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Avaliação
Neurológica
Módulo: Bases Teórico- Práticas 
para o Cuidar III
Universidade de Fortaleza
Curso de Enfermagem
2020.2
TURMA PRÁTICA
ITENS AVALIADOS
1. Exame das Funções Mentais.
2. Avaliação de Nervos Cranianos
3. Sistema Motor
4. Avaliação da Propriocepção e Função
Cerebelar
5. Avaliação dos Reflexos Tendinosos
OBS.: A Avaliação da Função SensiJva será 
abordada nos módulos de Saúde ColeJva. 
Material necessário
Lanterna
Abaixador de língua
AgulhasObjetos familiares: lápis,
moeda, chaves, clipe de papel,
sementes de café.
Martelo 
de reflexos
Gazes
AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA
DADOS SUBJETIVOS
• FATORES PESSOAIS. DIFICULDADE DE FALAR
• CEFALÉIA. HISTÓRIA PATOLÓGICA
• DOR
• TRAUMATISMO CRANIANO
• TONTURA
• CONVULSÕES
• TREMORES
• FRAQUEZA
• DORMÊNCIA
1. EXAME DAS FUNÇÕES MENTAIS
• APARÊNCIA
• COMPORTAMENTO
• COGNIÇÃO
• PROCESSO DE PENSAMENTO
NIVEL DE CONSCIÊNCIA
• Classificação do Trauma cranioencefálico (ATLS, 2005) 
• 3-8 = grave (necessidade intubação imediata) 
• 9-13 = moderado
• 14-15 = leve
VERIFIQUE
OBSERVE
ESTIMULE
PONTUE
CONDUTAS
AVALIAÇÃO
PRESSÃO NA 
EXTREMIDADE 
DOS DEDOS
PINÇAMENTO DO 
TRAPÉZIO
INCISURA 
SUPRAORBITÁRIA
LOCAIS PARA ESTIMULAÇÃO FISICA
FATORES QUE INTERFEREM
• FATORES PRÉ EXISTENTES: LINGUAGEM OU 
DIFERENÇAS CULTURAIS.
• DEFICIT INTELECTUAL OU NEUROLÓGICO.
• PERDA AUDITIVA OU IMPEDIMENTO DE FALA.
• EFEITOS DO TRATAMENTO ATUAL: TQT, 
SEDAÇÃO, TOT.
• EFEITOS DE OUTRAS LESÕES: FRATURA 
ORBITAL, CRANIANA, HEMIPLEGIA, DANO NA 
MEDULA ESPINHAL.
VAMOS TREINAR...
• Caso 1- paciente masculino de 45 anos,
apresentou queda da própria altura. Durante
realização do exame neurológico, apresentou
abertura ocular após es?mulo fisico, quando a
enfermeira realizou perguntas como: • -“O sr
sabe onde está? respondeu “ O café esta frio” •
Como é o seu nome? Respondeu “Vou pra casa
mais cedo” • Durante a avaliação motora, não
realizou o que lhe foi solicitado, mas localizou a
dor.
• Qual o score na Escala de Coma de Glasgow?
RESPOSTA
• AO= resposta es_mulo doloroso (2) • RV= 
Palavras inapropriadas (3) • RM= Localiza a 
dor (5) 
•
• • Total=10 • Paciente apresenta Glasgow 10
• ECG= 10 (AO=2,RV=3,MRM=5)
• Sra Maria Amélia, 82 anos, estava em casa e apresentou
desmaio, sendo encaminhada ao hospital pelos familiares.
Hipertensa há 30 anos, faz uso de medicamentos an?
hipertensivos. Durante o exame, apresentava-se
inconsciente, sem abertura Ocular e sem resposta verbal. Ao
exame motor, quando foi realizado esFmulo Gsico em região
do trapézio , a paciente apresentou extensão anormal. • Qual
sua avaliação pela ECG?
RESPOSTA
• AO= Nenhuma (1) 
• RV= Nenhuma (1) 
• RM= Extensão anormal (2) 
•
• ECG= 4 (AO=1,RV=1,MRM=2)
• paciente masculino de 25 anos, apresentou
queda da própria altura, encontra-se na Upa.
Durante realização do exame neurológico,
apresentou abertura ocular após esJmulo
sonoro, quando a enfermeira realizou
perguntas como: • -“O sr sabe onde está?
Respondeu: Estou internado na Upa. Durante
a avaliação motora, o examinador apertou a
mão e o paciente apertou de volta. Pediu para
fazer a flexão do MID e o mesmo realizou.
• AO= Som (3) 
• RV= Orientado (5) 
• RM= A ordens (6) 
•
• ECG= 14 (AO=3,RV=5,MRM=6)
2. PARES DE NERVOS CRANIANOS
NERVO CRANIANO I (OLFATÓRIO)
• O examinador posiciona um objeto que possui odor
forte e iden?ficável bem abaixo da área nasal do
indivíduo, na tenta?va de avaliar a capacidade de
perceber o odor. (EX: Café)
NERVO CRANIANO II (ÓPTICO)
Avalie a acuidade visual com escala de Snellen. 
Teste de Confrontação – Técnica de realização. 
Coloque-se em uma posição na altura do olho do
Paciente (cerca de 60 cm).
Oriente o cliente a tapar um dos olhos com um cartão opaco e, com o outro, olhar diretamente 
para você.
Cubra seu próprio olho (oposto ao olho coberto do cliente)
Mantenha um lápis ou um dedo em movimento como alvo a meio caminho entre você e o cliente.
Lentamente movimente-o a parEr da periferia em várias dire
NERVO CRANIANO III (OCULOMOTOR)/ NERVO 
CRANIANO IV (TROCLEAR)/NERVO CRANIANO VI 
(ABDUCENTE)
• Examine as pálpebras quanto PTOSE PALPEBRAL. 
• Examine as pupilas quanto ao tamanho, simetria, regularidade e
reação à luz. Examine movimentos extra-oculares: estrabismo e
nistagmo.
• Avalie os movimentos extra-oculares pelas posições cardeais do 
olhar. 
NERVO CRANIANO V (TRIGÊMEO)
• Função Motora: Avalie a mandíbula solicitando ao
paciente para cerrar os dentes, enquanto o examinador
palpa-a, avaliando o tônus muscular. Deve apresentar
simetria. (Empurre o queixo do paciente).
• Função Sensorial: Com os olhos do paciente fechados,
teste a sensação do tato com chumaço de algodão nas
áreas: testa, bochecha e queixo. Peça ao paciente para
indicar sua sensibilidade nas áreas.
• Reflexo corneal: Faça leve toque sobre a córnea do olho
com chumaço de algodão. Repita o procedimento em
ambos os olhos. Normal: reflexo do piscar simétrico.
Não testar de roLna
NERVO CRANIANO V (TRIGÊMEO)
NERVO CRANIANO VII (FACIAL)
• Função Motora: Observe a mobilidade e a simetria facial
enquanto a pessoa: SORRIR, FRANZI A TESTE, FECHA OS OLHOS,
ERGUE AS SOBRANCELHAS, MOSTRA OS DENTES, INFLA AS
BOCHECHAS. Por fim, aperte as bochechas infladas e observe a
saída de ar igualmente em ambas as bochechas.
• Função Sensi/va: Teste o paladar, tocando a língua com chumaço
de algodão coberto com sal ou açúcar ou limão. Peça-o para
idenXficar o sabor. Não testar de roXna.
NERVO CRANIANO VIII 
(VESTIBULOCOCLEAR)
• Ramo coclear ou audiIvo: Acuidade audiIva/ Teste de Weber e 
Rinne.
• Ramo vesIbular: Coordenação Motora/ Teste de Romberg.
NERVO CRANIANO IX
(GLOSSOFARINGEO)/NERVO CRANIANO X (VAGO)
• Examine a capacidade de idenLficar sabores azedo e 
amargo. 
• Função Motora: Use o abaixador de língua e observe o 
mov. da úvula e do palato mole para a linha média quando 
o paciente diz: “ah”. Toque a parede posterior da faringe e 
observe o reflexo do vômito. 
NERVO CRANIANO XI 
(ACESSÓRIO)
• Avalie o tamanho, a forma e a força do trapézio: Peça ao
paciente para dar de ombro contra a resistência feita pelo
examinador.
• Avalie o tamanho, a forma e a força do esternocleidomastóide:
Coloque suas mãos na face lateral do paciente e solicite-o
fazer uma rotação forçada da cabeça contra a resistência
aplicada no queixo.
NERVO CRANIANO XII 
(HIPOGLOSSO)
• O examinador pede para o individuo projetar a língua. A função
primaria do nervo hipoglosso é o controle voluntario dos
músculos da língua.
LINK AVALIAÇÃO NERVOS
• hops://www.youtube.com/watch?v=LVPvrOQ
NY78
3. AVALIAÇÃO DO SISTEMA MOTOR 
(Inspeção e Palpação)
3.1 Força muscular: A avaliação da função motora mede a força dos membros superiores e inferiores,
com a finalidade de verificar a dependência ou independência do paciente para realizar a>vidades
diárias. Durante a avaliação, um membro é sempre comparado com o seu par contralateral.
A força muscular pode ser registrada de acordo com a classificação do Medical Research Council Scale,
anotando-se o local e o movimento em uma escala de 0 a 5:
0: Nenhuma contração muscular visível ou palpável;
1: Vê-se ou palpa-se uma contração muscular, mas não há movimento de uma ar>culação;
2: Capacidade de mover o membro, sem conseguir um movimento an>gravitacional;
3: Movimento contra a gravidade, porém não contra a resistência
4: Movimento moderado a>vo contra a resistência:
➔ 4 – Movimento discreto contra a resistência
➔ 4 + movimento submáximo contra a resistência
5: Força muscular normal.
OBS.: Outra forma de registro da força muscular é a descrição literal, anotando- se a graduação, o
local e o movimento. Exemplo: força normal nos quatro membros ou força discretamente diminuída
na extensão do braço direito, ou força moderadamente diminuída na flexão da perna esquerda.
FUNÇÃO MOTORA
AVALIAÇÃO DO TÔNUS
4. AVALIAÇÃO DA PROPRIOCEPÇÃO E FUNÇÃO CEREBELAR 
(método propedêu^co: inspeção e palpação) 
4.1 Coordenação e habilidade motora fina
4.1.1 Movimentos Rítmicos RápidosAlternantes:
1) Peça ao paciente na posição sentada que bata nos
joelhos com ambas as mãos, levante as mãos e bata
nos joelhos com o dorso das mãos.
2) Peça ao paciente para tocar com o polegar cada
dedo da mesma mão, começando pelo indicador e
depois inverta a posição. Aumente gradualmente a
frequência dos movimentos.
4. AVALIAÇÃO DA PROPRIOCEPÇÃO E FUNÇÃO CEREBELAR 
(método propedêu^co: inspeção e palpação) 
4.2 Precisão do Movimentos
Teste do Dedo-Dedo: Com os olhos do paciente abertos, peça-o
que use o dedo para tocar o dedo do examinador e depois tocar
seu próprio nariz. O examinador deve trocar a posição várias
vezes/exame
Teste Dedo-Nariz: Peça ao paciente para fechar os olhos e
estender os braços. Em seguida, peça-o para tocar a ponta do
próprio nariz com cada indicador, alternando as mãos e
aumentando a velocidade.
Teste do Calcanhar-Canela: Realizado com o paciente em pé,
sentado ou supino. Peça-o para colocar o calcanhar sobre o
joelho oposto e descê-lo canela abaixo, do joelho ao tornozelo.
4. AVALIAÇÃO DA PROPRIOCEPÇÃO E FUNÇÃO CEREBELAR 
(método propedêu^co: inspeção e palpação) 
4.3 Equilíbrio
Teste de Romberg: Também usado na avaliação
neurológica. Já descrito no check list da avaliação de 
cabeça e pescoço.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Bicipital: 
Flexione o braço do paciente em 45o no cotovelo e
posicione o antebraço dele sobre o seu
(examinador). Palpe o tendão do bíceps na fossa
antecubital. Coloque seu polegar sobre o tendão e
seus dedos sob o cotovelo. Percuta seu polegar com
o martelo. Reflexo: contração do m. bíceps provoca
a flexão do cotovelo.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Bicipital: 
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Braquirradial: Flexione o braço do
paciente até 45o. O braço deve estar em
repouso. Percuta o tendão braquiorradial (cerca
de 3 a 5 dedos acima do punho) com o martelo.
Reflexo: a pronação do antebraço e flexão do
cotovelo.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Tricipital: Flexione o braço do paciente
em 90o com o cotovelo, apoiando o braço
próximo á fossa antecubital. Palpe o tendão do
tríceps e percuta-o diretamente com o martelo
logo acima do cotovelo. Reflexo: A contração do
tríceps provoca uma extensão do cotovelo.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Tricipital
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Patelar: Flexione o joelho do paciente
em 90o, permiJndo que a perna repouse. Apoie
a coxa com sua outra mão. Percuta o tendão
patelar com o martelo. Reflexo: A contração do
m. quadríceps provoca extensão da perna.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
Reflexo Patelar
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
• Reflexo Aquileu: Com o paciente sentado,
flexione o joelho em 90o e mantenha o
tornozelo na posição neutra, e o examinador
segurando o pé, percute o tendão de Aquiles
ao nível dos maléolos no tornozelo. Reflexo:
contração do m. gastrocnêmio provoca a
flexão do pé.
• OBS.: Reflexos Tendinosos Superficiais (abdominal, cresmastérico e
plantar) serão abordado nos módulos de Saúde Cole/va.
5. AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS TENDINOSOS 
PROFUNDOS
• Reflexo Aquileu:
AVALIAR
• A.M.L., 72 anos, estava na casa de seu filho e
apresentou sincope, sendo encaminhada ao hospital
pelos familiares. Diabé=co há 10 anos, faz uso de
insulina. Durante o exame, na abertura Ocular,
apresentou-se espontânea, na resposta verbal,
respondeu com gemidos. Ao exame motor, quando foi
realizado esHmulo Isico em região do trapézio , a
paciente apresentou flexão anormal.
• Na avaliação pupilar, apenas uma pupila reage a luz.
• • Qual sua avaliação pela ECG?
RESPOSTA
• AO= Espontânea (4) 
• RV= Gemidos (2) 
• RM= Extensão anormal (3) 
•
• ECG= 9 (AO=4,RV=2,MRM=3)
• ECG – P = 9-1=8

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