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EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO EXAME DO NERVO OLFATÓRIO ▪ a avaliação é realizada com substâncias diversas para testar o olfato. ▪ Certificar que as vias nasais estão desobstruídas. ▪ Cada narina deve ser examinada separadamente com o paciente de olhos fechados enquanto a outra narina deve estar ocluída. ▪ O lado com suspeita de anormalidade deve ser examinado primeiro. ▪ Substâncias de teste: álcool, sabão, café creme dental, canela... ▪ Semiotécnica: 1. Paciente com os olhos fechados, o examinador deve testar cada narina separadamente. 2. Aproximar a substância à narina aberta enquanto oclui a outra. 3. Pedir para o paciente aspirar o odor, com os olhos fechar e indicar qual a substância. ▪ Normalidade: Paciente é capaz de reconhecer os odores testados. o A percepção do odor é mais importante que o identificar. EXAME DO NERVO ÓPTICO AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS DAS PUPILAS ▪ Algumas recomendações para a execução do reflexo fotomotor são: o Avaliar em primeiro lugar o tamanho, forma, posição e simetria das pupilas; o De preferência, realizar o exame em uma sala de baixa luminosidade; o O paciente deverá focar a visão em um ponto longínquo, para evitar o reflexo de acomodação; EXAME DOS NERVOS CRANIANOS EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO o Ao analisar o reflexo fotomotor consensual, certificar-se que a luz incida apenas em um olho. ▪ No reflexo fotomotor direto, esse reflexo acontece no mesmo olho estimulado. ▪ Existe também o reflexo fotomotor consensual, que permite uma resposta eferente ao estímulo luminoso também no outro não estimulado. AVALIAÇÃO DA ACUIDADE VISUAL ▪ Acuidade visual é o grau de aptidão do olho para diferenciar a forma e o contorno dos objetos. ▪ Uso da escala de Snellen. o Os pacientes que não atingirem 20/25 devem ser testados. ▪ Semiotécnica: 1. Cada olho deve ser examinado separadamente. 2. O paciente deve ser posicionado a 6 metros da escala. 3. Primeiro pedir para ocluir um olho enquanto o examinador aponta para os optotipos, o paciente deve identifica-los. 4. Repetir o procedimento com o olho oposto ocluído. PADRÃO DE NORMALIDADE AVALIAÇÃO DO CAMPO VISUAL ▪ Campo visual é o limite da visão periférica – para avaliar é usado o teste de confrontação. ▪ Cada olho deve ser examinado separadamente enquanto o outro fica ocluído. ▪ Objetivo do teste: determinar se o campo do paciente é semelhante ou mais restrito que o do examinador. ▪ Semiotécnica 1) Paciente sentado com o examinador a frente, um olho permanece aberto enquanto oclui o outro. 2) O examinador se posiciona a frente e também oclui um de seus olhos (se o olho examinado do paciente será o direito, o paciente deve ocluir o olho esquerdo e o examinador deve ocluir o olho direito. 3) O examinador deve posicionar os dedos na periferia e então deve movimentar o indicador lentamente, em todas as direções até que o paciente detecte e percorra os quatro quadrantes – realizar um H. ▪ Padrão de normalidade: o 90o a 100o temporalmente. o 60o nasalmente. NORMAL 20/12 a 20/25 PRÓXIMO DO NORMAL 20/30 a 20/60 BAIXA VISÃO MODERADA 20/80 a 20/150 BAIXA VISÃO SEVERA 20/200 a 20/400 BAIXA VISÃO PROFUNDA 20/500 a 20/1000 PRÓXIMO À CEGUEIRA 20/1200 a 20/2500 CEGUEIRA TOTAL Sem percepção de luz. EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO o 50o a 60o superiormente. o 60o e 75o inferiormente. FUNDOSCOPIA ▪ a fundoscopia permite que seja observado com o uso do oftalmoscópio, a papila óptica, o disco óptico, a mácula, retina e os vasos retinianos. ▪ O exame deve ser realizado com o paciente em midríase completa. ▪ Semiotécnica: 1) Ambiente precisa estar escuro e calmo. 2) O exame deve ser iniciado devendo deixar as lentes em zero e assim o examinador avalia o olho enquanto o paciente olha para um ponto fixo. ▪ Normalidade: a papila se apresenta como uma mancha rosa pálida arredondada de onde emergem vasos. A mácula densa aparece como uma pequena mancha EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO escura e desprovida de grandes vasos. A retina se apresenta com reflexo vermelho. EXAME DOS NERVOS OCULOMOTOR, TROCLEAR E ADBUCENTE ▪ Nervo Oculomor: testar a função dos músculos reto medial (adução), reto superior e oblíquo (elevação), reto medial (adução), reto superior e oblíquo inferior (elevação), reto inferior (abaixamento) e elevador da pálpebra superior. ▪ Nervo Troclear: avalia o músculo oblíquo superior. ▪ Nervo Abducente: avalia o músculo reto lateral (abdução). EXAME DA MOTILIDADE OCULAR EXTRÍNSECA ▪ Vai depender da acuidade visual. ▪ Avaliação dos movimentos de perseguição nas seis porções básicas do olhar (para cima, baixo e para os lados). ▪ Semiotécnica: 1) Paciente sentado e o examinador a frente do paciente. 2) Pedir para o paciente manter a cabeça fixa e seguir o dedo do examinador apenas com o olhar. EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO 3) Realizar um H para que o paciente acompanhe o desenho. ▪ Normal: paciente deve ser capaz de realizar todos os movimentos e eles devem permanecer uniforme e conjugados durante o exame. EXAME DO NERVO III (OCULOMOTOR) – AVALIAÇÃO DOS REFLEXOS PUPILARES ▪ Os reflexos pupilares fazem parte da motricidade intrínseca dos olhos. ▪ A via aferente das pupilas tem origem no nervo óptico. ▪ Vias eferentes dependem das fibras parassimpáticas. REFLEXO FOTOMOTOR DIRETO - SEMIOTÉCNICA ▪ O paciente deve manter o olhar fixo em um ponto distante enquanto o examinador incide um feixe de luz em uma das pupilas. ▪ Observar a resposta do mesmo olho. ▪ Normal: contração rápida da pupila que recebeu a luz. REFLEXO FOTOMOTOR INDIRETO ▪ O paciente deve manter o olhar fixo em um ponto distante enquanto o examinador incide um feixe de luz em uma das pupilas. ▪ Observar a resposta do outro olho – sem estímulo. ▪ Normal: contração rápida do olho que não recebeu o estímulo. EXAME DO NERVO V – TRIGÊMEO ▪ Exame das funções motoras do trigêmeo AVALIAÇÃO DOS MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO. ▪ Semiotécnica: 1) Examinador em frente ao paciente. 2) Pedir para o paciente cerrar os dentes e enquanto isso o examinador deve palpar a borda anterior dos masseteres – avaliar o volume e força dos músculos. 3) Em seguida pedir para o paciente realizar protusão e retração da mandíbula e o examinador deve observar a tendência a desvios. 4) Por ultimo pedir para o paciente morder um abaixador de língua com os dentes molares, as impressões da mordida devem ser comparadas. ▪ Normalidade: ao palpar os masseteres com o maxilar cerrado, é esperado um movimento simétrico dos dedos para diante. ▪ Os movimentos de protusão e retração devem acontecer sem desvios e as marcas de mordida no abaixador de língua devem ter profundidade semelhante. AVALIAÇÃO DAS FUNÇÕES SENSITIVAS ▪ Avaliação de tato, temperatura e dor. ▪ Semiotécnica 1) Paciente com os olhos fechados e examinador em frente. EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO 2) O examinador deve provocar estímulos nos dois lados do rosto – a temperatura é testada com recipientes contendo líquidos frios e mornos, o tato deve ser testado com o examinador passando algum objeto no paciente. ▪ Normal: o paciente deve ser capaz de reconhecer o toque, sem relatar dor e deve perceber a diferença de temperatura nos dois lados do rosto. EXAME DOS REFLEXOS ▪ Testar os reflexos corneano, esternutatório e madibular. EXAME DO REFLEXO CORNEANO ▪ Os estímulos devem ser aplicados na córnea superior, de baixo para cima ou dos lados para o centro – deforma que o paciente não possa vê-los. ▪ Semiotécnica 1) Paciente sentado e examinador a frente. 2) O examinador deve tocar a córnea superior com um chumaço de algodão. ▪ Normal: o paciente deve piscar. EXAME DO REFLEXO ESTERNUTATÓRIO ▪ Semiotécnica 1) Paciente deve estar sentado e o examinador a frente. 2) O examinador deve tocar a membrana da mucosa nasal com um chumaço de algodão. ▪ Normal: o paciente deve enrugar o nariz, fechar os olhos e uma expiração forçada semelhante a um espirro. EXAME DO REFLEXO MANDIBULAR ▪ Semiotécnica 1) O paciente deve estar sentado com a boca entreaberta, enquanto o examinador deve estar a frente. 2) O examinador deve colocar o dedo indicador ou polegar na região mentual do queixo do paciente. 3) O examinador deve bater com o martelo de reflexos na falange distal de seu dedo. ▪ Normal: deve haver um espasmo ascendente da mandíbula – é normal que esse reflexo esteja pouco ativo ou ausente. EXAME DO NERVO VII – NERVO FACIAL ▪ Avaliar o músculo facial de acordo com os movimentos: o Frontal: franzir a testa. o Orbicular das pálpebras: apertar os olhos, devem ficar bem fechados. o Orbicular dos lábios: fechar os lábios e assoviar. o Bucinador: retrair os cantos da boca. o Platisma: contrair os cantos da boca e a musculatura cervical superficial. ▪ Para avaliar a sensibilidade gustativa – algodão mergulhados em soluções de sabor doce, azedo, salgado ou amargo na língua protraída e pedir para o paciente identificar o sabor. ▪ Semiotécnica 1) Primeiro o examinador deve observar a face do paciente, procurando alguma assimetria das fissuras palpebrais e das pregas nasolabiais em repouso. 2) Depois deve pedir para o paciente contrair os músculos faciais e observar a simetria, os desvios e o grau da força muscular. 3) Por último, o examinador deve mergulhar um algodão em soluções diferentes e depois colocar na língua do paciente – pedir para o paciente identificar. ▪ Normal: paciente realiza todos os comandos. EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO EXAME NERVO VIII – NERVO VESTIBULOCOCLEAR ▪ Esse nervo possui duas divisões – a parte coclear é responsável pela audição e a parte vestibular está relacionada com o equilíbrio, coordenação e orientação no espaço. EXAME DO NERVO COCLEAR ▪ Semiotécnica 1) O paciente sentado e o examinador a frente. 2) O examinador deve inspecionar – com um otoscópio – os canais auditivos e as membranas timpânicas. A acuidade auditiva deve ser avaliada em cada orelha. TESTES AUDITIVOS EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO ANORMALIDADES AUDITIVAS EXAME DO NERVO VESTIBULAR ▪ Semiotécnica; 1) Paciente sentado e examinador a frente. 2) O examinador deve pesquisar os reflexos vestibulospinais e vestíbulo – oculares, pesquisar nistagmo, comparando as respostas obtidas com o lado das lesões. EXAME DOS NERVOS IX E X – NERVO GLOSSOFARÍNGEO E NERVO VAGO ▪ Os dois nervos são avaliados juntos. ▪ Semiotécnica: 1) Paciente sentado e examinador a frente. 2) Primeiro deve testar e função motora, pedir para o paciente dizer “ah” com a boca aberta, enquanto o examinador observa o movimento do palato. 3) Depois deve ser aplicado um estímulo na orofaringe com um abaixador de língua para testar o reflexo de vômito. ▪ Normal: elevação completa e simétrica do palato e reflexo de vômito. EXAME DO NERVO XII - ESPINAL ACESSÓRIO ▪ Testar a função dos músculos trapézio e esternocleidomastoideo. ▪ Semiotécnica: 1) Paciente sentado e examinador em frente. 2) Para testar o esternocleidomastoideo – pedir para o paciente girar a cabeça contra uma resistência aplicada pelo examinador, sobre a mandíbula do paciente. 3) Para testar o trapézio – fazer o paciente levantar os ombros contra resistência e observar qualquer assimetria. EXAME FÍSICO DOS NERVOS CRANIANOS MILENA BAVARESCO EXAME NERVO XII – NERVO HIPOGLOSSO ▪ Deve-se observar as situações de fraqueza facial. ▪ Semiotécnica 1) Paciente sentado e examinador em frente. 2) O examinador deve explorar a língua através da inspeção estática. 3) Depois, pedir para o paciente colocar a língua para fora e a movimentar em várias direções (empurrar a língua contra a bochecha enquanto o examinador aplica uma resistência do lado de fora).