Prévia do material em texto
AULA PRÁTICA SOBRE ESCALA DE COMA DE GLASGOW E EXAME NEUROLÓGICO Momento 1 – Os alunos deverão discutir a pontuação pontuação da Escala de Coma de Glasgow dos seguintes casos: Caso 1: Você está na emergência de um hospital e recebe um paciente vítima de acidente de moto e que não utilizava capacete. Segundo informações a vítima pilotava em alta velocidade e colidiu com um poste. Ao avaliar o estado de consciência, percebeu que ele abria os olhos à pressão, sem verbalização e elevação da mão acima do nível da clavícula ao estímulo na cabeça ou pescoço. Em relação a este paciente, qual a pontuação na Escala de Coma de Glasgow (especificando a pontuação individual de cada item). Caso 2. Você está em um hospital de médio porte e recebe um paciente vítima de espancamento. Ao avaliar o estado de consciência, percebeu que ele abria os olhos aos estímulos sonoros, confuso e flexão anormal. Em relação a este paciente, discuta a pontuação da Escala de Coma de Glasgow. Momento 2 - O aluno deverá realizar/discutir todos os testes deste checklist. CRITÉRIOS INERENTES À HABILIDADE – Domínio saber fazer AVALIAÇÃO: EXAME NEUROLÓGICO (Peso para AV1) 1. Levou o material necessário para o exame neurológico (Tubos com aromas, limão, algodão, chave, lápis, lanterna de bolso, moeda) e se identificou para o paciente. 2. Proceder à higienização das mãos e certificar se o ambiente está adequado para o exame (privacidade, iluminação, conforto, temperatura, entre outros) e a posição do paciente. 3. Avaliar nível da consciência e orientação (na pessoa, tempo e espaço) Avaliar a Escala de Coma de Glasgow. 4. Testar os pares de nervos cranianos I Par Craniano – Olfativo (Examine a capacidade do paciente de identificar odores. Teste uma narina por vez, ocluindo-a e pedindo para inalar (Ex.:café) II Par Craniano – Nervo Óptico. Avalie a acuidade visual com escala de Snellen/ Teste de Confrontação – Técnica de realização. Coloque-se em uma posição na altura do olho do Paciente (cerca de 60 cm). Oriente o cliente a tapar um dos olhos com um cartão opaco e, com o outro, olhar diretamente para você. Cubra seu próprio olho (oposto ao olho coberto do Cliente) Mantenha um lápis ou um dedo em movimento como alvo a meio caminho entre você e o cliente. Lentamente movimente-o a partir da periferia em várias direções. Peça ao cliente para dizer “agora” quando perceber o alvo. III, IV e VI Par Craniano – Nervos Oculomotor, Troclear e Abducente Examine as pálpebras quanto à queda (PTOSE PALPEBRAL) Examine as pupilas quanto ao tamanho, simetria, regularidade e reação à luz. FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ UNIVERSIDADE DE FORTALEZA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – CCS GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM DISCIPLINA: Enfermagem em Cuidados clínicos I Examine movimentos extra-oculares: estrabismo e nistagmo. Avalie os movimentos extra-oculares pelas posições cardeais do olhar V Par Craniano – NervoTrigêmio Função Motora: Avalie a mandíbula solicitando ao paciente para cerrar os dentes, enquanto o examinador palpa- a, avaliando o tônus muscular. Deve apresentar simetria. (Empurre o queixo do paciente). Função Sensorial: Com os olhos do paciente fechados, teste a sensação do tato com chumaço de algodão nas áreas: testa, bochecha e queixo. Peça ao paciente para indicar sua sensibilidade nas áreas. Reflexo corneal: Faça leve toque sobre a córnea do olho com chumaço de algodão. Repita o procedimento em ambos os olhos. Normal: reflexo do piscar simétrico. VII Par Craniano – NervoFacial Função Motora: Observe a mobilidade e a simetria facial enquanto a pessoa: SORRIR, FRANZI A TESTE, FECHA OS OLHOS, ERGUE AS SOBRANCELHAS, MOSTRA OS DENTES, INFLA AS BOCHECHAS. Por fim, aperte as bochechas infladas e observe a saída de ar igualmente em ambas as bochechas. Função Sensitiva: Teste o paladar, tocando a língua com chumaço de algodão coberto com sal ou açúcar ou limão. Peça-o para identificar o sabor. Não testar de rotina. VIII Par Craniano – Nervo vestíbulo-coclear (testar a capacidade de o paciente ouvir) Examine a audição sussurrando palavras em ambos ouvidos. Teste um ouvido de cada vez, camuflando a audição no outro ouvido (coloque um dedo no trago e empurre-o rapidamente para dentro e para fora do meato auditivo). Proteja seus lábios para que o cliente não possa fazer leitura labial. Mantenha sua cabeça 30 a 60 cm distante do ouvido da pessoa e sussurre lentamente algumas palavras de duas sílabas (ex, casa, bola) peça para o cliente repetir o que foi dito. IX e X Par Craniano – Nervos Glossofaríngeo e Vago (avaliar úvula, palato mole, tonsilas e reflexo do vômito), Examine a capacidade de identificar sabores azedo e amargo. Função Motora: Use o abaixador de língua e observe o mov. da úvula e do palato mole para a linha média quando o paciente diz: “ah”. Toque a parede posterior da faringe e observe o reflexo do vômito. XI Par Craniano – Nervo Acessório (avaliar força e resistência da cabeça e pescoço), Avalie o tamanho, a forma e a força do m. trapézio: Peça ao paciente para dar de ombro contra a resistência feita pelo examinador. Avalie o tamanho, a forma e a força do m. esternocleidomastóide: Coloque suas mãos na face lateral do paciente e solicite-o fazer uma rotação forçada da cabeça contra a resistência aplicada no queixo. XII Par Craniano – NervoHipoglosso (avaliar projeção da língua e clareza das palavras “leve, tenso e dinamite”) Avaliação da: PRECISÃO DO MOVIMENTOS Teste do Dedo-Dedo: Com os olhos do paciente abertos, peça-o que use o dedo para tocar o dedo do examinador e depois tocar seu próprio nariz. O examinador deve trocar a posição várias vezes/exame Teste Dedo-Nariz: Peça ao paciente para fechar os olhos e estender os braços. Em seguida, peça-o para tocar a ponta do próprio nariz com cada indicador, alternando as mãos e aumentando a velocidade. Teste do Calcanhar-Canela: Realizado com o paciente em pé, sentado ou supino. Peça-o para colocar o calcanhar sobre o joelho oposto e descê-lo canela abaixo, do joelho ao tornozelo. AVALIAR SISTEMA SENSORIAL: avalia nos locais: mãos, antebraço, abdômen, pés e pernas. Paciente com olhos fechados. Tato superficial: Toque a pele com chumaço de algodão. Peça-o para identificar a área tocada. SISTEMA SENSORIAL CORTICAL Estereognosia: Entregue-o um objeto (chave, moeda) para identificar o tato pela manipulação. Anormalidade: Agnosia táctil. Grafestesia: Com um lápis com ponta romba, simule o desenho de uma letra ou número na palma da mão do paciente. Peça-o para identificar o desenho. Repita o procedimento na mão oposta. Proceder à higienização das mãos TOTAL OBS:*As informações desse checklist foram consultadas no check-list do módulo Cuidar III. **Referência: JARVIS, C. Guia de exame físico para enfermagem. 7ª. ed.- Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. JARVIS, C. Exame físico e avaliação de saúde. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. SWARTZ, M.H. Tratado de semiologia médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.SEIDEL, M.H.; BALL, J. W.; DAIMS, J. E.; BENEDICT, G. W. Mosby guia de exame físico. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.