutura adequada e com boas condições para o funcionamento das UBS,
garantindo espaço, mobiliário e equipamentos, além de acessibilidade de pessoas com deficiência,
de acordo com as normas vigentes;
IV - contribuir com o financiamento tripartite para fortalecimento da Atenção Básica;
V - assegurar ao usuário o acesso universal, equânime e ordenado ao SUS, além de outras
atribuições que venham a ser pactuadas pelas Comissões Intergestores;
VI - estabelecer, nos respectivos Planos Municipais, Estaduais e Nacional de Saúde,
prioridades, estratégias e metas para a organização da Atenção Básica;
VII - desenvolver mecanismos técnicos e estratégias organizacionais de qualificação da força
de trabalho para gestão e atenção à saúde, estimular e viabilizar a formação, educação permanente
e continuada dos profissionais, garantir direitos trabalhistas e previdenciários, qualificar os vínculos
de trabalho e implantar carreiras que associem desenvolvimento do trabalhador com qualificação
dos serviços ofertados às pessoas;
VIII - garantir provimento e estratégias de fixação de profissionais de saúde para a Atenção
Básica com vistas a promover ofertas de cuidado e o vínculo;
IX - desenvolver, disponibilizar e implantar os Sistemas de Informação da Atenção Básica
vigentes, garantindo mecanismos que assegurem o uso qualificado dessas ferramentas nas UBS, de
acordo com suas responsabilidades;
X - garantir, de forma tripartite, dispositivos para transporte em saúde, compreendendo as equipes,
pessoas para realização de procedimentos eletivos, exames, dentre outros, buscando assegurar a
resolutividade e a integralidade do cuidado na RAS, conforme necessidade do território e planejamento de
saúde;
XI - planejar, apoiar, monitorar e avaliar as ações da AB nos territórios;
XII - estabelecer mecanismos de autoavaliação, o controle, a regulação e o acompanhamento
sistemático dos resultados alcançados pelas ações da Atenção Básica, como parte do processo de
planejamento e programação;
XIII - divulgar as informações e os resultados alcançados pelas equipes que atuam na Atenção Básica,
estimulando a utilização dos dados para o planejamento das ações;
XIV - promover o intercâmbio de experiências entre gestores e trabalhadores, por meio de
cooperação horizontal, e estimular o desenvolvimento de estudos e pesquisas que busquem o
aperfeiçoamento e a disseminação de tecnologias e conhecimentos voltados à Atenção Básica;
XV - estimular a participação popular e o controle social;
XVI - garantir espaços físicos e ambientes adequados para a formação de estudantes e trabalhadores
de saúde, para a formação em serviço e para a educação permanente e continuada nas Unidades Básicas de
Saúde;
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XVII - desenvolver as ações de assistência farmacêutica e o uso racional de medicamentos e o
acesso em conformidade com a RENAME, os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas, e com a relação
específica complementar estadual, municipal, da União, ou do Distrito Federal de medicamentos nos
pontos de atenção, visando a integralidade do cuidado;
XVIII - adotar estratégias para garantir um amplo escopo de ações e serviços a serem ofertados na
AB, compatíveis com as necessidades de saúde de cada localidade;
XIX - estabelecer mecanismos regulares de autoavaliação para as equipes que atuam na Atenção
Básica, a fim de fomentar as práticas de monitoramento, avaliação e planejamento em saúde;
XX - possibilitar a articulação com o subsistema Indígena nas ações de Educação Permanente e de
gestão da rede assistencial.
I - definir e rever periodicamente, de forma pactuada, na Comissão Intergestores Tripartite
(CIT), as diretrizes da PNAB;
II - garantir fontes de recursos federais para compor o financiamento da Atenção Básica;
III - destinar recurso federal para compor o financiamento tripartite da Atenção Básica, de
modo mensal, regular e automático, prevendo, entre outras formas, o repasse fundo a fundo para
custeio e investimento das ações e serviços;
IV - prestar apoio integrado aos gestores dos entes federativos no processo de qualificação
e de consolidação da AB;
V - definir, de forma tripartite, estratégias de articulação junto às gestões estaduais e
municipais do SUS, com vistas à institucionalização da avaliação e da qualificação da AB;
VI - estabelecer, de forma tripartite, diretrizes nacionais e disponibilizar instrumentos
técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de gestão, formação e educação permanente dos
gestores e profissionais da AB;
VII - articular com o Ministério da Educação estratégias de indução às mudanças
curriculares nos cursos de graduação e de pós-graduação na área da saúde, visando à formação de
profissionais e gestores com perfil adequado à AB;
VIII - apoiar a articulação de instituições, em parceria com as Secretarias Estaduais de Saúde
(SES) e Secretarias Municipais de Saúde (SMS), para formação e garantia de educação permanente
e continuada para os profissionais de saúde da AB, de acordo com as necessidades locais.
Responsabilidades daUnião na Atenção Básica (art. 8º)
I - pactuar, na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e no Colegiado de Gestão no Distrito
Federal (DF), estratégias, diretrizes e normas para a implantação e a implementação da PNAB vigente
nos estados e no Distrito Federal;
II - destinar recursos estaduais para compor o financiamento tripartite da Atenção Básica, de
modo regular e automático, prevendo, entre outras formas, o repasse fundo a fundo para custeio e
investimento das ações e serviços;
III - ser corresponsável pelo monitoramento das ações de AB nos municípios;
IV - analisar os dados de interesse estadual gerados pelos sistemas de informação, utilizá-los no
planejamento e divulgar os resultados obtidos;
Responsabilidades dos Estados e do DF na Atenção Básica (art. 9º)
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I - organizar, executar e gerenciar os serviços e as ações de AB, de forma universal, dentro
do seu território, incluindo as unidades próprias e as cedidas pelo estado e pela União;
II - programar as ações da AB, a partir de sua base territorial, de acordo com as
necessidades de saúde identificadas em sua população, com a utilização de instrumento de
programação nacional vigente;
III - organizar o fluxo de pessoas e inseri-las em linhas de cuidado; instituir e garantir os
fluxos definidos na Rede de Atenção à Saúde (RAS) entre os diversos pontos de atenção de
diferentes configurações tecnológicas, integrados por serviços de apoio logístico, técnico e de
gestão, para garantir a integralidade do cuidado;
IV - estabelecer e adotar mecanismos de encaminhamento responsável pelas equipes que atuam
na Atenção Básica de acordo com as necessidades de saúde das pessoas, mantendo a vinculação e
coordenação do cuidado;
V - manter atualizado mensalmente o cadastro de equipes, profissionais, carga horária,
serviços disponibilizados, equipamentos e outros no Sistema de Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde vigente, conforme regulamentação específica;
VI - organizar os serviços para permitir que a Atenção Básica atue como a porta de entrada
preferencial e ordenadora da RAS;
VII - fomentar a mobilização das equipes e garantir espaços para a participação da
comunidade no exercício do controle social;
VIII - destinar recursos municipais para compor o financiamento tripartite da Atenção
Básica;
IX - ser corresponsável, junto ao Ministério da Saúde (MS) e à Secretaria Estadual de Saúde
(SES), pelo monitoramento da utilização dos recursos da AB transferidos para os municípios;
X - inserir a Estratégia de Saúde da Família em sua rede de serviços como a estratégia
prioritária de organização da AB;
Responsabilidades dos municípios e do DF na Atenção Básica (art. 10)
V - verificar a qualidade e a consistência de arquivos dos sistemas de informação enviados
pelos municípios, de acordo com prazos e fluxos estabelecidos para cada sistema, retornando
informações aos gestores municipais;
VI - divulgar periodicamente os relatórios de indicadores da AB, com o intuito de assegurar
o direito fundamental de acesso à informação;
VII - prestar apoio institucional aos municípios no processo de implantação,
acompanhamento e qualificação da AB e de ampliação e consolidação da ESF;
VIII - definir estratégias de articulação com os municípios, com vistas à institucionalização
do monitoramento e da avaliação da AB;
IX - disponibilizar aos municípios instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem o
processo de formação e educação permanente dos membros das equipes de gestão e de atenção;
X - articular com as instituições de ensino e serviço, em parceria com as SMS, para formação
e garantia de educação permanente aos profissionais de saúde das equipes que atuam na Atenção
Básica; e
XI - fortalecer a ESF na rede de serviços como a estratégia prioritária de organização da AB.
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XI - prestar apoio institucional às equipes e aos serviços no processo de implantação, de
acompanhamento e de qualificação da AB, bem como de ampliação e de consolidação da ESF;
XII - definir estratégias de institucionalização da avaliação da AB;
XIII - desenvolver ações, articular instituições e promover acesso aos trabalhadores, para
formação e garantia de educação permanente e continuada aos profissionais de saúde de todas as
equipes que atuam na AB implantadas;
XIV - selecionar, contratar e remunerar os profissionais que compõem as equipes
multiprofissionais de AB, em conformidade com a legislação vigente;
XV - garantir recursos materiais, equipamentos e insumos suficientes para o funcionamento
das UBS e equipes, para a execução do conjunto de ações propostas;
XVI - garantir acesso ao apoio diagnóstico e laboratorial necessário ao cuidado resolutivo da
população;
XVII - alimentar, analisar e verificar a qualidade e a consistência dos dados inseridos nos
sistemas nacionais de informação a serem enviados às outras esferas de gestão, utilizá-los no
planejamento das ações e divulgar os resultados obtidos, a fim de assegurar o direito fundamental
de acesso à informação;
XVIII - organizar o fluxo de pessoas, com vistas à garantia das referências a serviços e a
ações de saúde fora da AB e de acordo com as necessidades de saúde das mesmas;
XIX - assegurar o cumprimento da carga horária integral de todos os profissionais que
compõem as equipes que atuam na AB, de acordo com as jornadas de trabalho especificadas no
Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (SCNES) e a modalidade de atenção.
8. (Prefeitura de Natal-RN/COMPERVE/UFRN/2018) Segundo a Política Nacional de Atenção
Básica (BRASIL, 2017a), compete às Secretarias Municipais Saúde a coordenação do componente
municipal da Atenção Básica, no âmbito de seus limites territoriais, de acordo com a política, as
diretrizes e as prioridades estabelecidas. É responsabilidade dos municípios e do Distrito Federal,
entre outras:
a) organizar, executar e gerenciar os serviços e as ações de Atenção Básica, de forma universal,
dentro do seu território, incluindo as unidades próprias e excluindo as cedidas pelo estado e pela
União.
b) definir estratégias de articulação com as gestões municipais, com vistas à institucionalização do
monitoramento e à avaliação da Atenção Básica.
c) definir e rever periodicamente, de forma pactuada, na Comissão Intergestores Tripartite, as
diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica.
d) manter o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde vigente atualizado
mensalmente, conforme regulamentação específica.
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9. (Residência Multiprofissional/UPF/2022) Em relação às responsabilidades das esferas de governo
quanto à Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), assinale a alternativa que descreve a
responsabilidade exclusiva da União:
a) Desenvolver ações, articular instituições e promover acesso aos trabalhadores, para formação e
garantia de educação permanente e continuada aos profissionais de saúde de todas as equipes que
atuam na Atenção Básica implantadas.
b) Definir e rever periodicamente, de forma pactuada, na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), as
diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica.
c) Organizar o fluxo de pessoas, inserindo-as em linhas de cuidado, instituindo e garantindo os fluxos
definidos na Rede de Atenção à Saúde entre os diversos pontos de atenção de diferentes configurações
tecnológicas, integrados por serviços de apoio logístico, técnico e de gestão, para garantir a
integralidade do cuidado.
d) Disponibilizar aos municípios instrumentos técnicos e pedagógicos que facilitem o processo de
formação e educação permanente dos membros das equipes de gestão e de atenção
e) Pactuar, na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e Colegiado de Gestão no Distrito Federal,
estratégias, diretrizes e normas para a implantação e implementaçãoda PNAB vigente nos Estados e
Distrito Federal.
10. (Prefeitura de São João do Sul-SC/PS Concursos/2021) A Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de
2017 aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a
organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação a referente
portaria, assinale (V) para Verdadeiro ou (F) para Falso nas sentenças abaixo:
( ) É responsabilidade comum a todas as esferas de governo contribuir para a reorientação do modelo de
atenção e de gestão com base nos princípios e nas diretrizes contidas nesta portaria.
( ) Compete ao Ministério da Saúde a gestão das ações de Atenção Básica no âmbito da União, sendo
responsabilidade da União prestar apoio integrado aos gestores dos Estados, do Distrito Federal e dos
municípios no processo de qualificação e de consolidação da Atenção Básica.
( ) Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) tem na Saúde da Família sua estratégia prioritária para
expansão e consolidação da Atenção Básica.
( ) Todos os estabelecimentos de saúde que prestem ações e serviços de Atenção Básica, no âmbito do
SUS, de acordo com esta portaria serão denominados Unidades Especiais de Pronto Atendimento
(UEPA).
Assinale a sequência CORRETA:
a) V, V, F, F. b) V, V, V, F. c) V, F, F, V. d) F, V, V, V. e) F, V, F, V.
Infraestrutura, Ambiência e Funcionamento da Atenção Básica
São consideradas unidades ou equipamentos de saúde na Atenção Básica:
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Para garantir a coordenação do cuidado e ampliar o acesso e a resolutividade das
equipes que atuam na Atenção Básica, podem-se considerar os seguintes aspectos:
* O Programa Saúde na Hora (Portaria do MS nº 397/2020) viabiliza o custeio aos municípios e ao
Distrito Federal para a implantação do horário estendido de funcionamento das USF e das UBS
em todo o território brasileiro. No seu acesso bônus on-line, temos uma aula completa sobre esse
programa.
Padrões essenciais - ações e procedimentos básicos relacionados às condições básicas/essenciais de
acesso e de qualidade na AB;
Padrões ampliados - ações e procedimentos considerados estratégicos para se avançar e alcançar
padrões elevados de acesso e qualidade na AB, considerando as especificidades locais, os indicadores
e os parâmetros estabelecidos nas Regiões de Saúde.
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• a identificação e o horário de atendimento;
• o mapa de abrangência, com a cobertura de cada equipe;
• a identificação do Gerente da Atenção Básica no território e dos componentes de cada equipe da
UBS;
• a relação de serviços disponíveis; e
• o detalhamento das escalas de atendimento de cada equipe.
11. (Residência Multiprofissional/UNCISAL/2018) No que concerne à infraestrutura, à ambiência e ao
funcionamento da atenção básica, de acordo com a Portaria nº 2.436, de 2017, é correto afirmar:
a) Refere-se ao conjunto de procedimentos que objetiva adequar a estrutura física, tecnológica e de
recursos humanos das UBS às necessidades de saúde da população de cada território.
b) A infraestrutura de uma UBS não deve estar adequada ao quantitativo de população adscrita e suas
especificidades, mas sim aos processos de trabalho das equipes e à atenção à saúde dos usuários.
c) Os parâmetros de estrutura devem levar em consideração apenas a densidade demográfica, o perfil
da população e as ações e os serviços de saúde a serem realizados.
d) As UBS devem ser construídas de acordo com as normas sanitárias e tendo como referência as
normativas de infraestrutura vigentes. Devem, ainda, ser cadastradas no Sistema Eletrônico do SUS e
no Sistema de Informação da Atenção Básica.
e) Para um ambiente adequado em uma UBS, existem componentes que atuam como modificadores e
qualificadores do espaço. Por isso, recomenda-se contemplar: recepção com grades (para garantir
privacidade à pessoa), identificação dos serviços existentes, cronograma de atendimento, conforto
térmico e acústico e espaços adaptados para as pessoas com deficiência.
(Residência Multiprofissional em Gestão de Políticas Públicas para a Saúde/SES-DF/ IADES/2021) A
Atenção Primária à Saúde é a base do Sistema Único de Saúde (SUS) e já foi regida por outras
portarias, sendo a mais recente a Portaria nº 2.436/2017, que aprova a Política Nacional de Atenção
Básica (PNAB), estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no
âmbito do SUS. No que se refere a esse tema, julgue o item a seguir.
12. A Portaria nº 2.436/2017 recomenda a inclusão do gerente de Atenção Básica, com o objetivo de
contribuir para o aprimoramento e a qualificação do processo de trabalho nas UBS.
( ) Certo ( ) Errado
13. (Residência Multiprofissional e Uniprofissional/ESP-CE/2018) Com base na nova PNAB, instituída
na Portaria GM nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, recomenda-se a inclusão do Gerente de
Atenção Básica, com o objetivo de contribuir para o aprimoramento e a qualificação do processo de
trabalho nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Sobre esse profissional, é CORRETO afirmar (BRASIL,
2017a):
a) Indica a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo
acompanhamento da pessoa.
b) Um profissional integrante das equipes, vinculadas à UBS.
c) Participa e orienta o processo de territorialização, o diagnóstico situacional, o planejamento e a
programação das equipes.
d) Supervisiona o agente comunitário de saúde e o agente comunitário de endemias.
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Tipos de Equipe da Atenção Básica
Equipe de Saúde da Família (eSF)
Equipe de Atenção Primária (eAP)
De acordo com a Portaria do MS nº 2.539/2019, a equipe de Atenção Primária (eAP) difere
da equipe de Saúde da Família (eSF) em sua composição, de modo a atender às características e
às necessidades de cada município, e deverá observar as diretrizes da PNAB e os atributos
essenciais da APS como: o acesso de primeiro contato, a longitudinalidade, a coordenação e a
integralidade.
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Não se aplica aos profissionais da eAP a vedação à participação em mais de uma eAP ou eSF,
não sendo hipótese de suspensão de repasse a duplicidade de profissional. O cadastro das eAP no
SCNES deverá observar os mesmos códigos para o cadastro das eSF.
Atenção! não se aplica aos profissionais da eSB na modalidade I com carga horária diferenciada
referida a vedação à participação em mais de uma eSB ou eSF, não sendo hipótese de suspensão de
repasse a duplicidade de profissional.
Modalidade I (20h): eSB composta por profissionais com carga horária mínima individual de 20
horas semanais e cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde, com população adscrita
correspondente a 50% da população adscrita para uma eSF; ou
Modalidade II (30h): eSB composta por profissionais com carga horária mínima individual de 30
horas semanais e cadastrados em uma mesma Unidade de Saúde, com população adscrita
correspondente a 75% da população adscrita para uma eSF.
De acordo com a Portaria do MS nº 2.539/2019, para atender às características e necessidades
de cada município, poderão também ser compostas eSB na modalidade I com carga horária
diferenciada, nos seguintes termos:
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14. (Residência Multiprofissional/UERN/CONPASS/2018/Adaptada) A Portaria nº 2.436, de 21 de
setembro de 2017, aprova a nova Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), com vistas à revisão
da regulamentação e operacionalização vigentes, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS),
estabelecendo-se as diretrizes para a organização do componente Atenção Básica, na Rede de
Atenção à Saúde (RAS). Em relação à PNAB, assinale a alternativa correta:
a) Recomenda-seuma população adscrita por equipe de Atenção Primária (eAP) e de Saúde da
Família (eSF) de 1.500 a 5.500 pessoas, localizada dentro do seu território, garantindo os princípios e
as diretrizes da Atenção Básica.
b) A Equipe de Saúde da Família (eSF) é a estratégia prioritária de atenção à saúde e visa à
reorganização da Atenção Básica no país, de acordo com os preceitos do SUS, composta, no mínimo,
por médico, preferencialmente da especialidade medicina de família e comunidade; enfermeiro,
preferencialmente especialista em saúde da família; auxiliar e/ou técnico de enfermagem; agente
comunitário de saúde (ACS) e agente de combate às endemias (ACE).
c) Para a equipe de Saúde da Família, é obrigatória carga horária de 40 (quarenta) horas semanais
para todos os profissionais de saúde membros da ESF, excetuando-se o profissional médico, que
pode optar por carga horária de 20 horas semanais. Dessa forma, com exceção dos médicos, os
demais profissionais da ESF poderão estar vinculados a apenas uma equipe de Saúde da Família, no
SCNES vigente.
d) Os Núcleos Ampliados de Saúde da Família (Nasf-AB) se constituem em uma equipe
multiprofissional e interdisciplinar composta por categorias de profissionais da saúde,
complementar às equipes que atuam na Atenção Básica, atuando de maneira integrada para dar
suporte (clínico, sanitário e pedagógico) aos profissionais das equipes de Saúde da Família (eSF), que
não podem ser vinculadas às equipes de Atenção Básica (eAB).
e) Em áreas de grande dispersão territorial, de risco e de vulnerabilidade social, recomenda-se a
cobertura de 100% da população com o número máximo de 750 pessoas por ACS.
15. (Residência Multiprofissional ESP-CE/2018) Com base na nova Política Nacional de Atenção
Básica (PNAB), instituída na Portaria GM nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, compõem a equipe
mínima de Saúde da Família (BRASIL, 2017a):
a) Enfermeiro, médico, agente comunitário de saúde, dentista.
b) Enfermeiro, médico, agente comunitário de saúde, técnico ou auxiliar de enfermagem.
c) Enfermeiro, médico, agente comunitário de saúde, dentista, auxiliar ou técnico em saúde bucal.
d) Enfermeiro, médico, agente comunitário de saúde, técnico ou auxiliar de enfermagem, dentista.
16. (Residência Multiprofissional/UPE/2018) Em 21 de setembro de 2017, foi aprovada a nova
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), estabelecendo a revisão de diretrizes para a
organização da Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde, mediante a Portaria nº
2.436. A versão anterior da PNAB estabelecia “A existência de um enfermeiro para até, no
máximo, 12 ACS e, no mínimo, quatro, constituindo, assim, uma equipe de agentes comunitários
de saúde”. Quantos agentes comunitários de saúde para uma equipe estabelece a versão vigente?
a) 4. b) 3. c) 2. d) 1. e) Não estabelece quantidade numérica.
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17. (UFSC/COPERVE/2018) Por meio da Portaria nº 2.436/2017, o Ministério da Saúde aprovou a
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) com vistas à revisão da regulamentação de
implantação e operacionalização vigentes, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS),
estabelecendo-se as diretrizes para a organização do componente atenção básica na Rede de
Atenção à Saúde (RAS). De acordo com essa portaria, analise as afirmativas abaixo e assinale a
alternativa correta.
I. A atenção básica é a principal porta de entrada e centro de comunicação da RAS, coordenadora do
cuidado e ordenadora das ações e dos serviços disponibilizados na rede.
II. A PNAB tem na saúde da família sua estratégia prioritária, considerada a única opção de modelo
para expansão e consolidação da atenção básica.
III. Os Agentes Comunitários da Saúde (ACS) são essenciais na composição da equipe de atenção
básica, sendo recomendadas até 750 pessoas por ACS em áreas de grande dispersão territorial, risco
e vulnerabilidade social.
IV. São atribuições específicas do(a) enfermeiro(a) na atenção básica a realização de consultas de
enfermagem, procedimentos, solicitação de exames complementares, prescrição de medicações
conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas ou outras normativas técnicas, observadas as
disposições legais da profissão.
V. Na organização do processo de trabalho da atenção básica, é possível, de acordo com a
necessidade e conformação do território, através de pactuação e negociação entre gestão e equipes,
que o usuário seja atendido fora de sua área de cobertura, mantendo o diálogo e a informação com
a equipe de referência.
a) Somente as afirmativas I, III e V estão corretas.
b) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas.
c) Somente as afirmativas II, IV e V estão corretas.
d) Somente as afirmativas II, III e V estão corretas.
e) Somente as afirmativas I, IV e V estão corretas.
18. (SESAP-RN/COMPERVE/UFRN/2018/Adaptada) A Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de
2017, aprovou a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), que estabelece a revisão de diretrizes
para a organização da atenção básica, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Tomando
como referência a nova PNAB, considere as afirmativas que seguem:
I. Cada equipe de atenção primária e de saúde da família deve se responsabilizar por 2.000 a 3.500
pessoas.
II. O número de agentes comunitários de saúde (ACS), por equipe de saúde da família, deverá ser
suficiente para cobrir 100% da população adscrita com número máximo de 750 pessoas por ACS.
III. Universalidade, equidade, regionalização e hierarquização, resolutividade e população adscrita
estão entre os princípios e as diretrizes a serem operacionalizados na atenção básica.
IV. Fazer diagnóstico do território onde atuam e executar ações de campo para pesquisa
entomológica são algumas das atribuições comuns do agente comunitário de saúde e do agente de
combate a endemias.
Em relação ao tema exposto, estão corretas as afirmativas:
a) I e III. b) III e II. c) I e IV. d) II e IV.
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19. (Prefeitura de Campinas-SP/VUNESP/2019/Adaptada) No contexto da Estratégia Saúde da
Família (ESF), de acordo com o anexo XXII da Portaria de consolidação nº 2, a Política Nacional de
Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no
âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), é correto afirmar que:
a) As Equipes de Saúde da Família são consideradas como estratégia de expansão, qualificação e
consolidação da Atenção Secundária, por favorecer uma reorientação do processo de trabalho
ambulatorial.
b) A equipe de Saúde da Família é a estratégia prioritária de atenção à saúde e visa à reorganização
da Atenção Básica no país, de acordo com os preceitos do SUS.
c) Para cada Equipe de Atenção Primária, há a obrigatoriedade de carga horária de 40 horas
semanais para todos os profissionais de saúde membros da eAP.
d) Os profissionais da eSF poderão estar vinculados a três Equipes de Saúde da Família, no Sistema
de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde vigente.
e) Nas eAP modalidade II, a carga horária mínima individual dos profissionais deverá ser de 20 (vinte)
horas semanais, com população adscrita correspondente a 75% (setenta e cinco por cento) da
população adscrita para uma eSF.
Equipes Multiprofissionais na Atenção Primária à Saúde (eMulti)
A Portaria do MS nº 635/2023 institui, define e cria o incentivo financeiro federal de
implantação, custeio e desempenho para as modalidades de equipes Multiprofissionais na Atenção
Primária à Saúde (eMulti).
Essa Portaria traz o entendimento das eMulti, que são compostas por profissionais de saúde
de diferentes áreas de conhecimento os quais atuam de maneira complementar e integrada às
demais equipes da Atenção Primária à Saúde (APS). Elas têm atuação corresponsável pela população
e pelo território, em articulação intersetorial, e com a Rede de Atenção à Saúde (RAS).
São diretrizes e objetivos do processo de trabalho das eMulti, paraatender a demanda em
saúde da pessoa, da população e do território (art. 2º):
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20. (Prefeitura de Recife-PE/IBADE/2024) De acordo com a Portaria nº 635/2023, são
responsabilidades das equipes chamadas de eMulti:
a) o desenvolvimento da integralidade das ações de apoio comunitário.
b) o desenvolvimento da integralidade das ações de comunicação e investigação de óbitos.
c) o desenvolvimento da integralidade das ações de investigação epidemiológica.
d) o desenvolvimento da integralidade das ações de atendimento compartilhados entre profissionais
e equipes.
e) o desenvolvimento da integralidade das ações de práticas multifatoriais.
Todas as modalidades de eMulti deverão atender aos seguintes requisitos (art. 4º):
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21. (Câmara dos Deputados/FGV/2023) As equipes multiprofissionais (eMulti) são compostas por
profissionais de saúde de diferentes áreas de conhecimento que atuam de maneira
complementar e integrada às demais equipes da Atenção Primária à Saúde (APS), com atuação
corresponsável pela população e pelo território, em articulação com a Rede de Atenção à Saúde -
RAS. As eMulti são classificadas em 3 (três) modalidades, de acordo com a carga horária de
equipe, a vinculação e a composição profissional. As modalidades (eMulti) previstas pelo
Ministério da Saúde são as Equipes Multiprofissionais:
a) Básica, Ambulatorial e Especializada.
b) Matricial, Suplementar e Expandida.
c) Ampliada, Complementar e Estratégica.
d) Comunitária, Distrital e Regional.
e) Primária, Secundária e Terciária.
22. (UFRJ/2023) Em conformidade com a “Portaria GM/MS nº 635, de 22 de maio de 2023” que
institui incentivo financeiro federal para as modalidades de equipes Multiprofissionais na
Atenção Primária à Saúde, podemos afirmar que:
a) A carga horária individual mínima médica exigida por equipe é de 20 horas semanais; e a carga
horária individual mínima das demais categorias profissionais exigida por equipe é de 40 horas
semanais.
b) As atividades coletivas, o apoio matricial, a construção conjunta de projetos terapêuticos e
intervenções no território e as práticas intersetoriais, são atividades exclusivas das eMulti.
c) As eMulti são classificadas em 2 modalidades: I - equipe Multiprofissional Ampliada - eMulti
Ampliada; II - equipe Multiprofissional Complementar – eMulti Complementar.
d) Integrar práticas de assistência, prevenção, promoção da saúde, vigilância e formação em saúde
na APS, corresponde a uma das diretrizes e objetivos do processo de trabalho das eMulti.
e) Na eMulti Ampliada, são categorias profissionais fixas: assistente social e farmacêutico clínico e
nutricionista e psicólogo e enfermeiro e médico geriatra.
As eMulti deverão ser vinculadas a uma ou mais das seguintes tipologias de equipes ou
serviços (art. 4º, § 1º):
Nenhuma equipe poderá estar vinculada a mais de uma eMulti simultaneamente (art. 4º, § 2º).
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Cada modalidade do eMulti deverá atender aos requisitos do art. 4º, bem como (art. 5º):
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23. (Prefeitura de Recife-PE/IBADE/2024) Todas as equipes Multiprofissionais na Atenção Primária
à Saúde (eMulti), deverão:
a) desenvolver atendimento individual, em grupo e domiciliar.
b) enviar produção no Sistema de Informação da Atenção Básica (SISAB).
c) realizar atividades coletivas.
d) participar de discussões de casos.
e) oferta de ações de saúde à distância.
Todas as eMulti poderão realizar, no processo de trabalho colaborativo com as equipes vinculadas, a 
integração e troca de informações de maneira virtual, além da presencial (art. 7º).
O atendimento remoto deverá acontecer de forma assistida, com a presença de profissional
da área de saúde intermediando os processos gerenciais demandantes entre pessoa atendida e
profissional de saúde que realiza a consulta remotamente, bem como a utilização das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TIC) (art. 7º, § 1º).
I - sala para a atividade de atendimento remoto, por eMulti;
Para a execução do atendimento remoto, os estabelecimentos de saúde deverão dispor,
minimamente, de: (art. 7º, § 2º):
II - profissional da área da saúde, preferencialmente de nível técnico ou superior, para
intermediar a utilização das TIC e os processos gerenciais da consulta; e
III - equipamentos de TIC suficientes para a realização de consultas de forma virtual, em
qualidade adequada, incluindo, além do computador, webcam acoplada e microfone, ou
equipamentos equivalentes, bem como conexão de internet.
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Para fins de financiamento federal, fica estipulado o seguinte teto de credenciamento de
eMulti, de acordo com a proporção abaixo (art. 8º, § 1º):
O acompanhamento e monitoramento das ações de saúde
Desenvolvidas pelas eMulti serão realizados por meio do SISAB (art. 11).
O cadastro da eMulti e o envio regular de dados, conforme o cronograma dos sistemas de
informação vigentes, são de responsabilidade da gestão municipal e distrital e dos profissionais das
equipes (art. 11, parágrafo único).
I - descumprimento dos critérios previstos nesta Portaria, comprovados por meio dos sistemas de
informação oficiais vigentes do Ministério da Saúde, por monitoramento e/ ou supervisão direta
do Ministério da Saúde ou da Secretaria de Estado da Saúde (SES) ou por auditoria da Auditoria-
Geral do Sistema Único de Saúde (Audsus), e demais órgãos de controle;
O repasse de recursos será descontinuado nos casos de (art. 19):
II - no caso de ausência de qualquer um dos profissionais previstos no Anexo I; e
III - descumprimento do dever de registro no SISAB, havendo omissão de informações por 3
competências consecutivas.
Vejamos a seguir o anexo I - informações para cadastro no SCNES das equipes
multiprofissionais na APS para fins da transferência dos incentivos financeiros federais:
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Tipos de Equipe da Atenção Básica (BRASIL, 2017b)
Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS):
É prevista a implantação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS) nas UBS como
uma possibilidade de reorganizar, inicialmente, a AB com vistas à implantação gradual da ESF ou
como uma forma de agregar os agentes comunitários a outras maneiras de organizar a AB.
Itens necessários à implantação da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS):
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24. (Residência/UERN/CONPASS/2018) É prevista a implantação da Estratégia de Agentes
Comunitários de Saúde nas UBS como uma possibilidade para a reorganização inicial da Atenção
Básica com vistas à implantação gradual da Estratégia de Saúde da Família ou como uma forma
de agregar os agentes comunitários a outras maneiras de organização da Atenção Básica. A seu
respeito, assinale a alternativa incorreta em relação aos itens necessários à sua implementação.
a) A existência de uma Unidade Básica de Saúde, inscrita no SCNES vigente, que passa a ser a UBS
de referência para a equipe de agentes comunitários de saúde.
b) O número de ACS e ACE por equipe deverá ser definido de acordo com base populacional
(critérios demográficos, epidemiológicos e socioeconômicos), conforme a legislação vigente.
c) É obrigatório o cumprimento da carga horária integral de 40 horas semanais por toda a equipe
de agentes comunitários, tendo o médico ou o enfermeiro como supervisor.
d) Os ACS devem estar cadastrados no SCNES vigente, vinculados à equipe.
e) Cada ACS deve realizar as ações previstas nas regulamentações vigentes enessa portaria e ter
uma microárea sob sua responsabilidade, cuja população não ultrapasse 750 pessoas.
Equipes de Atenção Básica para populações específicas:
Outras modalidades:
Atribuições dos Profissionais na Atenção Básica
Vamos estudar as principais atribuições dos profissionais da AB, com direcionamento para
concursos e residências multiprofissionais em saúde. Para conhecer detalhadamente as atribuições
de todos os profissionais, sugerimos a leitura da PNAB (Portaria do MS nº 2.436/2017).
I - participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe,
identificando grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos e vulnerabilidades;
II - cadastrar e manter atualizado o cadastramento e outros dados de saúde das famílias e
dos indivíduos no sistema de informação em saúde (SIS) da AB vigente, utilizando as informações
sistematicamente para a análise da situação de saúde, considerando as características sociais,
econômicas, culturais, demográficas e epidemiológicas do território, priorizando as situações a
serem acompanhadas no planejamento local;
Atribuições Comuns a todos os membros 
das Equipes que atuam na Atenção Básica
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III - realizar o cuidado integral à saúde da população adscrita, prioritariamente no âmbito
da Unidade Básica de Saúde, e quando necessário, no domicílio e demais espaços comunitários
(escolas, associações, entre outros), com atenção especial às populações que apresentem
necessidades específicas (em situação de rua, em medida socioeducativa, privada de liberdade,
ribeirinha, fluvial etc.);
IV - realizar ações de atenção à saúde conforme a necessidade de saúde da população
local, bem como aquelas previstas nas prioridades, nos protocolos, nas diretrizes clínicas e
terapêuticas, assim como, na oferta nacional de ações e nos serviços essenciais e ampliados da
AB;
V - garantir a atenção à saúde da população adscrita, buscando a integralidade por meio da
realização de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, prevenção de doenças e
agravos e da garantia de atendimento da demanda espontânea, da realização das ações
programáticas, coletivas e de vigilância em saúde, e incorporando diversas racionalidades em
saúde, inclusive Práticas Integrativas e Complementares;
VI - participar do acolhimento dos usuários, proporcionando atendimento humanizado,
realizando classificação de risco, identificando as necessidades de intervenções de cuidado,
responsabilizando-se pela continuidade da atenção e viabilizando o estabelecimento do vínculo;
VII - responsabilizar-se pelo acompanhamento da população adscrita ao longo do tempo,
no que se refere às múltiplas situações de doenças e agravos, e às necessidades de cuidados
preventivos, permitindo a longitudinalidade do cuidado;
VIII - praticar cuidado individual, familiar e dirigido a pessoas, a famílias e a grupos sociais,
visando propor intervenções que possam influenciar os processos saúde-doença individual, das
coletividades e da própria comunidade;
IX - responsabilizar-se pela população adscrita mantendo a coordenação do cuidado,
mesmo quando necessita de atenção em outros pontos de atenção do sistema de saúde;
X - utilizar o Sistema de Informação da Atenção Básica vigente para registrar as ações de
saúde na AB, visando subsidiar a gestão, planejamento, investigação clínica e epidemiológica, e à
avaliação dos serviços de saúde;
XI - contribuir para o processo de regulação do acesso a partir da AB, participando da
definição de fluxos assistenciais na RAS, bem como da elaboração e implementação de protocolos
e diretrizes clínicas e terapêuticas para a ordenação desses fluxos;
XII - realizar a gestão das filas de espera, para evitar a prática do encaminhamento
desnecessário, com base nos processos de regulação locais (referência e contra-referência),
ampliando-a para um processo de compartilhamento de casos e acompanhamento longitudinal de
responsabilidade das equipes que atuam na atenção básica;
XIII - prever, nos fluxos da RAS, entre os pontos de atenção de diferentes configurações
tecnológicas, a integração por meio de serviços de apoio logístico, técnico e de gestão, para
garantir a integralidade do cuidado;
XIV - instituir ações para a segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e
diminuir os eventos adversos;
XV - alimentar e garantir a qualidade do registro das atividades nos sistemas de informação
da AB, conforme normativa vigente;
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XVII - realizar busca ativa de internações e atendimentos de urgência/emergência por causas
sensíveis à AB, a fim de estabelecer estratégias que ampliem a resolutividade e a longitudinalidade
pelas equipes que atuam na AB;
XVIII - realizar visitas domiciliares e atendimentos em domicílio às famílias e a pessoas em
residências, Instituições de Longa Permanência (ILP), abrigos, entre outros tipos de moradia
existentes em seu território, de acordo com o planejamento da equipe, necessidades e prioridades
estabelecidas;
XIX - realizar atenção domiciliar a pessoas com problemas de saúde
controlados/compensados com algum grau de dependência para as atividades da vida diária e que
não podem se deslocar até a Unidade Básica de Saúde;
XX - realizar trabalhos interdisciplinares e em equipe, integrando áreas técnicas, profissionais
de diferentes formações e até mesmo outros níveis de atenção, buscando incorporar práticas de
vigilância, clínica ampliada e matriciamento ao processo de trabalho cotidiano para essa integração
(realização de consulta compartilhada reservada aos profissionais de nível superior, construção de
Projeto Terapêutico Singular, trabalho com grupos, entre outras estratégias, em consonância com as
necessidades e demandas da população);
XXI - participar de reuniões de equipes a fim de acompanhar e discutir em conjunto o
planejamento e avaliação sistemática das ações da equipe, a partir da utilização dos dados
disponíveis, visando a readequação constante do processo de trabalho;
XXII - articular e participar das atividades de educação permanente e de educação
continuada;
XXIII - realizar ações de educação em saúde à população adstrita, conforme planejamento da
equipe e utilizando abordagens adequadas às necessidades deste público;
XXIV - participar do gerenciamento dos insumos necessários para o adequado funcionamento
da UBS;
XXIV-A - promover a mobilização e a participação da comunidade, estimulando
conselhos/colegiados, constituídos de gestores locais, profissionais de saúde e usuários, viabilizando
o controle social na gestão da Unidade Básica de Saúde;
XXV - identificar parceiros e recursos, na comunidade, que possam potencializar ações
intersetoriais;
XXVI - acompanhar e registrar no sistemas de informação da AB e no mapa de
acompanhamento do Programa Bolsa Família (PBF) e/ou outros programas sociais equivalentes, as
condicionalidades de saúde das famílias beneficiárias;
XXVII - realizar outras ações e atividades, de acordo com as prioridades locais, definidas pelo
gestor local.
Principais Atribuições do Enfermeiro na Atenção Básica
I - realizar atenção à saúde aos indivíduos e às famílias vinculadas às equipes e, quando indicado ou
necessário, no domicílio e/ou nos demais espaços comunitários (escolas, associações entre outras), em
todos os ciclos de vida;
II - realizar consulta de enfermagem e procedimentos, solicitar exames complementares, prescrever
medicações conforme protocolos, diretrizes clínicas e terapêuticas, ou outras normativas técnicas
estabelecidas pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições
legais da profissão;
III - realizar e/ou supervisionar acolhimento com escuta qualificada e classificação de risco, de
acordo com protocolos estabelecidos;
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IV - realizar estratificação de risco e elaborar plano de cuidados para as pessoas com
condições crônicas no território, junto aos demais membros da equipe;
V - realizar atividades em grupo e encaminhar, quando necessário, usuários a outros
serviços, conforme o fluxo estabelecido pela rede local;
VI - planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de
enfermagem, ACS e ACE em conjunto com os outros membros da equipe;
VII - supervisionar as ações do técnico/auxiliar de enfermagem e ACS;
VIII - implementar e manter atualizados rotinas, protocolos e fluxos relacionados a sua área
de competência na UBS; e
IX - exercer outras atribuições conforme a legislação profissional e que sejam de
responsabilidade na sua área de atuação.
Novas Atribuições dos Agentes
Comunitários de Saúde (ACS) na Atenção Básica
As atividades do Agente Comunitário de Saúde serão realizadas em caráter excepcional,
assistidas por um profissional de saúde de nível superior, membro da equipe, depois de
treinamento específico e fornecimento de equipamentos adequados, em sua base geográfica de
atuação, encaminhando o paciente para a unidade de saúde de referência. São elas:
É Importante ressaltar que os ACS só executarão os procedimentos que requeiram
capacidade técnica específica se detiverem a respectiva formação, respeitada a autorização legal.
Recomendamos a leitura das demais atribuições dos ACS que estão descritas na PNAB
(Portaria de Consolidação nº 2/2017, Anexo XXII).
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25. (Prefeitura de São Paulo-SP/IADES/2022) De acordo com as atribuições comuns a todos os
membros das equipes que atuam na Atenção Básica, eles devem:
a) participar das ações educativas atuando na promoção da saúde e na prevenção das doenças bucais.
b) planejar, gerenciar e avaliar as ações desenvolvidas pelos técnicos/auxiliares de enfermagem, ACS e
ACE em conjunto com os outros membros da equipe.
c) participar do processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe, identificando
grupos, famílias e indivíduos expostos a riscos e a vulnerabilidades.
d) indicar a necessidade de internação hospitalar ou domiciliar, mantendo a responsabilização pelo
acompanhamento da pessoa.
e) realizar diagnóstico demográfico, social, cultural, ambiental, epidemiológico e sanitário do território
em que atuam, contribuindo para o processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da
equipe.
26. (Prefeitura de Natal-RN/COMPERVE/UFRN/2018) De acordo com a Política Nacional de Atenção
Básica, o processo de trabalho das equipes de saúde deve estar integrado às ações de vigilância em
saúde, visando à promoção da saúde e à prevenção de doenças nos territórios sob sua
responsabilidade. Sobre essa temática, analise as afirmativas seguintes:
I. Todos os profissionais de saúde deverão fazer a notificação compulsória dos casos suspeitos ou
confirmados de doenças, agravos e outros eventos de relevância para a saúde pública, conforme os
protocolos e as normas vigentes.
II. A vigilância, a prevenção e o controle das doenças transmissíveis estão inseridos nas atribuições
exclusivas dos profissionais de nível médio da Atenção Básica.
III. A vigilância, a prevenção e o controle das doenças crônicas não transmissíveis e das causas externas
estão inseridos nas atribuições exclusivas dos profissionais de nível superior da Atenção Básica.
IV. A integração das ações de vigilância em saúde com a atenção básica implica a rediscussão sobre as
ações e as atividades dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias, com
definição de papéis e responsabilidades.
Em relação ao tema exposto, estão corretas as afirmativas:
a) II e III. b) I e II. c) I e IV. d) III e IV.
27. (Prefeitura de Natal-RN/COMPERVE/UFRN/2018) Em relação ao processo de trabalho das equipes
de saúde definido pela Política Nacional de Atenção Básica, analise as afirmativas a seguir.
I. Os profissionais das equipes de saúde devem participar do planejamento local de saúde, assim como
do monitoramento e da avaliação das ações de sua equipe, da unidade e do município.
II. A unidade básica de saúde deve acolher todas as pessoas do seu território de referência, de modo
universal e sem diferenciações excludentes.
III. As ações de atenção domiciliar realizadas pelas equipes de Atenção Básica devem ser supervisionadas
pelas equipes multiprofissionais dos Serviços de Atenção Domiciliar (SAD).
IV. A coordenação das ações integradas de vigilância e atenção à saúde deve ser realizada por
profissionais de nível superior ou de nível médio integrantes das equipes que atuam na Atenção Básica.
Em relação ao tema exposto, estão corretas as afirmativas:
a) III e IV.
b) I e IV.
c) I e II.
d) II e III.
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Considerações especiais sobre o trabalho do agente comunitário de 
saúde (ACS) e do agente de combate às endemias (ACE)
O ACS e o ACE devem compor uma equipe de Atenção Primária (eAP) ou uma equipe de
Saúde da Família (eSF) e serem coordenados por profissionais de saúde de nível superior, realizado de
forma compartilhada entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde.
Nas localidades em que não houver cobertura por uma eAP ou eSF, os ACS devem se vincular
à equipe da Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS). Nesses casos, os ACE* devem ser
vinculados à equipe de vigilância em saúde do município.
*A supervisão técnica dos ACE deve ser realizada por profissional com comprovada capacidade técnica, que
pode estar vinculado à equipe de atenção básica ou à saúde da família ou a outro serviço a ser definido
pelo gestor local.
Processo de Trabalho na Atenção Básica
No acolhimento à demanda espontânea na Atenção Básica, destacam-se como
importantes as seguintes ações no processo de avaliação de risco e vulnerabilidade:
a) o acolhimento com classificação de risco e b) a estratificação de risco.
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28. (Residência Multiprofissional em Saúde/Prefeitura de São Paulo-SP/IADES/2022)
Considerando a diversidade e complexidade das situações com as quais a Atenção Básica lida, um
atendimento integral requer a presença de diferentes formações profissionais trabalhando com
ações compartilhadas, assim como, com processo interdisciplinar centrado no usuário,
incorporando práticas de vigilância, promoção e assistência à saúde, bem como matriciamento ao
processo de trabalho cotidiano. É possível integrar também profissionais de outros níveis de
atenção.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436/2017. Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, 
estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do Sistema Único de 
Saúde (SUS). Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2017.
Considerando o processo de trabalho na atenção básica o trecho apresentado se refere à (ao):
a) trabalho em equipe multiprofissional.
b) responsabilização sanitária.
c) porta de entrada preferencial.
d) definição do território e territorialização.
e) resolutividade.
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29. (RESMULTI-CE/2021) Sobre a Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017, que aprova a
Política Nacional de Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde, avalie as assertivas a
seguir.
I. Ratifica a atenção básica como a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de
Atenção à Saúde (RAS), coordenadora do cuidado e ordenadora das ações e dos serviços
disponibilizados na rede.
II. Afirma que a atenção básica será ofertada, integral e gratuitamente, desde que o usuário tenha
situação regular junto ao Cadastro Único Nacional.
III. Coloca a participação da comunidade como uma diretriz do SUS e da RAS a ser operacionalizada
na atenção básica.IV. Serão adotadas, na atenção básica, estratégias que permitam minimizar desigualdades e
iniquidades, de modo a evitar exclusão social de grupos que possam vir a sofrer estigmatização ou
discriminação.
V - Estabelece como competência do Ministério da Saúde ofertar a estratégia de saúde da família em
sua rede de serviços como a estratégia prioritária de organização da atenção básica.
Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão corretas.
a) I e II. b) II e V. c) I, III e IV. d) III, IV e V.
Financiamento da Atenção Básica (Tripartite)
Financiamento da Atenção Básica (Previne Brasil) Revogado
O financiamento federal de custeio da Atenção Primária à Saúde (APS) era constituído por
(Portaria de Consolidação do SUS nº 6/2017, art. 9º):
A Portaria do MS nº 3.493, de 10/04/2024, alterou a Portaria de Consolidação GM/MS nº
6/2017 e revogou o Programa Previne Brasil para instituir nova metodologia de cofinanciamento
federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do SUS, conforme descreveremos a seguir:
O cofinanciamento federal de apoio à manutenção da APS é formado pelos seguintes
componentes (art. 9º):
I - componente fixo para manutenção das eSF e das eAP e recurso de implantação para eSF,
eAP, eSB e eMulti;
II - componente de vínculo e acompanhamento territorial para as eSF e eAP;
III - componente de qualidade para as eSF, eAP, eSB e eMulti;
IV - componente para implantação e manutenção de programas, serviços, profissionais e
outras composições de equipes que atuam na APS;
V - componente para Atenção à Saúde Bucal; e
VI - componente per capita de base populacional para ações no âmbito da APS.
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Valores por Equipe
Art. 9º-A. O componente fixo é um incentivo financeiro a ser repassado pelo FNS aos FMS e
do DF para apoiar o custeio e a implantação das equipes, composto por:
I - incentivo fixo a ser repassado mensalmente para eSF e eAP; e
II - incentivo de implantação a ser repassado em parcela única para eSF, eAP, eSB 40h e eMulti.
Art. 9º-B. O cálculo do componente fixo para manutenção das eSF e eAP considerará o
Indicador de Equidade e Dimensionamento dos municípios e Distrito Federal, classificado nos estratos
de 1 a 4, e corresponderá aos seguintes valores mensais por equipe:
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Valores por Equipe
Art. 9º-C. As eSF, eAP, eSB com carga horária de 40h semanais e eMulti farão jus ao recurso de
implantação a ser transferido do bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, em
parcela única, concomitante ao custeio da primeira parcela, nos seguintes valores:
Art. 9º-D A transferência dos valores do componente I está condicionada ao cumprimento dos
seguintes requisitos:
Art. 10. O componente de vínculo e acompanhamento territorial visa a estimular a
qualificação do cadastro, a reorganização da atenção primária no território e a melhoria do
atendimento à população.
Art. 10-A. Para o cálculo do componente de vínculo e acompanhamento territorial será
considerada a população vinculada à eSF ou eAP, observados os seguintes critérios:
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Faixa de pessoas vinculadas e acompanhadas por equipe de saúde da família e equipe de
atenção primária à saúde (Anexo XCIX da Portaria de Consolidação nº 06/2017).
Art. 12-B. O componente de qualidade visa a estimular o alcance dos indicadores pactuados
tripartite, com o objetivo de incentivar a melhoria do acesso e da qualidade dos serviços ofertados
na APS, buscando induzir boas práticas e aperfeiçoar os resultados em saúde.
O cálculo do incentivo financeiro do componente de qualidade para as eSF, eAP, eSB e eMulti será
efetuado considerando os resultados alcançados pelas equipes nos indicadores. O valor do
incentivo será calculado a partir do cumprimento dos indicadores, em que método de cálculo dos
indicadores será definido de forma tripartite (art. 12-C, §§ 1º e 2º).
Componentes de Vínculo e Qualidade (21 indicadores) 
Fonte: Ministério da Saúde (2024b).
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Componentes de Vínculo e Qualidade (21 indicadores) 
Fonte: Ministério da Saúde (2024b).
Art. 12-G. O componente para implantação e manutenção de programas, serviços,
profissionais e outras composições de equipes que atuam na APS visa a apoiar o processo de
trabalho destas estratégias de cuidado na APS.
Art. 12-H. O componente para implantação e manutenção de programas, serviços, profissionais
e outras composições de equipe que atuam na APS contemplará o custeio:
• das eMulti ; - das eCR; - das UBSF; - das eSFR; - das eAPP; - do PSE; - da EACS;
• para o ente federativo responsável pela gestão das ações de atenção integral à saúde dos
adolescentes em situação de privação de liberdade;
• do incentivo aos municípios com equipes de saúde integradas a programas de residência
uniprofissional ou multiprofissional na APS;
• do incentivo financeiro federal de custeio para implementação de ações de atividade física no
âmbito da APS - IAF;
• dos profissionais microscopistas;
• de outros programas, serviços, profissionais e composições de equipe que venham a ser
instituídos por meio serviços de ato normativo específico do Ministério da Saúde.
Art. 12-J. O componente para Atenção à Saúde Bucal contemplará o custeio:
I - das equipes de Saúde Bucal - eSB;
II - das Unidades Odontológicas Móveis - UOM;
III - dos Centros de Especialidades Odontológicas - CEO;
IV - dos Laboratórios Regionais de Prótese Dentária - LRPD; e
V - dos Serviços de Especialidades em Saúde Bucal - Sesb.
Art. 12-P. O componente per capita de base populacional é um incentivo financeiro a ser
repassado pelo FNS aos FMS e do DF para apoiar o custeio das ações da APS.
Art. 12-Q. O cálculo do componente demográfico de base municipal e distrital para ações no
âmbito da APS considerará a estimativa populacional dos municípios e DF divulgada pelo IBGE ou
o Censo Demográfico do IBGE, o que for mais recente.
Parágrafo único. O valor per capita referido será definido anualmente em ato normativo do
Ministério da Saúde.
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Credenciamento dos Serviços da Atenção Básica
A Portaria do MS nº 1.710/2019 instituiu o fluxo de credenciamento desburocratizado para
serviços e equipes de saúde no âmbito da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).
A instituição do fluxo desburocratizado tem como objetivos: agilizar a implantação dos
serviços da Atenção Primária à Saúde, ampliar a autonomia do gestor municipal ou distrital para
qualificação e expansão dos serviços e reforçar o papel do Plano Municipal ou Distrital de Saúde e
da Programação Anual de Saúde como documentos norteadores das políticas locais de Atenção
Primária à Saúde.
De acordo com a Portaria do MS nº 1.710/2019, devem estar previstos no Plano Municipal
ou Distrital de Saúde ou na Programação Anual de Saúde, devidamente aprovado pelo respectivo
Conselho de Saúde Municipal ou Conselho de Saúde do Distrito Federal, a diretriz, a meta, o
objetivo ou a ação relacionada à qualificação e/ou ao aumento de cobertura de serviços de saúde
vinculados à Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS) no
município ou no Distrito Federal.
A escolha do serviço de saúde de acordo com as tipologias regimentadas pela SAPS, assim
como sua forma de contratação, é de decisão do gestor municipal ou distrital.
De acordo com a Portaria do MS nº 3.119/2019 (mais atualizada), com relação ao
credenciamento, o gestor municipal ou distrital deverá:
A Portaria do MS nº 804, de 14 de abril de 2020, traz novas alterações sobre o fluxo de
credenciamento desburocratizado e institui que após a publicação de Portaria de credenciamento
das novas

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